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SUMMARY:“Um Defeito de Cor” no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:A exposição é baseada nos contextos sociais\, culturais\, econômicos e políticos do século XIX\, abordados no livro de mesmo nome da escritora mineira Ana Maria Gonçalves. Ao todo serão 400 obras de artes entre desenhos\, pinturas\, vídeos\, esculturas e instalações de mais de 100 artistas de localidades\, como Rio de Janeiro\, Bahia\, Maranhão e até mesmo do continenteafricano\, em sua maioria negros e negras\, principalmente mulheres. A exposição tem obras inéditas de Kwaku Ananse Kintê\, Kika Carvalho\, Antonio Oloxedê\, Goya Lopes\, produzidas especialmente para homenagear o livro.
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SUMMARY:Atos de revolta no MAM
DESCRIPTION:O MAM Rio inaugura a exposição Atos de revolta: outros imaginários sobre independência\, desenvolvida em colaboração com o Museu da Inconfidência. Com curadoria de Beatriz Lemos\, Keyna Eleison\, Pablo Lafuente e Thiago de Paula Souza\, a mostra parte do bicentenário da independência do Brasil para propor uma releitura desse processo histórico desde a arte\, reunindo obras e objetos do período colonial\, em diálogo com a produção de artistas contemporâneos\, de gerações e geografias diversas. \n\n\n\nA exposição foca em uma série de levantes populares e motins que antecederam esse momento ou que ocorreram nas décadas subsequentes – durante o Primeiro e o Segundo Reinado\, e o período regencial. Foram convidados a pensar essa história desde os múltiplos levantes: Arissana Pataxó\, Ana Lira\, Elian Almeida\, Gê Viana\, Gustavo Caboco Wapichana (com Roseane Cadete Wapichana)\, Marcela Cantuária (com a colaboração das Brigadas Populares)\, Tiago Sant’Ana e Giseli Vasconcelos (com Pedro Victor Brandão). Além dos comissionamentos\, a exposição inclui a remontagem de uma obra de Luana Vitra e trabalhos recentes de Arjan Martins\, Glicéria Tupinambá\, Paulo Nazareth e Thiago Martins de Melo.
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SUMMARY:"O Circo Chegou!" no Museu do Pontal
DESCRIPTION:Marcando o aniversário de 1 ano do Museu do Pontal em sua nova sede\, a exposição “O Circo Chegou!”\, com curadoria dos diretores do Museu do Pontal\, Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque\, reúne cerca de 70 conjuntos de peças em torno da obra cinética “O circo”\, do artista Adalton Fernandes Lopes (Niterói\, 1938-2005)\, com mais de 100 personagens que se movimentam. Com mais de cem personagens\, a obra é uma engenhoca de fabricação manual que usa diversos materiais reciclados e\, muitas vezes\, adapta peças e engrenagens\, inventando sistemas para fazer movimentar figuras articuladas – palhaços\, trapezistas\, encantadores de serpentes\, equilibristas\, mágicos\, músicos e dançarinos. Como ocorre no mundo poético da arte popular brasileira\, essas máquinas são únicas\, e trazem as marcas do pensamento criativo de seus autores. Em torno dela\, estão reunidos trabalhos do acervo do museu de artistas como Antônio de Oliveira (Minas Gerais)\, Mestre Vitalino (Pernambuco)\, Ciça (Ceará)\, Claudio Henrique (Alagoas)\, Severino Vitalino (Pernambuco)\, Socorro Rodrigues (Pernambuco)\, Manoel Eudócio (Pernambuco)\, Mestre Abel (Maranhão)\, Vavan (Alagoas) e João das Alagoas. Vindas de coleções convidadas do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular\, do SESC São Paulo e do Itaú Cultural\, figuram também obras de Adauto Alves Pequeno (Rio de Janeiro)\, Henrique Huesca Hidalgo(São Paulo)\, Maria Cândido Monteiro (Ceará)\, Molina (São Paulo)\, Rita Huesca Hidalgo (São Paulo) e Véio (Sergipe). Dialogando com essas peças\, fotografias sobre o universo circense completam a exposição\, clicadas por grandes nomes históricos e contemporâneos como Cafi (Pernambuco)\, Celso Brandão (Alagoas)\, Claudio Edinger (Rio de Janeiro)\, Luiz Braga (Pará)\, Luiz Hossaka (São Paulo)\, Márcio Vasconcelos (São Paulo)\, Pierre Verger (França)\, Ratão Diniz (Rio de Janeiro e Walter Firmo (Rio de Janeiro)\, vindas do Instituto Bardi\, Fundação Pierre Verger\, Instituto Moreira Salles\, Coleção Marta e Paulo Kuczynski e de acervos dos artistas. Inspirada pelo caráter nômade\, que leva o circo a transitar por diferentes culturas\, assumindo múltiplas identidades\, a exposição reunirá ainda fotografias e filmes que abordam tanto o circo tradicional\, de origem europeia\, quanto os circos contemporâneos\, bem como a comicidade presente nas festas populares\, com seus palhaços fanfarrões\, divertidos e animados\, figuras típicas da folia de reis mineiras\, dos reisados pernambucanos\, dos guerreiros de Alagoas\, do bate-bola carioca e do bumba-meu boi do Maranhão. O circo\, de forte apelo lúdico\, simboliza a complexidade e beleza da arte popular brasileira. Nos pequenos circos interioranos\, o conhecimento sofisticado e invulgar se aprende de maneira autodidata\, diluindo as fronteiras entre arte\, sobrevivência e aventura. Para o curador e diretor do Museu do Pontal\, Lucas Van de Beuque\, “A exposição foi desenvolvida pensando o acervo em conexão com o universo vivo e pujante do circo e das culturas populares”.
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LOCATION:Museu do Pontal\, 3300 Av. Célia Ribeiro da Silva Mendes Barra da Tijuca\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:Walter Firmo no CCBB
DESCRIPTION:Depois de ficar em cartaz no Instituto Moreira Salles Paulista\, a mostra “Walter Firmo: no verbo do silêncio a síntese do grito” chega ao CCBB RJ\, onde fica até março de 2023. Com cerca de 266 fotografias\, a exposição do consagrado artista carioca traça um panorama dos mais de setenta anos de sua trajetória. Produzidas desde o início da carreira do fotógrafo\, nos anos 1950\, até 2021\, as imagens retratam a população e a cultura negra de diversas regiões do país\, revelando ritos\, festas populares e religiosas\, personagens e cenas cotidianas. Firmo é responsável por registros icônicos de grandes nomes da música popular brasileira\, também encontrados em um dos segmentos da mostra. O conjunto destaca a poética de Firmo\, associada à experimentação e à criação de imagens muitas vezes encenadas e dirigidas. Grande parte das obras exibidas provém do acervo do fotógrafo\, que se encontra sob a guarda do IMS desde 2018 em regime de comodato. A curadoria da retrospectiva é de Sergio Burgi\, coordenador de Fotografia do IMS\, e de Janaina Damaceno Gomes\, professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e coordenadora do Grupo de Pesquisas Afrovisualidades: Estéticas e Políticas da Imagem Negra. Nascido em 1937 no bairro do Irajá\, no Rio de Janeiro\, e criado no subúrbio carioca\, filho único de paraenses – seu pai\, de família negra e ribeirinha do baixo Amazonas; sua mãe\, de família branca portuguesa\, nascida em Belém –\, Firmo começou a fotografar cedo\, após ganhar uma câmera de seu pai. Em 1955\, então com 18 anos\, passou a integrar a equipe do jornal Última Hora\, após estudar na Associação Brasileira de Arte Fotográfica (Abaf)\, no Rio. Mais tarde\, trabalharia no Jornal do Brasil e\, em seguida\, na revista Realidade\, como um dos primeiros fotógrafos da revista. Em 1967\, já trabalhando na revista Manchete\, foi correspondente\, durante cerca de seis meses\, da Editora Bloch em Nova York. Neste período no exterior\, o artista teve contato com o movimento Black is Beautiful e as discussões em torno dos direitos civis\, que marcariam todo seu trabalho posterior. De volta ao Brasil\, trabalhou em outros veículos da imprensa e começou a fotografar para a indústria fonográfica. Iniciou ainda sua pesquisa sobre as festas populares\, sagradas e profanas\, em todo o território brasileiro\, em direção a uma produção cada vez mais autoral. Nas fotografias\, prevalece uma aura de afetividade e valorização da negritude\, como afirma o próprio artista: “Acabei colocando os negros numa atitude de referência no meu trabalho\, fotografando os músicos\, os operários\, as festas folclóricas\, enfim\, toda a gente. A vertigem é em cima deles. De colocá-los como honrados\, totens\, como homens que trabalham\, que existem. Eles ajudaram a construir esse país para chegar aonde ele chegou.”
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SUMMARY:"A Palavra: Verso" na Nonada Zona Norte
DESCRIPTION:Com o nome inspirado pela palavra que abre uma das obras fundamentais da literatura brasileira\, “Grande Sertão: Veredas”\, de Guimarães Rosa\, a galeria Nonada ocupa dois espaços: um em Copacabana e outro em um galpão industrial na Penha\, subúrbio do Rio de Janeiro. A mostra inaugural reúne obras em diversos suportes e materiais de 32 artistas de várias cidades brasileiras\, com pesquisas que abrangem temas atuais\, entre eles racismo\, questões políticas\, sociais e de gênero. O texto crítico é do artista\, poeta e compositor André Vargas. Na Penha\, na Nonada ZN\, com área de mais de 200 metros quadrados e 4\,5 metros de altura\, estão as obras de A Palavra: Verso\, de caráter mais lírico. Entre os artistas da exposição inaugural de Nonada estão Agrippina\, de São Gonçalo\, Rio; Alan Oju\, de Santo André\, São Paulo; Allan Pinheiro\, do Complexo do Alemão\, Rio; Castiel Vitorino Brasileiro\, de Fonte Grande\, Vitória\, Espírito Santo; Darks Miranda\, de Fortaleza\, vive no Rio; Melissa Oliveira\, do Morro do Dendê\, Rio; Miguel Afa\, do Complexo do Alemão\, Rio; Pazza Pennello\,  de Odessa\, Ucrânia\, vive em Kiev; Renan Aguena\, do Rio; Siwaju\, de São Paulo\, e vive no Rio; e Vika Teixeira\, do Morro do Inferninho\, Niterói\, entre outros. Eles produzem em diversos materiais e suportes – pinturas\, esculturas\, fotografias\, poesia\, vídeos\, entre outros – que percorrem várias pesquisas\, discutindo temas de nosso tempo. André Vargas\, em seu texto crítico\, escreve sobre “A Palavra: Verso”: “Respondemos mal à medicação\, porque não criamos a doença. Quem a criou segue imune e impune de seu caráter maligno. A crônica das classes é a sua consciência\, e o sintoma mais comum é o vigor da poesia. (…) Num mundo que gira padrões\, que sejamos a altera presença. Pois quando nos encantamos em um mundo desencantado\, dando razão à loucura\, nesse mundo desconcertado\, arruinamos as bases de uma hegemonia\, que ainda não sabe\, mas agoniza engasgada com o próprio rabo.” A iniciativa da criação de Nonada é de Paulo Azeco e João Paulo Balsini\, a que se juntaram os dois irmãos Ludwig e Luiz Danielian\, donos da Danielian Galeria\, na Gávea.  “Há uma qualidade impressionante de trabalhos feitos por artistas que não têm tanto acesso ao circuito de galerias\, que trazem temas atuais\, entre eles questões políticas\, sociais\, de racismo e gênero. Queremos apresentar de forma plural novos talentos\, visões e força criativa”\, comenta Paulo Azeco\, graduado em Artes Visuais na Universidade Federal de Goiás com pós-graduação em Métiers d’art: lesArtsAppliqué\, na École Boulle\, em Paris\, e uma longa trajetória em galerias importantes em São Paulo. Ludwig Danielian conta que sempre desejou ter um espaço de arte no subúrbio\, diferente do perfil da galeria na Gávea. Com o projeto de Paulo Azeco e João Paulo Balsini – colecionador de arte e advogado com atuação em políticas públicas – revitalizou\, junto com seu irmão Luiz Danielian\, a fábrica de moda praia e lingerie aberta por seu pai em 1968\, e desativada há sete anos.
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LOCATION:Nonada Zona Norte\, 677 Rua Conde de Agrolongo Penha\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:Miguel Rio Branco no IMS Rio
DESCRIPTION:Miguel Rio Branco (1946) é um dos nomes mais respeitados da fotografia brasileira contemporânea. A exposição “Miguel Rio Branco: Palavras cruzadas\, sonhadas\, rasgadas\, roubadas\, usadas\, sangradas” lança um novo olhar sobre sua contribuição original ao usar a fotografia como elemento básico de uma escrita visual\, capaz de dar novos sentidos às imagens. Para isso o artista revê seu arquivo de vida inteira\, das raras imagens em preto em branco\, capturadas na Nova York dos anos 1970\, quando iniciava suas experimentações artísticas\, até trabalhos recentes. São mais de 200 obras\, que investigam temas como a sexualidade\, a violência\, a dor e a solidão. A mostra esteve em cartaz no IMS Paulista de 8/12/2020 a 22/8/2021. Filho de diplomata\, Rio Branco cresceu entre a Espanha\, Portugal\, o Brasil\, a Suíça e os Estados Unidos. Nos anos 1960\, em Berna\, Suíça\, iniciou-se no desenho e na pintura\, linguagens que influenciariam sua obra posterior. Em 1966\, matriculou-se no New York Institute of Photography. No Brasil dos anos 1970\, trabalhou como diretor de fotografia em filmes de Júlio Bressane e Arnaldo Jabor\, entre outros cineastas. Também atuou como fotógrafo documental\, registrando paisagens e habitantes do país. Entre 1980 e 1982\, foi correspondente da Agência Magnum\, em Paris. Com o passar dos anos\, suas fotografias se distanciaram da simples função documental\, assumindo tons poéticos e sensoriais\, em diálogo com outras linguagens artísticas. “Palavras cruzadas…” apresenta imagens de vários momentos da carreira de Rio Branco. Inclui\, por exemplo\, a série “New York Sketches”\, produzida em Nova York\, entre 1970 e 1972\, quando Rio Branco morou na cidade e conviveu com artistas como Hélio Oiticica\, Antonio Dias e Rubens Gerchman. Pouco conhecidas\, essas fotografias em preto e branco documentam a energia vibrante e ao mesmo tempo decadente do bairro de Lower East Side. Entre as imagens\, há registros de Oiticica no metrô e de marcos da arquitetura\, como o World Trade Center\, destruído em 11 de setembro de 2001.
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LOCATION:IMS Rio\, 476 R. Marquês de São Vicente Gávea\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:Pedro Andrade na Anita Schwartz
DESCRIPTION:Em Outro Lugar\, o jornalista e apresentador Pedro Andrade (Rio de Janeiro\, 1979)\, conhecido por sua participação no Manhattan Connection e seus programas de viagens ao redor do mundo\, mostra pela primeira vez seu trabalho autoral em fotografia\, a que se dedica há 20 anos aproveitando suas idas a outros países e culturas. Na exposição\, figuram 26 fotografias\, com registros de culturas e comunidades que ainda mantêm suas tradições\, apesar das pressões da globalização. Entre elas\, o povo Waorani\, na Amazônia equatoriana\, ainda protegida do contato externo; cristãos fiéis em Lalibela\, em Amhara\, no norte da Etiópia; as Escaramuzas\, guerreiras amazonas na costa ocidental do México; e tradicionais mezcaleros na cidade mexicana de Oaxaca. A decisão de mostrar agora suas fotografias se deve ao vasto material já reunido\, com muita experiência adquirida\, e o desejo de compartilhar com o público seu olhar pelas variadas culturas que registrou. “O resultado do trabalho é a interação entre meu olhar e a realidade. Minha visão daquele mundo”\, comenta. “Sempre fui muito apaixonado por gente\, por buscar o lado humano nas notícias. Gosto de ser um contador de histórias. Quero agora mostrar um lado mais pessoal\, diferente do trabalho jornalístico”\, diz. Seu interesse pelo desconhecido\, por buscar realidades fora de sua zona de conforto\, pessoas de diferentes etnias\, religiões\, culturas\, o levou a viajar para locais distantes\, às vezes isolados e bastante inacessíveis. Com sua Fuji XE4 na mão\, em grande parte com uma lente de 35mm\, sua favorita\, Pedro Andrade percorreu lugarejos no continente americano e na África\, fazendo fotografias sempre em p&b\, impressas sobre papel Hahnemuhle Photo Rag Satin\, em edições limitadas. Na exposição\, estarão fotografias feitas em comunidades que ainda mantêm suas tradições\, apesar das pressões da globalização. Entre elas\, o povo Waorani\, na Amazônia equatoriana\, ainda protegida do contato externo; cristãos fieis em Lalibela\, em Amhara\, no norte da Etiópia; as Escaramuzas\, guerreiras amazonas na costa ocidental do México; e os tradicionais mezcaleros na cidade mexicana de Oaxaca. Pedro Andrade se considera um “fotógrafo de rua”\, e não busca fotos posadas ou ensaiadas. Gosta de “capturar o registro\, cristalizar o momento”. Tem um grande interesse pela cultura latino-americana\, multifacetada\, e por grupos\, tradições\, cosmogonias em risco de desaparecimento\, “tragadas cada vez mais por um mundo globalizado\, onde se usa as mesmas roupas\, se come as mesmas comidas. Tenho medo de que esta memória se perca com rapidez“. Ele procura “proteger essa memória\, eternizar o que estou vendo”.
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LOCATION:Anita Schwartz\, 30 R. José Roberto Macedo Soares Gávea\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:Uýra no MAM Rio
DESCRIPTION:O Supernova\, programa de individuais do MAM Rio\, recebe até 2 de abril de 2023 a exposição Aqui estamos\, de Uýra\, com curadoria de Beatriz Lemos. Diferentes vozes\, cada uma com seu ritmo e timbre; diferentes rostos\, traços\, nomes e histórias; fazem todos referência a uma mesma realidade: a dos povos originários deste território que conhecemos como Brasil. A individual reúne múltiplas experiências de pessoas indígenas em diáspora\, contadas por meio de sons\, imagens e narrativas que se enraízam pelo espaço expositivo do MAM Rio. Em contraponto aos apagamentos históricos perpetuados no presente\, as pessoas que aparecem na mostra apresentam histórias raramente contadas e reafirmam sua posição no mundo. Seu modo de existir é\, ao mesmo tempo\, individual e coletivo\, e catalisa tanto o ato de reconhecer quanto o de pertencer. Resultado de um processo de pesquisa e de encontros realizados pela artista em várias regiões do Brasil\, as obras iniciam um trabalho de mapeamento e interconexão entre indígenas\, principalmente em contextos urbanos\, seguindo linhas de parentesco construídas a partir da terra e de contatos possibilitados pelas águas. Uýra é Emerson\, 30 anos\, indígena da Amazônia Central. É biólogo\, mestre em Ecologia\, e atua como artista visual\, arte educadora e pesquisadora. Mora em Manaus\, território industrial no meio da Floresta\, onde se transforma para viver Uýra\, uma Árvore que Anda. Destaque da 34º Bienal de São Paulo e da Bienal Manifesta!\, além de vencedora do Prêmio Pipa 2022\, Uýra utiliza o corpo como suporte para narrar histórias de diferentes Naturezas via fotoperformance\, performance e instalações. A partir da paisagem Cidade-Floresta\, se interessa pelos sistemas vivos e suas violações\, com ênfase na memória e diáspora indígena. Seus trabalhos compõem acervos como o da Pinacoteca de São Paulo e do Museu Castello Di Rivoli (Itália).
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SUMMARY:"Alegria aqui é mato" na Casa Roberto Marinho
DESCRIPTION:A exposição “Alegria aqui é mato – 10 olhares sobre a Coleção Roberto Marinho” traz um recorte da coleção do espaço pelos artistas convidados pelo curador Lauro Cavalcanti. A Casa Roberto Marinho é dedicada a exposições envolvendo a sua coleção no campo das artes visuais. Enquanto residência do jornalista\, abrigou\, ao longo de seis décadas\, manifestações de vários setores da criação: peças de teatro\, projeções de filmes\, apresentações musicais e literárias. Seguindo essa tradição\, nesta mostra\, em 2022 os participantes não se restringem apenas a artistas plásticos. Ampliou-se o convite a profissionais do cinema\, música\, teatro\, design e arquitetura. Dez expoentes da arte brasileira organizaram os espaços com obras do acervo da instituição dialogando\, por vezes\, com peças de sua propriedade ou autoria: Adriana Calcanhotto\, Antonio Carlos da Fontoura\, Fernanda Montenegro\, Gabriela Machado\, Glauco Campello\, José Damasceno\, Marcos Chaves\, Paulinho da Viola\, Victor Burton e Walter Carvalho. Formou-se\, desse modo\, um pujante conjunto de nossa múltipla e resiliente cultura. No térreo o visitante poderá flanar pelos modos de passar o tempo\, apreciar a estética sofisticadamente áspera do Sertão Nordestino\, assim como ver e ouvir registros de pintores contemporâneos. No primeiro andar será recebido pela profética alegoria de “Vai Passar”\, poderá contemplar as seleções visuais de um músico de ofício\, fruir as texturas e escalas da pintura\, viver a associação de conceitos entre as obras e penetrar no universo feminino de “Perigosas Motoristas”; após a experiência do olhar do fotógrafo o espectador viverá o momento do texto e a eternidade do artista. O título da exposição surgiu no processo de sua feitura. Na seleção inicial do setor “Tempo Livre”\, a cargo de Victor Burton\, constava uma fotografia de Hart Preston: um flagrante do carnaval carioca de 1942; ambíguo\, ainda que festivo\, sobressaía-se nele a palavra “tristeza”. “No lugar de tristeza\, escrevemos alegria. Alegria de viver\, alegria de criar (título de um projeto de Mário Pedrosa e Lygia Pape para o MAM Rio em 1977). ‘Mato’ na gíria antiga significava abundância. Muita arte\, pois\, aqui\, no Cosme Velho\, ela é ‘mato’”\, nas palavras de Lauro Cavalcanti. Vale lembrar que a expressão “Arte aqui é mato” foi usada antes como título de um trabalho de Aline Figueiredo sobre arte mato-grossense.
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SUMMARY:Raul Mourão na Lurixs
DESCRIPTION:Em Abre o jogo\, 9ª exposição individual de Raul Mourão na galeria carioca\, o artista ocupa as duas salas expositivas do prédio para apresentar mais de 70 obras\, entre trabalhos recentes e antigos. O recorte ganhou texto de Luísa Duarte\, que diz: “Ao reunir um conjunto vasto da sua produção com vias a estabelecer novos diálogos e ao refazer situações que vemos no ateliê\, como por exemplo a mesa povoada por vários pequenos trabalhos\, Mourão reafirma um dos métodos mais caros ao seu programa poético\, aquele que pensa cada obra não como uma unidade isolada\, mas sempre em relação com as demais. Não parece forçado pensar que essa forma de conceber o seu fazer artístico se expande para uma atuação na cena cultural que está sempre ativando colaborações.” Inspirado pela paisagem urbana\, Raul Mourão cria esculturas\, pinturas\, fotografias\, vídeos\, instalações e performances desde o final da década de 1980. Construídas com diversos materiais\, suas obras transitam entre dois campos opostos: o ficcional e o documental. Mourão ingressa na Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage em meados dos anos 1980. À época\, o artista faz os primeiros registros fotográficos de um elemento urbano que seria mote de sua pesquisa nas décadas seguintes: as grades usadas para proteção\, segurança e isolamento em ruas do Rio de Janeiro. Nos anos 2000\, sua pesquisa toma novo caminho\, o das esculturas cinéticas. As obras são exibidas em exposições individuais em instituições como o Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro e o Bronx Museum\, em Nova York\, além de galerias em São Paulo\, Rio e Salvador. Os trabalhos também integram coletivas no Canadá\, em Portugal\, nos Estados Unidos e na Inglaterra. O trabalho de Raul Mourão transporta para a arte contemporânea soluções estéticas presentes no vocabulário concreto e neoconcreto\, além de se apropriar de ícones da cultura brasileira como o futebol e a própria bandeira nacional em obras que privilegiam a forma. Dentre seus trabalhos mais emblemáticos\, esculturas em aço córten de dimensões variadas jogam com o equilíbrio e o movimento de elementos geométricos vazados. Estáticas\, as peças somente passam ao balanço pendular pelo toque do observador.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/raul-mourao-na-lurixs/
LOCATION:Lurixs\, 214 Rua Dias Ferreira Leblon\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
CATEGORIES:Rio de Janeiro
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