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SUMMARY:"FUNK: Um grito de ousadia e liberdade" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:O Museu de Arte do Rio (MAR) lança a sua nova exposição FUNK: Um grito de ousadia e liberdade no dia 29 de setembro. A principal mostra do ano do MAR perpassa os contextos do funk carioca através da história. Apresentada pelo Instituto Cultural Vale\, com curadoria da Equipe MAR junto a Taísa Machado e Dom Filó\, a mostra contou também com a colaboração de consultores\, como Deize Tigrona\, Celly IDD\, Tamiris Coutinho\, Glau Tavares\, Sir Dema\, GG Albuquerque\, Marcelo B Groove\, Leo Moraes\, Zulu TR. \n\n\n\nA temática da exposição irá apresentar e articular a história do funk\, para além da sua sonoridade\, também evidenciando a matriz cultural urbana\, periférica\, a sua dimensão coreográfica\, as suas comunidades\, os seus desdobramentos estéticos\, políticos e econômicos ao imaginário que em torno dele foi constituído. “Funk é um tema coletivo. Durante muitos momentos no MAR\, fomos instigados a fazer uma exposição sobre o funk carioca. A exposição conta com duas salas. A primeira sala é sobre o soul\, esse movimento de músicas importadas dos anos 70 e 80\, que ganhou repercussão no Brasil e\, é claro\, influenciou o consumo também de roupas\, sapatos\, cabelos…a estética que vira consumo. Tem ali\, ainda\, a presença de pessoas que tinham acesso a equipamentos\, compravam discos importados e começavam a fazer grandes equipes de som para tocar nas festas. Eram essas festas\, feitas em clubes de bairros\, que precederam o funk de hoje. Já a segunda sala é toda dedicada ao baile de favela\, que hoje constitui\, talvez\, uma das maiores forças de produção artística carioca e nacional. A gente mergulha nisso\, na história dos bailes constituídos por lonas\, instalados em vários lugares\, mas sempre dentro das comunidades”\, antecipa Marcelo Campos\, Curador Chefe do MAR. \n\n\n\nA abordagem vai se estender\, ainda\, à presença do funk nas mais variadas dimensões e práticas culturais\, com especial atenção ao campo das artes visuais contemporâneas\, para as quais o funk foi uma referência de visualidade\, de resistência política\, de alteridade e de forma.  Objetos próprios da história do estilo musical serão combinados a uma profusão audiovisual de sons\, vozes e gestos\, bem como atravessados por uma iconografia relacionada ao funk\, de modo a convidar o público da cidade a experimentar sua história como uma das mais potentes formas de imaginar e singularizar o Rio de Janeiro. \n\n\n\nA exposição é dividida em 11 núcleos e contará com mais de 900 itens. Entre os mais de 100 artistas brasileiros e estrangeiros que participam da exposição\, estão Hebert\, Vincent Rosenblatt\, Blecaute\, Gê Vianna\, Manuela Navas\, Maxwell Alexandre\, Fotogracria\, Emerson Rocha\, Panmela Castro\, Bruno Lyfe\, entre outros. O público poderá interagir com algumas instalações\, ouvir músicas\, dançar e ler textos que contam a história do ritmo musical pelas duas salas do pavilhão de exposições. A expografia é assinada pelo Estúdio Gru.a. \n\n\n\nE na noite de abertura a exposição a programação do MAR contará com um baile funk no Pilotis do Museu. Estão previstas as apresentações de dança do Afrofunk Rio\, e das atrações musicais Jonathan da Provi\, MC Cacau canta MC Marcinho e Trilogia do Santo Amaro. O evento é gratuito\, com retirada de ingressos via Sympla e sujeito à lotação.
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SUMMARY:"J. Borges – O Sol do Sertão" no Museu do Pontal
DESCRIPTION:J. Borges\, O forró dos bichos. Foto: Divulgação\n\n\n\nA exposição “J. Borges – O Sol do Sertão”\, com curadoria de Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque\, é a mais abrangente da carreira do mestre da xilogravura brasileira. Com mais de 200 obras que percorrem seus 60 anos de trajetória\, a mostra inclui xilogravuras\, matrizes\, cordéis e vídeos. As obras de J. Borges estão distribuídas em duas galerias do mezanino\, parte do foyer e da galeria principal\, interagindo com o acervo de arte brasileira do Museu do Pontal. No jardim interno\, um mural de 24 m² apresentará a popular xilogravura “Asa Branca”\, inspirada pela música de Luís Gonzaga e reproduzida por Pablo Borges\, filho do artista.
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SUMMARY:"Pretagonismos na coleção do Museu Nacional de Belas Artes" no Espaço Cultural BNDES
DESCRIPTION:Maria Auxiliadora\, Colheita de flores (detalhe)\, 1972. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nPretagonismos no acervo do Museu Nacional de Belas Artes reúne 105 obras de 59 artistas\, 46 negros e 13 brancos\, que retratam pessoas negras\, para apresentar o protagonismo do artista negro neste acervo\, que é um dos principais depositários do patrimônio artístico do país. O trabalho mais antigo data de 1780-1800 e o mais recente\, de 2023. \nO corpo curatorial da mostra – Amauri Dias\, Ana Teles da Silva\, Cláudia Rocha e Reginaldo Tobias de Oliveira\, todos da equipe permanente do MNBA\, quer frisar as trajetórias de luta\, resiliência\, transgressão e heroísmo desses negros em uma sociedade que ainda hoje é varada pelo racismo. \nPretagonismos abre ao público\, na quinta-feira\, 29 de agosto de 2024\, na galeria do Espaço Cultural BNDES\, selando o recente acordo de cooperação técnica entre o banco e o museu\, que está em reforma física e conceitual desde o segundo semestre de 2019. Marca também a reabertura do espaço expositivo do BNDES\, que estava fechado desde 2020. \n“Já tínhamos reaberto o Espaço Cultural BNDES com uma programação de música às quintas e sextas e\, agora\, com a retomada das exposições de artes visuais\, vamos levar ainda mais cultura gratuita à população”\, afirmou o presidente do BNDES\, Aloizio Mercadante. “Essa exposição Pretagonismos\, que reabre a galeria do Espaço Cultural BNDES\, é muito emblemática\, pois desafia e questiona os padrões de representação e coloca artistas negros no protagonismo da arte e da história. Tudo isso é motivo de orgulho para o BNDES\, que busca promover uma sociedade mais justa e diversa\,” completou. \n“Esta mostra é mais um passo significativo na construção de uma narrativa inclusiva e justa no panorama artístico nacional que\, diante das urgências contemporâneas\, evidencia fissuras\, forçando o olhar para uma noção de beleza e de poética mais integrativa”\, propõe Daniela Matera\, diretora do Museu Nacional de Belas Artes.
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SUMMARY:“Eckhout: trânsitos do olhar” no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB)
DESCRIPTION:Nay Jinknss\, da série Maré Alta – O imaginário está atrás da porta: É tão bonito sonhar a beira mar\, 2023\n\n\n\n\nA partir do dia 30 de agosto\, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) abre para visitação a exposição temporária “Eckhout: trânsitos do olhar”\, quando começa o agendamento ao público\, que terá a oportunidade de conhecer as cópias de quadros encomendadas pelo imperador Dom Pedro II ao pintor dinamarquês Niels A. Lützen. Trata-se dos famosos retratos indígenas pintados por Albert Eckhout\, no tempo da ocupação holandesa no Nordeste brasileiro\, no século XVII. A mostra coloca em discussão o olhar do colonialismo ao colocar os quadros históricos em diálogo com a criação contemporânea da artista paraense Nay Jinknss. Dom Pedro II fez uma viagem à Dinamarca para conhecer os famosos retratos de indígenas do Brasil comentados pelo famoso naturalista alemão Alexander von Humboldt em seu livro Cosmos\, um dos mais populares livros de ciência do século XIX. Foi então que decidiu encomendar versões em formato menor dos retratos para doar ao IHGB e tornar as imagens conhecidas no Brasil. A abertura para convidados acontece no dia 29 de agosto. \nEstes retratos de indígenas de Pernambuco do século XVII traduzem o encanto pelo desconhecido que definiu o exotismo como princípio da construção do olhar de europeus diante do mundo colonial. Paradoxalmente\, o exotismo foi internalizado pela cultura nacional para demarcar visões da singularidade brasileira. Desse modo\, o imperador participou desse processo em que o olhar estrangeiro condicionou a visão dos colonizados sobre si mesmos. \nPor meio da criação contemporânea de Nay Jinknss\, os retratados de Eckhout ressurgem no mercado do Ver-o-Peso da cidade de Belém do Pará. Suas fotografias e vídeo rejeitam a representação do tipo social genérico sem subjetividade característica do olhar do colonialismo. Em seus retratos\, ao contextualizar a experiência social e expor o que faz cada indivíduo singular\, a artista paraense contribui para multiplicar os modos de ver e representar a diversidade cultural do Brasil. \nO curador Paulo Knauss\, diretor do Museu do IHGB e professor do departamento de História da Universidade Federal Fluminense\, comenta: \n“Os retratos de Eckhout transitam entre épocas e revivem na arte contemporânea brasileira\, ao menos desde a criação de Glauco Rodrigues. Suas apropriações servem à crítica dos modos de ver as diferenças culturais baseada na dicotomia entre selvagens e civilizados. Nos trânsitos do olhar\, a arte contemporânea subverte os sentidos de imagens consagradas e busca romper com a colonialidade”. \n A exposição apresenta ainda livros e mapas ilustrados com imagens do mundo colonial que foram difundidas pelos artistas e naturalistas holandeses do século XVII. \nA realização da exposição marca também a reabertura do circuito de visitação do IHGB com a conclusão da primeira etapa do seu projeto de renovação. É uma oportunidade para conhecer a sede do IHGB e seus outros espaços expositivos\, que apresentam tesouros da cultura brasileira reunidos desde a fundação da instituição acadêmica em 1838\, como o Crânio da Lagoa Santa\, um dos mais antigos vestígios da vida humana no Brasil e encontrado na primeira missão arqueológica brasileira\, além da coleção de retratos de Pedro II.  \nA visitação é aberta a todos os interessados e há um programa especial para receber escolas e grupos. Todas as visitas são mediadas\, ocorrem em tardes de dias úteis e devem ser agendadas por e-mail.
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SUMMARY:"Brígida Baltar: pontuações" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Autorretrato com tecido favo. Imagem: Divulgação Museu de Arte do Rio\n\n\n\n\nPoder capturar o impalpável\, perseguir o intangível\, subverter o óbvio\, essas eram formas da artista carioca Brígida Baltar (1959-2022) ocupar espaços inesperados\, reunindo em sua obra elementos do corpo\, da natureza\, das paisagens e da própria moradia. A exposição “Brígida Baltar: pontuações”\, elaborada especialmente para o Museu de Arte do Rio\, inaugura no dia 20 de setembro e reúne cerca de 200 obras\, cerca de 50 inéditas\, produzidas por quase três décadas de atuação. Esta é a maior exposição institucional dedicada à artista e é realizada em parceria com o Instituto Brígida Baltar e a Galeria Nara Roesler. A mostra conta com curadoria de Marcelo Campos\, Amanda Bonan e equipe MAR além do curador convidado Jocelino Pessoa.  \nSeis obras de Brígida Baltar que fazem parte do acervo do Museu de Arte do Rio estarão na mostra que apresenta fotografias\, vídeos\, instalações\, esculturas e memórias textuais da artista. “É a primeira exposição póstuma a reunir esse conjunto tão significativo de obras. A exposição tem esse nome: pontuações\, porque ela parte dos escritos da Brígida. Ela tinha uma consciência muito grande de que era preciso organizar as obras\, ela gostava muito de conversar sobre isso\, então\, num dos momentos ela passou a anotar tudo\, ela foi dizendo como ela queria as escalas de impressão\, quais obras deveriam ser refeitas e quais não. Muitas frases e reflexões da artista sobre as obras acompanham toda a exposição. Brígida foi uma artista de muito destaque no Brasil\, uma artista como personagem de suas próprias fabulações\, ela foi muito importante para a fotoperformance\, videoperformance\, ela influenciou muita gente em muitos lugares do país”\, afirma o curador Marcelo Campos. \nDividida em duas salas\, a exposição apresenta as séries produzidas por Brígida: no primeiro espaço são exibidas as suas relações com a casa e a família\, já na segunda sala são apresentadas as fabulações da artista. Toda a exposição foi concebida\, produzida e montada com profissionais que tiveram vínculos com Brígida. “Esta é uma das mais importantes exposições de Brígida Baltar: além do inédito número de obras reunidas\, celebra o seu legado para a arte e convida o público a adentrar na sua vasta reflexão poética. Ao longo dos seus mais de 30 anos de carreira\, ela elaborou imagens afetivas que aproximam a arte contemporânea do público. O pensamento da mostra possui uma forte influência da artista\, que ao longo dos últimos anos dedicou-se a organizar a sua memória em cadernos e documentos e realizou encontros para iniciar o seu Instituto. Pontuações expressa toda precisão registrada por Brígida ao passo que oferece ao público as suas memórias familiares e de infância e os personagens das fábulas de suas obras e filmes”\, destaca Jocelino Pessoa\, curador da mostra. \nBrígida foi uma artista que fundou universos de encantamento e fantasia\, habitados por seres imaginários e objetos triviais do dia a dia que ganharam outros sentidos\, flertando com o surreal. Uma mulher que desde os anos 1990 protagonizou parte da produção contemporânea em exibições nacionais e internacionais.  O público que percorrer a exposição vai literalmente entrar no universo de Brígida Baltar. “É uma exposição como se a gente tivesse caído num livro de fábulas\, e ao mesmo tempo vemos uma capacidade imensa\, uma competência imensa da artista\, em tornar um elemento\, uma ideia em uma obra\, o que é muito raro. No caso de Brígida\, ela escolhia os materiais\, que ganhavam uma vida\, uma história\, uma narrativa\, e que se vinculavam a questões muito próximas a ela ou as pesquisas que ela desenvolvia. Brígida entendia os mecanismos para chegar na beleza.. É uma exposição muito rara em torno da produção de uma artista\, é a primeira vez que a gente teve mais acesso em um acervo\, com peças inéditas\, inclusive com um novo filme que será exibido”\, revela o curador Marcelo Campos.  \nNa ocasião da abertura da exposição haverá gratuitamente\, às 17 horas\, a apresentação Orquestra Sinfônica Brasileira + Agência do Bem (Projetos patrocinados por Machado Meyer Advogados).
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SUMMARY:"Novas Raízes" de Rosana Paulino na Casa Museu Eva Klabin
DESCRIPTION:Rosana Paulino\, detalhe da obra Espada e Iansã\, da série Senhora das plantas\, 2022. Imagem: Divulgação Casa Museu Eva Klabin\n\n\n\n\n\nCom uma trajetória única e influente\, Rosana Paulino traz à tona discussões sobre memória\, natureza\, identidade e história afro-brasileira na exposição “Novas Raízes”. Os trabalhos expostos são resultado de uma longa pesquisa acerca da arquitetura e do acervo da Casa Museu\, propondo a separação conceitual entre os dois andares do nosso espaço. Celebrando os 30 anos de carreira da consagrada artista paulistana\, “Novas Raízes” inaugura por aqui no dia 26 de setembro (quinta-feira)\, às 18h\, podendo ser visitada gratuitamente de quarta a domingo\, de 14h às 18h\, até 12 de janeiro de 2025. \nOs cômodos do térreo estão dedicados a produções que expõem a relação entre a arquitetura e botânica\, com desenhos\, colagens e instalações. A obra “Espada de Iansã” se junta a outros trabalhos que visam romper a separação entre dentro e fora\, com plantas tomando as diferentes salas. Rosana chama a atenção para a incisiva separação entre o ambiente doméstico e o jardim\, fruto de uma corrente de pensamento europeu que aponta para a necessidade de domar a natureza. \nOs cômodos do segundo andar tangenciam uma discussão sobre a vida privada de mulheres negras ao longo da história. Obras como “Paraíso tropical”\, “Ama de Leite” e “Das Avós” resgatam fotografias e símbolos da história afro-brasileira\, tecendo uma reflexão sobre a subjugação dos corpos às políticas de apagamento resultantes do modelo escravocrata vivido pelo Brasil Colônia. Fazendo uso de tecidos em voil\, fitas\, lentes\, recortes e outros objetos\, Paulino propõe a preparação de um ambiente de descanso para todas as mulheres negras vítimas da história brasileira\, em especial Mônica\, a ama de leite fotografada por Augusto Gomes Leal em 1860\, uma das poucas que tiveram o seu nome conservado ao longo da história. \n\n\n“Esta é uma oportunidade única de ver a obra de Rosana Paulino em diálogo direto com um acervo clássico\, propondo assim uma revisão histórica e epistemológica aos olhos do visitante (…). Rosana pretende que esta exposição tenha um caráter educativo bem acentuado\, questionando sobre como podemos repensar a produção contemporânea em diálogo com novas leituras de mundo\, este bem diferente daquele deixado por Eva Klabin há mais de trinta anos.
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SUMMARY:“Fullgás - artes visuais e anos 1980 no Brasil” no CCBB RJ
DESCRIPTION:Beatriz Milhazes\, Com quem está a chave do banheiro 10? (detalhe)\, 1989. Foto: Manuel Águas & Pepe Schettino\n\n\n\n\n“Fullgás”\, assim como a música de Marina Lima\, deseja que o público tenha contato com uma geração que depositou muito de sua energia existencial não apenas no fazer arte\, mas também em novos projetos de país e cidadania. Uma geração que\, nesse percurso\, foi da intensidade à consciência da efemeridade das coisas\, da vida”\, afirmam os curadores.    \n A exposição ocupará todas as oito salas do primeiro andar do CCBB RJ\, além da rotunda\, e será dividida em cinco núcleos conceituais cujos nomes são músicas da década de 1980: “Que país é este” (1987)\, “Beat acelerado” (1985)\, “Diversões eletrônicas” (1980)\, “Pássaros na garganta” (1982) e “O tempo não para” (1988). Na rotunda do CCBB haverá uma instalação com balões do artista paraense radicado no Rio de Janeiro Paulo Paes. “O balão é um objeto efêmero\, que traz uma questão festiva\, de cor e movimento”\, dizem os curadores. Ainda no térreo\, uma banca de jornal com revistas\, vinis\, livros e gibis publicados no período\, com fatos marcantes da época\, fará o público entrar no clima da exposição.  \nCurador Geral: Raphael  Fonseca\nCuradores Adjuntos:  Amanda Tavares\, Tálisson Melo
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SUMMARY:"Guanabara\, o abraço do mar" na FGV Arte
DESCRIPTION:Glauco Rodrigues\, “Icaro”\, 1985. Via artsy.net\n\n\n\n\nA FGV Arte\, com apoio da Águas do Rio\, inaugura sua quarta exposição intitulada Guanabara\, o abraço do mar\, com curadoria de Paulo Herkenhoff\, Luiz Alberto Oliveira e Marcus Monteiro. A abertura\, marcada para o dia 15 de outubro\, a partir das 19h\, na Praia de Botafogo\, 190\, contará com apresentações artísticas e a presença de importantes nomes do segmento. O acesso à galeria é gratuito e a mostra fica em exibição até 27 de fevereiro de 2025. \nPróxima aos principais monumentos culturais do Rio de Janeiro e de frente para a Baía\, a galeria\, que é um espaço voltado à valorização e a à experimentação artística\, traz nessa nova coletiva os diversos aspectos ecológicos\, culturais e sociais de um dos importantes cartões-postais da cidade carioca e do Brasil. \nSegundo Paulo Herkenhoff\, a Baía da Guanabara é uma região construída pelo trabalho e arte – como expressão simbólica -\, e é uma paisagem ímpar\, com habitantes muito especiais. “Guanabara\, o abraço do mar é sobre um lugar que reconhecemos que tem muitas dimensões\, é onde as primeiras sociedades\, os povos originários\, moraram. A mostra vai expor não somente o aspecto cultural e as paisagens\, mas\, também\, os fatos interessantes que ocorreram nesse processo”\, esclarece o curador. \nO principal conceito de Guanabara\, o abraço do mar é exibir a ampla variedade de visões e práticas artísticas\, correspondentes à extraordinária diversidade natural da Baía e do bioma que a constitui – a Mata Atlântica -\, e também a variada e peculiar coleção de histórias que as populações vivenciaram em suas épocas. Segundo Herkenhoff\, “a mostra contará com itens surpreendentes que vão explorar todas as facetas do Rio de Janeiro”. \nA exibição conta com itens históricos\, como as cerca de 40 obras da coleção Fadel; uma pintura em óleo sobre tela de linho\, de Tarsila do Amaral; o projeto em papel do Parque do Flamengo\, de Burle Marx; a vista da Barra tomada de Santa Teresa\, de Charles Decimus Barraud; e o projeto original do Brigadeiro Jacques Funck para fortificar a cidade do Rio de Janeiro. \nPara Marcus Monteiro\, a exposição representa a Baía por completo: “A mostra vai despertar um enorme interesse no público de conhecer um pouco mais\, não só a história\, mas o que a Baía representa desde a pré-história até a atualidade. Nós separamos peças que\, de alguma maneira\, vão retratar e induzir as pessoas a refletirem sobre a importância da Baía da Guanabara através do tempo”. \nA parceria das duas instituições construiu essa exposição que retrata a Baía desde o período histórico\, aos marcos\, e até os atuais impactos ao meio ambiente. Enquanto a Fundação Getulio Vargas é comprometida com desenvolvimento social e econômico do país\, a Águas do Rio participa ativamente das agendas ambientais em prol de uma sociedade mais sustentável e consciente.
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SUMMARY:"Elisa Martins da Silveira" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Elisa Martins da Silveira\, “Festa Popular”\, 1974. Cortesia Galatea\n\n\n\n\nAs cores\, a objetividade e a originalidade na produção da artista Elisa Martins da Silveira (1912-2001) serão o ponto de partida para a nova exposição que chega ao mais carioca dos museus. No dia 18 de outubro\, o MAR inaugura a exposição “Elisa Martins da Silveira”\, que tem o objetivo de rever aspectos da produção cultural do nosso país. Contextualizar a produção artística da pintora piauiense junto aos artistas de sua geração amplia a compreensão de sua prática\, evidenciando o diálogo que ela estabeleceu com seus contemporâneos e a pluralidade de sua inserção no cenário artístico da época. Com a exposição\, o Museu de Arte do Rio propõe revisitar a história cultural com um olhar mais inclusivo sobre artistas que foram esquecidos ou negligenciados no circuito institucional ao longo dos anos. A exposição tem curadoria de Marcelo Campos\, Amanda Bonan\, Thayná Trindade\, Amanda Rezende\, Jean Carlos Azuos e Felipe Scovino\, curador convidado. \nA pintura “Crianças brincando” (1953)\, de Elisa\, faz parte do acervo do Museu de Arte do Rio e foi o ponto de partida para a criação e concepção da mostra. “O nosso interesse partiu do diálogo dessa única obra da coleção e aí pensamos o contexto de onde a obra surge\, que  é um contexto de encontro entre a arte construtiva\, que lida com a abstração geométrica no Brasil\, e a produção chamada de arte popular”\, revela Marcelo Campos. A exposição tem o objetivo de situar a obra da artista no contexto das diferentes correntes estéticas predominantes no Brasil durante as décadas de 1950 e 1960. Em 1952\, iniciou sua formação artística participando dos cursos ministrados por Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/Rio)\, integrando o Grupo Frente entre 1954 e 1956. Liderado por Serpa\, o grupo congregou nomes de destaque como Abraham Palatnik\, Aloísio Carvão\, Décio Vieira\, Hélio Oiticica\, Lygia Clark e Lygia Pape\, entre outros. Apesar de sua participação no Grupo Frente\, de Bienais Internacionais de São Paulo\, além de exposições de caráter predominantemente abstrato e geométrico\, a obra de Elisa foi caracterizada pela historiografia da época como “primitiva” ou “naïf”\, refletindo as tendências classificatórias predominantes na época. “A exposição é para desfazer a nomenclatura naif\, é para rever a História da Arte e é para mostrar a potência dessa mulher nordestina\, uma artista que convive com a geração que fomenta a arte pós-moderna e contemporânea. O  trabalho da Elisa mostra a possibilidade da gente entender um Brasil pelo viés popular\, que também exerce conhecimento e pensamento em torno de cor e forma”\, afirma Campos\, curador chefe do MAR.  \nCom mais de 100 obras\, vinte delas da Coleção MAR\,  a exposição monográfica sobre Elisa Martins demonstrará a convivência dela com artistas da mesma geração. Pinturas inéditas de Elisa Martins\, oriundas do acervo de sua família\, estarão ao lado de obras de Ivan Serpa\, Aloísio Carvão\, Djanira\, Heitor dos Prazeres\, Lygia Clark\, Abraham Palatnik\, Rosina Becker\, Alfredo Volpi\, Lygia Pape entre outros. “Elisa Martins da Silveira representou um vértice singular no projeto de uma arte moderna discutida no Brasil nos anos 1950. Se naquela altura o debate fortemente se colocava entre uma tradição figurativa e a novidade construtiva\, a obra de Elisa apontava\, de maneira autoral\, para os rituais religiosos\, incluindo os de origem afrodiaspórica\, a paisagem do interior do país\, a festa e o júbilo. Era uma forma de narrar a diversidade cultural\, muitas vezes com foco em lugares ou pessoas escanteadas na história da arte. É curioso como Silveira ilustra o progresso pela ausência. Suas obras não retratam automóveis\, indústrias\, uma paisagem fabril ou tecnológica. Em pleno momento do desenvolvimentismo\, a sua produção volta-se para uma paisagem distante desse assombro moderno”\, aponta o curador convidado Felipe Scovino. Na abertura da mostra\, gratuita ao público\, haverá a apresentação do Choro de Pizindim. A exposição ficará em cartaz no MAR até 02 de fevereiro de 2025.
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SUMMARY:“O mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres” no Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro
DESCRIPTION:Vinicius Carvas\, “Cartela de cores”\, 2023\n\n\n\n\nO Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro apresenta a exposição coletiva “O mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres”\, no dia 19 de outubro de 2024 (sábado)\, das 11h às 16h\, com curadoria de Fabricio Faccio\, montada no 3º andar do pavilhão de exposições do MHC RIO. \nA mostra terá a participação de 36 artistas\, desde nomes consolidados na cena artística até novos talentos que vêm se destacando no cenário da arte contemporânea que exploram\, através de suas obras\, o diálogo entre Arte e Natureza. São eles\, Aiyon Chung\, Alexandre Pinheiro\, Aline Mac Cord\, Ana Holck\, Ana Miguel\, Athos Bulcão\, Bernardo Liu\, Carlos Zilio\, Carolina Kasting\, Cela Luz\, Diogo Bessa\, Duda Moraes\, FOGO\, Galvão\, Jade Marra\, Jeane Terra\, Jorge Cupim\, Lourdes Barreto\, Luis Moquenco\, Luiz Eduardo Rayol\, Luiza Donner\, Marcelo Jou\, Maria Gabriela Rodrigues\, Matheus Mestiço\, Matheus Ribs\, Mirela Cabral\, Nuno Ramos\, Paulo Agi\, Pedro Varela\, Rena Machado\, Ruan D’Ornellas\, Thales Pomb\, Vera Schueler\, Vinícius Carvas\, Willy Chung e Zilah Garcia. Durante o evento de abertura\, a artista Carolina Casting fará\, às 14h\, a performance “Amar-u: corpo-expandido ciborgue”\, que parte do Manifesto Ciborgue\, de Donna Haraway\, escrito em 1985\, que explora a ideia do ciborgue como uma figura híbrida que desafia as fronteiras tradicionais entre natureza e cultura\, humano e máquina\, orgânico e artificial. \nA exposição “O mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres”\, tem o seu título extraído do poema “Tabacaria” de Fernando Pessoa\, e mergulha na interconexão entre arte e vida\, desafiando as barreiras que separam o humano do não-humano. Com um convite à reflexão\, a mostra propõe que o público explore a interdependência entre o ser humano e a Natureza\, revelando como as práticas artísticas contemporâneas podem servir como catalisadoras de um novo olhar sobre o futuro do nosso planeta\, oferece uma abordagem que se alinha à urgência da crise climática\, propondo alternativas para a nossa maneira de ser e de habitar o mundo. \n“O desafio diante da crise climática emerge de uma chave ambígua\, onde aquilo que buscamos controlar e subjugar\, no cerne da epistemologia moderna\, carrega consigo não apenas a promessa de engenho e poder\, mas também a semente de nossa própria destruição”\, afirma Fabricio Faccio\, que completa: “A separação entre humano e Natureza se mostra impossível; repensar essa relação é uma necessidade imperativa”. \nAtravés de uma seleção cuidadosa de obras entre desenhos\, esculturas\, pinturas\, instalação\, performance e objetos\, a exposição instiga o público a repensar suas relações com o ambiente\, ressaltando a arte como uma ferramenta poderosa para imaginar novas possibilidades e caminhos para um futuro mais sustentável e harmonioso.
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SUMMARY:"A conspiração dos ícones" na Carpintaria
DESCRIPTION:Vista da exposição “A conspiração dos ícones” na Carpintaria. Foto: Julia Thompson\n\n\n\n\nA Fortes D’Aloia & Gabriel e Quadra têm apresenta A conspiração dos ícones\, mostra coletiva com curadoria de Tarcísio Almeida na Carpintaria\, Rio de Janeiro. O eixo curatorial da exposição\, bem como o elo conceitual entre os artistas “deseja compreender o processo artístico e a obra de arte menos como um ato de modelar discursivamente suas materialidades\, mas como um exercício de escuta e ressonância pela matéria desde sua agência\, informações e trans-historicidade” diz Almeida. \nA exposição reúne doze artistas de diferentes regiões do Brasil cujas obras tecem uma teia de relações entre territórios\, saberes tradicionais e técnicas contemporâneas\, limites materiais e seus usos\, apontando contextos e situações de relevância para o cenário nacional. \nAs práticas escultóricas de Allan da Silva\, Daniel Jorge\, Gilson Plano\, Iagor Peres e Manuela Costa Lima articulam história\, pensamento\, forma\, encantamento e arquitetura rumo a uma reelaboração dos regimes visíveis\, enquanto as obras de Brendy Xavier e Matheus Chiaratti dão forma física a diferentes manifestações do desejo. Reiterando a ênfase curatorial que entende a abstração também como ferramenta política\, Arorá\, Carla Santana e Rubiane Maia criam relações espaciais que convidam à apreensão da experiência de forma ativa e silenciosa. Marcelo Pacheco e Thomaz Rosa\, por fim\, articulam tensões específicas da pintura e expandem suas superfícies para abrigar críticas e desafios a seu estatuto histórico e conceitual. \nEsse projeto em parceria reforça o caráter colaborativo do programa das duas galerias e visa contribuir para a composição do público de arte contemporânea no Rio de Janeiro. Os artistas participantes são em sua maior parte integrantes do programa da Quadra\, com outros convidados especialmente para a mostra. Todos contaram com o acompanhamento artístico curatorial de Tarcísio Almeida\, que entre 2022 e 2023 integrou a equipe curatorial da 35ª Bienal de São Paulo – Coreografias do Impossível. O curador trabalha junto à Quadra desenvolvendo um programa de acompanhamento como uma das vocações da galeria. Os artistas convidados\, além de terem uma relevância conceitual dentro do enfoque da exposição\, também são nomes que vivem esse processo de interlocução com Tarcísio.
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SUMMARY:"Afonso Tostes – Reverter" na Anita Schwartz Galeria de Arte
DESCRIPTION:Afonso Tostes\, Sem título\, 2024. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nAnita Schwartz Galeria de Arte apresenta\, no dia 6 de novembro de 2024\, às 19h\, da exposição “Reverter”\, com uma grande instalação inédita do artista Afonso Tostes: uma espiral feita com bambus\, medindo 2\,5 metros de altura e cobrindo uma área de 64 metros quadrados\, que ocupará o andar térreo do espaço na Gávea\, por onde o público poderá caminhar. \nAlém deste trabalho\, serão exibidas também pinturas inéditas — duas no piso térreo e as demais no segundo andar expositivo — feitas com pigmentos coloridos recolhidos pelo artista em seu ateliê\, ao serrar e lixar madeiras para suas esculturas. \nO artista conta que há três anos vinha desenvolvendo a ideia da instalação\, começando com desenhos e depois maquetes\, até que em 2023\, durante uma residência na Casa Wabi\, em Puerto Escondido\, no México\, realizou a primeira experiência em escala humana\, ao ar livre\, usando barro\, madeira e areia [imagem ao lado\, com vista de cima]. \nAfonso Tostes explica que “não se trata de um labirinto\, mas um percurso em que a pessoa chega a um vértice e caminha no sentido oposto\, saindo do outro lado”. “É uma espiral dentro de outra espiral\, em sentido inverso. Mesmo que pareça que a pessoa está andando para trás\, ela está indo adiante\, sempre em frente”\, diz. Ele comenta que “a espiral é uma imagem que aparece há muito tempo na história da arte e está presente nas culturas tradicionais\, como na afro-brasileira\, como representação de retorno e conexão com a ancestralidade\, em sentido anti-horário”. Depois de experimentar várias possibilidades\, ele escolheu o bambu como material\, alinhado ao seu trabalho em madeira. \nA curadora Cecília Fortes acrescenta que “no andar térreo da galeria\, são apresentados também trabalhos em carvão\, madeira e sisal\, trazendo uma alusão mais direta à temática ambiental e urgente presente na exposição”.
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SUMMARY:"Gerardo Rosales – Caçador de Fábulas" na Nara Roesler
DESCRIPTION:Gerardo Rosales\, “Erizos”\, 2024. Cortesia Nara Roesler\n\n\n\n\nNara Roesler Rio de Janeiro apresenta\, no dia 7 de novembro de 2024\, às 18h\, da exposição “Caçador de Fábulas”\, a primeira que o artista Gerardo Rosales – venezuelano radicado em Houston\, Texas\, nos Estados Unidos – faz no Brasil. Com curadoria de Luis Pérez-Oramas\, a mostra traz 44 pinturas sobre tela ou papel\, criadas em 2024\, “que nos lembram\, por meio da beleza luminosa de suas treliças ornamentais\, que nunca houve realmente uma origem desconhecida ou uma era de inocência; que a humanidade sempre\, para sempre\, foi marcada e destinada pela posse e pelo desejo\, por sua exultação e sua ansiedade\, por sua pequena morte diária e seu paraíso instantâneo e provisório”. \n“A obra de Gerardo Rosales se destaca pelo seu imaginário florestal\, espinhoso\, homoerótico\, fantástico\, em que figuras animais e humanas se entrelaçam\, ao mesmo tempo\, em atos de amor e de caça. Latinx e queer\, radicado há duas décadas nos Estados Unidos\, Rosales faz parte de uma geração global de artistas que se identificam através de uma abordagem figurativa da natureza e da sexualidade em que espécies e gêneros se multiplicam numa incessante confusão mútua. Rosales dá conta deste fenômeno através da manipulação magistral de redes ornamentais\, nas quais emergem suas personagens recorrentes – o urso\, a borboleta\, a cobra\, o pássaro\, o coiote\, o burro\, as árvores\, a flor fálica”\, escreve Oramas\, no texto que acompanha a exposição. \nO trabalho de Gerardo Rosales se relaciona ainda com sua infância passada em San Cristóbal\, na Venezuela\, cidade com uma forte tradição de arte popular\, com desenhos intrincados e coloridos. “Entre todas as imagens que Rosales cultiva em seu jardim de figurações perturbadoras e aparentemente inocentes\, talvez a da caça se destaque: uma licença figurativa e poética para falar de sedução e cruising (“paquera”)\, de predação e trauma\, do destino das espécies que buscam e consomem umas às outras. Um eco antigo sobrevive nessas obras muito recentes\, uma pátina antiga de antiguidades ocultas”\, observa o curador. \n“Diante delas\, podemos evocar as tumbas de Tarquínia\, por exemplo\, a chamada ‘The Bulls’\, que retrata\, em estilos que não poderiam estar mais surpreendentemente próximos dos recursos plásticos de Rosales\, a cena em que Aquiles\, a cavalo\, observa Troilo\, escondido atrás de um monte\, antes de matá-lo.”
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SUMMARY:"Visconti e Renoir: Impressionismo – 150 anos" na Danielian Galeria
DESCRIPTION:Eliseu D’Angelo Visconti\, “Primavera em Saint Hubert”\, c. 1915. Crédito: Falcão Junior\n\n\n\n\nA Danielian Galeria apresenta\, a partir de 7 de novembro de 2024\, às 18h\, a exposição “Visconti e Renoir: Impressionismo – 150 anos”\, com aproximadamente 40 obras do artista ítalo-brasileiro Eliseu D’Angelo Visconti (1866-1944) e três pinturas e uma litografia do mestre francês Pierre Auguste Renoir (1841-1919)\, em uma celebração aos 150 anos do movimento impressionista\, que inaugurou a era moderna na arte. Com curadoria de Denise Mattar\, a mostra ocupará os dois andares expositivos da casa da Danielian Galeria e oferece ao público carioca a rara oportunidade de ver essas obras reunidas. \nDenise Mattar explica que “a primeira exposição dos artistas que seriam conhecidos como impressionistas aconteceu em Paris em 1874”. “Entre eles estavam Claude Monet\, Auguste Renoir\, Edgar Degas e Berthe Morisot. Audaciosos\, eles se posicionavam contra as regras da Academia: pintavam ao ar livre\, usavam cores claras\, abordavam temas do cotidiano e eram atentos à percepção dos efeitos da luz natural e do movimento.” Ela observa que “a paisagem\, um tema até então não valorizado\, surgia em pinceladas aparentes e em tintas sobrepostas\, sem buscar o realismo”. “O impressionismo foi um movimento de ruptura\, pouco compreendido no seu início\, mas que em poucas décadas se espalhou por todo o mundo\, trazendo não apenas uma nova visão artística\, mas também uma nova compreensão do lugar da arte na sociedade.” \nDe Renoir\, estão obras produzidas entre 1890-1900\, como “Bouquet des roses” (1890-1900)\, ao lado\, e “Femme et enfant” (c.1900)\, acima\, que trazem a riqueza das pesquisas cromáticas impressionistas realizadas pelo artista\, tanto em temas mais tradicionais\, como os vasos de flores\, quanto na representação de cenas do cotidiano. A pintura “Busto de Coco”\, de Renoir\, também integra a exposição.
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SUMMARY:"Daniel Lannes – Entre Poses" na Danielian Galeria
DESCRIPTION:Daniel Lannes\, “Novos mitos\, novos traumas”\, 2024. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nA Danielian Galeria apresenta\, a partir de 7 de novembro de 2024\, às 18h\, a exposição “Daniel Lannes – Entre Poses”\, com doze pinturas do artista nascido em 1981 em Niterói e radicado em São Paulo. Com curadoria de Marcus de Lontra Costa e Rafael Fortes Peixoto\, as obras\, todas inéditas e feitas em tinta óleo e acrílica sobre tela de linho\, ocuparão o Pavilhão I da Danielian Galeria. \nOs títulos das pinturas\, que têm tamanhos variados entre 1\,50 m e 2 metros\, sugerem o ponto de partida para esta produção de Daniel Lannes: o universo criado por Nelson Rodrigues (1912-1980)\, jornalista\, escritor e dramaturgo\, que “em um estilo próprio e polêmico abordava de maneira ácida e debochada as questões cotidianas da classe média suburbana carioca\,” comentam os curadores. “A partir de paixões\, traições e moralismos\, seus personagens viviam entre conflitos que revelavam os aspectos mais íntimos e profundos da natureza humana.” \nAs pinturas são: “Novos mitos\, novos traumas\,” “A pele da paisagem\,” “Cuidar desprezando\, desprezar cuidando\,” “Trégua\,” “O fio dental é a nossa maior arma\,” “Cetim\,” “Perdoa-me por me traíres” (2024)\, com 150×185 cm (imagem acima)\, “O desejo como performance\,” “Só os intranscendentes enxergam o óbvio\,” “Suor\,” “À francesa\,” e “Ela é quem quer” (2024)\, óleo e acrílica sobre linho\, com 170×140 cm (imagem ao lado). \nOs curadores explicam que “as telas de Daniel Lannes partem desse caldo humano para uma pintura de gestos precisos lançados à tela. A matéria oleosa da tinta alcança a fisicalidade da carne em personagens\, cenas e imagens que falam muito mais de uma atmosfera do que de um tema específico.” \nRafael Fortes Peixoto afirma que Daniel Lannes “é um dos mais destacados pintores da sua geração e traz conexões profundas e sutis com as tradições artísticas no ambiente da pintura. O retrato\, que é um gênero de incontestável importância artística e histórica na arte ocidental\, está presente de maneira significativa na sua produção. O próprio título da mostra\, ‘Entre Poses\,’ vem daí. Ao observar o retratado ou o modelo vivo no processo de pintura de suas telas\, Lannes busca\, e se interessa\, por esse hiato entre uma pose e outra\, esse momento de suspensão\, relaxamento e vazio que reflete de maneira tão profunda a nossa natureza.”
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SUMMARY:"O bicho vem com a marca do nome" de Poli Pieratti na Galeria Cavalo
DESCRIPTION:Obra de Poli Pieratti. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nNo dia 7 de novembro\, a Cavalo apresenta O BICHO VEM COM A MARCA DO NOME\, a primeira exposição individual da artista Poli Pieratti no Rio de Janeiro. O evento ocorrerá no espaço da galeria em Botafogo e contará com 13 telas inéditas. \nAs pinturas de Poli surgem de elaborações conscientes e inconscientes sobre elementos naturais que lhe são familiares\, como sua terra natal\, a chuva\, as memórias de infância e o mar. Nas obras pensadas especialmente para a galeria Cavalo\, a artista experimenta novos processos de criação da imagem\, adentrando um território mitológico. Poli se debruça sobre a relação entre o animal e o humano\, que se fundem em um mesmo corpo ao serem transformados em pintura. \nNesse imaginário fabuloso\, o cavalo corre pelas telas expostas na galeria e\, em alguns momentos\, ganha asas e flutua\, perdendo seu contorno e se dissolvendo na tinta. \nA partir de agora\, o bicho é quem conduz a artista.
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LOCATION:Galeria Cavalo\, Rua Sorocaba\, 51 - Botafogo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"José Bezerra e artistas do Vale do Catimbau" no Museu do Pontal
DESCRIPTION:Obra de José Bezerra. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nOs jardins do Museu do Pontal vão se transformar em parque de esculturas com a inauguração\, no dia 9 de novembro\, da exposição José Bezerra e artistas do Vale do Catimbau. A mostra reúne nove obras de madeira de grandes proporções – algumas chegam a ter mais de 3 metros de altura –\, criadas pelo genial artista pernambucano\, convidado especial do evento\, e por seus conterrâneos Gilvan Bezerra\, Dário Bezerra e Luiz Benício. A abertura marca ainda o lançamento do documentário José Bezerra\, Artista\, e terá show do cantor e compositor Siba\, um apaixonado por cultura popular. \n– O Vale do Catimbau\, um dos principais sítios arqueológicos do Brasil\, fornece matéria-prima e inspiração para a produção artística de José Bezerra. Ele costuma dizer que foi num sonho que entendeu que deveria dedicar-se a transformar galhos retorcidos de árvores mortas e caídas em animais e seres imaginários tão intrigantes e enigmáticos quanto belos\, dando-lhes uma nova oportunidade de vida. A cor original da madeira\, que recebe o mínimo de intervenções de facão\, serrote e formão\, confere a suas esculturas uma expressividade singular\, em formas que parecem não se esforçar para surgir de dentro da matéria natural – observa Lucas Van de Beuque\, curador da mostra ao lado da antropóloga Angela Mascelani e um dos diretores do filme. \nJosé Bezerra nasceu em Buíque\, uma das três cidades do Vale do Catimbau\, em 1952. Escultor\, poeta e músico autodidata\, é pioneiro no trabalho em madeira na região e formador de diversos discípulos\, entre eles os três artistas que também participam da mostra. Seu trabalho ultrapassou fronteiras e ganhou exposições e reconhecimento. Além do Museu do Pontal\, suas obras integram coleções ou foram expostas em instituições como Museu de Arte Moderna de São Paulo\, Pinacoteca do Estado de São Paulo\, Museu de Arte Moderna do Rio\, Museu de Arte do Rio e Fondation Cartier Pour I’art contemporain\, na França. \n– Tanto a exposição quanto o documentário são resultado do programa de pesquisas que o Museu do Pontal desenvolve há 20 anos\, indo a campo para registrar e dar visibilidade aos artistas das camadas populares do Brasil. Os artistas do Vale do Catimbau\, especialmente o genial José Bezerra\, foram objeto de pesquisa nos últimos anos. Toda as obras selecionadas para a exposição passam a integrar o acervo do Museu e ficarão expostas até junho de 2025 – conta Angela Mascelani. \nA genialidade de Bezerra e sua relação simbiótica com o Catimbau estão registradas no curta documental José Bezerra\, Artista. Dirigido por Lucas Van de Beuque e Karen Black\, o filme terá sua primeira sessão pública no evento. Logo depois\, o multiartista mostrará seu lado musical acompanhado do Trio Pernambucano. \n– Buscamos fazer o filme que o artista gostaria de fazer. Não há críticos ou especialistas em arte falando\, é o próprio José Bezerra quem imagina\, orienta e narra como seria esse documentário sobre ele” afirma Karen Black.
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SUMMARY:“Corte Construção" de Jan Kaláb na Galeria Movimento
DESCRIPTION:Obra de Jan Kaláb. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\n\n\n\n\nApós um hiato de dois anos sem expor no país\, Jan Kaláb retorna à Galeria Movimento com mais de 20 obras inéditas para a mostra intitulada Corte Construção. Nessa exposição\, suas já conhecidas cores vibrantes e formas orgânicas dão lugar a obras com traços mais arquitetônicos\, em preto e branco ou em cores primárias como azul e vermelho\, representando um momento mais conceitual de sua carreira. \nAos 46 anos e já conhecido por sua abordagem inovadora e multidisciplinar\, Jan Kaláb apresenta uma série que investiga a relação entre forma\, sombra e espaço\, inspirando-se no gesto primário da obra de Lucio Fontana. Ele utiliza técnicas de corte e construção para criar instalações tridimensionais que desafiam a percepção do espectador. As obras expostas revelam uma linguagem que combina precisão técnica com expressividade artística. \nPara Kaláb\, a mostra reflete uma conexão pessoal com o Rio de Janeiro: “Embora já tenha apresentado minhas cores vivas e formas orgânicas há dois anos\, sinto que ainda há muito a explorar artisticamente. Nesta fase\, revisito uma série de trabalhos de uma década atrás\, onde utilizo facas para desenhar círculos e construir composições\, transformando telas em elementos escultóricos. As cores são reduzidas a preto\, branco\, vermelho e azul\, além do tom cru da tela não preparada. Esta exposição oferece uma visão mais ampla da arte que apresento\, permitindo ao público compreender melhor minha abordagem como artista.” \nA mostra representa um novo olhar de Jan Kaláb\, que parte do vazio para construir sobreposições que expressam um lado reflexivo e imersivo. Os trabalhos demonstram interseções com o grande conflito mundial que vivemos há dois anos: a Guerra da Ucrânia — país próximo à República Tcheca. \nPara ele\, “a aspereza e a precisão das obras\, com pedaços de tela cortados e planos perfeitos se tornando porosos\, podem simbolizar ossos expostos ou territórios perdidos\, refletindo a brutalidade de uma maquinaria precisa”. \nO artista afirma que a narrativa dos trabalhos expostos em 2022 e\, agora\, em 2024 permanece a mesma. “Antes\, o choque do ataque próximo ao meu país era palpável. Hoje\, o choque se dissipou\, mas a realidade vem se agravando. O mundo parece desequilibrado\, com novos conflitos surgindo. Nada é certo\, e tudo pode ser perdido a qualquer momento.”
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SUMMARY:“Entre nós: dez anos de Bolsa ZUM/IMS” no Paço Imperial
DESCRIPTION:Rafa Bqueer\, “Themônias”\, 2021. Coleção Contemporânea / Acervo IMS.\n\n\n\n\nAssinalar os dez anos da Bolsa ZUM/IMS permite conhecer os projetos de todas\, todos e todes artistas que\, por meio de uma seleção anual realizada por um júri\, obtiveram recursos\, acompanhamento curatorial a condições de produção para construírem os projetos que agora se reúnem pela primeira vez numa exposição conjunta. Por outro lado\, esta exposição também propicia condições para uma reflexão sobre a produção artística ao longo desta última década no Brasil\, assim como estabelece bases para avaliar os propósitos\, os termos e os resultados da Bolsa 2UM/IMS\, organizada pelo Instituto Moreira Salles. \nA exposição Entre nós: dez anos de Bolsa ZUM/IMS é resultado de parceria inédita entre o Instituto Moreira Salles e o Pivô\, plataforma de intercâmbio e experimentação artística que\, desde 2012\, tem dinamizado uma das programações independentes mais atentas às práticas artísticas nas novas gerações da arte brasileira e internacional\, a partir do seu espaço no edifício Copan\, no centro de São Paulo. A mostra demonstra uma sinergia entre os objetivos e as estratégias de duas instituições – não por acaso\, vários dos artistas contemplados pela bolsa participaram do programa do Pivô ao longo da última década -\, que assim convergem na apresentação de uma visão ontológica da história da Bolsa ZUM/IMS e da mais jovem cena artística brasileira da última década\, num gesto conjunto que expande as possibilidades dos questionamentos artísticos\, sociais e políticos protagonizados pelas obras apresentadas. \nPremiados de 2024 (12ª edição) \nO Instituto Moreira Salles anuncia os dois projetos vencedores da 12ª edição da Bolsa ZUM/IMS. São eles: O Templo que o vento inventar\, da artista Ventura Profana; e Barranca\, do artista Davi de Jesus do Nascimento. \nEm O Templo que o vento inventar\, Profana pretende criar nove colagens\, que serão impressas sobre retalhos de tecidos de dimensões distintas\, com imagens\, ilustrações e fotografias. A obra inclui também a edificação de uma tenda inspirada no Santo dos Santos\, o lugar mais reservado do Tabernáculo\, desenhada para abrigar as colagens. O espaço possuirá estrutura espiral feita com bambu e será revestido por palhas de piaçava. As colagens serão feitas em diálogo com o tríptico O Jardim das Delícias Terrenas (1504)\, pintura de Hieronymus Bosch. \nEm Barranca\, Davi de Jesus do Nascimento construirá um álbum de fotos com o acervo de familiares e da comunidade ribeirinha da cidade de Pirapora (MG)\, investigando imagens dos pescadores\, lavadeiras e mestres carranqueiros que habitam o curso do rio São Francisco\, feitas entre os anos 1980 e 2000. Além do álbum\, será criado um mapa afetivo da região. \nDavi de Jesus do Nascimento vive e trabalha em Pirapora\, Minas Gerais. É um artista barranqueiro\, criado às margens do rio São Francisco\, curso d’água que define sua vida e prática artística. Nascido em uma família de pescadores\, lavadeiras e carranqueiros\, nutre suas expressões criativas através de experiências\, memórias e imaginações conectadas ao seu território\, comunidade e família. \nVentura Profana nasceu em Salvador e vive em São Paulo. É pastora missionária\, cantora\, escritora\, compositora e artista visual. Evangelista doutrinada em templos batistas\, sua prática é alimentada e está enraizada na pesquisa das manifestações e metodologias cristãs no Brasil e no exterior.  \n 
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SUMMARY:"Iluminações Poéticas: Arte do Reino Saudita" no Paço Imperial
DESCRIPTION:Muhannad Shono\, “The Ground Day Breaks”\, 2024. Vista da instalação. Cortesia do artista e ATHR Gallery. © Artur Weber.\n\n\n\n\nVivemos em uma era de Googleização\, constantemente inundados por imagens e informações de caráter e origens diversas que invadem nossa percepção sem hierarquia\, obscurecendo a possibilidade de uma compreensão abrangente. Este é o ponto de partida desta exposição: é possível abordar uma cultura por meio da arte contemporânea? Como as artes visuais contribuem para reconfigurar as narrativas que construímos sobre a sociedade\, a memória\, o passado e o presente? \nPor meio de uma seleção com curadoria de artistas e obras\, esta exposição visa explorar esses temas\, guiada pela ideia de que a essência da arte\, em termos conceituais\, é a iluminação poética — sua capacidade de simbolicamente lançar luz sobre o mundo em que habitamos\, revelando não apenas elementos do nosso passado\, mas também nossos sonhos\, anseios e fantasias. \nO trajeto é projetado para envolver imagens que revelam simultaneamente a perspectiva única de cada artista e a expressão de uma matriz cultural compartilhada. Também destaca como a identidade de cada artista contribui para a formação de uma cultura visual distinta dentro do tecido dos processos contemporâneos. \nHistória\, memória e tradição cultural se permeiam nas obras apresentadas aqui. Por meio de diversas estratégias estéticas e abordagens materiais\, essas peças não apenas iluminam ideias e pensamentos\, mas também nos posicionam em novos limiares de compreensão. Dois temas principais emergem do repertório da exposição. O primeiro é o deserto\, representando espaço\, infinito e vida. O segundo é a singularidade da tradição cultural e a evolução de uma cultura visual única\, moldada por diversos passados e presentes. \nAmbos os temas se cruzam com outros como memória\, consciência ambiental\, origens e identidade. Dentro dessa intrincada rede de preocupações\, a história da Arábia Saudita é tecida em termos artísticos\, enriquecida pelas questões do presente. Além de explorar esses dois núcleos temáticos\, é crucial destacar as interseções que surgem entre eles. Capturar esses diálogos é fundamental para o apelo e a significância da exposição. \nDiana Wechsler
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SUMMARY:“Encruzilhadas da Arte Afro-Brasileira” no CCBB RJ
DESCRIPTION:Victor Fidelis\, “Sebastiana”\, 2023. Crédito: Coleção Kenni Kool\n\n\n\n\nNos livros\, nas salas de aula\, em exposições de arte e museus\, a história e cultura do Brasil vêm sendo perpetuadas pela ótica dos brancos. A partir de 16 de novembro\, uma outra visão será apresentada em Encruzilhadas da Arte AfroBrasileira. Composta por mais de 140 obras\, a exposição realizada no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ) tem curadoria de Deri Andrade e reverencia a contribuição dos artistas negros para o país. \nSucesso em suas passagens pelos Centros Culturais do Banco do Brasil em São Paulo e Belo Horizonte – onde foi vista por mais de 300 mil pessoas – a exposição chega ao Rio durante a realização dos encontros do G20 Social e se apresenta como mais uma oportunidade de contato do público nacional e internacional com a arte brasileira. Em cartaz até 17 de fevereiro\, a mostra é patrocinada pelo Banco do Brasil e BB Asset\, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet)\, e produzida pela Tatu Cultural. \nPara a abertura\, em 16 de novembro (sábado)\, o CCBB RJ está preparando um momento especial: às 16h o Terreiro de Crioulo se apresenta\, gratuitamente\, no térreo do Centro Cultural. Um encontro com muito samba de raiz e muita energia positiva\, alegria e cheio de axé. A entrada é livre\, mas haverá emissão de ingressos\, disponibilizados na bilheteria digital e no site do CCBB. A exposição estará aberta ao público já a partir das 9h e as galerias permanecerão abertas durante todo o dia. \nAinda no dia de abertura\, às 14h\, o público conferirá a performance “Do que são feitos os muros”\, de Davi Cavalcante. O artista construirá um muro\, com tijolos que trazem diversas palavras. O trabalho propõe uma reflexão poética sobre o peso da ação humana na construção das relações com o espaço e seus pares. \nA EXPOSIÇÃO \nColetiva\, a exposição contempla o trabalho de 61 artistas\, entre eles 12 cariocas nascidos ou adotados pela cidade. Dois estão entre os homenageados pela mostra\, Lita Cerqueira e Arthur Timótheo da Costa. Os demais são: Andrea Hygino\, André Vargas\, Panmela Castro\, Guilhermina Augusti\, Matheus Ribs\, Mulambö\, Kika Carvalho\, Elian Almeida\, Rafa Bqueer eYhuri Cruz. \n“O propósito é um diálogo transversal e abrangente da produção de autoria negra em todo território nacional\, mas há destaques locais\, evidentemente”\, comenta Deri Andrade\, curador da mostra. “Sempre convidamos artistas que sejam reconhecidos nos estados em que a exposição é montada”\, explica. \nNo segundo andar e no espaço próximo à bilheteria estarão pinturas\, fotografias\, esculturas\, instalações\, vídeos e documentos que revelam diferentes épocas e discussões\, contextos\, gerações e regiões. De grande abrangência\, a mostra percorre do período pré-moderno à contemporaneidade. \nOs trabalhos estão alocados em cinco eixos: Tornar-se\, sobre a importância do ateliê de artista e do autorretrato; Linguagens\, que aborda os movimentos artísticos; Cosmovisão\, a respeito do engajamento político e direitos; Orum\, sobre as relações espirituais entre o céu e a terra\, a partir do fluxo entre Brasil e África; por último\, Cotidianos\, que aborda asdiscussões sobre representatividade. \nCada eixo é representado por artistas negros emblemáticos: Arthur Timótheo da Costa (Rio de Janeiro\, RJ\, 1882-1922)\, Lita Cerqueira (Salvador\, BA\, 1952)\, Maria Auxiliadora (Campo Belo\, MG\, 1935 – São Paulo\, SP\, 1974)\, Mestre Didi (Salvador\, BA\, 1917- 2013) e Rubem Valentim (Salvador\, BA\, 1922- São Paulo\, SP\, 1991).
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SUMMARY:"Arte em breve!: O corpo professor em cena" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Vista da instalação. Crédito: Wesley Sabino\n\n\n\n\nA quarta edição do projeto MAR nas Escolas\, uma ação da Escola do Olhar\, promoveu o lançamento de uma instalação produzida por educadores de escolas públicas. Durante os dois meses de duração do projeto de residência artístico-pedagógica\, seis professores bolsistas da rede pública municipal de ensino do Rio de Janeiro desenvolveram o projeto “ARTE EM BREVE: O corpo professor em cena!” a partir das narrativas de suas vivências pessoais e profissionais em suas escolas e cotidianos\, abordando os desafios que atravessam o fazer docente e apresentando. \n O objetivo da edição deste ano é desenvolver a construção de relações e trocas pedagógicas entre a Escola do Olhar e os professores em suas comunidades escolares\, valorizando os saberes das salas de aula e inspirando as experimentações artísticas como metodologia de ensino e aprendizagem.A produção dos professores resultou em vídeo performances das experiências vividas durante a residência.  A mostra “ARTE EM BREVE: O corpo professor em cena” que ocupa o espaço de arte da biblioteca do MAR\, tem entrada gratuita e fica em cartaz até 02 de março  de 2025.
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SUMMARY:"Ègbé ọ̀run Ẹgbẹ́ àiyé" de Kelton Campos Fausto na A Gentil Carioca
DESCRIPTION:Kelton Campos Fausto\, “aṣọ funfun”\, 2024; Foto: Pedro Agilson\, cortesia da artista e A Gentil Carioca\nA Gentil Carioca tem apresenta Ègbé ọ̀run Ẹgbẹ́ àiyé\, exposição de Kelton Campos Fausto n’A Gentil Carioca Rio de Janeiro\, com abertura no dia 23 de novembro\, sábado\, das 18h às 23h. \n“Kelton Campos Fausto (1996\, São Paulo\, Brasil) compreende o seu trabalho de arte como um ponto de indução e criação a espaços espirituais\, conjurando outras formas e percepções de vida por corporalidades que somente existem implicadas ao que também é incorpóreo. Em sua obra\, a artista vai de encontro a disrupção entre o que é material e imaterial através das relações entre os campos terreno e espiritual segundo a cosmologia iorubá\, propondo uma desorientação da razão para nos abrirmos à sensibilidade\, ao mistério e ao indizível que nos envolve. Trabalhando principalmente a partir do contexto da grande metrópole paulista e tendo nascido e crescido na Brasilândia\, na zona norte do município de São Paulo\, a artista nunca perdeu de vista que\, embaixo desta dura ficção de concreto que experienciamos todos os dias\, existe a terra da qual viemos e para onde vamos. Desde 2017\, vem desenvolvendo práticas com vídeo\, pintura\, cerâmica\, direção de arte e performance nos campos das artes visuais e da moda\, que convidam o público a repensar suas formas de vida como corpos elementais de terra\, abordando a dimensão espiritual pelos Itans que relatam as origens dos seres e as suas relações de coexistência e interdependência. Sua exposição individual n’A Gentil Carioca apresenta o mais recente recorte da sua extensa pesquisa ao contexto do Rio de Janeiro\, onde Kelton dá a ver as muitas camadas sobrepostas de energia entre o Aiye e o Orun para fazer brotar novas formas de vida\, apesar de solos marcados por um passado colonial e por um presente de grande complexidade social e ecológica.”\, explica o curador Matheus Morani\, autor do texto de apresentação da mostra. \n\nA individual fica aberta à visitação até o dia 1 de fevereiro de 2025.
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SUMMARY:"Geometria Crepuscular" na A Gentil Carioca
DESCRIPTION:Zé Tepedino\, Sem título\, 2024. Imagem/Foto: Pedro Agilson\, cortesia do artista e A Gentil Carioca\nA Gentil Carioca apresenta Geometria Crepuscular\, exposição coletiva n’A Gentil Carioca Rio de Janeiro com abertura no dia 23 de novembro\, sábado\, das 18h à 23h. \nA exposição propõe uma reflexão sobre a geometria na arte contemporânea\, explorando uma abordagem que se afasta da rigidez formal e exata para incorporar aspectos mais sutis\, sensoriais e subjetivos. O grupo de artistas estabelece um diálogo entre o rigor geométrico e as práticas artísticas\, investigando questões como o tempo\, a memória e o futuro. Essa investigação se dá especialmente por meio do uso de materiais “pobres” ou reciclados\, além de referências a cosmologias indígenas e narrativas afrofuturistas. \nA ideia de uma “geometria crepuscular” aponta para o momento em que as formas tradicionais são dissolvidas\, desafiando as noções de ordem e precisão\, abraçando a indefinição e as sombras. A geometria é vista como uma passagem\, um espaço intermediário entre o dia e a noite\, a luz e a escuridão\, o visível e o invisível. \nParticipam da mostra: Agrade Camíz\, Aleta Valente\, Desali\, Dani Cavalier\, Mariana Rocha\, Mayra Carvalho\, Novíssimo Edgar\, Panmela Castro\, Rose Afefé\, Sallisa Rosa\, Silia Moan\, Siwaju\, Vinicius Gerheim\, Tainan Cabral\, Xadalu Tupã Jekupé\, Zé Tepedino. \nA coletiva será inaugurada simultaneamente à exposição Ègbé ọ̀run Ẹgbẹ́ àiyé\, a primeira individual de Kelton Campos Fausto n’A Gentil Carioca Rio de Janeiro. A trilha sonora da noite ficará por conta da dupla de DJs Anette Canivette (PE) e Myra Mara (RJ)\, da XÊPA. Ambas as exposições estarão abertas para visitação até 1º de fevereiro de 2025.
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SUMMARY:"Achados & Perdidos" de Íris Helena na Portas Vilaseca Galeria
DESCRIPTION:Íris Helena\, da série Primeira Pedra\, 2024. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nA Portas Vilaseca apresenta “Achados & Perdidos”\, nova individual da artista Íris Helena\, que será inaugurada no dia 27 de novembro\, quarta-feira\, a partir das 19h00\, na sede da galeria no Rio de Janeiro (Rua Dona Mariana\, 137 – casa 2 – Botafogo). \nCom curadoria de Lucas Albuquerque\, a exposição entrecruza a mais recente pesquisa da artista – iniciada em Londres durante residência na Gasworks – com sua pesquisa anterior. Enquanto a primeira trata sobre arquivos fotográficos do período do Ciclo do Algodão na Paraíba\, que durante o século XVIII engendrou a demanda de exportação da commodity mediante o uso de mão de obra escravizada\, a segunda versa sobre a relação entre horizonte e ruína na urbe\, um polo complementar da ideia de modernidade e progresso. \n“Achados & Perdidos” explora a interseção entre memória coletiva e a construção da modernidade por meio de objetos escultóricos e instalações. A exposição investiga os vestígios deixados por corpos historicamente esquecidos\, propondo uma reflexão crítica sobre as narrativas da modernidade e os fantasmas que ainda habitam sua história. \nNo primeiro andar\, a série “Primeira Pedra” destaca mãos de trabalhadores que participaram da construção de Brasília\, capturadas em fotografias de arquivos. Reinterpretadas por Helena\, essas imagens ganham nova vida em relevos de pedras portuguesas\, um símbolo marcante do urbanismo forjado no Brasil Colônia. Os fragmentos de gestos – mãos que empunham ferramentas\, repousam\, ou se erguem em protesto – revelam histórias de luta\, resistência e sonhos silenciados. A escolha das pedras como suporte reforça a ideia de uma arqueologia poética\, transformando essas mãos em fósseis modernos que clamam por visibilidade e reflexão. \nNo segundo andar\, a série “Contos do Algodão” volta-se para outro capítulo da exploração moderna\, resgatando a história do Ciclo do Algodão na Paraíba. Por meio de imagens transferidas para tecidos\, Íris Helena evoca a precariedade do trabalho escravizado que sustentou a exportação da commodity no século XVIII. A instabilidade das imagens – frequentemente borradas ou rasgadas pela trama do material – reflete a dificuldade de recuperar memórias apagadas\, mas insiste na urgência de dar corpo a essas ausências. \nAo conectar o “espírito de Brasília” ao Ciclo do Algodão\, Helena traça um arco que questiona os custos humanos da modernidade e as dubiedades das narrativas da “ordem e do progresso”. Segundo Albuquerque:“Como em um grande centro de distribuição de objetos sem dono\, navegamos sobre os resquícios de um projeto de humanidade (…) que foi sonhado por muitos\, mas instrumentalizado por poucos. É nos estratos dos arquivos que Íris Helena reclama a propriedade dessas memórias\, não para si\, mas para o contemporâneo que nos forma.” \n 
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SUMMARY:"TERRITÓRIOS POSSÍVEIS – paisagens insólitas" de Petrillo no Centro Cultural dos Correios
DESCRIPTION:Obra de Petrillo. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nA investigação do artista visual Petrillo sobre as possibilidades de paisagens/lugares foi o que deu origem à sua nova mostra individual\, “TERRITÓRIOS POSSÍVEIS – paisagens insólitas”\, que será inaugurada no dia 27 de novembro e ocupará o Centro Cultural Correios\, no Centro\, até o ano que vem. Esta pesquisa integra seu repertório visual e imagético\, que parte da referência de imagens e fotografias reais. Fazendo uma proposição da recriação da espacialidade\, Petrillo observa a sua topografia e recria imagens e paisagens inexistentes\, lugares por ele idealizados. Com trabalhos produzidos de 2022 a 2024\, a exposição reúne 19 pinturas da série “Territórios Possíveis” – a maioria em técnica mista sobre telas de grandes formatos\, sendo um díptico em têmpera sobre tela) – \, 20 desenhos da série “Topografias Reconstituídas (alguns em dobraduras\, outros utilizando técnica mista sobre papel). Complementa a expsoição a grande instalação “Territórios Reconstituídos”\, composta por cerca de 1.200 desenhos de pequenos formatos em caixas acrílicas de CD\, tendo demorado seis anos para ser finalizada. \n“Esses trabalhos são fruto de uma pesquisa que venho realizando há algum tempo e são bastante pautados na questão da espacialidade e nos estudos de espaço e lugares  propriamente ditos. Comecei a observar a questão das curvas de nível nfluenciado pela faculdade de Arquitetura\, onde dou aulas de desenho. Todo esse processo foi desembocar agora: ressignificando as ‘voçorocas’ (afundamento de solo)\, acenando também para uma preocupação ecológica e como uma pequena denúncia sobre o que o homem está fazendo na degradação do meio ambiente. Ressignifico não apenas as paisagens que pura e simplesmente vemos\, mas também expresso algo mais visceral e impulsivo\, a paisagem que está dentro do imaginário de cada um. As manchas nas pinturas são intencionais\, vou colocando camadas sobre camadas\, nada é aleatório”\, afirma Petrillo. \nMarcus de Lontra Costa assina o texto crítico “Várias Paisagens”\, onde discorre sobre o processo de realização das obras \nVárias Paisagens \nToda obra de arte\, em especial a pintura\, é o resultado de um longo processo de articulações mentais e técnicas. A imagem que vemos diante de nós é antes de tudo o resultado de uma construção\, “tijolo por tijolo num desenho mágico “\, e revela as ferramentas com as quais o artista se comunica com o mundo. \nAssim as obras de Petrillo apresentadas nessa mostra nos oferecem várias camadas de leitura. A sua proximidade com a atividade arquitetônica determina o processo de pesquisa do artista\, a partir de uma composição gráfica e espacial que estrutura toda a sua estratégia criativa. \nDe suas heranças modernistas ele extrai a ordem e a racionalidade gráfica sobre a qual outras camadas são acrescentadas. A paisagem aqui é fragmentada e seus recortes propõem novas e instigantes leituras do real. Das vanguardas históricas\, Petrillo dialoga poeticamente com a abstração geométrica e com a tensão informal. Tudo aqui atua no sentido de construção de uma beleza filha da clareza\, da ordem e da elegância. Essa estratégia encontra referência histórica nas obras de Ivan Serpa\, onde o gesto informal revelava\, num olhar mais apurado\, o perfeito controle das manchas pictóricas. \nA pintura de Petrillo recusa o olhar apressado. Ela se oferece ao nosso olhar de maneira discreta e elegante. O tempo conspira a seu favor. A pincelada incisiva\, os tons terrosos revelam sutilezas cromáticas e um certo silêncio muitas vezes necessário em épocas de tanta turbulência. Seja na pintura ou nos desenhos Petrillo se apropria de imagens do mundo\, fragmentos da paisagem para criar com eles sequências e equações que fazem da arte uma ferramenta poderosa de integração do mundo e de seus encantamentos.
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SUMMARY:“Réquiem para um nome” de Thix na Galeria Silvia Cintra + Box4
DESCRIPTION:Thix\, “Dois espíritos”\, 2024. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nA Galeria Silvia Cintra + Box 4 apresenta a primeira individual de Thix na galeria\, “Réquiem para um nome”\, com 28 retratos inéditos idealizados especialmente para essaa exposição\, que abre ao público no dia 28 de novembro. \nThix elabora questões autobiográficas\, como luto e transição\, aliadas à celebração de histórias coletivas de identidades não normativas. Traz corpos dissidentes para pinturas de referência histórica que evocam o retrato honorífico – imagens de poder e respeito – para construir sua própria pinacoteca queer como “obra-manifestação”. Esse processo reivindica a presença de corpos interditados pelos modos dominantes de discurso e construção narrativa. \nOcupando o espaço expositivo de forma densa\, remontando um salão de arte dos séculos XVIII ou XIX\, a exposição tensiona a escala temporal e permite que as obras – e as vidas – dialoguem entre si\, colocando em relevo experiências compartilhadas acerca dos processos pelos quais pessoas pensam e constituem suas próprias subjetividades. O resultado é uma sobreposição sensível entre obra de arte e biografia\, que sublinha as dimensões estética e política das pinturas. \nEm sua pintura\, Thix examina gêneros familiares – no retrato e nas identidades – em uma apropriação dissidente do cânone que complexifica o pessoal e o político\, centros e bordas\, o etéreo e a corporeidade. Suas obras têm no retrato uma de suas características mais elementares: enaltecer e produzir presença\, criando uma troca constante de olhares\, uma negociação íntima entre ver e ser visto.
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SUMMARY:"Eu Sou Céu" de Filipi Dahrlan na Martha Pagy Escritório de Arte
DESCRIPTION:Filipi Dahrlan. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nA Martha Pagy Escritório de Arte\, localizada no Flamengo\, apresenta até o dia 29 de novembro a exposição “Eu Sou Céu”\, do fotógrafo e artista visual carioca Filipi Dahrlan. Com uma visão sensível e poética\, Dahrlan explora o vínculo entre suas memórias e o espaço urbano do Rio de Janeiro. As visitas são realizadas mediante agendamento pelo WhatsApp (21) 98141-3234. \nInspirado por sua relação com o céu e com a cidade\, Dahrlan percorre ruas\, estradas e encruzilhadas guiado por um olhar atento aos detalhes invisíveis. Em “Eu Sou Céu”\, o artista pontua seu trabalho com referências simbólicas: a imagem do Cristo Redentor\, ícones como São Sebastião e São Jorge\, e uma vista de uma favela registrada a partir da Igreja da Penha. Essas imagens conduzem o público por uma cartografia emocional do Rio\, onde o sagrado e o cotidiano se entrelaçam. \nParte da exposição também homenageia o carnaval carioca (uma das paixões do artista) e faz referência ao “Cristo Mendigo” de Joãosinho Trinta\, trazendo à tona a questão da cidade partida e dos contrastes sociais\, inspirada no samba-enredo “Ratos e Urubus larguem a minha fantasia”: “Reluziu\, é ouro ou lata? Formou a grande confusão. Qual areia na farofa é o luxo e a pobreza no meu mundo de ilusão”. As rabiolas de pipas enroscadas nos postes e fios simbolizam o contraste entre o vulgar e o extraordinário\, revelando uma cidade marcada por suas tensões e belezas. \nA exposição “Eu Sou Céu” mergulha na essência do Rio de Janeiro\, explorando religiosidade\, identidade e cultura. Começa com uma obra de Exu\, o guardião dos caminhos\, simbolizando comunicação e movimento. Em seguida\, a obra de São Jorge\, santo cultuado nos subúrbios cariocas\, revela a profundidade da religiosidade popular no Rio\, representando fé\, resistência e proteção. Já a série “Eu Tenho Um Pecado Novo” estabelece uma conexão estética com a imagem de São Sebastião\, padroeiro do Rio\, celebrando a vitalidade e vulnerabilidade humanas através de retratos de homens se exercitando nas praias cariocas. O corpo é visto como território de expressão\, revelando o caráter humano e suas contradições por meio da força e fragilidade\, refletindo a identidade cultural do Rio de Janeiro. \nAlém disso\, “Eu Sou Céu” apresenta a série fotográfica “Deve Ser Assim o Céu”\, que documenta festivais de pipas nas periferias do Rio\, preservando e celebrando essa prática cultural. Por meio dessas imagens\, Dahrlan convida o público a enxergar além do óbvio\, reinterpretando o cotidiano com uma narrativa visual sensível. \nVisitas por agendamento pelo Whatsapp: 21 98141-3234.
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SUMMARY:"Espelhos d'água viva" no Solar dos Abacaxis
DESCRIPTION:Josi\, “Dos retornos: chão de molho e imbigos”\, 2023. Cortesia da artista e Mendes Wood DM. Foto: EstudioEmObra\n\n\n\n\nCom curadoria de Bernardo Mosqueira\, Catarina Duncan e Matheus Morani\, a exposição reúne obras de 12 artistas e coletivos: Alessandro Fracta\, Carlos Alfonso\, Isabela Prado\, Jonas Van e Juno B.\, Josi\, MAHKU\, Maria Thereza Alves\, Mariana Rocha\, Maya Quilolo\, Nadia Taquary\, Podeserdesligado e Zahy Tentehar. As criações refletem as conexões entre os sistemas aquáticos e a vida humana\, promovendo umolhar para a preservação dos recursos naturais e a valorização de saberes ancestrais quilombolas\, ribeirinhos e indígenas. \nA abertura contará com a performance “Através”\, de Isabela Prado\, no dia 30 de novembro\, e uma festa em parceria com o Festival Novas Frequências\, no dia 7 de dezembro\, celebrando o aniversário do Solar dos Abacaxis\, com a participação de Podeserdesligado\, Carmem Jaci\, Lyzza\, DJ Galo Preto e Marta Supernova. \nAs obras dialogam com a espiritualidade e a simbologia das águas como entidades  vivas\, como Oxum\, propondo uma reflexão sobre a nossa responsabilidade  coletiva em cuidar do mundo aquático. A exposição é um convite para imaginar novos caminhos de coabitação entre os seres humanos e o meio  ambiente\, num momento de urgência ecológica.
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SUMMARY:"A liberdade é um processo infinito de ser" de Vitor Mizael na Gaby Indio da Costa Arte Contemporânea
DESCRIPTION:Detalhe da obra de Vitor Mizael. Via Instagram @vitormizael\n\n\n\n\nA liberdade é um processo infinito de se \n“A obra de Vitor Mizael se expande por múltiplos meios artísticos e campos de conhecimento\, sem deixar de ser criteriosa. A versatilidade rigorosa é\, talvez\, uma de suas características mais admiráveis. Em A liberdade é um processo infinito de ser estão reunidas diferentes linguagens que o artista paulista trabalha sob um espírito sutil e constante de subversão\, que questiona aquilo que se pensa como ordem natural e certa hierarquia de valores \nNas ilustrações sobre linho\, Mizael cria uma aglutinação entre os reinos animal e vegetal. Sua pesquisa parte de acervos científicos para chegar à criação de amálgamas de plantas\, serpentes e pássaros\, unidos de maneira orgânica\, umbilical\, como se dependessem um do outro para estarem completos. Já nos tecidos\, há um atrito dos pássaros com as plantas\, entre o voo preso e uma força que tenta fazer o enraizado voar\, desterritorializar-se. \nEm outra esfera\, um conjunto de pinos de prumo fixados na parede surge talhado de saudações a orixás e entidades\, promovendo a interpenetração do campo do enlevo e da espiritualidade com a materialidade do dia a dia operário. A obra “Vernáculo”\, composta por 1000 lenços\, traz esses símbolos de gentileza e elegância de um tempo passado e que\, para Mizael\, quase despertam o cheiro de seus avós\, que ele sentia ao ser socorrido de uma crise respiratória. \nA liberdade é um processo infinito de ser apresenta a trajetória de pensamento livre de Vitor Mizael\, fruto de um árduo processo de criação que produz novas simbologias e interroga a ordem e a valoração dos seres e das coisas em suas relações com as questões naturais e sociais. Por meio de uma indagação firme\, dura e elegante\, o artista desestabiliza noções rígidas de chão e céu\, mobilidade e fixidez\, centro e margem\, aparente e oculto\, fim e início… Tudo isso sem deixar a sutileza sair de cena. Uma doce subversão.” \nChristiane Laclau
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LOCATION:Gaby Indio da Costa Arte Contemporânea\, Estr. da Gávea\, 712 - São Conrado\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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