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SUMMARY:"Trabalhadores" de Sebastião Salgado na Casa Firjan
DESCRIPTION:Sebastião Salgado\, fotografia Mina de Carvão\, Índia\, 1989. Imagem: Divulação\nO que o trabalho diz sobre nós? Em um mundo em constante transformação\, a exposição Trabalhadores\, de Sebastião Salgado\, em cartaz na Casa Firjan a partir de 30 de maio\, revisita o passado para refletir sobre os caminhos que estão sendo construídos para o futuro do trabalho e dos trabalhadores. \nA realização da mostra assume uma dimensão ainda mais simbólica diante do recente falecimento de Sebastião Salgado. A Firjan lamenta profundamente a perda dessa grande referência da fotografia mundial\, cujo olhar sensível rompeu fronteiras ao expor injustiças sociais e as contradições do mundo. Com respeito profundo\, a Casa Firjan convida o público a esta exposição\, que representa um dos legados visuais mais marcantes de sua carreira. \nSão 149 fotografias que percorrem diferentes realidades ao redor do mundo e revelam múltiplas formas de viver e sobreviver. Feitas entre 1986 e 1992\, as imagens constroem uma verdadeira arqueologia visual da Revolução Industrial\, mas entregam mais que um retrato histórico: Trabalhadores é um tributo à presença humana na construção do mundo. Das plantações de cana no Brasil ao garimpo de Serra Pelada\, da pesca artesanal na Sicília às obras de barragens na Índia\, cada retrato revela a dignidade\, a força e a permanência do fazer manual. \n“Eu tinha que prestar homenagem a esse trabalho que estava em meu coração\, que era a razão de meu ativismo político e do que acreditava ser o mundo da produção”\, declarou Sebastião Salgado sobre a série. \nCom curadoria e design de Lélia Wanick Salgado\, a mostra retrata um momento de virada: o fim de um ciclo marcado pelo trabalho manual e a ascensão de novos modos de produção. Ao propor um diálogo profundo entre passado\, presente e futuro\, a exposição amplia as discussões promovidas pelos programas da Casa Firjan sobre as temáticas da Nova Economia\, reafirmando o compromisso da indústria com a transformação e o desenvolvimento das empresas e da sociedade. \nDe volta ao Rio de Janeiro após mais de duas décadas\, a mostra chega como um convite à reflexão sobre as rupturas e reinvenções do trabalho e sobre o papel que cada um de nós ocupa nesse processo. \nCom entrada franca\, Trabalhadores fica em cartaz até 21 de setembro.
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SUMMARY:"Nossa Vida Bantu" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Márcia Falcão\, “Jogo 2”\, da série Capoeira em Paleta. Foto: Rafael Salim\n\n\n\n\nO Museu de Arte do Rio (MAR) lança a sua nova exposição “Nossa Vida Bantu” no sábado\, dia 31 de maio. A principal mostra do ano do MAR ressalta o papel significativo que os povos de diversos países africanos\, denominados sob o termo linguístico “bantus”\, tiveram na formação cultural brasileira e na identidade nacional. Expressões como\, “dengo”\, “caçula”\, “farofa”; as congadas e folias; as tecnologias da metalurgia e do couro são algumas das expressões culturais que herdamos e recriamos da cultura bantu. Apresentada pelo Instituto Cultural Vale\, com curadoria de Marcelo Campos e Amanda Bonan junto ao curador convidado Tiganá Santana\, a mostra contou também com a colaboração de consultores\, como Salloma Salomão\, Abreu Paxe\, Wanderson Flor e Margarida Petter.
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SUMMARY:"Ancestral: Afro-Américas" no CCBB RJ
DESCRIPTION:Simone Leigh\, “Las Meninas”\, 2024. Crédito: Carol Quintanilha \n“Ancestral: Afro-Américas” reúne cerca de 160 obras de renomados artistas negros do Brasil e dos Estados Unidos. A exposição celebra as heranças e os vínculos compartilhados entre os povos afrodescendentes brasileiros e norte-americanos no campo das artes visuais\, promovendo uma reflexão crítica sobre a diáspora africana. \nEntre as obras apresentadas estará o trabalho do norte-americano Nari Ward\, feito em solo brasileiro especialmente para a exposição. \nTrabalhos de Abdias Nascimento também estarão presentes. O artista\, ícone do ativismo cultural no Brasil\, é reconhecido por suas contribuições à valorização da cultura afro-brasileira. \nA mostra conta ainda com um conjunto de adornos comumente chamado de “joias de crioula”\, indumentária usada por mulheres negras que alcançavam a liberdade no período colonial brasileiro\, especialmente na Bahia\, como forma de expressar sua ancestralidade\, e uma seleção de arte africana da Coleção Ivani e Jorge Yunes\, com curadoria de Renato Araújo da Silva. \nConheça a exposição através de 3 eixos temáticos: Corpo\, Sonho e Espaço. \nCada núcleo oferece reflexões sobre a afirmação do corpo\, a dimensão dos sonhos e a reivindicação pelo espaço.
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SUMMARY:"Retratistas do Morro" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Imagem do acervo “Retratistas do Morro” / Foto: Afonso Pimenta\n\n\n\n\nA mostra que chega ao MAR tem por objetivo contribuir para a construção de uma narrativa da história recente das imagens brasileiras\, a partir do ponto de vista de fotógrafos que vivem e trabalham há mais de meio século nas periferias urbanas de Minas Gerais. A narrativa visual apresentada na exposição Retratistas do Morro é\, sobretudo\, um testemunho do poder da fotografia como ferramenta de resistência e afirmação cultural. Cada imagem carrega os valores do tempo e da comunidade: revelando festas populares\, rituais de passagem\, cenas do cotidiano em retratos posados que expressam orgulho e afeto. A curadoria da exposição é assinada por Guilherme Cunha com acompanhamento curatorial da equipe MAR.
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SUMMARY:"Um emaranhado de ruínas ao revés" no Sesc São João de Meriti
DESCRIPTION:Vista da instalação de Ana Rorras – Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nA mostra “Um emaranhado de ruínas ao revés” reúne cinco artistas visuais brasileiros que utilizam como matéria-prima elementos de uso comum e descartados no cotidiano. Como num desejo de conferir sentido aos fragmentos do mundo\, a mostra reúne trabalhos de Ana Raylander Mártis dos Anjos\, Ana Rorras\, Loren Minzú\, Marcelo Venzon e rafael amorim. Estarão lá obras tridimensionais criadas a partir de restos de objetos que perderam sua função original e que\, reconfigurados\, ganharam novas formas e sentidos a partir da intervenção poética dos artistas. Cada participante preparou também especialmente um trabalho inédito para a exposição. Selecionada no Edital Sesc Pulsar\, a mostra vai de 12 de julho a 12 de outubro de 2025\, na galeria do Sesc São João de Meriti\, com entrada franca. \nA exposição é um convite para olharmos de forma nova para o que consideramos descartável\, precário\, compreendendo suas potencialidades e beleza. Os belos trabalhos de Ana Rorras e rafael amorim\, por exemplo\, são elaborados a partir de materiais encontrados em ruínas da arquitetura urbana. Ana recolhe fragmentos de antigas construções\, articulando-os com plantas que crescem durante o período expositivo. Amorim\, por sua parte\, parte do colecionismo\, recolhendo materiais encontrados na rua. As esculturas de Loren Minzú se sustentam em equilíbrios delicados\, ameaçando ruir a qualquer lufada de vento\, fenômeno que\, por sua vez\, é protagonista do seu trabalho em vídeo. As Fôrmas de Marcelo Venzon se inspiram em elementos reais da arquitetura de pontes\, viadutos e edifícios. Já Ana Raylander Mártis dos Anjos\, artista confirmada na 36ª Bienal de São Paulo\, debruça-se sobre a violência das estruturas sociais\, revisitando memórias individuais e coletivas\, dialogando com imagens\, canções e gestos de nossa cultura.  \nSegundo os idealizadores da mostra\, “Um emaranhado de ruínas ao revés” aponta para diferentes abordagens do campo artístico. “Vamos apresentar um verdadeiro emaranhado transcultural de poéticas\, espaços\, narrativas\, experiências\, materialidades e subjetividades que convivem em um mesmo espaço\, constituindo uma experiência sensorial única”\, comenta André Torres\, articulador da exposição. Torres\, que acompanhou de maneira crítica o desenvolvimento dos trabalhos inéditos\, assina o texto da exposição e mais um ensaio para o catálogo\, que será lançado durante a mostra. A publicação\, além de imagens dos trabalhos e da montagem\, também contará com texto de Julia Baker. A distribuição será gratuita e o material também estará disponível para download. Outra característica da iniciativa foi a escolha de artistas que têm em comum uma percepção apurada das estruturas e formas que nos rodeiam no cotidiano. Nesse sentido\, a exposição convoca o corpo a estar presente no espaço\, já que as obras expandem o limite bidimensional das telas.
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SUMMARY:"Telma Saraiva e a fascinação do mundo" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Imagem: Reprodução / Divulgação\n\n\n\n\nO Museu de Arte do Rio inaugura a exposição “Telma Saraiva e a fascinação do mundo”\, dedicada à trajetória da artista cearense que marcou a história da fotopintura no Brasil. Atuando desde os anos 1940 no município de Crato\, no Cariri\, Telma Saraiva comandou o Foto Saraiva — único estúdio fotográfico gerido por uma mulher na região — e criou uma estética própria ao colorir retratos com tintas\, entre minúcia técnica e imaginação artística. A curadoria é assinada por Bitu Cassundé\, Amanda Bonan e Marcelo Campos.
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SUMMARY:"Frestas" de Renata Tassinari no CCBB RJ
DESCRIPTION:Renata Tassinari\, “Narciso II”\, 2023. Foto: Romulo Fialdini \nO Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro inaugura nesta quarta-feira\, dia 16 de julho\, a exposição “Frestas”\, que celebra os 40 anos de trajetória da artista Renata Tassinari.  Com curadoria de Felipe Scovino\, será apresentado um recorte da mais recente produção da artista\, em trabalhos que exploram a cor e a geometria\, em diálogo com o espaço arquitetônico. \n“A exposição apresenta um recorte da produção da artista com foco na geometria e nas situações intervalares que sua pintura objetual apresenta. A pesquisa em torno de uma forma que tende à não fixação\, move suas obras para um lugar onde a cor e a forma tendem a idealizar uma ideia ou imagem da natureza”\, afirma o curador Felipe Scovino. \nA exposição\, que será apresentada na Sala A\, no segundo andar do CCBB RJ\, terá dez trabalhos\, recentes e inéditos\, feitos sobre caixas de acrílico\, que são pintadas por fora e por dentro\, em cores diversas. As obras possuem formatos variados\, sendo alguns em grandes dimensões\, com tamanhos que chegam a 2\,30m X 3\,50m. Apesar de não serem feitas no suporte tradicional da tela\, a artista chama as obras de pinturas. “Os trabalhos tem uma relação muito forte com a forma e com a cor\, uma pesquisa que venho desenvolvendo há muitos anos. São pinturas\, mas tem um caráter muito de objeto porque saem da parede e conversam com o espaço.”\, afirma Renata Tassinari. \nMesmo já trabalhando há bastante tempo com as caixas de acrílico\, ao longo dos anos a artista foi criando novos formatos e trazendo novos elementos para as obras\, como a madeira e\, mais recentemente\, o acrílico espelhado\, que poderá ser visto em muitas obras da exposição. “Chamei alguns trabalhos de ‘Narciso’ por causa do espelho. O acrílico espelhado não é como um espelho no qual você vê exatamente a sua imagem\, é uma imagem distorcida. A cor entra como um elemento fixo e mais rígido e o acrílico espelhado com esse movimento\, com essa estranheza\, trazendo uma imagem que não é exatamente clara”\, ressalta a artista. \nA imagem refletida pelo acrílico espelhado é distorcida\, tem movimento\, como o fluxo de água de um rio.  “A cor nas obras de Tassinari corre. Mesmo concentrada\, adquirindo um certo grau de espessura\, a cor deseja o movimento. A estrutura de acrílico\, preenchida de cor\, longilínea e quebradiça condiciona um deslocamento. Há decididamente a imagem metafórica de um rio e não é à toa\, portanto\, que alguns títulos\, mais uma vez\, evoquem esse universo das águas”\, diz o curador\, referindo-se aos nomes de obras como “Marola”. \nA artista começou a trabalhar com as caixas de acrílico – que inicialmente eram usadas como moldura para seus desenhos – em 2002\, com o intuito de ampliar a relação arquitetônica das obras com o espaço. No início\, ela pintava apenas por cima das caixas\, mas\, com o tempo\, começou a pintar também internamente. “Faço uma relação entre a cor e o brilho; a tinta acrílica vai por dentro e tinta a óleo vai por fora. Venho de uma tradição de pintura na tela de muitos anos e gosto de usar o óleo\, pois acho que as cores são mais interessantes\, gosto da textura\, ela tem mais corpo\, acho que funciona melhor”\, conta a artista. \nAs obras possuem diversos formatos\, sejam horizontais\, verticais\, em L ou em cruz. Em algumas obras\, como “Marola”\, o acrílico espelhado é completado por cores variadas. Já as obras em formato de L parecem ser parte de uma estrutura geométrica a ser completada. Desta forma\, o nome da exposição – “Frestas” – tem a ver com essas questões\, com o intervalo\, com os espaços vazados. “Há esta ideia de fratura\, da espera de uma espécie de complemento\, sejam nas ‘Beiras’\, seja na ‘Marola’ ou em ‘Narciso’. No caso de ‘Narciso’\, esse complemento vem muito do espelhamento que o trabalho produz e\, portanto\, da relação do espectador que se vê dentro daquele trabalho. A geometria\, de alguma forma\, se alimenta daquele espectador\, há um certo grau cinético”\, ressalta o curador. \nPara criar os trabalhos\, a artista faz um desenho prévio\, com as cores e formatos que deseja utilizar. “É um trabalho muito mental. Primeiro faço um desenho e depois mando executar no acrílico os formatos que quero. São feitos por parte\, pinto todos por dentro e por fora e\, quando estão prontos\, monto diretamente na parede”\, conta a artista.
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SUMMARY:"Tromba D’Água" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Marcela Cantuária\, “O Sonho Sul-Americano”\, 2022-2023. Foto: Oriol Tarridas\n\n\n\n\n\nA exposição faz parte da Ocupação Esquenta COP\, que propõe novas formas de ver\, sentir e agir diante da crise climática.Curadoria Ana Carla Soler\, Carolina Rodrigues e Francela Carrera \n\n\n\nA LINGUAGEM DA ÁGUA\nPara o filósofo grego pré-socrático Empédocles (495 a.C – 430 a.C.)\, a essência da vida resultava da interação dos quatro elementos — água\, terra\, fogo e ar — com duas forças\, a do amor e a da discórdia. Quando o amor predomina\, os elementos estão integrados em equilíbrio. Se a discórdia se instala\, gera-se o caos. A mesma água que mata a sede\, que refresca o corpo\, que abençoa\, que lava\, que irriga alimentos e que encanta os olhos\, também tem seus dias de mau humor. Trombas d’água\, temporais\, enchentes\, alagamentos\, tsunamis\, maremotos — e outros que a ciência moderna chama de “eventos extremos” — têm sido cada vez mais frequentes no Brasil e no mundo. \nTalvez Iemanjá\, Iara\, Netuno\, Nossa Senhora dos Navegantes\, Oxum\, as Sereias\, Poseidon\, a Mãe d’Água\, ao agitarem as águas\, queiram nada mais que nos chamar a atenção para a necessidade de amarmos uns aos outros\, ao mundo\, a nós mesmos e às águas. Para o nosso próprio bem\, precisamos ouvir esse chamado. Afinal\, nosso corpo é 70% água\, assim como o planeta é 70% oceano. \nSe há um chamado\, é porque a água se comunica. Sua linguagem é contínua\, fluida\, permeável\, profunda\, mutante\, líquida. Justamente por isso\, para perceber este idioma\, é preciso muita atenção. A exposição Tromba D’Água traduz a linguagem aquática para nossa desatenta percepção. O que ela te diz? \nFabio Scarano\, curador do Museu do Amanhã \nInstituto Artistas Latinas\nO Instituto Artistas Latinas\, desde 2019\, busca fortalecer a ampliação do conhecimento sobre a produção de artistas mulheres na arte contemporânea. Por meio de uma plataforma digital\, reúne centenas de nomes e biografias de todas as regiões da América Latina\, promovendo intercâmbios de pesquisa e expandindo o mapeamento de conexões artísticas entre os países. As redes sociais do Instituto funcionam como amplificadoras do trabalho de artistas e de iniciativas que trazem visibilidade para a produção artística de mulheres. Esse conjunto permite uma maior atuação do Instituto em outras localidades\, impactando diretamente doze países\, seja por meio de iniciativas presenciais ou virtuais. \nAlém disso\, o Instituto desenvolve e difunde conteúdos diversos que consolidam o diálogo de arte contemporânea\, oferece ações educativas e de formação livre\, organiza projetos de exposições e institucionais\, realiza consultoria para coleções públicas e particulares\, promove participações em feiras de Arte e facilita cursos voltados ao protagonismo feminino. \nÉ com grande honra que o Instituto Artistas Latinas exibe a exposição Tromba D`água\, em sua primeira itinerância\, no Museu do Amanhã. Apresentada pela primeira vez no Sesc São Gonçalo\, em 2024\, iniciamos um projeto de circulação da mostra como um desejo de avançar e expandir as discussões que fomentam o papel da arte contemporânea junto ao pensamento sobre ecologias e presentes/futuros possíveis. Todas as catorze artistas convidadas para ocupar este espaço traduzem\, em poéticas próprias\, a relação direta e subjetiva com a principal fonte da vida humana e suas principais controvérsias e desdobramentos sociais\, raciais e econômicos. \nTromba d’Água\nGotaGoteiraChuvaChuvaradaCascataCachoeiraEnxurradaTromba d’água \nForça soberana\, correnteza\, intensidade incontrolável que rompe as margens e conecta o mar\, o céu e os rios. \nAs águas estão para a humanidade como o sol está para os planetas. A vida orbita os seus contornos\, se agrupando em uma atração gravitacional que permite a sobrevivência. Sua potência estrutura sociedades\, oferece de beber e de comer\, gera energia\, funciona como transporte e expõe a ingenuidade daqueles que pensam ter o poder de dominá-las.  \nO fenômeno da tromba d’água\, nos oceanos\, conecta o mar e o céu por um vórtice colunar\, uma espécie de tornado que liga as nuvens à superfície da água. Forma-se um elo\, um pacto\, uma ponte entre a vida marítima e os poderes celestes. Sua imagem impõe o poder que a água\, enquanto ação\, possui.  \nNos rios\, sua robustez pode ser fatal para quem não está atento aos sinais das águas\, que costumam anunciar a chegada de uma correnteza violenta. Também conhecida como “cabeça d’água”\, o fenômeno tromba d’água nas águas doces acontece pelo excesso de chuvas no entorno de uma nascente\, que intensifica o fluxo e arrasta tudo que encontra pela frente. Sua intensidade tem a capacidade de romper e modificar as margens. \nA exposição Tromba d’Água reúne elaborações de catorze artistas latino-americanas sobre a coletividade enquanto catalisadora de transformações. As obras de Alice Yura\, Azizi Cypriano\, Guilhermina Augusti\, Jeane Terra\, Luna Bastos\, Marcela Cantuária\, Mariana Rocha\, Marilyn Boror Bor\, Natalia Forcada\, Rafaela Kennedy\, Roberta Holiday\, Rosana Paulino\, Suzana Queiroga e Thais Iroko perpassam assuntos ligados à espiritualidade\, em uma relação íntima com as divindades que regem as águas\, à ancestralidade\, em uma perspectiva espiralar e matriarcal\, e à intrínseca relação do feminino com a natureza\, em sua potência de nutrir e transformar. Em conjunto\, encontramos trabalhos que versam sobre o modo como histórias\, memórias e imaginações matrilineares atravessam as barreiras impostas à existência das mulheres. \nEm um contexto social que pretende sufocar\, soterrar e ignorar essa pulsão ambiental\, o fenômeno da tromba d’água surge como uma alusão ao respeito que devemos ter por essa energia impetuosa. Nesta exposição\, as características das águas criam espaço para trilharmos outros percursos na construção de uma sociedade pautada em relações sensíveis entre a humanidade e a natureza. Aqui\, as artistas apresentam propostas que ignoram os obstáculos que poderiam limitar sua agência e abrem os caminhos que um dia estiveram obstruídos. \nAna Carla Soler\, Carolina Rodrigues e Francela Carrera\, curadoras da exposição \nÉ sobre Justiça Climática\nA América Latina é a segunda região global mais suscetível aos efeitos das mudanças climáticas que acontecem por efeito da ação humana extrativista\, desenvolvimentista e lucrativista. As tempestades\, inundações e enchentes são alguns dos desastres comuns em regiões de climas tropicais. Desde a invasão e colonização europeia\, o conceito estabelecido sobre progresso envolve propostas de urbanização que concretam o que antes eram ferramentas naturais de escoamento de água. Essas propostas também constroem edificações em regiões onde havia afluentes e erguem verdadeiras fortalezas para fazer uso dos recursos naturais\, abusando do consumo de combustíveis fósseis. \nSobre as notícias das inundações recentes no Rio Grande do Sul\, muitas pessoas se sensibilizaram com a trágica perda de vidas\, bens materiais e imateriais das pessoas que tiveram as suas casas dominadas pelas águas. Foram reunidos esforços por meio de doações\, resgates organizados pela sociedade civil e ativação de consciência sobre como ajudar. Entretanto\, em momentos como esse\, torna-se ainda mais importante compreender e cobrar o poder estatal em relação à segurança das populações que vivem ao longo das margens das águas. \nNão é possível ignorar as pautas de justiça climática\, conceito que torna evidente quem são as pessoas que sofrem de forma mais violenta às consequências das catástrofes. Nas periferias de onde se concentra o capital\, habitam as populações mais vulneráveis. Em situações de emergências são essas regiões que sofrerão com maior violência às consequências das ações humanas contra o meio ambiente. \nEsta exposição busca redirecionar a atenção\, evidenciando o respeito fundamental às relações com a natureza e\, principalmente\, as estâncias político-empresariais dessas relações. É urgente a prevenção e a mitigação de futuros desastres ambientais e suas consequências. Assim como se faz necessário coibir qualquer tipo de desmatamento e contenção das ações da modernidade que agem estrategicamente na destruição do ecossistema. \nAna Carla Soler\, Carolina Rodrigues e Francela Carrera\, curadoras da exposição
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SUMMARY:"Água Pantanal Fogo" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Fotografia de Lalo de Almeida\n\n\n\n\n\n\n\nA exposição faz parte da Ocupação Esquenta COP\, que propõe novas formas de ver\, sentir e agir diante da crise climática.Curadoria Eder Chiodetto \n\n\n\nO Pantanal é a maior planície inundável do mundo: cerca de 200 mil km2\, que equivalem à soma dos territórios de Portugal\, Holanda\, Bélgica e Suíça. Um sistema regulado por grandes cheias anuais e naturais\, próprias da região e influenciadas pelo regime de degelo dos Andes no verão. No ano de 2020\, esse santuário de fauna\, flora e pessoas\, presenciou um paradoxo. A estupidez de uma certa fração da espécie humana\, incentivada por monstros disfarçados de políticos\, provocou a maior queimada criminosa da história do bioma. Em 2024\, o cenário se repetiu. \nO mesmo fogo que aquece e encanta\, queima e destrói. A água que irriga é a mesma que afoga. Para o filósofo grego pré-Socrático Empédocles (495 a.C – 430 a.C.)\, o elemento sai do seu equilíbrio quando a força que domina é a do ódio e da raiva. Por outro lado\, o elemento em equilíbrio é produto da força do amor. Na exposição “Água\, Pantanal\, Fogo”\, Lalo de Almeida documenta o fogo do ódio\, enquanto Luciano Candisani retrata a enchente de amor. As imagens denunciam e informam\, dando forma e conteúdo aos números da ciência e às notícias dos jornais. Sobretudo\, a arte da dupla emociona. O contraste entre a exuberância da vida e a violência do crime que leva à morte\, entre a água e o fogo\, entre o bem e o mal\, entre o amor e o ódio\, entre o encanto e o medo\, nos leva à nossa raiz mais íntima. O resultado é maravilhamento com a beleza da natureza e indignação com a estupidez\, o crime e a impunidade. Desse turbilhão emerge a esperança\, aquela que Paulo Freire (1921-1997) dizia ser do verbo esperançar e que nos leva à ação\, inspirada pelo encontro da arte com a ciência e com a emoção que vem do espírito. \nFabio Scarano\, curador do Museu do Amanhã \nMudança climática: Água Pantanal Fogo\nÁguas que inundam\, águas que vazam. Seca que chega\, fogo que incendeia. A região do Pantanal tem a singularidade de ser regida\, desde sempre\, pelo equilíbrio do ciclo das águas\, vital para a preservação da rica biodiversidade que pulsa em seus rios\, corixos e lagoas\, na cheia e na seca\, no solo e no ar. O uso abusivo dos recursos do bioma\, que produz um estado de desequilíbrio cada vez mais visível\, pode\, segundo especialistas\, resultar na desertificação dessa região.  \nA atitude do homem contemporâneo\, que pouco faz para frear a escalada de desmatamento\, emissão de gás carbônico e desvio de nascentes de água para a agropecuária não sustentável\, está nos levando a um estado de ecocídio em todo o planeta. \nLalo de Almeida e Luciano Candisani\, dois dos mais proeminentes e premiados fotodocumentaristas brasileiros\, vêm dedicando parte de suas trajetórias profissionais a documentar o Pantanal como uma forma de dar visibilidade a essas pulsões de vida e de morte que surgem justapostas entre a época das cheias e a da seca. \nLalo fotografou o Pantanal durante os incêndios de 2020 e 2024\, que calcinaram cerca de 26% da região e mataram em torno de 17 milhões de animais vertebrados. Suas imagens circularam pelo mundo e ajudaram a alertar a sociedade civil\, a classe científica\, o governo brasileiro e organismos internacionais sobre a gravidade do problema. Essas imagens\, em parte aqui expostas\, deram a ele o prestigiado prêmio World Press Photo. \nLuciano documenta ecossistemas ao redor do mundo de forma sistemática. Na última década\, passou parte de seu tempo submerso no Pantanal. Suas imagens\, de rara excelência técnica\, resultaram num acervo de suma importância para embasar pesquisas e mostrar ao mundo a urgência no combate aos crimes ambientais que acabam por gerar\, também\, as mudanças climáticas. Por esse trabalho\, ele ganhou o prêmio Wildlife Photographer of the Year\, em 2012. \nLalo de Almeida e Luciano Candisani são cronistas visuais que elegem temas sensíveis para investigar por longos períodos\, em parceria com cientistas e pesquisadores. Para obter o resultado exposto nesta mostra\, criam logísticas complexas e se expõem a vários tipos de perigo.  \nÉ em trabalhos como esses\, que aliam idealismo\, paixão e militância\, que a fotografia alcança seu ápice\, tornando-se uma janela aberta a revelar as idiossincrasias e o sublime do mundo.  \nEsta mostra busca gerar novas consciências não apenas sobre a situação do Pantanal\, mas também acerca de nossas atitudes erráticas\, que poluem o ar\, os rios e os mares\, causando danos por toda parte. Estamos diante de um exemplo crítico: a Baía de Guanabara recebe\, além de resíduos industriais\, dejetos do esgoto não tratado de quinze municípios\, o que destrói a vida marinha e ameaça arruinar a beleza desse lugar esplêndido.  \nEder Chiodetto\, curador da exposição
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LOCATION:Museu do Amanhã\, Praça Mauá\, 1 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Claudia Andujar e seu Universo" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Claudia Andujar. Foto: © Lew Parrella\n\n\n\n\n\n\n\n\nA exposição inédita faz parte da Ocupação Esquenta COP\, que propõe novas formas de ver\, sentir e agir diante da crise climática.Curadoria Paulo Herkenhoff \n\n\n\nA Ciência Moderna – em seus 400 anos desde René Descartes (1596-1650) – trouxe muitas coisas boas para o mundo. Entretanto\, há pelo menos três coisas que só pioram a cada ano: 1) emissão de gases de efeito estufa (e consequente aquecimento global); 2) perda acelerada de biodiversidade (que impacta água\, ar\, terra e saúde humana); e 3) desigualdade social (capital e recursos se concentra nas mãos de poucos). \nA própria Ciência Moderna tem demonstrado inequivocamente que estes três problemas precisam de soluções urgentes para o bem da espécie humana e do planeta. Contudo\, a ação prática nessa direção não tem acompanhado as evidências. Tal fato indica claramente que a Ciência Moderna só não basta para reverter os rumos cada vez mais preocupantes que o mundo tem tomado. Em um mundo em estado de policrise\, não há conhecimento do qual se possa abrir mão\, desde que seja democrático e amoroso. \nA Arte e Espiritualidade\, ao tocarem as emoções\, são essenciais para impulsionar as transformações profundas que a humanidade precisa abraçar. A obra de Claudia Andujar promove justamente esses encontros\, tão necessários quanto inusitados: da informação com a emoção\, do ancestral com o moderno\, do sacro com o transgressor\, do sul com o norte\, do visível com o invisível. O universo que esses diálogos criam é habitado por uma constelação de seres: humanos e mais-que-humanos\, xamãs e mundanos\, urbanos e silvícolas\, retirantes e ficantes\, artistas e cientistas. \nO universo de Claudia antecipa a ciência do amanhã: aquela que emergirá do diálogo entre todas as formas de conhecimento amorosos e democráticos\, sejam eles científicos\, artísticos ou espirituais. \nFabio Scarano\, curador do Museu do Amanhã \nClaudia Andujar e seu universo: sustentabilidade\, ciência e espiritualidade.\nClaudia Andujar é um paradigma internacional de humanismo construído ao longo de décadas de dedicação a seu trabalho com a fotografia. Seu foco sempre esteve\, sobretudo\, nos segmentos da população brasileira que viveram à margem da vida\, como os migrantes nordestinos\, mulheres\, afrodescendentes e indígenas do Brasil\, entre outros. Nascida numa família judia em 12 junho de 1931 em Neuchâtel na Suíça. Quando ela tinha 5 anos sua família se mudou para a Hungria. Grande parte de sua família era judia. Seu pai foi aprisionado pelos nazistas e morreu num campo de concentração. Com sua mãe\, a jovem Claudia se exilou em Nova York durante a Segunda Guerra Mundial\, em fuga do Holocausto. Claudine Haas se tornou Claudia Andujar ao se casar com o espanhol Julio Andujar nos Estados Unidos. Em 1955\, ela veio morar em vieram para São Paulo.  \nDesde a infância\, Claudia Andujar escrevia poemas e depois passou a pintar até que descobriu a fotografia.  “Na pintura\, eu me fechava. Na fotografia\, eu me abri” Sua entrega política mais surpreendente foi em prol da mudança da consciência coletiva sobre a violência das formas de hegemonia imperantes no país\, por grupos que chegaram ao ponto de praticar o genocídio\, como no caso dos garimpeiros historicamente espoliados de suas terras e bens e eliminados como povos.  \nPara Claudia Andujar\, a fotografia foi sua arma de “violentação da violência” social\, dimensão tomada emprestada de Michel Foucault. O regime ótico de sua produção foi primeiramente marcado pelo compartilhamento de valores éticos necessários ao olhar de compaixão\, simpatia e aliança com os dominados e à defesa da vida. Só depois\, caberia pensar na excelência estética de sua fotografia.  \nSustentabilidade. A conservacionista Claudia Andujar colocou sua câmera a serviço da natureza. Sua produção fotográfica denunciou diante do mundo o genocídio dos povos indígenas da América do Sul\, o genocídio\, a espoliação das terras e dos saberes indígenas\, o garimpo ilegal\, inclusive como o envenenamento dos rios amazônico pelo uso do mercúrio. \nCiência. Aconselhada por Darcy Ribeiro\, Claudia Andujar se encaminhou para documentar sociedades indígenas sobre o prisma do conhecimento antropológico\, incluindo a vida simbólica e a cultura material dos povos originários. Claudia Andujar compõe uma história de mais de 150 anos de emprego da fotografia nesse processo investigativo\, ao lado de Sebastião Salgado\, Milton Guran\, Elza Lima\, entre outros – aqui referidos por conta da dimensão estética de suas imagens. \nEspiritualidade. Em seus primórdios\, algumas sociedades não brancas\, consideravam que a fotografia “roubava a alma” dos retratados. Ademais\, as sociedades indígenas foram catequizadas por missionários católicos\, uma guerra simbólica hoje acirrada pelo exacerbado proselitismo de seitas evangélicas. O delicado respeito ético de Claudia Andujar pelas diferenças e especificidades das crenças resultou numa “arte sacra” sui generis ao registrar com formidável qualidade plástica cerimônias\, adereços ritualísticos\, cerimônias como a da ingestão dos alucinógenos religiosos\, observando teogonias e unidade entre todos os seres que compõe a terra: água\, pedras\, montanhas\, vegetais\, animais\, um reino da natureza no qual os humanos se inscrevem sem hierarquização de qualquer espécie. \nPaulo Herkenhoff\, curador da exposição.
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SUMMARY:"pequenas mortes" da Renan Marcondes no Centro Cultural Correios
DESCRIPTION:Uma das fotografias de “Uma árvore tombada se mede melhor”. Imagem: Cortesia do artista \nA partir do dia 23 de julho\, o Centro Cultural Correios Rio de Janeiro recebe pequenas mortes\, primeira exposição individual do paulista Renan Marcondes na cidade. A mostra apresenta cerca de sete trabalhos e séries em que o corpo é o elemento principal\, investigando seus limites e resistências diante de regras e estruturas de controle. \nEm exibição pela primeira vez no Rio\, as obras transitam entre performance\, dança\, escultura\, fotografia e desenho\, fugindo às classificações tradicionais das artes visuais. Marcondes propõe trabalhos que investigam as tensões do limiar entre euforia e queda\, ou as “pequenas mortes”\, como escreve o curador Tiago Sant’Ana. \nObras como “Outro estranho desaparecimento” e “Dessa vez vai ser diferente” mostram o corpo do artista submetido a diversos objetos. Na primeira\, uma sequência de fotografias mostra seu desaparecimento atrás de uma cortina de teatro preta\, enquanto\, na segunda\, Marcondes tenta equilibrar\, sem sucesso\, um cubo de madeira sobre sua cabeça. Esses objetos impõem pressões e limites sobre o corpo\, que parece se recusar a obedecer. Ambos os trabalhos começam e acabam com imagens sem a presença humana\, em uma circularidade que sugere uma luta constante entre ação e submissão. \nA exposição também explora outras dualidades\, como luto e celebração\, efemeridade e permanência. É o caso da série inédita de fotografias “Uma árvore tombada se mede melhor”\, que registra performance realizada na Pinacoteca de São Paulo. Os performers se deitam sobre um chão coberto por 500 quilos de flores e plantas\, com ripas de madeira e flores de cemitério presas ao corpo. Criada a partir de experiências de luto de Marcondes\, a obra propõe uma reflexão sobre a morte não apenas como fim\, mas como processo de descoberta. Em sua beleza silenciosa\, as imagens convidam a desacelerar e olhar para a finitude como parte do ciclo da vida. \nA mostra integra a programação do Centro Cultural Correios RJ\, espaço que reafirma seu compromisso com a difusão da arte contemporânea e o incentivo à produção artística nacional. Instalado em um prédio histórico no centro da cidade\, o centro cultural promove\, desde 1993\, exposições gratuitas ao público em suas 11 salas expositivas\, recebendo cerca de 400 mil visitantes todos os anos. pequenas mortes segue aberta à visitação no 3º andar\, até 13 de setembro.
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LOCATION:Centro Cultural dos Correios\, Rua Visconde de Itaboraí\, 20 – Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"O Tempo das Coisas Vivas" no Centro Cultural Correios
DESCRIPTION:Obra de Beatriz Lindemberg – Foto: Divulgação \nO Centro Cultural Correios Rio de Janeiro convida para a abertura da exposição coletiva O tempo das coisas vivas\, no dia 23 de julho (quarta-feira)\, das 16h às 20h\, nas galerias B e C\, propondo diálogos entre os trabalhos dos artistas Ana Miguel\, André Vargas\, Beatriz Lindenberg\, Bruno Romi\, Cibelle Arcanjo\, Cildo Meireles\, Hilal Sami Hilal\, Marina Schoereder\, PV Dias\, Rodrigo Braga\, Simone Cosac Naify\, Simone Dutra e Yhuri Cruz. \nCom curadoria de Shannon Botelho\, a mostra parte da teoria do filósofo e sociólogo francês Michel Maffesoli que propõe uma crítica à racionalidade moderna e defende a necessidade de uma nova forma de pensar e viver o mundo\, baseada em uma ecologia integral\, que ele chama de ecosofia. A exposição percorre camadas invisíveis da experiência do viver\, tensionando os limites da cronologia linear. O que está em jogo não é a sucessão dos instantes\, mas aquilo que insiste: o que ressoa\, o que transforma\, o que permanece. \nA mostra é estruturada em torno dos três ecossistemas formulados por Maffesoli — o natural\, o humano e o social —\, e propõe uma abordagem crítica e sensível sobre temas como esgotamentos ambientais\, espiritualidade\, colonialidade\, violências históricas\, experimentação e linguagem. As obras habitam simultaneamente esses três campos\, atravessando questões urgentes por meio de gestos\, materiais e narrativas que convocam à atenção e à escuta. \n“As obras e artistas discutem\, cada qual a seu modo\, enfrentamentos contemporâneos urgentes que\, aproximados em uma narrativa curatorial\, pretende propiciar novas reflexões. Em suas obras\, o tempo se institui como matéria sensível — tecido da memória\, do gesto\, da paisagem e do corpo —\, uma vez que o que permanece não está fora do tempo\, mas é justamente aquilo que\, ao durar\, se transforma”\, explica o curador Shannon Botelho. \nAo invés de um percurso sugerido\, a curadoria propõe agrupamentos flexíveis entre duplas e trios de artistas\, que podem ser reorganizados a partir da experiência do visitante. Entre os diálogos estabelecidos estão: Ana Miguel\, Hilal Sami Hilal e Marina Schroeder que elegem a matéria como elemento de significação e destino das obras. \nAndré Vargas e Cibelle Arcanjo que celebram as encantarias\, afirmam a ciência e a fé nas ervas. Bruno Romi e Yhuri Cruz que põem em diálogo o poder dos materiais e a força que carregam com seus significados. Beatriz Lindenberg e Rodrigo Braga que exploram o corpo como instrumento de mensuração do tempo e da vida. PV Dias e Simone Dutra que rasuram o tempo com o que sobra de seus registros. Cildo Meireles e Simone Cosac Naify que deslocam o juízo do epicentro do presente para um estado de elucubração de outras realidades possíveis. \nDurante a abertura da exposição\, a artista Beatriz Lindenberg realizará a obra Respirar o desenho\, um “desenho-performance”\, como descreve\, na qual\, com o uso do bastão a óleo sobre papel\, investiga os gestos do braço\, seus limites\, encontros e ressonâncias com a respiração. \nCom diferentes linguagens e suportes – pintura\, desenho\, instalação\, escultura\, objeto\, fotografia\, performance e vídeo – O tempo das coisas vivas convida o público a habitá- la: nos seus ciclos\, nas suas ruínas\, nas suas reconfigurações. Há um convite à desaceleração\, à escuta e à permanência — não como resistência passiva\, mas como forma de elaboração e possibilidade.
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SUMMARY:"Eterno Vulnerável" de Castiel Vitorino Brasileiro no Solar dos Abacaxis
DESCRIPTION:Obra de Castiel Vitorino Brasileiro. Crédito: Felipe Amarelo\n\n\n\n\nNo dia 26 de julho\, o Solar dos Abacaxis inaugura a exposição “Eterno Vulnerável”\, a primeira grande individual institucional de Castiel Vitorino Brasileiro – uma das mais importantes artistas em atividade no Brasil hoje – reconhecida por propor espaços e procedimentos que entrelaçam arte\, espiritualidade e psicologia. Nessa mostra\, a artista\, que também é escritora e psicóloga clínica\, se aprofunda no eixo principal de seu trabalho: o entendimento dos processos de cura como processos de construção da liberdade. “Eu sempre contextualizo minha prática artística com a minha prática e formação em psicologia. Ao me debruçar em questões como liberdade\, eu sempre vou pensar de modo clínico\, ou seja\, de um modo muito pessoal\, individual\, singular\, tentando olhar para a família\, para questões coletivas e também\, por vezes\, culturais”\, reflete a artista. \nCom curadoria de Bernardo Mosqueira e Matheus Morani\, a mostra ocupa dois andares da sede do instituto no Mercado Central (Rua do Senado\, 48 – Centro do Rio) e reúne 40 obras inéditas e comissionadas\, entre pinturas\, instalações\, esculturas\, mosaicos\, cerâmicas\, desenhos e vídeo. O projeto integra a programação especial que celebra o aniversário de dez anos da instituição\, cuja temporada educacional e artística de 2025 e 2026 será  inteiramente dedicada ao tema da liberdade. \nCom entrada gratuita e visitação até 1º de novembro\, a exposição traz para o espaço do Solar estudos sobre temporalidade\, transformação\, memória\, saúde e emancipação — temas centrais na trajetória da artista. “Nessa exposição eu quis trazer uma experiência de celebração\, de descanso\, de cuidado e de referência à minha própria ancestralidade por meio dos próprios objetos. Ao contrário de outras exposições\, onde trabalhei bastante com fotografia\, nesta tento trazer essa força para o objeto”\, conta a artista. \n“Eterno Vulnerável” nasce de uma longa relação entre Castiel e o Solar e do profundo alinhamento entre a artista e os princípios da instituição – ambos apostam na arte como experiência viva\, na espiritualidade como campo político e criativo\, na importância das formas de viver não-normativas e na liberdade como luta cotidiana. Castiel participou de ações marcantes do Solar\, como a exposição “D’olho D’água à Foz” na Praia do Arpoador em 2021\, do programa público de “Por uma outra ecologia: o que a matéria sabe sobre nós” em 2024 e foi também a autora dos cartazes que anunciavam o programa anual do Solar de 2025\, lançado na última edição da ArtRio. \nA prática de Castiel Vitorino desenvolve um vocabulário muito próprio que desafia os rótulos convencionais da arte e afirma uma linguagem enraizada em sua subjetividade e ancestralidade. Suas instalações\, por exemplo\, são chamadas por ela de “espaços perecíveis de liberdade” – territórios temporários onde o corpo e a presença são centrais para experiências de cura e transformação. \n“O título ‘Eterno Vulnerável’ fala da própria natureza da liberdade\, sobre a importância de entendermos que ela está sempre frágil\, em risco\, que nunca está garantida.  Ela é objeto de um esforço constante – para ser alcançada\, sustentada\, imaginada”\, afirma o curador Bernardo Mosqueira. “Ao mesmo tempo\, o título é também uma afirmação do poder da vulnerabilidade\, do que podemos aprender com a sabedoria dos sentimentos para sermos mais livres.” \nNo térreo da exposição\, o público é recebido por uma instalação imersiva em que um ambiente é formado por quatro grandes tecidos tingidos com pigmentos naturais trazidos de uma residência no Marrocos\, aos quais foram adicionados brilhos\, escritos\, rezas\, costuras\, e desenhos. No centro do espaço formado pelos tecidos\, sobre um chão de terra\, são exibidas esculturas de barro que evocam ninhos\, casas e cabaças\, com cores e formas que fazem referência ao Cosmograma Bakongo – símbolo bantu que remonta aos ciclos de vida\, morte\, ancestralidade e metamorfose. A instalação é composta por luzes\, cores e aromas\, conjugando um território de acolhimento e transformação.  \nAinda nas paredes do térreo\, podemos encontrar grandes pinturas elaboradas a partir dos processos do “Método Elementar”\, um ritual coletivo de escuta e cura que a artista desenvolveu em sua atuação clínica e artística\, que também será realizada como parte da programação pública desta mostra na instituição. “O método elementar costura tudo\, porque é o encontro com o que é elementar pra gente\, ou seja\, a respiração. Neste processo\, são realizadas meditações guiadas e também desenvolvemos várias pinturas e desenhos durante essa prática. E essas pinturas vão estar na exposição como um registro desse processo coletivo de cura”\, resume Castiel. \nNo fundo do primeiro andar\, encontramos também o vídeo inédito “Abre Alas” (2025) – editado a partir de imagens realizadas na residência no Marrocos no ano de 2023 – projetado diante de uma arena circular que receberá rodas de conversa\, práticas de cura e ações educativas conduzidas pela própria artista e outras convidadas. \n“Castiel é uma das artistas mais importantes em atividade no Brasil hoje e\, sem dúvida\, uma das mais singulares de sua geração. Ela tem uma linguagem muito própria\, uma prática radicalmente genuína. Ao mesmo tempo que é um trabalho cheio de segredos e recusas\, é uma prática também muito generosa\, que tem o coletivo como origem e destino.”\, afirma Mosqueira. “Sua obra tem no centro processos de cura que nascem do entrelaçamento entre arte\, espiritualidade e política\, não no lugar das táticas\, da intencionalidade e racionalidade da macropolítica\, mas de algo muito maior que é a potência do namoro sincero e humilde com o Mistério. Essa é a maior individual que o Solar já realizou. Poder realiza-la neste momento em que celebramos nossos 10 anos é um privilégio para a gente\, além de um sinal de um enorme alinhamento.” \n“Castiel compartilha com o Solar o desejo de nos movermos para além das categorias de conhecimento convencionais\, para\, assim\, construirmos uma real transformação nas formas de vivemos juntos\, de pensar\, sentir\, imaginar e construir juntos. Em sua exposição\, a artista convida a todas as pessoas para um espaço meditativo e acolhedor de cura\, por meio de obras e de encontros que evocam a comunhão e a escuta do que é mais primordial e elementar para as existências — como o ar\, a água\, a terra\, o abandono e o amor.”\, diz Matheus Morani\, que assina a curadoria com Mosqueira. \nNo andar superior\, a exposição mergulha em camadas mais íntimas. Uma grande estrutura piramidal exibe uma série de esculturas feitas de dormentes de madeira parcialmente cobertos por mosaicos de espelhos e ladrilhos. Nas paredes\, pinturas e desenhos de diferentes escalas\, incluindo obras realizadas por ou em parceria com a avó da artista\, representando especialmente ecologias\, memórias de plantas e paisagens da infância. \nA relação entre o feminino e a ancestralidade na família de Castiel é muito importante nesta mostra que espelha tão intimamente a subjetividade da artista. Ainda que muito vibrante e alegre\, a exposição reverbera também ausências e silêncios — especialmente considerando o marco simbólico dos 15 anos do desaparecimento da mãe de Castiel\, referência que perpassa afetivamente toda a exposição. A série de obras em tecido que abre a exposição é chamada “Ingrid” (2025)\, nomeada em homenagem à mãe da artista. \nA série de totens intitulada “Não Dá Pra Não Pensar em Você” (2025) também parte dessa ferida aberta e elabora\, de maneira ritualística\, uma memória coletiva e pessoal. São 15 esculturas construídas com mosaicos sobre dormentes de madeira\, cada uma pesando cerca de 50 quilos — um peso simbólico que carrega os anos de ausência\, luto e reinvenção. Cada totem corresponde a um ano do desaparecimento de sua mãe\, tornando-se marcador do tempo e da presença dessa ausência na vida e na obra de Castiel. O título da série\, extraído do primeiro verso de uma canção de Sandy e Junior (Não dá pra não pensar\, 2008)\, evoca a recorrência do pensamento e da saudade como forma de existência. \n“Não tem como falar sobre liberdade sem falar sobre a minha relação com a minha mãe\, que está desaparecida há 15 anos. Ela desapareceu em 2009\, e desde então isso se tornou uma ausência que marca tudo. A música de Sandy e Júnior que inspirou o nome da obra me atravessa há anos\, porque desde que ela desapareceu eu sinto que estou sempre pensando nela. É um trabalho sobre memória\, saudade e cura\, mas também sobre a forma como a ausência pode ser presença. Esses totens são como marcadores de tempo\, de afeto e de resistência. Falar da minha mãe é falar da minha liberdade\, porque a minha história passa por ela\, pelo sumiço dela\, e pela forma como sigo vivendo e me transformando a partir disso”\, reflete a artista. \nPara Castiel\, a liberdade está diretamente conectada à recusa das categorias sociais impostas. Quando afirma que “a transmutação é um desígnio inevitável”\, a artista reivindica uma opacidade radical diante de definições que a limitam – gesto de recusa que é também um gesto de cuidado\, de sobrevivência e de imaginação de outros futuros possíveis. Ao abrigar “Eterno Vulnerável”\, o Solar dos Abacaxis reafirma seu compromisso com práticas artísticas que interrogam o mundo\, reencantam a vida e lutam pelo cuidado e pela liberdade em suas múltiplas dimensões. \nNascida em Vitória\, no Espírito Santo\, Castiel Vitorino vive entre São Paulo\, Rio de Janeiro e sua cidade natal. Já participou de exposições em instituições como a Pinacoteca de São Paulo\, o MASP\, o MAR\, o MAM Rio\, o Inhotim e as Bienais de São Paulo e Berlim\, além de ter tido uma exposição individual no Hessel Museum\, no estado de NY. “Eterno Vulnerável” representa um ponto de inflexão em sua trajetória: um momento de expansão artística e simbólica\, com um projeto comissionado em sua totalidade e concebido para dialogar com o espaço do Solar. \nA exposição integra também o programa educativo do Solar\, com ações voltadas a escolas\, grupos e coletivos. “Eterno Vulnerável” é\, acima de tudo\, um convite à presença: à escuta do corpo\, da memória\, da espiritualidade e da liberdade – essa matéria instável que habita cada uma e cada um de nós. \nO Solar dos Abacaxis tem Patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Patrocínio Prata do Mattos Filho\, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. O Programa Educativo tem Patrocínio Ouro do BTG Pactual\, via Lei Municipal de Incentivo à Cultura.
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SUMMARY:"Pequenas histórias sobre os dias e as noites do mundo" de Marco Tulio Resende na Galeria Cassia Bomeny
DESCRIPTION:Marco Tulio Resende\, Sem título\, da série Ecce Homo\, 2010. Imagem: Divulgação\n\n\n\n\nCássia Bomeny Galeria anuncia “Pequenas histórias sobre os dias e as noites do mundo”\, exposição do artista mineiro Marco Tulio Resende\, com curadoria de Marcus Lontra. A individual será inaugurada no dia 6 de agosto de 2025\, às 18h\, com visitação até 20 de setembro na sede da galeria em Ipanema\, no Rio\, reunindo obras recentes do artista em diferentes suportes. \nCom 50 anos de trajetória consolidada no cenário da arte contemporânea brasileira\, Marco Tulio propõe\, através de sua produção\, uma subversão das geografias e narrativas do mundo. Sua obra atua nas frestas do tempo e do espaço\, elaborando imagens que desafiam as lógicas lineares e traduzem os conflitos e encantamentos do presente. \n“Meu trabalho é o resultado de tudo que vejo e sou: meu passado\, meu cotidiano\, minha vida. O fundamento básico é a memória. Na trama dos fatos e dos encontros vou somando meu modo de ser\, vou erguendo a construção e com ela invento: não sou ortodoxo nem radical”\, afirma o artista. “Sou permeável\, disposto a procurar e com o que encontro\, teço minhas razões\, descubro as afinidades: Rembrandt\, Goya\, Klee\, Rauschenberg\, Kiefer\, Louise Bourgeois\, Duchamp\, Frida Kahlo\, Guignard\, Barroco Mineiro\, toda a África e índios do Brasil\, Camus\, Rimbaud\, Wilde\, Gide\, Bachelard\, Jung\, Lorca\, Murilo Mendes\, Bach\, Mozart\, P. Bausch\, Buñuel…”. \nA exposição apresenta um corpo de trabalhos de duas séries distintas – Ecce Homo e Etcetera – que transitam entre a abstração e a figuração\, evocando influências como Amilcar de Castro\, Antoni Tàpies\, Torres García e a força expressiva das máscaras africanas. Com paleta cromática deliberadamente contida e materialidade intensa\, Marco Tulio elabora uma poética que atravessa continentes\, tempos e linguagens. Etcetera reúne pinturas que nascem de um processo contínuo de desenho e reinterpretação da memória\, articulando esquecimentos\, reencontros e afetos. As obras funcionam como fragmentos visuais de um alfabeto íntimo\, em que gestos gráficos acumulados ao longo do tempo se transformam em narrativas sensoriais. A partir de anotações e registros visuais do artista\, a série propõe uma leitura expandida da memória\, tratada não como arquivo fixo\, mas como matéria viva e criativa capaz de gerar novas camadas de sentido. \nA série Ecce Homo reúne dez pinturas inéditas de pequeno formato\, recém-produzidas a partir de pigmentos terrosos\, e duas grandes telas de 2008. Integram a mesma série as esculturas em cerâmica Cabeças (2013)\, que remetem à história do Bairro das Cabeças\, antiga entrada de Ouro Preto no século XVIII\, onde cabeças de condenados eram expostas como forma de intimidação. As obras em cerâmica foram produzidas com terras de diversos municípios mineiros\, transformadas em argila e queimadas no forno tradicional japonês Noborigama\, a até 1.280°C por 72 horas\, em um processo coletivo e ritualístico. A técnica aplicada\, “Bizen”\, dispensa esmalte e utiliza a reação da cinza da lenha sobre as peças para criar texturas e padrões únicos. \nPara o curador Marcus Lontra\, a obra do artista “é guardiã da memória nostálgica e romântica\, mas sempre comprometida com o mundo em que vivemos\, seus dramas e alegrias”. Ao lado de Manfredo Souzanetto e Marcos Coelho Benjamin\, seus companheiros geracionais\, Marco Tulio integra a chamada “tríade mineira” — artistas que transformaram os paradigmas da paisagem no Brasil\, a partir de um comprometimento com a materialidade pictórica e com a força do gesto gráfico. \n“Pequenas histórias sobre os dias e as noites do mundo” convida o público a uma travessia poética entre saberes e formas\, em que memória e imaginação\, matéria e sonho se entrelaçam. Como nos lembra o verso de Milton Nascimento\, que ecoa discretamente na exposição: “sonhos não envelhecem”.
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LOCATION:Cassia Bomeny Galeria\, Rua Garcia d'Avila\, 196 - Ipanema\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Vicentes – Monteiro: Entre Recife e Paris (1899–1970)" na Danielian Galeria
DESCRIPTION:Vicente do Rego Monteiro\, “Bicho”\, 1925 – Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nA trajetória de Vicente do Rego Monteiro\, artista entre continentes\, entre tempos e entre linguagens\, ganha nova leitura sob a curadoria do também artista Paulo Bruscky. Após itinerar por São Paulo\, a mostra chega agora ao Rio de Janeiro com núcleo documental inédito\, apresentando ao público brasileiro\, pela primeira vez\, a dimensão visual e poética de um modernista muitas vezes deslocado dos centros hegemônicos de consagração. \nA exposição “Vicentes – Monteiro: Entre Recife e Paris (1899–1970)” articula mais de 100 documentos\, obras e registros que atravessam a vida e a obra de Rego Monteiro — pintor\, escultor\, editor e poeta — cuja atuação multifacetada se deu entre a capital pernambucana e o circuito europeu. Entre manuscritos\, caligramas\, pinturas\, livros\, cartas\, fotografias e cartazes\, o que emerge é uma obra que se desenha na dobra entre o arcaico e o moderno\, entre o gesto ameríndio e o experimentalismo gráfico. \nCom um recorte que dá ênfase à produção textual e visual do artista\, Bruscky revisita uma pesquisa que teve um ponto de inflexão na mostra no Centre Georges Pompidou\, em Paris\, em 2017. Incorporando obras e arquivos\, a exposição propõe não apenas uma retrospectiva\, mas uma reinterpretação do artista enquanto figura importante da modernidade brasileira. \nEntre os destaques estão as pinturas Bicho (1925) e Moderna Degolação de São João Batista\, esta última gentilmente cedida pelo MAMAM – Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães. Há ainda livros de artista concebidos por Vicente antes mesmo da consolidação desse termo\, discos\, baralhos e um conjunto de caligramas que antecipam a estética concretista. \nVicente\, que editava em Paris e imprimia em Recife\, é figura emblemática de um modernismo lateral — que não se organiza pelo eixo Rio-São Paulo\, mas por uma cartografia própria\, onde a cerâmica marajoara\, o cubismo e a estampa japonesa coexistem. Como escreve Bruscky: “foi talvez o mais arcaico e\, por isso mesmo\, o mais moderno entre os modernistas”. Um artista cujos gestos são inseparáveis da multiplicidade cultural do país que habitou em trânsito. \nA mostra se ancora ainda no catálogo “Vicentes – Monteiro: Entre Recife e Paris (1899–1970)”\, que inclui textos para a compreensão da obra do artista. Jorge Schwartz discute as interseções entre Vicente e o ideário antropofágico\, enquanto Gênese Andrade analisa sua produção a partir de retratos e autorrepresentações\, ampliando a leitura sobre sua atuação nas artes visuais e na poesia. \nA iniciativa da Danielian Galeria\, em promover a itinerância e ampliar o acesso ao acervo documental de Vicente do Rego Monteiro\, inscreve-se num momento importante de revalorização das margens da modernidade. Não por acaso\, é Paulo Bruscky — o mais importante artista arquivista da arte correio na América Latina — quem conduz esse gesto: um artista arquivando outro\, em espiral.
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LOCATION:Danielian Galeria\, 414 Rua Major Rubens Vaz Gávea\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:"Gilberto Chateaubriand: uma coleção sensorial" no MAM Rio
DESCRIPTION:Tarsila do Amaral\, \, “Urutu”\, 1928 – Imagem / Divulgação \nO Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) inaugura no dia 9 de agosto de 2025 a exposição Gilberto Chateaubriand: uma coleção sensorial\, que abre as comemorações pelo centenário de nascimento de um dos maiores colecionadores da história da arte brasileira. \nDe grande escala\, a mostra reúne aproximadamente 350 obras de um dos mais representativos conjuntos da produção artística nacional. Desde 1993\, cerca de 6.400 das 8.300 peças que compõem a Coleção Gilberto Chateaubriand estão sob a guarda do MAM Rio\, consolidando uma parceria fundamental para a preservação e difusão da arte brasileira. \nCom curadoria de Pablo Lafuente e Raquel Barreto\, a exposição marca também a reabertura do Bloco Expositivo do museu\, após um breve hiato para sediar a Cúpula do Brics em julho. O público será convidado a uma imersão nas camadas de significado\, afeto e história que atravessam a coleção\, ao longo de mais de cinco décadas cuidadosamente constituída por Gilberto Francisco Renato Allard Chateaubriand Bandeira de Mello (1925–2022)\, diplomata e presença marcante nas artes visuais do país. \nSegundo o próprio Gilberto\, o colecionismo surgiu por acaso\, em 1953\, durante uma viagem a Salvador\, quando foi apresentado ao pintor José Pancetti (1902–1958) pelo colecionador Odorico Tavares. Ao visitar o ateliê\, adquiriu não só a tela Paisagem de Itapuã\, mas a paixão por colecionar. \n“Mais do que uma reunião de obras\, a Coleção Gilberto Chateaubriand é o testemunho de um olhar comprometido com a arte e com os artistas brasileiros. É um patrimônio vivo\, em constante diálogo com o tempo\, cuja preservação e difusão cabem ao MAM Rio\, por meio de suas exposições e ações educativas. Ao longo das últimas décadas\, o museu realizou mais de 50 exposições dedicadas à coleção\, reafirmando sua importância como referência para o pensamento e a história da arte no Brasil”\, afirma Yole Mendonça\, diretora-executiva da instituição. \nDe acordo com Pablo Lafuente\, diretor artístico do museu\, “a coleção de Gilberto consegue oferecer um panorama complexo da história da arte brasileira do século 20\, atenta aos movimentos e artistas que a compuseram\, tornando-se uma das mais importantes do país ao mesmo tempo que revela as relações fascinantes que Gilberto tinha com obras e com artistas”. \n“Gilberto Chateaubriand se dedicou com intensidade à formação de uma das coleções particulares mais significativas que temos no Brasil. A coleção é única em sua habilidade de unir tradição e experimentação\, incluindo desde os modernistas icônicos a jovens artistas de diversas regiões do país e suas propostas experimentais”\, observa Raquel Barreto\, curadora-chefe do MAM Rio. \nUm olhar sensorial para a arte brasileira \nEntre pinturas\, fotografias\, objetos e esculturas\, a mostra reúne obras fundamentais do modernismo e das vanguardas experimentais até artistas contemporâneos das mais diversas vertentes e regiões do Brasil. A seleção reflete o espírito colecionador de Gilberto: atento\, curioso\, sensível\, passional. “Eu sou um sensorial. Um dionisíaco\, digamos. A obra de arte é tão impressionante que motiva uma excitação mental e corporal também”\, afirmou ele em conversa gravada com Carlos Alberto Chateaubriand e o curador Luiz Camillo Osorio\, em 2014. Esse olhar emocionado e pessoal permeia a exposição\, que propõe uma cartografia afetiva e histórica da arte brasileira. \nA curadoria estruturou cinco núcleos que orientam o percurso de visitação: “Origens” remonta à primeira grande mostra da Coleção GC no MAM Rio\, realizada em 1981; “Fronteiras” acompanha o interesse do colecionador por artistas trabalhando em contextos além do eixo Rio-São Paulo; “Retratos”\, gênero de especial interesse para Gilberto\, reúne autorretratos\, retratos de artistas e do próprio colecionador; “Artistas” aproxima o público do processo criativo\, com estudos\, projetos e esboços de nomes representativos da coleção; um quinto núcleo apresenta um grande conjunto de trabalhos na parede do Salão Monumental\, incluindo algumas das obras mais emblemáticas do acervo\, reflete a pluralidade da arte brasileira. \nUm século de arte no Brasil \nCom obras de Adriana Varejão\, Alair Gomes\, Anita Malfatti\, Anna Bella Geiger\, Antonio Bandeira\, Artur Barrio\, Beatriz Milhazes\, Candido Portinari\, Carlos Vergara\, Cícero Dias\, Cildo Meireles\, Djanira\, Edival Ramosa\, Gervane de Paula\, Glauco Rodrigues\, Iberê Camargo\, Ione Saldanha\, Ivan Serpa\, José Pancetti\, Lasar Segall\, Luiz Zerbini\, Lygia Clark\, Maria Martins\, Rubens Gerchman\, Tarsila do Amaral\, Tomie Ohtake e Vicente do Rego Monteiro\, entre muitos outros\, a exposição cobre cerca de 100 anos de arte no Brasil e permite ao visitante percorrer\, de forma não linear\, uma ampla e plural história da cultura visual do país. \nA mostra também evidencia a relação direta entre colecionador e artistas — uma das características da atuação de Gilberto. Ele sempre visitou ateliês e acompanhou os processos de criação\, estabelecendo diálogos duradouros com artistas de diferentes gerações. \nCom Gilberto Chateaubriand: uma coleção sensorial\, o MAM Rio homenageia não apenas o centenário de nascimento de um de seus principais patronos\, mas a importância do colecionismo comprometido com o desenvolvimento da arte no Brasil — um legado que continua a inspirar novas gerações. \nA exposição Gilberto Chateaubriand: uma coleção sensorial é organizada em colaboração com o Instituto Cultural Gilberto Chateaubriand e tem patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro\, da Petrobras\, da Light\, do Instituto Cultural Vale e da Vivo através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro.
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LOCATION:MAM Rio\, 85 Av. Infante Dom Henrique Parque do Flamengo\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:"Natureza\, escultura e sustentabilidade" de Hugo França na FGV Arte
DESCRIPTION:Hugo França\, “Escultura Pissand+¦”\, 2024\n\n\n\n\nNatureza\, escultura e sustentabilidade\, de Hugo França\, será a primeira exposição individual de um artista na FGV Arte. A abertura ocorrerá na esplanada da Fundação Getulio Vargas\, no dia 14 de agosto\, a partir das 19h\, na Praia de Botafogo\, 186. A mostra\, com duração de dois meses\, reúne obras que marcam a trajetória singular do artista\, e o público que passar pelo local terá a experiência de interagir ativamente com peças de grandes dimensões. Com uma abordagem ecológica e poética\, as obras expressam a presença da natureza e dão ao espectador uma ideia do conceito e do processo de produção de cada uma delas. “O fato de as pessoas interagirem com as obras é um grande diferencial\, pois possibilita uma experiência sensorial muito maior. O público pode esperar um grande show das formas orgânicas que a natureza proporciona\, que tem\, entre outras coisas\, um valor arqueológico e escultórico que reverencia a floresta”\, conta Hugo França.Reconhecido internacionalmente por suas esculturas mobiliárias monumentais\, o artista utiliza resíduos florestais da Mata Atlântica\, ressignificando troncos e raízes em obras que combinam arte\, design e consciência ecológica. Sua prática é muito influenciada por saberes tradicionais\, sobretudo os do povo Pataxó. Hugo França desenvolve seu trabalho\, em especial\, a partir de dois tipos de resíduos florestais\, o Pequi-Vinagreiro e a Braúna – duas árvores que são exemplares da Mata Atlântica e se destacam pela sua morfologia. Na criação de suas obras\, o designer propõe um pacto amoroso entre o mundo humano e o natural\, em que até mesmo a motosserra\, um objeto frequentemente associado à destruição\, ganha novo sentido como um instrumento de produção simbólica. “As esculturas nascem da observação das formas orgânicas das árvores mortas [resíduo florestal] e\, a partir daí\, são esculpidas seguindo a orientação da estrutura original da árvore\, que é incorporada à obra. A natureza é a primeira a esculpir a obra\, eu sigo o que as formas orgânicas e a textura da árvore já tinham”\, explica França. O artista afirma que seu interesse por esse método de trabalho surgiu no início dos anos 1980\, quando se mudou para Trancoso\, no sul da Bahia\, e se deparou com a intensa exploração predatória da floresta tropical\, em particular da Mata Atlântica\, um dos biomas mais importantes do planeta.O curador da galeria\, Paulo Herkenhoff\, enfatiza a linguagem simbólica das obras\, que propõem uma resistência por meio da suavidade: “Os móveis uterinos de Hugo França são esculturas que acolhem. Você se senta e fica”\, pontua o crítico. A exposição reafirma o compromisso da FGV Arte em promover projetos que cruzam arte\, educação e sustentabilidade\, dando continuidade ao trabalho iniciado com as mostras A quarta geração construtiva\, Brasília: a arte da democracia\, Guanabara\, abraço do mar\, entre outras. Na mesma data da abertura\, na parte da tarde\, será lançado o livro Hugo França: esculturas mobiliárias\, a primeira obra editorial da FGV Arte dedicada ao artista. Natureza\, escultura e sustentabilidade acontece simultaneamente com a atual exposição Afro-brasilidade\, uma homenagem a dois Valentins e a um Emanoel\, que tem curadoria de Paulo Herkenhoff e João Victor Guimarães\, na FGV Arte.
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SUMMARY:"Wanda Pimentel – Percurso em Preto e Branco" na Carpintaria
DESCRIPTION:Wanda Pimentel\, Sem título\, da série Animais preto & branco. Foto: Eduardo Ortega / DDM\n\n\n\n\nA Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta Wanda Pimentel – Percurso em Preto e Branco\, com abertura dia 16 de agosto na Carpintaria\, Rio de Janeiro. A mostra reúne\, pela primeira vez\, a série Animais Preto e Branco\, um conjunto de desenhos em preto e branco realizados nos primeiros anos de sua trajetória. Criadas entre 1965 e 1967\, essas obras dão a ver um período formativo de experimentação\, marcando o surgimento da linguagem visual singular de Pimentel. \nCom traços agitados e vigorosos\, numa paleta restrita\, Pimentel desenhou animais\, alguns identificáveis\, outros inventados\, cujas formas pulsam\, serpenteiam e vibram em meio a emaranhados gráficos de rabiscos e marcações. Besouros\, cangurus\, tatus\, tartarugas\, morcegos\, girafas\, corujas e macacos aparecem retratados com uma mão investigativa\, como se a artista explorasse as texturas de pelos\, penas\, escamas e peles\, apenas para distorcer suas formas e padrões nos espaços alucinatórios de seu bestiário estilizado. \nEssa faceta inicial da obra de Pimentel revela uma abordagem caligráfica mais livre\, na qual a superfície do papel é quase inteiramente ocupada\, vibrando com atividade visual — em contraste agudo com sua produção posterior\, de orientação geométrica\, baseada numa espacialidade rigorosa definida pelo vazio articulado às representações precisas de objetos e partes do corpo. Como propõe a historiadora da arte Vera Beatriz Siqueira em seu ensaio para a exposição: “Em Wanda\, os animais parecem afirmar a base gráfica e a posição central conferida à linha\, que define questões de sua obra\, ao mesmo tempo que anunciam a questão temática e plástica do ‘envolvimento’\, das relações entre criaturas\, objetos e seus ambientes — centrais em seu trabalho.” \nA obra Sem título (da série Envolvimento) (1969) da artista foi recentemente incorporada à coleção permanente do MoMA\, e integrou a exposição Vital Signs: Artists and the Body organizada por Lanka Tattersall em 2024\, na mesma instituição. Pimentel está atualmente em exibição na mostra Pop Brasil: Vanguarda e Nova Figuração\, 1960-70\, na Pinacoteca em São Paulo.
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SUMMARY:"Correspondências: memórias e identidade" no Centro Cultural Correios
DESCRIPTION:Vista da exposição. Foto: Leonor Décourt \nA exposição “Correspondências: memórias e identidade”\, em cartaz no Centro Cultural Correios RJ\, apresenta uma programação educativa especial ao longo de setembro\, convidando o público a vivenciar experiências que dialogam diretamente com o conceito da mostra. Conduzidas por Lucas Liér — ator\, arte-educador e mediador cultural com ampla atuação em instituições como CCBB/RJ\, Parque Lage e o próprio Centro Cultural Correios —\, as ações buscam despertar reflexões sobre memória\, identidade e afeto a partir das trocas epistolares. \nEntre os dias 30 de agosto\, 5\, 6\, 12\, 19 e 26 de setembro\, sempre das 14h às 18h\,acontecem mediações abertas com Lucas Liér\, permitindo ao público conhecer as obras e dialogar sobre os temas propostos pela mostra sem necessidade de agendamento prévio. Além disso\, duas oficinas criativas serão realizadas: no dia 13 de setembro\, das 15h às 17h\, a oficina &quot;Cartas do Passado&quot; propõe exercícios de memória e escrita afetiva; e no dia 20 de setembro\, também das 15h às 17h\, a oficina “Cartas do Futuro” convida os participantes a refletirem sobre desejos\, projeções e afetos que apontam para o porvir. As oficinas\, com inscrição por ordem de chegada e limite de 20 pessoas\, são voltadas para maiores de 16 anos e contam com todos os materiais inclusos. \nEncerrando a programação\, no dia 27 de setembro\, das 14h às 18h\, será realizada uma roda de conversa online\, reunindo artistas\, curadora e a equipe educativa\, acompanhada de visita guiada virtual com transmissão ao vivo pelo YouTube. Com curadoria de Fabíola Notari\, a mostra reúne 46 trabalhos — entre livros de artista em seus mais variados formatos e obras em suportes como instalações\, pinturas\, colagens\, objetos\, desenhos e bordados —\, propondo um mergulho nas formas de comunicação que transcendem a palavra escrita\, recuperando gestos de afeto\, escuta e partilha. As obras investigam a potência poética e sensível das cartas\, bilhetes e mensagens escritas à mão como espaços de elaboração da memória\, construção de identidade e presença simbólica.
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LOCATION:Centro Cultural dos Correios\, Rua Visconde de Itaboraí\, 20 – Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Daniel Senise – Vivo confortavelmente no museu" na Nara Roesler
DESCRIPTION:Daniel Senise\, “Sem título (Bourse de Commerce – Pinault Collection)”\, 2024 – Imagem / Divulgação \nNara Roesler apresenta\, no dia 21 de agosto de 2025\, às 18h\, a exposição “Daniel Senise – Vivo confortavelmente no museu”\, com obras inéditas e recentes do destacado artista\, presente em prestigiosas coleções\, como Stedelijk Museum Amsterdam; Cisneros Fontanals Art Foundation\, Miami\, Estados Unidos; Ludwig Museum\, Colônia\, Alemanha; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC-Niterói); e Museu de Arte de São Paulo (MASP). Um dos expoentes da chamada Geração 80\, Daniel Senise é ativo no circuito da arte há quarenta anos\, tanto no Brasil como no exterior\, tendo participado das 18ª\, 20ª\, 24ª e 29ª edições da Bienal de São Paulo\, Brasil (1985\, 1989\, 1998 e 2010); 44ª Biennale di Venezia\, Itália (1990); 2ª Bienal de La Habana\, Cuba (1986); 11ª Bienal de Cuenca\, Equador (2011)\, entre outras importantes exposições coletivas. \nO percurso da exposição começa com uma obra da série de trabalhos de museus que Daniel Senise vem fazendo: “Sem título (Raoul Dufy)”\, 2025\, com 1\,25 metro por 2\,30 metros\, representando a sala curva do painel em homenagem à eletricidade de Raoul Dufy (1877–1953)\, no Museu de Arte da Cidade de Paris. Em frente está a obra “Sem título (MAM Rio)”\, 2025\, com dois metros de altura por 2\,38 metros de comprimento. No mesmo piso estão duas telas “Sem título 3” (2025)\, com 1\,23 metro por 78cm\, e “Sem título 4” (2024)\, com 1\,15 metro x 95 centímetros\, em que as imagens provocadas são apresentadas sem uma contextualização de espaço. No segundo andar ocupa um lugar de destaque a obra “Sem título (Bourse de Commerce – Pinault Collection)”\, 2024\, com um metro de altura por 2\,80 metros de comprimento onde uma captura de parede que o artista fez ocupa o lugar da pintura decorativa que representa cenas de comércio mundial\, localizada na parte inferior da cúpula do prédio histórico em Paris. \nO título “Vivo confortavelmente no museu” é uma frase dita por um personagem do livro “A invenção de Morel”\, de Bioy Casares (1914-1999) – um condenado à prisão perpétua\, que chega a uma ilha\, e chama de museu a construção abandonada em que mora. O texto crítico que acompanha a mostra é de Luiz Armando Bagolin.
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SUMMARY:"Tudo entoa: Sentidos compartilhados entre humanos e não-humanos" na Flexa Galeria
DESCRIPTION:Jaider Esbell\, Sem título\, 2020 – Imagem / Divulgação \nA Flexa apresenta Tudo entoa: Sentidos compartilhados entre humanos e não-humanos\, exposição que reúne os trabalhos de quatro dos nomes mais significativos da arte indígena amazônica contemporânea e que estiveram\, recentemente\, presentes nas últimas Bienais de Veneza: Jaider Esbell (Macuxi; Roraima\, 1979 – São Paulo\, 2021)\, Santiago Yahuarcani (Uitoto; Pucaurquillo\, Peru\, 1960)\, Rember Yahuacani (Uitoto; Pebas\, Peru\, 1985) e Sheroanawe Hakihiiwe (Yanomami; Alto Orinoco\, Venezuela\, 1971). A mostra\, com abertura marcada para dia 23 de agosto\, é acompanhada de texto crítico assinado pelo curador peruano Miguel A. López. \nCom conhecimentos adquiridos de forma empírica\, Jaider\, Santiago\, Rember e Sheronawe não possuem formação artística ou acadêmica tradicional. Suas habilidades foram adquiridas por meio da observação e de um relacionamento profundo com a natureza\, suas famílias e comunidades. É importante dizer que esses artistas fazem parte de uma “constelação criativa”\, como nas palavras de Miguel A. López\, que tem transformado\, nas últimas três décadas\, o que se entende por arte contemporânea. A arte\, para os povos indígenas\, é também uma ferramenta de preservação\, de suas histórias e seus saberes. As obras presentes nessa exposição reafirmam as continuidades entre os humanos\, animais\, plantas\, territórios e mundos espirituais\, fazendo eco aos apelos pelo respeito a todas as formas de existência e buscando o freio para a exploração voraz dos recursos naturais. \nO trabalho de Sheroanawe Hakihiiwe consiste em um repertório visual delicado\, que se vale da repetição rítmica de motivos em papel artesanal ou tela\, fazendo menção às formas de sementes\, frutas\, insetos\, folhas e galhos. Santiago Yahuarcani recorre a narrativas míticas indígenas em suas pinturas\, trazendo personagens típicos dessas histórias\, como guardiões e criaturas animais híbridas. Já Rember Yahuarcani\, seu filho\, cria paisagens de grande escala que exploram sonhos abstratos\, imaginando um futuro indígena através de formas e cores vibrantes. As pinturas de Jaider Esbell\, de iconografia complexa e meticulosa\, são homenagens a cada pequeno elemento (animais\, plantas\, seres humanos e espirituais) capaz de nos conectar com a espiritualidade. \nSegundo Miguel A. López\, o repertório dos quatro artistas traz luz a mundos visíveis e invisíveis\, que persistem para além das tentativas de apagamento. Para o curador peruano\, essas obras são frequentemente associadas ao colapso ecológico contemporâneo\, mas a interpretação pode ir além e nos fazer um convite a olhar para o passado: a lógica de apagamento existe desde que os recursos experimentados pelas comunidades indígenas foram desapropriados. \nReunir trabalhos de Jaider Esbell\, Santiago Yahuarcani\, Rember Yahuacani e Sheroanawe Hakihiiwe é\, por fim\, segundo Miguel\, uma possibilidade de “sentir representações mais complexas e ampliadas da vida\, que ultrapassam o excepcionalismo humano. Não são imagens simples\, nem imediatamente legíveis: exigem muita atenção\, imaginação e\, acima de tudo\, disposição para ouvir o território a partir de outros canais sensíveis.”
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SUMMARY:"ANIMALIA BIOCONCRETA" de Franklin Cassaro na Martha Pagy Escritório de Arte
DESCRIPTION:Obra de Franklin Cassaro – Divulgação\n\n\n\n\nFranklin Cassaro apresenta em “ANIMALIA BIOCONCRETA” uma produção com mais de 50 obras\, com destaque para a série Animal Fractal\, pinturas com acrílica iridescente (com partículas de mica) papel Canson\, e mordidas do artista. \nNa abertura no dia 26 de Agosto\, o artista irá apresentar o ato escultórico: Abrigo Mar Azul\, sua obra inflável em papel celofane que ocupa mais de 3 metros\, causando impacto e surpresa ao espectador. Os atos do artista estarão presentes na abertura e ao longo da exposição em datas programadas. \n“Trinta e cinco anos atrás\, em Outubro de 1988\, Franklin Cassaro inaugurava no Rio de Janeiro sua primeira exposição individual na celebrada Galeria Macunaíma da Funarte\, seguida em São Paulo da mostra AR\, no Museu de Arte Contemporânea (MAC-USP). Em ambas as oportunidades estava ali o début de um artista audacioso\, intenso e profundo\, não afeito a modas\, convenções ou padrões impostos pelo mercado de arte. O impacto causado pela grande e única bolha vermelha em papel celofane\, seu primeiro inflável\, ocupando todo espaço da pequena galeria do Rio\, ou o grande tubo vermelho no museu de São Paulo\, já traziam o prenúncio de alguns elementos da linguagem sutil\, sua necessária interação com o espectador e seus aspectos corpóreos. Desde então tem exibido e performado suas criações em várias capitais do país\, em renomadas instituições públicas e privadas\, tendo cruzado diversos países como Estados Unidos\, Alemanha\, Austrália\, Espanha\, Suécia\, Inglaterra\, Áustria\, Itália\, Porto Rico\, Cuba e México (…)” \nLuiz Chrysostomo de Oliveira Filho
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SUMMARY:"TRILOGIAS" de Leonora Weissmann na Martha Pagy Escritório de Arte
DESCRIPTION:Obra de Leonora Weissmann – Divulgação\n\n\n\n\nA mineira Leonora Weissmann fala de sua produção: “Em meu processo as imagens surgem a partir de necessidades nemsempre claras a princípio\, mas logo estabeleço uma rede de conexões que formam algum eixo. A primeira pintura desse recorte\, intitulado posteriormente ‘A pequena idade do gelo’\, surgiu na exposição Estranho Mundo Próximo. \nTrata-se de uma fase\, ou momento que creio ser a pequena idade do gelo de minha própria pintura. A pintura tem os seus períodos\, necessidades e\, porque não\, climas. \nA paisagem de neve me fascina desde a infância quando via os quadros de Peter Bruegel o Velho\, em especial ‘Os caçadores na neve’ e ‘Paisagem de Inverno com patinadores e armadilha para pássaros’. Naturalmente são imagens instigantes\, por serem cenas de neve cheias de crianças\, por possuírem uma estranheza hipnótica com seus mil detalhes e simbolismos. \nAlém das questões simbólicas e inconscientes que me levaram a pintar essas imagens\, o branco em contraste com o preto\, o recorte que a luz clara da neve gera nas composições fazem os elementos como galhos\, pedras\, pássaros e pessoas virarem linhas e silhuetas sobre a tela\, como um desenho. A pintura torna-se mais gráfica. É fascinante. \nAs figuras\, em sua maior parte crianças\, em minha ‘pequena idade do gelo’ parecem\, em algum momento\, astronautas em um planeta desconhecido\, explorando a paisagem\, a superfície\, buscando constantemente algo que não se apresenta. \nElas apontam para caminhos possíveis. \nA partir das pinturas comecei a fazer intervenções nos livros e gravuras de Bruegel com grafismos que chamo de ‘folhas e ossos’. São silhuetas de folhagens inventadas que criam um jogo entre a forma e a contra-forma. Ou vêem-se as folhas ou o vazado que na verdade é a forma e remete a ossos.
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SUMMARY:Exposição individual de Iole de Freitas na Galeria Silvia Cintra + Box4
DESCRIPTION:Vista da exposição de Iole de Freitas\, 2025. Cortesia Silvia Cintra + Box 4\n\n\n\n\n\n\nA galeria Silvia Cintra + Box 4 apresenta a mais recente produção de Iole de Freitas\, em uma exposição individual que inaugura no dia 28 de agosto. \nDando continuidade à potente pesquisa que o público pôde experienciar na exposição “Fazer o ar”\, no Paço Imperial\, Iole nos convida a um novo mergulho em seu universo. As 18 obras\, todas inéditas\, revelam a maestria da artista em tensionar os limites dos materiais\, transformando a rigidez do aço e a delicadeza do papel em manifestações de uma força vital. \n\n\n\n\nA exposição articula o diálogo entre as aclamadas séries “Mantos”\, que ganham novas configurações na relação da pintura com areia e minérios\, como se fossem uma segunda pele\, e “Algas”\, cujas formas em aço inox flutuam no espaço. Como novidade\, a artista apresenta um conjunto de esculturas em aço inox que recebem uma delicada pintura artesanal\, adicionando novas camadas de cor e textura à sua sofisticada produção tridimensional. \nSerá uma oportunidade única de presenciar a evolução do trabalho de uma artista fundamental para a arte contemporânea brasileira.
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LOCATION:Galeria Silvia Cintra + Box4\, Rua das Acácias\, 104 – Gávea\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Além da Pintura" de Carlos Vergara na Galeria Patricia Costa
DESCRIPTION:Carlos Vergara – Imagem / Divulgação\n\n\n\n\nHá exatos 25 anos\, Carlos Vergara cultua o hábito de ir ao ateliê que mantém em um casarão em Santa Teresa\, religiosamente. Fruto dessa produção ativa e constante será mostrado em trabalhos inéditos na individual “Além da Pintura”\, que abre no dia 28 de agosto\, às 18h. Essa mostra guarda uma particularidade em especial: é a celebração de uma amizade longeva\, pois sela o encontro entre o artista\, a galerista Patrícia Costa e a curadora Vanda Klabin. Pioneiros da arte no Rio de Janeiro\, os três mantêm relação de longa data\, desde 1980\, e estarão reunidos em uma exposição pela primeira vez. Literalmente\, além da pintura. \nConhecido por desenvolver seus próprios pigmentos a partir de elementos naturais\, desta vez Vergara apresentará sua mais recente alquimia: uma tintura de nuances avermelhadas extraída do pau-brasil\, árvore que possui enraizada em seu ateliê. A matéria-prima também virou serragem para ele desenhar com uma seringa\, criando sutis relevos traçados em algumas telas. \nEssa técnica de pigmentação foi apresentada em novo terroir\, quando participou de uma residência artística no Château Cos d’Estournel (vinícola de Bordeaux)\, no primeiro semestre desse ano\, como parte da Temporada Brasil-França 2025. \n“O ateliê é o meu laboratório”\, afirma\, lembrando que os estilhaços de um vidro que se quebrou um dia desses foi incorporado em um quadro que será levado para essa exposição. \n“Eu adoro trabalhar\, não é uma obrigação”. \nA inspiração para tanta criatividade\, segundo ele\, “vem vindo”. “Do quadro anterior nasce o seguinte… às vezes surge um desafio que o trabalho anterior joga e eu tento resolver no seguinte. E é isso que faz andar”. \nOs trilhos dos bondes de Santa Teresa\, um dos ícones da cidade carioca onde está radicado desde a adolescência (Vergara nasceu em Santa Maria\, no Rio Grande do Sul\, em 1941)\, se fazem presentes em monotipias que também poderão ser vistas pelo público em “Além da Pintura”\, que terá um recorte com cerca de 16 trabalhos com diferentes suportes\, até 27 de setembro\, na Galeria Patrícia Costa\, em Copacabana – mesmo bairro que o artista escolheu para morar. \n“O artista presentifica um entrelaçamento de outros processos manuais\, uma escolha estética\, ao decalcar elementos naturais\, como o pigmento com suas texturas e propriedades\, carregado de história. Estar impregnado de gestos dos materiais que vêm da terra traz uma nova forma de expressão para a sua prática pictórica. Seus trabalhos são sempre atravessados pela pintura\, um processo que se confunde com uma depuração ou fusão com outros elementos\, com um embeber\, um provocar depósitos\, vestígios\, detritos ou fragmentos. Uma adesão aos puros pigmentos naturais e seus valores cromáticos\, que se deixam impregnar ou diluir\, de maneira aberta ao imprevisível\, como o próprio artista declarou\, ‘utiliza o acaso e a precisão’. A diluição do pigmento traz perturbações delicadas na superfície da obra\, como se estivessem à procura de uma outra instância para a sua existência\, um novo modo de ser\, uma nova significação\, como se relutasse em alcançar sua forma final. São pulsações diferenciadas\, irradiações impregnadas de valores cromáticos que flutuam e adotam comportamentos divergentes e o artista comentou que ‘as formas não mudam\, o que muda são as formas de olhar’”\, pontua a curadora e historiadora Vanda Klabin.    \n“Sua pintura permanece extremamente vigorosa\, plena e fluida\, seu universo discursivo sempre diversificado\, pulsante e propaga a sua imensa energia plástica\, continuamente desdobrada em inovações. Essa exposição amplia o entendimento sobre a trajetória do artista e da constituição de uma linguagem plástica brasileira\, com incessante fidelidade ao ato da pintura”.
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LOCATION:Galeria Patricia Costa\, Av. Atlântica\, 4.240/lojas 224 e 225 – Copacabana\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Anos-Luz" de Bia Lessa no MAM Rio
DESCRIPTION:Divulgação Light \nA Light\, empresa responsável por levar energia elétrica para milhões de pessoas no Rio de Janeiro\, comemora seus 120 anos com a instalação artística Anos-Luz\, da diretora e multiartista Bia Lessa. A exposição será inaugurada no dia 29 de agosto de 2025\, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio)\, com patrocínio da concessionária e realização da associação Rio Memórias. A entrada é gratuita. \nA instalação foi pensada especialmente para o espaço arquitetônico do MAM Rio\, onde os diversos espaços imersivos de luz e elementos da expografia estão conectados por linhas elásticas que simulam fios da rede elétrica e vibram\, representando as conexões ou ligações. \nSão 1.845 m² de área ocupada pela instalação\, usando 65 mil metros de elástico\, 42 projetores e uma obra inédita do artista plástico\, escritor e professor carioca Milton Machado\, medindo 18 metros de comprimento e 7 metros de largura. Parte da instalação também ocupa a área externa do museu\, nos pilotis.
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LOCATION:MAM Rio\, 85 Av. Infante Dom Henrique Parque do Flamengo\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:"Rabo de Cavalo" de Junia Penido na Nonada ZS
DESCRIPTION:Obra de Junia Penido – Divulgação\n\n\n\n\nA Nonada em Copacabana acaba de estrear a exposição Rabo de Cavalo\, primeira individual de Junia Penido.  \nJunia Penido (1997 – Belo Horizonte\, Brasil) vive e trabalha em Belo Horizonte. É graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais\, onde desenvolveu pesquisa sobre as relações entre as práticas do ateliê de pintura e do canteiro de obras. \nA mostra conta com ensaio crítico de Ulisses Carrilho: “A pintura de Junia Penido se aproxima da opacidade como quem recusa a evidência do gesto claro\, a transparência do imediato ou a exuberância. O espectador é conduzido a uma zona de suspensão: velada\, a imagem se oferece\, mas não se deixa decifrar. Há algo do mistério que habita o corpo e do erótico que se funda não no falo\, mas no indeterminado\, no inapreensível. O enigma se instala como qualidade pictórica: nos enquadramentos\, um ponto de vista sorrateiro\, rasteiro\, um ponto de vista em quatro patas.”
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LOCATION:Nonada Zona Sul\, R. Aires Saldanha\, 24\, Copacabana\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:"O início do mundo" na Pinakotheke Cultural
DESCRIPTION:Beatriz Milhazes\, “tonga II”\, 1994. Crédito: Sergio Guerini\n\n\n\n\nA Pinakotheke Cultural\, no Rio de Janeiro\, apresenta a exposição “O início do mundo”. Uma visão poética e sensível da mulher como matriz\, gênese\, força-motriz no mundo e no cotidiano é a ideia que agrega as 77 obras de 59 artistas mulheres\, percorrendo um arco geracional de um século. Entre as artistas\, estão Maria Martins (1894-1973)\, Lygia Pape (1927-2004)\, Celeida Tostes (1929-1995)\, Leticia Parente (1930-1991)\, Anna Bella Geiger (1933)\, Sonia Andrade (1935-2022)\, Regina Silveira (1939)\, Anna Maria Maiolino (1942)\, Ana Vitória Mussi (1943)\, Iole de Freitas (1945)\, Sonia Gomes (1948)\, Lenora de Barros (1953)\, Brígida Baltar (1959-2022)\, Beatriz Milhazes (1960)\, Rosângela Rennó (1962)\, Adriana Varejão (1964)\, Laura Lima (1971)\, Aline Motta (1974)\, Bárbara Wagner (1980) e Lyz Parayzo (1994). A curadoria é de Katia Maciel e Camila Perlingeiro\, que selecionaram trabalhos em pintura\, gravura\, desenho\, vídeo\, fotografia\, escultura e objetos.  A mostra ficará em cartaz de 1º de setembro a 18 de outubro de 2025\, com entrada gratuita. \nO início do mundo é um convite a regressar às origens. 59 mulheres evocam o feminino como princípio criador e força de transformação. Cada imagem\, cada matéria carrega em si a potência das metamorfoses cíclicas\, antigas e futuras. Aqui\, o começo não é um ponto fixo\, mas um movimento contínuo: um mundo que se reinventa no corpo feminino\, na memória e na arte. \n“Essa exposição é um projeto ousado\, mesmo para a Pinakotheke”\, diz Camila Perlingeiro. “Reunir tantas artistas e obras com suportes tão diversos foi certamente um desafio\, mas um que abraçamos com entusiasmo. Há anos pensávamos em uma mostra que envolvesse um número expressivo de artistas mulheres\, e a curadoria de Katia Maciel\, poeta e artista múltipla\, foi a garantia de um projeto ao mesmo tempo criterioso e sensível”. \nA montagem da exposição não obedece a um critério de linearidade. As aproximações são poéticas\, onde obras em diferentes suportes se agrupam – como filmes junto a fotografias\, ou pinturas que conversam com objetos\, por exemplo. “É um percurso orgânico”\, observa Camila Perlingeiro. \nA primeira sala é toda em preto e branco\, “porque simboliza o começo\, antes da cor\, antes de tudo”\, explica a curadora. As outras salas são uma reunião de obras que conversam profundamente entre si e ao mesmo tempo formam uma cacofonia delicada e potente de tudo o que simboliza o início e o ciclo da vida.
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LOCATION:Pinakotheke Cultural Rio de Janeiro\, Rua São Clemente 300\, Botafogo\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Frederico Morais – Arte e Crítica" na Pinakotheke Cultural
DESCRIPTION:Carlos Zilio\, “O julgamento de Paris”\, 2007-2019. Crédito: Jaime Acioli\n\n\n\n\nA Pinakotheke Cultural\, no Rio de Janeiro\, convida para o lançamento do livro “Frederico Morais – Arte e Crítica” (Edições Pinakotheke\, 2025)\, em dois volumes\, com 456 páginas e formato de 19 x 26 cm cada\, com 500 textos do crítico nascido em 1936\, em Belo Horizonte\, e que aos trinta anos migrou para o Rio de Janeiro. O livro é resultado da pesquisa de dez anos feita por Stefania Paiva e Rodrigo Andrade sobre as críticas de Frederico Morais publicadas no jornal “O Globo”. O primeiro volume abrange os textos feitos nos anos 1970\, e o segundo os dos anos 1980. A apresentação é do jornalista Nelson Gobbi. \n“Estes volumes registram um período decisivo de sua escrita\, quando sua visão transgressora e não dogmática desafiou convenções e ampliou os limites do que se entende por arte no país”\, afirma Camila Perlingeiro\, diretora editorial da Pinakotheke. \nJunto com a publicação do livro\, a Pinakotheke faz a exposição “Frederico Morais – Arte e Crítica”\, com 25 obras de 22 artistas próximos ao crítico\, em seleção de Stefania Paiva e Diego Matos. As obras reunidas são dos artistas: Abraham Palatnik (1928-2020)\, Alberto da Veiga Guignard (1896-1962)\, Anna Maria Maiolino (1942)\, Antonio Bandeira (1922-1967)\, Antonio Manuel (1922-1967)\, Beatriz Milhazes (1960)\, Carlos Vergara (1941)\, Carlos Zilio (1944)\, Cildo Meireles (1948)\, Cláudio Tozzi (1945)\, Farnese de Andrade (1926-1996)\, Hélio Oiticica (1937-1980)\, Ione Saldanha (1919-2001)\, Luiz Alphonsus (1948)\, Lygia Pape (1927-2004)\, Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992)\, Maria Leontina (1917-1984)\, Raymundo Colares (1944-1986)\, Rubem Valentim (1922-1991)\, Rubens Gerchman (1942-2008)\, Wanda Pimentel (1943-2019) e Wilma Martins (1934-2022). \nO livro e a exposição integram a programação dos cem anos do jornal “O Globo”\, e iniciam as comemorações dos 90 anos do autor\, referência incontornável da arte contemporânea brasileira. \nNo texto sobre a exposição\, Stefania Paiva e Diego Matos destacam que Frederico Morais “é um dos principais nomes da arte contemporânea brasileira”. “Sua trajetória de vida\, que se confunde com a própria história recente da arte no país\, atravessa sete décadas de dedicação intensa à cultura\, à crítica e à curadoria\, sempre em correção ética e política. Em 2026\, ao completar 90 anos de idade e 70 anos desde seu primeiro texto crítico\, em 1956\, sua presença no cenário artístico permanece fundamental para compreender como a arte brasileira se construiu\, resistiu e se reinventou diante de contextos sociais e políticos adversos”. \n“Ao longo de sua trajetória\, Frederico Morais não apenas viveu momentos decisivos da arte brasileira\, mas também se tornou um de seus principais cronistas. Sua vasta produção textual – que inclui críticas de jornal\, ensaios teóricos\, catálogos e livros – constitui um arquivo inestimável para pesquisadores\, curadores\, professores\, gestores e artistas. Mais do que registrar eventos\, ele documenta atmosferas\, debates e tensões que atravessaram diferentes períodos de nossa história social e cultural”\, afirmam os curadores. \nA exposição apresenta também uma série de textos fac-similares com aproximação crítica\, destacando três caminhos histórico-poéticos relevantes que atravessaram a trajetória de Morais: experiência e radicalidade (a arte dos jovens artistas dos anos 1960/1970); amplitudes modernas (a diversidade do modernismo no Brasil) e identidades de um Brasil plural (muito além do moderno\, um país único). \n“Funcionando como prelúdio de um universo ainda maior\, uma espécie de biblioteca de babel borgiana da arte brasileira\, essa mostra permitirá visualizar algumas conexões selecionadas entre crítica e criação\, entre curadoria e participação\, entre história e presente”\, assinalam Stefania Paiva e Diego Matos. \nA primeira sala é toda em preto e branco\, “porque simboliza o começo\, antes da cor\, antes de tudo”\, explica a curadora. As outras salas são uma reunião de obras que conversam profundamente entre si e ao mesmo tempo formam uma cacofonia delicada e potente de tudo o que simboliza o início e o ciclo da vida.
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SUMMARY:"Para seu olhar" de Gabriela Machado na Anita Schwartz Galeria de Arte
DESCRIPTION:Gabriela Machado\, “É só o dia”\, 2025 – Divulgação \n\nA Anita Schwartz Galeria de Arte inaugura\, no dia 3 de setembro de 2025\, às 19h\, a exposição Para seu olhar\, de Gabriela Machado. Com curadoria de Bruna Costa\, a mostra marca os 35 anos de trajetória da artista\, que vive e trabalha no Rio. A individual reúne uma série inédita composta por cinco pinturas de grande formato (2\,60 x 2\,20 m) e três esculturas em cerâmica\, obras que exploram a relação entre gesto\, corpo e espaço arquitetônico. \nA nova série resgata uma memória afetiva fundadora: a casa de fazenda do século XVIII\, pertencente ao pai da artista\, cujas paredes eram revestidas por afrescos de pássaros e paisagens. “Essas imagens sempre estiveram comigo. Desde pequena eu ajudava um restaurador a retocar os afrescos e hoje percebo o quanto essa experiência moldou o meu olhar. Nesta série\, a parede volta com força\, como lugar de memória e de corpo”\, afirma Gabriela. \nNas telas\, descritas pela artista como “quase-paredes”\, a densidade dos afrescos encontra a luminosidade dos vitrais. Transparências\, cores cítricas e camadas de tinta acrílica aplicadas em gestos largos constroem superfícies que parecem irradiar luz própria\, fundindo memória\, técnica e experimentação. “A pintura me conduz\, é o vetor do trabalho. Eu nunca parto de um projeto\, a obra se faz no fluxo\, no gesto\, na surpresa do processo”\, explica. \nBruna enfatiza a “fazência” cotidiana da artista: o exercício diário da pintura\, a disciplina que aquece a mão\, a intimidade adquirida com o material. Esse acúmulo de prática\, segundo a curadora\, se traduz na espontaneidade do gesto e na capacidade de surpreender o espectador\, mesmo após 35 anos de produção. \nOutro eixo da pesquisa de Gabriela é o diálogo entre imagem e palavra. Desde o projeto Livro do Cuco (iniciado em 2017)\, em que escreve frases ao longo do dia\, a artista experimenta a força da escrita dentro do espaço pictórico. “Quando você escreve numa pintura\, muda o olhar. A palavra abre outra narrativa\, um caminho novo dentro da imagem”\, comenta. Os títulos das obras também são concebidos como pequenas narrativas poéticas\, guiando o espectador sem aprisionar seu percurso. \nA expografia\, desenvolvida por Birger Lipinski & Laercio Redondo\, insere as obras no espaço expositivo como se fossem parte de uma casa — metáfora que acompanha a produção de Gabriela e reforça sua visão da pintura como lugar de habitação e experiência sensível. As esculturas em cerâmica\, por sua vez\, funcionam como âncoras no espaço\, ampliando o diálogo com as pinturas. \n“Se nosso corpo conseguir ser provocado por essas grandes massas de cor\, a pintura torna-se\, a um só tempo\, parte deste mundo e dispositivo para imaginar outros”\, escreve a curadora Bruna Costa no texto crítico da mostra. “Existe uma qualidade na pintura que só se adquire no acúmulo de experiência\, no cotidiano da prática. Em Gabriela\, essa disciplina se traduz em gestos espontâneos que surpreendem e\, ao mesmo tempo\, detêm o olhar do espectador”\, acrescenta.
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LOCATION:Anita Schwartz Galeria de Arte\, R. José Roberto Macedo Soares\, 30\, Rido de Janeiro\, RJ\, Brasil
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