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SUMMARY:"Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro" no Sesc Belenzinho
DESCRIPTION:A centralidade do pensamento negro no campo das artes visuais brasileiras\, em diferentes tempos e lugares. Essa é uma das principais premissas que norteiam o processo curatorial da mostra Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro\, a mais abrangenteexposição dedicada exclusivamente à produção de artistas negros já realizada no país\, que será aberta dia 02 de agosto\, no Sesc Belenzinho\, em São Paulo. A partir de 2024 uma parte da mostra circulará em espaços do Sesc por todo o Brasil pelos próximos 10 anos. \n\n\n\nA ideia nasceu em 2018\, um projeto de pesquisa fruto do desejo institucional do Sesc em conhecer\, dar visibilidade e promover a produção afro-brasileira. Para sua realização\, foram convidados os curadores Hélio Menezes e Igor Simões. Em 2022\, o projeto passa a ter a curadoria geral de Simões com os curadores adjuntos Marcelo Campos e Lorraine Mendes. \n\n\n\nPensamento Negro – A exposição apresentará ao público trabalhos em diversas linguagens artísticas como pintura\, fotografia\, escultura\, instalações e videoinstalações\, produzidos entre o fim do século XVIII até o século XXI por 240 artistas negros\, entre homens e mulheres cis e trans\, de todos os Estados do Brasil. Lista dos artistas ao final. \n\n\n\nPara se chegar a esse expressivo e representativo número de artistas negros\, presentes em todo o território nacional\, foram abertas duas importantes frentes. Na primeira\, foram realizadas pesquisas in loco em todas as regiões do Brasil com a participação do Sesc em cada estado\, com o objetivo de trazer a público vozes negras da arte brasileira. Essas ações desdobraram-se em atividades e programas como palestras\, leituras de portfólio\, exposições\, entre outros\, com foco local. Vale ressaltar que esse processo teve uma atenção especial para que não se limitasse apenas às capitais do país\, englobando também a produção artística da população negra de diversas localidades\, como cidades do interior e comunidades quilombolas.  \n\n\n\nA equipe curatorial pesquisou obras e documentos em ateliês\, portfólios e coleções públicas e particulares\, para oferecer ao público a oportunidade de conhecer um recorte da história da arte produzida pela população negra do Brasil e entender a centralidade do pensamento negro na arte brasileira. \n\n\n\nA segunda frente foi a realização de um programa de residência artística on line intitulado “Pemba: Residência Preta”\, que contou com mais de 450 inscrições e selecionou 150 residentes. De maio a agosto de 2022\, os integrantes foram orientados por Ariana Nuala (PE)\, Juliana dos Santos (SP)\, Rafael Bqueer (PA)\, Renata Sampaio (RJ) e Yhuri Cruz (RJ). A Residência\, que reuniu artistas\, educadores e curadores/críticos\, contou ainda com uma série de aulas públicas com a participação de Denise Ferreira da Silva\, Kleber Amâncio\, Renata Bittencourt\, Renata Sampaio\, Rosana Paulino e Rosane Borges\, disponíveis no canal do Youtube do Sesc Brasil. \n\n\n\nNúcleos – A proposta curatorial rompe com divisões como cronologia\, estilo ou linguagem. Para esta exposição de arte preta\, não caberá a junção formal\, estilística ou estética. Dessa maneira\, os espaços expositivos do Sesc Belenzinho contarão com sete núcleos: Romper\, Branco Tema\, Negro Vida\, Amefricanas\, Organização Já\, Legitima Defesa e Baobá\, que têm como referência pensamentos de importantes intelectuais negros da história do Brasil como Beatriz Nascimento\, Emanoel Araújo\, Guerreiro Ramos\, Lélia Gonzales e Luiz Gama.
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LOCATION:Sesc Belenzinho\, 1000 R. Padre Adelino Belenzinho\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Cao Fei: o futuro não é um sonho" na Pinacoteca Contemporânea
DESCRIPTION:Cao Fei: o futuro não é um sonho é a primeira mostra individual da artista chinesa na América Latina e apresenta quatro conjuntos de trabalhos com temas que analisam o modo como as rápidas mudanças sociais do século XXI\, atravessadas pelo intensivo uso das tecnologias\, vem afetando a subjetividade e as experiências humanas. \n\n\n\nOs temas que orientam a mostra são: “Manufatura e globalização”\, “O passado e o presente do mundo vir­tual”\, “Memórias do socialismo e sci-fi” e “Urbanização e distopia”. O objetivo é introduzir a produção de Fei ao público brasileiro a partir de trabalhos que exploram mídias como o vídeo\, a fotografia e a instalação. \n\n\n\nO interesse de Cao Fei pelos impactos da revolução tecnológica que colocou a China entre os líderes globais no setor orienta a pesquisa da artista desde o início da sua carreira\, nos anos 2000.  \n\n\n\nUm de seus trabalhos mais conhecidos é o filme RMB City (2007); a partir de experimentos no jogo Second Life\, uma plataforma virtual que simula a vida real a partir da interação de avatares\, Cao Fei construiu uma enorme cidade com diversas referências à China real\, aberta ao público de 2009 a 2011 e tida como um grande experimento teste das relações entre o real o virtual. \n\n\n\nOutros destaques são os trabalhos i.Mirror [i.espelho] (2007) e Oz (2022) — que mostram a imersão da artista no Second Life e metaverso permeadas por avatares\, experiências e projeções de futuros imaginados a partir da relação entre homem e máquina —\, e as videoinstalações Rumba II: Nomad [Rumba II: Nômade]\, 2015\, e The Eternal Wave [A onda eterna]\, 2020. \n\n\n\nEm Rumba II: Nomad aspiradores robôs tentam inutilmente limpar um espaço recém demolido na periferia de Pequim e em “The Eternal Wave” Fei convida o expectador a fazer uma viagem no tempo utilizando óculos de realidade virtual\, visitando as áreas dentro e ao redor do cinema que agora sofre ameaças de demolição.
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LOCATION:Pinacoteca Luz\, Av. Tiradentes\, 273 – Luz\, São Paulo\, SP
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SUMMARY:Sala de vídeo: Cecilia Vicuña no MASP
DESCRIPTION:O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, de 15 de dezembro de 2023 a 11 de fevereiro de 2024\, no 2o subsolo do museu\, Sala de vídeo: Cecilia Vicuña\, que exibe o vídeo Quipu Mapocho (2017). Com curadoria de Kássia Borges\, curadora-adjunta de arte indígena\, MASP\, a obra registra uma série de performances da artista ao longo do rio Mapocho\, no Chile\, que trazem perspectivas sobre a vida\, a morte\, a cultura\, a memória e a história deste território. \n\n\n\nCecília Vicuña Ramírez (Santiago\, Chile\, 1948) é uma poeta\, cineasta\, ativista e artista visual chilena radicada em Nova York. Em sua produção\, trilha pelo caminho do ecofeminismo e trata das políticas de destruição ecológica\, homogeneização cultural e disparidade econômica. Por meio da linguagem escrita\, de instalações e vídeos\, sua arte perpassa várias dimensões que envolvem a terra. Ao articular poesia\, vídeo\, pintura e ritual\, a artista resgata conhecimentos indígenas sobre o poder das mulheres e os saberes dos seres da floresta.  \n\n\n\nO vídeo Quipu Mapocho é um recorte de seu trabalho no rio Mapocho\, no Chile. Com 110 km de comprimento\, o rio nasce na cidade de Lo Barnechea\, passa pelas cidades de Província\, Santiago e Maipú\, e encontra-se com o Rio Maipo que desemboca no Oceano Pacífico\, próximo à cidade costeira de Llolleo. Ao mergulhar nas múltiplas camadas de sentido que perpassam esse rio\, a artista o descreve como um rio de morte\, já que\, além de estar atualmente contaminado com esgotos e resíduos químicos\, foi um local onde a ditadura chilena despejou os corpos de pessoas torturadas e mortas. \n\n\n\nVicuña cria tecelagens e nós com lã ao longo do rio\, num esforço para curar este sítio das violências ecológica e política e\, assim\, recuperar o lugar sagrado conferido pela história e cultura indígena. “Os sons e as imagens trazem um eco de ancestralidade sem querer ser belo\, mas estético\, no sentido literal da palavra\, despertando todos os sentidos do corpo ao assistir ao filme”\, reflete Kássia Borges. \n\n\n\nSala de Vídeo: Cecilia Vicuña encerra a programação da Sala de Vídeo de 2023\, que tem como temática as Histórias indígenas no MASP e\, ao longo do ano\, incluiu mostras do Coletivo Bepunu Mebengokré\, Sky Hopinka\, Brook Andrew\, Glicéria Tupinambá e Alexandre Mortagua.
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SUMMARY:"Querer e não querer\, desejar e temer" de Anna Maria Maiolino na Galeria Luisa Strina
DESCRIPTION:A Galeria Luisa Strina tem o prazer de apresentar Querer não querer\, desejar e temer\, a terceira individual de Anna Maria Maiolino na galeria. A mostra\, que precede a cerimônia de entrega do prêmio Leão de Ouro à artista na Bienal de Veneza\, reúne uma seleção de obras produzidas desde a década de 1990 até o presente — algumas delas expostas pela primeira vez e outras raramente exibidas. \n\n\n\nCom uma produção calcada na experimentação\, Maiolino explora questões ligadas ao fazer como obra\, às relações entre sujeito e objeto e à potência criativa do vazio. Nascida na Itália e tendo imigrado primeiro para a Venezuela e\, mais tarde\, para o Brasil — e vivido nos Estados Unidos e na Argentina por alguns anos —\, Maiolino traz para seu trabalho a experiência de uma identidade fragmentada\, bem como o sentimento de perda e deslocamento que acompanham uma vivência diaspórica. \n\n\n\nEntre os desenhos exibidos na mostra\, encontra-se um exemplar da série Codificações Matéricas\, descrita da seguinte maneira pela artista: “(…) trabalho com a ação consciente das interrelações matéricas: minhas pulsões\, a tinta e a força da gravidade. A gota de tinta é o agente transformador do papel. Ela escorre\, desenha\, formando linhas saturadas de pigmento. A gota desce a ladeira do papel\, atraída pela força da gravidade\, enquanto seguro o papel e o movimento firmemente em minhas mãos\, como um capitão de navio segura o leme. Os itinerários condensam-se pela tinta em contato com o ar. Um sistema se estabelece – simples e primário. Nestes desenhos\, trabalho no domínio da força\, devido à gravidade e à saturação do peso da tinta em seus percursos.”
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LOCATION:Galeria Luisa Strina\, Rua Padre João Manuel\, 755 - Jardins\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Gran Fury: arte não é o bastante" no MASP
DESCRIPTION:MASP/Reprodução\n\n\n\nO MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta\, de 23 de fevereiro a 9 de junho de 2024\, a mostra Gran Fury: arte não é o bastante\, que ocupa a galeria localizada no 1o subsolo do museu. Com curadoria de André Mesquita\, curador\, MASP\, e assistência de David Ribeiro\, supervisor\, MASP\, a exposição reúne 77 obras\, entre elas fotocópias e impressões digitais sobre papel. A mostra discute os limites e os alcances das campanhas gráficas do coletivo Gran Fury\, bem como a ideia da arte como estratégia no campo ativista\, impulsionado por pessoas queer\, para ampliar a consciência sobre o HIV/aids.  \n\n\n\nGran Fury (Nova York\, 1988—1995) foi um coletivo de artistas considerado referência para as práticas de ativismo artístico das décadas de 1980 e 1990\, que emergiu a partir da organização ACT UP (AIDS Coalition to Unleash Power) [Coalizão da aids para libertar o poder]\, composta por indivíduos e grupos de afinidade dedicados a tornar criticamente público o silêncio e a negligência do governo dos Estados Unidos em relação ao HIV/aids. Gran Fury produziu campanhas gráficas e intervenções públicas em torno das questões relacionadas à crise do hiv/AIDS\, servindo visualmente ao ACT UP em protestos e ações de desobediência civil. O coletivo encerrou suas atividades em 1995\, e seu arquivo encontra-se na New York Public Library. \n\n\n\nEm boa parte de sua trajetória\, o Gran Fury contou\, em sua formação\, com Avram Finkelstein\, Donald Moffett\, John Lindell\, Loring McAlpin\, Mark Simpson (1950-1996)\, Marlene McCarty\, Michael Nesline\, Richard Elovich\, Robert Vazquez-Pacheco e Tom Kalin. O grupo se autodescrevia como “um bando de indivíduos unidos na raiva e comprometidos a explorar o poder da arte para acabar com a crise da aids”. Seus membros recusavam-se a se assumir como artistas ou a aparecer como criadores individuais e desejavam escapar dos espaços de arte consagrados.  \n\n\n\nO título da exposição do MASP Arte não é o bastante\, se inspira na frase “With 42\,000 Dead\, Art Is Not Enough” [Com 42 mil mortos\, arte não é o bastante] (1988)\, de autoria do coletivo. A sentença surgiu quando a instituição independente de arte experimental e performance The Kitchen\, em Nova York\, convidou o coletivo para fazer a capa do calendário do espaço\, que respondeu com um pôster contendo a declaração\, seguida da conclusão “Take Collective Direct Action to End the Aids Crisis” [Engaje-se na ação direta e coletiva para acabar com a crise da aids].  \n\n\n\n“O Gran Fury é parte de uma história ativista do uso politizado das ferramentas de comunicação e da subversão de imagens e discursos dominantes\, abrindo território para o que na década de 1990 tornou-se conhecido entre coletivos de arte ativista e movimentos sociais como ‘mídia tática’\, que é a produção de um novo tipo de estética por grupos e indivíduos oprimidos ou excluídos da cultura geral\, trabalhando com formas expandidas de distribuição cultural e intervenção semiótica nas ruas\, valendo-se de diferentes suportes visuais”\, elucida o curador André Mesquita.  \n\n\n\nEntre as ações produzidas pelo grupo está a criação The New York Crimes (1989)\, que consistiu na impressão de milhares de exemplares falsos de um jornal de quatro páginas com textos do ACT UP\, contendo suas próprias notícias e gráficos densos. Nessa obra\, o grupo\, mimetizando os elementos gráficos da capa do The New York Times. s. O The New York Crimes corrigia a identidade e as informações equivocadas da cobertura do tradicional jornal nova iorquino sobre a doença\, por exemplo a de que o controle do HIV já estava estabilizado. Na época\, Gran Fury e ativistas do ACT UP saíram pelas ruas de Nova York durante a madrugada\, abriram as caixas do The New York Times\, retiraram os exemplares e substituíram as primeiras páginas com o jornal falso.  \n\n\n\nEm Kissing Doesn’t Kill [Beijar não mata] (1989-90)\, o Gran Fury desviou o multiculturalismo corporativo das conhecidas campanhas da empresa italiana de roupas Benetton\, subvertendo seus códigos visuais e semânticos e a sua sedução visual\, para exibir fotografias de três casais inter-raciais se beijando. O pôster foi instalado como um painel nas laterais de ônibus e nas estações de metrô em São Francisco\, Chicago\, Nova York e Washington DC\, nos Estados Unidos. Sua imagem\, replicada também em vídeos curtos produzidos pelo coletivo\, não vendia um produto\, mas desafiava a interpretação equivocada do beijo como comportamento de risco\, uma vez que\, naquela época\, a saliva era vista como um fluido supostamente capaz de transmitir o HIV. \n\n\n\n“O outdoor não publicitário de Kissing Doesn’t Kill efetua o que\, na década de 1990\, popularizou-se como Culture Jamming [Interferência cultural] por meio da subversão\, manipulação ou rompimento simbólico das mensagens publicitárias na mídia e no espaço urbano”\, explica Mesquita. \n\n\n\nA garantia do cuidado e do respeito a todas as pessoas com HIV foi endereçada em um cartaz com a frase All People With AIDS Are Innocent [Todas as pessoas com aids são inocentes] (1988)\, quebrando o paradigma moral de que algumas pessoas mereceriam o hiv/AIDS mais do que outras. O cartaz do Gran Fury determinava uma mudança de pensamento imediata da sociedade para respeitar\, sem hierarquias\, todas as pessoas que convivem com o hiv/AIDS\, as quais devem ter o direito de receber cuidados e assistências igualitárias. \n\n\n\nSegundo o curador André Mesquita\, “dizer que ‘a arte não é o bastante’ não significa abandonar permanentemente a arte em favor da militância\, ou apontar a ineficácia de uma prática artística para a transformação social. Ao contrário\, a declaração do Gran Fury propõe que já não basta mais fazer uma arte sobre a crise\, mas que momentos de crise são também momentos revolucionários de imaginação radical e de confrontação de sistemas hegemônicos e opressores”. “Sua obra gráfica nos provoca a pensar sobre a necessidade e a urgência de artistas\, ativistas e agentes culturais se articularem como força política solidária em direção à ação direta\, caminhando junto a movimentos contestatórios”\, conclui. \n\n\n\nGran Fury: arte não é o bastante integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias da diversidade LGBTQIA+. Este ano a programação também inclui mostras de Francis Bacon\, Mário de Andrade\, MASP Renner\, Lia D Castro\, Catherine Opie\, Leonilson\, Serigrafistas Queer e a grande coletiva Histórias da diversidade LGBTQIA+.
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