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SUMMARY:"FUNK: Um grito de ousadia e liberdade" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:O Museu de Arte do Rio (MAR) lança a sua nova exposição FUNK: Um grito de ousadia e liberdade no dia 29 de setembro. A principal mostra do ano do MAR perpassa os contextos do funk carioca através da história. Apresentada pelo Instituto Cultural Vale\, com curadoria da Equipe MAR junto a Taísa Machado e Dom Filó\, a mostra contou também com a colaboração de consultores\, como Deize Tigrona\, Celly IDD\, Tamiris Coutinho\, Glau Tavares\, Sir Dema\, GG Albuquerque\, Marcelo B Groove\, Leo Moraes\, Zulu TR. \n\n\n\nA temática da exposição irá apresentar e articular a história do funk\, para além da sua sonoridade\, também evidenciando a matriz cultural urbana\, periférica\, a sua dimensão coreográfica\, as suas comunidades\, os seus desdobramentos estéticos\, políticos e econômicos ao imaginário que em torno dele foi constituído. “Funk é um tema coletivo. Durante muitos momentos no MAR\, fomos instigados a fazer uma exposição sobre o funk carioca. A exposição conta com duas salas. A primeira sala é sobre o soul\, esse movimento de músicas importadas dos anos 70 e 80\, que ganhou repercussão no Brasil e\, é claro\, influenciou o consumo também de roupas\, sapatos\, cabelos…a estética que vira consumo. Tem ali\, ainda\, a presença de pessoas que tinham acesso a equipamentos\, compravam discos importados e começavam a fazer grandes equipes de som para tocar nas festas. Eram essas festas\, feitas em clubes de bairros\, que precederam o funk de hoje. Já a segunda sala é toda dedicada ao baile de favela\, que hoje constitui\, talvez\, uma das maiores forças de produção artística carioca e nacional. A gente mergulha nisso\, na história dos bailes constituídos por lonas\, instalados em vários lugares\, mas sempre dentro das comunidades”\, antecipa Marcelo Campos\, Curador Chefe do MAR. \n\n\n\nA abordagem vai se estender\, ainda\, à presença do funk nas mais variadas dimensões e práticas culturais\, com especial atenção ao campo das artes visuais contemporâneas\, para as quais o funk foi uma referência de visualidade\, de resistência política\, de alteridade e de forma.  Objetos próprios da história do estilo musical serão combinados a uma profusão audiovisual de sons\, vozes e gestos\, bem como atravessados por uma iconografia relacionada ao funk\, de modo a convidar o público da cidade a experimentar sua história como uma das mais potentes formas de imaginar e singularizar o Rio de Janeiro. \n\n\n\nA exposição é dividida em 11 núcleos e contará com mais de 900 itens. Entre os mais de 100 artistas brasileiros e estrangeiros que participam da exposição\, estão Hebert\, Vincent Rosenblatt\, Blecaute\, Gê Vianna\, Manuela Navas\, Maxwell Alexandre\, Fotogracria\, Emerson Rocha\, Panmela Castro\, Bruno Lyfe\, entre outros. O público poderá interagir com algumas instalações\, ouvir músicas\, dançar e ler textos que contam a história do ritmo musical pelas duas salas do pavilhão de exposições. A expografia é assinada pelo Estúdio Gru.a. \n\n\n\nE na noite de abertura a exposição a programação do MAR contará com um baile funk no Pilotis do Museu. Estão previstas as apresentações de dança do Afrofunk Rio\, e das atrações musicais Jonathan da Provi\, MC Cacau canta MC Marcinho e Trilogia do Santo Amaro. O evento é gratuito\, com retirada de ingressos via Sympla e sujeito à lotação.
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LOCATION:Museu de Arte do Rio\, Praça Mauá\, 5 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro" no Centro Cultural Sesc Quitandinha
DESCRIPTION:Waleff Dias\, Sem título\, da série Até os Filhos do Urubu Nascem Brancos\, 2019. Foto: Pablo Bernardo\n\n\n\nO Centro Cultural Sesc Quitandinha recebe a exposição “Dos Brasis”\, maior mostra dedicada à produção negra nacional. \n\n\n\nSucesso de público e elogiada pela crítica\, a mostra\, que reúne obras de 240 negros do país no Centro Cultural Sesc Quitandinha\, foi vista por mais de 130 mil pessoas no Sesc Belenzinho\, em São Paulo. Exposição estará em cartaz\, em Petrópolis de 3 de maio a 27 de outubro. \n\n\n\nA centralidade do pensamento negro no campo das artes visuais brasileiras\, em diferentes tempos e lugares\, é uma das principais premissas que guiam o processo curatorial da mostra Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro\, a mais abrangente exposição dedicada exclusivamente à produção de artistas negros. Depois de passar sete meses em São Paulo\, com registro de mais de 130 mil visitantes\, a exposição chega ao Rio de Janeiro e será instalada em um dos principais cartões postais da Região Serrana: o Centro Cultural Sesc Quitandinha (CCSQ)\, em Petrópolis. Com abertura marcada para o dia 3 de maio\, a mostra receberá visitantes até 27 de outubro deste ano. \n\n\n\nResultado de um trabalho desenvolvido pelo Sesc em todo o país\, a mostra conta com sete núcleos temáticos\, reunindo aproximadamente 240 artistas negros\, de todos os estados do Brasil\, sob curadoria de Igor Simões\, em parceria com Lorraine Mendes e Marcelo Campos. Realizada por meio de um trabalho em conjunto de analistas de cultura da Insituição de todo o país\, a exposição traz obras em diversas linguagens artísticas como pintura\, fotografia\, escultura\, instalações e videoinstalações\, produzidas desde o fim do século XVIII até o século XXI. A lista completa dos artistas participantes está disponível ao final do texto. \n\n\n\nA exposição chega na íntegra ao Centro Cultural Sesc Quitandinha (CCSQ). As 314 obras que estavam em exibição no Sesc Belenzinho (SP) vão ocupar os salões da área monumental do histórico edifício\, que em 2024 completa 80 anos. Parte dos trabalhos\, alguns inéditos\, também serão expostos pela primeira vez na área externa e no lago em frente à unidade. A mostra vai ainda oferecer ao público uma programação paralela com ações em mediação cultural e atividades educativas\, além de um programa público composto de debates e palestras com convidados. \n\n\n\nInaugurado em 1944\, um ano antes do fim da Segunda Guerra Mundial\, o Quitandinha abrigou um dos maiores hotéis-cassino das Américas. Recebeu personalidades brasileiras e hollywoodianas\, como Carmen Miranda e Walt Disney. Também foi palco de eventos que marcaram a história\, como da Conferência Interamericana para a Manutenção da Paz e da Segurança no Continente\, em 1947\, e a 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata\, realizada em 1953. Na década de 1960\, após a proibição dos jogos no Brasil\, o cassino foi fechado e o hotel teve seus apartamentos vendidos\, tornando-se um condomínio. Em 2007\, a área monumental passou a ser administrada pelo Sesc RJ\, que a transformou em um Centro Cultural. \n\n\n\nDesde que foi reinaugurado como um Centro Cultural\, em abril do ano passado\, o Quitandinha vem sendo ocupado por exposições que resgatam a forte identidade afro-brasileira em Petrópolis. A primeira\, intitulada “Um oceano para lavar as mãos”\, com curadoria de Marcelo Campos e Filipe Graciano\, apresentou uma revisão da história do Brasil a partir de narrativas não eurocentradas\, pensada por curadores e artistas negros\, levando o espectador à reflexão sobre a forte memória e produção artística negra na contemporaneidade\, no Brasil e no município\, e sua relação com o passado imperial. Depois\, dos mesmos curadores\, recebeu a coletiva “Da Kutanda ao Quitandinha”\, em que o ponto de partida foi o território onde o edifício está inserido – uma região marcada por quilombos formadores da cidade.
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LOCATION:Centro Cultural Sesc Quitandinha\, Avenida Joaquim Rolla\, nº 2\, Quitandinha\, Petrópolis\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Renunciar / Mobi" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Coleção MOBI. Imagem: Divulgação/Reprodução\n\n\n\nAbre ao público no dia 15 de junho\, às 11h\, no Museu de Arte do Rio – MAR a exposição itinerante Renunciar / Mobi\, que apresenta a cidade de São Luís (MA) dos anos 70 aos 2000 de uma maneira jamais vista\, por meio do trabalho do fotógrafo maranhense Mobi. \n\n\n\nCom curadoria de Gabriel Gutierrez\, diretor do Centro Cultural Vale Maranhão – CCVM\, a exposição convida o público a conhecer o Brasil que ficou à margem e apresenta a obra de Mobi em três linhas narrativas: a cidade oficial\, berço das transformações urbanas e mobilizações políticas; a cidade marginal\, que\, embora esquecida\, constitui os alicerces para seu funcionamento maior; e as pessoas\, agentes que constroem\, transformam\, assistem e habitam os espaços urbanos. \n\n\n\nO acervo utilizado para compor a exposição pertence ao Instituto Federal do Maranhão e foi digitalizado pelo Centro Cultural Vale Maranhão. Ao todo 5 mil fotos foram pesquisadas. “Mobi foi um fotógrafo que esteve à margem do que foi amplamente exposto\, publicado e divulgado. Ele documentou o que podemos chamar de ‘cidade amazônica’\, que é uma cidade complexa\, que não cabe nos moldes que estamos habituados a conceber e construir. O trabalho é um manifesto sobre a importância do cotidiano e do humano na conformação e sustentação da urbanidade específica. Por trás dos grandes feitos\, são as pessoas que\, em profundidade psicológica e de experiência\, miram-se nesse grande espelho. Mobi fotografou a rua\, as praças\, os edifícios\, os bichos e o que encontrava enquanto cidadão\, sujeito popular\, de São Luís\, e revelou a oposição flagrante própria desse espaço urbano”\, conta Gabriel. \n\n\n\nAs visitas de Ulysses Guimarães\, Teotônio Vilela e Luiz Inácio Lula da Silva ao Maranhão são alguns dos destaques entre as 151 fotos escolhidas para compor a mostra\, que também conta com um documentário dirigido pelo cineasta Beto Matuck\, cujo conteúdo apresenta Mobi pelos depoimentos e reações de amigos que mergulharam no universo fotográfico do artista\, desconhecido até por quem fazia parte de seu ciclo. \n\n\n\nEsta é a quarta exposição do Centro Cultural Vale Maranhão que itinera por espaços culturais do Brasil. “A itinerância de ‘Renunciar/Mobi’ apresenta a diversidade cultural do Maranhão e dialoga com diferentes públicos ao trazer um olhar sobre a cidade e como seus moradores se relacionam com ela. Mostrar essa experiência para o Rio de Janeiro se conecta à atuação do Instituto Cultural Vale no sentido de promover a circulação da cultura entre os eixos Norte-Nordeste e Sul-Sudeste\, e vice-versa\, contribuindo para a descentralização do acesso e promovendo novos diálogos”\, diz Hugo Barreto\, diretor-presidente do Instituto Cultural Vale. \n\n\n\nO Museu de Arte do Rio é um equipamento da Prefeitura do Rio de Janeiro\, de responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura\, gerido pela Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI). A itinerância inaugura uma parceria entre o CCVM e o MAR\, que ainda prevê uma segunda exposição com temática maranhense para o segundo semestre. Renunciar / Mobi ficará em cartaz gratuitamente no Foyer do MAR\, espaço localizado no 5º andar do prédio da Escola do Olhar\, até o dia 27 de outubro.  “Apresentar\, em parceria com o Centro Cultural Vale Maranhão\, um panorama da obra fotográfica de Mobi no Museu de Arte do Rio é abrir a possibilidade de enxergar a poética de um fotógrafo para além do trivial. Diante de suas fotos\, enxergamos a rotina das ruas\, dos rostos\, da fruição da vida. Eis a beleza da função foto-jornalística: documentar. A nova mostra do MAR pontua esse cruzamento da imagem revelada como arte e da intenção do artista como um produtor de documentos históricos”\, destaca Leonardo Barchini\, diretor do MAR e da OEI no Brasil. 
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SUMMARY:“Maré de Sonhos Intranquilos” de Fava da Silva no Sesc Duque de Caxias
DESCRIPTION:Detalhe da obra de Fava da Silva. Imagem: Divulgação\n\n\n\nA galeria do Sesc Duque de Caxias recebe a partir de sábado (22/06)\, a exposição “Maré de Sonhos Intranquilos”\, contemplada no Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2023/2024. A mostra é a primeira individual da artista Fava da Silva no Rio de Janeiro e reúne cerca de 16 pinturas produzidas entre os anos de 2021 e 2024. A curadoria é assinada por Emmanuele Russel e Renata Gesomino. Fava constrói suas narrativas através da realidade vivenciada em seu dia a dia\, perpassando por temáticas que refletem sobre a morte\, o luto\, a violência que atinge os territórios favelados e o cotidiano. “Eu faço uma pintura baseada no que vivo\, no entanto a fabulação recorre ao onírico\, faço uso da linguagem do sonho para representar esses cenários”\, avalia a artista. \n\n\n\nO público vai encontrar uma série de obras que se apresentam em diferentes suportes\, e que foram produzidas a partir das experiências da artista\, que cresceu no Complexo da Maré\, na zona norte da capital fluminense. As telas possuem destacada assinatura cromática. A técnica a óleo é utilizada pela artista e em suas composições é possível encontrar a densidade do azul ampliando um contraste com a transformação do vermelho. “Pintar com as mãos\, com os pés\, com o corpo e com a alma. É desta forma que podemos mergulhar nas imagens que retratam de forma onírica e sensível um universo íntimo e ambíguo da artista Fava da Silva. Com cenas decodificadas por cores\, linhas\, formas e planos que se repetem e remontam às lições formais deixadas pelas vanguardas estéticas do modernismo\, a artista carioca atualiza seu repertório simbólico a partir da influência incontornável da pintura contemporânea de artistas como Marlene Dumas\, Cristina Canale e Eduardo Berliner\, criando uma maré de imagens\, narrativas e situações cotidianas que abarcam o ciclo natural da vida e da morte”\, afirmam as curadoras Renata Gesomino e Emmanuele Russel. A exposição será gratuita é terá duração de três meses no Sesc Duque de Caxias. \n\n\n\nEm “Maré de Sonhos Intranquilos”\, é possível encontrar o trabalho visual de uma artista que possui uma poética ampla e coerente. Pelas obras de Fava da Silva encontramos uma autobiografia das suas experiências pessoais: as cidades percorridas pela artista\, a presença da violência e do luto\, a necropolítica\, as perdas e os ganhos\, sem deixar de provocar no público um encantamento pelo cotidiano\, por sonhos que a artista ampliou em tessituras visuais\, com o poder gesto e a força das cores.
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LOCATION:Sesc Duque de Caxias\, 47 Rua General Argolo Centro\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:"J. Borges – O Sol do Sertão" no Museu do Pontal
DESCRIPTION:J. Borges\, O forró dos bichos. Foto: Divulgação\n\n\n\nA exposição “J. Borges – O Sol do Sertão”\, com curadoria de Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque\, é a mais abrangente da carreira do mestre da xilogravura brasileira. Com mais de 200 obras que percorrem seus 60 anos de trajetória\, a mostra inclui xilogravuras\, matrizes\, cordéis e vídeos. As obras de J. Borges estão distribuídas em duas galerias do mezanino\, parte do foyer e da galeria principal\, interagindo com o acervo de arte brasileira do Museu do Pontal. No jardim interno\, um mural de 24 m² apresentará a popular xilogravura “Asa Branca”\, inspirada pela música de Luís Gonzaga e reproduzida por Pablo Borges\, filho do artista.
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SUMMARY:"CYBERFUNK – tecnologias de uma cidade ritmada" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Bernardo Pormenor\, Protetor Solar. Foto: Albert Andrade\n\n\n\nAo som do grave batendo na caixa de som\, a exposição CyberFunk – Tecnologias de Uma Cidade Ritmada estreia no Museu do Amanhã em 12 de julho\,trazendo uma realidade marcada pelas relações entre a cidade do Rio de Janeiro e as tecnologias da diáspora negra. A mostra coletiva foi concebida pelo Laboratório de Atividades do Amanhã (LAA) – apresentado pelo Santander Brasil – em parceria com o artista-curador Pedro Pessanha\, e agora ocupa esse mesmo espaço\, localizado no átrio do Museu do Amanhã. \n\n\n\nEm sua pesquisa e trabalho artístico\, Pedro Pessanha pensa em um baile funk como espaço de criação. Nele\, surge uma diversidade de sons\, de expressões corporais e de coreografias\, além de ser um ambiente onde florescem estéticas próprias. Ele crê na pista do baile como\, sobretudo\, um marco territorial de onde nascem tecnologias hackeadas a partir das hegemônicas e se configuram reflexões sobre a cidade e possibilidades de futuros. \n\n\n\nEm CyberFunk\, o universo do funk não se resume à música – embora seja parte indissociável dele.  O paredão sonoro é a linha que costura a arte expressa em diferentes formatos\, como a moda e a ilustração\, com a reflexão sobre territórios. Os artistas e escritores são convidados para dialogar com o movimento CyberFunk e\, unidos\, compõem o baile imaginário e futurista proposto por Pedro Pessanha\, que desenvolveu uma série de ilustrações digitais para a exposição. \n\n\n\n“CyberFunk te convida a escutar as tecnologias que permitem com que nossos tambores continuem marcando a paisagem sonora da cidade. Projetamos as cores de um encontro antigo com maquinário novo”\, escreve Pedro Pessanha. E continua: “Como os ritmos que inventamos hoje vão ressoar no tempo?”. \n\n\n\nOs artistas colaboram com essas reflexões\, cada um à sua maneira. No som\, o coletivo de música e agência criativa Escola de Mistérios convida a dj Vicx para contribuir com a instalação sonora\, com uma oficina de produção musical; já o projeto musical Africanoise colabora com o EP CyberFunk\, parte da instalação sonora presente na exposição. Ainda nesse eixo temático\, a exposição conta com um ensaio inédito do jornalista\, curador e pesquisador musical GG Albuquerque\, que defende: “Nas pretitudes sônicas da diáspora negra\, o pensamento é parte do movimento da vida”. \n\n\n\n“É uma alegria receber Cyberfunk\, que traz olhar e reflexões originais sobre futuros. O Museu do Amanhã deseja ser sempre local de encontro das mais diversas perspectivas\, e agora abre espaço para jovens artistas\, músicos e pesquisadores que retratam som\, moda e territorialidade a partir de um Rio de Janeiro futurista.”\, afirma Fabio Scarano\, curador do Museu do Amanhã. \n\n\n\nCompondo o time de pensadores sobre territorialidade estão Gean Guilherme\, idealizador da 2050\, laboratório de arte e tecnologia do morro Santo Amaro\, no Rio de Janeiro; e Obirin Odara\, pesquisadora e idealizadora da página ‘Não Me Colonize’. \n\n\n\nJá no time dos artistas da moda estão bernardo pormenor – criador da marca “pormenor” na Zona Norte carioca – que contribui com uma peça exclusiva; e Rachel de Oliveira Vieira\, pesquisadora de moda e comunicação\, que colabora com um texto inédito sobre as relações entre moda e a construção de identidade. \n\n\n\nRelacionando-se com o tema central do ano no Museu\, que trata em suas programações as “Inteligências”\, CyberFunk é a segunda exposição de 2024 apresentada pelo Laboratório de Atividades do Amanhã – LAA\, espaço de experimentação\, inovação e prototipagem em arte\, ciência e tecnologia do Museu do Amanhã apresentado pelo Santander Brasil.
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SUMMARY:"Imagem e semelhança" de Lucas Finonho no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Obra de Lucas Finonho. Imagem: Divulgação MAR\n\n\n\nUma das grandes promessas do circuito carioca de arte\, o artista plástico Lucas Finonho vem da Baixada Fluminense\, de onde ele traz reflexões sobre as constantesfragmentações e reconstruções que enfrenta\, sendo um jovem preto e gay de periferia. Nascido e criado em Duque de Caxias\, ele apresenta sua primeira exposição individual “Imagem e semelhança”\, no mais carioca dos museus: o Museu de Arte do Rio (MAR). Com abertura prevista para 13/07 às 11h\, a mostra remonta a história familiar do artista e as experiências vivenciadas no seu cotidiano. \n\n\n\n“Ter minha primeira exposição solo no Museu de Arte do Rio é\, antes de tudo\, romper com todas as baixas expectativas que recebo pela minha cor e pelo lugar de onde eu venho. Poder apresentar meu trabalho nessa grande instituição que vem lançando e transformando a vida de diversos artistas\, é pra mim o início de uma promissora trajetória de conquistas e grandes responsabilidades”\, afirma. \n\n\n\nCom curadoria de Mélanie Mozzer e Osmar Paulino\, o projeto começou a ser gestado em julho de 2023. Composta por 12 obras inéditas\, cada tela traz o olhar com mais sensibilidade para as relações cotidianas\, onde a pintura não é apenas um meio de expressão visual\, mas também um diálogo entre a suavidade dos traços e a aspereza das texturas de brita. A inserção da pedra brita em suas obras\, com sua natureza fragmentada\, oferece uma metáfora visual potente para as complexidades da experiência humana contemporânea. \n\n\n\n“Esta exposição é um testemunho do amadurecimento do artista através de um longo processo de pesquisa que foi bastante enriquecedor\, visto que além de artista\, Finonho é um pesquisador que já carrega um repertório profissional extenso. Se eu pudesse dar um conselho\, indicaria que o público não perdesse a abertura da exposição para contemplar este momento definidor na carreira do artista que terá um longo caminho dentro da cena de Arte Contemporânea”\, afirma Mélanie Mozzer. \n\n\n\nEm sua pesquisa\, Lucas se conforta ao se entender semelhante às grandes e fortes rochas formadas por pequenos fragmentos\, ao fabular sobre a divina fundição de seus destroços. Assim como a natureza\, que mesmo ameaçada pela negligência e exploração exacerbada\, o artista busca se reconstruir a todo custo. A utilização de pedras em suas obras\, o faz olhar para os vales sedimentares\, percebendo na natureza a possibilidade de ressignificar as erosões e depressões da vida. \n\n\n\n“Me inspiro nas coisas que lutam por existir\, nas histórias de superação\, tecnologias periféricas de sobrevivência\, nos testemunhos de intervenções divinas e nos ciclos que observo na natureza\, com seu grande poder de defesa e regeneração frente às violências que sofre”\, completa o artista. \n\n\n\n“A exposição “Imagem e Semelhança” do Finonho é uma contribuição para a sociedade na medida que ela busca apresentar reflexões sobre os problemas subjetivos do ser a partir das diversas mazelas sociais\, e sua capacidade de encontrar o bem-estar através da manifestação do divino que se dá ao mesmo tempo a partir das experiências endógenas e exógenas do próprio ser”\, diz Osmar Paulino.
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SUMMARY:Inauguração do novo espaço da Galeria Refresco com mostra coletiva
DESCRIPTION:Vista da instalação. Foto: Divulgação Galeria Refresco\n\n\n\n\nEntre os dias 27 de julho e 28 de setembro\, a Galeria Refresco realiza a exposição coletiva “Bronze Noturno”\, com a curadoria de Daniela Avellar\, Deborah Zapata e Renato Canivello. A mostra conta com mais de vinte trabalhos produzidos por artistas brasileiros de diferentes localidades que têm se destacado por suas práticas e processos singulares\, capazes de expandir os limites do que é convencionado por pintura e escultura. O título da exposição se vale da sensação de calor na pele após a exposição solar\, uma permanência da presença do Sol mesmo na ausência de sua luz direta. Essa experiência tipicamente carioca ressalta um elemento crepuscular à mostra\, marcada pelos gradientes cromáticos das obras e dos processos e mídias pouco usuais dos quais elas fazem uso. Trata-se também de uma tentativa de cartografar não só um repertório visual\, como o pôr-do-sol na cidade do Rio de Janeiro\, mas também a própria questão da sensibilidade do corpo – assuntos sempre caros à arte brasileira. \n\n\n\nOs treze artistas que compõem a mostra são Alexandre Nitzsche Cysne\, Dani Cavalier\, Edu de Barros\, Eduardo Baltazar\, Fabio Severino\, Gpeto\, Iah Bahia\, Medusa\, Nathalie Ventura\, Rafael D’Aló (radicado em Londres)\, Sandra Lapage\, Siwaju e Ygor Landarin. O uso e a combinação de materiais menos convencionais na prática pictórica e escultórica\, como metais\, acrílica\, resina\, argila e lycra\, acentuam o caráter comum de experimentação dos expositores e suas preocupações acerca da tangibilidade das obras. “Bronze Noturno” reaviva questionamentos inerentes à arte contemporânea e propõe novas maneiras de se pensar as dinâmicas entre forma e materialidade\, conteúdo e invólucro\, reflexão e representação. \n\n\n\nNas palavras de Daniela Avellar\, “a curadoria reflete sobre uma experiência de cidade a partir de suas ruas\, encruzilhadas\, fluxos e contrafluxos\, encontros\, afetos – todos mediados pela relação com o céu e o sol\, e do encontro desses efeitos com a pele”. “Bronze Noturno” propõe uma abordagem da sensibilidade artística que prioriza a experiência corpórea para além da contemplação visual. Daí\, a pele surge como esse limiar entre mundo e corpo – a fronteira a partir da qual nos constituímos como indivíduos e percebemos o ambiente ao nosso redor. Nesse sentido\, as iconografias da cidade do Rio de Janeiro também ganham peso na exposição enquanto lugar onde o corpo está e que o constitui. A impressão do bronze noturno\, afinal\, reelabora como percebemos o par dicotômico presença-ausência – como em uma alucinação\, é uma sensação na falta de seu objeto correlato.
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SUMMARY:"Notícias do Brasil" no Centro Cultural PGE-RJ
DESCRIPTION:PV Dias\, Regresso de um proprietário de si (detalhe)\nMedusa\, De grão em grão [detalhe]\, 2023\n\n\n\n\nIdealizada pelo Sesc RJ\, a exposição Notícias do Brasil estreará repaginada em nova temporada no dia 31 de julho\, desta vez no Centro Cultural PGE-RJ\, antigo Convento do Carmo\, no centro do Rio de Janeiro. Com mais de 70 obras\, a mostra\, agora\, contará com a participação dos artistas PV Dias\, Sabrina Savani e Silvana Mendes que imprimem um olhar contemporâneo à exposição que já exibia gravuras de Carybé\, Cícero Dias e Glauco Rodrigues. A realização dá continuidade à parceria de cooperação mútua estabelecida entre o Sesc RJ e a PGE-RJ para o desenvolvimento de atividades culturais e educacionais acessíveis ao público de forma gratuita. \nNotícias do Brasil apresenta um Brasil popular\, por meio de imagens que registram o dia a dia de seus habitantes em cenas corriqueiras das ruas\, praças\, festejos religiosos e celebrações informais contribuindo para uma construção imagética de um país que reflete sobre as suas origens e pluralidade étnica e cultural. \nNo conjunto das obras\, afirma o curador Marcelo Campos\, é possível perceber um Brasil de forte tradição popular\, nas festas\, nas relações interétnicas\, nas vendedoras de tabuleiro\, nas janelas e sacadas dos sobrados coloniais. “O principal ganho da exposição nesta repaginação é o encontro de grandes artistas que falam de suas cidades\, a partir do que o povo fala no cotidiano”\, explica. \n De chegada à mostra\, PV Dias\, Sabrina Savani e Silvana Mendes imprimem o olhar sob a perspectiva decolonial. São artistas oriundos de diferentes regiões do Brasil: Belém do Pará\, São Paulo e São Luís do Maranhão. A repaginação da mostra reflete o movimento contemporâneo nas artes de revisitar a história dita “oficial” através de perspectivas inclusivas e de reparação histórica. Assim\, a exposição se propõe a apresentar as cores de um Brasil popular noticiando-o sem relegar qualquer tipo de participação em sua construção.
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SUMMARY:"Terra Vermelha" de Raul Leal no Paço Imperial
DESCRIPTION:A destruição ambiental no Norte e Noroeste Fluminense\, visível a olho nu e acelerada ao longo dos últimos anos\, foi o ponto de partida para a individual “Terra Vermelha”\, que o artista Raul Leal apresenta no Paço Imperial a partir do dia 3 de agosto\, com curadoria de Lucas Albuquerque. A mostra exibe os trabalhos documentados ao longo dos últimos anos por Raul\, que atuou na região propondo uma prática artística que une sustentabilidade e artes visuais. Por meio de suas obras\, aborda questões ecológicas do interior fluminense e utiliza a arte para provocar reflexões sobre as agressões ao ecossistema como um todo. \nA vista natural e o bioma regional\, que ao longo dos séculos inspiraram inúmeros artistas viajantes\, agora sofre a ação extrativista humana. A erosão acelerada\, as secas prolongadas\, a má qualidade do solo e as mudanças no bioma regional são evidências de um problema ecológico que altera a paisagem. Buscando trazer esse cenário à tona\, Raul Leal\, natural da região noroeste fluminense\, reflete sobre a ameaça ao bioma da mata atlântica evidenciando a alteração no território. \n“Há um histórico de ocupação onde podemos observar processos de degradação do meio ambiente que hoje resultam em sérios problemas. Em meu trabalho\, busco recuperar uma imagem que vem se apagando com o desaparecimento da natureza no interior do Brasil\, resultante das práticas predatórias adotadas a serviço do lucro”\, conta. \nAbordando a crise ambiental atual\, ele apresenta uma série de trabalhos em diversos suportes\, entre fotografia\, desenho e gravura\, no ímpeto de expor a devastação. Trabalhando sumariamente com madeiras naturais e queimadas\, o artista cria um inventário visual onde documenta animais que resistem nas áreas agredidas e diferentes plantas do bioma natural fluminense\, fotografadas antes de uma ação de reflorestamento guiada por semanas a fio pelo artista. \n“O artista enquadra cenas onde a vida natural ainda persiste\, lutando pela sobrevivência\,” afirma o curador da exposição\, Lucas Albuquerque. “Estas imagens são sobrepostas a talhos de madeira\, criando uma conexão direta com a tradição das paisagens na arte brasileira dos séculos XVII e XIX. Diferente dessas representações históricas\, as imagens de Raul evidenciam o risco iminente da devastação”.
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SUMMARY:"Olhos cheios" de Mirela Cabral no Paço Imperial
DESCRIPTION:Mirela Cabral Canteiro\, Corrimão\, 2022\n\n\n\n\nO Paço Imperial apresenta a primeira mostra individual de Mirela Cabral no Rio de Janeiro\, sob curadoria da crítica Ligia Canongia\, com abertura\, no sábado\, 3 de agosto\, a partir das 14h. Intitulada Olhos cheios\, a exposição ocupa três salas do Paço [Trono\, Dossel e Amarela]\, com 20 pinturas\, 17 sobre tela e três sobre papel\, todas dos anos 2020. \nMirela se considera autodidata nas artes visuais\, embora tenha frequentado programas de arte na Parsons Paris\, na Academia de Cinema de Nova York [NYFA] e na Universidade da Califórnia [UCLA]. Paralelamente graduou-se em Comunicação Social\, com habilitação em Cinema\, pela Fundação Armando Alvares Penteado [SP]. \nO conjunto inédito que a artista mostra agora é de pintura abstrata\, mas nem sempre foi assim. No início\, Mirela pintava figurativo.  \n“Explodi a figura e ela se tornou paisagem\, para ganhar mais pluralidade\, mais rítmica e melhor negociação com o espaço”\, revela Mirela. \nSua relação com o suporte é original: pinta a mesma tela em várias posições\, porque “sempre penso nas bordas\, se o trabalho funciona em todos os sentidos”\, diz ela. A artista também consegue trabalhar em várias pinturas simultaneamente\, gosta de sentir que uma contamina a outra\, enquanto alguma chama mais à finalização. \n 
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SUMMARY:"Agitações pelo número" de José Patrício no Paço Imperial
DESCRIPTION:José Patrício\, Trajetórias sobre preto – versão 2\, 2016. Foto: Robson Lemos\n\n\n\n\nO Paço Imperial tem o prazer de convidar para a abertura da exposição “Agitações pelo número”\, com mais de 70 obras do artista José Patrício (1960\, Recife). Com curadoria de Paulo Herkenhoff\, a mostra ocupará as Salas Gomes Freire e sua antecâmara\, e a Treze de Maio\, no primeiro andar do Paço Imperial. José Patrício tem uma longa história de exposições no Paço Imperial\, como as coletivas “Anna Maria Niemeyer\, um caminho” (2012)\, “1911 – 2011: Arte brasileira e depois\, na Coleção Itaú” (2011)\, “Tudo é Brasil” e “28º Panorama da Arte Brasileira (2004)\, “Espelho cego: seleções de uma coleção contemporânea” (2001)\, e sua individual “Ars Combinatoria”\, em 2001\, em que fez uma instalação utilizando 2.500 jogos de dominó\, cada um com 28 peças\, totalizando 70 mil peças. José Patrício integra a Trienal de Tijuana (julho de 2024 a fevereiro de 2025)\, no México. \nJosé Patrício diz que “é com alegria que retorno ao Rio de Janeiro para expor no Paço Imperial uma parte da minha produção\, fruto de muitos anos de pesquisa e produção constante\, baseada em princípios matemáticos e em sintonia com uma certa tradição construtiva da arte brasileira”\, comemora. “Esta exposição apresenta uma série de obras que realizei nos últimos anos\, a partir da curadoria de Paulo Herkenhoff\, com ênfase no Número como elemento norteador da minha produção artística”\, destaca. \nAutor do livro “José Patrício: cogitações sobre o número” (2010)\, que cobriu quase três décadas da trajetória do artista “sob a dimensão da geometria e de teorias filosóficas da matemática”\, Paulo Herkenhoff convida o público “a projetar os significados que elaborarem” sobre as obras expostas. “Cada visitante será assim agitado para interpretar o Número”\, afirma. \nO curador criou um percurso na exposição em que dispôs os trabalhos nas salas de acordo com suas séries\, e escreveu textos que estarão nas paredes de cada um dos segmentos. Apelidada de “Sala Dourada”\, por causa da obra “Estrutura modular dourada” (2019)\, em placas de metal dourado\, pregos de latão e esmalte sobre madeira\, com 75cm x 75cm\, que abre a exposição\, a antecâmara da Sala Gomes Freire abriga os trabalhos “Espirais cromáticas série 2 nº 1” (2023)\, em botões e esmalte sintético sobre madeira\, com 200cm x 200cm\, “Espirais cromáticas XVIII” (2022)\, em botões sobre tela sobre madeira\, com 114\,5 x 225 cm\, e “Afinidades cromáticas – Dourados Versão 2” (2018)\, botões sobre tela sobre madeira\, com 161\,5 x 162 cm. \n“José Patrício segue as reflexões de Leibniz [filósofo alemão\, 1646-1716] para quem a ars combinatoria ou ciência geral das formas ou da similaridade e dissimilaridade é um método universal\, fundamento de todas as ciências”\, observa Paulo Herkenhoff. “O artista nos cita o filósofo alemão: ‘ars combinatoria designa o projeto\, ou melhor\, o ideal de uma ciência que\, partindo de uma characteristica universalis\, ou seja\, de uma linguagem simbólica que atribuísse um sinal a cada ideia primitiva e combinasse de todos os modos possíveis esses sinais primitivos\, obtendo assim todas as ideias possíveis. Este é seu desafio há 25 anos”\, destaca. \n 
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SUMMARY:“Prêmio PIPA 2024: Aislan Pankararu\, Aline Motta\, enorê e Nara Guichon” no Paço Imperial
DESCRIPTION:Nara Guichon\, Liana\, 2018-2020. Foto: Renata Gordo\n\n\n\n\nO Prêmio PIPA\, que completa este ano sua 15ª edição\, tem o prazer de anunciar os Artistas Premiados de 2024: Aislan Pankararu\, Aline Motta\, enorê e Nara Guichon. Entre os 62 participantes deste ano\, artistas com até 15 anos de carreira\, os quatro foram escolhidos pelo Conselho do PIPA por terem obras contundentes e representativas da pluralidade de poéticas e linguagens desenvolvidas no Brasil. Como parte da premiação\, cada um recebe uma doação de R$25 mil e realiza a mostra na sala Terreiro do Paço Imperial\, no Rio de Janeiro\, de 03 de agosto a 20 de outubro de 2024. \nSegundo Luiz Camillo Osorio\, curador do Instituto PIPA\, “os quatro premiados mostram vitalidade incomum em suas obras\, incorporando temporalidades heterogêneas a processos de formalização arrojados. Seja pela retomada de artesanias tradicionais\, seja pelo uso de tecnologias de ponta\, estas quatro poéticas trabalham formas de perceber o presente nada convencionais. Acima de tudo\, experimentando novos agenciamentos entre história e fabulação\, artesania e delírio\, ancestralidade e ciência\, arte e ecologia. É forçando os limites das linguagens que a arte explora o desconhecido\, liberando a imaginação a ir além do que já conhecemos. Só assim\, no meio de uma crise civilizacional como a que vivemos hoje\, é que poderemos reconfigurar passados abortados e abrir horizontes de expectativa inesperados em relação ao que virá. Este é o compromisso do PIPA\, enquanto uma janela para o que se passa na cena brasileira dos últimos 15 anos: evidenciar os vários brasis que convivem\, não necessariamente de forma pacificada\, no interior do mesmo país”. \nAlém de trabalhos dos quatro Premiados de 2024\, o Instituto PIPA apresenta no Terreirinho\, sala localizada em frente ao Terreiro\, a exposição “Coleção Instituto PIPA: 15 anos…”\, em que é apresentado o acervo do Instituto. Osorio selecionou para a mostra obras doadas e adquiridas pelo Instituto ao longo dos 15 anos da formação de sua coleção. São cerca de 10 trabalhos de Arjan Martins\, Bárbara Wagner\, Berna Reale\, Cadu\, Denilson Baniwa\, Éder Oliveira\, Paulo Nazareth\, Renata Lucas\, e Virginia de Medeiros\, que ajudam a contar a história da arte contemporânea brasileira dos últimos anos\, com linguagens e temáticas que simbolizam e representam o percurso recente da arte no país. Também será apresentado um registro do comissionamento do site-specific de Henrique Oliveira na Villa Aymoré\, em 2018. O acervo completo pode ser visto no site www.institutopipa.com. \n 
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SUMMARY:“Pedra\, metal e madeira” de Luiz Zerbini no Mul.ti.plo Espaço Arte
DESCRIPTION:Luiz Zerbini\, Floresta em pé\, 2023. Crédito: Pat Kilgore\n\n\n\n\nCelebrando a mudança de nome da galeria\, a Maneco Müller | Mul.ti.plo\, no Leblon\, abre uma individual com a produção mais recente de Luiz Zerbini\, que acaba de apresentar no CCBB Rio uma grande mostra retrospectiva\, atraindo mais de 70 mil visitantes. A exposição “Pedra\, metal e madeira” reúne cerca de 20 obras recentes do artista\, entre gravuras em metal\, litogravuras e monotipias\, sendo a maioria inédita. Quem assina o texto crítico é Fred Coelho. A mostra\, que vai até 14 de novembro\, inclui o lançamento de um livro de grandes dimensões\, impresso manualmente\, a ser apresentado na ArtRio. A abertura será no dia 4 de setembro (quarta-feira)\, às 18h\, com entrada franca. A mudança de nome da galeria simboliza a sociedade entre Maneco Müller e Stella Ramos na Mul.ti.plo\, desde 2018. \nAtravessando seus quase 50 anos de produção\, a poética de Luiz Zerbini destaca-se por uma voluptuosa e desconcertante paisagística\, combinando vegetação\, ambientes urbanos\, fabulação\, memória e alegorias. A recente produção em monotipia e gravura em metal do artista é fruto do encontro dele com o Estúdio Baren\, criado pelo editor e impressor carioca João Sánchez. Há quase uma década\, Zerbini e João pesquisam diversas formas de imprimir monotipias\, misturando técnicas e materiais\, papéis\, matrizes e pigmentos. Mais recentemente\, o artista carioca Gpeto passou a colaborar também com o Estúdio Baren\, se juntando à produção de monotipias de João Sánchez e Luiz Zerbini. \nO destaque da mostra na galeria são as gravuras em metal inéditas nas quais Zerbini se debruça sobre uma das mais tradicionais técnicas de impressão artesanal do mundo. Há cerca de cinco anos\, Zerbini vem se dedicando a experimentações nesse campo graças à proximidade com o Estúdio Baren. A Maneco Müller | Mul.ti.plo surgiu como espaço natural da mostra dessa produção por conta da parceria da galeria com o Estúdio Baren e a amizade de longa data tanto com Luiz Zerbini quanto com João Sánchez. \nNa mostra estão cinco obras em água-forte e água-tinta sobre papel de algodão em preto e branco\, com edição limitada de 30 exemplares\, no formato de 78 X 53 cm. “Num momento de enorme sucesso da sua carreira\, Zerbini expande-se por outra frente\, com a possibilidade de escapar da demanda permanente da pintura. Nas gravuras em metal\, ele está podendo repensar as imagens de suas telas\, oferecendo a elas novas dinâmicas\, novas camadas\, novas possibilidades. Isso leva a um outro caminho de debate sobre sua obra. A oportunidade de se desafiar\, de se arriscar\, experimentar\, traz um incrível frescor e força aos novos trabalhos”\, explica Fred Coelho. \nOs desenhos de Zerbini\, feitos a ponta-seca e buril sobre a superfície do metal\, revelam-se no papel com uma incrível sutileza de tons e força da forma. “Aqui o tempo da impressão é outro. O processo em metal é trabalhoso\, lento\, complexo. Exige muita dedicação. É coisa de um mundo que não existe mais. Sempre tive vontade de me dedicar a isso\, mas nunca tive chance. Agora com o João Sánchez encontramos esse caminho”\, revela Zerbini. \nJá as 12 monotipias são exemplares únicos\, com dimensões de 107 x 80 cm\, impressas em papel de algodão. Tirando as obras apresentadas na exposição MASP em 2022\, incluindo quatro originais utilizados para ilustrar a edição do livro “Macunaíma\, o herói do Brasil”\, de Mário de Andrade (Editora Ubu\, 2017)\, e outra sobre a Guerra de Canudos\, a coleção de monotipias reunida é inédita. Mais do que representações de vegetação\, nas monotipias de Zerbini são as próprias plantas e objetos entintados que são colocados na prensa\, imprimindo e dando relevo com sua textura ao papel. “Quando descobri a possibilidade de utilizar as folhas como matriz\, fiquei muito interessado. A partir daí começamos a experimentar outros materiais. Fomos fazendo uma pesquisa enorme”\, comenta o artista sobre a parceria com o Estúdio Baren. \nA exposição na Maneco Müller | Mul.ti.plo inclui também o lançamento de um livro de artista em grande formato na ArtRio\, com trabalhos exclusivos de Zerbini. No tamanho de 77 X 98 cm (fechado)\, impressa manualmente\, a edição tem apenas 11 exemplares e estará à venda no estande da galeria durante a feira de arte carioca\, entre 25 e 29 de setembro. O livro “Monstera Deliciosa Pândanus Coccothrianax Crinita Útilis Cabeluda Mucuna” tem projeto editorial de João Sánchez\, com colaboração editorial de Ana Luiza Fonseca. A impressão foi realizada no Estúdio Baren\, pelas mãos de João Sánchez\, Juliette Boulben\, Luiza Stavale\, entre 2018 e 2019. \nNo dia 5 de novembro\, às 18h30\, acontece um bate-papo do artista com João Sánchez\, criador do Estúdio Baren\, e Fred Coelho\, que assina o texto crítico da mostra. As reservas para participação da conversa devem ser feitas pelo WhatsApp 21 2042 0523.
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SUMMARY:"Ocupação Mulherio" na Danielian Galeria
DESCRIPTION:Niura Bellavinha\, Sopro. Crédito: Miguel Aun\n\n\n\n\nA Danielian Galeria apresenta\, a partir de 8 de agosto de 2024\, às 18h\, a “Ocupação Mulherio”\, segunda edição do programa dedicado a mulheres artistas que ganha um formato distinto\, com um conjunto de mostras individuais das artistas Nadia Taquary – “Marés”; Sônia Menna Barreto – “Fábulas”; Nelly Gutmacher – “Son(h)os”; Niura Bellavinha – “Essências”; e “Harmonias”\, uma sala especial dedicada à obra da artista e marchande Marcia Barrozo do Amaral\, falecida há um ano (1943-2023). \nOs curadores Marcus de Lontra Costa\, Viviane Matescoe Rafael Fortes Peixoto dão seguimento à ideia iniciada em 2022\, com a mostra “Mulherio”\, que reuniu trabalhos de 35 artistas mulheres de diferentes gerações\, pesquisas e poéticas\, a partir da pesquisa histórica e da seleção de trabalhos. \nO trio curatorial destaca que “Ocupação Mulherio” não parte “de uma premissa ou de um enlace temático\, mas tem como principal objetivo demonstrar a importância da trajetória destas mulheres para o ambiente cultural brasileiro\, assim como a força e poesia de suas expressões”. “Sem categorizações ou classificações\, “Ocupação Mulherio” reafirma “espaços e conquistas\, mostrando que a arte representa o poder essencial feminino de criar e acima de tudo\, transformar”\, afirmam. Marcus de Lontra Costa\, Viviane Matesco e Rafael Fortes Peixoto assinalam ainda que “os títulos que diferenciam cada mostra são insinuações para que os visitantes possam conhecer e criar relações sensíveis com as obras expostas”. \nMarcus de Lontra Costa diz que nesta segunda edição de “Mulherio”\, ele e os outros curadores optaram “pela realização de cinco individuais de mulheres que sintetizam a ação feminina na arte contemporânea brasileira: religião\, sexualidades\, histórias das artes\, abstrações e concretude\, que compõem esse mosaico criativo reunido num mesmo espaço físico aberto ao público carioca”. Viviane Matesco observa que “mulheres são diversas\, mas com uma posição em comum: a luta para viver em mundo dominado pelo machismo”. Rafael Fortes Peixoto acrescenta que o objetivo “não é reunir as artistas em torno de uma ideia\, e sim reafirmar a ocupação desse espaço na agenda e na pauta cultural\, tanto em instituições públicas como em espaços privados\, como a Danielian Galeria”. Ele adianta que em 2025 se pretende comemorar os 40 anos de ações das Guerrilla Girls\, que afirmaram pela primeira vez ao mundo o questionamento da presença feminina nas artes. Nossa ideia com estas individuais é que a produção de cada artista possa ser aprofundada nesse ambiente de diversidade e liberdade”. \nO título da “Ocupação” tem inspiração no jornal “Mulherio”\, que circulou entre 1981 e 1988\, e teve umrelevante papel dentro do movimento feminista brasileiro\, e surgiu como desdobramento dos estudos sobre a condição feminina no Brasil\, tendo contado com a participação de mulheres como Lisette Lagnado\, Inês Castilho\, Lélia Gonzalez\, Adélia Borges\, Maria Rita Kehl\, Ruth Cardoso\, Carmen da Silva e Heloisa Teixeira (ex-Buarque de Hollanda) em suas 40 edições. \nAcompanha a exposição uma publicação em formato de 14cm x 10cm\, em papel rosa\,  com os textos dos curadores sobre cada uma das mostras.
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SUMMARY:“Ideias radicais sobre o amor” de Panmela Castro no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Panmela Castro\, Série Vigília. Créditos: Gabriel Andrade\n\n\n\n\nA exposição “Ideias radicais sobre o amor”\, da carioca Panmela Castro\, será inaugurada nesta sexta-feira\, dia 9 de agosto\, às 17h\, no Museu de Arte do Rio (MAR). Com mais de 20 anos de trajetória\, a artista apresentará uma exposição com obras participativas\, tendo como fio condutor a ideia da psicologia que fala sobre a necessidade de pertencimento como impulso vital dos seres humanos. Com curadoria de Daniela Labra e assistência curatorial de Maybel Sulamita\, serão apresentadas 17 obras\, sendo 10 inéditas\, entre performances\, fotografias\, pinturas\, esculturas e vídeos\, que exploram questões como afetividade\, solidão\, visibilidade\, empoderamento\, autocuidado e memórias. \n“Essa individual de Panmela Castro permite ao público conhecer muitas facetas de sua linguagem interdisciplinar. Seu trabalho navega por diferentes mídias e suportes de um modo único\, reunindo questões estéticas\, afetivas e ativistas em uma obra que é fundamentalmente performática e processual. A exposição no MAR traz obras inéditas e versões de outras já existentes\, formando um ambiente lúdico\, instigante e transformador”\, afirma a curadora Daniela Labra. \nA exposição irá se construir através de performances\, ações e participações do público\, que acontecerão ao longo do período da mostra. “Todas as obras de alguma forma precisam do outro para existir ou se completar\, é uma exposição que começa em construção”\, ressalta Panmela Castro. A exposição será inaugurada com três telas em branco da série “Vigília no Museu”\, que serão pintadas quando o museu estiver fechado ao público. Em forma de vigílias dentro do MAR durante a noite\, a artista se encontrará com pessoas para retratá-las. Um conjunto com 50 fotografias com registros da série “Vigília” também fará parte da mostra. \nA exposição conta\, ainda\, com obras inéditas nas quais o público é convidado a participar. Na obra “Chá das Cinco”\, por exemplo\, o público é convidado a tomar um chá e compartilhar conselhos com outros visitantes da exposição através de bilhetes deixados debaixo do pires. Já em “Vestido Siamês”\, duas pessoas poderão vestir\, ao mesmo tempo\, um grande vestido rosa feito em filó. Além disso\, o público será convidado a trazer batons para a obra “Coleção de Batons” e objetos para deixar em um casulo\, que serão transformados em esculturas pela artista. Esses objetos\, que podem trazer memórias boas ou ruins\, serão ressignificados e eternizados pela arte. \nInspirada nos tradicionais jogos arcade (fliperama)\, a obra “Luta no Museu” será um jogo para o público\, no qual os lutadores são os artistas Allan Weber\, Anarkia Boladona\, Elian Almeida\, Priscila Rooxo\, Vivian Caccuri e Rafa Bqueer. Os cenários retratados são o Museu de Arte do Rio\, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. A artista propõe o jogo como uma brincadeira de luta entre artistas\, onde o vencedor expõe sua obra no museu. \nCompletando as obras inéditas\, estará o vídeo “Stories”\, uma coleção de pequenos vídeos publicados no Instagram da artista (@panmelacastro)\, que convidam o público a fazer parte das diferentes situações de sua vida e de seu processo artístico. \nAlém dos trabalhos inéditos\, obras icônicas da artista também farão parte da exposição\, como “Biscoito da sorte” (2021)\, que traz os tradicionais biscoitos japoneses com mensagens feministas criadas pela artista; “Bíblia feminista” (2021)\, na qual o público poderá escrever ideias que guiem a emancipação e a luta por direitos das mulheres cis e trans\, e “Consagrada” (2021)\, fotoperformance na qual a artista aparece com o peito rasgado com esta escarificação\, fazendo uma crítica à forma como o mercado de arte elege seus personagens. \n“Não surpreende que Panmela hoje seja respeitada internacionalmente\, tanto pela inventividade de sua arte quanto pela postura em relação a assuntos como violência de gênero de diversos tipos. Esse tema há anos a estimula a criar ações artísticas\, pinturas\, objetos e também desenvolver um trabalho de cunho pedagógico e político através de sua organização que usa as artes para promover direitos\, principalmente o enfrentamento à violência doméstica\, a Rede NAMI”\, diz a curadora Daniela Labra. \nCompletam a mostra\, quatro performances que a artista fará ao longo do período da exposição. No dia 17 de agosto\, será realizada “Culto contra os embustes” (2020)\, um ritual onde a autoestima e a energia vital são usadas para afastar indivíduos malévolos da vida de cada participante. No dia 28 de setembro\, será a vez de “Honra ao mérito” (2023)\, realizada na I Bienal das Amazônias\, que aborda a falta de reconhecimento das mulheres e propõe uma cerimônia onde medalhas são concedidas ao público feminino\, como forma valorizar seus talentos e ações dignas de destaque. “É uma reparação histórica”\, afirma Panmela Castro. No dia 5 de outubro\, será a vez da performance inédita “Revanche” (2019)\, na qual a artista confronta as imposições do feminino compulsório\, convidando o público a apreciar o momento de um acerto de contas com o urso de 4 metros de altura que estará na mostra. Já no dia 12 de outubro\, será realizada “Ruptura” (2015)\, na qual a artista se desfaz de uma espécie de “caricatura da feminilidade”\, abrindo espaço para discussões mais amplas sobre gênero e alteridade. Todas as obras de performances serão registradas e terão seus vídeos exibidos na exposição.
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SUMMARY:"Por uma outra ecologia: o que a matéria sabe sobre nós" no Solar dos Abacaxis
DESCRIPTION:Obra de Julien Creuzet. Imagem / Divulgação Solar dos Abacaxis\n\n\n\n\nDesde que inaugurou sua nova sede no Centro do Rio\, em julho de 2023\, o Solar dos Abacaxis tem se empenhado em expandir seu foco além das artes visuais\, com o objetivo de se consolidar como um centro cultural de educação experimental que convida o público a se apropriar de seu espaço. Embora essa trajetória já estivesse sendo traçada aos poucos com as últimas exposições\, o programa de residências Oficina Solar e seu robusto e extenso programa educativo\, o instituto dá um passo significativo nessa direção a partir do dia 10 de agosto\, com a mostra “Por uma outra ecologia: o que a matéria sabe sobre nós”. \nCom curadoria de Matheus Morani e co-curadoria de Thiago de Paula Souza\, o programa propõe diálogos interdisciplinares que exploram as contradições e continuidades entre ecologia e racialidade. Oito artistas ocuparão o primeiro e segundo andar do prédio situado no Mercado Central\, na Rua do Senado\, com obras multidisciplinares que abordam temas cruciais como racismo ambiental\, extração de recursos naturais\, vulnerabilidade populacional diante das mudanças climáticas e estratégias de sustentabilidade desenvolvidas por culturas não-hegemônicas. Os artistas selecionados para dar vida ao conceito proposto pela curadoria são Davi Pontes\, Denise Ferreira da Silva\, Arjuna Neuman\, Stephane Kabila\, Juliana dos Santos\, Julien Creuzet\, Negalê Jones e Rose Afefé. \n“Nos interessamos por apresentar uma exposição orientada pelo processo aberto de aprendizado em torno das questões ecológicas intransponíveis ao nosso tempo\, com obras que expandem o escopo do que a arte é e pode ser\, em diversos modos e agências”\, resume Matheus Morani. \nA exposição surge como catalisadora de uma nova fase em que o Solar está repensando os usos de seu próprio espaço. A ideia é que a sede se torne cada vez mais livre\, democrática e acessível\, de modo a abrigar todos os tipos de proposições\, fortalecendo a vocação do instituto como um centro cultural e educacional. Com esse objetivo\, será implementado no térreo um novo mobiliário definitivo e modular – equipado com rodinhas – que poderá ser utilizado em diferentes formatos\, como uma arena para rodas de conversa\, sala para exibição de filmes\, palco para mostras de performances e espaço com mesas para oficinas\, entre outras configurações. O intuito é adaptar o local de acordo com as necessidades de cada programação. \n“Há algo muito antigo no Solar e fundamental em suas atribuições\, que é o exercício ou a prática de cultivar a porosidade da instituição em relação às suas comunidades. Como podemos criar formas de relacionamento com as pessoas que fazem parte da nossa rede\, sem apenas criar exposições para o público\, mas\, de fato\, criar situações extraordinárias para pensarmos juntos\, estudarmos juntos e propor outras formas de encontro com a arte e a educação?”\, questiona Bernardo Mosqueira\, diretor artístico e um dos fundadores do Solar dos Abacaxis. \nO objetivo da exposição é utilizar a arte contemporânea como uma ferramenta poderosa para veicular discussões críticas sobre ecologia\, de modo que não estejam centradas no ser humano\, mas sim nas relações entre todos os seres vivos. Ao propor a exposição “Por uma outra ecologia: o que a matéria sabe sobre nós”\, o Solar busca refletir sobre como a arte pode contribuir para debates urgentes e relevantes\, promovendo a sensibilização e conscientização ambiental\, além da ação sobre questões ecológicas e raciais. A exposição contará com uma programação pública contínua de oficinas\, performances\, conversas e cursos\, propostas pelo artista e coreógrafo Davi Pontes e pela equipe pedagógica do Solar dos Abacaxis. \n“Eu acredito que essa exposição expande nossa prática de inclusão de duas maneiras principais. Uma delas é através de uma programação intensa\, com uma exposição que apresenta atividades constantes\, movimentando o espaço de diversas maneiras para expandir essa tática de estudo. E a outra é engajar as pessoas no próprio processo de desenvolvimento das obras\, na construção das obras em si. Então\, o programa da exposição começa antes mesmo da abertura da mostra\, o que considero algo incrível\, pois construímos a exposição junto com nossas comunidades”\, pontua Mosqueira. \nO programa ao qual Bernardo se refere é a instalação da artista baiana Rose Afefé\, cujo trabalho de vida consiste na construção de uma cidade inteira de adobe em Ibicoara\, na Chapada Diamantina. A artista está iniciando uma nova série de obras chamada “Terra do Pé Vermelho”\, que contará com o apoio do público para seu desenvolvimento\, tanto na manufatura dos tijolos quanto na montagem dos fragmentos de cidade que ocuparão o térreo do instituto. Ao serem comercializados\, os pedaços dessa cidade entram no circuito econômico e financeiro da arte\, convertendo-se posteriormente em contrapartidas sociais para seus moradores simbólicos (pessoas de qualquer parte do mundo que têm uma conexão poética com a obra\, como os residentes do local de onde a terra foi retirada). A instalação do projeto\, com a ajuda do público\, será realizada entre os dias 29 de julho e 3 de agosto. \nAlinhada à missão e aos valores do Solar dos Abacaxis\, a exposição faz parte essencial do ciclo de pesquisa sobre Ecologias Queer/Cuir\, desenvolvido ao longo de 18 meses entre 2023 e 2024\, como programa expositivo que conta com o patrocínio do Instituto Cultural Vale\, patrocinador master do programa expositivo do Solar\, e do Mattos Filho\, via lei federal de incentivo à cultura. A partir deste eixo curatorial\, “Por uma outra ecologia: o que a matéria sabe sobre nós” investiga diferentes abordagens e formas de vida que exploram as complexas relações entre natureza\, política\, desejo e identidade. A mostra é comissionada como uma contribuição crucial para esse ciclo de pesquisa\, propondo novas possibilidades políticas de relações com a natureza que transcendem os parâmetros da ciência moderna. \nAo articular pensamento crítico racial com experimentações em arte e educação\, a exposição busca alinhar urgências epistêmicas e políticas ao campo artístico e pedagógico\, respondendo a discussões globais promovidas por instituições de relevância internacional.
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SUMMARY:Exposições paralelas em torno de Cristina Canale na Casa Roberto Marinho
DESCRIPTION:Cristina Canale em seu ateliê em Berlim\, 2024. Foto: Uwe Walter\n\n\n\n\nExposições paralelas centram-se na obra e no olhar curatorial de Cristina Canale\, que comemora 40 anos de carreira ocupando o instituto cultural no Cosme Velho \nSob curadoria de Pollyana Quintella\, mostra retrospectiva traça a trajetória artística da pintora carioca\, com publicação lançada na inauguração. Exposição curada por Canale dialoga com grandes nomes da Coleção Roberto Marinho \nA Casa Roberto Marinho inaugura\, em 15 de agosto de 2024\, duas exposições simultâneas em torno da artista plástica carioca Cristina Canale. Essa apresentação em dois atos comemora as quatro décadas de carreira da pintora com a retrospectiva Dar forma ao mundo\, e explora o seu olhar curatorial sobre a Coleção Roberto Marinho\, em Paisagem e memória. \n“Nessa temporada\, apresentamos a Cristina Canale curadora no térreo e\, no primeiro andar\, exibimos a sua obra. Ao percorrer o espaço expositivo veremos o quão fluidas\, no seu caso\, podem ser essas fronteiras nas paisagens do mundo criado por ela”\, destaca o diretor do instituto\, Lauro Cavalcanti. \n“O conjunto destas duas exposições mostra meu olhar dentro de um acervo brasileiro\, que é a minha origem\, e\, paralelamente\, o meu percurso de 40 anos como artista plástica. São dois conjuntos de sensibilidades\, com comunicações e pontes entre eles. Foi uma experiência muito rica ver esse diálogo”\, avalia Canale. \nRadicada há mais de 30 anos na Alemanha\, ela mantém forte relação com o Brasil. Sua relevância no circuito de arte nacional se reflete na celebração dessas quatro décadas de produção artística\, que tem como marco inicial a exposição Como vai você\, Geração 80?\, realizada em 1984\, no Parque Lage.
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SUMMARY:“Katia Maciel – Um quarto de mar” na Pinakotheke Cultural
DESCRIPTION:Katia Maciel\, E todos os dias eu sonho com o mar (detalhes). Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nA Pinakotheke Cultural\, no Rio de Janeiro\, apresenta no dia 19 de agosto de 2024 a exposição “Katia Maciel – Um quarto de mar”\, que conta com quatro poemas-objetos da série “Cósmicas” e um filme\, todos criados pela artista especialmente para a mostra. O texto crítico é assinado pela premiada escritora e curadora Veronica Stigger. “É uma exposição intimista\, diferente de meus trabalhos com instalações em grande escala”\, ressalta Katia Maciel. “Desta vez\, a montagem foi inspirada pela questão do sonho”. A grande biblioteca que cobre duas paredes da sala será revestida por voal\, um tecido diáfano\, criando um ambiente etéreo. \nAs bibliotecas estão presentes na obra de Katia Maciel\, e foi justamente seu filme sobre a biblioteca do renomado crítico\, historiador e filósofo da arte Yve-Alain Bois (1952\, Argélia)\, em Princeton\, EUA\, exibido em março na mostra “Anjos com armas”\, na Pinakotheke Cultural\, que motivou o convite de Max Perlingeiro\, diretor da instituição\, para que a artista realizasse um filme sobre Gonçalo Ivo\, projetado na exposição “Zeitgeist”\, no térreo\, e idealizasse uma mostra no segundo andar\, no mesmo período. \nHá anos\, Katia Maciel registra seus sonhos\, que quase sempre têm o mar como tema central. A partir dessas descrições e de uma pesquisa em seus arquivos sobre outras obras relacionadas ao mar\, a artista criou o filme intitulado E todos os dias eu sonho com o mar. Ela construiu “um campo semântico com questões ligadas aos sonhos: noite\, inconsciente\, eclipse/elipse”\, para conceber um quarto repleto de poemas-objetos. “A ideia de elipse/eclipse está muito presente nos sonhos\, pois lembramos deles em fragmentos\, como se faltassem partes\, e durante o sonho vivemos experiências que nos parecem reais”\, observa. A artista desejou criar “uma situação imersiva\, uma expansão do sonho para o espaço”. \nO filme E todos os dias eu sonho com o mar (2024\, 28’)\, projetado na parede frontal do espaço\, se expande nos poemas-objetos “Same Page” e “Eclipse”\, ambos em espelho com serigrafia fixada com silicone\, “Infinito”\, papel sobre espelho\, todos com 66 cm x 96 cm cada; “Caixa-mar” (2024)\, caixa de acrílico branco com impressão azul\, 30 x 43 cm (díptico)\, e “Maquete” (2024)\, madeira\, 19\,5 cm x 32\,7 cm. Todos os trabalhos são de 2024. \nEm “Same Page”\, a ideia de negativo/positivo alude aos estados de dormir/acordar\, refletindo a fluidez entre os estados de consciência e inconsciência trazida pelos sonhos. O espelho\, com sua imagem virtual\, reforça essa dualidade entre o real e o irreal. “Em meus trabalhos\, sempre há um pensamento\, uma reflexão sobre a imagem e nossa relação com ela\, a percepção que ela provoca e o retorno que ela nos dá”\, comenta a artista. Pela primeira vez em sua produção\, Katia Maciel criou uma maquete que reproduz o espaço expositivo\, reforçando a ideia “de um espaço dentro do espaço\, onde não se sabe o que é sonho e o que é realidade\, para criar uma situação imersiva\, amplificada pela cor azul do filme”.
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SUMMARY:“Gonçalo Ivo – Zeitgeist” na Pinakotheke Cultural
DESCRIPTION:Gonçalo Ivo\, Cosmogonia\, 2021 © Gabi Carrera\n\n\n\n\nPinakotheke Cultural\, no Rio de Janeiro\, abrirá para o público no dia 19 de agosto de 2024 a exposição “Gonçalo Ivo – Zeitgeist”\, com 79 pinturas criadas pelo artista nos últimos cinco anos\, das séries “Le jeu des perles de verre” (“Jogos de contas de vidro”)\, “Cosmogonias”\, “Cardboards”e “L’inventaire des pierres solitaires” (“Inventário das pedras solitárias”). A curadoria é de Luiz Chrysostomo de Oliveira Filho\, presidente do Conselho do Museu de Arte do Rio\, amigo do artista\, e que acompanha seu trabalho há mais de trinta anos. A quase totalidade dos trabalhos é inédita\, e apenas cinco deles estiveram na exposição homônima realizada no Paço Imperial\, em abril de 2022\, que teve 26 obras selecionadas pelo mesmo curador. Luiz Chrysostomo de Oliveira Filho destaca que Gonçalo Ivo “é considerado um dos maiores coloristas contemporâneos do país”. O artista nasceu no Rio de Janeiro\, em 15 de agosto de 1958\, e se divide entre seus ateliês na serra de Teresópolis\, no Rio de Janeiro\, em Paris e em Madri. O termo Zeitgeist significa “espírito de tempo”\, e foi usado inicialmente pelo filósofo e escritor alemão Johann Gottfried von Herder (1744-1803). Será exibido o filme “Gonçalo Ivo – uma biografia da cor” (2024\, 28’)\, dirigido por Katia Maciel\, com fotografia de Daniel Venosa\, feito especialmente para a mostra. \nA exposição será acompanhada do livro “Gonçalo Ivo – Zeitgeist” (Edições Pinakotheke)\, bilíngüe (port/ingl)\, com 328 páginas\, em formato 21 x 27cm. A organização é de Luiz Chrysostomo de Oliveira Filho\, apresentação de Max Perlingeiro\, e textos de Tomás Paredes\, Nicholas Fox Weber\, diretor-executivo da Josef & Anni Albers Foundation\, Lêdo Ivo (1924-2012) e Nélida Piñon (1934-2022) – que fez sua última visita ao ateliê do artista em Teresópolis em maio de 2022 –\, e um poema visual inédito de Luciano Figueiredo\, criado especialmente para a publicação. O livro contém ainda uma detalhada cronologia do artista\, e a mais longa entrevista concedida por ele\, dada a Luiz Chrysostomo\, “iniciada em janeiro de 2022\, enquanto Gonçalo estava em suas residências-ateliê de Madri e Paris”\, e finalizada “numa manhã ensolarada\, no início do outono de 2023\, no Museu Isamu Noguchi\, em Nova York”. \nLuiz Chrysostomo de Oliveira Filho afirma que a exposição e o livro refletem “as inquietações do artista nos últimos cinco anos\, vindo de uma sequência de vivências intensas\, descobertas e afetos”. “Manifesta um profundo desejo de partilhar uma longeva trajetória de arte\, marcada por percepções corajosas e fragmentadas de nossa contemporaneidade. Lidar com a não linearidade que a vida nos impõe e os espantos decorrentes dela\, como bem disse o poeta Gullar\, revela que a persistência é uma característica diferenciada da construção humana. Insistir\, rever ou retornar não são contradições\, mas ações que nos permitem existir e revelar um outro lado possível”\, diz. O curador enfatiza que suas séries de trabalho “falam do tempo como tema central\, buscam dar conta de um presente mutante\, desobstruem uma voz interna que estava por vezes emudecida”. Outros aspectos do artista assinalados por Luiz Chrysostomo são “a facilidade com que navega e deglute manifestações do românico ao barroco espanhol\, de culturas africanas ancestrais ao modernismo europeu”\, e que se “confunde com o domínio técnico com que manipula pigmentos\, têmperas e óleos”. \nMax Perlingeiro\, diretor da Pinakotheke Cultural\, destaca que o público vai se surpreender com a exposição. “Além de trabalhar as cores como ninguém\, ele está em constante mutação\, como pode ser visto nessas três séries novas que surgiram em 2018”. Ele conta que a ideia do livro e da exposição surgiram ao ver a pintura “Cosmogonia – Melancolia\, para Giacomo Leopardi e Francisco de Goya” (2021)\, na montagem da exposição no Paço Imperial\, acompanhado por Luiz Chrysostomo: “Tive a certeza de que iria entrar nesse universo mágico da produção do seu novo livro. E que livro!”.
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SUMMARY:"Tanto Mar" no Centro Cultural dos Correios
DESCRIPTION:Adriana Amaral. Crédito: Divulgação\n\n\n\n\nO Centro Cultural Correios RJ tem o prazer de convidar para a abertura\, no dia 21 de agosto de 2024\, às 17h\, da exposição coletiva “Tanto Mar”\, com curadoria de Shannon Botelho. A mostra reúne 30 obras dos artistas Adriana Amaral\, Ana Herter\, Andrea Antonon\, Andréa Brächer\, Consuelo Veszaro\, Erica Iassuda\, Flavia Fabbriziani\, Liliana Buzolin\, Lourdes Colombo\, Lucy Copstein\, Marcia Rosa\, Marilene Nacaratti\, Rhyshy Soriani\, Sandra Gonçalves\, Simone Dutra\, Simone Moraes\, Tuca Chicalé Galvan e Vitória Kachar\, que transitam entre pinturas\, gravuras\, fotografias\, objetos\, vídeo e esculturas. \nSegundo o olhar do curador Shannon Botelho\, o mar é um ponto de encontro entre o visível e o desconhecido\, carregando em si o peso das histórias humanas. Ao longo dos séculos\, foi palco de navegações que impulsionaram a colonização\, mas também de despedidas e sofrimentos\, especialmente para aqueles submetidos à escravidão e ao pensamento colonial. No contexto das grandes guerras e das crises migratórias atuais\, o mar permanece como um símbolo de desafio\, fuga e esperança\, representando tanto a descoberta de novas realidades quanto a busca por salvação. \nA exposição “Tanto Mar” é fruto de uma provocação que teve origem na leitura coletiva de O conto da ilha desconhecida\, do escritor português José Saramago. As artistas envolvidas no projeto foram reunidas em grupos distintos e\, ao longo do ano de 2023\, encontraram-se mensalmente para compartilhar os avanços de seus trabalhos e discutir suas inquietações. A pergunta inicial\, “Quanto mar há em você?”\, guiou o processo criativo\, levando cada uma das participantes a explorar suas próprias memórias e sensações ligadas ao mar. \n“A resposta de cada uma das artistas é partilhada aqui como uma obra-reflexão\, algo que evoque em cada visitante uma lembrança do mar\, dos dias ensolarados da infância ou de um pôr-do-sol inesquecível. Importa que os momentos com o mar que trazemos conosco estão cravados em nós e\, de certo modo\, definem um pouco do que somos em nosso cotidiano”\, afirma o curador.
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SUMMARY:“Handmade: Enredos Femininos” no Centro Cultural dos Correios
DESCRIPTION:Carolina Kasting. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nEsculturas\, instalações\, fotografias\, pinturas e objetos que\, através das tramas e dos elementos têxteis\, apresentam ao público a força da manufatura na arte contemporânea brasileira. Essa é a proposta da nova exposição que chega no dia 22 de agosto no Centro Cultural do Correios do Rio de Janeiro. A mostra apresenta narrativas de 90 artistas de todo o Brasil que apontam questões que atravessam as complexidades do feminino por meio da ancestralidade\, colonização\, transgressão e poesia. Com curadoria de Amanda Leite e Cota Azevedo\, a exposição é produzida pela PLURAL e conta com o apoio da CUIA – Cultura\, Integração e Artes. A mostra coletiva fica em cartaz até 05 de outubro\, no centro do Rio. \nCom pesquisas que perpassam o poder da manufatura através dos enredos femininos\, a mostra Handmade tem o objetivo de criar um espaço significativo para a compreensão da manufatura. “A narrativa visual será construída principalmente pelo uso do têxtil e da ideia de tecer\, destacando camadas simbólicas e transformações nos trabalhos que desvelam as nuances do universo feminino. A chamada não se restringiu apenas a mulheres\, mas a todos os artistas que exploram o feminino em suas produções”\, conta Amanda Leite. \n          Ressignificar as representações do feminino na sociedade e promover um diálogo crítico com o público é uma das intenções da curadoria da mostra. “A importância do projeto está em redefinir e expandir a narrativa artística sobre o feminino\, permitindo que todos os artistas com pesquisas nesse campo se sintam incluídos e contribuam com novos discursos. A arte historicamente perpetuou estereótipos e marginalizou vozes femininas. O objetivo é criar novas narrativas visuais e abordar a falta de visibilidade das mulheres\, que é um reflexo de diversos fatores sociais\, culturais e institucionais”\, destaca Cota Azevedo. \nA ênfase na utilização do têxtil como meio artístico permite que os artistas explorem texturas\, suportes e significados associados a este material\, proporcionando\, inclusive\, uma experiência sensorial ao público que visitar a mostra. Com a entrada gratuita a exposição ficará na principal sala expositiva do Centro Cultural e sua programação contará\, ainda\, com performances de artistas.
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SUMMARY:“Calima - Nossas camas de areia” de Pedro Motta na Galeria Silvia Cintra + Box4
DESCRIPTION:Pedro Motta\, Esqueleto da série Calima\, 2024\n\n\n\n\nA Galeria Silvia Cintra + Box 4 apresenta “Calima” e “Nossas camas de areia”\, 2 séries inéditas e idealizadas especialmente para a exposição. A obra é fruto da frente de pesquisa de Pedro Motta intitulada “Espaços confinados”\, que vem sendo desenvolvida desde meados de 2012. O tema recorrente na obra do artista\, que discute as relações entre natureza\, paisagens e intervenções humanas\, está presente nas 16 imagens de diversas dimensões da série. \nO trabalho se destaca também pela problematização das relações entre imagem\, objeto e fotografia\, atribuindo o processo de construção de sentidos às diferentes materialidades presentes nas obras. Os tons arenosos das paisagens fotografadas nos dão indícios de lugares reconhecidos como as ilhas Lanzarote\, Tenerife\, Gran Canaria\, Fuerteventura\, Isla de Lobos\, La Graciosa\, as dunas de Ibiraquera e de Lençóis Maranhenses\, ou mesmo Arkadian\, um planeta imaginário criado pelo pai do artista para um programa infantil. \nA partir deste universo recriado\, o artista tenta deslocar referências e recriar novos territórios e situações relacionadas ao estado de instabilidade psíquica do presente\, suas consequências e desdobramentos. No entanto\, não se trata de uma obra ensimesmada\, pelo contrário\, as metapaisagens se abrem para o processo de recriação\, a partir da interlocução do espectador. \n“Calima” é um fenômeno natural\, meteorológico resultante da suspensão das partículas de areia na atmosfera. Essa areia é proveniente das dunas do Saara. Muitas vezes\, ela viaja quilômetros\, atravessa mares para se depositar em regiões remotas\, cobrir ruínas de uma arquitetura em falência\, esqueletos de animais\, estradas\, barcos\, bandeiras ou sugerir novas narrativas de tempos passados. Podemos entender que nesta areia existe um tempo em suspensão e um deslocamento de imaginário de um passado remoto. Esta deposição recria situações e cobre o ambiente com inúmeras camadas de novos sentidos e novas narrativas.
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SUMMARY:"A noite dos clarões: ecos do surrealismo e outras cosmologias" na Flexa Galeria
DESCRIPTION:Jaider Esbell\, O olho d’água e a guardiã (detalhe)\, 2019. Crédito: Sergio Guerini\n\n\n\n\nA Flexa\, galeria de arte baseada no Rio de Janeiro\, abrirá sua segunda exposição\, intitulada “A noite dos clarões: ecos do surrealismo e outras cosmologias”\, no dia 24 de agosto de 2024. A coletiva reúne artistas de diferentes gerações\, buscando um diálogo com uma série de discussões contemporâneas\, à luz de questões exploradas pelo movimento Surrealista. A mostra tem curadoria de Luisa Duarte\, diretora artística da Flexa\, e assistência curatorial de Pedro Caetano Eboli. \nA noite dos clarões: ecos do surrealismo e outras cosmologias \nPor que visitar\, hoje\, os ecos do surrealismo? Por que nos aproximarmos\, agora\, de cosmologias alternativas ao marco ocidental\, ou seja\, de modos outros de organizar a realidade compartilhada? Diversos diagnósticos recentes nos recordam que vivemos uma época marcada pelo embotamento da imaginação\, pela diluição da dimensão corpórea no trato com o mundo\, pelo solapamento da esfera do sonho e pela resistência ao diálogo com as diferenças. Diante deste contexto\, dimensões como erotismo\, delírio\, sonho e alteridade\, todas mobilizadas pelo legado surrealista e reimaginadas no interior daquilo que chamamos de “outras cosmologias”\, ganham uma atualidade central. A segunda mostra coletiva da Flexa cobre um arco temporal cujo início remonta à década de 1920 e segue até o presente\, de modo a reunir artistas com produções que se relacionam\, de diferentes maneiras\, com tais questões. \nAo contrário de uma compreensão difundida dos surrealistas\, não lhes interessava tanto fabular um mundo fantástico paralelo ao nosso\, sendo mais importante instaurar pontos de fratura na realidade corrente\, que contribuíssem para estranhar a naturalidade de todas as coisas. Este movimento\, cuja expressão dissemina-se da literatura para as artes visuais\, propõe formas críticas de pensar e experimentar a realidade\, motivo pelo qual suas propostas ainda nos fornecem subsídios para compreender o presente. A mostra desloca certas narrativas históricas que consideram escassa a repercussão do movimento surrealista no Brasil\, destacando como seus procedimentos poéticos continuam a ecoar na arte contemporânea do país. Ao mesmo tempo\, coloca em cena algumas das diferenças entre o contexto histórico em que o surrealismo surgiu e o momento atual\, observando as mutações sociais e culturais ocorridas desde então. \nA exposição é dividida em quatro momentos. São eles “Erotismo e morte”\, representado por artistas como Tunga\, Waltercio Caldas\,  Ismael Nery\, Maria Martins\, Julia Gallo\, Maria Lídia Magliani e Flávio de Carvalho. “Universo dos sonhos e atividade onírica”\, na qual estão reunidos nomes como Cícero Dias e Rayana Rayo. “Zonas do delírio”\, que exibe trabalhos de Yayoi Kusama\, Manuel Messias dos Santos e Darcílio Lima. E ainda “Alteridade e outras cosmologias”\, onde são postas em diálogo obras de Chico da Silva\, Maria Lira Marques\, Claudia Andujar\, Hélio Melo e Jaider Esbell\, entre outros. \nA primeira parte do título da exposição foi extraída do Primeiro Manifesto do Surrealismo\, publicado há exatos 100 anos por André Breton (1896-1966). A imagem de uma noite capaz de abrigar o dia\, contida no fragmento “a noite dos clarões”\, sublinha a importância do trânsito entre a lógica do sonho e a lógica da vigília\, como uma via para transmutar nossa relação com isso que se convencionou chamar de ‘realidade’. Neste bojo\, propõe diálogos com os esforços recentes para suscitar a emergência de narrativas oriundas de cosmologias alternativas ao marco ocidental\, dado presente no subtítulo da exposição.
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SUMMARY:“Lugar de Passagem” de Hilal Sami Hilal na Casa França-Brasil
DESCRIPTION:Hilal Sami Hilal\, Livro Socorro Acetato. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nA Casa França-Brasil apresenta\, no dia 24 de agosto de 2024\, às 11h\, a exposição “Lugar de Passagem”\, com mais de trinta obras do artista Hilal Sami Hilal\, que ocupa um lugar destacado no circuito de arte. Com curadoria de Marcus de Lontra Costa e Rafael Fortes Peixoto\, a mostra é centrada no site specific “Artigo 3º” (2003/2024)\, em cobre vazado e filigranado\, técnica que deu notoriedade ao artista capixaba de origem síria. \nA obra\, com 14\,5 metros de comprimento por 3\,5 metros de altura\, atravessará a nave central da Casa França-Brasil como um delicado muxarabi (treliça típica da arquitetura árabe). Composta por nomes de pessoas\, o título do trabalho faz alusão ao terceiro artigo da Constituição brasileira de 1988: “Construir uma sociedade livre\, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos\, sem preconceitos de origem\, raça\, sexo\, cor\, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. A ideia de usar nomes veio originalmente dos amigos do artista\, que o presenteavam com roupas de algodão\, transformadas por ele em matéria-prima para fazer papel artesanal. A esses nomes\, Hilal foi acrescentando outros. “É uma pele\, transparente\, e os nomes ficam como signos estéticos\, os cidadãos brasileiros”\, diz Hilal. A obra é um desdobramento de um trabalho feito em 2003 para a exposição “Sal da Terra”\, no Museu Vale\, em Vila Velha\, Espírito Santo\, com curadoria de Paulo Reis (1960-2011). \nPara Hilal\, o cobre vazado remete à matriz de uma gravura\, meio ao qual o artista é muito ligado. “Não deixa de ser uma grande matriz de gravura”\, observa. \nRecentemente\, ele descobriu que seus ancestrais na Síria eram ourives\, arte da qual derivou a gravura. “Senti uma coisa atávica\, que eu herdei sem saber”\, comenta.
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SUMMARY:"Pretagonismos na coleção do Museu Nacional de Belas Artes" no Espaço Cultural BNDES
DESCRIPTION:Maria Auxiliadora\, Colheita de flores (detalhe)\, 1972. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nPretagonismos no acervo do Museu Nacional de Belas Artes reúne 105 obras de 59 artistas\, 46 negros e 13 brancos\, que retratam pessoas negras\, para apresentar o protagonismo do artista negro neste acervo\, que é um dos principais depositários do patrimônio artístico do país. O trabalho mais antigo data de 1780-1800 e o mais recente\, de 2023. \nO corpo curatorial da mostra – Amauri Dias\, Ana Teles da Silva\, Cláudia Rocha e Reginaldo Tobias de Oliveira\, todos da equipe permanente do MNBA\, quer frisar as trajetórias de luta\, resiliência\, transgressão e heroísmo desses negros em uma sociedade que ainda hoje é varada pelo racismo. \nPretagonismos abre ao público\, na quinta-feira\, 29 de agosto de 2024\, na galeria do Espaço Cultural BNDES\, selando o recente acordo de cooperação técnica entre o banco e o museu\, que está em reforma física e conceitual desde o segundo semestre de 2019. Marca também a reabertura do espaço expositivo do BNDES\, que estava fechado desde 2020. \n“Já tínhamos reaberto o Espaço Cultural BNDES com uma programação de música às quintas e sextas e\, agora\, com a retomada das exposições de artes visuais\, vamos levar ainda mais cultura gratuita à população”\, afirmou o presidente do BNDES\, Aloizio Mercadante. “Essa exposição Pretagonismos\, que reabre a galeria do Espaço Cultural BNDES\, é muito emblemática\, pois desafia e questiona os padrões de representação e coloca artistas negros no protagonismo da arte e da história. Tudo isso é motivo de orgulho para o BNDES\, que busca promover uma sociedade mais justa e diversa\,” completou. \n“Esta mostra é mais um passo significativo na construção de uma narrativa inclusiva e justa no panorama artístico nacional que\, diante das urgências contemporâneas\, evidencia fissuras\, forçando o olhar para uma noção de beleza e de poética mais integrativa”\, propõe Daniela Matera\, diretora do Museu Nacional de Belas Artes.
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SUMMARY:“Eckhout: trânsitos do olhar” no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB)
DESCRIPTION:Nay Jinknss\, da série Maré Alta – O imaginário está atrás da porta: É tão bonito sonhar a beira mar\, 2023\n\n\n\n\nA partir do dia 30 de agosto\, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) abre para visitação a exposição temporária “Eckhout: trânsitos do olhar”\, quando começa o agendamento ao público\, que terá a oportunidade de conhecer as cópias de quadros encomendadas pelo imperador Dom Pedro II ao pintor dinamarquês Niels A. Lützen. Trata-se dos famosos retratos indígenas pintados por Albert Eckhout\, no tempo da ocupação holandesa no Nordeste brasileiro\, no século XVII. A mostra coloca em discussão o olhar do colonialismo ao colocar os quadros históricos em diálogo com a criação contemporânea da artista paraense Nay Jinknss. Dom Pedro II fez uma viagem à Dinamarca para conhecer os famosos retratos de indígenas do Brasil comentados pelo famoso naturalista alemão Alexander von Humboldt em seu livro Cosmos\, um dos mais populares livros de ciência do século XIX. Foi então que decidiu encomendar versões em formato menor dos retratos para doar ao IHGB e tornar as imagens conhecidas no Brasil. A abertura para convidados acontece no dia 29 de agosto. \nEstes retratos de indígenas de Pernambuco do século XVII traduzem o encanto pelo desconhecido que definiu o exotismo como princípio da construção do olhar de europeus diante do mundo colonial. Paradoxalmente\, o exotismo foi internalizado pela cultura nacional para demarcar visões da singularidade brasileira. Desse modo\, o imperador participou desse processo em que o olhar estrangeiro condicionou a visão dos colonizados sobre si mesmos. \nPor meio da criação contemporânea de Nay Jinknss\, os retratados de Eckhout ressurgem no mercado do Ver-o-Peso da cidade de Belém do Pará. Suas fotografias e vídeo rejeitam a representação do tipo social genérico sem subjetividade característica do olhar do colonialismo. Em seus retratos\, ao contextualizar a experiência social e expor o que faz cada indivíduo singular\, a artista paraense contribui para multiplicar os modos de ver e representar a diversidade cultural do Brasil. \nO curador Paulo Knauss\, diretor do Museu do IHGB e professor do departamento de História da Universidade Federal Fluminense\, comenta: \n“Os retratos de Eckhout transitam entre épocas e revivem na arte contemporânea brasileira\, ao menos desde a criação de Glauco Rodrigues. Suas apropriações servem à crítica dos modos de ver as diferenças culturais baseada na dicotomia entre selvagens e civilizados. Nos trânsitos do olhar\, a arte contemporânea subverte os sentidos de imagens consagradas e busca romper com a colonialidade”. \n A exposição apresenta ainda livros e mapas ilustrados com imagens do mundo colonial que foram difundidas pelos artistas e naturalistas holandeses do século XVII. \nA realização da exposição marca também a reabertura do circuito de visitação do IHGB com a conclusão da primeira etapa do seu projeto de renovação. É uma oportunidade para conhecer a sede do IHGB e seus outros espaços expositivos\, que apresentam tesouros da cultura brasileira reunidos desde a fundação da instituição acadêmica em 1838\, como o Crânio da Lagoa Santa\, um dos mais antigos vestígios da vida humana no Brasil e encontrado na primeira missão arqueológica brasileira\, além da coleção de retratos de Pedro II.  \nA visitação é aberta a todos os interessados e há um programa especial para receber escolas e grupos. Todas as visitas são mediadas\, ocorrem em tardes de dias úteis e devem ser agendadas por e-mail.
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SUMMARY:"A.R.L. Vida e Obra" no CCBB RJ
DESCRIPTION:Obra de A.R.L. Foto: Adriano Rosa\n\n\n\n\nA exposição oferece ao público um conjunto de pinturas e fotografias produzidas pelo artista autodidata Antônio Roseno de Lima\, abrindo um campo de discussão importante sobre a chamada Arte Bruta brasileira. Original de Alexandria (RN)\, Roseno parte em 1926 para Campinas (SP)\, onde produziu a maioria de suas obras. Apesar da extrema pobreza e da falta de instrução formal\, A.R.L.\, como assinava suas obras e nome pelo qual teve reconhecimento internacional\, encontrou meios para se expressar de forma livre\, autêntica e criativa. A partir de materiais rústicos\, o artista constrói uma identidade criativa forte\, baseada em cores vivas e chapadas. \nO pintor tirou da sua própria realidade a inspiração para criar obras que são reflexo da mais pura e encantadora Art Brut\, termo francês\, criado por Jean Dubuffet\, para designar a arte produzida livre da influência de estilos oficiais e imposições do mercado da arte\, que muitas vezes utiliza materiais e técnicas inéditas e improváveis. Seus temas centrais foram autorretratos\, onças\, vacas\, galos\, bêbados\, mulheres e presidentes. Apesar das condições precárias em que vivia na favela Três Marias\, em Campinas (onde morou de 1962 até sua morte\, em junho de 1998)\, Roseno expressava seus sonhos e observações do cotidiano através de suas pinturas\, muitas vezes utilizando materiais improvisados encontrados no lixo: pedaços de latas\, papelão\, madeira e restos de esmalte sintético. \nQuando encontrava algum desenho que fosse do seu gosto\, recortava-o em latas de vários tamanhos para usar como modelo\, além de usar outros materiais que encontrava pelo caminho\, como a lã\, mais disponível em épocas de frio. Seu barraco era sua tela\, onde cores vibrantes e figuras contornadas em preto ganhavam vida\, revelando uma poesia visual única. Nas obras\, as diversas aspirações do artista são representadas\, mas uma delas se repete em toda a sua arte: “Queria ser um passarinho para conhecer o mundo inteiro!” \nCuradoria: Geraldo Porto
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SUMMARY:“Meu lugar” de Rafael Baron na Anita Schwartz Galeria de Arte
DESCRIPTION:Rafael Baron\, Reunião de Família\, 2024\n\n\n\n\nAnita Schwartz Galeria de Arte apresenta\, no dia 4 de setembro de 2024\, às 19h\, a exposição “Meu lugar”\, com 21 pinturas recentes e inéditas de Rafael Baron (1986\, Nova Iguaçu). As obras ocuparão os dois andares expositivos do espaço de arte na Gávea. A curadoria é de Jean Carlos Azuos\, curador assistente do MAR. \nA exposição\, a primeira do artista na Anita Schwartz\, apresenta sua nova pesquisa\, com a inserção da paisagem em seu trabalho. “Tem a paisagem íntima\, do lar\, e do entorno\, em uma afirmação de pertencimento e de fruição da vida”\, diz Rafael Baron. As pinturas\, em óleo ou acrílica sobre tela – e muitas vezes os dois materiais combinados – são de formatos variados: desde os grandes\, com 3\,5 metros de largura\, até os médios\, em torno de 1 metro. Além disso\, há quatro guaches\, com 40 cm x 30 cm. A pintura “Casa com piscina” (2024) traz aplicados nela dois pares de sandálias havaianas. \nO artista vem de um período de exposições nos EUA nos últimos três anos\, incluindo as individuais “Pose”\, na galeria Albertz Benda\, em Nova York\, e “Rafael Baron: Portraits”\, na mesma galeria\, em Los Angeles\, ambas em 2022. Em 2021\, realizou a individual “Wishyouwerehere”\, no espaço The Cabin\, em Los Angeles\, e participou das coletivas “Rollwith It”\, na galeria Scott Miller Projects\, em Birmingham\, no Alabama\, e “Fragmented Bodies III”\, na galeria Albertz Benda\, em Nova York. No Brasil\, seus trabalhos foram comissionados para as coletivas “Crônicas Cariocas” e “Funk”\, no Museu de Arte do Rio (MAR). \nEm “Meu lugar”\, Rafael Baron mergulha no universo de Nova Iguaçu\, Baixada Fluminense\, onde nasceu e trabalha\, explorando cenários nas paisagens rurais – “ora sozinhas\, ora com personagens” – como nas pinturas “Primavera” (2023)\, “Casa de Campo” (2023)\, “Marapicu” (2024)\, “Tinguá” (2024)\, “Serra do Vulcão” (2024)\, “Casa de Vó” (2024)\, “Café\, fumo e jornal” (2024) e “Pai e filho no parque” (2024). \n“A função estruturante da família\, o amor\, o afeto\, momentos de relaxamento no próprio lar” são cenários íntimos que Rafael Baron retrata na exposição. “É um convite para este lugar idílico”\, afirma o artista. “A vida não é só confronto\, conflito”. As cenas de lar\, paz e alegria estão presentes nos trabalhos “Reunião de Família” (2024)\, “Dia das Mães” (2024)\, “Fim de Tarde” (2023)\, “Maurício” (2024)\, “Casa com piscina” (2024)\, “Primeiro ano” (2024)\, “Amor e afeto” (2024)\, “Lar” (2024)\, “André\, Henrique e Leopoldo” (2024)\, “Mãe” (2024)\, “Recanto” (2024) e “Cosme e Lourdes” (2024). \nJean Carlos Azuos destaca que “lar\, afeto\, amor\, localidade são palavras muito fundamentais para Baron”. “Ele traz um território muito particular dele\, da biografia que foi construindo. Nas suas pinturas\, ele vai nos apontando a dimensão de como lida com a família nas viagens\, na casa com piscina\, nos retratos e nos ritos de passagem que temos nas nossas vidas\, as celebrações de família\, o Dia das Mães…”\, afirma o curador. \n“Em um outro vértice”\, continua Azuos\, “o trabalho vai caminhando para as paisagens bucólicas”. “Baron nos faz acessar esses espaços e nos instiga a saber: que lugares são esses? É um trabalho que nos convida para nossa compreensão\, as confidências\, a troca. Mexe um pouco com nossa fabulação. A pintura ‘Serra do Vulcão’: onde será? É Nova Iguaçu\, dentro da perspectiva de Rafael Baron? Mas pode ser tantos outros lugares\, a partir de locais familiares em outras perspectivas\, outras geografias”. \nAzuos observa também que esta compreensão de Nova Iguaçu se estende para a Gávea\, e “os trabalhos dialogam com este trânsito entre esses espaços”. “Ele também tem este endereçamento: parte desses lugares e se assenta na galeria\, se colocando para essas e outras interpretações e leituras”.
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LOCATION:Anita Schwartz Galeria de Arte\, R. José Roberto Macedo Soares\, 30\, Rido de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Aspectos de uma cidade" de Osvaldo Carvalho no Ateliê 31
DESCRIPTION:Osvaldo Carvalho\, Balada 70\, da série Balada\, 2023\n\n\n\n\nO artista Osvaldo Carvalho inaugura a individual “Aspectos de uma cidade”\, no dia 06 de setembro de 2024 (sexta-feira)\, das 16h às 19h30\, no Ateliê 31\, Centro do Rio de Janeiro. A mostra\, que tem curadoria de Shannon Botelho\, reúne 25 pinturas em dimensões diversas\, produzidas após o período pandêmico. \nEm sua recente pesquisa\, Carvalho se debruça sobre imagens e referências da cultura e da cidade\, explorando o vocabulário visual contemporâneo e as contradições de um imaginário moldado por ideologias\, conflitos e poder. Fragmentos de cenas\, situações e detalhes do cotidiano emergem como expressão de uma prática artística que desafia e ressignifica o olhar sobre a cidade. \n“Aspectos de uma cidade” apresenta um conjunto representativo do seu trabalho. “A problematização dos ‘lugares comuns’ das cenas prosaicas\, experimentadas no dia a dia\, é uma constante nos trabalhos que abordam\, cada qual a seu modo\, as peculiaridades de uma cidade tão complexa e desigual\, quanto sedutora e inebriante”\, descreve Shannon Botelho. \nAs 25 pinturas exibidas na mostra fazem parte das cinco séries “Pequenas Dissensões”\, “Caixas e Caixotes”\, “Celebração”\, “Empreendedores” e “Balada”. As duas primeiras “estabelecem uma problematização sobre os objetos-imagens com os quais lidamos diariamente\, com um certo grau de ironia e problematização sobre a sua descartabilidade e multiplicidade\, como em um libelo anti-pop”. Já nas séries seguintes\, o artista “indica mais um aspecto da reflexão\, desta vez\, marcada pela violência e pela desigualdade social\, agravadas pelo racismo estrutural que vigora não só em nossa cidade\, mas também em todo país”\, diz o curador. \nA exposição propõe um campo de debate\, onde a ironia das situações e dos contextos convida à reflexão sobre nossas condições de vida\, nossas escolhas e as ações cotidianas que sustentam o status quo. Osvaldo traz à tona sua perspectiva a partir da zona norte do Rio de Janeiro\, abordando temas como desigualdade social e violência urbana\, muitas vezes com referências diretas. Ele faz isso dentro do universo pictórico\, consciente do ambiente saturado de imagens\, e busca capturar a atenção do espectador com uma paleta marcante e composições que desafiam o olhar\, criando conexões e sobreposições de elementos que provocam a reflexão e estão longe de serem acidentais. “’Aspetos de uma Cidade’\, funda-se como um lugar propício para nos encontrarmos com o tempo presente\, revisitarmos o passado e desenharmos outro futuro\, diferente do qual que desde agora avistamos”\, conclui Botelho no texto curatorial.
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LOCATION:Ateliê 31\, Rua México\, 31\, sala 1003 - Cinelândia\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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