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SUMMARY:"Donnation Anni et Josef Albers" no Musée d'Art Modérne de Paris
DESCRIPTION:Após a grande exposição Anni et Josef Albers\, L’art et la vie\, organizada pelo Musée d’Art Moderne de Paris de setembro de 2021 a janeiro de 2022\, a Fundação Josef e Anni Albers\, localizada em Bethany\, Connecticut\, fez uma doação excepcional de cinqüenta e sete obras. A doação inclui vinte e duas obras de Josef Albers (1888-1976)\, incluindo três obras da série Homage to The Square e trinta e cinco obras de Anni Albers (1899-1994)\, entre as quais catorze amostras têxteis inspiradas em motivos criados pela artista. O conjunto está em exibição junto das coleções permanentes do MAM. Esta doação é a mais importante feita pela Fundação após a morte dos dois artistas. Ela representa um grande enriquecimento para o museu que\, até agora\, não tinha nenhuma obra de nenhum dos artistas em suas coleções. Nicholas Fox Weber\, diretor da Fundação Josef e Anni Albers\, disse: “Essa doação é o resultado da estreita colaboração entre as equipes do Musée d’Art Moderne de Paris e da Fundação Albers. Estou certo de que Anni e Josef Albers teriam admirado as ousadas escolhas artísticas do Musée d’Art Moderne”. Representando todas as etapas criativas dos dois artistas – desde seu início na Bauhaus\, passando pelo Black Mountain College\, depois em Connecticut e notavelmente (para Josef) na Universidade de Yale – essas cinqüenta e sete obras são significativas da gama de técnicas e materiais utilizados pelo Albers: pintura\, tecelagem\, desenho\, fotografia e vários processos de impressão. Nascidos na Alemanha\, Anni e Josef Albers se conheceram em 1922 na Escola Bauhaus e casaram três anos mais tarde. Em 1933 eles emigraram para os Estados Unidos\, onde foram convidados a ensinar no Black Mountain College\, uma escola experimental nas montanhas da Carolina do Norte. Nesse novo ambiente\, Josef aprofundou sua pesquisa sobre cores enquanto Anni continuava a explorar diferentes técnicas de tecelagem. A ligação íntima e cúmplice entre eles permitiu-lhes apoiar e fortalecer um ao outro ao longo de suas vidas em um diálogo permanente e respeitoso. Com particular atenção a forma\, material e cor\, eles produziram um conjunto de trabalhos que é considerado hoje como um dos fundamentos da arte moderna e teve uma influência considerável na História da Arte do século 20. Seu trabalho\, como artistas\, mas também como professores\, consiste em levantar constantemente novas questões através da observação sensível do mundo visual e tátil.
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LOCATION:Musée d’Art Moderne de Paris\, 11 Av. du Président Wilson Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:Fabrice Hyber na Fondation Cartier
DESCRIPTION:“La Vallée” é uma grande exposição monográfica dedicada à pintura de Fabrice Hyber. Em suas telas\, o artista francês revela uma consciência livre e autônoma. Reunindo cerca de sessenta obras\, entre as quais cerca de quinze peças produzidas especialmente para a exposição\, Hyber exibe sua apropriação de todas as possibilidades da pintura na mostra da Fondation Cartier. Os visitantes são convidados a explorar as diferentes “salas de aula” de acordo com um layout que segue os meandros do pensamento do artista. Pintor\, semeador\, empreendedor\, poeta\, Hyber é o autor de um prolífico conjunto de obras que compreende quase 20 mil peças\, incluindo 3 mil pinturas. Desrespeitando categorias\, ele leva a arte a todas as esferas da existência: matemática\, neurociência\, negócios\, história e astrofísica\, assim como o amor\, o corpo e a evolução das espécies vivas. As múltiplas dimensões da arte de Hyber encontram suas origens na floresta que ele cultiva desde os anos 1990\, no coração do campo do distrito francês da Vendée\, em torno da antiga propriedade de seus pais\, que eram criadores de ovelhas. Cerca de 300 mil sementes de árvores\, de várias centenas de espécies diferentes\, foram semeadas usando uma técnica cuidadosamente aperfeiçoada\, e gradualmente transformaram o que antes era terra agrícola em uma floresta de várias dezenas de hectares. A paisagem\, em outras palavras\, se tornou uma obra de arte. “Com o Vale eu quis primeiro restaurar uma paisagem arborizada ao redor da fazenda de meus pais para criar uma barreira natural com as terras agrícolas industriais vizinhas. Sempre que algo é colocado em prática\, eu procuro encontrar possibilidades alternativas. Isso é sistemático”. Um lugar de aprendizado\, experimentação e refúgio\, o Vale se tornou a matriz e fonte de inspiração para todo o trabalho do artista. Hyber compara voluntariamente sua prática com o crescimento orgânico dos seres vivos: “Basicamente eu faço a mesma coisa com as obras de arte\, eu semeio árvores assim como eu semeio sinais e imagens. Elas estão lá\, eu semeio sementes de pensamento que são visíveis\, elas se desenvolvem e crescem. Não estou mais no controle”.
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LOCATION:Fondation Cartier\, 261 Bd Raspail Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:Matisse no l'Orangerie
DESCRIPTION:As exposições sobre Matisse são abundantes. Das que abordaram os diferentes períodos de sua carreira\, muito poucas se concentraram especificamente na década de 1930. Matisse – Cahiers d’Art\, le tournant des années 1930 concentra-se exclusivamente nessa década. Em 1930\, Matisse deixou a França para uma viagem ao Taiti\, marcando assim voluntariamente uma pausa em sua criação e iniciando um ponto de inflexão em seu trabalho. A presente exposição faz uma retrospectiva nessa década decisiva para a produção do artista. É pelo foco da Cahiers d’Art\, uma das mais importantes revistas de vanguarda do século 20\, criada por Christian Zervos em 1926\, que a exposição aborda a obra de Matisse na década de 1930. Como porta-voz do modernismo internacional e das tendências estéticas de seu tempo\, a revista observou de perto a produção do artista durante todo o período entre as duas guerras. A exposição\, que reúne um grupo de obras desse período\, propõe identificar as principais questões em jogo na produção de então do pintor. Após se afastar da cena artística durante a década de 1920\, o trabalho do pintor voltou ao centro dos debates sobre ideias e reflexões da época através de publicações regulares na Cahiers d’Art\, lançando luz sobre sua pintura anterior a 1916 – especificamente sua obra mais radical – e fazendo um relato de sua produção atual. Artigos e reproduções das obras de Matisse ajudaram a reacender a competição com Picasso. Em sucessivas edições da revista\, Matisse aparece ao lado dos grandes nomes de seu tempo: Georges Braque\, Juan Miró\, Fernand Léger\, Wassily Kandinsky\, Mondrian\, Le Corbusier e Marcel Duchamp. Várias obras excepcionais\, muito raramente expostas na França\, foram reunidas para a mostra\, notadamente The Great Reclining Nude of Baltimore\, The Song of Houston e da La Blouse Romaine de 1938\, que são mantidas em vários museus estadunidenses. A densidade e a complexidade dessa década são sugeridas por esculturas\, objetos da coleção de Matisse\, desenhos\, gravuras e pinturas\, assim como impressões fotográficas recentes\, arquivos\, fragmentos de filmes e edições da Cahiers d’Art.
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LOCATION:l’Orangerie\, 31 Av. George V Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:Maurice Denis no Musée d'Orsay
DESCRIPTION:Em 1897\, Maurice Denis (1870-1943) foi abordado pelo comerciante de arte Ambroise Vollard\, que desejava publicar um álbum com as gravuras do pintor. Denis então buscou inspiração em Les Amours de Marthe\, as notas íntimas que confiou a seu diário a partir de 1891\, ao mesmo tempo em que seu caso de amor com sua futura esposa Marthe Meurier (1871-1919) estava começando. Em lugar de ilustrar\, Maurice Denis procurou sobretudo traduzir em equivalentes formais as maravilhas e emoções de seus primeiros encontros. Ele retratou sua jovem escolhida\, o tema central da série\, em cenas íntimas e familiares\, às vezes alegóricas\, refletindo seu amor por ela. Para criar esse poema composto por imagens\, Maurice Denis desenhou em vários estilos de pinturas do início da década de 1890. O longo processo criativo\, que terminou no início de 1899\, deu origem a numerosos desenhos preparatórios\, particularmente em pastel\, cujas cores pálidas podem ser encontradas em algumas das litografias. Amour representa a síntese e a culminação da pesquisa plástica do artista desde seu início na Académie Julian e de certa forma encerra o período simbolista do pintor. Apresentado na galeria do Ambroise Vollard em março-abril de 1899\, o álbum resultante desse processo\, composto por doze páginas e uma capa\, foi impresso em uma edição de cem exemplares por Auguste Clot (1858-1936)\, numerados e assinados pelo artista. Além de exibir o livro\, a exposição a exposição Maurice Denis: Les Amours de Marthe apresenta ainda dois retratos de Marthe oriundos das coleções do Musée d’Orsay\, um em óleo e outro em pastel\, fazendo eco às litografias da publicação.
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LOCATION:Musée d’Orsay\, 1 Rue de la Légion d'Honneur Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:Georg Baselitz na Thaddaeus Ropac Pantin
DESCRIPTION:La Boussole Indique le Nord é a exposição de obras recentes do artista alemão Georg Baselitz. Por ocasião de seu 85º aniversário\, cinco séries criadas pelo artista entre 2020 e 2021 estão reunidas\, preenchendo o espaço da galeria no Pantin (bairro parisiense). Entre as obras expostas\, figuram as Tulips com suas composições limpas e cores contrastantes\, três séries de retratos de cores vivas e uma série de retratos mais melancólicos contra um fundo escuro. As obras em tela são acompanhadas por um grupo de desenhos a tinta. Caracterizada por uma integração sem precedentes de tecidos e um método de transferência que marca um importante desenvolvimento recente na prática de Baselitz\, a exposição convida os visitantes a mergulhar\, tanto conceitualmente quanto materialmente\, em um universo único onde a lógica da colagem se funde com a da pintura. Desde sua primeira pintura de Elke\, em 1969\, a esposa de Baselitz tem sido um tema constante em seu trabalho. O novo grupo de retratos na exposição mostra a parte superior do corpo de Elke\, com a cabeça apoiada na mão\, prestando homenagem a sua primeira representação por Baselitz\, que agora está na coleção do Metropolitan Museum of Art em Nova York. As obras feitas em 2021 também contêm um novo elemento no vocabulário visual de Baselitz: um par de meias de nylon desarticuladas\, presas ao retrato invertido de Elke\, como pernas frágeis\, desencarnadas. Sua materialidade\, em contraste com as figuras pintadas a óleo\, dá às telas uma terceira dimensão\, trazendo-as ao reino da colagem para evocar o trabalho da artista dadaísta Hannah Höch\, que usou imagens de pernas recortadas para construir corpos desencontrados em suas fotocolagens. Em uma entrevista de 2022 para a revista NZZ\, Baselitz disse: “Há cerca de dois anos atrás eu me lembrei de Hannah Höch e de suas fotos de meias. Eu nunca tinha ousado fazer colagens antes. Achei que era uma técnica maravilhosa. Mas a pergunta era: como eu poderia usar essa técnica em minha pintura? Então eu sonhava com essas meias”. As meias\, que evocam um pouco de malícia\, lembram os pés e as pernas que têm sido um tema recorrente desde as primeiras pinturas de Baselitz. Para o artista\, esses membros simbolizam uma conexão tátil com a terra: a mesma conexão que ele fomenta trabalhando em suas telas no chão.
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LOCATION:Thaddaeus Ropac Pantin\, 69 Av. du Général Leclerc Pantin\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:Faith Ringgold no Musée Picasso Paris
DESCRIPTION:Figura importante de uma arte engajada e feminista americana\, desde as lutas pelos direitos civis até os movimentos Black Lives Matter\, autora de obras muito famosas de literatura infantil\, Faith Ringgold desenvolveu uma obra que conecta a rica herança do Renascimento do Harlem à arte contemporânea dos jovens artistas negros americanos. Através de suas releituras da história da arte moderna\, ela estabelece um verdadeiro diálogo plástico e crítico com a cena artística parisiense do início do século XX\, especialmente com Picasso e suas “Les Demoiselles d’Avignon”. Esta exposição é a primeira a reunir\, na França\, um conjunto de obras importantes de Faith Ringgold. Ela dá continuidade à retrospectiva que lhe foi dedicada pelo New Museum no início de 2022 e é organizada em colaboração com a instituição nova-iorquina.
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LOCATION:Musée Picasso Paris\, 5 rue de Thorigny\, Paris\, França
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SUMMARY:Zanele Muholi na Maison Européenne de la Photographie
DESCRIPTION:Zanele Muholi\, que se define como “ativista visual”\, usa a câmera como uma ferramenta contra as injustiças. Na década de 1990\, a África do Sul passou por mudanças sociais e políticas significativas. A democracia foi estabelecida em 1994 com a abolição do apartheid\, seguida por uma nova Constituição em 1996\, a primeira no mundo a proibir qualquer discriminação baseada na orientação sexual. Apesar desse avanço\, pessoas negras LGBTQIA+ continuam sendo alvo de violência e preconceito. Muito envolvida com a comunidade\, Muholi desenvolve um trabalho fotográfico indissociável de seu ativismo. Em seus retratos individuais e coletivos\, a artista procura dar visibilidade às pessoas queer e racializadas\, ao mesmo tempo em que questiona os estereótipos e as representações dominantes que lhes estão associadas. As fotografias de Muholi mostram a diversidade e singularidade dos membros da comunidade negra LGBTQIA+\, destacando sua coragem e dignidade diante de múltiplas discriminações. Privilegiando uma abordagem colaborativa\, a artista convida as pessoas que fotografa a serem “participantes” ativos da obra\, contribuindo para determinar o local\, as roupas e as poses adotadas para a sessão de fotos. A artista também direciona sua câmera para si mesma\, a fim de questionar a  imagem da mulher negra na história. As fotografias de Zanele Muholi encorajam o espectador a questionar ideias pré-concebidas. Elas criam um novo léxico de imagens positivas para comunidades e mal representadas\, visando promover o respeito mútuo.
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LOCATION:Maison Européenne de la Photographie\, 5/7 Rue de Fourcy\, Paris\, França
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SUMMARY:"Pastels: De Millet à Redon" no Musée d'Orsay
DESCRIPTION:O Musée d’Orsay expõe obras em pastéis de sua coleção\, que conta com aproximadamente 500 obras. A última exposição de grande porte dedicada aos pastéis do museu\, intitulada Le Mystère et l’éclat\, ocorreu em 2009. Essa nova apresentação permitirá ao público descobrir ou redescobrir essas joias da coleção\, onde brilham obras de Millet\, Degas\, Manet\, Cassatt\, Redon\, Lévy-Dhurmer e muitos outros. O século XVIII é considerado a era de ouro do pastel. Esse meio incomparável para capturar os efeitos de textura e a suavidade da natureza muitas vezes estava restrito a retratos. Após cair em desuso durante a Revolução Francesa\, o pastel vivenciou um renascimento a partir da segunda metade do século XIX até o início do século XX. A gama de cores de pastéis expandiu-se consideravelmente\, tanto em termos de tonalidades quanto de texturas\, abrindo as portas para todo tipo de experimentação. A coleção do Museu d’Orsay testemunha esse renascimento de maneira excepcional. Nem desenho\, nem pintura\, o pastel é uma forma de arte singular que proporciona uma relação imediata com o material. Composto por pigmentos puros\, ele se adere ao grão do papel ou da tela. A vibração resultante é o que confere sua beleza\, mas também sua fragilidade. Sendo multifacetado\, ele permite todas as modulações\, desde a sutileza do esfumado até os traços mais vigorosos. O pastel funde linha e cor\, e é significativo que um artista como Degas o utilize de forma quase exclusiva a partir de 1888-90\, sendo a eleição desse meio o ápice de suas diligentes pesquisas sobre desenho e cor. A exposição será organizada em torno de oito grandes temas que destacam o renascimento do pastel a partir da segunda metade do século XIX. Desde retratos\, seguindo a continuidade do século XVIII\, até as quimeras dos artistas simbolistas\, passando por paisagens e transformações sociais\, o percurso reunirá diversos artistas e celebrará as obras de Millet\, Degas\, Lévy-Dhurmer\, Redon\, Mary Cassatt e muitos outros.
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SUMMARY:"Avant l'Orage" na Bourse de Commerce
DESCRIPTION:A exposição coletiva Avant l’Orage (Antes da Tempestade) é um convite para o público fazer uma viagem pelas instalações e obras de quase vinte artistas que metamorfosearam todos os espaços do museu. Contra o pano de fundo da mudança climática\, na urgência do presente como no olho de um furacão\, escuridão e luz\, primavera e inverno\, chuva e sol\, dia e noite\, o humano e o não-humano coabitam nessa nova exposição de obras da Pinault Collection. Essas paisagens instáveis\, capturadas em um tempo dessincronizado\, representam novos ecossistemas nos quais o visitante é convidado a mergulhar. Essa estação temática é dividida em duas partes\, abrindo com uma instalação monumental de Danh Vo\, criada para a Rotunda da instituição\, antes de ser retomada no final de maio para a exposição dedicada à artista britânica Tacita Dean\, na Rotunda e também na Galeria 2 da Bourse de Commerce. Uma das frases que define a mostra vem do filósofo italiano Emanuele Coccia\, convidado pela instituição a fazer um audiocomentário da exposição: “Tudo na Terra é tempo. É sobre isso que se tratam as obras dessa exposição. (…) afinal\, você não sabe realmente se está antes ou depois da tempestade\, porque o mundo inteiro se tornou uma tempestade. E a tempestade nada mais é do que o canto da vida”. A lista de artistas é composta pelos brasileiros Lucas Arruda e Jonathas de Andrade\, além de Hicham Berrada\, Dineo Seshee Bopape\, Frank Bowling\, Judy Chicago\, Tacita Dean\, Robert Gober\, Dominique Gonzalez-Foerster\, Felix Gonzalez-Torres\, Pierre Huyghe\, Benoit Piéron\, Daniel Steegmann Mangrané\, Alina Szapocznikow\, Diana Thater Thu Van Tran\, Cy Twombly\, Danh Vo e Anicka Yi. 
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LOCATION:Bourse de Commerce\, 2 Rue de Viarmes Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:"Chagall\, Paris - New York" no Atelier des Lumières
DESCRIPTION:A exposição imersiva Chagall\, Paris – New York é dedicada ao pintor prolífico e inclassificável Marc Chagall (1887–1985) no Atelier des Lumières. Esta exposição digital única apresenta todo o seu trabalho\, revelando uma obra enraizada em seu tempo\, no cruzamento das novidades artísticas e culturais de seu século e em constante renovação. Paris e Nova York\, capitais emblemáticas da arte moderna\, representam duas etapas cruciais na longa carreira do artista. Paris foi a cidade escolhida e\, graças às vanguardas dos anos 1910\, forneceu ao jovem pintor russo um acervo de obras experimentais\, que ele enriqueceu com suas próprias referências culturais. Nova York foi principalmente um lugar de exílio durante a década de 1940\, mas deu um novo ímpeto à criatividade do artista. Depois da guerra\, várias exposições e grandes encomendas reforçaram os vínculos entre Paris e Nova York e trouxeram Chagall de volta aos Estados Unidos\, até a década de 1970. Durante esta exposição imersiva\, todos os temas e imagens presentes no repertório do artista são projetados nas paredes do Atelier des Lumières\, como imagens recortadas entrelaçadas. Eles são complementados por pequenos trechos de música clássica\, klezmer e jazz\, que também fizeram parte do universo cultural de Chagall. Seu fantástico bestiário\, seus maravilhosos personagens de circo\, fábulas e ópera\, assim como episódios bíblicos e referências à cultura russa\, evocam poeticamente as ricas experiências de vida do artista\, que naturalmente ressoam com as experiências coletivas de seu povo e geração. Como testemunha dos maiores eventos históricos do século XX – do mais sombrio ao mais edificante – Chagall transformou sua arte ousada e imaginativa em um instrumento de compromisso\, paz e esperança.
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LOCATION:Atelier des Lumières\, 38 Rue Saint-Maur\, Paris\, França
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SUMMARY:Miriam Cahn e "Expose-és" no Palais de Tokyo
DESCRIPTION:Em Ma Pensée Sérielle\, Miriam Cahn suspende o fluxo de imagens voláteis da geopolítica contemporânea e as retoma para testemunhá-las\, resistir e corporificá-las através de uma intensa obra pictórica que engloba desenho\, fotografia\, filme e escrita. A exposição no Palais de Tokyo é a primeira grande retrospectiva dedicada ao trabalho de Miriam Cahn em uma instituição francesa\, reunindo mais de duzentas obras da artista desde 1980 até os dias atuais. Retratos\, paisagens e pinturas históricas\, assim como o privado e o coletivo\, misturam-se para formar um todo orgânico. Novas dissonâncias e concordâncias cromáticas e espaciais aparecem\, enfatizando que o desafio da obra não reside numa busca por equilíbrio\, mas sim em encontrar encarnações plásticas e espaciais da intensidade e do caos do mundo. Imagens se combinam com palavras em uma narrativa cíclica e infinita que se desenrola constantemente nas páginas dos cadernos\, na superfície das telas e nas variações digitais que proliferam por meio de projeções em rolagem. \n\n\n\nJá Expose-és\, exposição coletiva inspirada no livro Ce que le sida m’a fait. Art et activisme à la fin du XXième siècle [O que a sida me fez: Arte e ativismo no fim do século XX] de Elisabeth Lebovici\, procura recompor fragmentos subjetivos da epidemia mais mortal do século passado: os fatos\, obras\, ideias e emoções que ligaram o material ao imaterial. Questiona como as pulsações do desejo\, da perda\, da raiva\, da dor\, da memória e do arquivo juntos fizeram história. Como anteciparam questões de gênero\, classe e raça\, a dinâmica inconsciente do capacitismo e a construção de normas em torno de um suposto estado de “boa saúde”. A AIDS não é aqui um assunto\, mas uma grade interpretativa através da qual se pode repensar uma ampla gama de práticas artísticas que foram expostas à epidemia. A beleza surge aqui como uma possível resposta diante das consequências políticas e sociais de pandemias que se cruzam.
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LOCATION:Palais de Tokyo\, 13\, avenue du Président Wilson\, Paris\, França
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SUMMARY:"1997 – Fashion Big Bang" no Palais Galliera
DESCRIPTION:O Palais Galliera organiza uma exposição dedicada ao ano de 1997\, um ano decisivo na história da moda contemporânea. Ao mesmo tempo consagração da moda dos anos 1990 e ponte para o novo milênio\, 1997 foi marcado pela frenética sequencia de coleções\, desfiles\, nomeações\, inaugurações e eventos que moldaram o cenário da moda como o conhecemos hoje. Seu impacto foi tão grande que 1997 pode ser considerado o lançamento da moda do século XXI. O ano é marcado por coleções emblemáticas como os corpos deformados da Comme des Garçons com a coleção “Body Meets Dress\, Dress Meets Body”\, as roupas conceituais de Martin Margiela com a coleção “Stockman” e os cânones da beleza masculina redefinidos por Raf Simons com a coleção “Black Palms”. A revista Vogue Paris define a temporada de alta costura primavera-verão 1997 como o “Big Bang” que Paris precisava para recuperar sua posição como capital internacional da moda\, em um momento de crise econômica e forte concorrência global. O ano de 1997 foi de fato uma safra com a entrada na alta costura de estilistas famosos dos anos 1980\, como Jean Paul Gaultier e Thierry Mugler\, assim como uma nova geração de estilistas britânicos assumiu casas francesas históricas\, como Alexander McQueen na Givenchy e John Galliano na Christian Dior. O fenômeno da globalização está se acelerando\, prenunciando os anos 2000 e 2010. Jovens diretores artísticos então pouco conhecidos surgem\, sozinhos ou à frente de grandes casas: Hedi Slimane\, Stella McCartney\, Nicolas Ghesquière e Olivier Theyskens. Nomes que ainda hoje moldam a atualidade da moda. A jornada cronológica reúne mais de 50 silhuetas das coleções do Palais Galliera\, empréstimos de museus\, colecionadores internacionais e casas de moda. É enriquecido por vídeos e documentos de arquivo inéditos. A exposição 1997 Fashion Big Bang é um convite a vivenciar ou reviver os acontecimentos mais marcantes que marcaram este ano “explosivo” da história da moda.
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LOCATION:Palais Galliera\, 10 Av. Pierre 1er de Serbie\, Paris\, França
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SUMMARY:"Homenagem a Picasso\, a coleção ganha cores" no Musée Picasso Paris
DESCRIPTION:No dia 8 de abril de 2023\, foi marcado o cinquentenário da morte de Pablo Picasso\, tornando o ano uma ocasião especial para celebrar sua obra e seu legado artístico na França\, Espanha e internacionalmente. Como parte dessa celebração\, o Museu Nacional Picasso-Paris convidou o renomado designer britânico Sir Paul Smith\, conhecido por seu trabalho com cor\, personalização e kitsch\, para assumir a direção artística de uma exposição excepcional\, destacando a coleção do museu. Essa exposição\, realizada em colaboração com Sir Paul Smith\, gira em torno das obras-primas da coleção. A abordagem singular que o designer traz para as obras convida o público a enxergá-las de uma perspectiva mais contemporânea\, ressaltando a atualidade do trabalho de Picasso. Além disso\, os universos criativos desses dois artistas se encontram em momentos especiais\, compartilhando uma paixão por objetos\, figurinos e brincadeiras\, resultando em aproximações e uma disposição inventiva e espetacular das obras! O percurso da exposição é marcado por obras de artistas contemporâneos internacionais. Assim\, Guillermo Kuitca\, Obi Okigbo\, Mickalene Thomas e Chéri Samba contribuem para essa mesma vontade de abrir novas perspectivas sobre o legado da obra de Picasso\, questionando sua imagem ou incorporando algumas de suas inovações plásticas de maneira única e impactante.
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LOCATION:Musée Picasso Paris\, 5 rue de Thorigny\, Paris\, França
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SUMMARY:"Néo-Romantiques\, Un moment oublié de l’art moderne 1926-1972" no Musée Marmottan Monet
DESCRIPTION:O Museu Marmottan Monet apresenta exposição com mais de uma centena de obras de coleções públicas e privadas que foram reunidas para (re)descobrir um dos primeiros movimentos pós-modernos baseados no questionamento da abstração e no retorno à figura. Com curadoria de Patrick Mauriès\, a exposição homenageia artistas que participaram desse movimento\, como o francês Christian Bérard (1902-1949)\, os russos Pavel Tchelitchew (1898-1957)\, Eugène (1899-1972) e Léonide Berman (1898-1976) e o holandês Kristians Tonny (1907-1977). Reunidos pela primeira vez em Paris na década de 1920\, eles participaram da cena artística americana\, inglesa e italiana. Em fevereiro de 1926\, uma exposição na Galerie Druet em Paris foi o evento artístico e social da temporada. Apresentava um grupo de jovens pintores que se davam conta do esgotamento da abstração modernista e propunham o retorno a uma nova forma de figuração. Podemos ver a partir deste grupo de artistas\, o primeiro movimento pós-moderno de certa forma na história. O crítico Waldemar George\, que logo percebeu o significado desta exposição\, batizou os pintores assim reunidos de “neorromânticos” ou “neo-humanistas”. Marginal apenas na aparência\, este capítulo pouco conhecido da história da arte moderna\, cria pontes entre Picasso\, o surrealismo\, a arte figurativa do século XX e as artes cênicas\, principalmente a ópera e o balé\, interesses pelos quais criaram espetáculos memoráveis.
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LOCATION:Musée Marmottan Monet\, 2 Rue Louis Boilly\, Paris\, França
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SUMMARY:François Azambourg no Musée des Arts Décoratifs
DESCRIPTION:A exposição intitulada Légèretés manifestes é dedicada ao designer François Azambourg. Hoje reconhecido como uma das grandes figuras do design francês e por sua combinação entre ciência\, tecnologia e artes aplicadas\, François Azambourg\, inventor tanto quanto poeta\, é muito comprometido com as questões ecológicas de nosso tempo. Em constante busca por leveza\, economia de meios e sobriedade\, sua abordagem criativa é aberta e sem restrições. Em um mundo cada vez mais ávido por objetos e produtos\, é o longo tempo de experimentação que alimenta suas obras. \n\n\n\nCerca de 200 peças – móveis\, vasos\, luminárias – provenientes do estúdio do designer\, coleções de museus\, bem como do Centre Pompidou\, do Cnap\, de editoras e coleções privadas\, convidam o visitante a entrar no universo criativo desconhecido de François Azambourg. Ele ocupa os espaços do segundo andar do museu\, voltado para os Jardins das Tulherias\, com uma cenografia ecologicamente responsável\, reaproveitando materiais do próprio local.
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LOCATION:Musée des Arts Décoratifs\, 107 Rue de Rivoli Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:Philippe Cognée no Musée de l'Orangerie
DESCRIPTION:Para o Musée de l’Orangerie\, o artista concebe um conjunto de obras inéditas que lançam um olhar agudo e sutil sobre a série Nymphéas de Monet. Desde os anos 1980\, Philippe Cognée optou pela pintura figurativa\, contribuindo para sua renovação. Gradualmente\, desenvolveu uma técnica que condiciona o surgimento das imagens. Embora geralmente partindo de fotografias\, seu meio sempre é a pintura a cera\, em que o artista derrete com um ferro de passar após isolar a camada pictórica. As formas se misturam\, os contornos se desvanecem\, criando efeitos de borrão ou fusão. A imagem\, assim mantida à distância e distorcida\, incorpora o acaso ao resultado final. A mostra traz um conjunto de pinturas inéditas\, floresta\, matagal e multidões que questionam tanto a percepção da paisagem quanto a pintura. Como alquimista\, ele condensa a matéria\, arranha\, raspa\, cobre novamente. As intervenções na tela\, impregnadas de uma violência real e de um investimento físico do artista\, contribuem para a presença da pintura\, ainda mais do que para a representação dos assuntos\, eles próprios impregnados de selvageria ou inquietação. 
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LOCATION:Musée de l’Orangerie\, Jardin Tuileries Paris Département de Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:"Léon Monet: Frère de l’Artiste e Collectionneur" no Musée du Luxembourg
DESCRIPTION:O Musée du Luxembourg apresenta uma nova exposição dedicada a Léon Monet (1836-1917)\, o irmão esquecido de Claude Monet (1840-1926). Ao mesmo tempo\, químico de pigmentos e colecionador\, Léon Monet desempenhou um papel importante e decisivo na carreira do irmão. Em 1872\, quando Claude voltou a Le Havre e pintou Impression\, soleil levant\, Léon fundou a Sociedade Industrial de Rouen e decidiu apoiar ativamente seu irmão e seus amigos impressionistas. Estes foram os primeiros passos na constituição de um notável acervo de arte moderna. “Foi interessante ver que Léon estava interessado no lado químico dos pigmentos e corantes\, enquanto Claude estava interessado no uso artístico da cor”\, disse Géraldine Lefebvre\, curadora da nova exposição sobre o químico\, ao The Guardian. A exposição reúne cerca de cem obras\, incluindo pinturas e desenhos de Monet\, Morisot\, Sisley\, Pissarro e Renoir\, além de livros de cores\, amostras de tecidos\, gravuras japonesas\, documentos de arquivo e muitas fotografias de família. Pela primeira vez é apresentado o retrato enérgico que Claude Monet fez de seu irmão mais velho em 1874\, uma vibrante evidência do profundo afeto que unia os dois irmãos. A exposição insere definitivamente Léon Monet na biografia de Claude e mostra o interesse comum dos dois irmãos pela cor.
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LOCATION:Musée du Luxembourg\, 19 Rue de Vaugirard\, Paris\, França
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SUMMARY:Elliott Erwitt no Musée Maillol
DESCRIPTION:Humanismo\, ironia e humor. A grande e sublime retrospectiva de Elliott Erwitt\, presta homenagem a um dos mais importantes nomes da fotografia do século XX\, membro da Magnum Photos desde 1954. A mostra apresenta seu trabalho através de um conjunto extenso de 215 fotografias em preto e branco e coloridas. Fotógrafo americano de origem europeia\, Elliott Erwitt é ao mesmo tempo um pintor do íntimo\, fotojornalista\, fotógrafo publicitário\, diretor e retratista de personalidades como Marilyn Monroe\, Jackie Kennedy\, Charles de Gaulle\, Ernesto “Che” Guevara\, Alfred Hitchcock\, Nikita Khrushchev\, entre outros. A exposição reflete a diversidade dos temas abordados e a profunda unidade da obra. Erwitt tem uma maneira de eternizar momentos da vida cotidiana por meio de um olhar único\, misturando humor e emoção. Através de uma cenografia excepcional\, você descobre a sensibilidade singular do fotógrafo\, principalmente em suas fotografias coloridas. “Na verdade\, dizer que há humanidade em minhas fotos é o maior elogio que já me fizeram.” disse Elliott Erwitt. Também é possível visitar os bastidores do trabalho do fotógrafo com o espaço Factory onde se encontram objetos que pretendem evocar seu estúdio nova-iorquino e a extensão de suas atividades relacionadas à fotografia.
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LOCATION:Musée Maillol\, 59-61 Rue de Grenelle\, Paris\, França
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SUMMARY:Manet e Degas no Musée d'Orsay
DESCRIPTION:Reunir artistas tão cruciais como Manet e Degas não pode se limitar à identificação das semelhanças em seus respectivos corpos de trabalho. Certamente entre esses dois atores essenciais da nova pintura das décadas de 1860-80\, não faltam analogias em relação aos temas que impuseram (corridas de cavalos\, cenas dos cafés\, prostituição e banhos)\, aos gêneros que reinventaram\, ao realismo que abriram a outras potencialidades formais e narrativas\, ao mercado e aos colecionadores que conseguiram conquistar\, aos lugares (cafés\, teatros) e círculos familiares (Berthe Morisot) ou amigáveis em que se cruzaram. Antes e depois do surgimento do Impressionismo\, sobre o qual a exposição lança um novo olhar\, o que os diferenciava ou os opunha era ainda mais evidente. Com formações e temperamentos diferentes\, eles não compartilham os mesmos gostos literários e musicais. Suas escolhas divergentes em termos de exposição e carreira esfriaram\, desde 1873 – 1874\, a amizade que os unia\, amizade que foi reforçada pela experiência comum da guerra de 1870 e do rescaldo da Comuna. Não se pode comparar a busca por reconhecimento do primeiro e a recusa obstinada do segundo em seguir os canais oficiais de legitimação. E se considerarmos a esfera privada\, passados ​​os anos da juventude\, tudo os separa. À sociabilidade muito aberta e brilhante de Manet\, às suas escolhas domésticas\, responde a existência secreta de Degas e seu círculo restrito. Em Degas Danse Dessin\, livro de Paul Valéry\, onde se fala muito sobre Manet\, o autor fala dessas “maravilhosas coexistências” que beiram os acordes dissonantes. Por aproximar Manet e Degas em seus contrastes\, e mostrar o quanto eles se definem por se distinguirem\, esta exposição\, rica em obras-primas nunca antes reunidas e uma parceria inédita\, nos obriga a lançar um novo olhar sobre a cumplicidade de curta duração e rivalidade duradoura de dois gigantes.
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LOCATION:Musée d’Orsay\, 1 Rue de la Légion d'Honneur Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:Carsten Höller na Gagosian
DESCRIPTION:A exposição intitulada Clocks\, apresenta novas obras e trabalhos anteriores raramente vistos de Carsten Höller. Ocupando a galeria na Rue de Castiglione e a vitrine voltada para o exterior na Rue de Ponthieu\, a exposição concentra-se em como a medida do tempo afeta as formas humanas de ser. “Eu queria fazer o relógio mais complicado do mundo”\, diz Höller sobre “Half Clock” (2021). Nesta escultura de néon\, três esferas encapsuladas de tubos de iluminação curvos representam segundos\, minutos e horas. O tempo é indicado pela divisão da superfície de cada esfera em unidades espaciais\, que são divididas em partes consecutivamente menores. Embora metade do tempo não seja representado de forma alguma – daí o título da obra – a precisão do relógio aumenta a cada subsequente divisão do espaço. Além das obras que representam uma conexão explícita e ativa entre tempo\, cronologia\, movimento e espaço\, a mostra também conta com “Giant Triple Mushroom” (2023)\, uma escultura de dois metros de altura em alumínio policromado. A forma da obra combina seções transversais ampliadas de três espécies diferentes de cogumelos\, incluindo o cogumelo venenoso de cabeça vermelha (Amanita muscaria)\, que reflete o fascínio de Höller com a ideia de que esse fungo notoriamente tóxico e alucinógeno pode ter desempenhado um papel no desenvolvimento do xamanismo e\, desta maneira\, constitui uma ligação com a antiga cultura. As três espécies também representam o tempo evolutivo\, pois as diferentes formas\, cores e ingredientes psicoativos de seus corpos frutíferos certamente evoluíram a partir de um ancestral comum. Por fim\, “Giant Triple Mushroom” ressoa com a exploração contínua de Höller sobre duplicação e ruptura e\, portanto\, com a divisão e subdivisão do tempo que é visualizada nas obras dos relógios.
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LOCATION:Gagosian\, 9 Rue de Castiglione\, Paris\, França
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SUMMARY:"Basquiat x Warhol. Painting four hands" na Fundação Louis Vuitton
DESCRIPTION:Entre 1984 e 1985\, Jean-Michel Basquiat (1960-1988) e Andy Warhol (1928-1987) criaram cerca de 160 pinturas juntos\, “à quatre mains”\, incluindo algumas das maiores obras produzidas durante suas respectivas carreiras. “Basquiat × Warhol. Painting four hands” é a exposição mais importante já dedicada a esse corpo extraordinário de trabalho e reúne mais de trezentas obras e documentos\, incluindo oitenta telas assinadas conjuntamente pelos dois artistas. Também são apresentadas obras individuais de cada um\, bem como um conjunto de obras de outros artistas importantes (Futura 2000\, Michael Halsband\, Keith Haring\, Jenny Holzer\, Kenny Scharf…) para evocar a energia da cena artística do centro de Nova Iorque dos anos 1980. A exposição será aberta com uma série de retratos de Basquiat por Warhol e de Warhol por Basquiat\, seguindo com outas colaborações iniciais. Essas obras\, repercutidas pelo marchand dos dois artistas\, Bruno Bischofberger\, se beneficiaram de uma colaboração com o artista italiano\, Francesco Clemente. Após completarem 15 pinturas juntos a Clemente\, Basquiat e Warhol continuaram sua colaboração quase diária\, com entusiasmo e cumplicidade. A energia e a força de suas trocas incessantes serão a força motriz da exposição\, percorrendo todas as galerias da Fundação\, apresentando destaques como a escultura monumental Ten Punching Bags (Last Supper) ou o painel de 8 metros African Mask. Basquiat admirava Warhol como uma personalidade chave do mundo da arte e o pioneiro de uma nova linguagem e de um relacionamento inovador com a cultura pop. Warhol\, por sua vez\, encontrou em Basquiat um interesse renovado pela pintura. Graças a ele\, voltou a pintar manualmente em uma escala muito grande. Os assuntos retratados por Warhol servem como base para séries inteiras de obras que pontuarão a exposição. “Basquiat × Warhol. Painting four hands”\, em cartaz até 28 de agosto\, mostrará essas idas e vindas através de um diálogo de estilos e formas que também aborda assuntos cruciais\, como a integração da comunidade afro-americana na narrativa da América do Norte.
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SUMMARY:"Des cheveux et des poils" no Musée des Arts Décoratifs
DESCRIPTION:O museu francês apresenta uma exposição dedicada aos cabelos e pelos do corpo no mundo ocidental. Este projeto original\, com curadoria de Denis Bruna\, curador-chefe do departamento de moda e têxtil\, continua explorando temas relacionados a moda e a representação do corpo. Depois de “La mécanique des dessous” (2013)\, “Tenue correcte exigée !” (2017) e “Marche et démarche” (2019)\, “Des cheveux et des poils” mostra como os penteados e a disposição dos cabelos humanos estão envolvidos na construção das aparências há séculos. \n\n\n\nA exposição explora através de mais de 600 obras\, desde o século XV até à atualidade\, os temas inerentes à história dos cabeleireiros\, mas também questões relacionadas com os pelos faciais e corporais. As profissões e saberes de ontem e de hoje destacam-se com as suas figuras emblemáticas: Léonard Autier (o cabeleireiro preferido de Marie-Antoinette)\, Monsieur Antoine\, as irmãs Carita\, Alexandre de Paris e mais recentemente os cabeleireiros de estúdio. Grandes nomes da moda contemporânea como Alexander McQueen\, Martin Margiela ou Josephus Thimister marcam presença com as suas espetaculares criações feitas a partir deste material singular que é o cabelo. Dentro deste contexto\, a mostra aborda também temas sociais\, políticos\, de identidade e de gênero ao criar recortes precisos ao longo de décadas passadas e atuais\, como no movimento Black is Beautiful\, nas contraculturas dos anos 1980 e na moda contemporânea.
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LOCATION:Musée des Arts Décoratifs\, 107 Rue de Rivoli Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:Moï Ver no Centre Pompidou
DESCRIPTION:A obra do pintor\, artista gráfico e fotógrafo Moï Ver\, nascido na Lituânia em 1904\, é apresentada pela primeira vez em toda a sua riqueza e complexidade. Uma retrospectiva excepcional que reúne mais de 300 obras e documentos entre fotografias\, pinturas\, desenhos e impressos\, em sua maioria inéditos. Durante sua primeira estadia na França no final da década de 1930\, Moshe (Moses) Worobiejczyk (Vorobeichik) adotou os pseudônimos “Moï Ver” e depois “moï Wer”\, antes de assumir o nome de Moshe Raviv após seu exílio na Palestina Mandatária em 1934. Tendo se formado como artista na Bauhaus\, estudou em Paris sob orientação de Fernand Léger entre 1929 e 1934. Grandes exemplos do modernismo fotográfico dos anos 1930\, preservados nas coleções do Museu Nacional de Arte Moderna de Paris (1931) e do Ci-Contre (1931)\, são apresentados em sua totalidade na exposição. Com sua brilhante gramática de formas\, esses dois conjuntos são testemunho de uma visão experimental e de um impressionante domínio da montagem fotográfica.
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SUMMARY:"Sarah Bernhardt: And the woman created the star" no Petit Palais
DESCRIPTION:Com mais de quatrocentas obras\, a exposição traça a vida e o percurso teatral deste “monstro sagrado”\, como a apelidou Jean Cocteau. Lendária intérprete dos maiores papéis de Racine\, Shakespeare\, Edmond Rostand e Alexandre Dumas\, entre outros\, Sarah Bernhardt foi de triunfo em triunfo nos cinemas de todo o mundo. A exposição evoca seus maiores papéis através dos figurinos que ela usava no palco\, fotografias\, pinturas\, cartazes e outras recordações. A sua “voz de ouro” e a sua figura alta e esbelta cativavam o público\, assim como o mundo artístico e literário\, que simplesmente a venerava. Foi amiga de pintores como Gustave Doré\, Georges Clairin\, Louise Abbéma e Alphonse Mucha\, mas também de escritores como Victor Hugo\, Victorien Sardou e Sacha Guitry\, além de músicos e compositores como Reynaldo Hahn. Ela mesma era uma artista\, e toda uma seção da exposição enfoca esse aspecto menos conhecido de sua vida. Fotografias\, pinturas e até um filme revelam o lado privado da sua arte\, mas também a publicidade que procurava para o seu trabalho enquanto artista. Uma série de objetos que lhe pertenceram também ilustram a vida pessoal de Sarah Bernhardt e seu gosto pela excentricidade: suas várias casas\, seus interiores luxuosos e ecléticos e seu guarda-roupa. Sarah Bernhardt pode ser considerada uma verdadeira estrela antes de seu tempo\, sempre atenta às novas tendências e usando sua imagem para sua própria publicidade. O frenesi de emoção popular que saudou sua morte em 1923\, aos 79 anos\, antecipou o culto de seguidores das grandes estrelas do cinema do século XX.
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LOCATION:Petit Palais\, Av. Winston Churchill\, 75008\, Paris\, França
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SUMMARY:"Sarah Bernhardt: And the woman created the star" no Petit Palais
DESCRIPTION:Com mais de quatrocentas obras\, a exposição traça a vida e o percurso teatral deste “monstro sagrado”\, como a apelidou Jean Cocteau. Lendária intérprete dos maiores papéis de Racine\, Shakespeare\, Edmond Rostand e Alexandre Dumas\, entre outros\, Sarah Bernhardt foi de triunfo em triunfo nos cinemas de todo o mundo. A exposição evoca seus maiores papéis através dos figurinos que ela usava no palco\, fotografias\, pinturas\, cartazes e outras recordações. A sua “voz de ouro” e a sua figura alta e esbelta cativavam o público\, assim como o mundo artístico e literário\, que simplesmente a venerava. Foi amiga de pintores como Gustave Doré\, Georges Clairin\, Louise Abbéma e Alphonse Mucha\, mas também de escritores como Victor Hugo\, Victorien Sardou e Sacha Guitry\, além de músicos e compositores como Reynaldo Hahn. Ela mesma era uma artista\, e toda uma seção da exposição enfoca esse aspecto menos conhecido de sua vida. Fotografias\, pinturas e até um filme revelam o lado privado da sua arte\, mas também a publicidade que procurava para o seu trabalho enquanto artista. Uma série de objetos que lhe pertenceram também ilustram a vida pessoal de Sarah Bernhardt e seu gosto pela excentricidade: suas várias casas\, seus interiores luxuosos e ecléticos e seu guarda-roupa. Sarah Bernhardt pode ser considerada uma verdadeira estrela antes de seu tempo\, sempre atenta às novas tendências e usando sua imagem para sua própria publicidade. O frenesi de emoção popular que saudou sua morte em 1923\, aos 79 anos\, antecipou o culto de seguidores das grandes estrelas do cinema do século XX.
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SUMMARY:"Donation Zao Wou-Ki" no Musée d'Art Moderne de Paris
DESCRIPTION:O Musée d’Art Moderne de Paris apresenta\, no percurso de sua coleção permanente\, um conjunto notável de obras de Zao Wou-Ki\, reunindo as duas prestigiosas doações feitas ao museu em 2018 e 2022 por Françoise Marquet-Zao\, esposa do artista\, bem como várias obras históricas\, incluindo Six janvier 1968\, adquirida em 1971 pelo curador-chefe Jacques Lassaigne. Em 2018\, Françoise Marquet-Zao ofereceu ao Musée d’Art Moderne uma de suas obras emblemáticas: Hommage à Matisse I (1986)\, bem como uma tinta e sete vasos de porcelana de 2006. Em 2022\, graças à generosidade renovada de Françoise Marquet-Zao\, a coleção do museu foi enriquecida de forma espetacular com a doação de nove pinturas\, como 24.09.51 de 1951\, 01.10.73 de 1973 ou Le Temple des Han de 2005. Todas essas obras de qualidade excepcional traçam todas as etapas da jornada do artista entre 1946 e 2006. No cruzamento de dois mundos\, a obra de Zao Wou-Ki é “um modelo de busca pela harmonia entre o Oriente e o Ocidente” (Claude Roy). Um equilíbrio perfeito entre a abstração ocidental e a tradição pictórica chinesa\, sua pintura é uma homenagem à luz\, ao movimento e ao silêncio. Zao Wou-Ki\, nascido em 1920 em Pequim\, chegou a Paris em 1948. Ele se adaptou às transformações estéticas de seu tempo e se tornou um dos grandes mestres da abstração lírica. A pintura\, a poesia\, a literatura e a música sempre ocuparam um lugar muito importante em seu processo criativo: ele está em diálogo permanente com seus amigos\, entre eles Henri Michaux\, Edgar Varèse\, Pierre Soulages\, François Cheng\, René Char\, Claude Roy\, Alberto Giacometti\, Bernard Noël\, Pierre Matisse\, André Malraux e o arquiteto I. M. Pei. O acervo Zao Wou-Ki do Musée d’Art Moderne de Paris é hoje um dos mais importantes das coleções públicas francesas\, com 11 pinturas\, 4 tintas\, 4 gravuras e 7 vasos. Essa exibição restitui quase todas as obras e segue a exposição Zao Wou-Ki : l’espace est silence\, apresentada no MAM Paris em 2018-2019\, que atraiu mais de 183.000 visitantes.
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LOCATION:Musée d’Art Moderne de Paris\, 11 Av. du Président Wilson Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:"Mondes parallèles" no Musée d'Art Moderne de Paris
DESCRIPTION:Na cosmologia\, o mundo paralelo é definido como um universo que possui suas próprias medidas de espaço e tempo. Se tais mundos existissem\, logicamente deveriam estar separados do nosso e ser regidos por leis diferentes\, invertendo assim os princípios fundamentais que pensávamos ser absolutos e imutáveis. A partir de obras em processo de aquisição ou recentemente adicionadas às coleções do museu\, esta exposição é uma série de apresentações monográficas de artistas cujas obras se destacam por sua singularidade\, constituindo assim universos autônomos. Embora cada um represente um mundo muito pessoal\, os sete artistas reunidos aqui – Marie Bourget (1952-2016)\, Helmut Federle (1944-)\, Hélène Garache (1928-2023)\, Hubert Kiecol (1950-)\, Charlotte Rampling (1946-)\, Anne-Marie Schneider (1962-) e Pierre Weiss (1950-) – compartilham uma exigência intransigente em sua relação com a realidade e sua arte\, sendo que alguns deles raramente\, ou mesmo nunca\, foram expostos. Através de suas produções\, esses artistas nos convidam a expandir nossos hábitos de percepção\, geralmente ancorados no mundo visível\, para nos transportarmos a um universo paralelo\, poético e emocional. Para isso\, eles se baseiam em abordagens diferentes: alguns brincam com a variedade de formas e significados com múltiplas inversões\, enquanto outros elaboram rituais precisos que ressoam com forças invisíveis.
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SUMMARY:Ana Maria Tavares na Galleria Continua
DESCRIPTION:A Galleria Continua apresenta a primeira grande exposição individual dedicada à artista brasileira e importante figura da cena contemporânea internacional\, Ana Maria Tavares. Concebida como uma nova iteração de obras importantes\, Sortir du silence: au-delà de la modernité reflete sobre as diversas implicações políticas\, econômicas e sociais do movimento modernista no Brasil e destaca a dualidade entre natureza e artifício em um contraste permanente característico do trabalho da artista. Nascida em 1958 em Belo Horizonte\, Brasil\, Ana Maria Tavares vive e trabalha em São Paulo\, onde é professora e pesquisadora de arte desde 1982. Sua produção questiona o movimento modernista nascido quase um século após a independência de seu país\, característico dos grandes projetos da capital brasileira\, como uma construção ideológica com efeitos inesperados. Suas obras confrontam técnicas industriais com artesanato\, reintroduzindo a ornamentação – elemento eliminado da arquitetura brasileira desde a década de 1920 – para questionar gênero\, origem e alteridade\, temas geralmente ignorados pelo movimento modernista.  Tavares desenvolve encenações que suspendem o tempo e convidam o espectador a prestar maior atenção às obras de arte que os cercam. Ao se imergir em uma realidade artística alternativa\, o espectador pode realmente questionar a essência das obras e ir além de uma compreensão puramente estética delas. Essa necessidade essencial da artista de eliminar a cronologia\, presente tanto em suas obras sem data quanto em suas instalações que colocam o espectador em outra realidade atemporal\, tem suas raízes no desafio ao controle permanente experimentado em nossas sociedades modernas\, que afasta as pessoas do momento presente. Ana Maria Tavares explora também a ligação entre natureza tropical e arquitetura modernista. Central para o trabalho da artista\, a arquitetura é questionada como uma construção ideológica ao comparar o trabalho de figuras modernistas como Adolf Loos (1870-1933)\, Le Corbusier (1887-1965)\, Oscar Niemeyer (1907-2012) com arquitetos que se afastaram desse modelo\, como no caso de Lina Bo Bardi (1914-1992).
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LOCATION:Galleria Continua Paris\, 87 rue du Temple\, Paris\, França
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SUMMARY:Al Held na White Cube Paris
DESCRIPTION:A White Cube Paris apresenta Watercolours\, uma exposição de aquarelas de Al Held (1928–2005). Uma faceta importante na exploração de forma\, cor e espaço de Held\, essa seleção de obras fornece uma visão sobre a abstração visionária e rígida que chamou a atenção do artista ao longo de sua carreira. Alegremente cromáticas e muitas usando uma paleta de cores quentes\, as aquarelas de Held formam um corpo distinto de trabalho\, demonstrando como ele posicionou a disciplina em paralelo à pintura; as aquarelas foram\, para o artista\, um lugar onde ele podia livremente formular ideias e progredir na construção de suas imagens. Este conjunto de obras foi pintado exclusivamente na Itália\, onde manteve um estúdio desde o final dos anos 1980\, após sua prestigiosa residência na American Academy em Roma. Produzidas no final dos anos 1990 e início dos anos 2000\, as aquarelas italianas – como as pinturas de Giotto\, Piero della Francesca e Michelangelo\, que ele tanto admirava – são repletas de luz\, parecendo quase translúcidas\, como se estivessem sendo iluminadas de dentro para fora. Mais profundamente\, a aquarela ofereceu a Held uma maneira de preencher suas imagens com luz\, elevando suas formas sólidas a uma massa sem peso. O status de Held como um colorista excepcional\, bem como um pioneiro da abstração hard-edge\, é confirmado por esses trabalhos. Refletindo sua preocupação com a reinterpretação poética da teoria científica e seus pensamentos sobre o multiverso\, Held foi capaz de canalizar o passado e o futuro nestas obras luminosas e visionárias. Como a historiadora de arte\, curadora e professora Barbara Rose escreveu: “Na paisagem onde nasceu o Renascimento\, [Held] desenhou e redesenhou formas paradoxais e conflitantes flutuando em um espaço infinito e desconhecido.”
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LOCATION:White Cube Paris\, 10 Avenue Matignon\, Paris\, França
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SUMMARY:Sherrie Levine na David Zwirner
DESCRIPTION:A David Zwirner anuncia uma exposição de trabalhos novos e recentes da artista americana Sherrie Levine na galeria em Paris. Apresentando novas séries de pinturas e fotografias\, bem como uma seleção de esculturas\, esta exposição destaca vários trabalhos que são centrais para a prática de Levine\, e que se engajam distintamente em sua investigação contínua sobre noções de autoria\, originalidade e autenticidade. Esta é a quinta apresentação individual da artista com a David Zwirner desde que ingressou na galeria em 2015 e sua primeira em Paris em mais de trinta anos. Uma exposição simultânea do trabalho de Levine está em exibição na East 69th Street\, sede da galeria em Nova York. \n\n\n\nLevine ganhou destaque como membro da Pictures Generation\, um grupo de artistas sediado em Nova York no final dos anos 1970 e 1980 cujo trabalho examinava as estruturas de significado subjacentes às imagens de circulação em massa e\, em muitos casos\, apropriavam-se diretamente dessas imagens a fim de atribuí-las a um novo significado. Desde então\, Levine criou um corpo singular e complexo de trabalhos em diversas mídias que\, frequentemente\, reproduzem explicitamente obras de arte e temas do cânone histórico da arte ocidental\, bem como de culturas não ocidentais.
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LOCATION:David Zwirner\, 108 Rue Vieille-du-Temple Paris\, Paris\, França
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