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SUMMARY:"Hyperréalisme" no Museu Maillol
DESCRIPTION:Co-produção do Tempora e do Institut für Kulturaustausch com o Musée Maillol\, a exposição itinerante “Hyperréalisme – Ceci n’est pas un corps”\, em cartaz no Musée Maillol em uma versão ampliada e parcialmente nova\, faz um mergulho no mundo perturbador do hiperrealismo\, movimento artístico que surgiu nos anos 1960 nos Estados Unidos cujas técnicas têm sido exploradas por muitos artistas contemporâneos desde então. Nela\, podem ser vistas várias esculturas que abalam nossa visão de arte. Realidade\, arte ou cópia? O artista hiperrealista vira as costas para a abstração e procura alcançar uma representação meticulosa da natureza a tal ponto que os espectadores às vezes se perguntam se estão lidando com o corpo vivo. Estes trabalhos geram uma sensação de estranheza\, mas são sempre significativos. O subtítulo da exposição se refere à famosa obra de René Magritte “Ceci n’est pas une pipe”\, que questionava a relação da arte com a realidade. Alguns dos artistas expostos se esforçam para dar ao corpo humano a representação mais fiel e vívida possível\, enquanto outros\, ao contrário\, questionam a noção de realidade: novas tecnologias\, deformações. A exposição reúne mais de 40 esculturas de importantes artistas internacionais\, incluindo George Segal\, Ron Mueck\, Maurizio Cattelan\, Berlinde De Bruyckere\, Duane Hanson\, Carole A. Feuerman e John DeAndrea\, entre outros.
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LOCATION:Museu Maillol\, 59-61 Rue de Grenelle Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:Frida Kahlo no Palais Galliera
DESCRIPTION:Pela primeira vez na França e em estreita colaboração com o Museo Frida Kahlo\, a exposição reúne mais de 200 objetos da Casa Azul\, onde Frida Kahlo (1907-1954) nasceu e cresceu: roupas\, correspondência\, acessórios\, cosméticos\, remédios\, próteses médicas… Quando a artista morreu\, esses pertences pessoais foram fechados e lacrados por seu marido\, o muralista mexicano Diego Rivera\, e só foram redescobertos cinqüenta anos mais tarde\, em 2004. Essa preciosa coleção – incluindo os tradicionais vestidos Tehuana\, colares pré-colombianos que Frida colecionou\, espartilhos pintados à mão e próteses\, entre outras peças – é apresentada\, juntamente com filmes e fotografias da artista\, para formar uma narrativa visual de sua vida extraordinária. Longe dos clichês que envolvem sua personalidade\, a exposição “Frida Kahlo\, Au De-Là des Apparances” convida os visitantes a entrar na intimidade da artista e a entender como ela construiu sua identidade através da forma como se apresentou e se representou.
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LOCATION:Palais Galliera\, 10 Av. Pierre 1er de Serbie Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:"Donnation Anni et Josef Albers" no Musée d'Art Modérne de Paris
DESCRIPTION:Após a grande exposição Anni et Josef Albers\, L’art et la vie\, organizada pelo Musée d’Art Moderne de Paris de setembro de 2021 a janeiro de 2022\, a Fundação Josef e Anni Albers\, localizada em Bethany\, Connecticut\, fez uma doação excepcional de cinqüenta e sete obras. A doação inclui vinte e duas obras de Josef Albers (1888-1976)\, incluindo três obras da série Homage to The Square e trinta e cinco obras de Anni Albers (1899-1994)\, entre as quais catorze amostras têxteis inspiradas em motivos criados pela artista. O conjunto está em exibição junto das coleções permanentes do MAM. Esta doação é a mais importante feita pela Fundação após a morte dos dois artistas. Ela representa um grande enriquecimento para o museu que\, até agora\, não tinha nenhuma obra de nenhum dos artistas em suas coleções. Nicholas Fox Weber\, diretor da Fundação Josef e Anni Albers\, disse: “Essa doação é o resultado da estreita colaboração entre as equipes do Musée d’Art Moderne de Paris e da Fundação Albers. Estou certo de que Anni e Josef Albers teriam admirado as ousadas escolhas artísticas do Musée d’Art Moderne”. Representando todas as etapas criativas dos dois artistas – desde seu início na Bauhaus\, passando pelo Black Mountain College\, depois em Connecticut e notavelmente (para Josef) na Universidade de Yale – essas cinqüenta e sete obras são significativas da gama de técnicas e materiais utilizados pelo Albers: pintura\, tecelagem\, desenho\, fotografia e vários processos de impressão. Nascidos na Alemanha\, Anni e Josef Albers se conheceram em 1922 na Escola Bauhaus e casaram três anos mais tarde. Em 1933 eles emigraram para os Estados Unidos\, onde foram convidados a ensinar no Black Mountain College\, uma escola experimental nas montanhas da Carolina do Norte. Nesse novo ambiente\, Josef aprofundou sua pesquisa sobre cores enquanto Anni continuava a explorar diferentes técnicas de tecelagem. A ligação íntima e cúmplice entre eles permitiu-lhes apoiar e fortalecer um ao outro ao longo de suas vidas em um diálogo permanente e respeitoso. Com particular atenção a forma\, material e cor\, eles produziram um conjunto de trabalhos que é considerado hoje como um dos fundamentos da arte moderna e teve uma influência considerável na História da Arte do século 20. Seu trabalho\, como artistas\, mas também como professores\, consiste em levantar constantemente novas questões através da observação sensível do mundo visual e tátil.
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LOCATION:Musée d’Art Moderne de Paris\, 11 Av. du Président Wilson Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:André Derain no Musée de l'Orangerie
DESCRIPTION:Influenciado pelos grandes mestres\, André Derain (1880-1954) retornou a uma produção mais clássica durante o período entre as guerras. Mais do que um simples “retorno à ordem”\, suas paisagens da Provença\, valorizadas por Paul Guillaume\, revelam uma reflexão muito intensa sobre a luz. André Derain é o pintor mais representado na coleção do Musée de l’Orangerie\, com cerca de trinta quadros. Entre elas\, seis paisagens produzidas por volta de 1930 lembram o apego do artista à natureza\, que ele tem pintado constantemente desde o início de sua adesão ao fauvismo. Com mais de duzentas pinturas paisagísticas nesse período\, quase todas passando pelas mãos de Paul Guillaume\, esta amostra é reveladora do trabalho de Derain. Os seis quadros da exposição “André Derain – Paysages Méridionaux” são acompanhados por documentos que ilustram a relação do artista com a pintura clássica (Poussin\, Courbet\, Corot\, Cézanne)\, seu lendário mas controverso status artístico\, sua relação com o marchand Paul Guillaume e sua pesquisa mais teórica sobre a natureza da arte.
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LOCATION:Musée de l’Orangerie\, Jardin Tuileries Paris Département de Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:Monet-Mitchell na Fundação Louis Vuitton
DESCRIPTION:A exposição “Monet – Mitchell” encena um diálogo original entre as obras de dois artistas excepcionais\, Claude Monet (1840-1926) e Joan Mitchell (1925-1992)\, ocupando dez galerias na Fondation Louis Vuitton. A exposição é dividida em duas partes: “Monet – Mitchell” apresenta a resposta de cada artista à sua paisagem comum\, e “Joan Mitchell Retrospective” apresenta obras monumentais que abrangem a carreira da pintora\, uma dúzia das quais são da coleção da instituição francesa. Tanto Mitchell quanto Monet viveram ao longo das margens do Sena – em Vétheuil e nas proximidades de Giverny\, respectivamente – por períodos cruciais de suas vidas\, e ambos criaram trabalhos em resposta a este ambiente. Para Monet\, isto resultou em suas pinturas “Nymphéas”\, enquanto Mitchell produziu suas famosas composições abstratas. Com  trinta e seis obras de Monet e vinte e quatro de Mitchell\, “Monet – Mitchell” foi organizada em colaboração com o Musée Marmottan Monet\, que emprestou vinte e cinco pinturas do artista francês. A exposição também reúne dois grupos excepcionais de trabalho: dez quadros da série “La Grande Vallée”\, de Joan Mitchell (1983-84)\, reunidos quase quatro décadas após sua exposição fragmentária na Galerie Jean Fournier\, em 1984\, e o tríptico “Agapanthus”\, de Monet (ca. 1915-1926)\, que será exibido em sua totalidade pela primeira vez em Paris. A retrospectiva de Joan Mitchell inclui cerca de cinqüenta obras da artista\, incluindo seus polípticos dos anos 1970\, sua homenagem a Vincent van Gogh\, “No Birds” (1987-88)\, e “South” (1989)\, sua versão de “Sainte-Victoire”\, de Cézanne\, entre outros.
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LOCATION:Fundação Louis Vuitton\, 8 Av. du Mahatma Gandhi Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:"Années 80" no Musée des Arts Décoratifs
DESCRIPTION:O museu francês celebra os anos 1980 com a grande exposição intitulada Années 80\, Mode\, Design et Graphisme en France. Desde a eleição de François Mitterrand (presidente francês) em 1981 até a queda do muro de Berlim em 1989\, esta década histórica\, ainda viva na mente das pessoas na França\, é considerada tanto um divisor de águas político quanto um ponto de viragem artística nos campos da moda\, do design e das artes gráficas\, onde o pós-modernismo abre todas as possibilidades artísticas. A mostra reúne mais de 700 obras de arte\, incluindo objetos\, móveis\, criações de moda\, cartazes\, fotografias\, vídeos\, capas de álbuns e fanzines\, retraçando essa década frenética que se tornou sinônimo de ecletismo. Os anos 1980 viram surgir uma nova geração de criadores\, desde Olivier Gagnère\, Elizabeth Garouste e Mattia Bonetti\, até Philippe Starck e Martin Szekely\, todos eles criados em um contexto propício à liberdade de expressão. O design de moda também se libertou dos ditames tradicionais de estilo\, com estilistas como Jean Paul Gaultier e Thierry Mugler subindo para o status de superstars. A década de 1980 foi também o ápice da publicidade\, design gráfico e produção audiovisual através das obras de Jean-Paul Goude\, Jean-Baptiste Mondino e Etienne Robial. \n\n\n\nDa nova onda ao pós-punk e hip-hop\, um novo capítulo também foi escrito na história da música e da dança nas lendárias casas noturnas de Paris. \n\n\n\nA cenografia da exposição\, um choque de formas e desenhos vibrantemente coloridos\, é o trabalho do designer Adrien Rovero. Années 80\, Mode\, Design et Graphisme en France gira em torno de três importantes temas que refletem a fusão de ideias e formas específicas daquela década: uma nova era política e cultural\, design em efervescência e o look dos anos 1980. Nas salas expositivas com vista para o Jardin des Tuileries\, a exposição começa com a eleição de François Mitterrand em 1981\, anunciando uma mudança decisiva na França com um cartaz com o slogan “La Force Tranquille” (A Força Tranqüila). O cartaz\, encomendado por Mitterrand e criado pela lenda publicitária\, Jacques Séguéla\, marcou o início de uma nova era no design visual global e a chegada do marketing eleitoral. Os grandes projetos do novo presidente foram acompanhados por uma nova identidade visual\, com gráficos criados por Grapus para La Villette e o Louvre\, e Jean Widmer para o Musée d’Orsay. Para promover as criações contemporâneas\, o novo presidente chamou cinco designers para renovar os apartamentos particulares do L’Élysée\, incluindo Marc Held\, Ronald Cecil Sportes\, Philippe Starck\, Annie Tribel e Jean-Michel Wilmotte. Jack Lang\, o emblemático Ministro da Cultura\, inaugurou a Fête de la Musique em Paris em 21 de junho de 1982\, encorajou o reconhecimento público da moda francesa com a criação do Institut Français de la Mode (IFM) em 1986\, e apoiou desfiles de moda realizados na Cour Carrée do Louvre\, assim como o Oscar da Moda. A mídia e a produção audiovisual também experimentaram um boom sem precedentes. Étienne Robial criou o conceito de habillage ou apresentações audiovisuais\, para estações de televisão como Canal+\, M6 e Canal 7. Na época\, a proliferação de estações levou aos anos dourados do cinema publicitário graças a diretores icônicos como Étienne Chatiliez\, Jean-Paul Goude e Jean-Baptiste Mondino. A mídia escrita também passou por uma transformação quando Claude Maggiori redesenhou as capas do diário francês ‘Libération’\, enquanto a ‘arte’ do slogan inundou todas as formas de mídia existentes. Todas essas inovações dos anos 1980 ganham palco na exposição do Mad.
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LOCATION:Musée des Arts Décoratifs\, 107 Rue de Rivoli Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:James Turrell na Gagosian
DESCRIPTION:“Confidences” exibe duas novas obras de James Turrell: um grande diamante luminoso em cores vibrantes\, “Ariel” (2022) e uma obra em forma de elipse média em tons de azul\, “Jeu” (2022). Eles serão mostrados juntos dentro de um espaço personalizado na galeria da rue de Ponthieu\, colocando-os em diálogo. Embasado por um estudo profundo de psicologia da percepção\, Turrell explora desde os anos 1960 uma variedade de fenômenos perceptivos\, que vão da privação sensorial a efeitos óticos intensos. Em 1966\, ele começou a trabalhar com luz em seu estúdio em Ocean Park\, Califórnia. Seus primeiros trabalhos\, como “Afrum-Proto” (1966) e “Mendota Stoppages” (1969-74)\, que empregam planos de luz em relação à arquitetura\, tornaram-se a base para uma manipulação contínua dos ambientes construídos e naturais dos quais essas novas obras fazem parte. Turrell continua usando a luz como assunto e suporte principal\, em projetos formalmente simples que chamam a atenção para os limites da visão enquanto procuram expandir o pensamento sem palavras que eles provocam. Com essas manipulações inusuais\, a luz que normalmente é usada para iluminar ganha forma e estrutura\, fazendo dela a própria matéria visível.
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LOCATION:Gagosian\, 4 Rue de Ponthieu Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:Fabrice Hyber na Fondation Cartier
DESCRIPTION:“La Vallée” é uma grande exposição monográfica dedicada à pintura de Fabrice Hyber. Em suas telas\, o artista francês revela uma consciência livre e autônoma. Reunindo cerca de sessenta obras\, entre as quais cerca de quinze peças produzidas especialmente para a exposição\, Hyber exibe sua apropriação de todas as possibilidades da pintura na mostra da Fondation Cartier. Os visitantes são convidados a explorar as diferentes “salas de aula” de acordo com um layout que segue os meandros do pensamento do artista. Pintor\, semeador\, empreendedor\, poeta\, Hyber é o autor de um prolífico conjunto de obras que compreende quase 20 mil peças\, incluindo 3 mil pinturas. Desrespeitando categorias\, ele leva a arte a todas as esferas da existência: matemática\, neurociência\, negócios\, história e astrofísica\, assim como o amor\, o corpo e a evolução das espécies vivas. As múltiplas dimensões da arte de Hyber encontram suas origens na floresta que ele cultiva desde os anos 1990\, no coração do campo do distrito francês da Vendée\, em torno da antiga propriedade de seus pais\, que eram criadores de ovelhas. Cerca de 300 mil sementes de árvores\, de várias centenas de espécies diferentes\, foram semeadas usando uma técnica cuidadosamente aperfeiçoada\, e gradualmente transformaram o que antes era terra agrícola em uma floresta de várias dezenas de hectares. A paisagem\, em outras palavras\, se tornou uma obra de arte. “Com o Vale eu quis primeiro restaurar uma paisagem arborizada ao redor da fazenda de meus pais para criar uma barreira natural com as terras agrícolas industriais vizinhas. Sempre que algo é colocado em prática\, eu procuro encontrar possibilidades alternativas. Isso é sistemático”. Um lugar de aprendizado\, experimentação e refúgio\, o Vale se tornou a matriz e fonte de inspiração para todo o trabalho do artista. Hyber compara voluntariamente sua prática com o crescimento orgânico dos seres vivos: “Basicamente eu faço a mesma coisa com as obras de arte\, eu semeio árvores assim como eu semeio sinais e imagens. Elas estão lá\, eu semeio sementes de pensamento que são visíveis\, elas se desenvolvem e crescem. Não estou mais no controle”.
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LOCATION:Fondation Cartier\, 261 Bd Raspail Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:Matisse no l'Orangerie
DESCRIPTION:As exposições sobre Matisse são abundantes. Das que abordaram os diferentes períodos de sua carreira\, muito poucas se concentraram especificamente na década de 1930. Matisse – Cahiers d’Art\, le tournant des années 1930 concentra-se exclusivamente nessa década. Em 1930\, Matisse deixou a França para uma viagem ao Taiti\, marcando assim voluntariamente uma pausa em sua criação e iniciando um ponto de inflexão em seu trabalho. A presente exposição faz uma retrospectiva nessa década decisiva para a produção do artista. É pelo foco da Cahiers d’Art\, uma das mais importantes revistas de vanguarda do século 20\, criada por Christian Zervos em 1926\, que a exposição aborda a obra de Matisse na década de 1930. Como porta-voz do modernismo internacional e das tendências estéticas de seu tempo\, a revista observou de perto a produção do artista durante todo o período entre as duas guerras. A exposição\, que reúne um grupo de obras desse período\, propõe identificar as principais questões em jogo na produção de então do pintor. Após se afastar da cena artística durante a década de 1920\, o trabalho do pintor voltou ao centro dos debates sobre ideias e reflexões da época através de publicações regulares na Cahiers d’Art\, lançando luz sobre sua pintura anterior a 1916 – especificamente sua obra mais radical – e fazendo um relato de sua produção atual. Artigos e reproduções das obras de Matisse ajudaram a reacender a competição com Picasso. Em sucessivas edições da revista\, Matisse aparece ao lado dos grandes nomes de seu tempo: Georges Braque\, Juan Miró\, Fernand Léger\, Wassily Kandinsky\, Mondrian\, Le Corbusier e Marcel Duchamp. Várias obras excepcionais\, muito raramente expostas na França\, foram reunidas para a mostra\, notadamente The Great Reclining Nude of Baltimore\, The Song of Houston e da La Blouse Romaine de 1938\, que são mantidas em vários museus estadunidenses. A densidade e a complexidade dessa década são sugeridas por esculturas\, objetos da coleção de Matisse\, desenhos\, gravuras e pinturas\, assim como impressões fotográficas recentes\, arquivos\, fragmentos de filmes e edições da Cahiers d’Art.
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SUMMARY:Yun Hyong-Keun na David Zwirner
DESCRIPTION:Essa é a primeira exposição individual do trabalho de Yun Hyong-Keun (1928-2007) em Paris desde 2006 e a terceira exposição individual do artista pela David Zwirner desde que a galeria começou a representá-lo em 2016. As pinturas e obras inéditas sobre hanji (papel de amora coreano) incluídas na exibição datam de 1979 a 1984\, abrangendo os anos imediatamente anteriores e posteriores à residência de Yun em Paris\, de 1980 a 1982\, período que apesar de breve foi um período transformador para o artista\, que lá pode experimentar a liberdade de expressão\, ao contrário da repressão política em seu país de origem\, a Coreia do Sul. As composições abstratas de Yun envolvem e transcendem os movimentos de arte e tradições visuais orientais e ocidentais\, estabelecendo-o como um dos artistas coreanos mais significativos do século 20. Ele é a figura mais proeminente associada ao movimento Dansaekhwa (pintura monocromática)\, nome dado a um grupo de artistas coreanos influentes dos anos 1960 e 1970 que experimentaram as propriedades físicas da pintura e priorizaram a técnica e o processo. Quando criança\, Yun observou a tradicional pintura literária coreana que seu pai praticava\, do final do período Joseon. Ele também foi instruído por seu mentor Kim Whanki\, um dos primeiros mestres da abstração coreana. Yun fundiu de forma única as preocupações formais dessas variadas disciplinas para gerar trabalhos sobre tela ainda relativamente incomuns no contexto da arte coreana daquela época\, que considerava materialidade e temporalidade. Usando uma paleta restrita de marinho e marrom escuro\, Yun criou suas composições sobrepondo camadas de tinta em tela crua ou linho\, muitas vezes aplicando a próxima camada antes que a última tivesse secado. Ele diluía os pigmentos com terebintina\, permitindo que eles penetrassem nas fibras do suporte\, manchando seus materiais de maneira semelhante à tinta tradicional em hanji. Trabalhando diretamente no piso de seu estúdio\, ele produziu esquemas simples de faixas verticais intensamente escuras\, cercadas por áreas intocadas. A divisão foi suavizada pelas bordas embaçadas causadas pela absorção desigual de óleo e solvente\, e as composições muitas vezes se desenvolveram ao longo de vários dias\, até meses\, com o artista adicionando camadas adicionais ou deixando os pigmentos sangrarem gradualmente. O resultado são pinturas de visual etéreo\, reproduzindo a sensação ótica da caligrafia\, das gravuras coreanas e de técnicas ancestrais em uma execução profundamente moderna.
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LOCATION:David Zwirner\, 108 Rue Vieille-du-Temple Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:Maurice Denis no Musée d'Orsay
DESCRIPTION:Em 1897\, Maurice Denis (1870-1943) foi abordado pelo comerciante de arte Ambroise Vollard\, que desejava publicar um álbum com as gravuras do pintor. Denis então buscou inspiração em Les Amours de Marthe\, as notas íntimas que confiou a seu diário a partir de 1891\, ao mesmo tempo em que seu caso de amor com sua futura esposa Marthe Meurier (1871-1919) estava começando. Em lugar de ilustrar\, Maurice Denis procurou sobretudo traduzir em equivalentes formais as maravilhas e emoções de seus primeiros encontros. Ele retratou sua jovem escolhida\, o tema central da série\, em cenas íntimas e familiares\, às vezes alegóricas\, refletindo seu amor por ela. Para criar esse poema composto por imagens\, Maurice Denis desenhou em vários estilos de pinturas do início da década de 1890. O longo processo criativo\, que terminou no início de 1899\, deu origem a numerosos desenhos preparatórios\, particularmente em pastel\, cujas cores pálidas podem ser encontradas em algumas das litografias. Amour representa a síntese e a culminação da pesquisa plástica do artista desde seu início na Académie Julian e de certa forma encerra o período simbolista do pintor. Apresentado na galeria do Ambroise Vollard em março-abril de 1899\, o álbum resultante desse processo\, composto por doze páginas e uma capa\, foi impresso em uma edição de cem exemplares por Auguste Clot (1858-1936)\, numerados e assinados pelo artista. Além de exibir o livro\, a exposição a exposição Maurice Denis: Les Amours de Marthe apresenta ainda dois retratos de Marthe oriundos das coleções do Musée d’Orsay\, um em óleo e outro em pastel\, fazendo eco às litografias da publicação.
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LOCATION:Musée d’Orsay\, 1 Rue de la Légion d'Honneur Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:Georg Baselitz na Thaddaeus Ropac Pantin
DESCRIPTION:La Boussole Indique le Nord é a exposição de obras recentes do artista alemão Georg Baselitz. Por ocasião de seu 85º aniversário\, cinco séries criadas pelo artista entre 2020 e 2021 estão reunidas\, preenchendo o espaço da galeria no Pantin (bairro parisiense). Entre as obras expostas\, figuram as Tulips com suas composições limpas e cores contrastantes\, três séries de retratos de cores vivas e uma série de retratos mais melancólicos contra um fundo escuro. As obras em tela são acompanhadas por um grupo de desenhos a tinta. Caracterizada por uma integração sem precedentes de tecidos e um método de transferência que marca um importante desenvolvimento recente na prática de Baselitz\, a exposição convida os visitantes a mergulhar\, tanto conceitualmente quanto materialmente\, em um universo único onde a lógica da colagem se funde com a da pintura. Desde sua primeira pintura de Elke\, em 1969\, a esposa de Baselitz tem sido um tema constante em seu trabalho. O novo grupo de retratos na exposição mostra a parte superior do corpo de Elke\, com a cabeça apoiada na mão\, prestando homenagem a sua primeira representação por Baselitz\, que agora está na coleção do Metropolitan Museum of Art em Nova York. As obras feitas em 2021 também contêm um novo elemento no vocabulário visual de Baselitz: um par de meias de nylon desarticuladas\, presas ao retrato invertido de Elke\, como pernas frágeis\, desencarnadas. Sua materialidade\, em contraste com as figuras pintadas a óleo\, dá às telas uma terceira dimensão\, trazendo-as ao reino da colagem para evocar o trabalho da artista dadaísta Hannah Höch\, que usou imagens de pernas recortadas para construir corpos desencontrados em suas fotocolagens. Em uma entrevista de 2022 para a revista NZZ\, Baselitz disse: “Há cerca de dois anos atrás eu me lembrei de Hannah Höch e de suas fotos de meias. Eu nunca tinha ousado fazer colagens antes. Achei que era uma técnica maravilhosa. Mas a pergunta era: como eu poderia usar essa técnica em minha pintura? Então eu sonhava com essas meias”. As meias\, que evocam um pouco de malícia\, lembram os pés e as pernas que têm sido um tema recorrente desde as primeiras pinturas de Baselitz. Para o artista\, esses membros simbolizam uma conexão tátil com a terra: a mesma conexão que ele fomenta trabalhando em suas telas no chão.
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LOCATION:Thaddaeus Ropac Pantin\, 69 Av. du Général Leclerc Pantin\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:Faith Ringgold no Musée Picasso Paris
DESCRIPTION:Figura importante de uma arte engajada e feminista americana\, desde as lutas pelos direitos civis até os movimentos Black Lives Matter\, autora de obras muito famosas de literatura infantil\, Faith Ringgold desenvolveu uma obra que conecta a rica herança do Renascimento do Harlem à arte contemporânea dos jovens artistas negros americanos. Através de suas releituras da história da arte moderna\, ela estabelece um verdadeiro diálogo plástico e crítico com a cena artística parisiense do início do século XX\, especialmente com Picasso e suas “Les Demoiselles d’Avignon”. Esta exposição é a primeira a reunir\, na França\, um conjunto de obras importantes de Faith Ringgold. Ela dá continuidade à retrospectiva que lhe foi dedicada pelo New Museum no início de 2022 e é organizada em colaboração com a instituição nova-iorquina.
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LOCATION:Musée Picasso Paris\, 5 rue de Thorigny\, Paris\, França
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SUMMARY:Zanele Muholi na Maison Européenne de la Photographie
DESCRIPTION:Zanele Muholi\, que se define como “ativista visual”\, usa a câmera como uma ferramenta contra as injustiças. Na década de 1990\, a África do Sul passou por mudanças sociais e políticas significativas. A democracia foi estabelecida em 1994 com a abolição do apartheid\, seguida por uma nova Constituição em 1996\, a primeira no mundo a proibir qualquer discriminação baseada na orientação sexual. Apesar desse avanço\, pessoas negras LGBTQIA+ continuam sendo alvo de violência e preconceito. Muito envolvida com a comunidade\, Muholi desenvolve um trabalho fotográfico indissociável de seu ativismo. Em seus retratos individuais e coletivos\, a artista procura dar visibilidade às pessoas queer e racializadas\, ao mesmo tempo em que questiona os estereótipos e as representações dominantes que lhes estão associadas. As fotografias de Muholi mostram a diversidade e singularidade dos membros da comunidade negra LGBTQIA+\, destacando sua coragem e dignidade diante de múltiplas discriminações. Privilegiando uma abordagem colaborativa\, a artista convida as pessoas que fotografa a serem “participantes” ativos da obra\, contribuindo para determinar o local\, as roupas e as poses adotadas para a sessão de fotos. A artista também direciona sua câmera para si mesma\, a fim de questionar a  imagem da mulher negra na história. As fotografias de Zanele Muholi encorajam o espectador a questionar ideias pré-concebidas. Elas criam um novo léxico de imagens positivas para comunidades e mal representadas\, visando promover o respeito mútuo.
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LOCATION:Maison Européenne de la Photographie\, 5/7 Rue de Fourcy\, Paris\, França
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SUMMARY:"Pastels: De Millet à Redon" no Musée d'Orsay
DESCRIPTION:O Musée d’Orsay expõe obras em pastéis de sua coleção\, que conta com aproximadamente 500 obras. A última exposição de grande porte dedicada aos pastéis do museu\, intitulada Le Mystère et l’éclat\, ocorreu em 2009. Essa nova apresentação permitirá ao público descobrir ou redescobrir essas joias da coleção\, onde brilham obras de Millet\, Degas\, Manet\, Cassatt\, Redon\, Lévy-Dhurmer e muitos outros. O século XVIII é considerado a era de ouro do pastel. Esse meio incomparável para capturar os efeitos de textura e a suavidade da natureza muitas vezes estava restrito a retratos. Após cair em desuso durante a Revolução Francesa\, o pastel vivenciou um renascimento a partir da segunda metade do século XIX até o início do século XX. A gama de cores de pastéis expandiu-se consideravelmente\, tanto em termos de tonalidades quanto de texturas\, abrindo as portas para todo tipo de experimentação. A coleção do Museu d’Orsay testemunha esse renascimento de maneira excepcional. Nem desenho\, nem pintura\, o pastel é uma forma de arte singular que proporciona uma relação imediata com o material. Composto por pigmentos puros\, ele se adere ao grão do papel ou da tela. A vibração resultante é o que confere sua beleza\, mas também sua fragilidade. Sendo multifacetado\, ele permite todas as modulações\, desde a sutileza do esfumado até os traços mais vigorosos. O pastel funde linha e cor\, e é significativo que um artista como Degas o utilize de forma quase exclusiva a partir de 1888-90\, sendo a eleição desse meio o ápice de suas diligentes pesquisas sobre desenho e cor. A exposição será organizada em torno de oito grandes temas que destacam o renascimento do pastel a partir da segunda metade do século XIX. Desde retratos\, seguindo a continuidade do século XVIII\, até as quimeras dos artistas simbolistas\, passando por paisagens e transformações sociais\, o percurso reunirá diversos artistas e celebrará as obras de Millet\, Degas\, Lévy-Dhurmer\, Redon\, Mary Cassatt e muitos outros.
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LOCATION:Musée d’Orsay\, 1 Rue de la Légion d'Honneur Paris\, Paris\, Paris\, França
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SUMMARY:"Avant l'Orage" na Bourse de Commerce
DESCRIPTION:A exposição coletiva Avant l’Orage (Antes da Tempestade) é um convite para o público fazer uma viagem pelas instalações e obras de quase vinte artistas que metamorfosearam todos os espaços do museu. Contra o pano de fundo da mudança climática\, na urgência do presente como no olho de um furacão\, escuridão e luz\, primavera e inverno\, chuva e sol\, dia e noite\, o humano e o não-humano coabitam nessa nova exposição de obras da Pinault Collection. Essas paisagens instáveis\, capturadas em um tempo dessincronizado\, representam novos ecossistemas nos quais o visitante é convidado a mergulhar. Essa estação temática é dividida em duas partes\, abrindo com uma instalação monumental de Danh Vo\, criada para a Rotunda da instituição\, antes de ser retomada no final de maio para a exposição dedicada à artista britânica Tacita Dean\, na Rotunda e também na Galeria 2 da Bourse de Commerce. Uma das frases que define a mostra vem do filósofo italiano Emanuele Coccia\, convidado pela instituição a fazer um audiocomentário da exposição: “Tudo na Terra é tempo. É sobre isso que se tratam as obras dessa exposição. (…) afinal\, você não sabe realmente se está antes ou depois da tempestade\, porque o mundo inteiro se tornou uma tempestade. E a tempestade nada mais é do que o canto da vida”. A lista de artistas é composta pelos brasileiros Lucas Arruda e Jonathas de Andrade\, além de Hicham Berrada\, Dineo Seshee Bopape\, Frank Bowling\, Judy Chicago\, Tacita Dean\, Robert Gober\, Dominique Gonzalez-Foerster\, Felix Gonzalez-Torres\, Pierre Huyghe\, Benoit Piéron\, Daniel Steegmann Mangrané\, Alina Szapocznikow\, Diana Thater Thu Van Tran\, Cy Twombly\, Danh Vo e Anicka Yi. 
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SUMMARY:"Chagall\, Paris - New York" no Atelier des Lumières
DESCRIPTION:A exposição imersiva Chagall\, Paris – New York é dedicada ao pintor prolífico e inclassificável Marc Chagall (1887–1985) no Atelier des Lumières. Esta exposição digital única apresenta todo o seu trabalho\, revelando uma obra enraizada em seu tempo\, no cruzamento das novidades artísticas e culturais de seu século e em constante renovação. Paris e Nova York\, capitais emblemáticas da arte moderna\, representam duas etapas cruciais na longa carreira do artista. Paris foi a cidade escolhida e\, graças às vanguardas dos anos 1910\, forneceu ao jovem pintor russo um acervo de obras experimentais\, que ele enriqueceu com suas próprias referências culturais. Nova York foi principalmente um lugar de exílio durante a década de 1940\, mas deu um novo ímpeto à criatividade do artista. Depois da guerra\, várias exposições e grandes encomendas reforçaram os vínculos entre Paris e Nova York e trouxeram Chagall de volta aos Estados Unidos\, até a década de 1970. Durante esta exposição imersiva\, todos os temas e imagens presentes no repertório do artista são projetados nas paredes do Atelier des Lumières\, como imagens recortadas entrelaçadas. Eles são complementados por pequenos trechos de música clássica\, klezmer e jazz\, que também fizeram parte do universo cultural de Chagall. Seu fantástico bestiário\, seus maravilhosos personagens de circo\, fábulas e ópera\, assim como episódios bíblicos e referências à cultura russa\, evocam poeticamente as ricas experiências de vida do artista\, que naturalmente ressoam com as experiências coletivas de seu povo e geração. Como testemunha dos maiores eventos históricos do século XX – do mais sombrio ao mais edificante – Chagall transformou sua arte ousada e imaginativa em um instrumento de compromisso\, paz e esperança.
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LOCATION:Atelier des Lumières\, 38 Rue Saint-Maur\, Paris\, França
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SUMMARY:Miriam Cahn e "Expose-és" no Palais de Tokyo
DESCRIPTION:Em Ma Pensée Sérielle\, Miriam Cahn suspende o fluxo de imagens voláteis da geopolítica contemporânea e as retoma para testemunhá-las\, resistir e corporificá-las através de uma intensa obra pictórica que engloba desenho\, fotografia\, filme e escrita. A exposição no Palais de Tokyo é a primeira grande retrospectiva dedicada ao trabalho de Miriam Cahn em uma instituição francesa\, reunindo mais de duzentas obras da artista desde 1980 até os dias atuais. Retratos\, paisagens e pinturas históricas\, assim como o privado e o coletivo\, misturam-se para formar um todo orgânico. Novas dissonâncias e concordâncias cromáticas e espaciais aparecem\, enfatizando que o desafio da obra não reside numa busca por equilíbrio\, mas sim em encontrar encarnações plásticas e espaciais da intensidade e do caos do mundo. Imagens se combinam com palavras em uma narrativa cíclica e infinita que se desenrola constantemente nas páginas dos cadernos\, na superfície das telas e nas variações digitais que proliferam por meio de projeções em rolagem. \n\n\n\nJá Expose-és\, exposição coletiva inspirada no livro Ce que le sida m’a fait. Art et activisme à la fin du XXième siècle [O que a sida me fez: Arte e ativismo no fim do século XX] de Elisabeth Lebovici\, procura recompor fragmentos subjetivos da epidemia mais mortal do século passado: os fatos\, obras\, ideias e emoções que ligaram o material ao imaterial. Questiona como as pulsações do desejo\, da perda\, da raiva\, da dor\, da memória e do arquivo juntos fizeram história. Como anteciparam questões de gênero\, classe e raça\, a dinâmica inconsciente do capacitismo e a construção de normas em torno de um suposto estado de “boa saúde”. A AIDS não é aqui um assunto\, mas uma grade interpretativa através da qual se pode repensar uma ampla gama de práticas artísticas que foram expostas à epidemia. A beleza surge aqui como uma possível resposta diante das consequências políticas e sociais de pandemias que se cruzam.
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LOCATION:Palais de Tokyo\, 13\, avenue du Président Wilson\, Paris\, França
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