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SUMMARY:"Monet to Morisot: The Real and Imagined in European Art" no Brooklyn Museum
DESCRIPTION:Apresentando obras de arte do século XIX e início do século XX de nossa coleção\, criadas por artistas nascidos na Europa ou em suas colônias\, Monet to Morisot: The Real and Imagined in European Art enfoca um período de significativa transformação social\, no qual as técnicas artísticas\, temas e patrocínio passaram por mudanças profundas. O fio condutor “real e imaginado” da exposição oferece uma perspectiva evocativa e flexível para considerar as obras de arte através de cinco temas inter-relacionados\, sem estar preso a uma cronologia rígida\, e incentiva a formulação de questões críticas: O que é real e o que é imaginado nas obras que afirmam e refletem visões de gênero\, classe\, trabalho\, colonialismo e natureza? Quem produz essas perspectivas e para quem? Essas perguntas também nos lembram que o cânone tradicional da história da arte europeia é ao mesmo tempo imaginado e real. É uma construção imaginada e servindo a uma estreita e auto-designada comunidade\, mas teve um impacto muito real sobre o que foi colecionado e exibido em museus. Apresentadas são aproximadamente noventa obras de Claude Monet\, Gustave Courbet\, Berthe Morisot\, Francisco Oller\, Henri Matisse\, Pablo Picasso\, Yves Tanguy\, Vasily Kandinsky\, entre outros.
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SUMMARY:Instalação David Hammons no Whitney Museum of American Art
DESCRIPTION:O Whitney\, em colaboração com o Hudson River Park \, desenvolveu um projeto de arte pública permanente de David Hammons (n. 1943). Intitulada Day’s End (2014–21)\, esta instalação monumental está localizada no Hudson River Park ao longo da margem sul da Península de Gansevoort\, em frente ao Museu. \n\n\n\nProposto ao Whitney por Hammons\, Day’s End se inspira em uma obra de arte de mesmo nome de Gordon Matta-Clark (1943-1978). Em 1975\, Matta-Clark cortou cinco aberturas no galpão Pier 52 que anteriormente ocupava o local. O Hammons’s Day’s End é uma estrutura aberta que segue precisamente os contornos\, dimensões e localização do galpão original – e\, como a intervenção de Matta-Clark\, oferecerá um lugar extraordinário para experimentar a orla. \n\n\n\nEm conjunto com a realização do projeto\, o Whitney apresentou Around Day’s End: Downtown New York\, 1970–1986 \, uma exposição que apresentou obras da coleção relacionadas ao projeto seminal de Matta-Clark. O Whitney também criou materiais interpretativos\, incluindo a primeira série de podcasts do Museu\, Artists Among Us \, bem como vídeos e passeios a pé pelo bairro. Essa mídia de apoio toma os Day’s End s\, conforme previsto por Hammons e Matta-Clark\, como pontos de partida para explorar a história local – da orla e do Meatpacking District\, o papel dos artistas no bairro\, sua história LGBTQ e a ecologia do estuário. Novas pesquisas\, materiais de arquivo e entrevistas de história oral serão incorporadas.
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SUMMARY:"At the Dawn of a New Age" no Whitney Museum of American Art
DESCRIPTION:Os artistas americanos saudaram o século XX com uma confiança juvenil no progresso e na inovação. Animados pelas mudanças tecnológicas que estavam revolucionando as comunicações e a engenharia\, bem como as mudanças culturais\, como o sufrágio feminino\, os artistas abraçaram o novo em detrimento do tradicional e fixo. Não mais contentes em replicar a realidade\, eles se voltaram para os estilos de vanguarda como forma de comunicar sua empolgação com uma época que o crítico Walter Lippmann caracterizou como “explosiva com novas ideias\, novos planos e novas esperanças”. \n\n\n\nAlguns dos artistas apresentados nesta exposição\, como Georgia O’Keeffe e Marsden Hartley \, são bem conhecidos hoje\, mas muitos modernistas igualmente inovadores foram amplamente esquecidos. Com mais de sessenta obras de quarenta e cinco artistas extraídas principalmente da coleção permanente do Whitney\, At the Dawn of a New Age oferece uma compreensão expandida da complexidade da arte americana produzida entre 1900 e 1930 e recupera a exuberante sensação de liberdade e experimentação subjacente isto. \n\n\n\nEsta exposição é organizada por Barbara Haskell\, curadora.
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SUMMARY:Jumana Manna no MoMA PS1
DESCRIPTION:“Break\, Take\, Erase\, Tally”\, primeira grande individual de Jumana Manna nos EUA\, mostra a pesquisa multidisciplinar da artista\, que explora os efeitos paradoxais das práticas de preservação na agricultura\, na ciência e no direito. Marcando a estreia em Nova York do novo filme de Manna\, “Foragers” (2022)\, a exposição reúne quase 20 obras\, incluindo dois filmes recentes e uma série de esculturas novas e anteriores. Enfocando a terra diante das formas crescentes de sua alienação\, os filmes de Manna usam uma série de métodos narrativos para examinar como as práticas baseadas na terra (agricultura e forragem\, por exemplo) estão envolvidas e lutam contra as políticas neoliberais e coloniais e\, por sua vez\, contra as mudanças climáticas. Extraído de exemplos específicos\, como a primeira retirada do Cofre Global de Sementes de Svalbard em 2015 em resposta à guerra síria (tema de seu filme “Wild Relatives”) Manna” ressalta as limitações científicas na recuperação da perda de vidas biológicas\, em todas as suas formas. Seu trabalho visualiza a lenta violência da agricultura industrial enquanto faz perguntas pungentes sobre que tipo de futuro é possível em um presente precário. Em seu novo filme\, “Foragers”\, Manna se move entre documentário e ficção para abordar confrontos crônicos entre colhedores palestinos de ervas selvagens ‘akkoub e za’atar e a Autoridade Israelense de Proteção da Natureza\, que considerou as plantas ameaçadas de extinção. A recusa dos foragidos e as punições que enfrentam\, devido a grandes multas e tempo de prisão em potencial\, às vezes assumem um tom absurdo e cômico que levanta questões-chave em torno da política de extinção – principalmente\, quem determina o que vive e como vive. Em ambos os filmes da artista\, plantas e sementes são temas primários\, e a relação entre o trabalho humano e a terra é essencial para suas estruturas narrativas. A exposição também apresenta uma nova instalação em larga escala de esculturas que se inspiram nos restos fragmentados de khabyas\, estruturas tradicionais e agora obsoletas para o armazenamento de grãos no Levante. As esculturas são colocadas em diálogo com suas características assemblages de rodapés industriais\, que usam materiais encontrados no ambiente urbano\, em lugares como canteiros de obras e sistemas de drenagem. Através da escultura e do filme\, as obras da artista exploram a terra e seus ritmos como base para formas de vida que também podem servir para resistir\, fugir e transformar estruturas de poder hegemônico.
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SUMMARY:Oscar yi Hou no Brooklyn Museum
DESCRIPTION:Em uma época de crescente violência contra as comunidades asiáticas nos Estados Unidos\, Oscar yi Hou questiona o que significa ser “asiático-americano” e quem é considerado “norte-americano”. Oscar yi Hou: East of Sun\, West of Moon\, título de um poema do artista\, compreende onze de suas recentes pinturas figurativas. Em algumas obras\, yi Hou coloca seus amigos e ele mesmo como figuras da história do leste asiático e da cultura visual ocidental\, desde imigrantes chineses do século XIX até Son Goku\, da popular franquia de mídia Dragon Ball. Em outros\, o artista retrata suas amigas\, muitas das quais\, como ele\, se identificam como parte de uma comunidade criativa asiática\, em papéis tradicionalmente brancos e masculinos\, acabando com os estereótipos de longa data. Da mesma forma\, yi Hou olha tanto para a cultura popular quanto para referências passadas\, incluindo as coleções de arte asiática recentemente reinstaladas do Brooklyn Museum\, em sua abordagem para essas composições que remete à colagem. O artista envolve seus temas com o que ele chama de iconografia de “cowboy chinês”\, um caleidoscópio de imagens como bandeiras americanas\, símbolos yin-yang\, chapéus de cowboy e caligrafia chinesa. Através dessa justaposição (e de sua crítica sobre as calúnias contra o povo do Leste Asiático) yi Hou revela a complexidade da questão de identidade nacional\, como evidenciado por sua própria origem sino-britânica. Agora morando no Brooklyn\, ele afirma: “Embora eu seja apenas um norte-americano\, sou resolutamente um asiático-americano”. Oscar yi Hou: East of Sun\, West of Moon é organizado por Eugenie Tsai\, Curador Sênior de Arte Contemporânea do Brooklyn Museum\, com Indira A. Abiskaroon\, Assistente Curatorial de Arte Moderna e Contemporânea.
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SUMMARY:Nick Cave no Guggenheim
DESCRIPTION:Nick Cave (1959\, Fulton\, Missouri) é mundialmente famoso por ser um dos cantores e compositores mais emblemáticos de sua geração\, mesclando folk ao rock dos anos 1950 e a um acento de blues. O que poucos brasileiros sabem é que Cave também é celebrado internacionalmente por suas elaboradas instalações e trabalhos têxteis\, incluindo seus icônicos Soundsuits\, que misturam escultura\, design de fantasias e fabricação de instrumentos. Nick Cave: Forothermore é uma exposição de pesquisa cobrindo toda a amplitude da carreira do artista\, e apresenta escultura\, instalação\, vídeo\, e obras pouco vistas do início da carreira do artista. O título é um neologismo\, uma nova palavra que reflete o compromisso vitalício do artista em criar espaço para aqueles que se sentem marginalizados pela sociedade e cultura dominante\, especialmente as comunidades da classe trabalhadora e as pessoas afro-americanas e queer. A mostra destacará o desenvolvimento da singular prática artística de Cave\, que interroga as promessas cumpridas ou frustradas que o final do século 20 e início do século 21 oferecem ao Outro. Instaladas nas galerias de torres do museu\, as seções temáticas da mostra são intituladas What it was\, What it is e What it shall be\, inspiradas em uma antiga saudação afro-americana. A exposição se desdobra como uma história tripartite\, com cada capítulo olhando para o passado\, presente e futuro da prática de Cave. What it was explora os primeiros trabalhos que honram os fundamentos criativos e sociais do artista dentro de sua família e além dela. Vivendo e trabalhando em Chicago\, Cave frequentemente cita a verve psicodélica do grupo Parliament-Funkadelic\, de George Clinton\, e o excesso extravagante da house music de Chicago como influências em seu desenvolvimento artístico. What it is inclui o trabalho de Cave sobre opressão\, perda\, luto e lembrança\, mas também sobre alegria e celebração coletiva. Finalmente\, What it shall be reúne sua produção recente\, como as Soundsuits e a série de obras em escala monumental Tondo\, que exemplificam suas estratégias de sobrevivência em meio à injustiça. Nick Cave: Forothermore foi organizada pelo Museum of Contemporary Art Chicago\, com curadoria de Naomi Beckwith\, diretora adjunta e curadora do Guggenheim\, com auxílio de X Zhu-Nowell\, curador assistente do museu.
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SUMMARY:Thierry Mugler no Brooklyn Museum
DESCRIPTION:Thierry Mugler: Couturissime é a primeira retrospectiva a explorar o fascinante e arrojado universo do designer de moda e criador francês de perfumes icônicos Thierry Mugler. Um visionário da moda\, Mugler se estabeleceu como um dos mais ousados e inovadores estilistas do final do século 20. Suas silhuetas arrojadas\, técnicas e materiais pouco ortodoxos (incluindo vidro\, plexiglas\, vinil\, látex e cromo) fizeram sua marca na história da moda. Nos anos 1970\, Mugler definiu tendências com seu aclamado glamazon\, uma mulher chique e moderna cujo estilo evoluiu da moda hippie dos anos 1960. Nos anos 1980 e 1990\, Mugler galvanizou o renascimento da alta costura através de suas coleções provocativas e desfiles de moda teatrais\, que envolviam locais grandiosos e os modelos mais icônicos da época. Assim como seu trabalho ainda está influenciando novas gerações de costureiras\, celebridades continuam a ser atraídas pelos desenhos de Mugler: seus vestidos clássicos foram recentemente usados por Beyoncé\, Cardi B\, e Kim Kardashian. A exposição apresenta mais de uma centena de trajes que vão desde peças de alta costura a trajes de palco\, além de acessórios personalizados\, croquis\, vídeos\, imagens dos principais fotógrafos de moda e instalações espetaculares que espelham a abordagem futurista de Mugler. A apresentação do Brooklyn Museum também apresenta uma seção expandida dedicada aos seus perfumes\, centrada no icônico Angel. Thierry Mugler: Couturissime é uma oportunidade para descobrir e redescobrir o trabalho fantástico deste artista multidisciplinar\, que revolucionou o mundo da moda.
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SUMMARY:Richard Avedon no The Met Museum
DESCRIPTION:Em 1969\, Richard Avedon estava em uma encruzilhada. Após um hiato de cinco anos\, o fotógrafo voltou a fazer retratos\, desta vez com uma nova câmera e um novo senso de escala. Trocando seu Rolleiflex portátil por um dispositivo maior montado em um tripé\, ele reinventou a dinâmica de seu estúdio. Ao invés de dançar em torno de seus assuntos por trás de um visor\, como fazia em suas fotos enérgicas de moda\, ele agora podia ficar ao lado de uma câmera estacionária e encará-los de frente. Enfrentando grupos de artistas\, ativistas e políticos proeminentes da época\, ele criou enormes retratos fotomurais\, condizentes com sua influência cultural descomunal. No centenário do nascimento do fotógrafo\, Richard Avedon: MURALS reunirá três dessas obras monumentais\, algumas com até 35 pés de largura. Para Avedon\, os murais expandiram as possibilidades artísticas da fotografia\, reorientando radicalmente espectadores e temas em uma visão ampla e abrangente. Os murais são retratos da sociedade. Neles\, Avedon reúne gigantes do final do século XX (membros da Factory de Andy Warhol\, arquitetos da guerra do Vietnã e manifestantes contra essa guerra) que juntos moldaram uma era extraordinariamente turbulenta da vida americana. Apresentados em uma galeria\, seus enormes retratos encenarão uma conversa improvável entre campos historicamente opostos\, bem como espectadores contemporâneos. As inovações formais do alto estilo de Avedon – corpos fortemente iluminados em um fundo branco impiedoso – são melhor realizadas nessas obras\, onde os personagens se juntam e aglomeram o quadro\, e vazios brilhantes entre eles estalam em contraste. Unindo os murais com projetos contemporâneos\, a exposição acompanha a abordagem evolutiva de Avedon para o retrato de grupo\, por meio do qual ele transformou as convenções deste gênero fotográfico.
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SUMMARY:Mary Enoch Elizabeth Baxter no Brooklyn Museum
DESCRIPTION:No quinquagésimo aniversário do caso Roe v. Wade – e no ano seguinte à sua revogação – esta exposição examina a longa história de injustiça reprodutiva nos Estados Unidos por meio de dois projetos de Mary Enoch Elizabeth Baxter. A artista e ativista prioriza a narrativa e a cura em seu trabalho\, explorando os processos institucionais\, legais e culturais que têm brutalmente privado as mulheres e meninas negras de sua autonomia corporal. Em seu filme Ain’t I a Woman\, Baxter conecta sua experiência de dar à luz algemada ao combate expandido pelos direitos reprodutivos – um combate que destaca as vulnerabilidades e violências contra as mulheres negras\, que historicamente têm sido negadas o direito de decidir se\, quando e como ter filhos de forma segura. O documentário musical é acompanhado por Consecration to Mary\, um trabalho fotográfico multipartidário que relaciona as histórias de abuso enfrentado por crianças negras ao “viés de adultificação”\, uma realidade social em que jovens negros são sistematicamente tratados como adultos. Na obra\, Baxter confronta e combate fotografias nuas sexualmente exploratórias de uma jovem negra tiradas pelo famoso artista americano branco Thomas Eakins em 1882. Baxter se insere em duas das fotografias de Eakins para proteger a vítima e apresenta outras imagens em estojos fechados de daguerreótipo\, ocultando-as da vista pública. Uma terceira fotografia aberta de Baxter quando criança conecta a própria artista a essas histórias de abuso social. Juntos\, esses trabalhos expõem como a exploração de meninas negras leva ao desempoderamento político e à precariedade social\, resultando no encarceramento em massa de mulheres negras. Ao colocar em destaque membros profundamente vulneráveis da sociedade americana\, a exposição amplia o discurso sobre o acesso ao aborto para uma conversa mais complexa sobre justiça reprodutiva\, abrangendo direitos humanos\, empatia e libertação.
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SUMMARY:Arthur Bispo do Rosário na Americas Society
DESCRIPTION:A exposição Bispo do Rosário: All Existing Materials on Earth é a primeira individual nos Estados Unidos de Arthur Bispo do Rosário (1909\, Japaratuba – 1989\, Rio de Janeiro)\, um artista afro-brasileiro que criou mais de mil objetos durante seu confinamento na Colônia Juliano Moreira\, instituição psiquiátrica no Rio de Janeiro onde viveu a maior parte de sua vida. A retrospectiva reúne obras de arte icônicas de Bispo\, incluindo tecidos bordados à mão com diversos elementos costurados\, esculturas mistas e sua obra-prima\, o Manto da Anunciação\, a mais conhecida de sua produção\, que seria usada por Bispo do Rosário quando chegasse o momento de subir ao céu. A vestimenta foi fabricada pelo artista ao longo de décadas\, enquanto esteve internado na Colônia Juliano Moreira\, a partir de um antigo cobertor\, transformado em majestoso traje\, bordado interna e externamente com palavras e símbolos que revelam a síntese de sua obra. Segundo o próprio Bispo do Rosário\, “Quando eu subir\, os céus se abrirão e vai recomeçar a contagem do mundo. Vou nessa nave\, com esse manto e essas miniaturas que representam a existência. Vou me apresentar.” Um livro de bolso sobre a obra do artista acompanha a exposição\, além de uma série de programas públicos. Bispo do Rosário: All Existing Materials on Earth é organizada em colaboração com o Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea\, no Rio de Janeiro\, e é co-curada por Aimé Iglesias Lukin\, Ricardo Resende e Javier Téllez\, com Tie Jojima. Nascido em Japaratuba\, Sergipe\, em 1909\, Arthur\, filho de carpinteiro\, tem sobrenome de batismo “Bispo” – cargo eclesiástico – e “Rosário” – padroeira dos negros. Após uma passagem pela Marinha e pelo boxe\, foi morando na casa do advogado Humberto Leone e família\, trabalhando como  “faz-tudo”\, que Arthur Bispo teve sua revelação. Na noite de 22 de dezembro de 1938 \, ele se vê descendo do céu\, acompanhado por sete anjos que o deixam na “casa nos fundos murados de Botafogo”\, segundo o bordado que narra o acontecimento num dos seus estandartes. Bispo sai caminhando de madrugada até chegar ao Mosteiro de São Bento\, no Centro do Rio\, onde se apresenta aos frades como “aquele que veio julgar os vivos e os mortos”. Os religiosos o enviam para o hospício da Praia Vermelha\, de onde é transferido para a Colônia Juliano Moreira. Entre idas e vindas e tentativas de readaptação ao mundo\, em 1964 Bispo finalmente adota a Colônia como sua morada definitiva\, e é onde cria todas suas obras a partir de materiais descartados. Como explica o site do museu que leva seu nome\, “Arthur Bispo do Rosário\, que carregava todos os estigmas de marginalização social ainda vigentes em nossa sociedade – negro\, pobre\, louco\, asilado em um manicômio – consegue\, na sua genialidade\, subverter a lógica excludente propondo\, a partir da sua obra\, a ressignificação do universo\, para ser reunido e apresentado no dia do juízo final. Sua missão chegou ao fim aos 80 anos\, no dia 5 julho de 1989\, dia da sua morte”.
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SUMMARY:"Hip-Hop: Conscious\, Inconscious" no Fotografiska Museum
DESCRIPTION:Reza a lenda que o hip-hop começou em 11 de agosto de 1973\, numa festa num porão do Bronx\, dando ao movimento de arte de rua um aniversário oficial. Cinqüenta anos depois\, a exposição Hip-Hop: Conscious\, Inconscious explora as pessoas\, os lugares e os acontecimentos que o hip-hop nos legou. Junto com o Mass Appeal (selo independente de rap e produtora de conteúdo)\, o museu Fotografiska criou o destino definitivo para celebrar o impacto global do hip-hop na expressão visual –uma experiência imersiva reunindo uma comunidade de artistas que documentaram este fenômeno cultural. Co-curada por Sally Berman e Sacha Jenkins\, Chefe de Criação da Mass Appeal\, Hip-Hop: Conscious\, Inconscious apresenta imagens que vão de ícones da cultura visual a retratos raros e íntimos das maiores estrelas do hip-hop\, de pioneiros lendários como Nas\, Tupac\, Notorious B.I.G\, e Mary J. Blige a ícones modernos como Nicki Minaj\, Megan Thee Stallion (foto)\, e Cardi B. Os trabalhos em exibição abordam temas como o papel da mulher no hip-hop; a diversificação e as rivalidades regionais e estilísticas do hip-hop; o foco humanístico sobre as gangues de rua da década de 1970 no Bronx\, cujos membros contribuíram para o nascimento do hip-hop\, entre eles o icônico DJ Afrika Bambaataa; e a trajetória do movimento iniciado nos guetos nova-iorquinos até se tornar um fenômeno global. Em dado momento\, a cultura hip-hop sofreu uma transição exponencialmente acelerada\, quando tomou consciência da alta rentabilidade de sua exportação global. O cerne da exposição é o período anterior a essa percepção do hip-hop como produto internacional altamente lucrativo. Traçando a trajetória coletiva do gênero cultural ao longo de cinco décadas\, a exposição abrange a fotografia dos primeiros documentaristas de hip-hop dos anos 1970 aos mais jovens fotógrafos de hip-hop que estão promovendo a proliferação da estética do gênero. Em parceria com o projeto Hip Hop 50\, da Mass Appeal\, um dólar de cada ingresso vendido será doado ao Universal Hip Hop Museum\, no Bronx.
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SUMMARY:Elizaveta Porodina no Fotografiska Museum
DESCRIPTION:Na individual Un/Masked\, de Elizaveta Porodina\, o público é convidado a mergulhar no universo de sua visão artística e de criação de imagens oníricas e fantasiosas. Com sua fotografia experimental que flerta abertamente com o expressionismo e o surrealismo\, ela invoca o espectador a mesclar passado e presente\, antigo e contemporâneo\, numa jornada pelo tempo e espaço. A exposição reflete os últimos anos de trabalho da jovem fotógrafa russa Elizaveta Porodina. Seu imaginário é surreal\, sonhador e íntimo\, por vezes assustador\, assombroso e delicado. Lágrimas e água são temas recorrentes em suas imagens e ela se inspira em sua infância e na arte\, História\, cinema e religião russos. Combinando o íntimo e o assustador\, Elizaveta persegue seu tema com uma precisão surpreendente\, alcançando intensidade e frescor. Como ela declarou\, “Ofereço ao meu público uma janela para o meu subconsciente com o meu trabalho. Peço-lhes que distorçam e brinquem com sua compreensão da realidade e que entrem em outra dimensão comigo através de minha escolha de elenco\, iluminação e cenários”. Nascida em Moscou em 1987\, Elizaveta Porodina cresceu na Rússia pós-soviética\, mas trabalha em Munique\, Alemanha\, desde os 12 anos de idade. Com formação teórica em psicologia clínica\, Elizaveta Porodina fala com uma linguagem fotográfica distinta: cor\, movimento e emoção.   Requisitada pelas principais publicações de moda por seu estilo pessoal e linguagem visual criativa\, a mídia e as grifes estão competindo para contratá-la para algumas de suas campanhas globais mais cobiçadas. Ela trabalha ativamente com novas técnicas e plataformas sociais e cada vez mais vem adquirindo  novas formas de expressar suas ideias fotograficamente. Colaborando intimamente com seus modelos – ou musas\, como ela os chama – ela descreve o momento em que a foto é tirada como uma comunhão\, quase um ritual mágico.
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SUMMARY:Wangechi Wutu no New Museum
DESCRIPTION:O New Museum apresenta uma grande exposição individual do trabalho de Wangechi Mutu (1972\, Nairóbi)\, que reúne mais de cem obras ao longo de sua carreira de vinte e cinco anos\, intitulada Wangechi Mutu: Intertwined\, ocupando os espaços do Lobby\, Segundo Andar\, Terceiro Andar e Quarto Andar da instituição. Representando toda a amplitude de sua prática\, a grande mostra abrange as incursões da artista por diversas mídias\, tais como pintura\, colagem\, desenho\, escultura\, filme e performance. Mutu foi aclamada por sua prática baseada em colagem explorando camuflagem\, transformação e mutação. Ela estende essas estratégias ao seu trabalho através de vários meios\, desenvolvendo formas híbridas e fantasiosas que fundem narrativas míticas e folclóricas com referências sociohistóricas estratificadas. Wangechi Mutu: Intertwined promove conexões entre os recentes desenvolvimentos na prática escultórica da artista e sua exploração de décadas dos legados do colonialismo\, da globalização e das tradições culturais africanas e diásporas. Ao mesmo tempo\, o trabalho de Mutu é culturalmente específico e transnacional no seu escopo\, e se relaciona com as realidades contemporâneas\, enquanto oferece novos modelos para um futuro radicalmente mudado\, norteado pelo feminismo\, afrofuturismo e simbiose entre espécies. A exposição tem curadoria de Margot Norton\, curadora sênior da cadeira Allen e Lola Goldring\, e Vivian Crockett\, curadora\, com Ian Wallace\, assistente de curadoria.
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SUMMARY:Seung-taek Lee no Canal Projects
DESCRIPTION:Seung-Taek Lee: Things Unstable reflete sobre o trabalho pioneiro do artista de vanguarda sul-coreano Seung-taek Lee (nascido em 1932). Lee ganhou sua reputação através de sua prática multidisciplinar inovadora\, resultando em uma ampla gama de projetos artísticos\, incluindo performances efêmeras\, obras site-specific\, intervenções fotográficas\, telas e esculturas. Ao empregar elementos naturais como fogo\, vento\, terra e água como colaboradores conceituais\, as performances multimídia de Lee expandiram o vocabulário da estética ambiental dos anos 1970\, marcando sua prática como um dos primeiros defensores da ecoarte. Celebrando sua preocupação vitalícia com o meio ambiente\, o Canal Projects apresenta reencenações de duas das obras mais conhecidas de Lee: Wind-Folk Amusement (1971) e Earth Performance (1989-1996). A documentação e as reencenações de suas performances contextualizam a prática de Lee em meio às questões ecológicas mais urgentes da atualidade\, ao mesmo tempo em que voltam às movimentações ambientais globais dos anos 1970. A exposição busca fornecer uma compreensão mais ampla da incessante busca de Lee por desestabilizar as ideias convencionais da arte. Ao subverter as hierarquias artísticas\, a prática de Lee se concentra no uso de objetos cotidianos\, inesperados e\, às vezes\, encontrados\, dando um toque de humor e irreverência sem precedentes a sua obra.
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SUMMARY:"Impossible Failures" no 52 Walker
DESCRIPTION:52 A Walker apresenta sua sexta exposição\, Impossible Failures\, que combina trabalhos de Gordon Matta-Clark (1943-1978) e Pope.L (1955-). A exposição se concentra no enfoque comum a ambos em relação à problemática em torno de arquitetura\, linguagem\, instituições\, escala e valor. Matta-Clark e Pope.L são conhecidos por suas respectivas práticas interdisciplinares que examinam os valores e os paradoxos da vida urbana\, bem como o risco inerente à criação de arte. Por meio de performances\, filmes\, desenhos e vários projetos multimídia\, os dois artistas frequentemente abriram espaços intersticiais\, realizando gestos abrangentes que levam em conta zonas deslocadas e descentralizadas. Abraçando as diversas oportunidades propiciadas pelos conceitos em torno do fracasso – e\, assim\, uma consideração pela esperança – os dois artistas empregaram linguagens e sistemas existentes para conceber ideias totalmente originais\, que antes pareciam absurdas ou insondáveis\, a fim de expor padrões e estruturas. Mais importante ainda\, eles explicitam como brincar com e dentro desses sistemas reavalia o que é possível num mundo tão codificado. Essa dupla exibição apresenta um grupo dos Failure Drawings de Pope.L (iniciados em 2003\, que o artista cria em materiais encontrados quando está em trânsito)\, ao lado de esboços conceituais de Matta-Clark que projetam e ilustram ideias aparentemente impossíveis. Projetado através das paredes amplas do espaço\, o emblemático Interset Conical de Matta-Clark (1975) será exibido com Bingo X Ninths (1974) e The Wall (1976/2007)\, além de um filme inédito de Pope.L que\, de forma semelhante\, sugere o ato de destruição enquanto o 52 Walker o oblitera. No centro da galeria\, Pope.L também criou uma nova instalação site specific\, Vigilance a.k.a Dust Room (2023). Juntos\, os trabalhos expostos sugerem afinidades na escolha intencional dos dois artistas para visualizar o fracasso e as amplas possibilidades que resultam de acolher o desconhecido.
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SUMMARY:"Refigured" no Whitney Museum
DESCRIPTION:As obras em Refigured\, selecionadas da coleção do Whitney e incluindo vídeo\, animação\, escultura e realidade aumentada\, refletem sobre as interações entre a materialidade digital e física. As esculturas são simultaneamente físicas e virtuais\, enquanto o vídeo e a animação se estendem além das telas e para a galeria. A exposição reúne um grupo de artistas – Morehshin Allahyari\, American Artist\, Zach Blas e Jemima Wyman\, Auriea Harvey e Rachel Rossin – que se envolvem com o conceito de “refiguração”\, apropriando-se de formas materiais e corpos para recriá-los e reinventá-los. A refiguração se torna um processo de imaginar mundos alternativos como meio de construir identidade. As cinco instalações em exibição nesta exposição respondem às várias forças que formam a identidade\, como novos modos de auto-representação (através de avatares) e até estruturas de opressão\, desde sistemas tecnológicos até o colonialismo. Algumas obras exploram como a identidade está incorporada no desenvolvimento de interfaces de computador e inteligência artificial. Outras abordam a refiguração da identidade em ambientes online e mitos culturais antigos. Juntas\, as obras destacam as fronteiras porosas entre os mundos material e virtual de hoje e as formas como sua interação molda nossa ideia de identidade. Esta exposição é organizada por Christiane Paul\, curadora de arte digital do Whitney Museum.
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SUMMARY:"A Movement in Every Direction" no Brooklyn Museum
DESCRIPTION:Entre 1915 e 1970\, na esteira do terror racial durante o período pós-Reconstrução\, milhões de afro-americanos fugiram de suas casas para outras áreas dentro do Sul e para outras partes do país. Esse notável movimento de pessoas\, conhecido como Great Migration\, causou uma mudança radical na composição demográfica\, econômica e sociopolítica dos Estados Unidos. A Movement in Every Direction: Legacies of the Great Migration reúne doze artistas contemporâneos para refletir sobre o impacto complexo desse período em suas vidas\, assim como na vida social e cultural\, por meio de obras recém-comissionadas que vão desde instalações de grande escala\, filmes imersivos e tapeçaria até fotografia\, pintura e mídia mista. Os artistas em destaque são Akea Brionne\, Mark Bradford\, Zoë Charlton\, Larry W. Cook\, Torkwase Dyson\, Theaster Gates Jr.\, Allison Janae Hamilton\, Leslie Hewitt\, Steffani Jemison\, Robert Pruitt\, Jamea Richmond-Edwards e Carrie Mae Weems. A Movement in Every Direction apresenta uma abordagem diferente dos relatos tradicionais da Great Migration\, que geralmente são compreendidos por meio de uma perspectiva de trauma\, e os reconceitualiza por meio de histórias de autoafirmação\, autodeterminação e autoexame. Embora o Sul tenha perdido gerações de afro-americanos corajosos\, criativos e produtivos devido a desigualdades raciais e sociais\, a exposição amplia a narrativa ao apresentar pessoas que permaneceram ou retornaram à região durante esse período. Além disso\, a apresentação do Museu do Brooklyn destaca o Brooklyn como outro local importante na Great Migration\, destacando dados históricos e contemporâneos do censo sobre os padrões de migração do distrito. Os visitantes são incentivados a compartilhar suas próprias histórias pessoais e familiares de migração por meio de uma “cápsula” de história oral disponível nas galerias da exposição.
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SUMMARY:"Signals" no MoMA
DESCRIPTION:O vídeo está em toda parte hoje: em nossos telefones e telas\, definindo novos espaços e experiências\, espalhando memes\, mentiras\, fervor e poder. Compartilhado\, enviado e em rede\, ele molda a opinião pública e cria novas audiências. Em outras palavras\, o vídeo transformou o mundo. Reunindo uma gama diversificada de trabalhos das últimas seis décadas\, a exposição Signals: How Video Transformed the World revela as formas como os artistas têm colocado o vídeo como um agente de mudança global – da revolução televisiva à democracia eletrônica. A exposição destaca mais de 70 trabalhos de mídia\, extraídos principalmente da coleção do MoMA ao lado de outros nunca vistos antes no museu. Entre os artistas em destaque estão John Akomfrah\, Gretchen Bender\, Dara Birnbaum\, Tony Cokes\, Amar Kanwar\, New Red Order\, Nam June Paik\, Sondra Perry\, Martine Syms\, Stan VanDerBeek\, e Ming Wong. Signals permite ao público experimentar os formatos\, as configurações e o alcance global da arte em vídeo\, desde vigilância em circuito fechado até vídeo viral\, desde instalação em larga escala até redes sociais. Com esta ampla gama de formas e mídias\, os artistas têm defendido e questionado a promessa do vídeo. Alguns esperavam criar redes inteiramente novas de comunicação\, engajamento democrático e participação pública. Outros protestaram contra o aumento do controle comercial e estatal sobre a informação\, a visão e a própria verdade. Signals enfoca a forma como os artistas têm usado o vídeo para fazer perguntas urgentes sobre a sociedade e propor novos modelos de vida pública. A mostra também dialoga com dois momentos da exposição de longa duração do acervo do anos 1970 da instituição: a instalação Flo\, de Sandra Mujinga\, que mostra um performer real em uma escultura vestível que lhe confere aura sobrenatural e tecnológica; e a sala Limits of Control\, que tem duas de suas obras inseridas na mostra Signals. Esta exposição contém obras com conteúdo gráfico. O discernimento dos visitantes é aconselhado\, particularmente para aqueles acompanhados por crianças. A exposição contém luzes intermitentes e estroboscópicas que podem não ser adequadas para todos os visitantes\, em especial epilépticos.
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SUMMARY:Albert Oehlen e Paul McCarthy na Gagosian
DESCRIPTION:the ömen: Albert Oehlen paintings and Paul McCarthy sculptures é uma exposição de pinturas recentes de Albert Oehlen lado a lado com a obras escultóricas em grande escala de Paul McCarthy. Oehlen usa elementos abstratos\, figurativos e colados – muitas vezes aplicando restrições formais auto-impostas – para perturbar as histórias e convenções da pintura moderna\, ao mesmo tempo em que reconhece o significado contínuo da arte clássica. Aproximando-se de sua prática como um desafio perceptivo\, ele se move livremente entre estratégias planejadas e improvisadas. E enquanto defende a pintura autoconscientemente “ruim” caracterizada por desenho rudimentar e coloração berrante\, infunde um gesto expressivo com atitude surrealista\, desacreditando a busca de forma e significado estáveis. McCarthy é conhecido desde os anos 1970 por performances\, vídeos\, esculturas e instalações que confrontam os espectadores com uma visão perversa de Grand Guignol\, povoada por uma série de personagens grotescos. Unindo o foco em sexo e violência com uma abordagem conscientemente infantilizada da função corporal humana\, ele sonda os recantos mais sombrios do inconsciente americano\, expondo suas manifestações sintéticas nos meios de comunicação de massa e no ambiente construído. Os trabalhos de Oehlen para a mostra estão focados no Ömega Man\, uma forma humanóide sem gênero inspirada no personagem do Dr. Robert Neville\, do filme de ação de ficção científica distópica The Omega Man\, de 1971. Como o condenado sobrevivente de uma pandemia global\, Neville simboliza o desenvolvimento científico que levou à queda da humanidade. Em Ömega Man 6 e 7 (ambos de 2021)\, a forma inusual da figura emerge do desalinhamento de duas grades de cor; em outras pinturas\, sua silhueta é posicionada contra um solo amarelo vivo\, lembrando a combinação de linha dura e matizes intensos nas pinturas de árvores do artista. Às vezes é também delineada em azul\, vermelho e amarelo\, ou apresentada como uma área mascarada de pinceladas variadas\, distinguíveis apenas por seus limites bem diferenciados. Oehlen convidou McCarthy a participar de the ömen em parte para construir um fascínio compartilhado com obras “a caminho de se tornarem algo mais”\, e que podem existir em múltiplas formas e versões. A exposição também revela outras ligações\, inclusive entre o recente filme de Oehlen com Oliver Hirschbiegel\, O Pintor (2021)\, e a monumental instalação de McCarthy\, O Rei (2006-11). No filme\, o ator Ben Becker retrata Oehlen no processo de produção de uma nova obra\, justapondo e confundindo momentos de frustração e realização\, autenticidade e artifício. Na instalação escultórica de McCarthy\, uma plataforma elevada é cercada por pinturas de imagens de revistas populares\, produzidas por um ilustrador contratado. Também presente\, sentado em um trono de madeira\, está um manequim de silicone\, nu\, enfeitiçado e parcialmente desmembrado\, modelado pelo artista.
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SUMMARY:"Funk You Too!" no Museum of Arts and Design
DESCRIPTION:Funk You Too! Humor and Irreverence in Ceramic Sculpture reúne 50 obras de arte desde a década de 1960 até os dias atuais que destacam a argila como uma ferramenta cativante de crítica e sátira. Na exposição\, peças de artistas da geração originária do Funk Art são colocadas ao lado de trabalhos de artistas contemporâneos que estão expandindo o legado de humor\, subversão e figuração expressiva do Funk. As cerâmicas do Funk surgiram pela primeira vez na Costa Oeste na década de 1960\, criadas por um grupo de artistas que compartilhavam uma visão anticonformista em relação às expectativas da “arte boa”. Embora conscientes da atitude irreverente e da estética de seus predecessores\, a nova geração de artistas apresentada em Funk You Too! está examinando o potencial do humor na argila por meio de uma variedade de perspectivas. Ao levar o Funk para o futuro\, esses artistas estão aproveitando o poder de uma boa piada para abordar algumas das questões sociais e políticas mais urgentes de nosso tempo.
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LOCATION:Museum of Arts and Design\, 2 Columbus Circle\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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