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SUMMARY:"FUNK: Um grito de ousadia e liberdade" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:O Museu de Arte do Rio (MAR) lança a sua nova exposição FUNK: Um grito de ousadia e liberdade no dia 29 de setembro. A principal mostra do ano do MAR perpassa os contextos do funk carioca através da história. Apresentada pelo Instituto Cultural Vale\, com curadoria da Equipe MAR junto a Taísa Machado e Dom Filó\, a mostra contou também com a colaboração de consultores\, como Deize Tigrona\, Celly IDD\, Tamiris Coutinho\, Glau Tavares\, Sir Dema\, GG Albuquerque\, Marcelo B Groove\, Leo Moraes\, Zulu TR. \n\n\n\nA temática da exposição irá apresentar e articular a história do funk\, para além da sua sonoridade\, também evidenciando a matriz cultural urbana\, periférica\, a sua dimensão coreográfica\, as suas comunidades\, os seus desdobramentos estéticos\, políticos e econômicos ao imaginário que em torno dele foi constituído. “Funk é um tema coletivo. Durante muitos momentos no MAR\, fomos instigados a fazer uma exposição sobre o funk carioca. A exposição conta com duas salas. A primeira sala é sobre o soul\, esse movimento de músicas importadas dos anos 70 e 80\, que ganhou repercussão no Brasil e\, é claro\, influenciou o consumo também de roupas\, sapatos\, cabelos…a estética que vira consumo. Tem ali\, ainda\, a presença de pessoas que tinham acesso a equipamentos\, compravam discos importados e começavam a fazer grandes equipes de som para tocar nas festas. Eram essas festas\, feitas em clubes de bairros\, que precederam o funk de hoje. Já a segunda sala é toda dedicada ao baile de favela\, que hoje constitui\, talvez\, uma das maiores forças de produção artística carioca e nacional. A gente mergulha nisso\, na história dos bailes constituídos por lonas\, instalados em vários lugares\, mas sempre dentro das comunidades”\, antecipa Marcelo Campos\, Curador Chefe do MAR. \n\n\n\nA abordagem vai se estender\, ainda\, à presença do funk nas mais variadas dimensões e práticas culturais\, com especial atenção ao campo das artes visuais contemporâneas\, para as quais o funk foi uma referência de visualidade\, de resistência política\, de alteridade e de forma.  Objetos próprios da história do estilo musical serão combinados a uma profusão audiovisual de sons\, vozes e gestos\, bem como atravessados por uma iconografia relacionada ao funk\, de modo a convidar o público da cidade a experimentar sua história como uma das mais potentes formas de imaginar e singularizar o Rio de Janeiro. \n\n\n\nA exposição é dividida em 11 núcleos e contará com mais de 900 itens. Entre os mais de 100 artistas brasileiros e estrangeiros que participam da exposição\, estão Hebert\, Vincent Rosenblatt\, Blecaute\, Gê Vianna\, Manuela Navas\, Maxwell Alexandre\, Fotogracria\, Emerson Rocha\, Panmela Castro\, Bruno Lyfe\, entre outros. O público poderá interagir com algumas instalações\, ouvir músicas\, dançar e ler textos que contam a história do ritmo musical pelas duas salas do pavilhão de exposições. A expografia é assinada pelo Estúdio Gru.a. \n\n\n\nE na noite de abertura a exposição a programação do MAR contará com um baile funk no Pilotis do Museu. Estão previstas as apresentações de dança do Afrofunk Rio\, e das atrações musicais Jonathan da Provi\, MC Cacau canta MC Marcinho e Trilogia do Santo Amaro. O evento é gratuito\, com retirada de ingressos via Sympla e sujeito à lotação.
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SUMMARY:"Riscar o Chão" no Centro Cultural Arte Sesc
DESCRIPTION:Guy Veloso\, Portela\, 2019\n\n\n\nO Centro Cultural Arte Sesc (Rua Marquês de Abrantes 99 – Flamengo) abre\, nesta quinta-feira (07/03)\, às 18h\, a exposição Riscar o Chão\, que articula linhas e traços de gravuras com fotografias que registraram os movimentos dos corpos dos sambistas que “riscam o chão” da avenida. A mostra será aberta com um show da cantora e compositora Nina Wirtti. A entrada é franca. \n\n\n\nA exposição reúne 61 obras\, em serigrafia e litogravura\, de Abelardo Zaluar\, Alfredo Volpi\, Athos Bulcão\, Carlos Scliar e Dionísio Del Santo\, que datam de 1984 e integram o acervo do Sesc RJ\, e fotografias dos artistas convidados Guy Veloso e Vítor Melo\, registradas entre os anos de 2019 e 2023\, durante o Carnaval\, no Rio de Janeiro. \n\n\n\nCom curadoria de Marcelo Campos e Leonardo Antan\, a mostra propõe um diálogo de gravuras com fotografias que registram a técnica\, a engenhosidade de sambistas e a evolução de corpos no Carnaval\, aproximando a geometria e a figuração com uma ginga de linhas e cores\, estabelecendo uma relação com o lugar ao qual pertenciam\, criando ambientações singulares e dialogando com o contexto brasileiro. \n\n\n\n“Se para muitos\, os pensamentos elaborados por artistas do Carnaval parecem distantes ou superficiais diante de outras formas de arte\, eles são importantes discursos que se criam sobre nosso país. É preciso perceber como o universo plástico das artes institucionais e o pensamento de artistas-carnavalescos sempre estiveram em sinergia e reinventando possibilidades de país nas telas e avenidas”\, observa o curador Marcelo Campos. \n\n\n\nRiscar o Chão é a quarta exposição a ocupar o Arte Sesc desde a reabertura do espaço em 2022. O centro cultural vem se dedicando a tornar acessível ao público obras do seu acervo de mais de 500 peças do Sesc RJ\, que vêm sendo paulatinamente tratadas\, restauradas e selecionadas para compor exibições a partir de recortes curatoriais alinhados às discussões contemporâneas em artes visuais. \n\n\n\nA mostra inaugural foi Notícias do Brasil: Carybé\, Cícero Dias e Glauco Rodrigues\, com gravuras assinadas por esses artistas\, em celebração aos 100 anos da Semana de Arte Moderna de 1922. Na sequência\, o espaço recebeu Abstrações\, composta por obras de artistas mulheres que exploram o caminho da abstração em diferentes tempos e formas expressivas: Fayga Ostrower\, Renina Katz\, Anna Letycia e Anna Maria Maiolino (peças do acervo)\, Ana Cláudia Almeida e Laís Amaral (convidadas). \n\n\n\nA terceira mostra\, ÀMÌ: Signos Ancestrais\, partiu de uma obra de Emanoel Araújo\, restaurada após anos exposta em uma área externa do Sesc Copacabana\, e contou com os artistas convidados Raphael Cruz e Guilhermina Augusti. As obras estão\, agora\, em exibição na galeria do Sesc Barra Mansa\, até 14 de julho.
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SUMMARY:"PHYGITAL" no Centro Cultural PGE-RJ
DESCRIPTION:Créditos: Paulo Vitor/PGE-RJ\n\n\n\nO Centro Cultural PGE-RJ inaugura\, no próximo dia 14 de março\, a exposição PHYGITAL\, que reúne obras de 9 artistas brasileiros que pesquisam os desdobramentos da presença do universo digital em nosso cotidiano e as suas consequências para a sociedade. A mostra vai ocupar o salão de exposições do antigo Convento do Carmo\, no Centro do Rio\, e ficará aberta até 13 de julho para visitas gratuitas. \n\n\n\nO termo “phygital” vem da fusão das palavras físico (physical\, em inglês) e digital\, e tem sido adotado para se referir a iniciativas que integrem o mundo físico e o mundo digital. Nas palavras da Curadora Cecília Fortes\, do Centro Cultural PGE-RJ\, a mostra sugere “uma reflexão sobre os efeitos deste mundo híbrido físico x digital cada vez mais presente no nosso dia a dia\, bem como sobre as novas formas de interações humanas através do uso da tecnologia”. \n\n\n\nA exposição traz os trabalhos de Anna Costa e Silva que aborda as relações humanas e as relações homem-máquina; de Ilê Sartuzi que incentiva a pensar sobre a ausência do humano no universo digital; de Leo Zeba\, que evidencia a forma como as imagens moldam a vida cotidiana; de Luiz D’Orey que com elementos do virtual no mundo físico\, embaralha os limites entre o real e o digital; de Monica Rizzoli\, com um resgate ao ambiente natural em meio a tantos aparatos tecnológicos e o ruído visual do emaranhado de fios; de Piti Tomé\, focando a solidão em contraponto ao teórico aumento na conectividade entre pessoas pelos meios de comunicação digitais; de Rafael Alonso e Sofia Caesar com a exaustão física e mental\, resultante de horas de interação com computadores e outras telas; e de Vitória Cribb que questiona o hábito cada vez mais comum de dividir o espaço íntimo\, profissional e psicológico com as máquinas.
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SUMMARY:"Bloco do Prazer" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Foto: Marcio Vasconcelos\, Cazumbas\n\n\n\nOs versos de Fausto Nilo e Moraes Moreira eternizados na canção interpretada por Gal Costa serviram como fonte de inspiração para a nova exposição do Museu de Arte do Rio. “Bloco do Prazer”\, título da música lançada em 1982\, dá nome à mostra que inaugura no dia 05 de abril no MAR\, e apresenta ao público festas e celebrações que configuram momentos de alegria\, catarse\, transe e desejo da cultura brasileira. A exposição tem curadoria de Marcelo Campos\, Amanda Bonan\, Thayná Trindade\, Amanda Rezende\, Jean Carlos Azuos e do curador convidado Bitú Cassundé.
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SUMMARY:"Carmézia Emiliano e a vida macuxi na floresta" no Museu do Pontal
DESCRIPTION:Carmézia Emiliano\, Araras [detalhe]\, 2018. Foto: Roumen Koynov\n\n\n\nA vida e a cultura do povo Macuxi\, além da paisagem natural de Roraima\, são as grandes fontes de inspiração da artista indígena Carmézia Emiliano\, que\, nos últimos anos\, vem firmando o seu nome no cenário das artes visuais do País. No dia 13 de abril\, o Museu do Pontal inaugura a sua primeira individual no Rio de Janeiro\, Carmézia Emiliano e a vida macuxi na floresta. Com curadoria dos diretores do museu\, Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque\, a mostra reúne 21 pinturas (em tinta óleo e acrílica). A exposição\, que segue em cartaz até agosto\, integra a programação do segundo Festival das Culturas Indígenas no Museu do Pontal\, que acontecerá nos dias 13 e 14 de abril\, com entrada gratuita. \n\n\n\n– Retrato minhas memórias. Não copio de outros. Tiro os desenhos da minha lembrança\, dos lugares que fui e das histórias que vi. Retrato as comidas\, as danças\, bebidas\, como fazíamos as redes\, o trabalho com a mandioca. A arte para mim é minha vida\, minha identidade – afirma Carmézia. \n\n\n\nAutodidata\, Carmézia Emiliano (Normandia\, Roraima\, 1960) começou a pintar em 1992\, utilizando tintas naturais\, feitas de ingredientes como folha de algodão roxo\, pimenta e jenipapo.  Não parou mais e\, aos poucos\, foi experimentando novos materiais e aprendendo com a prática. Sua trajetória de vida marca a sua arte\, que funciona também como uma forma de propagar sua origem e cultura. O dia a dia dos indígenas\, a rotina na maloca\, os mistérios do Lago Caracaraña\, a diversidade dos animais estão entre os elementos presentes em suas pinturas. \n\n\n\nSegundo Denilson Baniwa\, “A obra de Carmézia Emiliano é\, antes de tudo\, um convite a conhecer o território Macuxi\, assim como parte das complexidades da vida da artista\, que escolheu a arte como forma de levar-nos ao interior da Maloca do Japó\, em Roraima.” \n\n\n\nNascida na comunidade do Japó\, terra indígena Raposa Serra do Sol\, em Roraima\, a artista passou a viver em Boa Vista\, a partir dos 29 anos. Sua primeira exposição aconteceu em 1996\, no Sesc Boa Vista. Mas\, a partir dos anos 2020\, sua pintura ultrapassou rótulos e fronteiras. Em 2023\, contou com uma individual no Masp e participou da 35ª Bienal de Artes de São Paulo e da primeira Bienal das Amazônias. \n\n\n\n– Eu fico muito feliz em ver minhas obras em exposição. Nunca imaginei que isso fosse acontecer. Estou mostrando a cultura macuxi para as pessoas – afirma Carmézia. \n\n\n\nCarmézia vem pela primeira vez ao Rio de Janeiro\, especialmente para a abertura da exposição\, e faz planos de visitar o mar. \n\n\n\n– Além dessa importante mostra\, que contará com uma grande variedade de obras e com um documentário sobre sua trajetória\, durante o festival faremos um bate-papo com a artista e uma vivência de pintura aberta ao público – explicam Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque\, curadores da mostra e diretores do Museu do Pontal.
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LOCATION:Museu do Pontal\, 3300 Av. Célia Ribeiro da Silva Mendes Barra da Tijuca\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:"Pedro Carneiro – Antes que a Memória me Esqueça" no Sesc Madureira
DESCRIPTION:Pedro Carneiro\, Herói tropicaos marginal [detalhe]\, 2023\n\n\n\nO Sesc Madureira tem o prazer de convidar para a exposição “Antes que a Memória me Esqueça”\, com aproximadamente 40 obras – pinturas\, vídeos e fotografias – de Pedro Carneiro\, artista nascido no Rio de Janeiro em 1988. Com curadoria de Raphael Couto\, e textos críticos dele e de Clara Machado\, a mostra irá ocupar os espaços expositivos do térreo da instituição. \n\n\n\nOs trabalhos de Pedro Carneiro partem de sua memória pessoal\, principalmente em torno das matriarcas de sua família: as avós materna e paterna\, que moravam juntas com as tias do artista em Oswaldo Cruz\, bairro vizinho a Madureira. A morte da avó Ridete\, em 2023\, e a isquemia sofrida pela outra avó\, Luiza\, provocaram no artista uma urgência em registrar suas memórias. O curador Raphael Couto observa que a exposição “fala de afetos\, de vínculos”. “Celebra o matriarcado de duas avós que decidem compartilhar uma casa\, celebra a mãe que repete a feijoada de São Jorge\, celebra os silêncios”. Pedro Carneiro ressalta: “Ainda que sejam relacionadas a minha memória\, tento encontrar um lugar familiar na memória de todos que vejam meus trabalhos”. “Mesmo quando eu partir\, eu quero que algumas coisas sejam lembradas. A memória é frágil\, ela pode se perder\, mas resistimos e queremos que ela persista o máximo de tempo possível”. \n\n\n\nO artista tem participado de exposições coletivas importantes\, como “Carolina Maria de Jesus: Um Brasil para os brasileiros” – apresentada no IMS Paulista entre setembro de 2021 a abril de 2022\, e depois em itinerância em Sorocaba e São José do Rio Preto\, em São Paulo\, e no Rio de Janeiro\, onde esteve no Parque Madureira\, em 2022\, na Ocupação MAR\, e no Museu de Arte do Rio (MAR)\, de junho a novembro de 2023. No MAR\, Pedro Carneiro integrou também a mostra “Um Defeito de Cor” (2022/2023)\, que depois foi apresentada no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab)\, em Salvador. Entre outras coletivas\, também participou de “Parada 7”\, no Centro Cultural Hélio Oiticica e Centro Cultural da Justiça Federal\, no Rio de Janeiro\, e da Bienal do Mercosul\, em Porto Alegre\, todas em 2022. \n\n\n\nRaphael Couto afirma que “Pedro reforça os vínculos ao se cercar de amigos para construir a exposição\, ampliando uma rede de afetos e de recordações. Tal como defende Oswald de Andrade\, a memória aqui não é a fonte dos costumes\, mas a experiência pessoal renovada e\, sobretudo\, ética”. \n\n\n\nO curador distribuiu as obras de Pedro Carneiro em três grandes núcleos: o primeiro\, relacionado ao cotidiano\, ao ambiente familiar e afetivo; o segundo\, lúdico\, o movimento em busca dos sonhos; e o terceiro com comentários mais diretamente políticos. O artista destaca: “Todo trabalho é político\, mas neste segmento da exposição o discurso é mais direto”.
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SUMMARY:"Transmutação: alquimia e resistência" de Marcela Cantuária no Paço Imperial
DESCRIPTION:Marcela Cantuária\, 1° Salão Latino-americano y Caribeño de Artes / Salão das Mulheres (depois de Willem van Haetch)\, 2022. Foto: Vicente de Mello\, cortesia da artista e A Gentil Carioca\n\n\n\nA mostra\, que tem curadoria de Aldones Nino e assistência curatorial de Andressa Rocha\, contará com cerca de 20 obras da artista\, incluindo trabalhos recentes e inéditos. “Cantuária não se limita a pintar; ela conjura\, diariamente engajando-se em uma prática que se assemelha à magia\, capaz de remodelar a realidade\, redefinir narrativas e transformar perspectivas. Como uma alquimista contemporânea\, cada tela age como um encantamento\, um chamado à reflexão e à transformação. Ela propõe uma reinvenção constante da criação artística\, estabelecendo conexões entre múltiplas temporalidades”\, afirmam os curadores no texto que acompanha a exposição.
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SUMMARY:"Caboclos da Amazônia: arquitetura\, design e música" no Paço Imperial
DESCRIPTION:Foto: Divulgação\n\n\n\nO Paço Imperial inaugura\, no dia 17 de abril (quarta-feira)\, a exposição “Caboclos da Amazônia: arquitetura\, design e música”\, apresentada pelo Ministério da Cultura\, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN e Instituto Cultural Vale via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Com mais de 300 peças autênticas e diversificadas\, organizadas em quatro categorias distintas – Arquitetura e Interiores\, Objetos\, Letras e Música – a exposição representa a essência do rico universo das expressões artísticas do Estado do Pará. \n\n\n\nIdealizada pelo designer paraense Carlos Alcantarino\, residente no Rio de Janeiro desde 1982\, a exposição documenta e celebra a regionalidade nos aspectos naturais e culturais vivenciados pelos caboclos que habitam a floresta amazônica. \n\n\n\nDocumentada a partir das impressões paisagísticas da Amazônia e das incursões realizadas nas comunidades da ilha de Marajó\, incluindo Afuá\, e na ilha do Combu\, em Belém\, a mostra reflete o olhar atento do curador Carlos Alcantarino sobre os elementos do cotidiano. Esses elementos incluem a elevação das habitações para proteção contra as cheias das marés\, a vibrante paleta de cores das casas\, a música regional e as elaboradas inscrições nas embarcações\, minuciosamente confeccionadas pelos talentosos artistas conhecidos como “abridores de letra”. \n\n\n\nA abertura\, no dia 17 de abril\, quarta-feira\, às 15h\, conta com apresença especial do “abridor de letras paraense” Idaias Dias de Freitas\, que virá ao Rio exclusivamente para inaugurar a exposição. \n\n\n\n“Caboclos da Amazônia: arquitetura\, design e música” já passou por Belém do Pará\, São Paulo e Belo Horizonte. Após temporadas de sucesso nessas cidades chega ao Paço Imperial\, onde estará em exibição até 7 de julho de 2024\, com entrada gratuita.
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SUMMARY:"Nhe’e˜ Porã: Memória e Transformação" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Foto: Divulgação/Ciete Silvério\n\n\n\nApós seu sucesso no Museu da Língua Portuguesa\, a exposição Nhe’e˜ Porã: Memória e Transformação encontra-se agora no Museu de Arte do Rio (MAR). Com curadoria da artista indígena e mestre em Direitos Humanos Daiara Tukano e da antropóloga Majoí Gongora\, a mostra apresenta de maneira poética e acessível a diversidade linguística como expressão cultural e ferramenta de resistência das populações indígenas. Contando com a colaboração de mais de 50 especialistas indígenas\, a exposição se expandiu para além do espaço físico e virtual do museu\, incluindo materiais educativos\, debates\, mostras de cinema\, apresentações culturais e cursos online gratuitos.
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SUMMARY:"Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro" no Centro Cultural Sesc Quitandinha
DESCRIPTION:Waleff Dias\, Sem título\, da série Até os Filhos do Urubu Nascem Brancos\, 2019. Foto: Pablo Bernardo\n\n\n\nO Centro Cultural Sesc Quitandinha recebe a exposição “Dos Brasis”\, maior mostra dedicada à produção negra nacional. \n\n\n\nSucesso de público e elogiada pela crítica\, a mostra\, que reúne obras de 240 negros do país no Centro Cultural Sesc Quitandinha\, foi vista por mais de 130 mil pessoas no Sesc Belenzinho\, em São Paulo. Exposição estará em cartaz\, em Petrópolis de 3 de maio a 27 de outubro. \n\n\n\nA centralidade do pensamento negro no campo das artes visuais brasileiras\, em diferentes tempos e lugares\, é uma das principais premissas que guiam o processo curatorial da mostra Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro\, a mais abrangente exposição dedicada exclusivamente à produção de artistas negros. Depois de passar sete meses em São Paulo\, com registro de mais de 130 mil visitantes\, a exposição chega ao Rio de Janeiro e será instalada em um dos principais cartões postais da Região Serrana: o Centro Cultural Sesc Quitandinha (CCSQ)\, em Petrópolis. Com abertura marcada para o dia 3 de maio\, a mostra receberá visitantes até 27 de outubro deste ano. \n\n\n\nResultado de um trabalho desenvolvido pelo Sesc em todo o país\, a mostra conta com sete núcleos temáticos\, reunindo aproximadamente 240 artistas negros\, de todos os estados do Brasil\, sob curadoria de Igor Simões\, em parceria com Lorraine Mendes e Marcelo Campos. Realizada por meio de um trabalho em conjunto de analistas de cultura da Insituição de todo o país\, a exposição traz obras em diversas linguagens artísticas como pintura\, fotografia\, escultura\, instalações e videoinstalações\, produzidas desde o fim do século XVIII até o século XXI. A lista completa dos artistas participantes está disponível ao final do texto. \n\n\n\nA exposição chega na íntegra ao Centro Cultural Sesc Quitandinha (CCSQ). As 314 obras que estavam em exibição no Sesc Belenzinho (SP) vão ocupar os salões da área monumental do histórico edifício\, que em 2024 completa 80 anos. Parte dos trabalhos\, alguns inéditos\, também serão expostos pela primeira vez na área externa e no lago em frente à unidade. A mostra vai ainda oferecer ao público uma programação paralela com ações em mediação cultural e atividades educativas\, além de um programa público composto de debates e palestras com convidados. \n\n\n\nInaugurado em 1944\, um ano antes do fim da Segunda Guerra Mundial\, o Quitandinha abrigou um dos maiores hotéis-cassino das Américas. Recebeu personalidades brasileiras e hollywoodianas\, como Carmen Miranda e Walt Disney. Também foi palco de eventos que marcaram a história\, como da Conferência Interamericana para a Manutenção da Paz e da Segurança no Continente\, em 1947\, e a 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata\, realizada em 1953. Na década de 1960\, após a proibição dos jogos no Brasil\, o cassino foi fechado e o hotel teve seus apartamentos vendidos\, tornando-se um condomínio. Em 2007\, a área monumental passou a ser administrada pelo Sesc RJ\, que a transformou em um Centro Cultural. \n\n\n\nDesde que foi reinaugurado como um Centro Cultural\, em abril do ano passado\, o Quitandinha vem sendo ocupado por exposições que resgatam a forte identidade afro-brasileira em Petrópolis. A primeira\, intitulada “Um oceano para lavar as mãos”\, com curadoria de Marcelo Campos e Filipe Graciano\, apresentou uma revisão da história do Brasil a partir de narrativas não eurocentradas\, pensada por curadores e artistas negros\, levando o espectador à reflexão sobre a forte memória e produção artística negra na contemporaneidade\, no Brasil e no município\, e sua relação com o passado imperial. Depois\, dos mesmos curadores\, recebeu a coletiva “Da Kutanda ao Quitandinha”\, em que o ponto de partida foi o território onde o edifício está inserido – uma região marcada por quilombos formadores da cidade.
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LOCATION:Centro Cultural Sesc Quitandinha\, Avenida Joaquim Rolla\, nº 2\, Quitandinha\, Petrópolis\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:“Pamuri Pati – Mundo de transformação” de Daiara Tukano no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Daiara Tukano\, Kahtiri wi’i – casa da vida\, 2023. Foto: Ana Pigosso\n\n\n\nA beleza e a força do feminino ancestral causam impacto aos olhos de quem observa as pinturas que chegaram ao Museu de Arte do Rio. A primeira exposição individual da artista indígena Daiara Tukano\, na cidade do Rio de Janeiro\, será inaugurada no MAR\, a partir do dia 10 de maio. A mostra Pamuri Pati – Mundo de transformação é realizada em parceria com a galeria Millan\, de São Paulo\, que representa a artista\, e ficará em cartaz até o dia 25 de agosto. Por meio da mostra\, Daiara Tukano fala sobre as transformações sociais que podem ser observadas pelas óticas do feminino e do próprio povo indígena. Para ela\, isso se dá por uma retomada da “memória ancestral” com a qual a sociedade se reconecta. “Quero compartilhar um pouco da cultura do meu povo\, mas também dessa vivência de luta”\, afirma a artista.
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LOCATION:Museu de Arte do Rio\, Praça Mauá\, 5 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:Inauguração da galeria Flexa com a mostra “Rio: a medida da terra”
DESCRIPTION:Adriana Varejão\, Panorama da Guanabara (detalhe)\, 2012. Créditos: Eduardo Ortega\n\n\n\nO Rio de Janeiro ganha no dia 11 de maio uma nova galeria de arte: a Flexa. O nome\, derivado do adjetivo flexo\, denota a natureza flexível\, adaptável do espaço\, que vai atuar no mercado secundário de arte\, mas com um olhar contemporâneo\, realizando diálogos entre distintas gerações\, promovendo resgates históricos\, apoiando instituições e fomentando a formação de coleções. Para isso\, conta com a expertise e o acesso ao acervo de uma galeria consolidada no setor: a paulistana Almeida & Dale\, de onde vêm dois de seus cinco sócios: Antônio Almeida e Carlos Dale. Completam o time os cariocas Pedro Buarque\, diretor executivo\, Luisa Duarte\, diretora artística\, e Maria Ferro\, diretora comercial da casa. A reforma do projeto arquitetônico do prédio na Rua Dias Ferreira\, no Leblon\, é do escritório paulistano Vão\, responsável pela expografia da última Bienal de São Paulo. Já a identidade visual da galeria é assinada pelo renomado diretor de arte Giovanni Bianco. \n\n\n\nA Flexa vai também atuar representando espólios e realizando parcerias com outras galerias associadas ao grupo Almeida & Dale: Cerrado\, em Goiânia e Brasília\, e a Marco Zero\, em Recife.Sobre a exposição coletiva que abre a galeria\, curada por Luisa Duarte: \n\n\n\n“Rio: a medida da terra” \n\n\n\nO Rio de Janeiro se constituiu como cidade a partir do encontro singular entre sua exuberante geografia natural e o seu tortuoso desenvolvimento urbano. Conhecida como “Metrópole à Beira-mar”\, a antiga capital brasileira pode ser vista como um palco vivo da disputa entre a ortogonalidade do traçado urbano que caracteriza as cidades modernas e uma paisagem capaz de desafiar tal intento racional que visa domesticar a natureza. Tal disputa\, por sua vez\, encontra uma ressonância em um importante capítulo da história da arte carioca – o neoconcretismo. Iniciado em 1959 por nomes hoje consagrados como Hélio Oiticica\, Lygia Pape\, Lygia Clark\, o movimento foi responsável por desconstruir as bases do projeto construtivo europeu –segundo o qual a arte deveria emular uma abstração geométrica ideal\, pura e organizada. Os artistas neoconcretos instauraram\, por sua vez\, uma subversão desse projeto construtivo\, retirando-o do plano idealizado ao estabelecer um atrito entre a assepsia característica da geometria e o registro do que é vivo\, pulsante\, pois parte do corpo\, da natureza\, da rua\, do cotidiano. \n\n\n\nA exposição coletiva “Rio: a medida da terra” aborda tais tensões\, apresentando paisagens históricas e atuais da cidade\, obras neoconcretas e contemporâneas\, além de abordar questões políticas e sociais\, como a violência urbana e a resistência cultural\, explicitando um panorama sobre as formas de vida e criação plurais na cidade. A mostra também destaca a sobrevivência das tradições culturais cariocas\, como o carnaval\, em meio às mudanças urbanas e temporais. \n\n\n\nO título da exposição evoca a origem pouco lembrada da palavra geometria: o termo vem do grego e significa\, grosso modo\, “medida da terra”. Nesse sentido\, “Rio: a medida da terra” trata de recordar tanto a tensão entre paisagem natural e um processo de urbanização cujo modelo foi importado de cidades europeias\, quanto as ressonâncias do neoconcretismo\, movimento que abordou a geometria não como medida ideal\, tal qual as correntes artísticas hegemônicas do hemisfério norte fizeram\, mas sim associada ao mundo\, como reconexão com o que é vital. Ou seja\, como medida da terra\, como medida da vida. \n\n\n\nEntre os artistas presentes na mostra estão: Agrippina Roma Manhattan\, Alair Gomes\, Allan Weber\, Carlos Vergara\, Giovanni Castagneto\, Henry Chamberlain\, Glauco Rodrigues\, Georg Grimm\, Gustavo Dall’Lara\, Heitor dos Prazeres\, Hélio Oiticica\, Ione Saldanha\, Ivens Machado\, Jonas Arrabal\, Laercio Redondo\, Laura Lima\, Lívio Abramo\, Luiz Zerbini\, Lygia Pape\, Marcia Falcão\, Marcos Chaves\, Nicolas Antoine Taunay\, Nicolau Facchinetti\, Oswaldo Goeldi\, Panmela Castro\, Raymundo Colares\, Timóteo da Costa\, Victor Arruda\, Wanda Pimentel\, Wilma Martins\, Zé Tepedino.
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LOCATION:Flexa\, Rua Dias Ferreira\, 214 - Leblon\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Rio: desejo de uma cidade | 1904-2024" na Casa Roberto Marinho
DESCRIPTION:Andre Cypriano\, Membros do Surfavela\, 1999\n\n\n\nA Casa Roberto Marinho\, por onde correm as águas do Rio Carioca\, anuncia a exposição inédita Rio: desejo de uma cidade | 1904-2024\, a ser inaugurada no dia 11 de maio\, a partir do meio-dia. Sob a curadoria de Lauro Cavalcanti\, Marcia Mello e Victor Burton\, com consultoria do executivo Jorge Nóbrega (ex-presidente do Grupo Globo)\, do colecionador Luiz Chrysostomo e do arquiteto Pedro Mendes da Rocha\, a mostra é uma ode à capital do Rio de Janeiro e antecipa as celebrações de seus 460 anos de fundação. \n\n\n\nPartindo da data de nascimento do jornalista e empresário Roberto Marinho (1904-2003)\, que faria 120 anos em 2024\, a coletiva exibe 139 peças e outras 46 obras ampliadas e plotadas nas paredes do instituto. São fotografias e pinturas de 75 artistas brasileiros e estrangeiros que abordaram o Rio em seus trabalhos. \n\n\n\nHá também desenhos\, esculturas\, vídeos\, maquetes\, peças de design\, cartazes e publicações apresentados em oito núcleos expositivos que expressam a complexidade e a diversidade cultural da Cidade Maravilhosa. “Corpo”\, “Morar”\, “Festejar”\, “Concentrar”\, “Aeroporto”\, “Projetar”\, “Construir” e “Lembrar” são os eixos temáticos propostos pela curadoria\, que nos ajudam a percorrer essa trajetória tão rica em manifestações e memórias. \n\n\n\nPara Lauro Cavalcanti\, diretor do instituto no Cosme Velho\, “o Rio é também constituído por ‘cariocas’ das mais diversas origens que\, compartilhando o desejo de uma cidade\, vêm formando a cultura desta complexa metrópole estabelecida num dos lugares mais belos do planeta. Criamos salas para a arquitetura\, o design\, as tradições e a literatura aqui produzidos\, considerando que o Rio é uma cidade-personagem em que natureza e cultura são indissociáveis. A música igualmente tem relevância em vários momentos da mostra”. \n\n\n\n“A exposição pontua muitos aspectos de um lugar em permanente transformação. É um passeio no tempo\, valorizando passagens que nos pareceram relevantes para entender os dias de hoje”\, comenta Marcia Mello\, que tem a fotografia como área de conhecimento. “Evitamos os ‘cartões postais’ e trouxemos trabalhos que exaltam\, ao mesmo tempo em que tensionam\, a beleza carioca”. \n\n\n\nJá no hall de entrada\, o visitante ouve os versos da canção Outono no Rio\, de Ed Motta: “Há um lugar para ser feliz\, além de abril em Paris\, outono\, outono no Rio”. Na primeira sala está a pintura Jardim de pedras (1993)\, de Cristina Canale\, diante da fotografia Perfil do Rio visto do Parque da Cidade (2006)\, de Renan Cepeda\, acompanhada de uma citação de Quintana: \n\n\n\n“Os túneis são meus lugares favoritos no Rio. Neles posso descansar de tanta beleza.” (Mário Quintana) \n\n\n\nObedecendo ao arco temporal proposto\, a história desse território é narrada por meio de imagens e personagens. Como o padroeiro São Sebastião\, que aparece na segunda sala\, na pintura de Glauco Rodrigues\, de 1983\, exibida em diálogo com a escultura em ferro Ofá de Oxóssi (2024)\, do artista pernambucano Diogum. “É um aceno para o sincretismo constitutivo das práticas religiosas brasileiras”\, pontua Lauro. \n\n\n\nToda entremeada por textos informativos\, a mostra – que reúne obras das Coleções Roberto Marinho\, do Museu de Arte do Rio\, do Museu Nacional de Belas Artes\, Instituto Moreira Salles\, Projeto Hélio Oiticica\, Fundação Casa de Rui Barbosa\, Cinemateca Brasileira e de colecionadores particulares – revela curiosidades históricas ao público. Em 1512\, chegaram aqui os primeiros portugueses que\, acreditando ser a Baía de Guanabara o estuário de um curso de água doce\, chamaram-na de “Ria”\, designação geográfica para tais lugares. Desse modo\, o primeiro nome do local foi uma conjugação do verbo rir. \n\n\n\nNa área expositiva\, fotografias de Alair Gomes\, Anna Kahn\, Cristiano Mascaro\, Custódio Coimbra\, José Medeiros\, Leonardo Aversa\, Marc Ferrez\, Pierre Verger\, Renan Cepeda e Vincent Rosenblatt\, entre outros\, são apresentadas em diálogo com trabalhos de artistas de diferentes gerações e vertentes\, como Allan Weber\, Carlito Carvalhosa\, Carlos Vergara\, Di Cavalcanti\, Djanira\, Ismael Nery\, Jarbas Lopes\, J. Carlos\, Luiz Alphonsus\, Rivane Neuenschwander e Tarsila do Amaral. \n\n\n\nExplorando relações plásticas não hierarquizadas\, o óleo sobre tela Panorama (1962-1964)\, de Antonio Bandeira\, é ladeado por duas fotografias contemporâneas de Monara Barreto e Ratão Diniz\, jovens ligados à Escola de Fotógrafos Populares (EFP) criada há cerca de 20 anos no Complexo da Maré\, Zona Norte do Rio. \n\n\n\nDe acordo com Marcia\, há trabalhos na exposição que fazem referência a uma produção histórica\, com apropriações de fotografias consagradas: “Joelington Rios e Luiz Baltar incorporam imagens icônicas de Marc Ferrez e Augusto Malta\, respectivamente\, do início do século 20\, e as reinterpretam atualizando conceitos e temas sensíveis”\, revela a curadora. \n\n\n\nA exposição contempla\, ainda\, uma sala exclusivamente dedicada à produção do compositor e pintor carioca Heitor dos Prazeres (1898-1966)\, que retratou como poucos o cotidiano do Rio\, com cinco telas que pertencem ao acervo da Casa. \n\n\n\nSobre as peças de design gráfico em exibição\, Victor Burton comenta: “Privilegiamos ícones indiscutíveis que caracterizaram expressões de grande qualidade na história visual e cultural da cidade\, como o trabalho do designer Aloísio Magalhães e a criação da Esdi\, primeira escola de desenho industrial do Brasil. Selecionamos também algumas das melhores capas de discos brasileiros realizados pela gravadora Elenco\, entre os anos 1950 e 1960\, além de exemplares da Revista Rio\, editada e dirigida por Roberto Marinho nos idos da década de 1950\, que estampava suas capas com grandes artistas\, como Di Cavalcanti e Roberto Burle Marx”. \n\n\n\nA literatura também está presente. Seja através do quadro pintado por Clarice Lispector ou dos poemas que acompanham algumas obras. Entre eles\, Copacabana\, de Vinicius de Moraes; Os inocentes do Leblon\, de Carlos Drummond de Andrade; Noite carioca\, de Ana Cristina Cesar; e Botafogo\, de Murilo Mendes. A crônica “De Cascadura ao Garnier”\, escrita em 1922 por Lima Barreto\, e o texto “A alma encantadora das ruas” (1908)\, de João do Rio\, nos ajudam a compreender o espírito da cidade. \n\n\n\nEntre outras curiosidades que o visitante encontrará estão partituras de Heitor Villa-Lobos\, croquis de Oscar Niemeyer\, um autorretrato de Noel Rosa\, de 1937\, e fotografias de expoentes como Cartola\, Chiquinha Gonzaga e Grande Otelo. Trabalhos do carioca Allan Weber\, que resultam da pesquisa do artista sobre as lonas usadas nos bailes funks do Rio\, expressam a força estética da cultura produzida na periferia. A seleção inclui\, ainda\, duas obras dos contemporâneos Marcos Chaves e Victor Arruda\, criadas especialmente para a ocasião. \n\n\n\nNo núcleo “Corpo”\, a curadoria reservou uma surpresa entre as pinturas e fotografias: uma tv exibirá imagens do finado Canal 100\, o cinejornal fundado em 1957 pelo produtor Carlos Niemeyer. Quem frequentou as salas de cinema cariocas entre as décadas de 1950 e 1980 sabe que\, antes dos filmes\, passava um cinejornal com visão documental\, que apresentava imagens em câmera lenta dos principais jogos da rodada. \n\n\n\nComo atividade paralela\, uma mostra temática sobre o Rio estará em cartaz tanto no cinema da Casa Roberto Marinho quanto na plataforma Globoplay\, aberta gratuitamente a não assinantes. Em clássicos como Macunaíma\, de Joaquim Pedro de Andrade; Terra em transe\, de Glauber Rocha; Rio 40º graus\, de Nelson Pereira dos Santos; e Central do Brasil\, de Walter Salles\, são apresentadas diferentes perspectivas sobre a cidade. \n\n\n\nCompleta a exposição multimídia uma cronologia ilustrada por charges e publicações de jornais\, que ocupa a última sala. \n\n\n\nResultará do programa expositivo um catálogo organizado pela equipe da Casa Roberto Marinho\, com a colaboração do curador literário Augusto Guimaraens Cavalcanti. A publicação\, em português e inglês\, incluirá reproduções de obras e textos inéditos da curadoria. \n\n\n\nA direção do instituto informa que\, durante toda a temporada de Rio: desejo de uma cidade | 1904-2024\, não haverá cobrança de ingresso aos sábados e domingos (às quartas-feiras\, a entrada permanecerá gratuita).
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SUMMARY:"Gerben Mulder & Iberê Camargo" na Carpintaria
DESCRIPTION:Gerben Mulder\, Vigil for an outcast\, 2024. Foto: Rafael Salim. Cortesia Fortes D’Aloia & Gabriel\, São Paulo/Rio de Janeiro.\n\n\n\nA Fortes D’Aloia & Gabriel tem a alegria de apresentar “Gerben Mulder & Iberê Camargo” na Carpintaria. A mostra-diálogo evidencia paralelos entre dois pintores figurativos\, de contextos geográficos e gerações distintas\, cujos trabalhos traçam afinidades temáticas\, plásticas e simbólicas. Curadoria de Luiz Zerbini\, Paulo Azeco e Tiago Mesquita.   \n\n\n\nEntre novas pinturas de Mulder (Amsterdã\, Holanda\, 1972) e uma seleção histórica de Camargo (Restinga Seca\, Brasil\, 1914 – Porto Alegre\, Brasil\, 1994)\, os trabalhos da exposição pensam dimensões dramáticas da pintura contemporânea\, sugerindo cenas e narrativas fragmentárias por meio de superfícies densas de tinta e pinceladas turbulentas e gestuais. Destacam-se as figuras-personagens presentes no repertório de ambos e suas relações com o vazio. Animadas como fantoches desconjuntados\, elas nos guiam por espaços soturnos e indeterminados. \n\n\n\nMotociclistas (1988) de Iberê\, traz duas figuras montadas sobre uma motocicleta esquelética. Suas cabeças pendem para o lado e devolvem um olhar vago ao espectador por trás da máscara de tinta a óleo que forma seus rostos\, e suas silhuetas se borram contra o fundo noturno. Em Mommy’s favorite little soldier ( (2024)\, Mulder representa uma dupla de mulheres numa superfície arranhada\, respingada e corroída. Tais atributos formais\, presentes nas obras de ambos\, traduzem-se numa atmosfera psicológica angustiada e taciturna e num campo pictórico onde criaturas se furtam à visibilidade\, habitando uma região de manchas\, nódoas e vultos sobrepostos.  \n\n\n\nGerben Mulder explora flores\, figuras humanas e animais como pontos de partida para suas pinturas oníricas repletas de energia erótica. Em cenas fragmentárias ou naturezas-mortas\, a ambientação taciturna de seus quadros responde à observação do público com ecos de alucinação. Vacilando entre rostos de adultos e corpos infantis\, seus personagens em permanente transformação trilham uma linha tênue entre inocência e perversidade. Mulder emprega paletas de cor sombrias e gestos turbulentos para retratar seres ameaçadores. Apesar do teor lúgubre de suas imagens\, o artista trata suas criaturas algo patéticas e deslocadas com um senso de humor sarcástico\, conforme os sorrisos tortos e títulos irônicos em muitas de suas pinturas dão a ver. \n\n\n\nFigura decisiva da pintura brasileira no século XX\, Iberê Camargo revolvia a matéria pictórica incessantemente\, dando forma às suas composições com figuras em espaços ermos e imaginários\, imersas numa paisagem solitária e metafísica. Na sua insistência sobre o motivo do carretel\, aproximava-se da abstração com uma fatura a um só tempo tecnicamente profícua e emocionalmente densa. Iberê criou um campo pictórico movediço e pegajoso e articulou as oposições entre expressão e incomunicabilidade\, figura e fundo\, vigor material e esvaziamento subjetivo em pinceladas nervosas. Sempre em posição antagônica com relação às vertentes construtivas tão influentes na arte brasileira de sua época\, o artista empregava influências expressionistas em obras carregadas de pathos e tensão dramática.  \n\n\n\nO diálogo se desdobra em O burro cansou\, exposição retrospectiva de Mulder na NONADA ZN com curadoria de Luiz Zerbini e Paulo Azeco em parceria com a Fortes D’Aloia & Gabriel. Com abertura no dia 25 de maio\, a mostra reúne pinturas\, desenhos e esculturas dos últimos 20 anos da produção do artista. 
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SUMMARY:"Vagar pelos dias sem ler as horas" de Carolina Martinez na Portas Vilaseca Galeria
DESCRIPTION:Carolina Martinez\, Tapume\, 2024. Imagem/Foto: Divulgação Portas Vilaseca Galeria\n\n\n\nCelebrando 15 anos de sua trajetória\, a artista carioca Carolina Martinez apresenta Vagar pelos dias sem ler as horas – sua nova exposição individual na Portas Vilaseca\, com curadoria de Daniela Labra. A mostra ocupa dois andares da galeria e reúne cerca de 30 trabalhos inéditos\, entre pinturas sobre madeira\, obras em cimento e cerâmica\, e tijolos de Adobe.  \n\n\n\nA abertura acontece na próxima quinta-feira\, dia 16 de maio\, a partir das 19h00. A exposição segue em cartaz até 06 de julho e o horário de visitação é de terça a sexta (das 11 às 19h00) e aos sábados (das 11 às 17h00). Entrada gratuita. \n\n\n\nNesta individual que tem no título uma poesia\, Martinez\, formada em arquitetura e estudos em pintura\, convida à desaceleração por um percurso silencioso de delicadezas em formas abstratas. Em composições de cores sólidas contrastantes\, ela inventa paisagens urbanas desabitadas\, oferecendo derivas por entre blocos de construções inexistentes que remetem à realidade de uma grande cidade. \n\n\n\nEm Vagar pelos dias sem ler as horas são apresentadas obras de caráter escultórico\, objetual e bidimensionais sobre diferentes suportes\, alguns destes confeccionados artesanalmente pela artista. Desse modo\, os trabalhos escapam do dado impessoal construtivo para forjarem uma visualidade que\, embora seja essencialmente geométrica\, é sensível. Suas investigações plásticas quebram com a rigidez do cálculo em atmosferas intimistas\, comprometidas com o plano e a forma\, mas que são também suaves e até mesmo lúdicas.
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SUMMARY:"Têta" de Lidia Lisbôa no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Detalhe da obra de Lidia Lisbôa. Foto/Imagem: Divulgação Museu de Arte do Rio\n\n\n\nEsculturas e instalações suspensas que\, através de tramas e elementos têxteis\, apresentam ao público a força da manufatura na arte contemporânea brasileira. Essa é poética encontrada nas obras criadas pela artista paranaense Lidia Lisbôa\, em cartaz no Museu de Arte do Rio (MAR) a partir deste sábado\, 18/05\, Dia Internacional dos Museus. \n\n\n\nA exposição “Têta”\, primeira individual da artista na instituição\, apresenta cerca de 30 obras\, com curadoria de Amanda Bonan\, Marcelo Campos\, Amanda Rezende\, Thayná Trindade e Jean Carlos Azuos e terá algumas obras inéditas comissionadas pela instituição. A mostra faz parte do “Mulheres no MAR”\, programa que visa ampliar a exibição da arte produzida por artistas brasileiras. Essa é a terceira exposição do projeto\, que iniciou com a individual “Ònà Irin: Caminho de ferro”\, de Nádia Taquary\, e recentemente com “Pamuri Pati: Mundo de Transformação”\, de Daiara Tukano. \n\n\n\nÚteros\, tetas\, cordões umbilicais e cupinzeiros fazem parte da poética da artista Lidia Lisbôa. Com uma pesquisa que perpassa o território ancestral e o corpo feminino\, a artista convida o público a uma imersão em suas obras. “Lidia é uma mulher negra que se aproxima do que\, poeticamente\, se vinculou ao feminino nas artes\, principalmente a questão têxtil e a própria pesquisa sobre a argila. Em tudo é uma obra muito próxima das mãos\, do fazer manual\, mas com o pensamento contemporâneo ampliado. Ela instala\, pendura\, espalha no chão\, faz em quantidade e acumula. O ateliê de Lidia é constituído de elementos de costura como tecidos e retalhos\, botões\, filós\, todos os elementos que a gente encontraria num ateliê de costura. Mas é importante dizer também\, que há neste lugar uma escolha muito assertiva dela nesses materiais\, ou seja\, ela compra os rolos de tecido\, não é somente um material de coleta ou descarte. Isso dá à própria obra da Lidia o elemento da escolha\, sobre a qual a noção de uma colcha de retalhos não se enquadraria”\, afirma Marcelo Campos\, curador-chefe do MAR. \n\n\n\nO Museu de Arte do Rio é um equipamento da Prefeitura do Rio de Janeiro\, de responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura\, gerido pela Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI). A mostra ficará em cartaz até 8 de setembro e ocupa o térreo do pavilhão de exposições. A prática da artista se desenvolve em suportes distintos e suas instalações escultóricas trazem elementos como crochê\, macramê e costura. “O MAR tem a vocação de ser um espaço plural e pulsante\, onde o pensamento extrapola os sentidos. E é isso que Lidia Lisbôa transmite em suas produções\, quando valoriza a força da figura feminina e a coloca em sintonia com a arte contemporânea brasileira ao mesmo tempo em que nos inquieta com as paisagens do corpo e da memória para além do que se vê”\, afirma Leonardo Barchini\, diretor da OEI no Brasil.
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SUMMARY:“Novíssimo Edgar: Arqueologia de si" na A Gentil Carioca
DESCRIPTION:Detalhe da obra de Novíssimo Edgar. Imagem: Divulgação A Gentil Carioca\n\n\n\nEm “Arqueologia de si”\, Edgar propõe um léxico próprio composto por formas\, símbolos e cores. Este vocabulário\, que habita na interseção entre produções históricas/culturais de diferentes sociedades\, surge de uma busca do artista por suas origens: “Estou fazendo uma escavação dentro de mim mesmo para poder encontrar uma civilização perdida\, o que bate em questões de ancestralidade\, colonialismo e diáspora”. Com texto crítico de Tamar Clarke-Brown\, curadora da Serpentine Gallery em Londres\, a exposição apresenta um conjunto de obras inéditas entre esculturas\, pinturas em tecido e objetos elaborados manualmente pelo artista. Segundo Tamar\, “Novíssimo adota o método arqueológico para aprofundar suas investigações sobre o ‘devir’\, tecendo fios memoriais e ancestrais em novas formações”.
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SUMMARY:“Rose Afefé: A vergonha quase me tirou a memória" na A Gentil Carioca
DESCRIPTION:Imagem: Divulgação A Gentil Carioca\n\n\n\nAs obras presentes em “A vergonha quase me tirou a memória” surgem a partir de recortes das muitas recordações que Rose carrega de sua vida e infância no interior da Bahia. A artista\, que em 2018 realizou a obra Terra Afefé – uma microcidade levantada com terra na na região da Chapada Diamantina – traz desdobramentos da poética desse território em pinturas e instalações inéditas: “Afefé surge como um processo de investigação artística sobre a minha própria vida\, tudo se mistura e pouco se explica\, a única coisa que posso compartilhar com você\, com toda certeza de quem viveu\, é que eu me desenvergonhei. Espero que  as minhas vergonhas tenham alguma serventia de pulsar coragem aí.” Para aqueles que não estão familiarizados com a prática de Rose Afefé\, o artista Luiz Zerbini\, que assina o texto de apresentação da mostra\, declara: “Para quem não sabe\, ela é a mulher que construiu uma cidade sozinha”.
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SUMMARY:"I am not the man you think I am" de Douglas de Souza na Galeria Cavalo
DESCRIPTION:Douglas de Souza\, Why am i dancing\, 2024. Foto: Julia Thompson\n\n\n\nNo dia 23 de maio a Cavalo apresenta “I am not the man you think I am”\, exposição de Douglas de Souza no espaço da galeria em Botafogo\, que contará com telas inéditas do artista em sua primeira individual no Rio de Janeiro. \n\n\n\nEm seu trabalho Douglas faz uso de um leque de referências que vão da cultura pop à bibelôs kitsch\, misturando em sua técnica\, tanto elementos da pintura clássica como referências à artificialidade do digital. \n\n\n\nEm “I am not the man you think I am” Douglas dispõe no centro da galeria 8 telas formando um semi-círculo\, aludindo a um carrossel. Nelas\, cavalos e cisnes estão pintados com texturas de mármore e cristal\, com o intuito de criar contrastes como frágil e forte ou afeminado e viril. A agressividade de uma moto é contraposta à delicadeza de um drapeado\, enquanto o cavalo\, símbolo de masculinidade\, se contrapõe ao brilho ofuscante e às cores vivas que o compõem. Ou\, nas palavras do curador Ulisses Carrilho: “É em tal jogo de justaposições e contrastes que os Raging Stallions do pornô encontram os laços de fita do barroco; que o cisne de Leda é representado sobre a casca protetora de um objeto como o capacete de motociclista; que a superfície de proteção torna-se suporte para o adorno\, o artifício\, a bichice”. \n\n\n\nAo visitar sua exposição e entrar no universo do artista pode-se notar um fascínio genuíno pelo significado que essas imagens carregam. Douglas se apropria do clichê ao mesmo tempo em que subverte seu lugar comum\, criando imagens que são alegorias sobre uma experiência gay do que é a masculinidade.
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SUMMARY:"O burro cansou" de Gerben Mulder na Nonada Zona Norte
DESCRIPTION:Gerben Mulder\, The Blind Leading The Blind\, 2017\n\n\n\nTemos o orgulho de apresentar O burro cansou\, uma retrospectiva de Gerben Mulder na NONADA ZN com curadoria de Luiz Zerbini e Paulo Azeco\, em parceria com a Fortes D’Aloia & Gabriel. A mostra reúne pinturas\, desenhos e esculturas dos últimos 20 anos da produção do artista.Mulder\, que vive e trabalha em Amsterdã\, apresenta pela primeira vez uma visão panorâmica de sua obra no Rio de Janeiro. O artista explora flores\, figuras humanas e animais como pontos de partida para suas pinturas oníricas repletas de energia erótica. Em cenas fragmentárias ou naturezas-mortas\, a ambientação taciturna de seus quadros responde à observação do público com ecos de alucinação. Vacilando entre rostos de adultos e corpos infantis\, seus personagens em permanente transformação trilham uma linha tênue entre inocência e perversidade. \n\n\n\nEm pinturas como The blind leading the blind (2017)\, uma cena alegórica se desenrola num colorido híbrido sem cores puras\, tratada com ironia e um senso de humor sardônico. As telas de Mulder parecem construídas a partir do acúmulo maníaco de camadas\, rabiscos e turbilhões de tinta\, com o aspecto figurativo quase dissolvido sob os véus de informação pictórica\, como em Reclining nude (2017). As criaturas do artista tomam forma num espaço pictórico indefinido ou ainda em definição. Em desenhos como Tears of an angel (2019)\, um anjo hermafrodita aparece desarraigado mas aspirante ao céu\, entre a carnalidade ameaçadora e a travessura. Em outros\, como Monkey seduction (2015) e Divided pleasures (2022)\, a dimensão erótica de sua poética toma centralidade\, e na indeterminação das figuras existe um aceno à dimensão corrosiva e volátil do desejo. \n\n\n\nA mostra na NONADA ZN ocorre em paralelo à exposição dialógica Gerben Mulder & Iberê Camargo\, na Carpintaria\, com curadoria de Luiz Zerbini\, Paulo Azeco e Tiago Mesquita.
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SUMMARY:"Xepa" de Nati Canto na Nonada Zona Norte
DESCRIPTION:Obra de Nati Canto. Foto: Divulgação\n\n\n\n“Xepa”\, a primeira exposição individual da artista Nati Canto na NONADA\, sob curadoria de Luisa Seipp\, é uma ode ao absurdo. O início do projeto se dá com a série “Bituca” (2024)\, que mergulha no universo das pontas de cigarros descartadas nas ruas\, bem como nos restos de frutas e legumes nos chãos de feiras\, onde uma beleza decadente se mescla à vida urbana pulsante. A artista desafia as percepções convencionais ao criar obras que encapsulam a contradição do mundo contemporâneo. \n\n\n\nCom 10 obras inéditas\, desenvolvidas especialmente para a exposição\, Nati Canto faz uso de ingredientes culinários considerados nobres\, como urucum\, barbatimão\, cacau preto\, spirulina verde e tucupi\, transformando-os em gelatinas em sua cozinha-ateliê para compor suas obras. No entanto\, essa nobreza é contrastada com a própria gelatina\, um subproduto desperdiçado da agropecuária nacional. Em diálogo com a arte brasileira\, sua produção extrapola as técnicas tradicionais do campo artístico\, trazendo procedimentos gastronômicos para o universo da arte contemporânea. Sua pesquisa se concentra na investigação do prazer\, da memória e dos sentidos\, suscitados tanto pelo ato de comer quanto pelas questões sobre permanência postas pela materialidade de suas obras. \n\n\n\n“Xepa” convida o público a explorar um espaço para incertezas e ambiguidades\, aberto a interpretações diversas. \n\n\n\nTrabalhando atualmente com materiais da culinária\, Nati Canto utiliza gelatinas\, tapiocas\, pães de massa morta e pigmentos naturais para criar objetos que se posicionam entre a pintura\, a escultura e a instalação. Em diálogo com a arte brasileira\, sua produção extrapola as técnicas tradicionais do campo artístico trazendo ao universo da arte contemporânea procedimentos gastronômicos. Sua pesquisa se volta à investigação do prazer\, da memória\, dos sentidos\, suscitados tanto pelo ato de comer\, pelo processo de assimilação da comida pelo corpo e sua evacuação\, quanto pelas questões sobre permanência postas pela materialidade de suas obras. Nesse sentido\, seus trabalhos procuram refletir a respeito da simbologia da alimentação\, do processo digestivo no corpo e sobre os ciclos de vida e de morte.
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SUMMARY:Inauguração da Arrecife Galeria com a mostra "Juntos devemos nos mover como ondas"
DESCRIPTION:Coletivo Encruzilhada\, da série “Olindina – estudo nº 01”\, 2023\n\n\n\nEm parceria com a prefeitura do Rio de Janeiro\, a Arrecife Galeria será inaugurada no dia 29 de maio no Rio de Janeiro\, integrando o projeto de revitalização do centro da cidade. Situada no distrito Reviver Cultural\, a nova galeria visa impulsionar a reativação urbana\, cultural e econômica da região. \n\n\n\nFundada pelo artista visual pernambucano Bruno Alheiros\, a Arrecife Galeria nasce com a missão de promover a educação\, a cultura e a arte na região. Mais do que um espaço expositivo\, a galeria pretende ser um ponto de encontro para a criação de redes e o desenvolvimento profissional de artistas independentes\, especialmente do Nordeste\, que ainda não fazem parte do circuito tradicional de arte do eixo Rio-São Paulo. “Sempre acreditei em galerias de arte como equipamentos culturais de uma cidade e\, principalmente\, como agentes transformadores na vida dos artistas”\, afirma Bruno. \n\n\n\nCom um espaço de 71m²\, o projeto arquitetônico da galeria foi idealizado por Paula Quintas\, da APÓS Arquitetura\, e está localizado a poucos metros de importantes instituições culturais\, como o Centro Cultural Banco do Brasil\, a Casa França-Brasil e o Paço Imperial. \n\n\n\nA inauguração da Arrecife Galeria será marcada pela mostra “Juntos devemos nos mover como ondas\,” com curadoria de Aslan Cabral. A exposição\, que abre ao público no dia 29 de maio\, destaca a produção diversificada de artistas pernambucanos de várias gerações e técnicas\, refletindo a riqueza cultural do estado. \n\n\n\nPara a inauguração\, a galeria conta com exposições somente de artistas nordestinos como: Carlos Melo\, Christina Machado\, Coletivo Encruzilhada\, Débora Vicente\, Diogum\, Fernando Portela\, Heitor Dutra\, Marcela Dias\, Ossy Nascimento e Vitor Genuíno. \n\n\n\nA exposição ficará em cartaz até o final do mês de agosto e os horários de visitação são de terça à sexta-feira das 12h às 20h e aos sábados\, das 9h às 15h. \n\n\n\nA Arrecife Galeria convida a todos e todas para o evento de abertura e para conhecerem um novo espaço dedicado à arte e à cultura no centro do Rio de Janeiro.
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SUMMARY:"LUZ ÆTERNA – Ensaio Sobre o Sol" no CCBB RJ
DESCRIPTION:Luz Æterna Ensaio sobre o Sol Gênesis (2024)\, Estúdio Aya. Crédito: Lua Morales\n\n\n\nDe entidade divina nos primórdios – ao papel crucial na criação da eletricidade\, a jornada da principal estrela do universo é o fio condutor da exposição. \n\n\n\nSete obras imersivas evocam a poética do Sol por meio de projeções digitais einstalações interativas\, convidando os participantes a vivenciarem a evolução e o poder deste corpo celeste\, essencial à vida na terra. \n\n\n\nUsando tecnologia digital e a luz como elementos primordiais\, sete artistas brasileiros foram convidados a criar as obras concebidas exclusivamente para as galerias do CCBB RJ. \n\n\n\nCom obras de grandes proporções unidas a sons etéreos\, a mostra é atração imperdível para quem busca experiências sensoriais produzidas pela arte. \n\n\n\nUma das características mais importantes de LUZ ÆTERNA – Ensaio Sobre o Sol é a sualinguagem acessível e democrática. “Não é preciso ter conhecimento prévio sobre artecontemporânea para compreender as obras. Elas captam a atenção\, mesmo em tempos de tantos estímulos. Qualquer pessoa\, de qualquer idade\, poderá vivenciá-las.Isso porque o visitante sai da contemplação e passa para a imersão\, se torna parte da experiência.” Destaca Antonio Curti\, curador da exposição. \n\n\n\nVeja os olhares de artistas brasileiros sobre a importância do Sol na jornada da humanidade. Alguns dos nomes presentes: Felipe Sztutman\, Antonio Curti\, ERO\, Junior Costa Carvalho\, Rodrigo Machado\, Arthur Boeira\, Gustavo Milward\, Leandro Mendes\, Leston. \n\n\n\nCuradoria: Antonio Curti\, do estúdio AYA
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SUMMARY:"TRIANGULAR" na Galeria Patricia Costa
DESCRIPTION:Detalhe da obra de Roma Drumond\n\n\n\nUnidos pelos laços sanguíneos e artísticos\, Roma Drumond\, Pedro e Antonio Tebyriçá\, mãe\, pai e filho\, apresentam seus trabalhos em “TRIANGULAR”\, que inaugura no dia 6 de junho\, a partir das 18h. Suas pinturas e esculturas ocuparão a Galeria Patricia Costa com curadoria assinada por Denise Mattar. \n\n\n\n“Embora tenham trabalhos bastante distintos e particulares\, é possível observar desdobramentos e envolvimentos que permeiam a produção do trio”\, afirma a curadora\, que define em seguida o perfil de cada um. \n\n\n\n“Roma Drumond é herdeira da Op-Art\, movimento oriundo do concretismo\, que\, na década de 1960\, decretou o fim da pintura de cavalete e da escultura figurativa\, convidando o público a participar de novas experiências estéticas\, cinéticas\, interativas e sensoriais. Seu trabalho conciso e preciso se estrutura em elementos que mesclam escultura e pintura oferecendo possibilidades visuais instigantes\, criando uma dança na qual visitante e obra formam um par”. \n\n\n\n“O trabalho de Pedro Tebyriçá remete de imediato ao grupo argentino Madi que\, embora pioneiro no concretismo\, sempre manteve uma certa informalidade e uma liberdade no uso da forma\, no uso da cor e no uso da própria pincelada. Não por acaso Pedro deixa aparente\, com muita sutileza\, as diferenças cromáticas resultantes dos diferentes tipos de tinta… São construções complexas e por vezes dispersas\, que caracterizam a liberdade interior que permeia a sua produção” \n\n\n\n“Frequentando exposições desde pequeno\, até a exaustão\, Antonio não queria ser artista\, mas não conseguiu escapar ao chamado. Seu trabalho que difere inteiramente daquele de seus pais\, não se prende em nenhum momento a pesquisas formais\, mas ao gesto\, à cor e à textura. Praticante de skate\, Antonio vivencia as manobras radicais do esporte como experiências pictóricas. Na velocidade e nos rápidos movimentos vê formas\, luzes e cores que se deslocam\, se misturam e se espalham. Seu trabalho na tela se desenvolve absorvendo essas manobras\, os cortes abruptos\, os acúmulos de matéria e o espraiamento de cores. Um certo humor ácido permeia sua produção\, capaz de gerar uma obra enorme\, composta de retalhos de imagens belas\, mas distorcidas que ele intitula Fake News”.
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SUMMARY:"Uma estrela é um fósforo" no Centro Municipal Hélio Oiticica
DESCRIPTION:Rubens Takamine\n\n\n\nAté 6 de julho\, está aberta para visitação no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica a mostra Uma estrela é um fósforo\, reunindo artistas de diferentes gerações que passaram pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA-UFRJ)\, entre graduandos\, egressos e docentes\, incluindo Mari Fraga\, Gabriela Mureb\, Mayana Redin\, Ronald Duarte\, e iah bahia. A imagem em destaque nesta postagem sintetiza o cerne da exposição por apresentar obras de professora e aluna: Mureb e bahia\, respectivamente. \n\n\n\nA premissa curatorial foi cruzar múltiplas narrativas acerca da produção artística e\, de modo geral\, criar um recorte da vasta produção de conhecimento por parte de pesquisadores que constituem a Escola de Belas Artes. A curadoria é de Agatha Fiúza\, Emanuel de Almeida\, Lorena Perassoli e Dinah de Oliveira – estudantes e professora da universidade – com colaboração de Rubens Takamine e assistência de Clara Borges. A imagem da estrela surge como solução menos beligerante que o fogo e uma mirada para além da ruína. Ideias se movimentam rapidamente pelo espaço\, são desejos que tomam forma e sentido. Entre desejos\, o de investigar estrelas. \n\n\n\nParticipam da coletiva: Ágatha Fiúza\, Ana Ferraz\, Andréa Hygino\, Camilla Braga\, diego guayó\, Elisa Glener\, Gabriel Blazar\, Gabriela Mureb\, Hiata Bastos\, iah bahia\, Indigo Braga\, Isadora Aventureira\, João\, Ju Angelino\, Luísa Pereira\, Mariana Parayzo\, Mari Fraga\, Mayana Redin\, Mery Horta\, Rafael Amorim\, Ronald Duarte\, Rubens Takamine\, Sara Tostes e varone.
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LOCATION:Centro Municipal Hélio Oiticica\, Rua Luís de Camões\, 68 - Praça Tiradentes - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Korakrit Arunanondchai: Mas palavras fazem mundos" no Solar dos Abacaxis
DESCRIPTION:Korakrit Arunanondchai | Solar dos Abacaxis\n\n\n\nO Solar dos Abacaxis tem o prazer de anunciar a inauguração do seu programa anual de exposições individuais nesta instituição de arte autônoma\, localizada no Mercado Central: Rua do Senado\, 48\, no Centro do Rio de Janeiro. Como parte de seu compromisso com a experimentação e inovação no campo da arte contemporânea\, o Solar fomenta a produção de artistas de todo o Brasil e do Sul Global\, proporcionando a produção de obras e ações públicas inéditas. A importância de construir intercâmbios internacionais é enfatizada pelo Solar dos Abacaxis ao apresentar a primeira exposição individual no Brasil do aclamado artista tailandês Korakrit Arunanondchai. \n\n\n\nA exposição de Arunanondchai inaugura uma iniciativa anual que visa oferecer uma plataforma para artistas explorarem novas perspectivas e experimentações em suas práticas artísticas\, realizando comissionamentos inéditos e exclusivos para apresentação no Solar dos Abacaxis. Em sua primeira edição\, o programa conta com o patrocínio da Mattos Filho e do Instituto Cultural Vale\, Patrocinador Master do ciclo expositivo anual do Solar. Nesta edição inaugural\, Arunanondchai apresentará uma videoinstalação imersiva desenvolvida de maneira site-specic\, a obra inclui dois lmes do artista\, “No History in a room filled with people with funny names 5″(2018-30:40 min) e “Withhistory in a room filled with people with funny names 4” (2017 23:32 min). As obras exploram questões espirituais e políticas em torno da interseção entre as inteligências da natureza e as organizações da sociedade\, desdobrando o eixo de pesquisa sobre Ecologias Queer desenvolvida pelo Solar ao longo do ano. \n\n\n\nCom currículo que inclui exposições em instituições de prestígio como a Bienal de Veneza\, Moderna Museet em Estocolmo\, Museu Serralves em Portugal\, Bienal de Gwangiu e o MoMA PS1\, Korakrit Arunanondchai é reconhecido pelo seu interesse na arte como espaço de potência\, união e aprendizagem. Seu trabalho entre performance\, vídeo e instalação reflete a complexidade da sociedade contemporânea na perspectiva de uma Tailândia em transformação\, explorando temas como memória digital e experiência pessoal em cruzamentos entre a política\, a família e a mitologia. \n\n\n\nA exposição oferecerá ao público brasileiro a oportunidade de vivenciar pela I primeira vez a obra de Arunanondchai em um ambiente imersivo\, e também proporcionará uma série de atividades educativas\, incluindo visitas mediadas\, encontros com curadores\, e ainda uma palestra e uma o cina com o próprio artista.
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SUMMARY:"Brotar no Vazio\, Atmosférico Breu" na NONADA ZS
DESCRIPTION:Ana Matheus Abbade\n\n\n\nNONADA ZS abre a exposição Brotar no Vazio\, Atmosférico Breu\, que reúne um total de 18 obras de Ana Matheus Abbade com trabalhos selecionados de Alberto da Veiga Guignard e Mira Schendel\, sob curadoria de Clarissa Diniz. \n\n\n\nBrotar no Vazio\, Atmosférico Breu é uma oportunidade para explorar a intersecção entre diferentes abordagens artísticas que lidam com materialidade e as obras escolhidas proporcionam uma reflexão sobre a relação entre o visível e o invisível\, o tangível e o intangível\, trazendo à tona a poética das materialidades efêmeras. Esta proposta viabiliza uma conversa entre os recentes trabalhos de Ana Matheus Abbade\, a pintura de Alberto da Veiga Guignard e as monotipias de Mira Schendel. Clarissa Diniz observa que “Abbade e Guignard compartilham o desafio de representar e performar a umidade\, a densidade do ar e a opacidade”. Guignard utiliza o gênero da paisagem para explorar “as formas de impregnação e continuidade entre seres\, tempos\, topografias e atmosferas”\, enquanto Ana Matheus Abbade possui uma outra abordagem sobre o tema. \n\n\n\nOs desenhos de Ana Matheus Abbade são compostos com carvão\, uma matéria seca\, mas densa\, que aproxima suas obras da pintura. A curadora comenta: “É com essa matéria seca\, porém densa\, que a artista tem composto desenhos atmosféricos que se aproximam da fatura da pintura\, encarando o problema da mancha desde a experiência do pó”. Através de suas séries Serpentes no Mangue (2024)\, Noturna (2022) e Floresta (2024)\, Abbade explora a incisão e outras formas de inscrição na superfície. Ela aborda a questão da transição\, onde a unha se torna navalha\, relacionando o corte à experiência não binária de gênero e suas implicações sociais e políticas diante da cisnormatividade\, como exemplificado na fotografia Unhas rasgarão cidades (2020). Em suas obras recentes\, a incisura fascina a artista como uma perspectiva estética e política diante da matéria do mundo e dos corpos. \n\n\n\nA curadora estabelece um paralelo entre Abbade e Schendel\, destacando o interesse de ambas pelo caráter gráfico e ontológico das marcas deixadas pela passagem e ação sobre o papel. “Reunidas\, Ana Matheus Abbade\, Alberto da Veiga Guignard e Mira Schendel habitam o vazio\, o ar e a umidade na qual estamos todos imersos. Entre paisagens e monotipias\, acariciam suas fugidias materialidades e\, assim\, dão relevo aos invisíveis que nos cercam e nos constituem”\, diz Diniz. Schendel e Abbade produzem rastros na forma de sulcos sutis\, através da monotipia ou de desenhos que se avizinham às técnicas da gravura. Estes rastros\, nas palavras de Ana Matheus\, “medem o mundo à unha\, daqui até ali”.
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SUMMARY:“Luzes da Coreia - Festival de Lanternas de Jinju” no MAC Niterói
DESCRIPTION:Foto: Divulgação\n\n\n\nA maior exposição de arte da Coreia do Sul já realizada no Brasil chega ao Salão Principal do Museu de Arte Contemporânea – MAC Niterói no dia 9 de junho. Com organização do Centro Cultural Coreano no Brasil\, que tem direção de Cheul Hong Kim\, e da Prefeitura de Jinju; patrocínio da Prefeitura de Niterói; realização da Scuola di Cultura e curadoria da jornalista Ana Cláudia Guimarães\, “Luzes da Coreia – Festival de Lanternas de Jinju” convida o público para um mergulho em uma das mais populares tradições culturais coreanas a partir da experiência imersiva com instalações em site specific. As milenares lanternas coloridas de seda dialogam com elementos cenográficos contemporâneos\, transportando os visitantes à famosa cidade de Jinju\, que desde 2003 sedia um dos mais tradicionais festivais culturais do país.  \n\n\n\nNa abertura para convidados\, no dia 8 de junho\, às 19h\, o Museu de Arte Contemporânea e o Cristo Redentor serão iluminados ao mesmo tempo\, com as cores da bandeira da Coreia do Sul:  vermelho e azul. Na véspera\, dia 7\, com uma ação de videomapping\, o Cristo ficará vestido com um Hanbok – traje típico coreano feito de seda e utilizado em casamentos e celebrações específicas. Na vernissage\, estarão presentes no MAC o embaixador Ki-Mo Lim\, o prefeito de Niterói\, Axel Grael\, o diretor do Centro Cultural Coreano\, Cheul Hong Kim\, e o vice-prefeito de Jinju Seak-Ho Cha. O duo de cordas formado pelos músicos Hyu-Kyung Jung (violino) e Eduardo Swerts (violoncelo) farão uma apresentação com repertório de clássicos coreanos. \n\n\n\nO MAC Niterói será ocupado por túneis coloridos formados por 1200 lanternas de seda originais da cidade de Jinju. No final dos túneis\, o público encontra uma enorme lua em 3D\, além de instalações\, fotos e vídeos da cidade e do Festival Jinju Namgang Yudeung\, mostrando a unidade entre a tradição e a contemporaneidade. Além das lanternas\, estarão expostos os Hanboks. A exposição também conta com a presença do mascote de Jinju\, a lontra Hamo\, de 3 metros de altura. \n\n\n\n“A exposição “Luzes da Coreia – Festival de Lanternas de Jinju” cria uma ponte luminosa que une passado e presente. Atravessa o oceano para nos conectar a uma cultura milenar por meio de delicadas lanternas\, produzidas manualmente a partir de uma seda fabricada exclusivamente em Jinju\, pequena cidade da Coreia do Sul. Acesas\, geram trilhas de memória e emoção. Um universo em que cores e formas conduzem a uma experiência única de imersão. As curvas e formas do MAC projetadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer geram um rico diálogo entre culturas e tempos tão distintos e nos transpõe a essa festividade. Hoje\, as luzes representam um momento de celebração num país cuja riqueza cultural tem encantado o mundo”\, diz a curadora Ana Cláudia Guimarães.  \n\n\n\nA tradição das lanternas de seda começou na 1ª Batalha da Fortaleza de Jinjuseong\, durante a Guerra Imjin (1592-1598)\, entre 3.800 soldados do Exército Suseong (Coreia)\, que protegiam o castelo\, e 20.000 soldados japoneses. Os coreanos usaram a lanterna no Rio Namgang em uma noite escura para avistar os japoneses\, impedindo-os de cruzar o rio. Além de tática militar\, as lanternas também foram usadas para enviar recados aos familiares fora da fortaleza. Mais tarde\, a população da cidade de Jinju começou a lançar lanternas no Rio Namgang para homenagear as almas dos soldados que se sacrificaram\, como símbolo de resistência.  \n\n\n\nA tradição deu lugar ao Festival Jinju Namgang Yudeung como um evento de destaque na Coreia\, que é conhecido internacionalmente e todo ano reúne mais de 2 milhões de pessoas. A festividade foi designada pelo Ministério da Cultura\, Esportes e Turismo como o festival representativo da Coreia e ainda foi selecionada como um festival de luxo global de desenvolvimento da Coreia por 5 anos consecutivos. \n\n\n\n“Estou muito feliz que a exposição “Luzes da Coreia – Festival de Jinju” acontecerá no MAC-Niterói. A exposição é uma ótima oportunidade para promover a beleza da seda e das lanternas de Jinju\, cidade criativa da UNESCO no campo do artesanato e das artes folclóricas. Assim\, espero que a exposição Luzes da Coreia fortaleça a relação de amizade entre as cidades de Jinju e Niterói”\, conta o prefeito de Jinju\, Kyoo-II Jo. \n\n\n\nA exposição “Luzes da Coreia – Festival de Lanternas de Jinju” tem organização do Centro Cultural Coreano no Brasil e da Prefeitura de Jinju e realização da Scuola di Cultura e de Ana Cláudia Guimarães. O patrocínio é da Prefeitura de Niterói\, Neltur (Niterói Empresa de Lazer e Turismo)\, FAN (Fundação de Arte de Niterói)\, Embaixada da República da Coreia\, Santuário Cristo Redentor\, Instituto Redemptor\, Hyundai e Ecoponte. Apoio de Casal Garcia.
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SUMMARY:“Tudo que tive que engolir nessa vida” de Pedro Varela na EAV Parque Lage
DESCRIPTION:Pedro Varela\, Sem título\, 2022. Foto: Julia Thompson\n\n\n\nA Escola de Artes Visuais do Parque Lage anuncia “Tudo que tive que engolir nessa vida”\, exposição inédita de Pedro Varela (Niterói\, 1981)\, artista visual e professor da instituição. Sob a curadoria de Adriana Nakamuta\, a mostra vai ocupar a Capelinha a partir do dia 13 de junho de 2024\, com inauguração às 19h. \n\n\n\n“Fruto de uma geração atravessada pela tecnologia e marcada pela chegada dos smartphones\, Pedro Varela nos convida a uma experimentação visual e uma vivência contemporânea ao conectar real e virtual\, analógico e digital. Sua prática é uma importante demonstração das múltiplas perspectivas do próprio ofício da pintura e do desenho\, tão presentes nas aulas que acontecem na EAV há quase cinco décadas”\, comenta a curadora. \n\n\n\nÉ vasto o universo iconográfico pelo qual o artista transita. E a paisagem é uma espécie de eixo central em sua produção. Pequenos fragmentos simbólicos do imaginário coletivo funcionam como “hiperlinks analógicos” nas muitas camadas que compõem a cartografia imagética de Varela\, frequentemente pautada pelo humor e pela crítica. \n\n\n\nA exposição reúne um conjunto de seis trabalhos realizados nos últimos três anos\, que partem da matriz do desenho e\, orientados pela lógica da colagem\, resultam num híbrido entre paisagem e narrativa. Referências que vão da história da arte aos memes tentam dar conta dos excessos e das vivências do artista em um mundo digital e analógico. \n\n\n\n“Durante muito tempo eu me referi a essas séries como ‘hiperpaisagens’\, mas hoje tenho outro entendimento. Vejo que sou uma pessoa que vive de forma ansiosa sob a pressão de um fluxo muito intenso de informações e\, para dar conta desse excesso\, foi preciso repensar o espaço-tempo. Me interessa um ponto de vista fragmentado\, um conceito de paisagem que vá além da representação tradicional baseada em uma única perspectiva\, como era no Renascimento”\, diz Varela\, que já expôs sua obra em países como França\, Dinamarca\, México\, Uruguai e Catar. \n\n\n\nA seleção apresentada na individual inclui a multicolorida instalação “Sonhário” (2022)\, em sua terceira versão\, com peças inéditas de dimensões variadas. Uma profusão de pinturas azuis (em referência à tinta da caneta bic) compõe a série monocromática sem título\, produzida em 2024: são pequenos fragmentos que\, recortados e colados uns aos outros\, narram a complexidade de um tempo. \n\n\n\nOs insetários que a avó de Pedro criava\, a bióloga Lourdes Silveira Barreto\, são o disparador da série de trabalhos em técnica mista organizados com alfinetes. A intenção\, segundo o artista\, é catalogar imagens e experiências vividas em diferentes universos. \n\n\n\nA palavra é um elemento conceitual recorrente nas obras reunidas na mostra. São expressões cotidianas\, memórias\, letras de músicas\, trechos do noticiário\, de conversas com amigos ou memes extraídos das redes sociais. Em recente texto crítico\, o curador carioca e ex-professor da EAV Parque Lage\, Marcelo Campos\, escreveu que “devorar é verbo impositivo para quem resolve se lançar nas atividades da criação. Devoração tornou-se gesto e consciência autofágicos nos trabalhos recentes de Pedro Varela… O ato de rever seus próprios desenhos e pinturas\, recortando-as e aproveitando os pedaços\, talvez seja um fato\, desde o início da produção de Varela. Portanto\, aqui\, não se trata da ‘hipocrisia da saudade’\, nos termos do Manifesto Antropófago\, de Oswald de Andrade. Selecionar\, seccionar\, dar sentido aos papeis em fragmentos\, imaginar aparições são procedimentos que vemos em trabalhos do artista ao longo de sua trajetória”. \n\n\n\nDesde 2019\, Pedro Varela ministra os cursos “Colagem como forma de pensamento” e “Perdendo a linha”\, na EAV Parque Lage.
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SUMMARY:"Anna Bella Geiger – Entre o relevo e o recorte" no Sesc Copacabana
DESCRIPTION:Atelier Anna Bella Geiger\, 1968\, Rio de Janeiro. Foto: Fernando Ferro\n\n\n\nO Sesc Copacabana tem o prazer de anunciar a abertura da exposição Anna Bella Geiger – Entre o relevo e o recorte\, que acontecerá de 14 de junho a 8 de setembro de 2024. A mostra inédita mergulha no universo multifacetado de Anna Bella Geiger\, uma das mais influentes artistas brasileiras do século XX. Com uma abordagem inovadora\, a mostra destaca os primeiros passos da artista no mundo das artes visuais\, explorando sua jornada desde a juventude até o surgimento de sua assinatura artística reconhecida mundialmente. A individual é realizada pela Agência Dellas e produzida pela Atelier Produtora\, e conta com a curadoria de Ana Hortides. A mostra foi contemplada pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2024. \n\n\n\nCelebrando não apenas os 91 anos de vida da artista\, mas também os seus 75 anos de contribuições nas artes visuais\, a mostra apresentará 29 trabalhos fundamentais que datam da década de 1960\, especificamente no período entre 1960 e 1966. Destacando-se a obraSem título\, de 1961\, vencedora do 1º Concurso Interamericano de Grabado\, na Casa de las Americas\, em Havana\, Cuba\, no ano de 1962. A mostra oferece uma visão privilegiada da evolução artística de Anna Bella Geiger. Reunindo uma coleção ímpar de obras\, a exposição apresenta uma faceta da artista que muitos ainda não conhecem — uma jovem artista experimental. Embora tenha alcançado renome como gravurista e pioneira na videoarte brasileira\, Geiger iniciou sua trajetória artística em uma fase abstrata\, explorando o suporte da gravura de maneira não convencional. \n\n\n\nAnna Bella Geiger – Entre o Relevo e o Recorte destaca especificamente a fase inicial da artista como gravurista\, revelando a sua ousadia ao desafiar as convenções do meio. Um aspecto crucial da exposição é a exploração da técnica de recorte da chapa de metal da gravura\, uma prática não usual na época\, que sinalizava a direção de suas futuras experimentações. Com a subversão da técnica sempre presente\, Anna Bella se utilizava da chapa de metal da gravura como suporte para experimentação\, cortando-a\, o que era inimaginável para a produção gráfica do período. A ousadia da sua poética pode ser percebida ao vislumbrarmos as suas obras com o passar do tempo. As formas gráficas começam a se soltar do retângulo da chapa de metal\, ganhando novos contornos e promovendo novas discussões dentro do campo da própria arte. \n\n\n\n“Anna Bella Geiger é uma artista plástica e professora carioca pioneira no campo da gravura e da videoarte brasileiras. A mostra é uma homenagem ao seu importante legado\, revelando os seus primeiros trabalhos e experimentações em gravura\, enquanto ainda uma jovem artista\, parte pouco conhecida e explorada de sua obra. Na mostra\, o público poderá ver trabalhos em desenho e gravuras que marcaram o início da sua carreira\, muitos deles nunca antes expostos”\, comenta Ana Hortides\, curadora da exposição. \n\n\n\nA partir da mostra\, o público terá a oportunidade de conhecer e se aproximar não apenas da produção gráfica da artista\, mas também do contexto histórico e das influências que moldaram sua trajetória singular. Desde seus estudos iniciais no ateliê de Fayga Ostrower\, de quem a artista Lygia Pape também fora aluna no mesmo período\, até sua experimentação pioneira de técnicas de gravura que desafiaram as convenções da época\, a exposição destaca a ousadia e a inovação que caracterizaram a obra de Geiger desde o início de sua carreira. Dali\, partiu para o ateliê de gravura do Museu de Arte Moderna (MAM)\, do Rio de Janeiro\, onde pode dar continuidade ao seu processo artístico. \n\n\n\nA abertura da exposição contará com uma visita guiada e conduzida pela própria artista e curadora. No dia 3 de setembro\, será lançado o catálogo da individual\, seguido por uma palestra que contará também com a participação de Anna Bella Geiger. A artista nos conta como começou a explorar os recortes em seu trabalho: “As questões desenvolvidas na minha obra eram denominadas no vocabulário internacional como abstração informal ou lírica\, com certa identidade com os pintores da Escola de Nova Iorque e de Paris. Assim como as da Fayga\, do Iberê Camargo\, da Yolanda Mohalyi\, entre outros. Em 1965 a minha própria concepção abstrata começa a se radicalizar assumindo recortes e relevos na composição. É o caso de duas gravuras sem título como as outras anteriores\, mas onde recorto uma forma trapezóide na própria placa de latão\, e o relevo surge impresso no papel branco\, vazio.”
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