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SUMMARY:"FUNK: Um grito de ousadia e liberdade" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:O Museu de Arte do Rio (MAR) lança a sua nova exposição FUNK: Um grito de ousadia e liberdade no dia 29 de setembro. A principal mostra do ano do MAR perpassa os contextos do funk carioca através da história. Apresentada pelo Instituto Cultural Vale\, com curadoria da Equipe MAR junto a Taísa Machado e Dom Filó\, a mostra contou também com a colaboração de consultores\, como Deize Tigrona\, Celly IDD\, Tamiris Coutinho\, Glau Tavares\, Sir Dema\, GG Albuquerque\, Marcelo B Groove\, Leo Moraes\, Zulu TR. \n\n\n\nA temática da exposição irá apresentar e articular a história do funk\, para além da sua sonoridade\, também evidenciando a matriz cultural urbana\, periférica\, a sua dimensão coreográfica\, as suas comunidades\, os seus desdobramentos estéticos\, políticos e econômicos ao imaginário que em torno dele foi constituído. “Funk é um tema coletivo. Durante muitos momentos no MAR\, fomos instigados a fazer uma exposição sobre o funk carioca. A exposição conta com duas salas. A primeira sala é sobre o soul\, esse movimento de músicas importadas dos anos 70 e 80\, que ganhou repercussão no Brasil e\, é claro\, influenciou o consumo também de roupas\, sapatos\, cabelos…a estética que vira consumo. Tem ali\, ainda\, a presença de pessoas que tinham acesso a equipamentos\, compravam discos importados e começavam a fazer grandes equipes de som para tocar nas festas. Eram essas festas\, feitas em clubes de bairros\, que precederam o funk de hoje. Já a segunda sala é toda dedicada ao baile de favela\, que hoje constitui\, talvez\, uma das maiores forças de produção artística carioca e nacional. A gente mergulha nisso\, na história dos bailes constituídos por lonas\, instalados em vários lugares\, mas sempre dentro das comunidades”\, antecipa Marcelo Campos\, Curador Chefe do MAR. \n\n\n\nA abordagem vai se estender\, ainda\, à presença do funk nas mais variadas dimensões e práticas culturais\, com especial atenção ao campo das artes visuais contemporâneas\, para as quais o funk foi uma referência de visualidade\, de resistência política\, de alteridade e de forma.  Objetos próprios da história do estilo musical serão combinados a uma profusão audiovisual de sons\, vozes e gestos\, bem como atravessados por uma iconografia relacionada ao funk\, de modo a convidar o público da cidade a experimentar sua história como uma das mais potentes formas de imaginar e singularizar o Rio de Janeiro. \n\n\n\nA exposição é dividida em 11 núcleos e contará com mais de 900 itens. Entre os mais de 100 artistas brasileiros e estrangeiros que participam da exposição\, estão Hebert\, Vincent Rosenblatt\, Blecaute\, Gê Vianna\, Manuela Navas\, Maxwell Alexandre\, Fotogracria\, Emerson Rocha\, Panmela Castro\, Bruno Lyfe\, entre outros. O público poderá interagir com algumas instalações\, ouvir músicas\, dançar e ler textos que contam a história do ritmo musical pelas duas salas do pavilhão de exposições. A expografia é assinada pelo Estúdio Gru.a. \n\n\n\nE na noite de abertura a exposição a programação do MAR contará com um baile funk no Pilotis do Museu. Estão previstas as apresentações de dança do Afrofunk Rio\, e das atrações musicais Jonathan da Provi\, MC Cacau canta MC Marcinho e Trilogia do Santo Amaro. O evento é gratuito\, com retirada de ingressos via Sympla e sujeito à lotação.
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SUMMARY:"Ònà Irin: Caminho de Ferro" de Nádia Taquary no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:A artista baiana Nádia Taquary inaugura sua primeira exposição individual no Museu de Arte do Rio (MAR) com a mostra Ònà Irin: Caminho de Ferro\, que se concentra na joalheria afro-brasileira e na ancestralidade. A exposição apresenta esculturas\, objetos-esculturas\, instalações e videoinstalações que exploram as jóias de crioulas\, tradições nagô e yorubá\, e elementos de transformação. A exposição reflete a missão do MAR em promover a arte contemporânea brasileira produzida por mulheres. Nádia Taquary é conhecida por sua pesquisa sobre a cultura afro-brasileira e já participou de exposições nacionais e internacionais. A exposição é curada pelo artista e curador Ayrson Heráclito e pela equipe do MAR.
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SUMMARY:"Sentir Mundo\, Uma jornada imersiva" no Museu do Amanhã
DESCRIPTION:Sentir Mundo\, uma experiência única de imersão na perspectiva de outras espécies\, chega ao Museu do Amanhã. Idealizada pela Sensory Odyssey Studio em coprodução com o Muséum National d’Histoire Naturelle (Museu Nacional de História Natural)\, em Paris\, França\, onde foi exibida de outubro de 2021 a julho de 2022\, a exposição é uma versão reduzida de Odisseia Sensorial\, aclamada em Paris e Singapura. \n\n\n\nA mostra aguça os sentidos dos visitantes\, aproximando-os do mundo natural como nunca antes. Ela é acompanhada por um painel detalhado\, que inclui textos\, ilustrações e um acervo entomológico\, destacando as principais espécies de cada área da exposição. Este painel enfatiza a interação entre diferentes organismos\, realçando a importância da preservação dos ecossistemas e a complexa rede de conexões que sustentam a vida na Terra.
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SUMMARY:"Riscar o Chão" no Centro Cultural Arte Sesc
DESCRIPTION:Guy Veloso\, Portela\, 2019\n\n\n\nO Centro Cultural Arte Sesc (Rua Marquês de Abrantes 99 – Flamengo) abre\, nesta quinta-feira (07/03)\, às 18h\, a exposição Riscar o Chão\, que articula linhas e traços de gravuras com fotografias que registraram os movimentos dos corpos dos sambistas que “riscam o chão” da avenida. A mostra será aberta com um show da cantora e compositora Nina Wirtti. A entrada é franca. \n\n\n\nA exposição reúne 61 obras\, em serigrafia e litogravura\, de Abelardo Zaluar\, Alfredo Volpi\, Athos Bulcão\, Carlos Scliar e Dionísio Del Santo\, que datam de 1984 e integram o acervo do Sesc RJ\, e fotografias dos artistas convidados Guy Veloso e Vítor Melo\, registradas entre os anos de 2019 e 2023\, durante o Carnaval\, no Rio de Janeiro. \n\n\n\nCom curadoria de Marcelo Campos e Leonardo Antan\, a mostra propõe um diálogo de gravuras com fotografias que registram a técnica\, a engenhosidade de sambistas e a evolução de corpos no Carnaval\, aproximando a geometria e a figuração com uma ginga de linhas e cores\, estabelecendo uma relação com o lugar ao qual pertenciam\, criando ambientações singulares e dialogando com o contexto brasileiro. \n\n\n\n“Se para muitos\, os pensamentos elaborados por artistas do Carnaval parecem distantes ou superficiais diante de outras formas de arte\, eles são importantes discursos que se criam sobre nosso país. É preciso perceber como o universo plástico das artes institucionais e o pensamento de artistas-carnavalescos sempre estiveram em sinergia e reinventando possibilidades de país nas telas e avenidas”\, observa o curador Marcelo Campos. \n\n\n\nRiscar o Chão é a quarta exposição a ocupar o Arte Sesc desde a reabertura do espaço em 2022. O centro cultural vem se dedicando a tornar acessível ao público obras do seu acervo de mais de 500 peças do Sesc RJ\, que vêm sendo paulatinamente tratadas\, restauradas e selecionadas para compor exibições a partir de recortes curatoriais alinhados às discussões contemporâneas em artes visuais. \n\n\n\nA mostra inaugural foi Notícias do Brasil: Carybé\, Cícero Dias e Glauco Rodrigues\, com gravuras assinadas por esses artistas\, em celebração aos 100 anos da Semana de Arte Moderna de 1922. Na sequência\, o espaço recebeu Abstrações\, composta por obras de artistas mulheres que exploram o caminho da abstração em diferentes tempos e formas expressivas: Fayga Ostrower\, Renina Katz\, Anna Letycia e Anna Maria Maiolino (peças do acervo)\, Ana Cláudia Almeida e Laís Amaral (convidadas). \n\n\n\nA terceira mostra\, ÀMÌ: Signos Ancestrais\, partiu de uma obra de Emanoel Araújo\, restaurada após anos exposta em uma área externa do Sesc Copacabana\, e contou com os artistas convidados Raphael Cruz e Guilhermina Augusti. As obras estão\, agora\, em exibição na galeria do Sesc Barra Mansa\, até 14 de julho.
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SUMMARY:"Abolicionistas Brasileiras" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Guilhermina Augusti\, Aqualtune em Escuro Indizível n1 [detalhe]\, 2023. Imagem: Divulgação Museu de Arte do Rio\n\n\n\nO Museu de Arte do Rio inaugura no dia 09 de março a exposição Abolicionistas Brasileiras. A mostra\, realizada em parceria com o Instituto Artistas Latinas\, faz parte das comemorações de 11 anos do MAR. O projeto Abolicionistas Brasileiras traz obras de oito artistas contemporâneas brasileiras\, inspiradas em mulheres que tiveram papéis de influência e liderança no processo de abolição da escravatura no Brasil. A exposição que ocupa a biblioteca do MAR tem entrada gratuita e conta com a curadoria de Ana Carla Soler. 
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SUMMARY:"PHYGITAL" no Centro Cultural PGE-RJ
DESCRIPTION:Créditos: Paulo Vitor/PGE-RJ\n\n\n\nO Centro Cultural PGE-RJ inaugura\, no próximo dia 14 de março\, a exposição PHYGITAL\, que reúne obras de 9 artistas brasileiros que pesquisam os desdobramentos da presença do universo digital em nosso cotidiano e as suas consequências para a sociedade. A mostra vai ocupar o salão de exposições do antigo Convento do Carmo\, no Centro do Rio\, e ficará aberta até 13 de julho para visitas gratuitas. \n\n\n\nO termo “phygital” vem da fusão das palavras físico (physical\, em inglês) e digital\, e tem sido adotado para se referir a iniciativas que integrem o mundo físico e o mundo digital. Nas palavras da Curadora Cecília Fortes\, do Centro Cultural PGE-RJ\, a mostra sugere “uma reflexão sobre os efeitos deste mundo híbrido físico x digital cada vez mais presente no nosso dia a dia\, bem como sobre as novas formas de interações humanas através do uso da tecnologia”. \n\n\n\nA exposição traz os trabalhos de Anna Costa e Silva que aborda as relações humanas e as relações homem-máquina; de Ilê Sartuzi que incentiva a pensar sobre a ausência do humano no universo digital; de Leo Zeba\, que evidencia a forma como as imagens moldam a vida cotidiana; de Luiz D’Orey que com elementos do virtual no mundo físico\, embaralha os limites entre o real e o digital; de Monica Rizzoli\, com um resgate ao ambiente natural em meio a tantos aparatos tecnológicos e o ruído visual do emaranhado de fios; de Piti Tomé\, focando a solidão em contraponto ao teórico aumento na conectividade entre pessoas pelos meios de comunicação digitais; de Rafael Alonso e Sofia Caesar com a exaustão física e mental\, resultante de horas de interação com computadores e outras telas; e de Vitória Cribb que questiona o hábito cada vez mais comum de dividir o espaço íntimo\, profissional e psicológico com as máquinas.
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SUMMARY:"Topiarius" de Vanessa Freitag no Sesc Três Rios
DESCRIPTION:O Sesc Três Rios inaugura no dia 22 de março de 2024\, a partir das 14h\, a exposição TOPIARIUS\, individual da artista Vanessa Freitag\, com curadoria de Renata Santini. Vanessa\, hoje radicada no México\, apresentará uma instalação têxtil composta por cerca de 50 peças tecidas em pequeno e médio formato\, a partir do chão da galeria com alguns filamentos presos ao teto; e 15 desenhos cujas formas geradas designam-se criaturas\, pequenos seres que podem remeter às existências da natureza ou seres imaginários. A exposição foi selecionada pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar. \n\n\n\nTopiarius\, palavra grega latinizada\, significa “jardim artificial”\, e também se refere ao encarregado de organizar\, aparar e cuidar do jardim. Numa referência à “arte da jardinagem”\, a artista Vanessa Freitag estende o uso da palavra à relação de cuidado que estabelecemos no cotidiano\, começando pelo ofício da artista em seu processo criativo\, até abranger lugares e pessoas. \n\n\n\n“Uma memória de infância do jardim da avó materna é o gatilho para a série de trabalhos selecionados para esta proposta. A artista empreende uma investigação escultórica tomando como fio condutor imagens de flores\, plantas e animais dos quais recorda o jardim de sua infância. Concretiza essas lembranças em formas desenhadas\, tecidas\, costuradas e ornamentadas\, que aludem a organismos imaginários vivendo em simbiose em um espaço delimitado. Pensa nas conexões por trás da criação de um jardim e da criação de uma peça tecida: tempo\, paciência\, imersão. Maneiras de conceber o mundo lentamente. E em silêncio. Um tipo de tempo que aparentemente pouco temos no nosso dia a dia”\, comenta a curadora Renata Santini. \n\n\n\nVanessa cria os objetos com materiais reutilizados\, como roupas de segunda mão\, retalhos de tecidos\, linhas\, fios\, bolinhas de gude e pequenos objetos encontrados em bazares da cidade onde vive (Léon\, México). “Queria que as roupas carregassem marcas de uso\, porque acredito que nelas se encontra a memória do corpo\, travando assim uma espécie de diálogo silencioso com o outro”\, relata a artista. \n\n\n\nTopiarius nasce durante o período da quarentena e aborda as linguagens do têxtil e do desenho\, a partir\, sobretudo\, do exercício do pensamento por meio da prática artística\, na qual se articulam formas de experimentação de lugares\, como o jardim artificial criado por Freitag através de referências pessoais.
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SUMMARY:"Em falso" de Simone Cupello no Museu da República
DESCRIPTION:Pensar a imagem como um fenômeno poderoso na sociedade atual é talvez a intenção maior das pesquisas de Simone Cupello. O olhar da artista\, treinado na cenografia e edição de vídeos para TV\, se debruça constantemente sobre o comportamento do homem em relação ao meio imagético que o cerca\, acolhe e modifica. \n\n\n\nEM FALSO\, reúne obras que a natureza e o jardim romântico do Museu da República inspiraram e ensinaram. “Entendi com a pedra falsa do rocaille que posso ter a figura se a figura falar de matéria”\, afirma a artista sobre a representação da matéria\, sobre texturas\, tempo e memória. \n\n\n\nFotografias são fragmentos de uma determinada forma de ver o mundo\, um recorte preciso que enquadra na bidimensionalidade uma ruptura temporal\, indicando que algo aconteceu ou esteve ali por determinado tempo. Susan Sontag\, entretanto\, sinaliza sobre o destino das fotografias tiradas exaustivamente e que terão\, certamente\, pouco tempo de vida útil. \n\n\n\n“O que vai ser de um maço de fotografias daqui a 500 anos?”\, questiona Simone diante do acervo de imagens com as quais trabalha\, interfere\, experimenta e aprende. \n\n\n\nIsabel Sanson Portella (curadora do Museu da República do Rio de Janeiro)
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LOCATION:Museu da República\, Rua do Catete\, 153 - Catete\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Bloco do Prazer" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Foto: Marcio Vasconcelos\, Cazumbas\n\n\n\nOs versos de Fausto Nilo e Moraes Moreira eternizados na canção interpretada por Gal Costa serviram como fonte de inspiração para a nova exposição do Museu de Arte do Rio. “Bloco do Prazer”\, título da música lançada em 1982\, dá nome à mostra que inaugura no dia 05 de abril no MAR\, e apresenta ao público festas e celebrações que configuram momentos de alegria\, catarse\, transe e desejo da cultura brasileira. A exposição tem curadoria de Marcelo Campos\, Amanda Bonan\, Thayná Trindade\, Amanda Rezende\, Jean Carlos Azuos e do curador convidado Bitú Cassundé.
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SUMMARY:"Carmézia Emiliano e a vida macuxi na floresta" no Museu do Pontal
DESCRIPTION:Carmézia Emiliano\, Araras [detalhe]\, 2018. Foto: Roumen Koynov\n\n\n\nA vida e a cultura do povo Macuxi\, além da paisagem natural de Roraima\, são as grandes fontes de inspiração da artista indígena Carmézia Emiliano\, que\, nos últimos anos\, vem firmando o seu nome no cenário das artes visuais do País. No dia 13 de abril\, o Museu do Pontal inaugura a sua primeira individual no Rio de Janeiro\, Carmézia Emiliano e a vida macuxi na floresta. Com curadoria dos diretores do museu\, Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque\, a mostra reúne 21 pinturas (em tinta óleo e acrílica). A exposição\, que segue em cartaz até agosto\, integra a programação do segundo Festival das Culturas Indígenas no Museu do Pontal\, que acontecerá nos dias 13 e 14 de abril\, com entrada gratuita. \n\n\n\n– Retrato minhas memórias. Não copio de outros. Tiro os desenhos da minha lembrança\, dos lugares que fui e das histórias que vi. Retrato as comidas\, as danças\, bebidas\, como fazíamos as redes\, o trabalho com a mandioca. A arte para mim é minha vida\, minha identidade – afirma Carmézia. \n\n\n\nAutodidata\, Carmézia Emiliano (Normandia\, Roraima\, 1960) começou a pintar em 1992\, utilizando tintas naturais\, feitas de ingredientes como folha de algodão roxo\, pimenta e jenipapo.  Não parou mais e\, aos poucos\, foi experimentando novos materiais e aprendendo com a prática. Sua trajetória de vida marca a sua arte\, que funciona também como uma forma de propagar sua origem e cultura. O dia a dia dos indígenas\, a rotina na maloca\, os mistérios do Lago Caracaraña\, a diversidade dos animais estão entre os elementos presentes em suas pinturas. \n\n\n\nSegundo Denilson Baniwa\, “A obra de Carmézia Emiliano é\, antes de tudo\, um convite a conhecer o território Macuxi\, assim como parte das complexidades da vida da artista\, que escolheu a arte como forma de levar-nos ao interior da Maloca do Japó\, em Roraima.” \n\n\n\nNascida na comunidade do Japó\, terra indígena Raposa Serra do Sol\, em Roraima\, a artista passou a viver em Boa Vista\, a partir dos 29 anos. Sua primeira exposição aconteceu em 1996\, no Sesc Boa Vista. Mas\, a partir dos anos 2020\, sua pintura ultrapassou rótulos e fronteiras. Em 2023\, contou com uma individual no Masp e participou da 35ª Bienal de Artes de São Paulo e da primeira Bienal das Amazônias. \n\n\n\n– Eu fico muito feliz em ver minhas obras em exposição. Nunca imaginei que isso fosse acontecer. Estou mostrando a cultura macuxi para as pessoas – afirma Carmézia. \n\n\n\nCarmézia vem pela primeira vez ao Rio de Janeiro\, especialmente para a abertura da exposição\, e faz planos de visitar o mar. \n\n\n\n– Além dessa importante mostra\, que contará com uma grande variedade de obras e com um documentário sobre sua trajetória\, durante o festival faremos um bate-papo com a artista e uma vivência de pintura aberta ao público – explicam Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque\, curadores da mostra e diretores do Museu do Pontal.
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SUMMARY:"Uma Casa Toda Sua" na Casa Museu Eva Klabin
DESCRIPTION:Detalhe da obra de Sani Guerra\n\n\n\nA curadora Isabel Portella une Eva Klabin e Virginia Woolf em um pensamento comum\, convidando catorze artistas mulheres com discursos e poéticas bastante diversos para trazer propostas instigantes e interferências no espaço. São elas: Bel Barcellos\, Carolina Kaastrup\, Claudia Hersz\, Daniela Mattos\, Dora Smék\, Julie Brasil\, Karola Braga\, Lyz Parayzo\, Mariana Maia\, Marlene Stamm\, Panmela Castro\, Patrizia D’Angello\, Sani Guerra e Simone Cupello. \n\n\n\n“O que proponho é uma exposição só com artistas mulheres independentes. Mães solo\, mulheres negras\, lésbicas\, trans\, periféricas\, deficientes\, idosas e mulheres livres que fazem seus trabalhos com garra e força\, independentes de críticas e do mundo fálico dos curadores homens que habitam o nosso cenário artístico atual. No encontro da arte com tantos desejos e conquistas\, celebremos a figura de mulheres que ousaram transgredir\, oferecendo à vida o que têm de mais íntimo e sagrado”. Isabel Portella – curadora
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SUMMARY:"Pedro Carneiro – Antes que a Memória me Esqueça" no Sesc Madureira
DESCRIPTION:Pedro Carneiro\, Herói tropicaos marginal [detalhe]\, 2023\n\n\n\nO Sesc Madureira tem o prazer de convidar para a exposição “Antes que a Memória me Esqueça”\, com aproximadamente 40 obras – pinturas\, vídeos e fotografias – de Pedro Carneiro\, artista nascido no Rio de Janeiro em 1988. Com curadoria de Raphael Couto\, e textos críticos dele e de Clara Machado\, a mostra irá ocupar os espaços expositivos do térreo da instituição. \n\n\n\nOs trabalhos de Pedro Carneiro partem de sua memória pessoal\, principalmente em torno das matriarcas de sua família: as avós materna e paterna\, que moravam juntas com as tias do artista em Oswaldo Cruz\, bairro vizinho a Madureira. A morte da avó Ridete\, em 2023\, e a isquemia sofrida pela outra avó\, Luiza\, provocaram no artista uma urgência em registrar suas memórias. O curador Raphael Couto observa que a exposição “fala de afetos\, de vínculos”. “Celebra o matriarcado de duas avós que decidem compartilhar uma casa\, celebra a mãe que repete a feijoada de São Jorge\, celebra os silêncios”. Pedro Carneiro ressalta: “Ainda que sejam relacionadas a minha memória\, tento encontrar um lugar familiar na memória de todos que vejam meus trabalhos”. “Mesmo quando eu partir\, eu quero que algumas coisas sejam lembradas. A memória é frágil\, ela pode se perder\, mas resistimos e queremos que ela persista o máximo de tempo possível”. \n\n\n\nO artista tem participado de exposições coletivas importantes\, como “Carolina Maria de Jesus: Um Brasil para os brasileiros” – apresentada no IMS Paulista entre setembro de 2021 a abril de 2022\, e depois em itinerância em Sorocaba e São José do Rio Preto\, em São Paulo\, e no Rio de Janeiro\, onde esteve no Parque Madureira\, em 2022\, na Ocupação MAR\, e no Museu de Arte do Rio (MAR)\, de junho a novembro de 2023. No MAR\, Pedro Carneiro integrou também a mostra “Um Defeito de Cor” (2022/2023)\, que depois foi apresentada no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab)\, em Salvador. Entre outras coletivas\, também participou de “Parada 7”\, no Centro Cultural Hélio Oiticica e Centro Cultural da Justiça Federal\, no Rio de Janeiro\, e da Bienal do Mercosul\, em Porto Alegre\, todas em 2022. \n\n\n\nRaphael Couto afirma que “Pedro reforça os vínculos ao se cercar de amigos para construir a exposição\, ampliando uma rede de afetos e de recordações. Tal como defende Oswald de Andrade\, a memória aqui não é a fonte dos costumes\, mas a experiência pessoal renovada e\, sobretudo\, ética”. \n\n\n\nO curador distribuiu as obras de Pedro Carneiro em três grandes núcleos: o primeiro\, relacionado ao cotidiano\, ao ambiente familiar e afetivo; o segundo\, lúdico\, o movimento em busca dos sonhos; e o terceiro com comentários mais diretamente políticos. O artista destaca: “Todo trabalho é político\, mas neste segmento da exposição o discurso é mais direto”.
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SUMMARY:"Transmutação: alquimia e resistência" de Marcela Cantuária no Paço Imperial
DESCRIPTION:Marcela Cantuária\, 1° Salão Latino-americano y Caribeño de Artes / Salão das Mulheres (depois de Willem van Haetch)\, 2022. Foto: Vicente de Mello\, cortesia da artista e A Gentil Carioca\n\n\n\nA mostra\, que tem curadoria de Aldones Nino e assistência curatorial de Andressa Rocha\, contará com cerca de 20 obras da artista\, incluindo trabalhos recentes e inéditos. “Cantuária não se limita a pintar; ela conjura\, diariamente engajando-se em uma prática que se assemelha à magia\, capaz de remodelar a realidade\, redefinir narrativas e transformar perspectivas. Como uma alquimista contemporânea\, cada tela age como um encantamento\, um chamado à reflexão e à transformação. Ela propõe uma reinvenção constante da criação artística\, estabelecendo conexões entre múltiplas temporalidades”\, afirmam os curadores no texto que acompanha a exposição.
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SUMMARY:"Caboclos da Amazônia: arquitetura\, design e música" no Paço Imperial
DESCRIPTION:Foto: Divulgação\n\n\n\nO Paço Imperial inaugura\, no dia 17 de abril (quarta-feira)\, a exposição “Caboclos da Amazônia: arquitetura\, design e música”\, apresentada pelo Ministério da Cultura\, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN e Instituto Cultural Vale via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Com mais de 300 peças autênticas e diversificadas\, organizadas em quatro categorias distintas – Arquitetura e Interiores\, Objetos\, Letras e Música – a exposição representa a essência do rico universo das expressões artísticas do Estado do Pará. \n\n\n\nIdealizada pelo designer paraense Carlos Alcantarino\, residente no Rio de Janeiro desde 1982\, a exposição documenta e celebra a regionalidade nos aspectos naturais e culturais vivenciados pelos caboclos que habitam a floresta amazônica. \n\n\n\nDocumentada a partir das impressões paisagísticas da Amazônia e das incursões realizadas nas comunidades da ilha de Marajó\, incluindo Afuá\, e na ilha do Combu\, em Belém\, a mostra reflete o olhar atento do curador Carlos Alcantarino sobre os elementos do cotidiano. Esses elementos incluem a elevação das habitações para proteção contra as cheias das marés\, a vibrante paleta de cores das casas\, a música regional e as elaboradas inscrições nas embarcações\, minuciosamente confeccionadas pelos talentosos artistas conhecidos como “abridores de letra”. \n\n\n\nA abertura\, no dia 17 de abril\, quarta-feira\, às 15h\, conta com apresença especial do “abridor de letras paraense” Idaias Dias de Freitas\, que virá ao Rio exclusivamente para inaugurar a exposição. \n\n\n\n“Caboclos da Amazônia: arquitetura\, design e música” já passou por Belém do Pará\, São Paulo e Belo Horizonte. Após temporadas de sucesso nessas cidades chega ao Paço Imperial\, onde estará em exibição até 7 de julho de 2024\, com entrada gratuita.
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SUMMARY:“Pequenas Alegrias” de Bruno Dunley na Nara Roesler
DESCRIPTION:Bruno Dunley\, Luar [detalhe]\, 2023\n\n\n\nNara Roesler Rio de Janeiro tem o prazer de convidar para a abertura de “Pequenas Alegrias”\, com 20 trabalhos inéditos de Bruno Dunley\, no dia 18 de abril de 2024\, das 18h às 21h\, com texto crítico de Pedro França. As obras em “Pequenas Alegrias” são resultado de um ano de trabalho de Bruno Dunley\, um dos expoentes da nova e preeminente geração de pintores brasileiros. \n\n\n\nA adoção de pinturas em formato reduzido é um dos principais eixos da exposição. Depois de explorar os grandes formatos durante sete anos – mostrado em duas  individuais\, em 2020 e 2023 – Bruno Dunley se volta para trabalhos em menores dimensões. A pesquisa com materiais pictóricos e suas propriedades – muito também  em função da Joules & Joules\, a fábrica de tintas a óleo artesanais fundada em 2020 por ele e seu amigo e também artista Rafael Carneiro – o levaram a pensar em novas soluções plásticas e pictóricas para seus trabalhos. \n\n\n\n“Após as exposições com telas de três metros por dois metros e pouco\, senti a necessidade de experimentar mais as soluções pictóricas\, por causa dos materiais e meios que estavam entrando no meu pensamento\, no meu cotidiano\, por conta da Joules”\, conta. “Daí\, surgiu a ideia de fazer pequeno\, para eu poder testar soluções\, e chegar mais perto das coisas de uma forma mais rápida”\, diz. \n\n\n\nO pequeno formato possibilita um aspecto mais fluído e experimental na concretização de seu pensar artístico. Nas palavras do artista\, existe um forte componente “desenhístico” nessas novas pinturas. Esse aspecto não se dá apenas em função de seu caráter experimental\, mas também pela leveza\, agilidade e gestualidade que esse formato possibilita. \n\n\n\nAinda que sejam trabalhos inéditos\, as obras presentes em “Pequenas Alegrias” revisitam momentos anteriores da trajetória de Bruno Dunley: “Em 2014\, durante uma viagem para a Serra da Capivara\, deparei com uma série de desenhos e pinturas rupestres realizados pelos primeiros habitantes do lugar. Ainda que fossem anteriores ao próprio conceito de arte e extremamente simples\, eram carregados de significados\, e fundamentais para organizarem o imaginário de um grupo. Naquele momento [estes desenhos] tiveram influência em minha poética e\, agora\, voltam a ser revisitados”. \n\n\n\nBruno Dunley ressalta também o fato de que\, ainda que se tratem de trabalhos diminutos\, estes são repletos de detalhes\, tanto de natureza temática\, como elementos figurativos\, resquícios de paisagens e seres reduzidos a formas essenciais\, até elementos de natureza técnica\, como sutis gradações tonais e elementos táteis.
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LOCATION:Nara Roesler  Rio de Janeiro\, R. Redentor\, 241 - Ipanema\, Rio de Janeiro - RJ\, Rio de Janeiro\, Rio de Janeiro\, Brasil
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SUMMARY:"Nhe’e˜ Porã: Memória e Transformação" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Foto: Divulgação/Ciete Silvério\n\n\n\nApós seu sucesso no Museu da Língua Portuguesa\, a exposição Nhe’e˜ Porã: Memória e Transformação encontra-se agora no Museu de Arte do Rio (MAR). Com curadoria da artista indígena e mestre em Direitos Humanos Daiara Tukano e da antropóloga Majoí Gongora\, a mostra apresenta de maneira poética e acessível a diversidade linguística como expressão cultural e ferramenta de resistência das populações indígenas. Contando com a colaboração de mais de 50 especialistas indígenas\, a exposição se expandiu para além do espaço físico e virtual do museu\, incluindo materiais educativos\, debates\, mostras de cinema\, apresentações culturais e cursos online gratuitos.
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SUMMARY:"Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro" no Centro Cultural Sesc Quitandinha
DESCRIPTION:Waleff Dias\, Sem título\, da série Até os Filhos do Urubu Nascem Brancos\, 2019. Foto: Pablo Bernardo\n\n\n\nO Centro Cultural Sesc Quitandinha recebe a exposição “Dos Brasis”\, maior mostra dedicada à produção negra nacional. \n\n\n\nSucesso de público e elogiada pela crítica\, a mostra\, que reúne obras de 240 negros do país no Centro Cultural Sesc Quitandinha\, foi vista por mais de 130 mil pessoas no Sesc Belenzinho\, em São Paulo. Exposição estará em cartaz\, em Petrópolis de 3 de maio a 27 de outubro. \n\n\n\nA centralidade do pensamento negro no campo das artes visuais brasileiras\, em diferentes tempos e lugares\, é uma das principais premissas que guiam o processo curatorial da mostra Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro\, a mais abrangente exposição dedicada exclusivamente à produção de artistas negros. Depois de passar sete meses em São Paulo\, com registro de mais de 130 mil visitantes\, a exposição chega ao Rio de Janeiro e será instalada em um dos principais cartões postais da Região Serrana: o Centro Cultural Sesc Quitandinha (CCSQ)\, em Petrópolis. Com abertura marcada para o dia 3 de maio\, a mostra receberá visitantes até 27 de outubro deste ano. \n\n\n\nResultado de um trabalho desenvolvido pelo Sesc em todo o país\, a mostra conta com sete núcleos temáticos\, reunindo aproximadamente 240 artistas negros\, de todos os estados do Brasil\, sob curadoria de Igor Simões\, em parceria com Lorraine Mendes e Marcelo Campos. Realizada por meio de um trabalho em conjunto de analistas de cultura da Insituição de todo o país\, a exposição traz obras em diversas linguagens artísticas como pintura\, fotografia\, escultura\, instalações e videoinstalações\, produzidas desde o fim do século XVIII até o século XXI. A lista completa dos artistas participantes está disponível ao final do texto. \n\n\n\nA exposição chega na íntegra ao Centro Cultural Sesc Quitandinha (CCSQ). As 314 obras que estavam em exibição no Sesc Belenzinho (SP) vão ocupar os salões da área monumental do histórico edifício\, que em 2024 completa 80 anos. Parte dos trabalhos\, alguns inéditos\, também serão expostos pela primeira vez na área externa e no lago em frente à unidade. A mostra vai ainda oferecer ao público uma programação paralela com ações em mediação cultural e atividades educativas\, além de um programa público composto de debates e palestras com convidados. \n\n\n\nInaugurado em 1944\, um ano antes do fim da Segunda Guerra Mundial\, o Quitandinha abrigou um dos maiores hotéis-cassino das Américas. Recebeu personalidades brasileiras e hollywoodianas\, como Carmen Miranda e Walt Disney. Também foi palco de eventos que marcaram a história\, como da Conferência Interamericana para a Manutenção da Paz e da Segurança no Continente\, em 1947\, e a 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata\, realizada em 1953. Na década de 1960\, após a proibição dos jogos no Brasil\, o cassino foi fechado e o hotel teve seus apartamentos vendidos\, tornando-se um condomínio. Em 2007\, a área monumental passou a ser administrada pelo Sesc RJ\, que a transformou em um Centro Cultural. \n\n\n\nDesde que foi reinaugurado como um Centro Cultural\, em abril do ano passado\, o Quitandinha vem sendo ocupado por exposições que resgatam a forte identidade afro-brasileira em Petrópolis. A primeira\, intitulada “Um oceano para lavar as mãos”\, com curadoria de Marcelo Campos e Filipe Graciano\, apresentou uma revisão da história do Brasil a partir de narrativas não eurocentradas\, pensada por curadores e artistas negros\, levando o espectador à reflexão sobre a forte memória e produção artística negra na contemporaneidade\, no Brasil e no município\, e sua relação com o passado imperial. Depois\, dos mesmos curadores\, recebeu a coletiva “Da Kutanda ao Quitandinha”\, em que o ponto de partida foi o território onde o edifício está inserido – uma região marcada por quilombos formadores da cidade.
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LOCATION:Centro Cultural Sesc Quitandinha\, Avenida Joaquim Rolla\, nº 2\, Quitandinha\, Petrópolis\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:“Pamuri Pati – Mundo de transformação” de Daiara Tukano no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Daiara Tukano\, Kahtiri wi’i – casa da vida\, 2023. Foto: Ana Pigosso\n\n\n\nA beleza e a força do feminino ancestral causam impacto aos olhos de quem observa as pinturas que chegaram ao Museu de Arte do Rio. A primeira exposição individual da artista indígena Daiara Tukano\, na cidade do Rio de Janeiro\, será inaugurada no MAR\, a partir do dia 10 de maio. A mostra Pamuri Pati – Mundo de transformação é realizada em parceria com a galeria Millan\, de São Paulo\, que representa a artista\, e ficará em cartaz até o dia 25 de agosto. Por meio da mostra\, Daiara Tukano fala sobre as transformações sociais que podem ser observadas pelas óticas do feminino e do próprio povo indígena. Para ela\, isso se dá por uma retomada da “memória ancestral” com a qual a sociedade se reconecta. “Quero compartilhar um pouco da cultura do meu povo\, mas também dessa vivência de luta”\, afirma a artista.
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SUMMARY:Inauguração da galeria Flexa com a mostra “Rio: a medida da terra”
DESCRIPTION:Adriana Varejão\, Panorama da Guanabara (detalhe)\, 2012. Créditos: Eduardo Ortega\n\n\n\nO Rio de Janeiro ganha no dia 11 de maio uma nova galeria de arte: a Flexa. O nome\, derivado do adjetivo flexo\, denota a natureza flexível\, adaptável do espaço\, que vai atuar no mercado secundário de arte\, mas com um olhar contemporâneo\, realizando diálogos entre distintas gerações\, promovendo resgates históricos\, apoiando instituições e fomentando a formação de coleções. Para isso\, conta com a expertise e o acesso ao acervo de uma galeria consolidada no setor: a paulistana Almeida & Dale\, de onde vêm dois de seus cinco sócios: Antônio Almeida e Carlos Dale. Completam o time os cariocas Pedro Buarque\, diretor executivo\, Luisa Duarte\, diretora artística\, e Maria Ferro\, diretora comercial da casa. A reforma do projeto arquitetônico do prédio na Rua Dias Ferreira\, no Leblon\, é do escritório paulistano Vão\, responsável pela expografia da última Bienal de São Paulo. Já a identidade visual da galeria é assinada pelo renomado diretor de arte Giovanni Bianco. \n\n\n\nA Flexa vai também atuar representando espólios e realizando parcerias com outras galerias associadas ao grupo Almeida & Dale: Cerrado\, em Goiânia e Brasília\, e a Marco Zero\, em Recife.Sobre a exposição coletiva que abre a galeria\, curada por Luisa Duarte: \n\n\n\n“Rio: a medida da terra” \n\n\n\nO Rio de Janeiro se constituiu como cidade a partir do encontro singular entre sua exuberante geografia natural e o seu tortuoso desenvolvimento urbano. Conhecida como “Metrópole à Beira-mar”\, a antiga capital brasileira pode ser vista como um palco vivo da disputa entre a ortogonalidade do traçado urbano que caracteriza as cidades modernas e uma paisagem capaz de desafiar tal intento racional que visa domesticar a natureza. Tal disputa\, por sua vez\, encontra uma ressonância em um importante capítulo da história da arte carioca – o neoconcretismo. Iniciado em 1959 por nomes hoje consagrados como Hélio Oiticica\, Lygia Pape\, Lygia Clark\, o movimento foi responsável por desconstruir as bases do projeto construtivo europeu –segundo o qual a arte deveria emular uma abstração geométrica ideal\, pura e organizada. Os artistas neoconcretos instauraram\, por sua vez\, uma subversão desse projeto construtivo\, retirando-o do plano idealizado ao estabelecer um atrito entre a assepsia característica da geometria e o registro do que é vivo\, pulsante\, pois parte do corpo\, da natureza\, da rua\, do cotidiano. \n\n\n\nA exposição coletiva “Rio: a medida da terra” aborda tais tensões\, apresentando paisagens históricas e atuais da cidade\, obras neoconcretas e contemporâneas\, além de abordar questões políticas e sociais\, como a violência urbana e a resistência cultural\, explicitando um panorama sobre as formas de vida e criação plurais na cidade. A mostra também destaca a sobrevivência das tradições culturais cariocas\, como o carnaval\, em meio às mudanças urbanas e temporais. \n\n\n\nO título da exposição evoca a origem pouco lembrada da palavra geometria: o termo vem do grego e significa\, grosso modo\, “medida da terra”. Nesse sentido\, “Rio: a medida da terra” trata de recordar tanto a tensão entre paisagem natural e um processo de urbanização cujo modelo foi importado de cidades europeias\, quanto as ressonâncias do neoconcretismo\, movimento que abordou a geometria não como medida ideal\, tal qual as correntes artísticas hegemônicas do hemisfério norte fizeram\, mas sim associada ao mundo\, como reconexão com o que é vital. Ou seja\, como medida da terra\, como medida da vida. \n\n\n\nEntre os artistas presentes na mostra estão: Agrippina Roma Manhattan\, Alair Gomes\, Allan Weber\, Carlos Vergara\, Giovanni Castagneto\, Henry Chamberlain\, Glauco Rodrigues\, Georg Grimm\, Gustavo Dall’Lara\, Heitor dos Prazeres\, Hélio Oiticica\, Ione Saldanha\, Ivens Machado\, Jonas Arrabal\, Laercio Redondo\, Laura Lima\, Lívio Abramo\, Luiz Zerbini\, Lygia Pape\, Marcia Falcão\, Marcos Chaves\, Nicolas Antoine Taunay\, Nicolau Facchinetti\, Oswaldo Goeldi\, Panmela Castro\, Raymundo Colares\, Timóteo da Costa\, Victor Arruda\, Wanda Pimentel\, Wilma Martins\, Zé Tepedino.
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SUMMARY:"Rio: desejo de uma cidade | 1904-2024" na Casa Roberto Marinho
DESCRIPTION:Andre Cypriano\, Membros do Surfavela\, 1999\n\n\n\nA Casa Roberto Marinho\, por onde correm as águas do Rio Carioca\, anuncia a exposição inédita Rio: desejo de uma cidade | 1904-2024\, a ser inaugurada no dia 11 de maio\, a partir do meio-dia. Sob a curadoria de Lauro Cavalcanti\, Marcia Mello e Victor Burton\, com consultoria do executivo Jorge Nóbrega (ex-presidente do Grupo Globo)\, do colecionador Luiz Chrysostomo e do arquiteto Pedro Mendes da Rocha\, a mostra é uma ode à capital do Rio de Janeiro e antecipa as celebrações de seus 460 anos de fundação. \n\n\n\nPartindo da data de nascimento do jornalista e empresário Roberto Marinho (1904-2003)\, que faria 120 anos em 2024\, a coletiva exibe 139 peças e outras 46 obras ampliadas e plotadas nas paredes do instituto. São fotografias e pinturas de 75 artistas brasileiros e estrangeiros que abordaram o Rio em seus trabalhos. \n\n\n\nHá também desenhos\, esculturas\, vídeos\, maquetes\, peças de design\, cartazes e publicações apresentados em oito núcleos expositivos que expressam a complexidade e a diversidade cultural da Cidade Maravilhosa. “Corpo”\, “Morar”\, “Festejar”\, “Concentrar”\, “Aeroporto”\, “Projetar”\, “Construir” e “Lembrar” são os eixos temáticos propostos pela curadoria\, que nos ajudam a percorrer essa trajetória tão rica em manifestações e memórias. \n\n\n\nPara Lauro Cavalcanti\, diretor do instituto no Cosme Velho\, “o Rio é também constituído por ‘cariocas’ das mais diversas origens que\, compartilhando o desejo de uma cidade\, vêm formando a cultura desta complexa metrópole estabelecida num dos lugares mais belos do planeta. Criamos salas para a arquitetura\, o design\, as tradições e a literatura aqui produzidos\, considerando que o Rio é uma cidade-personagem em que natureza e cultura são indissociáveis. A música igualmente tem relevância em vários momentos da mostra”. \n\n\n\n“A exposição pontua muitos aspectos de um lugar em permanente transformação. É um passeio no tempo\, valorizando passagens que nos pareceram relevantes para entender os dias de hoje”\, comenta Marcia Mello\, que tem a fotografia como área de conhecimento. “Evitamos os ‘cartões postais’ e trouxemos trabalhos que exaltam\, ao mesmo tempo em que tensionam\, a beleza carioca”. \n\n\n\nJá no hall de entrada\, o visitante ouve os versos da canção Outono no Rio\, de Ed Motta: “Há um lugar para ser feliz\, além de abril em Paris\, outono\, outono no Rio”. Na primeira sala está a pintura Jardim de pedras (1993)\, de Cristina Canale\, diante da fotografia Perfil do Rio visto do Parque da Cidade (2006)\, de Renan Cepeda\, acompanhada de uma citação de Quintana: \n\n\n\n“Os túneis são meus lugares favoritos no Rio. Neles posso descansar de tanta beleza.” (Mário Quintana) \n\n\n\nObedecendo ao arco temporal proposto\, a história desse território é narrada por meio de imagens e personagens. Como o padroeiro São Sebastião\, que aparece na segunda sala\, na pintura de Glauco Rodrigues\, de 1983\, exibida em diálogo com a escultura em ferro Ofá de Oxóssi (2024)\, do artista pernambucano Diogum. “É um aceno para o sincretismo constitutivo das práticas religiosas brasileiras”\, pontua Lauro. \n\n\n\nToda entremeada por textos informativos\, a mostra – que reúne obras das Coleções Roberto Marinho\, do Museu de Arte do Rio\, do Museu Nacional de Belas Artes\, Instituto Moreira Salles\, Projeto Hélio Oiticica\, Fundação Casa de Rui Barbosa\, Cinemateca Brasileira e de colecionadores particulares – revela curiosidades históricas ao público. Em 1512\, chegaram aqui os primeiros portugueses que\, acreditando ser a Baía de Guanabara o estuário de um curso de água doce\, chamaram-na de “Ria”\, designação geográfica para tais lugares. Desse modo\, o primeiro nome do local foi uma conjugação do verbo rir. \n\n\n\nNa área expositiva\, fotografias de Alair Gomes\, Anna Kahn\, Cristiano Mascaro\, Custódio Coimbra\, José Medeiros\, Leonardo Aversa\, Marc Ferrez\, Pierre Verger\, Renan Cepeda e Vincent Rosenblatt\, entre outros\, são apresentadas em diálogo com trabalhos de artistas de diferentes gerações e vertentes\, como Allan Weber\, Carlito Carvalhosa\, Carlos Vergara\, Di Cavalcanti\, Djanira\, Ismael Nery\, Jarbas Lopes\, J. Carlos\, Luiz Alphonsus\, Rivane Neuenschwander e Tarsila do Amaral. \n\n\n\nExplorando relações plásticas não hierarquizadas\, o óleo sobre tela Panorama (1962-1964)\, de Antonio Bandeira\, é ladeado por duas fotografias contemporâneas de Monara Barreto e Ratão Diniz\, jovens ligados à Escola de Fotógrafos Populares (EFP) criada há cerca de 20 anos no Complexo da Maré\, Zona Norte do Rio. \n\n\n\nDe acordo com Marcia\, há trabalhos na exposição que fazem referência a uma produção histórica\, com apropriações de fotografias consagradas: “Joelington Rios e Luiz Baltar incorporam imagens icônicas de Marc Ferrez e Augusto Malta\, respectivamente\, do início do século 20\, e as reinterpretam atualizando conceitos e temas sensíveis”\, revela a curadora. \n\n\n\nA exposição contempla\, ainda\, uma sala exclusivamente dedicada à produção do compositor e pintor carioca Heitor dos Prazeres (1898-1966)\, que retratou como poucos o cotidiano do Rio\, com cinco telas que pertencem ao acervo da Casa. \n\n\n\nSobre as peças de design gráfico em exibição\, Victor Burton comenta: “Privilegiamos ícones indiscutíveis que caracterizaram expressões de grande qualidade na história visual e cultural da cidade\, como o trabalho do designer Aloísio Magalhães e a criação da Esdi\, primeira escola de desenho industrial do Brasil. Selecionamos também algumas das melhores capas de discos brasileiros realizados pela gravadora Elenco\, entre os anos 1950 e 1960\, além de exemplares da Revista Rio\, editada e dirigida por Roberto Marinho nos idos da década de 1950\, que estampava suas capas com grandes artistas\, como Di Cavalcanti e Roberto Burle Marx”. \n\n\n\nA literatura também está presente. Seja através do quadro pintado por Clarice Lispector ou dos poemas que acompanham algumas obras. Entre eles\, Copacabana\, de Vinicius de Moraes; Os inocentes do Leblon\, de Carlos Drummond de Andrade; Noite carioca\, de Ana Cristina Cesar; e Botafogo\, de Murilo Mendes. A crônica “De Cascadura ao Garnier”\, escrita em 1922 por Lima Barreto\, e o texto “A alma encantadora das ruas” (1908)\, de João do Rio\, nos ajudam a compreender o espírito da cidade. \n\n\n\nEntre outras curiosidades que o visitante encontrará estão partituras de Heitor Villa-Lobos\, croquis de Oscar Niemeyer\, um autorretrato de Noel Rosa\, de 1937\, e fotografias de expoentes como Cartola\, Chiquinha Gonzaga e Grande Otelo. Trabalhos do carioca Allan Weber\, que resultam da pesquisa do artista sobre as lonas usadas nos bailes funks do Rio\, expressam a força estética da cultura produzida na periferia. A seleção inclui\, ainda\, duas obras dos contemporâneos Marcos Chaves e Victor Arruda\, criadas especialmente para a ocasião. \n\n\n\nNo núcleo “Corpo”\, a curadoria reservou uma surpresa entre as pinturas e fotografias: uma tv exibirá imagens do finado Canal 100\, o cinejornal fundado em 1957 pelo produtor Carlos Niemeyer. Quem frequentou as salas de cinema cariocas entre as décadas de 1950 e 1980 sabe que\, antes dos filmes\, passava um cinejornal com visão documental\, que apresentava imagens em câmera lenta dos principais jogos da rodada. \n\n\n\nComo atividade paralela\, uma mostra temática sobre o Rio estará em cartaz tanto no cinema da Casa Roberto Marinho quanto na plataforma Globoplay\, aberta gratuitamente a não assinantes. Em clássicos como Macunaíma\, de Joaquim Pedro de Andrade; Terra em transe\, de Glauber Rocha; Rio 40º graus\, de Nelson Pereira dos Santos; e Central do Brasil\, de Walter Salles\, são apresentadas diferentes perspectivas sobre a cidade. \n\n\n\nCompleta a exposição multimídia uma cronologia ilustrada por charges e publicações de jornais\, que ocupa a última sala. \n\n\n\nResultará do programa expositivo um catálogo organizado pela equipe da Casa Roberto Marinho\, com a colaboração do curador literário Augusto Guimaraens Cavalcanti. A publicação\, em português e inglês\, incluirá reproduções de obras e textos inéditos da curadoria. \n\n\n\nA direção do instituto informa que\, durante toda a temporada de Rio: desejo de uma cidade | 1904-2024\, não haverá cobrança de ingresso aos sábados e domingos (às quartas-feiras\, a entrada permanecerá gratuita).
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SUMMARY:"Gerben Mulder & Iberê Camargo" na Carpintaria
DESCRIPTION:Gerben Mulder\, Vigil for an outcast\, 2024. Foto: Rafael Salim. Cortesia Fortes D’Aloia & Gabriel\, São Paulo/Rio de Janeiro.\n\n\n\nA Fortes D’Aloia & Gabriel tem a alegria de apresentar “Gerben Mulder & Iberê Camargo” na Carpintaria. A mostra-diálogo evidencia paralelos entre dois pintores figurativos\, de contextos geográficos e gerações distintas\, cujos trabalhos traçam afinidades temáticas\, plásticas e simbólicas. Curadoria de Luiz Zerbini\, Paulo Azeco e Tiago Mesquita.   \n\n\n\nEntre novas pinturas de Mulder (Amsterdã\, Holanda\, 1972) e uma seleção histórica de Camargo (Restinga Seca\, Brasil\, 1914 – Porto Alegre\, Brasil\, 1994)\, os trabalhos da exposição pensam dimensões dramáticas da pintura contemporânea\, sugerindo cenas e narrativas fragmentárias por meio de superfícies densas de tinta e pinceladas turbulentas e gestuais. Destacam-se as figuras-personagens presentes no repertório de ambos e suas relações com o vazio. Animadas como fantoches desconjuntados\, elas nos guiam por espaços soturnos e indeterminados. \n\n\n\nMotociclistas (1988) de Iberê\, traz duas figuras montadas sobre uma motocicleta esquelética. Suas cabeças pendem para o lado e devolvem um olhar vago ao espectador por trás da máscara de tinta a óleo que forma seus rostos\, e suas silhuetas se borram contra o fundo noturno. Em Mommy’s favorite little soldier ( (2024)\, Mulder representa uma dupla de mulheres numa superfície arranhada\, respingada e corroída. Tais atributos formais\, presentes nas obras de ambos\, traduzem-se numa atmosfera psicológica angustiada e taciturna e num campo pictórico onde criaturas se furtam à visibilidade\, habitando uma região de manchas\, nódoas e vultos sobrepostos.  \n\n\n\nGerben Mulder explora flores\, figuras humanas e animais como pontos de partida para suas pinturas oníricas repletas de energia erótica. Em cenas fragmentárias ou naturezas-mortas\, a ambientação taciturna de seus quadros responde à observação do público com ecos de alucinação. Vacilando entre rostos de adultos e corpos infantis\, seus personagens em permanente transformação trilham uma linha tênue entre inocência e perversidade. Mulder emprega paletas de cor sombrias e gestos turbulentos para retratar seres ameaçadores. Apesar do teor lúgubre de suas imagens\, o artista trata suas criaturas algo patéticas e deslocadas com um senso de humor sarcástico\, conforme os sorrisos tortos e títulos irônicos em muitas de suas pinturas dão a ver. \n\n\n\nFigura decisiva da pintura brasileira no século XX\, Iberê Camargo revolvia a matéria pictórica incessantemente\, dando forma às suas composições com figuras em espaços ermos e imaginários\, imersas numa paisagem solitária e metafísica. Na sua insistência sobre o motivo do carretel\, aproximava-se da abstração com uma fatura a um só tempo tecnicamente profícua e emocionalmente densa. Iberê criou um campo pictórico movediço e pegajoso e articulou as oposições entre expressão e incomunicabilidade\, figura e fundo\, vigor material e esvaziamento subjetivo em pinceladas nervosas. Sempre em posição antagônica com relação às vertentes construtivas tão influentes na arte brasileira de sua época\, o artista empregava influências expressionistas em obras carregadas de pathos e tensão dramática.  \n\n\n\nO diálogo se desdobra em O burro cansou\, exposição retrospectiva de Mulder na NONADA ZN com curadoria de Luiz Zerbini e Paulo Azeco em parceria com a Fortes D’Aloia & Gabriel. Com abertura no dia 25 de maio\, a mostra reúne pinturas\, desenhos e esculturas dos últimos 20 anos da produção do artista. 
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SUMMARY:"Vagar pelos dias sem ler as horas" de Carolina Martinez na Portas Vilaseca Galeria
DESCRIPTION:Carolina Martinez\, Tapume\, 2024. Imagem/Foto: Divulgação Portas Vilaseca Galeria\n\n\n\nCelebrando 15 anos de sua trajetória\, a artista carioca Carolina Martinez apresenta Vagar pelos dias sem ler as horas – sua nova exposição individual na Portas Vilaseca\, com curadoria de Daniela Labra. A mostra ocupa dois andares da galeria e reúne cerca de 30 trabalhos inéditos\, entre pinturas sobre madeira\, obras em cimento e cerâmica\, e tijolos de Adobe.  \n\n\n\nA abertura acontece na próxima quinta-feira\, dia 16 de maio\, a partir das 19h00. A exposição segue em cartaz até 06 de julho e o horário de visitação é de terça a sexta (das 11 às 19h00) e aos sábados (das 11 às 17h00). Entrada gratuita. \n\n\n\nNesta individual que tem no título uma poesia\, Martinez\, formada em arquitetura e estudos em pintura\, convida à desaceleração por um percurso silencioso de delicadezas em formas abstratas. Em composições de cores sólidas contrastantes\, ela inventa paisagens urbanas desabitadas\, oferecendo derivas por entre blocos de construções inexistentes que remetem à realidade de uma grande cidade. \n\n\n\nEm Vagar pelos dias sem ler as horas são apresentadas obras de caráter escultórico\, objetual e bidimensionais sobre diferentes suportes\, alguns destes confeccionados artesanalmente pela artista. Desse modo\, os trabalhos escapam do dado impessoal construtivo para forjarem uma visualidade que\, embora seja essencialmente geométrica\, é sensível. Suas investigações plásticas quebram com a rigidez do cálculo em atmosferas intimistas\, comprometidas com o plano e a forma\, mas que são também suaves e até mesmo lúdicas.
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SUMMARY:“Como Será o Amanhã” no Ateliê 31
DESCRIPTION:Renan Andrade\, detalhe da obra Ninguém nunca te avisou pra não brincar com fogo\n\n\n\nAteliê 31 apresenta a partir de 17 de maio (sexta-feira)\, das 15h às 19h\, a exposição coletiva “Como Será o Amanhã”\, em comemoração ao seu primeiro ano de atuação\, no Centro do Rio de Janeiro\, ao mesmo tempo em que mantém um olhar para o futuro\, como lugar em constante transformação. \n\n\n\nSob a coordenação e curadoria de Shannon Botelho\, 14 artistas foram convidados a participar da exposição. Eles estão entrelaçados com a história do Ateliê 31\, pois ocuparam o espaço neste primeiro ano – seja em residência ou nos ateliês fixos\, e colaboraram de forma mútua para o desenvolvimento artístico uns dos outros\, e do espaço em si. São eles: Andrea Antonon\, Beto Fame Camile Soares\, Cecília Maraújos\, Cibelle Arcanjo\, Cibele Nogueira\, Elisa Maciel\, Karin Cagy\, Lucia Meneghini\, Maria Pitú\, Noah Scherner\, Paloma Carvalho\, Renan Andrade e Séan Savage Ferrari.  \n\n\n\n“Como Será o Amanhã” revive o enredo marcante da GRES União da Ilha do Governador\, de Idealizado por Maria Augusta Rodrigues\, o desfile explorou o futuro como tema\, destacando esperanças e sonhos em contraste com a ditadura no Brasil. A mostra convida o público a refletir sobre o presente como ponto de partida para moldar o futuro\, resgatando memórias e inspirando novas perspectivas sobre o que está por vir. Pinturas\, desenhos e gravuras discutem um aspecto daquilo que os artistas almejam para o futuro. “Cada trabalho que compõe esta exposição discute um aspecto daquilo que almejam os artistas para o futuro. Cada obra é\, sobretudo\, um depósito de esperança na capacidade transformadora da arte”\, justifica o curador. \n\n\n\n\n\n\n\nA obra “Ninguém Nunca Te Avisou Pra Não Brincar Com Fogo?” (2024)\, do artista Renan Andrade\, discute\, a partir de um posicionamento afro-centrado\, a pintura como uma instância de discurso social\, onde a ideia de acolhimento e memória afetiva tornam o futuro mais palpável\, pois não se limita apenas na dor\, mas também em experiencias positivas. \n\n\n\nNas gravuras “Queimadas (Burned)” e “Urbanização (Urbanization)”\, ambos de 2023\, o artista inglês Séan Savage Ferrari\, que residiu por um mês no ateliê\, utiliza sementes de urucum e fibras naturais em contraste com detritos recolhidos nas caminhadas pelo centro do Rio de Janeiro. Nos trabalhos\, a natureza triunfa sobre a destruição. Em “Pormenores de um dia que passou” (2023)\, a artista Cibele Nogueira apresenta gravuras com impressões de folhas recolhidas na Floresta da Tijuca\, conectando a força poética da natureza com um ideal de produção artística mais sustentável.
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SUMMARY:Rosângela Dorazio na Gaby Indio da Costa Arte Contemporânea
DESCRIPTION:Rosângela Dorazio\, Enquanto descansávamos\, João Pedro…\, 2020. Imagem: Divulgação Gaby Indio da Costa Arte Contemporânea\n\n\n\n“(…) A série “Enquanto Descansávamos”\, grupo de aquarelas desenvolvido pela artista nos últimosanos\, consiste em uma série de retratos no qual os retratados parecem dormir ou cochilartranquilamente. A consistência líquida das composições\, construídas através do acúmulo decamadas translúcidas de cor\, parecem transportar o espectador diretamente para o estadoonírico em que esses personagens aparentam estar imersos\, onde a solidez do mundo realse esboroa em esfumaçadas imagens que irrompem do inconsciente. \n\n\n\nA ideia de repouso\, que poderia ser sugerida pelo estado dos personagens\, acaba se revelando uma pista falsa. Nada aqui está parado\, e isso fica evidenciado na tensão entre matéria pictórica e os seres representados\, dado que a aguada escorre por todo o suporte. O colorido translúcido e os caminhos da matéria liquefeita convidam nosso olhar a passear pelos trabalhos de modo atento\, algo comum em sua poética. Eis então que\, quase despercebidas\, estão pequeníssimas palavras e frases. Como sussurros\, elas acompanham o fluir da tinta líquida. E\, baixinho\, sem acordar ninguém\, nos trazem notícias de um mundo nada distante\, no qual pretos\, pobres e quase brancos\, quase pretos são alvejados por uma dilacerante violência. Mesmo assim\, todos descansam. A matéria segue fluindo. Os sussurros\, notícias do Haiti que é aqui\, não são suficientes para acordar os adormecidos.(…)” \n\n\n\nTheo Monteiro
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SUMMARY:"GANESHA" de Daniela Vignoli na Gaby Indio da Costa Arte Contemporânea
DESCRIPTION:Daniela Vignoli\, Monalisa\n\n\n\nGANESHA é o resultado da soma das experiências profissionais e pessoais de Daniela Vignoli nos seus últimos anos. \n\n\n\nSempre tendo como ponto de partida o suporte fotográfico\, a artista\, desde cedo\, opta pelo gênero dos retratos e reforça a sua pesquisa em busca de captar a luz interior e espiritualidade por trás de pessoas com quem cruza em suas atividades cotidianas ou em viagens observantes\, lugares próximos ou distantes. \n\n\n\nNas imagens coletadas\, Daniela reforça o afeto de cada um dos seus encontros com o aspecto lírico e lúdico nos delicados vestígios de seus bordados\, como se quisesse estabelecer uma permanente memória e nos orientar a reconhecer a divindade em cada rosto e cada olhar. \n\n\n\nHeloisa Amaral Peixoto
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SUMMARY:"Têta" de Lidia Lisbôa no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Detalhe da obra de Lidia Lisbôa. Foto/Imagem: Divulgação Museu de Arte do Rio\n\n\n\nEsculturas e instalações suspensas que\, através de tramas e elementos têxteis\, apresentam ao público a força da manufatura na arte contemporânea brasileira. Essa é poética encontrada nas obras criadas pela artista paranaense Lidia Lisbôa\, em cartaz no Museu de Arte do Rio (MAR) a partir deste sábado\, 18/05\, Dia Internacional dos Museus. \n\n\n\nA exposição “Têta”\, primeira individual da artista na instituição\, apresenta cerca de 30 obras\, com curadoria de Amanda Bonan\, Marcelo Campos\, Amanda Rezende\, Thayná Trindade e Jean Carlos Azuos e terá algumas obras inéditas comissionadas pela instituição. A mostra faz parte do “Mulheres no MAR”\, programa que visa ampliar a exibição da arte produzida por artistas brasileiras. Essa é a terceira exposição do projeto\, que iniciou com a individual “Ònà Irin: Caminho de ferro”\, de Nádia Taquary\, e recentemente com “Pamuri Pati: Mundo de Transformação”\, de Daiara Tukano. \n\n\n\nÚteros\, tetas\, cordões umbilicais e cupinzeiros fazem parte da poética da artista Lidia Lisbôa. Com uma pesquisa que perpassa o território ancestral e o corpo feminino\, a artista convida o público a uma imersão em suas obras. “Lidia é uma mulher negra que se aproxima do que\, poeticamente\, se vinculou ao feminino nas artes\, principalmente a questão têxtil e a própria pesquisa sobre a argila. Em tudo é uma obra muito próxima das mãos\, do fazer manual\, mas com o pensamento contemporâneo ampliado. Ela instala\, pendura\, espalha no chão\, faz em quantidade e acumula. O ateliê de Lidia é constituído de elementos de costura como tecidos e retalhos\, botões\, filós\, todos os elementos que a gente encontraria num ateliê de costura. Mas é importante dizer também\, que há neste lugar uma escolha muito assertiva dela nesses materiais\, ou seja\, ela compra os rolos de tecido\, não é somente um material de coleta ou descarte. Isso dá à própria obra da Lidia o elemento da escolha\, sobre a qual a noção de uma colcha de retalhos não se enquadraria”\, afirma Marcelo Campos\, curador-chefe do MAR. \n\n\n\nO Museu de Arte do Rio é um equipamento da Prefeitura do Rio de Janeiro\, de responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura\, gerido pela Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI). A mostra ficará em cartaz até 8 de setembro e ocupa o térreo do pavilhão de exposições. A prática da artista se desenvolve em suportes distintos e suas instalações escultóricas trazem elementos como crochê\, macramê e costura. “O MAR tem a vocação de ser um espaço plural e pulsante\, onde o pensamento extrapola os sentidos. E é isso que Lidia Lisbôa transmite em suas produções\, quando valoriza a força da figura feminina e a coloca em sintonia com a arte contemporânea brasileira ao mesmo tempo em que nos inquieta com as paisagens do corpo e da memória para além do que se vê”\, afirma Leonardo Barchini\, diretor da OEI no Brasil.
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LOCATION:Museu de Arte do Rio\, Praça Mauá\, 5 - Centro\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:“Novíssimo Edgar: Arqueologia de si" na A Gentil Carioca
DESCRIPTION:Detalhe da obra de Novíssimo Edgar. Imagem: Divulgação A Gentil Carioca\n\n\n\nEm “Arqueologia de si”\, Edgar propõe um léxico próprio composto por formas\, símbolos e cores. Este vocabulário\, que habita na interseção entre produções históricas/culturais de diferentes sociedades\, surge de uma busca do artista por suas origens: “Estou fazendo uma escavação dentro de mim mesmo para poder encontrar uma civilização perdida\, o que bate em questões de ancestralidade\, colonialismo e diáspora”. Com texto crítico de Tamar Clarke-Brown\, curadora da Serpentine Gallery em Londres\, a exposição apresenta um conjunto de obras inéditas entre esculturas\, pinturas em tecido e objetos elaborados manualmente pelo artista. Segundo Tamar\, “Novíssimo adota o método arqueológico para aprofundar suas investigações sobre o ‘devir’\, tecendo fios memoriais e ancestrais em novas formações”.
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SUMMARY:“Rose Afefé: A vergonha quase me tirou a memória" na A Gentil Carioca
DESCRIPTION:Imagem: Divulgação A Gentil Carioca\n\n\n\nAs obras presentes em “A vergonha quase me tirou a memória” surgem a partir de recortes das muitas recordações que Rose carrega de sua vida e infância no interior da Bahia. A artista\, que em 2018 realizou a obra Terra Afefé – uma microcidade levantada com terra na na região da Chapada Diamantina – traz desdobramentos da poética desse território em pinturas e instalações inéditas: “Afefé surge como um processo de investigação artística sobre a minha própria vida\, tudo se mistura e pouco se explica\, a única coisa que posso compartilhar com você\, com toda certeza de quem viveu\, é que eu me desenvergonhei. Espero que  as minhas vergonhas tenham alguma serventia de pulsar coragem aí.” Para aqueles que não estão familiarizados com a prática de Rose Afefé\, o artista Luiz Zerbini\, que assina o texto de apresentação da mostra\, declara: “Para quem não sabe\, ela é a mulher que construiu uma cidade sozinha”.
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SUMMARY:“Pinacoteca Botânica” na Anita Schwartz Galeria de Arte
DESCRIPTION:Bruno Vilela\, Blue Note Trip\, 2017​\n\n\n\nAnita Schwartz Galeria de Arte convida para a abertura\, no dia 22 de maio de 2024\, das 19h às 21h\, para a exposição “Pinacoteca Botânica”\, que tem como obra central a pintura “Thanatos e Eros”\, de Yolanda Freyre (1940)\, um grande painel em óleo sobre lona com quase 6 metros de largura\, e 1\,20 m de altura\, produzida entre 2022 e 2024\, e que sintetiza os quase 60 anos de trajetória da artista nascida em São Luís do Maranhão\, e\, em 1967\, no Rio de Janeiro\, iniciou sua formação com Ivan Serpa (1923-1973) e Bruno Tausz (1939). Considerada uma das precursoras da performance no Brasil\, fez em 1974\, no quintal de sua casa em Petrópolis\, onde decidiu se estabelecer\,“A Hortênsia e a Galinha”\, um ato em homenagem aos desaparecidos políticos\, como seu próprio irmão\, morto pela ditadura brasileira. A importância da natureza para Yolanda – como as hortênsias\, flores abundantes em Petrópolis e as montanhas – acompanham seu trabalho. \n\n\n\nEm torno desta obra central\, a Anita Schwartz reuniu 27 trabalhos\, alguns inéditos\, de Abraham Palatnik\, Afonso Tostes\, Bruno Vilela\, Claudia Casarino\, Claudia Jaguaribe\, Claudia Melli\, Duda Moraes\, Esther Bonder\, Farnese de Andrade\, Fernando Lindote\, Frans Krajcberg\, Gabriela Machado\, Maritza Caneca\, Noara Quintana\, Pedro Varela e Rosana Palazyan. \n\n\n\n“Yolanda possui uma conexão profunda com a paisagem natural\, que transborda sensibilidade. Ao nos apresentar a sua floresta\, ela nos convida a conhecer um lugar sagrado\, intimamente conectado às suas vivências. A história começa na década de 1970. Em frente à casa onde morou em Petrópolis havia uma montanha\, uma presença forte da mãe natureza. Surgiu ali a primeira epifania\, Yolanda observou que a montanha mudava de cor conforme a variação atmosférica e o seu estado de espírito: era roxa quando estava afetuosa e cinza quando sorria”\, diz Cecília Fortes. \n\n\n\nA segunda epifania se deu quando Yolanda Freyre visitou seu sobrinho\, que mora em meio à mata atlântica. Ali\, Yolanda “sentiu a presença de seu falecido irmão\, vítima da violência dos anos de ditadura no Brasil\, pai de seu sobrinho”. “A partir desse momento\, a floresta se tornou um lugar especial\, de conexão e reencontro com seres queridos. Diante da grandeza do acontecimento\, Yolanda decide pintar essa mata atlântica e\, ao começar\, entendeu que para contar sua história era preciso um grande painel para expressar o sentimento”\, conta a curadora. “A expressão Nhe’ẽry\, usada pelo povo guarani para denominar a mata atlântica\, pode ser traduzida como ‘lugar onde os espíritos se banham’. Talvez por essa razão Yolanda incorporou ao painel um grande rio\, o rio da vida\, à primeira vista uma metáfora de nascimento e morte. E aqui ocorre a terceira epifania: na interpretação budista\, a vida é um rio que corre no sentido do mar. E quando chega ao mar\, ele não desaparece\, ele se transforma\, deixa de ser rio para se tornar mar\, deixa de ser eu para virar nós”\, assinala Cecilia Fortes.
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LOCATION:Anita Schwartz Galeria de Arte\, R. José Roberto Macedo Soares\, 30\, Rido de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:“Recorte de sol sobre palco em penumbra” de Elvis Almeida na Galeria Silvia Cintra + Box4
DESCRIPTION:Detalhe da obra de Elvis Almeida\n\n\n\nÉ com imenso prazer que apresentamos “Recorte de sol sobre palco em penumbra”\, a primeira exposição individual de Elvis Almeida na galeria\, que abre ao público no dia 23 de maio de 2024. A mostra é composta de 16 pinturas inéditas que contemplam a sua mais recente produção artística\, que derivam da observação da refração dos raios solares que invadiram a penumbra do ateliê do artista\, localizado em Ramos\, bairro do subúrbio carioca\, em meio a um calor debilitante que deve facilmente ultrapassar os 40ºC – ou pelos menos essa é a sensação de Elvis.  \n\n\n\nO título da exposição funciona como uma metáfora\, na qual Elvis relaciona o ateliê com o palco de um teatro. O repentino recorte de sol o presenteou com um cenário pronto\, abrindo as cortinas vermelhas. As pinturas\, não seriam nada além da encenação de um ator – ou melhor\, de um pintor – que tenta acompanhar\, com gestos\, formas\, sentimentos e cores\, os vestígios de uma projeção luminosa que rapidamente se dissipa. Elvis evidencia como a pintura pode ser um exercício de observação sobre o mundo em nossa volta\, e para compartilhar de sua perspectiva conosco\, cria esse cenário que fala sobre espaço\, tempo e memória. \n\n\n\nEm suas obras\, percebemos uma busca constante pelo instante fugidio\, efêmero\, incapaz de ser traduzido de forma plena. Talvez por esse motivo\, as cores vibrantes e as repetições de padrões sejam a forma que encontra para materializar e ultrapassar essa incapacidade tácita. Em seu processo\, procura sempre colocar-se em uma situação de instabilidade. Sem projetos\, esboços ou modelos\, essa estratégia permite que procure soluções ao longo do percurso. Talvez a grandeza da obra de Elvis seja o fato de nos tornarmos insignificantes diante dela\, por suas qualidades indecifráveis e impermanentes.
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LOCATION:Galeria Silvia Cintra + Box4\, Rua das Acácias\, 104 – Gávea\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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