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SUMMARY:Leoa no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Protagonismo feminino e cotidiano do subúrbio do Rio são temas da primeira exposição individual da artista Leoa no MAR. A artista visual mostra sua rotina através de pinturas na mostra Luz no Caminho\, com entrada gratuita. As observações sobre o dia a dia e as paisagens que cruzam o caminho da jovem artista carioca Leoa são alguns dos temas presentes na sua primeira exposição individual. A mostra tem curadoria de Marcelo Campos\, Amanda Bonan\, Jean Carlos Azuos\, Thayná Trindade e Amanda Rezende. Nos dez anos do MAR\, a equipe curatorial apresenta a produção pictórica de novos artistas ao público. “Os museus têm uma espécie de gesto que é aguardar a carreira\, o sucesso\, a fama e a gente quer fazer o oposto. A gente quer pensar que se um museu tem a sua potência vinculada a uma possibilidade de exibição e de ampliação em relação ao que se exibe\, a gente quer tentar juntar essas pontas\, quer dizer\, unir artistas de carreiras muito recentes trazidos para um grande museu\, como o MAR”\, afirma Marcelo Campos\, curador-chefe do Museu. Na exposição Luz no Caminho\, Leoa apresenta uma série de pinturas que tratam de um arranjo visual da sua vida em Bangu\, na zona oeste do Rio. A artista de 25 anos espelha a força de seu cotidiano por meio dos atravessamentos\, encantamentos e das subjetividades. “Ser do subúrbio carioca me colocou num espaço de pesquisa que envolve o cinza como a cor que liga todas as minhas obras. A exposição narra minha vida como um cotidiano onde observo a natureza da minha realidade social”\, destaca Leoa. A curadoria do Museu avalia que os jovens artistas estão promovendo uma espécie de retorno à pintura. “Tem um movimento de artistas figurativos tratando da sua própria realidade\, ou alguns tratando da sua ancestralidade ou de personagens\, existe um movimento\, principalmente de jovens dentro da pintura figurativa\, de tratarem dos assuntos de seus cotidianos ou das suas percepções do mundo”\, afirma Amanda Bonan\, curadora do MAR. O Museu acredita no papel de abrir espaço e investir em novas artistas. “A Leoa tem uma proposta expositiva que relata a rotina das mulheres\, inclusive as desigualdades que habitam essa rotina\, entre o trabalho doméstico e a vida nos subúrbios cariocas. E eu entendo que dialogar e poder mostrar isso é também algo de importância de caráter social. Esse é um tema contemporâneo\, não é um assunto novo\, é um assunto velho\, mas que ainda precisa ser reforçado e debatido para que a gente possa cada vez mais combater a misoginia e fortalecer a figura feminina dentro da sociedade para ela ser o que ela quiser”\, destaca Raphael Callou\, Diretor do MAR e Chefe da Representação da OEI no Brasil.
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SUMMARY:"Um oceano para lavar as mãos" no Centro Cultural Sesc Quitandinha
DESCRIPTION:O Sesc Rio de Janeiro acaba de abrir as portas do Centro Cultural Sesc Quitandinha\, trazendo a exposição “Um oceano para lavar as mãos”. A mostra\, com curadoria de Marcelo Campos e Filipe Graciano\, reúne obras dos artistas negros Aline Motta\, Arjan Martins\, Ayrson Heráclito\, Azizi Cypriano\, Cipriano\, Juliana dos Santos\, Lidia Lisbôa\, Moisés Patrício\, Nádia Taquary\, Rosana Paulino\, Thiago Costa e Tiago Sant’ana\, ocupando um espaço monumental de 3.350 metros quadrados. Durante seis meses\, a exposição será acompanhada por uma programação diversificada e gratuita\, que inclui música\, cinema\, teatro\, literatura\, atividades infantis\, oficinas e um seminário. O Café Concerto do Centro Cultural Sesc Quitandinha\, um amplo teatro com capacidade para 270 pessoas\, será o local para a programação musical e cinematográfica. Os curadores são todos negros. A curadoria musical ficará a cargo do cantor\, compositor\, violonista e poeta baiano Tiganá Santana\, enquanto a mostra de cinema terá como curador Clementino Junior\, cineasta dedicado à difusão da obra audiovisual racializada. O grupo Pretinhas Leitoras\, formado pelas gêmeas Helena e Eduarda Ferreira\, nascidas em 2008 no Morro da Providência\, no Rio de Janeiro\, estará à frente das atividades infantis\, que serão feitas na Biblioteca do Centro Cultural. Para enriquecer a experiência dos visitantes em relação às obras expostas\, serão oferecidas oito oficinas e laboratórios\, que ocorrerão nos salões da exposição e nas Varandas. Flávio Gomes\, pesquisador do pensamento social e da história do racismo\, da escravidão e da história atlântica\, será o curador das ações da linguagem escrita\, literária e oral paralelas à exposição. Estão também sendo programadas performances com grupos artísticos da região.
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SUMMARY:Yhuri Cruz no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Uma exposição imersiva que aborda a vingança da vida e a política da presença. Essa é “Revenguê: uma exposição-cena”\,  mostra individual do artista Yhuri Cruz. A proposta expositiva do artista visual\, escritor e dramaturgo Yhuri Cruz é inspirada numa ficção desenvolvida por ele nos últimos anos\, onde apresenta um novo planeta e suas reverberações naqueles que o conhecem. “Eu fiquei tão dentro dessa história que eu comecei a desenhar\, a criar instalações e um projeto de encenação. O meu trabalho basicamente vem muito das ficções que eu escrevo\, esse é o lugar que eu estou mais pautado dentro da arte”\, conta o artista. A mostra\, que é divida em quatro núcleos\, apresenta\, em alguns momentos\, a performance de Yhuri e outros seis artistas. Durante essas apresentações o público vai presenciar a criação de novas obras da exposição. “As pessoas vão entrar na sala e estar em um lugar fantástico: com chão vermelho\, arquibancadas\, em uma espécie de arena. Sentar\, fruir e meditar é o que a gente quer para o público. Revenguê vai nascer 50% pronta\, a cada encenação\, pelo menos de 3 a 4 obras serão feitas em cena\, então é sobre ritualizar esse processo de criação\, é sobre ver a obra criada ao vivo”\, afirma Yhuri. A mostra tem curadoria de Marcelo Campos\, Amanda Bonan\, Jean Carlos Azuos\, Amanda Rezende e Thayná Trindade.
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SUMMARY:Sérvulo Esmeraldo no CCBB RJ
DESCRIPTION:Retrospectiva do ilustrador\, gravurista\, pintor e escultor cearense Sérvulo Esmeraldo (1929-2017)\, um dos mais completos artistas brasileiros\, apresenta 113 trabalhos do artista de diferentes tempos\, técnicas e materiais. Reconhecido no Brasil e no exterior\, Sérvulo tinha domínio de várias técnicas\, do entalhe à xilogravura\, passando pela utilização de tecnologias aplicadas na geração de efeitos cinéticos\, óticos e eletromagnéticos. Apesar da pluralidade técnica\, sua obra possui uma coerência interna\, baseada em elementos simples e em um tratamento sintético das formas. A obra de Sérvulo Esmeraldo reflete suas experiências pelo mundo e suas raízes. Nascido em Crato (CE) em 1929\, ele passou por diversas fases em sua carreira. Inicialmente trabalhando com obras figurativas\, ele posteriormente se aventurou na abstração e\, por fim\, se apaixonou pela arte cinética\, incorporando movimento em suas criações. O multiartista viveu entre o Cariri\, São Paulo\, Rio de Janeiro\, Paris e Fortaleza\, onde morreu\, em 2019. Os visitantes terão a oportunidade de percorrer as diversas fases do artista\, que sempre se interessou por movimento\, pela transformação dos fenômenos da natureza\, pela dinâmica dos corpos e pela dialética do saber.
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SUMMARY:César Bahia no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Percorrer os olhos pelas diversas imagens que atravessam a produção de César Bahia nos faz refletir sobre seus interesses e a sua forte ligação com a cultura afro-brasileira. Artista baiano\, residente de Fazenda Coutos\, subúrbio de Salvador\, possui tradição artística por ter nascido em uma família de escultores. Foi com o pai que ele aprendeu boa parte da técnica do corte\, entalhe\, o uso do formão e da marreta. Mais de 200 obras do artista\, produzidas entre 2010 e 2023\, estarão na exposição Uma poética do Recomeço. Conta com a curadoria de Marcelo Campos\, Amanda Bonan\, Thayná Trindade\, Amanda Rezende\, Jean Carlos Azuos em parceria com a equipe do Acervo da Laje. “A gente tem importantes famílias de escultores de várias gerações que lidam com isso\, contudo César vai criando novidades nesse modo de fazer\, entre elas o uso da cor\, a policromia\, que quebra a lógica da tradição e traz para um contemporâneo essas representações. Trazer César Bahia pro MAR é trazer um diálogo mais direto com uma produção que se expande muito pelo Brasil\, mas que ocupa um lugar num viés do turismo e/ou do comércio direto\, então trazê-lo pra cá é sublinhar justamente o vínculo dele com a arte contemporânea” afirma Marcelo Campos\, Curador Chefe do MAR. A exposição contou com a parceria do Acervo da Laje\, uma casa\, museu e escola que existe há 13 anos em Salvador\, na Bahia\, e que abriga milhares de obras artísticas\, históricas e da memória do território\, incluindo o amplo repertório produzido por César Bahia. “O Museu de Arte do Rio entende que conceber uma exposição individual de César Bahia é cumprir a missão de ampliarmos as reverberações daquilo que\, tradicionalmente\, ficou conhecido como arte popular. Trazer tamanha quantidade de esculturas do artista para o MAR é um fato que tanto corrobora a grandeza do Acervo da Laje quanto cria novas possibilidades de interpretação para a sua poética dentro da arte contemporânea brasileira”\, avalia Raphael Callou\, diretor e chefe da representação da OEI no Brasil.
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SUMMARY:Jaime Lauriano no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:O passado do Brasil e a sua fonte de questionamentos sobre o atual contexto político\, social e cultural são apresentados por Jaime Lauriano na sua exposição individual “Aqui é o Fim do Mundo” no Museu de Arte do Rio. Cumprindo o papel de artista-historiador\, Lauriano apresenta no MAR esculturas\, vídeos\, desenhos e intervenções que revisitam símbolos\, signos e mitos formadores do imaginário da sociedade brasileira. Essa é uma exposição panorâmica que celebra os 15 anos de carreira do artista. “Essa mostra acontece no momento que eu percebo minha produção bem mais madura\, com mais complexidade nos temas abordados e no uso de materiais”\, observa o artista. Com a curadoria de Marcelo Campos\, Amanda Bonan\, Amanda Rezende\, Jean Carlos Azuos e Thayná Trindade\, a exposição “Aqui é o Fim do Mundo”\, perpassa diretamente pelos signos do nacionalismo. “Jaime Lauriano vai sempre observar imagens da nossa história\, sejam pinturas históricas\, ilustrações\, símbolos como a própria bandeira\, a pedra portuguesa\, etc. Ele observa o grau de colonialidade que esses materiais carregam\, ele vai fazer intervenções\, alterações. A importância do Jaime Lauriano para a arte contemporânea é justamente fazer o que a gente chama de decolonialidade\, que se dê diretamente relacionada aos cânones\, eles construíram e inventaram os heróis\, os símbolos e ele vai observar esse lugar e propor novas relações. Jaime Lauriano vai contar a história que muitas vezes não foi contada”\, comenta Marcelo Campos\, Curador Chefe do MAR. Lauriano aborda as formas de violência cotidiana que desdobram-se ao longo da história brasileira. Nesse sentido\, o artista se debruça sobre os traumas históricos de nossa cultura. “Receber a exposição Aqui é o Fim do Mundo\, no Museu de Arte do Rio é cumprir com o nosso compromisso  de buscar artistas que estejam produzindo uma revisão e reelaboração coletiva da história do Brasil. Além disso\, Jaime Lauriano tensiona o público a partir de proposições críticas capazes de revelar as estruturas do nosso país”\, avalia Raphael Callou\, diretor e chefe da representação da OEI no Brasil.
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SUMMARY:Maria Leontina e Lélia Coelho Frota na Casa Roberto Marinho
DESCRIPTION:Maria Leontina é um nome incontornável na arte brasileira que há muito tempo não tinha uma exposição extensa de sua obra. Gesto em suspensão cobre essa lacuna\, apresentando sua trajetória nas décadas de 1940 a 1980. Além de obras emblemáticas\, inéditos desenhos e pinturas saem das paredes do ateliê de Leontina ou daquelas de sua irmã\, Maria Eugênia Franco. A mostra conta com curadoria do também artista visual\, compositor e cineasta Alexandre Franco Dacosta\, filho de Leontina. \n\n\n\nEm A criação do artista popular é exibida\, pela primeira vez\, a coleção de Lélia Coelho Frota. Exímia poeta\, ensaísta\, historiadora da arte e antropóloga\, Lélia\, sem alardes\, em 1978\, ao publicar Mitopoética de 9 artistas brasileiros\, revelou excepcionais talentos individuais\, anteriormente referidos\, com raríssimas exceções\, como artesãos do folclore regional. Deve-se a ela\, nesse sentido\, a personalização do criador popular no vasto campo da arte brasileira\, sem os congelar como seres sem faces\, personagens quase anônimos de manifestações coletivas. Para João Emanuel Carneiro\, autor de teledramaturgia\, filho de Lélia e curador da exposição\, sua mãe foi uma grande pioneira ao legitimar esses artistas que eram invisibilizados. Durante anos\, Lélia empreendeu verdadeiras expedições ao interior do Brasil em busca da arte desenvolvida fora do mundo acadêmico\, com base no saber popular e autodidata.
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SUMMARY:"Coleção no seu tempo" na Casa Roberto Marinho
DESCRIPTION:No térreo da Casa Roberto Marinho\, o público encontrará a exposição Coleção no seu tempo\, com 44 obras do acervo\, de vertentes e períodos variados\, escolhidas por Lauro Cavalcanti para a ocasião celebrativa de cinco anos do instituto. Há trabalhos de Anna Bella Geiger\,Antonio Bandeira\, Carlos Vergara\, Frans Krajcberg\, Iberê Camargo\, Luiz Aquila\, Mira Schendel\, Rubem Valentim\, Wanda Pimentel e Yolanda Mohalyi\, entre outros nomes consagrados. Há trabalhos de Anna Bella Geiger\,Antonio Bandeira\, Carlos Vergara\, Frans Krajcberg\, Iberê Camargo\, Luiz Aquila\, Mira Schendel\, Rubem Valentim\, Wanda Pimentel e Yolanda Mohalyi\, entre outros nomes consagrados. A seleção inclui também aquisições recentes da coleção e trabalhos que serão exibidos pela primeira vez\, como Cosmos jaune\, 1972\, de Arthur Piza; Paisagem\, de Manuel Messias\, e uma serigrafia sem título\, de 1977\, de Emanoel Araújo. \n\n\n\nEm destaque pinturas de grande formato\, como as de Di Cavalcanti\, Ingeborg ten Haeff\, Jorge Guinle Filho\, Manabu Mabe\, Raul Mourão e Tomie Ohtake\, além de obras atípicas de estrelas do modernismo brasileiro\, como as de José Pancetti. Há\, ainda\, gravuras concebidas especialmente para mostras anteriores da Casa Roberto Marinho por Angelo Venosa\, Beatriz Milhazes\, Carlito Carvalhosa\, Luiz Zerbini\, Paulo Climachauska\, Regina Silveira e Vânia Mignone. A exposição se encerra com uma cronologia que apresenta a sequência de ações do instituto\, desde a sua fundação em 2018\, com acesso a informações por meio de QR Code. “Através de mostras de acervo periódicas\, a Casa Roberto Marinho reafirma-se como um centro ativo de referência em artes plásticas e cumpre um importante papel\, permitindo ao público reconhecer a diversidade de repertório de alguns dos nomes mais relevantes da arte brasileira”\, diz Cavalcanti.
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SUMMARY:"ÀMÌ: Signos Ancestrais" no Centro Cultural Arte Sesc
DESCRIPTION:ÀMÌ\, palavra que designa “signo” e “símbolo” na língua yorubá. Trazidos da África para o Brasil no século XIX\, o povo de origem nagô\, antes residente abaixo do deserto do Saara\, possuía uma riqueza de ritos\, cultos\, pensamento matemático que acabaram sendo incorporados ao Brasil como partícipes da cultura nacional. Tornou-se corriqueiro\, desde então\, vermos e identificarmos cores e formas sobreviventes da diáspora que se associam aos cultos de matrizes africanas. O preto e o vermelho de Exú\, o amarelo-ouro de Oxum\, o vermelho e o branco de Xangô\, e o branco de Oxalá. Na arte brasileira\, a aceitação de tais signos yorubás custou a acontecer. O século XX teve um grande influxo de pesquisas sobre a realidade nacional\, que resultou em pensamentos e programas de um modernismo ao qual podemos adjetivar de “identitário”. A cultura popular passou a interessar\, as cores tropicais foram protagonizadas; no paisagismo\, passamos a valorizar a vegetação nativa\, comum. E\, com isso\, uma elite intelectual passa a se apropriar de culturas diaspóricas afroindígenas\, às quais os artistas não pertenciam. \n\n\n\nA exposição ÀMÌ: signos ancestrais parte de outro viés. Estimulados pela obra de Emanoel Araújo\, constante da Coleção Arte Sesc\, percebemos um jogo dual que o grande artista nos propunha. Por um lado\, a geometrização abstrata\, formal; por outro\, cores que se relacionam aos cultos afro-brasileiros. Decidimos\, então\, seguir esta rota\, perguntar ao presente sobre o legado deixado por Araújo nas criações mais recentes. Convidamos ao diálogo dois artistas de jovem produção: Guilhermina Augusti e Raphael Cruz. Associar cor e forma aos signos ancestrais é atentar para um complexo pensamento que ora coaduna o poder e a potência das divindades a gestos significativos\, ora simplifica e essencializa imagens da natureza. Assim\, é apresentada uma trama prenhe de significados transpassada por criações diversas de artistas que\, hoje\, assumem um lugar de representação e representatividade.
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SUMMARY:"Nuances de Brasilidade: Repertório" no Centro Cultural PGE-RJ
DESCRIPTION:O Centro Cultural PGE-RJ inaugura a exposição “Nuances de Brasilidade: Repertório”\, com obras de 14 artistas brasileiros pertencentes a coleções particulares do Rio de Janeiro. Esta é a terceira mostra de arte apresentada no Convento do Carmo\, desde que o prédio histórico foi restaurado e reaberto ao público\, em maio de 2022. Entre os artistas reunidos estão desde nomes consagrados como Frans Krajcberg\, Abraham Palatnik\, Emanoel Araújo e Mario Cravo Neto\, até novos talentos como OSGEMEOS\, que trouxeram a estética do grafitti para o circuito de arte tradicional\, Santídio Pereira e Kilian Glasner. Identificar um traço de união entre obras produzidas a partir de meados do século XX\, com temas e linguagens tão diversas\, foi o grande desafio da curadora da PGE-RJ\, Cecília Fortes\, para harmonizar a mostra com peças de diferentes colecionadores. “Partimos do conceito de brasilidade como fio condutor. Ela é percebida em três vertentes. Em alguns dos trabalhos\, ela se reflete no tema central da obra\, em outros\, na escolha dos materiais utilizados na produção e\, numa terceira\, se dá através da interiorização e influência da natureza e da cultura local sobre os autores”\, destaca Cecília Fortes. A decisão de trabalhar com obras de arte de coleções particulares teve o objetivo de permitir que um público maior aprecie trabalhos que normalmente estariam restritos a um grupo seleto. A mostra também revelou o sentimento de colaboração dos colecionadores cariocas e fluminenses ao pedido da PGE para empréstimo das obras\, como explica o diretor do Centro Cultural da PGE-RJ\, Procurador do Estado Anderson Schreiber. O resultado foi a composição de um rico painel das artes visuais brasileiras que será exibido ao público até 16 de setembro.
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SUMMARY:Lasar Segall na Casa Museu Eva Klabin
DESCRIPTION:Lasar Segall: Olhares para o feminino\, a primeira mostra individual do consagrado pintor no Rio de Janeiro em 15 anos\, explora os retratos de diferentes mulheres que aparecem em obras de Lasar Segall\, valorizando o período em que o artista passou a residir em no Brasil. A exposição se divide em três módulos: Família\, Mulheres do Cotidiano e Lucy Citti Ferreira. É no módulo Família que nasce a exposição. Entre as três obras desse grupo\, encontra-se o único trabalho que antecede o eixo temporal da mostra: um retrato de Eva Klabin. Calcada em uma fotografia\, a obra marca o encontro do artista\, no mundo da imagem\, com a colecionadora e idealizadora do museu. As outras duas obras\, Maternidade e Mãe e filhos\, trazem seu núcleo familiar mais próximo: a esposa\, Jenny Klabin\, acompanhada dos filhos.  \n\n\n\nO segundo módulo\, chamado Mulheres do Cotidiano\, traz figuras femininas das camadas mais populares. Mãe negra entre casas evoca novamente a maternidade\, agora vivida por uma mulher da periferia. Aqui está também Retrato feminino\, em que o artista se dedica ao rosto de uma mulher negra\, e Favela I\, na qual a moradia popular aparece povoada\, mas conta com a presença simbólica de uma mulher no centro da imagem. Ainda nesse grupo\, a obra Casal do Mangue alude à realidade da prostituição desenvolvida no Mangue carioca. Lucy Citti Ferreira\, o terceiro módulo\, traz três obras em que Segall trabalha o retrato de sua aprendiz e modelo. Lucy é tema de diversas pinturas do artista\, encantado com a delicadeza de suas ações\, ao deitar-se na rede ou pentear o cabelo\, sem renunciar a sua corpulência e presença. Por fim\, vale ressaltar a escultura que perpassa toda a exposição: Duas amigas. Pelos olhares do artista\, as mulheres aparecem como parceiras\, unidas em um mesmo bloco. Essa obra evoca a cumplicidade feminina e revela a forma potente das mulheres que compartilham ideias (cabeças) e vivências (corpos).
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SUMMARY:Celebração de 25 anos da galeria na Anita Schwartz
DESCRIPTION:A exposição “Anita Schwartz XXV”\, celebra os 25 anos de atividades da galeria. Conta  com trabalhos históricos e emblemáticos junto a outros novos e inéditos\, produzidos  especialmente para a mostra\, de 27 artistas que participaram desta trajetória. A curadoria é de Bianca Bernardo\, gerente artística da Galeria. Em uma homenagem especial ao seu legado e a sua memória\, estarão obras de Abraham Palatnik (1928-2020)\, Angelo Venosa (1954-2022)\, Ivens Machado (1942-2015)\, Rochelle Costi (1961-2022) e Wanda Pimentel (1943-2019)\, reconhecidos por sua produção inventiva e singular que rompeu com padrões instituídos. Obras de Lenora de Barros (1953)\, Waltercio Caldas (1946)\, Antonio Manuel (1947) e Carlos Zilio (1944) estabelecem um encontro de trabalhos atemporais convergindo para uma geração de artistas que expandiram as fronteiras do pensamento experimental da arte em relação ao corpo\, à linguagem e ao conjunto de relações que a obra\, “ao ser liberada da função objeto\, poderá engendrar”\, comenta a curadora. “A dobra da constituição da arte como situação é um fio que costura sensivelmente proposições de artistas expoentes das décadas de 1980 e 1990”\, explica Bianca Bernardo\, sobre as obras de Nuno Ramos (1960)\, Cristina Salgado (1957)\, Daniel Feingold (1954)\, Artur Lescher (1962)\, Carla Guagliardi (1956)\, Gonçalo Ivo (1958)\, e David Cury (1963)\, apresentando pinturas e esculturas “que convocam a vivência da arte em vez de um puro estado de contemplação”.
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LOCATION:Anita Schwartz\, R. José Roberto Macedo Soares\, 30 - Gávea\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:Laura Belém na Galeria Athena
DESCRIPTION:O título da exposição de Laura Belém\, um pássaro corta o espaço\, poderia estar em uma lista dos menores contos do mundo. São apenas cinco palavras\, 34 caracteres com espaço. Se desconsiderarmos os espaços\, são apenas 29 batidas dos dedos no teclado do computador. Ao mesmo tempo\, nesse pequeno intervalo somos surpreendidos pelo pequeno corte de uma cena ou o frame de um filme em um título no qual todas as letras são minúsculas\, como um trecho no meio de uma frase. Impossível não pensar como se chegou até ali\, ou o que vai acontecer depois. Talvez porque o grande personagem dessa imagem construída pela artista não é nem o pássaro (como seria mais fácil imaginar) nem o  espaço (uma segunda opção plausível)\, mas sim o movimento\, capturado enquanto ele acontece em frações de segundos. O ato de cortar configurado no tempo presente. um pássaro corta o espaço como título é o marco de início dessa exposição\, mas é também seu meio e seu fim. O interesse pelo movimento\, em diferentes aspectos e em múltiplas leituras\, é uma das questões importantes para a produção de mais de duas décadas de Laura Belém. Em seus trabalhos vemos uma constante investigação desse substantivo que é também verbo\, uma vez que todo movimento implica a ideia de ação. É algo que se dá no tempo\, por certo tempo\, e no espaço\, invariavelmente. E como verbo\, pode ser conjugado no presente\, no passado e no futuro. Nesse sentido\, as obras da artista são como pêndulos que oscilam entre rastros e restos\, memória e fabulação\, deslocamento e transitoriedade\, herança e projeto\, tentativa e erro. Um pensamento que toma corpo (literalmente porque toda ação é praticada por alguém) de maneira recorrente em uma produção que privilegia as séries\, os agrupamentos\, com trabalhos que valem por si só\, mas que também ganham outras camadas quando em conjunto\, na construção de espaço e significado entre eles. E aqui vale dizer que “eles” são aqueles que a artista nos dá a ver no espaço expositivo\, e também todos os outros que ficaram pelo caminho. A obra é o que fica\, mas também é o que sobra. Há\, por tudo isso\, a presença de um pensamento performático na produção de Laura Belém\, que nesta exposição se estrutura no olhar para a natureza e o meio-ambiente. Desde à referência aos pássaros\, como o do título\, que são agentes importantes para o funcionamento e o equilíbrio do ecossistema\, regenerando florestas e ambientes degradados. Há também folhas\, espinhos\, vida marinha\, rejeito de minério e vestígios de recortes de jornais sobre meio ambiente\, mineração e agronegócio. Todos presentes também enquanto materiais deslocados para a produção artística. Rastros ou refugos de uma paisagem em movimento. Instantes de uma constante transformação. Resultado da relação entre corpos. Tudo o que vemos está ali por um tempo ou levou um tempo até chegar ali. É o que fica\, mas também o que sobra e o que se transforma.
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SUMMARY:"Navegar é Preciso – paisagens fluminenses" na Casa França-Brasil
DESCRIPTION:A exposição “Navegar é Preciso – paisagens fluminenses” irá ocupar as salas do histórico prédio da Casa França-Brasil\, no coração do centro da cidade do Rio de Janeiro. Com o patrocínio da Petrobras e curadoria de Marcus de Lontra Costa e Rafael Fortes Peixoto\, a mostra reúne mais de 70 obras de 35 artistas que nasceram em cidades do Estado do Rio de Janeiro\, ou que tenham escolhido essas cidades como ambiente para o desenvolvimento de suas pesquisas. A proposta da exposição é traçar um amplo panorama da riqueza cultural desse estado para além da capital.  O título escolhido faz citação à frase que remete aos últimos anos do Império Romano\, no século I a.c.  e que foi imortalizada no imaginário coletivo pelo poeta português Fernando Pessoa para propor um olhar amplo para importância do Estado do Rio de Janeiro como centro de produção artística e cultural no Brasil. “Por ser capital do Império e da República durante muitos anos\, o Rio sempre recebeu pessoas de diversos lugares do mundo\, com diferentes vontades\, comportamentos\, culturas e histórias. Todas essas influências\, construíram uma espécie de cosmopolitismo carioca que se ramificou por todo o estado\, gerando fluxos culturais de grande importância” aponta o curador Rafael Fortes Peixoto. “Mares e rios\, serras e planícies\, são várias as paisagens fluminenses que formam o principal cenário na história da arte brasileira. “Navegar é preciso” apresenta um conjunto de importantes artistas nascidos ou residentes no interior que refletem a riqueza e a diversidade do nosso estado”\, comenta Marcus de Lontra Costa. O eclético grupo reunido para a mostra comprova essa riqueza artística enfatizada pela curadoria. Além da produção recente de alguns artistas\, a mostra também dedica uma atenção especial à história da paisagem do Rio de Janeiro\, trazendo pinturas icônicas de Antonio Parreiras\, Georg Grimm\, Batista da Costa\, Francisco Coculilo\, Di Cavalcanti\, Carlos Scliar e Newton Rezende\, criando um contexto cronológico e estético para a exposição.
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LOCATION:Casa França-Brasil\, Rua Visconde de Itaboraí\, 78\, Centro\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:José Patrício na Nara Roesler
DESCRIPTION:A exposição individual Infinitos outros\, conta com obras inéditas do celebrado artista pernambucano José Patrício. Com texto da curadora Ariana Nuala\, a mostra conta com 13 obras de quatro séries distintas – Progressão Cinética\, Afinidades Cromáticas\, Espirais Cinéticas e Conexões Cromáticas –\, nas quais o artista exercita a criação de uma unidade através das possibilidades do imprevisto. “Nesta exposição na Nara Roesler\, no Rio\, houve uma tentativa de dar uma unidade a partir dos elementos e do tratamento que foi dado a eles\, no caso o botão. Por outro lado\, este aspecto cinético que existe nas obras também traz esta unidade”\, conta o artista. Para realizar as obras com botões\, o artista usa uma grade com 80 espaços em um lado e 80 no outro\, “totalizando 3.600 quadradinhos que são preenchidos com os botões”. Cada obra é quase totalmente preenchida pelos botões\, com  apenas um espaço central que permanece vazio. “As formas de preencher são muitas\, infinitas\, não só a partir dos elementos à disposição\, mas também das sequências que serão criadas ali na estrutura”. As exceções são Espirais cinéticas II (2022) e Espirais cinéticas III (2022)\, dois dípticos que têm um viés cinético e utilizam a estrutura de 112 dominós\, recorrente no trabalho do artista. Outro aspecto recorrente no trabalho de José Patrício são as espirais. Diante das quase infinitas possibilidades de combinação dos botões\, ele trabalha com dois movimentos contrários\, que geram duas espirais inversas. Ele destaca que “a espiral é que me ajuda a estruturar a obra e a montagem do trabalho se dá gradativamente\, seja do centro para a borda\, seja da borda para o centro.”
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LOCATION:Nara Roesler  Rio de Janeiro\, R. Redentor\, 241 - Ipanema\, Rio de Janeiro - RJ\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:"Celular 50 - Da primeira ligação à próxima geração" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:O Museu do Amanhã apresenta a exposição inédita Celular 50 – Da primeira ligação à próxima geração\, que traz curiosidades sobre essa invenção e inclui o protótipo do primeiro aparelho\, que pesava 1kg. A busca por se comunicar à distância estimulou a inventividade humana incontáveis vezes ao longo da história. Para superar as limitações de tempo e espaço\, recorremos a sinais de fumaça\, pombo-correio\, telégrafo\, telefone\, entre outras soluções. Mas nenhuma das soluções trouxe tanta agilidade e liberdade quanto o celular. A tecnologia que transformou o modo como acessamos\, compartilhamos e produzimos informação completa 50 anos esse ano. O museu celebra a data apresentando ao público uma experiência imersiva na história\, nos impactos e nas transformações que o celular causou\, causa e causará na sociedade. A narrativa da exposição perpassa seções de imersão\, provocando a reflexão pela Mobilidade e Liberdade\, Popularização e Individualização\, Multiplicidade\, Excesso e Labirinto de Possibilidades. Em cada uma\, o público irá mergulhar em experiências que marcaram as gerações dos aparelhos celulares e seus devidos impactos\, com um convite final à reflexão do que ainda está por vir. Os espectadores também terão a oportunidade de conhecer um protótipo original do DynaTAC 8000x\, o primeiro celular\, criado pelo engenheiro americano Martin Cooper.
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SUMMARY:Robert Mapplethorpe e Ana Cláudia Almeida na Carpintaria
DESCRIPTION:Duas exposições dividem o espaço da galeria na Carpintaria\, Rio de Janeiro. Robert Mapplethorpe: Mais que um rosto reúne obras da segunda metade dos anos 1970 aos anos 1980\, aproximando temas presentes nas fotografias de Mapplethorpe e no romance japonês Confissões de uma máscara (1949)\, de Yukio Mishima\, em que um personagem semi-autobiográfico tenta compreender sua homossexualidade no Japão do pós-guerra. A “máscara” referida no título do livro é a persona pública\, espécie de prótese social\, com que o autor se apresenta à sociedade patriarcal em que cresceu. As fotografias de Mapplethorpe\, como o clássico de Mishima\, recriam arquétipos\, fetiches e personagens ligados ao desejo e as imbricações entre sexo\, violência\, masculinidade e submissão. O artista produz um contraste entre seus temas sadomasoquistas e eróticos e a apresentação impecável de sua obra\, deixando o espectador numa posição ambígua entre fascínio e distanciamento. Da forma análoga\, o narrador do livro de Mishima mascarava a sua homossexualidade sob o disfarce exterior de um fisioculturista\, apaziguando uma disparidade insolúvel entre o que o Japão da época considerava fraqueza\, e a dureza que a mesma sociedade legitimava. Já em Guandu\, Paraguaçu\, Piraquara\, exposição individual de Ana Cláudia Almeida\, a artista toma a pintura como eixo central de sua prática\, criando abstrações que dialogam com a paisagem e com efeitos atmosféricos\, expressos pela materialidade carregada de suas superfícies. Almeida desloca a superfície pictórica para o espaço tridimensional\, investigando outras possibilidades de apresentação para os seus trabalhos.  Sua pesquisa\, direcionada à reelaboração plástica do mundo físico\, levou Almeida ao assunto de sua exposição: três rios brasileiros e suas histórias\, cursos e associações simbólicas. Trata-se da trinca referida no título da mostra: o Guandu\, rio que fornece água potável para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro; o Paraguaçu\, margeado pelas cidades de Cachoeira e São Félix\, no recôncavo baiano\, uma via hídrica crucial no período colonial; e o Piraquara\, que corta o bairro do Realengo na Zona Oeste do Rio. Cada um tem seu lugar na economia e na cultura local\, e ocupa uma posição no repertório imaginário da artista.
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LOCATION:Carpintaria\, R. Jardim Botânico Jardim Botânico Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:Ana Clara Tito na Galeria Cavalo
DESCRIPTION:Ana Clara Tito inaugura sua primeira individual chamada Labirintos Vivos na galeria Cavalo. A mostra apresenta obras inéditas que são resultado de sua pesquisa durante a residência artística na Faap ao longo do primeiro semestre de 2023. Além de artista visual\, Ana Clara é também uma das fundadoras do Movimento Nacional Trovoa\, uma articulação nacional de artistas\, curadoras e arte educadoras racializadas. Sua prática artística sempre teve como ponto de partida o corpo\, seus estados emocionais e mentais\, utilizando materiais como destroços de concreto\, cacos de barro e metais retorcidos para criar esculturas\, instalações\, fotografias e performances que trabalham com a fragilidade e a resistência inerente aos próprios materiais. Em sua pesquisa\, Ana Clara vem desenvolvendo o conceito de “corpo-construção”\, na qual a mistura dessas técnicas e suportes se entrelaçam numa única linguagem expressiva. O intuito da produção reflete sobre a agência desses corpos inertes\, negociando constantemente com a matéria nessas composições. O concreto aparece de forma fragilizada\, subvertendo a expectativa de sua rigidez\, permitindo que as entranhas desses corpos sejam reveladas. As fotografias aderem a essa estrutura e modificam sua visibilidade. A degradação desses elementos é motor dinâmico que dá vida às obras. Nas duas exposições de Ana Clara Tito\, que ocorrerão simultaneamente no Rio de Janeiro (na galeria Cavalo) e em São Paulo (na Auroras)\, o destaque são de suas novas foto-esculturas. Na mais recente etapa de desenvolvimento dessa pesquisa\, as obras adquirem corpo e presença\, saindo do plano bidimensional das chapas de concreto e se aproximando cada vez mais da forma escultórica. “Diante da impossibilidade de uma totalidade na composição\, de um ponto final\, Tito deixa pistas de outros caminhos possíveis a serem percorridos. Seu fazer escultórico está atrelado à desobediência de permanecer em transformação”\, comenta a curadora e pesquisadora Ariana Nuala. (fotos de divulgação por Ana Pigosso)
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LOCATION:Galeria Cavalo\, 51 R. Sorocaba Botafogo\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:O MAM Rio celebra seus 75 anos
DESCRIPTION:A exposição museu-escola-cidade: o MAM Rio em cinco perspectivas propõe um exercício de memória no 75º aniversário do museu: um ato de olhar para o passado\, para o que já foi feito e as coisas que aqui aconteceram\, como convite para pensar o que o MAM Rio pode ser hoje e no futuro.  Focando nas primeiras três décadas de sua história\, a exposição apresenta cinco áreas que ancoram as ações do MAM Rio\, e um evento que marcou seu curso. Educação\, design\, cinema\, o experimental e os movimentos de criação artística que atravessaram a existência do museu são os campos de atuação escolhidos\, os quais cimentam a relevância de uma instituição intimamente ligada às dinâmicas da cidade. Como evento\, o incêndio ocorrido em 1978 no museu representa um momento de mudanças caracterizado pelo engajamento coletivo de profissionais da cultura e da população\, e pela revisão institucional.  Em cada um desses eixos\, obras do acervo do MAM Rio são apresentadas junto com documentos provenientes\, em sua maior parte\, dos arquivos do museu\, escrevendo histórias por meio de objetos\, imagens e impressos. A exposição reúne grandes nomes do acervo do MAM Rio para pontuar os momentos em que o museu foi espaço de experimentação\, produção de pensamento e fazer artístico: Abraham Palatnik\, Alberto Giacometti\, Anita Malfatti\, Anna Bella Geiger\, Anna Maria Maiolino\, Antonio Dias\, Candido Portinari\, Carlos Vergara\, Carlos Zilio\, Cildo Meireles\, Constantin Brancuși\, Fayga Ostrower\, Hélio Oiticica\, Ivan Serpa\, Lygia Clark\, Lygia Pape\, Max Bill\, Nelson Leirner\, Rubens Gerchman\, Tunga e Willys de Castro\, dentre 93 nomes da arte brasileira e internacional.
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LOCATION:MAM Rio\, 85 Av. Infante Dom Henrique Parque do Flamengo\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:Ayla Tavares na Casa Museu Eva Klabin
DESCRIPTION:Em sua primeira edição\, o programa Éden recebe a artista carioca Ayla Tavares que mergulhou no acervo da Casa Museu Eva Klabin ao longo do mês de maio de 2023\, para desenvolver sua pesquisa\, que envolve artefatos arqueológicos\, sagrados\, da arquitetura ou daquilo que manuseamos no dia-a-dia. A partir de sua série ustão (2022-2023)\, cuja relação com o fogo é tensionada em esculturas de cerâmica\, a artista irá investigar os vínculos da coleção de Eva Klabin com o elemento em ícones e objetos funcionais. A residência é finalizada com a exposição USTÃO — cujo título faz referência ao ato de queimar —\, com trabalhos inéditos produzidos ao longo deste período. O Instituto Inclusartiz e a Casa Museu Eva Klabin uniram esforços em uma parceria inédita para lançar o programa de residência artística e pesquisa ÉDEN. Idealizado pelo Instituto Inclusartiz e realizado na Casa Museu Eva Klabin\, o projeto tem como objetivo investigar a casa e a coleção resultante das oito décadas de colecionismo de Eva Klabin (1903-1991). Contando com um dos mais importantes acervos de arte clássica do Brasil\, que abrange um arco temporal de quase 50 séculos\, a união das duas instituições se funda no desejo de convidar artistas contemporâneos para promover novas frequências dentro da casa e da coleção por meio da criação de trabalhos inéditos\, feitos a partir da pesquisa realizada em conjunto com as equipes de curadoria e museologia. “Partindo da palavra éden\, que cria uma relação direta com o nome de uma das maiores colecionadoras da nossa história\, pretendemos pensar esse espaço ideal que Eva dedicou sua vida a construir. Entendendo as especificidades e limites do acervo\, convidamos artistas a profanarem e promoverem novas leituras e discussões alinhadas com a contemporaneidade\, pensando\, assim\, passado\, presente e futuro de maneira entrelaçada”\, comenta o curador e idealizador do projeto\, Lucas Albuquerque.
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LOCATION:Casa Museu Eva Klabin\, Av. Epitácio Pessoa\, 2480 - Lagoa\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:Ana Hortides no Sesc São João de Meriti
DESCRIPTION:A mostra “Cômodo”\, de Ana Hortides\, é a primeira exposição individual da artista no Rio de Janeiro\, realizada no Sesc São João de Meriti. Ana Hortides explora em sua poética questões relacionadas ao espaço da casa\, habitação\, intimidade e identidade. A exposição apresenta esculturas\, trabalhos gráficos e uma videoinstalação\, todos permeados por um tom onírico e sensível. A curadoria é de Raphael Fonseca. As obras selecionadas para a mostra são construídas a partir da experimentação com materiais domésticos e cotidianos relacionados à construção das casas\, evocando elementos do subúrbio carioca\, como pisos de caquinhos\, vermelhão e cimento queimado. As esculturas de Ana Hortides tornam-se metáforas dessa casa\, ganhando autonomia e estabelecendo relações com o espaço do cômodo. A exposição também inclui uma televisão de tubo dessintonizada e chiando\, simulando um ambiente cotidiano de outra geração. Além da visitação da exposição\, estão previstas atividades complementares\, como uma visita guiada com a artista\, a produção de um catálogo e uma oficina gratuita destinada a crianças de escolas públicas da região. O projeto também busca promover a acessibilidade por meio de um vídeo com legendas em que Ana Hortides compartilha seu processo artístico. O conteúdo será disponibilizado online de forma gratuita\, visando à formação de público e democratização do acesso à produção artística contemporânea.
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LOCATION:Sesc São João de Meriti\, Av. Automóvel Clube\, 66 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:Instalação inédita "Cosmococa 5 Hendrix War" no Centro Municipal Hélio Oiticica
DESCRIPTION:O Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica\, em colaboração com o Projeto Hélio Oiticica apesenta a instalação inédita Cosmococa 5 Hendrix War (versão privê)\, da icônica obra Cosmococa – Programa in Progress\, criada em 1973 por Hélio Oiticica (1937-1980) e o cineasta Neville D’Almeida (1941). O Programa in Progress abrange vários desdobramentos – livro\, fotografias\, cartazes\, instalações públicas e domésticas\, como a Cosmococa 5 Hendrix War (versão privê). A obra é a única\, das seis criadas especialmente para residências\, que nunca havia sido mostrada em público. Foi criada em homenagem a Jimi Hendrix (1942-1970)\, e elaborada para ser instalada em um espaço residencial\, privado\, com projetores nos diversos cômodos da casa. Para a exposição no CMAHO\, foi montado um apartamento\, com mobília\, e obras de outros artistas\, como Alexandre Murucci\, Anna Costa e Silva\, Elmo Martins\,Julianne Chaves\, Lígia Teixeira\, Paulo Jorge Gonçalves e Rita Chaves. A exposição da “CC5” faz parte do tour mundial que durará um ano\, em celebração aos 50 anos da criação da emblemática série Cosmococas. O tour foi iniciado no dia em 13 de março de 2023\, na EAV Parque Lage\, no Rio de Janeiro\, quando foi mostrada a Cosmococa 4 Nocagions. Em seguida\, em 18 de março\, durante a SP-Arte\, a CC4\, em versão privê\, integrou a mostra Hélio Oiticica: Mundo-Labirinto\, na Vila Modernista\, nos Jardins\, em São Paulo\, com projeto arquitetônico de Flávio de Carvalho. Depois\, haverá a exibição da Cosmococa 5 Hendrix War e da CC2 Onobject\, na Lisson Galery\, em Nova York; CC2 Onobject e CC3 Maileryn (versões domésticas)\, na Hunter College\, em Nova York; e ainda no The Mistake Room\, em Los Angeles\, EUA; e Carcará Photo Arte\, em São Paulo. A exposição integra o programa Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica\, que seleciona diferentes ações\, que vão de performances a aulas de diferentes artistas\, pensadores\, professores\, entre outros profissionais\, relacionadas à obra de Hélio Oiticica.
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LOCATION:Centro Municipal Hélio Oiticica\, Rua Luís de Camões\, 68 - Praça Tiradentes - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:Roxinha no Museu do Pontal
DESCRIPTION:A exposição Roxinha\, uma vida de novela no Museu do Pontal traz ao Rio de Janeiro a obra surpreendente e bem-humorada de Roxinha\, uma talentosa artista popular de Alagoas. Com curadoria de André Dantas\, Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque\, a exposição apresenta 70 pinturas que refletem a vida e a paixão de Roxinha pela TV e o universo mágico das novelas. A mostra conta também com a exibição de um filme sobre a vida da artista. Nascida em Lagoa de Pedra\, Pão de Açúcar (AL)\, ela trabalhou na agricultura e em outras ocupações ao longo da vida. Somente aos 59 anos\, quando seus filhos já haviam crescido e alguns haviam se mudado para o Sudeste em busca de trabalho\, ela começou a desenhar como uma brincadeira para passar o tempo. Porém\, a atividade tomou proporções maiores e suas pinturas se espalharam pelas paredes e muros de sua casa. A obra de Roxinha transmite suas visões sobre o amor\, o afeto e a vida como mulher contemporânea. Ela desconstrói estereótipos de gênero e desafia a noção de isolamento nos ambientes tradicionais e rurais. Suas pinturas bem-humoradas retratam suas experiências cotidianas nas margens do rio São Francisco\, incluindo seu fascínio pela televisão\, pelas novelas e pelas mudanças nos costumes. Na exposição\, será possível observar a variedade de suportes utilizados por Roxinha\, incluindo um televisor antigo que serviu como tela para uma de suas pinturas inspiradas na novela “O Cravo e a Rosa”. A artista também utiliza pedaços de MDF e materiais encontrados em terrenos baldios\, explorando a criatividade em suas criações. Essa exposição marca um momento significativo na carreira de Roxinha\, já que é sua primeira exposição individual.
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LOCATION:Museu do Pontal\, 3300 Av. Célia Ribeiro da Silva Mendes Barra da Tijuca\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:"Todas as Cores" no MAC Niterói
DESCRIPTION:O Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC) é contemplado com a exposição Todas As Cores\, de Tomaz Viana\, também conhecido como Toz. Serão mais de 20 trabalhos inéditos e uma intervenção no pátio externo que abordam múltiplas perspectivas do personagem central da exposição. Toz vem espalhando alegria e cores pela cidade do Rio de Janeiro desde a década de 1990 e em sua trajetória criou uma famosa família de personagens que mistura referências do graffiti\, da animação e dos mangás japoneses com suas ideias particulares. Seu personagem O Vendedor de Alegria será o epicentro da exposição e representa uma realidade alegre\, cheia de vida e alto astral\, inspirado nos vendedores ambulantes que circulam pelas praias brasileiras. Sua arte ganha vida em telas\, esculturas\, painéis e muros ao redor do mundo e faz referências claras às estamparias de tecidos populares no Mercado Modelo e à profusão de cores da Baixa do Sapateiro de sua infância em Salvador. A mostra Todas As Cores se destaca por ter boas vibrações e energias e espalha esperança e alegria ao atual cenário. A exposição tem curadoria de Camila Ferreira e em sábados alternados\, Toz conduzirá visitas guiadas pela mostra.
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LOCATION:MAC Niterói\, Mirante da Boa Viagem\, s/nº – Boa Viagem\, Niterói\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:Andy Villela na Nonada Zona Sul
DESCRIPTION:A NONADA ZS abre a individual Nebulosa da artista Andy Villela\, sob curadoria de Clarissa Diniz. A mostra conta com 11 pinturas\, onde a artista registra seu método de pesquisa e construção de sua arte e de si mesma\, como um artífice da criatividade plástica. Andy Villela\, mesmo em um processo não indolor a que se submete\, sua verve artística consegue reinventar-se e apresentar resultados intensos\, porém suavizados pela inserção das cores\, que lhe são caras. Cada uma de suas obras recentes é um laboratório de estratégias\, metodologias\, materiais\, formais e semânticas que não se limitam apenas à produção de suas próprias obras de arte\, mas\, acima de tudo\, à criação de uma poética que considera a própria criação como uma questão e uma matéria para exploração. “A profusão técnica de suas pinturas recentes – que combinam acrílica\, estêncil\, bastão oleoso\, spray e fogo\, dentre outros materiais – é apenas uma das camadas dessa pesquisa que\, no encalço dos processos de formação e transmutação das coisas e dos corpos\, toma a química e o tempo como territórios de experimentação”\, explica a curadora.
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LOCATION:Nonada Zona Sul\, R. Aires Saldanha\, 24\, Copacabana\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:"Carolina Maria de Jesus: Um Brasil para os brasileiros" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:A exposição Carolina Maria de Jesus: Um Brasil para os brasileiros é dedicada à trajetória e à produção literária da autora mineira que se tornou internacionalmente conhecida com a publicação de seu livro Quarto de despejo\, em agosto de 1960. Inicialmente concebida para o IMS Paulista e com passagens por outras cidades\, a exposição continua sua itinerância em uma versão ampliada em parceria com o Museu de Arte do Rio. O objetivo central da mostra é apresentar sua produção autoral que incluiu a publicação\, em vida\, de outras obras. Além disso\, a exposição destaca as incursões da autora em outras formas de expressão\, como a composição musical\, o canto e a arte circense. Carolina\, uma intérprete essencial para compreender a história do Brasil\, é apresentada como uma multiartista e tem um papel particularmente significativo para a história da população negra brasileira. Nascida em 1914 em Sacramento\, Minas Gerais\, e falecida em 1977 em São Paulo\, Carolina Maria de Jesus explorou diversos gêneros literários\, incluindo romance\, poesia\, teatro\, provérbios\, autobiografia e contos. No entanto\, é mais conhecida por seus diários\, que resultaram em seu livro mais famoso\, Quarto de Despejo. O sucesso desse livro pode ser medido pela sua tradução imediata para 13 línguas. O acervo de Literatura do Instituto Moreira Salles conta com dois manuscritos inéditos de Carolina Maria de Jesus\, intitulados Um Brasil para os brasileiros\, e seu disco com composições próprias\, também chamado Quarto de Despejo. Esses elementos foram o ponto de partida para a elaboração da exposição pelo IMS. Com curadoria do antropólogo Hélio Menezes e da historiadora Raquel Barreto\, e pesquisa literária realizada pela doutora em letras Fernanda Miranda\, a exposição Carolina Maria de Jesus: Um Brasil para os brasileiros busca destacar a grandeza da escritora e apresentá-la como convém: mulher negra e artista emancipada\, símbolo de resistência e de luta política e cultural para o país. A parceria com o Museu de Arte do Rio acontece no momento em que a sede do IMS na cidade está fechada para obras.
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SUMMARY:"Um caminho de duas mãos" de Raul Leal no Centro Cultural Justiça Federal
DESCRIPTION:Nessa mostra individual\, o artista plástico Raul Leal propõe um olhar afetivo sobre a paisagem natural do Brasil e questiona o modo como lidamos com esse ambiente. \n\n\n\nRaul Leal lida com o desaparecimento de uma paisagem que\, durante séculos\, foi uma presença simbólica no processo de formação da identidade nacional. Toda produção artística brasileira\, incluindo o modernismo\, faz referência\, em algum momento\, às matas\, rios e riquezas naturais do Brasil. A experiência estética sempre teve um papel preponderante no conhecimento do natural\, através de desenhos\, aquarelas\, pinturas\, literatura e poesia. Esses atravessamentos formaram um imaginário de um Brasil eternamente verde mas\, ao mesmo tempo\, criaram um distanciamento da realidade do nosso interior\, que segue ignorada. Os trabalhos originados das viagens de Raul Leal pelo interior invertem a lógica dessa imagética tradicional de representação do natural\, pois a maior parte dos territórios visitados pelo artista está degradada. Atualmente\, vivemos em uma sociedade predominantemente urbana\, que passa ao largo de circunstâncias problemáticas\, como desertificação\, extinção de espécies e degradação dos recursos hídricos. \n\n\n\nNos trabalhos apresentados\, o artista dialoga com a prática dos artistas viajantes – e seus processos de documentação da paisagem brasileira -\, que trabalharam conjugando a experiência estética com o reconhecimento e configuração do mundo natural. \n\n\n\nSão apresentadas séries que exploram experiências diferentes no registro dessa paisagem\, com a utilização de diversos processos como fotografia\, desenho e impressão.  As imagens são resquícios\, desaparecimentos e registros melancólicos da devastação. Destacamos a série “Rebento”\, na qual imagens impressas em madeira documentam uma possibilidade de reconstrução dessa paisagem. Cada fotografia faz parte de uma catalogação de mudas de árvores\, plantadas pelo artista nessas regiões degradadas.  As fotografias são impressas manualmente e\, no processo\, vão ocorrendo pequenos rasgos e imperfeições. Um arquivo afetivo de uma atitude de resistência que gera um pequeno movimento\, contrário ao ciclo da destruição.
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SUMMARY:"O Sagrado na Amazônia" no Instituto Inclusartiz
DESCRIPTION:No mês em que é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente\, o Instituto Inclusartiz lança o programa Amazônia\, agora\, projeto multidisciplinar que convida o público a se aproximar dos olhares que partem da maior floresta tropical do mundo e de seus múltiplos agentes. Por meio da união de produções e pesquisas pensadas a partir do complexo amazônico\, o novo projeto permanente do instituto\, que conta com patrocínio da Icatu\, do VLT Carioca e do Instituto CCR\, será dividido em três eixos: expositivo — que contará com uma série de exposições\, coletivas e individuais\, de narrativas e pesquisas em torno de artistas e da cultura visual amazônica; experimental — uma programação de estudos\, conversas\, oficinas e projeções de obras audiovisuais intitulada Laboratório Amazônico —; e pesquisa — ativação de parcerias e residências com outras organizações\, instituições e projetos artísticos que estabeleçam intercâmbios entre vozes de diferentes estados. Neste âmbito\, é inaugurada a exposição O Sagrado na Amazônia\, coletiva que apresenta as diferentes manifestações do divino na região amazônica\, a partir dos olhares de 30 artistas e coletivos. Com a curadoria de Paulo Herkenhoff — pesquisador que há mais de 40 anos se dedica ao fomento da produção artística no Norte do país e ao debate crítico acerca do conceito histórico de “visualidade amazônica” —\, a mostra irá ocupar o térreo do Centro Cultural Inclusartiz. Dividida em diversos núcleos\, a coletiva\, concebida com a colaboração de Lucas Albuquerque — pesquisador independente e curador do programa de residências artísticas da instituição carioca —\, aborda os mitos e rituais indígenas\, a relação com o sagrado pautado pelo sincretismo afro-amazônico e os festejos e cultos de origem cristã\, evidenciando a profunda conexão entre o homem e a natureza no território amazônico e estabelecendo a preservação ambiental como mecanismo principal para perpetuar a cultura e os saberes defendidos pelos povos representados. O Sagrado na Amazônia conta com uma grande presença de artistas originários da região amazônica brasileira\, como Denilson Baniwa e Rita Huni Kuin\, e também de povos da Amazônia Internacional\, como a peruana Lastenia Canayo. São 75 trabalhos produzidos a partir de diversos suportes\, entre pinturas\, fotografias\, vídeos\, objetos e esculturas; além de documentos históricos.
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