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SUMMARY:"Amar se aprende amando" de Antonio Bandeira na Pinacoteca do Ceará
DESCRIPTION:Amar se aprende amando\, dedicada a Antonio Bandeira\, encerra no próximo dia 15 de março na Pinacoteca do Ceará\, após mais de três anos em cartaz. \nMaior mostra já realizada sobre o artista\, a exposição reuniu 608 obras e documentos do acervo do Governo do Ceará e integrou a programação de inauguração do museu\, em dezembro de 2022\, celebrando o centenário do pintor. \nCom curadoria de Bitu Cassundé e assistência de Chico Cavalcante Porto\, a exposição propôs uma abordagem não linear da trajetória de Bandeira\, articulando diferentes cronologias e linguagens para revelar os processos criativos do artista — dos estudos iniciais às telas finalizadas.
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SUMMARY:"La Collection: Revoir Picasso" no Musée Picasso Paris
DESCRIPTION:Pablo Picasso\, Trois figures sous un arbre (Three figures under a tree)\, 1907-1908 © Musée Picasso Paris\n\n\n\nO Museu Nacional Picasso-Paris reencontra sua coleção espalhada por três andares a partir de 12 de março; após um ano de celebração e a magnífica exposição dedicada à artista Sophie Calle. Dez anos após a reabertura do museu\, a coleção se instala de forma permanente no magnífico Hotel Salé. \n\n\n\nFruto de uma história extraordinária\, a formação da coleção do Museu Nacional Picasso-Paris foi possibilitada pelo mecanismo de dação – hoje é a maior coleção pública de obras de Picasso\, os “Picassos de Picasso”. Originária dos ateliês do artista\, essa coleção nos permite compreender melhor as explorações estéticas deste Picasso que ora é desconcertante\, plural\, contraditório\, reflexivo\, gestual e conceitual\, esteta e engajado\, inventor e poeta. Ele é simbolista\, cubista\, clássico\, surrealista ou simplesmente figurativo e político? \n\n\n\nUm lugar aberto e vibrante\, o museu aborda questões sociais para questionar\, através da jornada de sua obra\, a recepção dela\, ou seja\, a do pintor mais renomado\, mais observado\, mas também o mais discutido. \n\n\n\nÉ também uma oportunidade para dedicar exposições ou contrapontos aos corações das coleções. O primeiro desta série presta homenagem à artista Françoise Gilot\, que faleceu recentemente. Além de seu famoso livro intitulado “Viver com Picasso”\, publicado em 1965 – a trajetória da artista é evocada desde sua proximidade com o grupo das “Realidades Novas” até as grandes composições totêmicas das “pinturas emblemáticas” dos anos 1980.
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SUMMARY:"Guillermo Kuitca\, Chapelle" no Musée Picasso Paris
DESCRIPTION:Guillermo Kuitca. Chapelle\, 2024. Cortesia do Musée Picasso Paris. \n  \nA convite do Museu Nacional Picasso-Paris\, o artista argentino Guillermo Kuitca (n. 1961) criou uma obra site-specific na capela do Hôtel Salé. Desde sua intervenção na Bienal de Veneza em 2007\, Kuitca desenvolveu uma nova linguagem\, ecoando a arquitetura\, que o artista chama de “pintura cubistoide”\, na qual um conjunto de linhas que se cruzam\, como tantas dobras no plano\, é implantado diretamente nas paredes\, formando um novo espaço pictórico. Kuitca descreve seu lugar no “carrossel da arte moderna”: \n“Há muitos anos\, pintei quadros mostrando uma esteira rolante de bagagens. Acredito que a história da arte era o verdadeiro tema dessas pinturas. A arte seria esse carrossel; a obra de arte\, uma bagagem\, e os artistas\, passageiros. Enquanto esperamos por nossa bagagem\, nos fazemos uma série de perguntas: ‘Minha mala chegará e serei capaz de reconhecê-la entre outras semelhantes? E se eu pegasse a mala de outra pessoa\, estaria usando as roupas dela? Minha bagagem será destruída para sempre?’ Para mim\, essas perguntas são uma meditação sobre a herança. Elas também vislumbram um possível encontro com Picasso\, como se ele fosse\, afinal\, mais um passageiro.” \nPara Kuitca\, a pintura tem memória. Por meio desses experimentos\, ele se conecta com a história da arte moderna\, invocando o cubismo como o traço de um movimento que opera como uma difração da realidade\, a construção de um espaço imaginário. Esta instalação site-specific foi generosamente apoiada pela galeria Hauser & Wirth. \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n 
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SUMMARY:"One Becomes Many" no Pérez Art Museum Miami
DESCRIPTION:Sonia Gomes\, Sem título\, da série Torções\, 2021. © Sonia Gomes\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nOne Becomes Many investiga os legados duradouros que atravessam gerações na obra de onze artistas negros brasileiros. Por meio de motivos tradicionais\, abstrações geométricas e uma profunda reverência à cultura brasileira\, os artistas revelam um universo em que a resiliência não é apenas uma característica\, mas uma herança sagrada. \nNo centro da exposição está o candomblé — religião afro-brasileira que se origina das tradições de povos da África Ocidental\, como iorubás\, fons e bantos\, incorporando também elementos do catolicismo romano. Inspirados por rituais e práticas espirituais\, os artistas homenageiam orixás e ancestrais\, impregnando suas obras com potência e sabedoria divina. Os símbolos do candomblé\, aqui reinterpretados\, tornam-se testemunhos visuais da força de um povo que resistiu\, persistiu e floresceu. \nAs experiências da diáspora também reverberam nas obras reunidas\, refletindo vivências comuns de deslocamento\, sobrevivência e continuidade cultural. Através de narrativas sobre identidade e pertencimento\, os artistas articulam as complexidades da história com as realidades contemporâneas das comunidades afro-brasileiras. One Becomes Many convida o público a uma travessia em que passado e presente se entrelaçam\, guiados pelos ecos da ancestralidade rumo a um futuro iluminado por tudo aquilo que permanece. \nParticipam da exposição: Emanoel Araújo\, Mestre Didi\, Sonia Gomes\, Gustavo Nazareno\, Paulo Nazareth\, Antonio Obá\, Alberto Pitta\, Hariel Revignet\, Tadáskía\, Nádia Taquary e Rubem Valentim. \n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nPerguntar ao 
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LOCATION:Pérez Art Museum Miami\, 1103 Biscayne Blvd.\, Miami\, Flórida\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Jeanne Moutoussamy-Ashe and the Last Gullah Islands" no Whitney Museum
DESCRIPTION:Jeanne Moutoussamy-Ashe\, “An Afternoon with Aunt Tootie”\, Daufuskie Island\, SC\, 1979. © Jeanne Moutoussamy-Ashe\n\n\n\n\nDesde o início dos anos 1970\, a artista\, ativista e acadêmica Jeanne Moutoussamy-Ashe (n. 1951\, Chicago\, IL; vive e trabalha em South Kent\, CT) produz fotografias que capturam a beleza e a complexidade da vida negra\, homenageando os ritmos do cotidiano e marcando importantes ritos de passagem para as pessoas retratadas. \nEm 1977\, após um estudo independente de seis meses na África Ocidental\, Moutoussamy-Ashe atravessou novamente o Oceano Atlântico até Daufuskie Island\, localizada entre Hilton Head\, na Carolina do Sul\, e Savannah\, na Geórgia. Lá\, e nas outras ilhas vizinhas conhecidas como Sea Islands\, ela começou a fotografar entre os Gullah Geechee—muitos deles descendentes de pessoas anteriormente escravizadas que adquiriram terras de antigos proprietários de plantações após o fim da Guerra Civil. Para Moutoussamy-Ashe\, esses lugares\, separados pelo Atlântico\, estavam intrinsecamente ligados\, com as Sea Islands representando um elo dentro da diáspora negra; um espaço moldado pelos séculos violentos da escravidão e por uma comunidade determinada a proteger e nutrir sua cultura e seu povo únicos. As fotografias de Daufuskie Island honram essas histórias entrelaçadas e a perspectiva pessoal da artista. Para ela\, “a fotografia deve nos forçar a questionar a nós mesmos e o ambiente em que vivemos”. \nExtraída da coleção do Whitney Museum\, esta apresentação focada inclui uma seleção de fotografias em preto e branco de Daufuskie Island\, além de publicações relacionadas da artista. Retratos de crianças e idosos\, imagens de casas\, do litoral\, de pessoas trabalhando e descansando\, bem como de cultos religiosos\, formam juntas uma impressão de uma comunidade—e um lugar—à beira de grandes transformações. \nJeanne Moutoussamy-Ashe and the Last Gullah Islands é organizada por Kelly Long\, Assistente Sênior de Curadoria.
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SUMMARY:"Breaking the Mold: Brooklyn Museum at 200" no Brooklyn Museum
DESCRIPTION:Winslow Homer\, Glass Windows\, Bahamas\, ca. 1885. Foto: Brooklyn Museum\n\n\n\n\nDas primeiras aquisições pioneiras às adições mais recentes e marcantes\, a coleção do Brooklyn Museum sempre destacou artistas e obras que impulsionam narrativas imaginativas e diálogos corajosos. Em comemoração ao seu 200º aniversário\, a exposição Breaking the Mold: Brooklyn Museum at 200 celebra esse legado singular. Dividida em três capítulos\, a mostra reúne tanto obras icônicas da coleção quanto novas adições\, revelando perspectivas inéditas e explorando a rica trajetória e a evolução futura do acervo. \nBrooklyn Made presta homenagem à arte e ao design criados no bairro desde o século XVII até os dias de hoje. O capítulo se inicia com um par de mocassins juvenis do povo Delaware\, reconhecendo os habitantes originários da região\, e avança no tempo para destacar artistas contemporâneos de Brooklyn\, como KAWS\, Duke Riley e Tourmaline. \nBuilding the Brooklyn Museum and Its Collection apresenta obras transformadoras e materiais de arquivo que narram o desenvolvimento da coleção e do edifício Beaux-Arts que abriga o museu. \nPor fim\, Gifts of Art in Honor of the 200th reúne doações extraordinárias feitas em celebração ao bicentenário\, incluindo pinturas\, fotografias\, vídeos\, esculturas e cerâmicas de artistas renomados\, como Julie Mehretu\, Robert Frank\, Alex Katz e Coco Fusco. Essas contribuições\, ao lado de obras de artistas influentes da atualidade\, muitos deles baseados em Brooklyn\, não apenas contam a história do museu\, mas também refletem as transformações do mundo ao seu redor.
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LOCATION:Brooklyn Museum\, 200 Eastern Pkwy Brooklyn\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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SUMMARY:"Abstracionismos" no MAC USP
DESCRIPTION:Antonio Bandeira\, “Flora Noturna”\, 1959 – Divulgação\n\n\n\n\nO MAC USP inaugura no sábado\, 22 de março\, a partir das 11 horas\, a exposição O que temos em comum? Abstracionismos no MAC USP\, 1940-1960\, reunindo cerca de 80 obras nacionais e internacionais do acervo do Museu. O MAC USP possui um dos mais importantes acervos de arte abstrata nacional e internacional do Brasil. Quando da sua criação\, em 1963\, a partir da doação do acervo do antigo Museu de Arte Moderna de São Paulo\, o MAC USP recebeu um importante conjunto de obras adquirido no contexto da Bienal de São Paulo\, especialmente representativo da produção artística do segundo pós-guerra\, marcada pela expansão do abstracionismo em vários países. Nos anos seguintes\, o MAC USP continuou a incorporar trabalhos abstratos à sua coleção\, que viriam a ampliar ainda mais os conceitos e classificações anteriores. \n“A variedade de obras e teorias que se alojam sob o guarda-chuva do abstracionismo sugere que o termo reúne experiências que nada têm em comum a não ser a recusa em figurar o mundo”\, observa Heloisa Espada\, docente do Museu e curadora da mostra\, e completa: “Por outro lado\, a ideia de que formas e cores são capazes de exprimir realidades invisíveis – sejam elas\, especulações filosóficas\, saberes espirituais\, estruturas microscópicas\, conceitos matemáticos ou emoções – constituiu uma das crenças mais poderosas da arte moderna”. \nDesde o início\, por volta de 1910\, diferentes vertentes da arte abstrata se apoiaram na ideia de que sem o compromisso de representar personagens\, paisagens\, mitos ou cenas\, os artistas estariam livres para se concentrar em desafios próprios do trabalho artístico. Uma arte não figurativa seria equivalente a uma linguagem universal\, capaz de transpor contingências naturais\, culturais e históricas. Essas convicções se tornaram dogmas que vem sendo desmantelados por artistas e pensadores há cerca de 60 anos. \nMuitos trabalhos possuem títulos que fazem referência à natureza ou a eventos históricos\, deixando claro que nem todo abstracionismo esteve pautado na dicotomia entre abstração e figuração. Outros mostram que a oposição entre geometria e gesto não foi um consenso\, pois havia os interessados em criar diálogos entre esses dois polos. Em sua diversidade\, as obras reunidas continuam a despertar interesse e a impactar os sentidos\, e também enfatizam a necessidade de continuar questionando os processos que levam à arte abstrata a discutir os princípios de universalidade a que foram vinculadas.
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LOCATION:MAC USP\, Av. Pedro Álvares Cabral\, 1301 - Vila Mariana\, São Paulo\, SP\, Brasil
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SUMMARY:"Marga Ledora: A linha da casa" na Pinacoteca Estação
DESCRIPTION:Marga Lenora\, da série Quadrud Negrus. Foto: Isabella Matheus\n\n\n\n\nA exposição será a primeira panorâmica institucional da artista e apresenta uma reunião significativa das séries Quadrus Negrus e Casa Preta\, até hoje raramente vistas em seu conjunto\, além de um expressivo grupo de obras pouco conhecidas. \nNascida em 1959 em São Paulo\, a artista Marga Ledora estudou Linguística na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)\, onde se formou em 1983. Uma amante de tudo o que diz respeito à arte do papel\, faz do desenho seu meio expressivo e experimental. Seus trabalhos se constroem a partir das modulações e da energia linear do desenho da casa. \nA exposição acontecerá no 2º andar da Pina Estação. Com curadoria de Ana Paula Lopes.
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LOCATION:Estação Pinacoteca\, 66 Largo Galeria Osório Santa Ifigênia\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Encounters: Giacometti" no Barbican Centre
DESCRIPTION:Alberto Giacometti segurando “Three Men Walking”\, década de 1940. Foto: anônima. Crédito: © Succession Alberto Giacometti / Adagp\, Paris 2024. \nTrês exposições inovadoras posicionam esculturas históricas de Alberto Giacometti ao lado de obras recentes de artistas contemporâneas\, em um espaço novo e intimista. \nReconhecido como um dos escultores europeus mais importantes do século XX\, Giacometti é conhecido por suas esculturas elongadas e singulares\, que experimentam novas abordagens sobre o corpo humano. Criadas em resposta à dor e à devastação causadas pela Segunda Guerra Mundial\, suas obras propõem uma reflexão sobre a condição humana e o inconsciente coletivo. \nOrganizada em colaboração com a Fondation Giacometti\, essa série de exposições\, que se estende por um ano\, tem início em maio com uma mostra de Huma Bhabha\, seguida por Mona Hatoum em setembro e Lynda Benglis em fevereiro de 2026. As obras dessas artistas dialogam diretamente com as esculturas de Giacometti\, ativando novos encontros intergeracionais por meio de temas universais como morte\, fragmentação\, o doméstico\, memória\, trauma\, erotismo\, horror e humor. \nÉ a primeira vez que os trabalhos dessas três artistas serão apresentados lado a lado com as obras de Giacometti.
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SUMMARY:"Nossa Vida Bantu" no Museu de Arte do Rio
DESCRIPTION:Márcia Falcão\, “Jogo 2”\, da série Capoeira em Paleta. Foto: Rafael Salim\n\n\n\n\nO Museu de Arte do Rio (MAR) lança a sua nova exposição “Nossa Vida Bantu” no sábado\, dia 31 de maio. A principal mostra do ano do MAR ressalta o papel significativo que os povos de diversos países africanos\, denominados sob o termo linguístico “bantus”\, tiveram na formação cultural brasileira e na identidade nacional. Expressões como\, “dengo”\, “caçula”\, “farofa”; as congadas e folias; as tecnologias da metalurgia e do couro são algumas das expressões culturais que herdamos e recriamos da cultura bantu. Apresentada pelo Instituto Cultural Vale\, com curadoria de Marcelo Campos e Amanda Bonan junto ao curador convidado Tiganá Santana\, a mostra contou também com a colaboração de consultores\, como Salloma Salomão\, Abreu Paxe\, Wanderson Flor e Margarida Petter.
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SUMMARY:"Mark Dion: The South Florida Wildlife Rescue Unit" no Pérez Art Museum Miami
DESCRIPTION:Mark Dion\, “South Florida Wildlife Rescue Unit: Mobile Laboratory”\, 2006. Coleção Pérez Art Museum Miami\, doação de Lin Lougheed. Vista da instalação: AMERICANA\, Pérez Art Museum Miami\, 2013–2014. Foto: Oriol Tarridas. © Mark Dion. Cortesia do artista e da Tonya Bonakdar Gallery\, Nova York / Los Angeles\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nMark Dion desfoca as fronteiras entre realidade e ficção para examinar as intervenções humanas na natureza nesta instalação em grande escala\, originalmente comissionada pelo Miami Art Museum (atualmente PAMM) em 2006. The South Florida Wildlife Rescue Unit apresenta uma operação de resgate móvel — um veículo totalmente equipado\, operado por uma equipe fictícia encarregada de salvar espécies ameaçadas nos Everglades. Manequins uniformizados e uma vitrine com ferramentas e artefatos de conservação compõem uma cena encenada\, mas estranhamente verossímil\, que satiriza a ineficiência burocrática ao mesmo tempo em que celebra o ativismo ambiental de base. \nA obra de Dion convida à reflexão sobre a complexa história dos Everglades — desde as primeiras explorações e a exploração ecológica até os esforços atuais de restauração. Combinando pesquisa minuciosa com ironia mordaz\, o artista questiona como ciência\, política e mitos moldam nossa percepção da natureza. Esta exposição lança luz sobre questões ambientais e sociais urgentes\, oferecendo um olhar instigante sobre um dos ecossistemas mais frágeis da Flórida. \n\n\n\n\n\nPerguntar ao 
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SUMMARY:"Transparency" no Grand Palais
DESCRIPTION:Exibição interativa Transparency. 2025. Cortesia de Palais de la découverte. \nThe first exhibition of the Palais des enfants \nO Palais des enfants convida à transparência para sua primeira exposição! Uma jornada lúdica e sensorial para toda a família\, onde obras artísticas e experimentos científicos brincam com a luz para despertar a curiosidade e o encantamento dos mais pequenos. \nEm um universo imaginário\, projetado para despertar a curiosidade e o divertimento\, jovens e idosos vagam livremente de um palácio de gelo cintilante a uma caverna de tesouros cristalinos\, aventurando-se ora em uma floresta misteriosa\, ora em direção a um céu radiante ou às profundezas de um oceano multicolorido. \nAs artes da escultura\, gravura ou fotografia dialogam com a ciência por meio de dispositivos interativos e sensoriais. Entre criações do século XIX e obras contemporâneas\, obras imersivas como as de Dan Graham e Soo Sunny Park\, ideais para descobertas em grupo\, e criações mais introspectivas como as de Patrick Neu e Agathe May\, a exposição oferece uma exploração original que renova nossa percepção de transparência e luz. \nCrianças e adultos acompanhantes experimentam as múltiplas nuances da transparência\, trocam observações da translucidez com a escuridão e se maravilham com as riquezas da natureza e do saber-fazer\, ao longo de uma jornada pontuada por espaços lúdicos e contemplação. \nA exposição continua com um livro de atividades\, um podcast sobre transparência… e\, em breve\, encontros de mediação com uma série de eventos para ir ainda mais longe! \nExposição coproduzida pelo GrandPalaisRmn e pelo Palais de la découverte (Universcience). \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n 
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SUMMARY:"Flávio Império: tens a vontade e ela é livre" na Pinacoteca Estação
DESCRIPTION:Figurino do show “Pássaro da manhã”\, 1977 – Foto: Divulgação\n\n\n\n\nA Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, inaugura a exposição individual Flávio Império: tens a vontade e ela é livre\, no 4º andar do edifício Pina Estação. A panorâmica – que reúne quase 300 obras – abrange a produção do artista entre os anos 1960 e 1985\, e tem curadoria assinada por Yuri Quevedo\, curador do museu e pesquisador da obra de Flávio Império (1935–1985) há 16 anos. \nFlávio Império foi um artista brasileiro em que a atuação transdisciplinar marcou profundamente a cena cultural do Brasil nas décadas de 1960 e 1970. Sua importância se dá não apenas pela multiplicidade de linguagens que dominava (como pintura\, arquitetura\, cenografia\, teatro\, design gráfico e do ativismo político)\, mas também pela maneira como ele as articulava em uma prática artística crítica\, engajada e transformadora. Império trabalhou com uma diversidade de materiais\, produzindo serigrafias\, pinturas\, colagens\, fotografia e documentários em super8. \n“Flávio Império olha para cultura popular de um jeito extremamente original no meio artístico da época. Homem de teatro\, buscava mais que estereótipos das personagens\, mas como elas viviam\, as soluções que davam para produzir a vida no cotidiano subdesenvolvido no país. Como pintor\, filho de imigrantes do Bexiga\, muitas vezes se entendeu mais como artesão do que como artista” diz Yuri Quevedo\, curador da mostra. \nDestaques \nA exposição propõe ao público uma imersão em diferentes momentos e manifestações da produção do artista\, ressaltando a coerência e a liberdade que orientam sua prática tão diversa. Entre os destaques estão o projeto de figurino “fogo”\, desenvolvido especialmente para a cantora Maria Bethânia para a peçaRosa do Ventos (1971)\, além dos estudos para capa do disco Doces Bárbaros (1976)\, que poderão ser vistos na segunda sala da mostra. Uma maquete descreve o projeto que o artista fez para o show Pássaro da Manhã(1977) de Maria Bethânia. Em um momento em que a ditadura militar começa a enfraquecer e surgem os movimentos de abertura\, Império concebe um cenário em que a cantora surge de uma noite escura no fundo e vai gradualmente se aproximando da plateia ladeada por tecidos que representam a alvorada. No show Bethânia canta lembrando os amigos que foram exilados. \nAlém disso\, pela primeira vez em 60 anos as obras UDN… Respeitosamente o extinto era muito distinto\, Generals in General e Marchadeira das famílias bem pensantes\, que integraram a antológica exposição Opinião65\, no MAM-RJ\, poderão ser vistas juntas. O público poderá ver ainda a maquete da peça A falecida (1983)\, desafio enfrentado por Flávio Império de conceber um cenário para a peça de Nelson Rodrigues que não queria nada sobre o palco. \nA mostra tem apoio Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP)\, que emprestou 38 desenhos originais do artista\, parte da coleção de mais de 10 mil itens que conserva. \nSobre a exposição \nDividida em três núcleos\, a exposição mostra a trajetória do artista que tem produção concentrada no período da ditadura militar. No percurso\, o público pode notar como seu pensamento e a ideia de engajamento social e político se transforma nas diversas fases de sua trajetória. A primeira sala\, A pintura nova é a cara do cotidiano\, mostra um artista que busca nos tipos sociais e na cultura de massas uma tradução satírica para a ditadura militar e o imperialismo estadunidense. Aqui estão reunidos os trabalhos da década de 1960\, como aqueles que foram para as exposições Opinião65 e Porpostas65. \nAparecem também obras de seus companheiros de trabalho Sérgio Ferro e Rodrigo Lefévre\, assim como de alunos\, entre eles Marcello Nitsche e Claudio Tozzi. Também é possível ver alguns dos trabalhos premiados no teatro\, Andorra – que tinha no elenco Beatriz Segall e Renato Borghi – e Ópera dos Três Vinténs. Nessa época\, o artista adaptou e dirigiu outro clássico de Brecht\, “Os fuzis da mãe Carrar” se tornou “Os fuzis de dona Tereza”. Nessa montagem\, Império inovou ao transferir o choro individual da mãe que perde seu filho para guerra\, para um choro coletivo\, entoado pelo coro da peça enquanto se exibia imagens sobre a morte do estudante Edson Luiz. \nA segunda sala – Aspectos do Inconsciente Coletivo na Comunicação de Massas – estão reunidos os trabalhos mais introspectivos do artista\, nos quais ele procura na subjetividade popular uma nova coletividade. São bandeiras de São João\, Oguns\, máscaras e outros símbolos que se fundem com a comunicação pop. É aqui que começa sua parceria com Fauzi Arap e Maria Bethânia. Nessa sala\, há também o curioso cenário pensado para Pano de Boca (1976) momento em que o artista ocupa um teatro em ruínas e cria ali a representação para o inconsciente de um ator. \nPor fim\, a terceira sala – Mãos e mangarás – mostra suas viagens de ônibus pelo interior do Brasil e o interesse por modos de fazer diversos. Aqui vemos o artista se interessar mais intensamente pela serigrafia e a repetição de motivos que lhe são caros: as mãos e a flor de bananeira – chamada de Mangará. É possível observar Império interpretar em imagens da natureza os rendimentos da revolução sexual e de costumes levada a cabo nos anos 1970. O arco-íris aparece como uma marca de uma sociedade mais diversa\, com novos atores políticos que começam a surgir na década de 1980. \nO artista morre em 1985\, adoecido pelo HIV. É um dos primeiros casos notórios do Brasil\, tratado pela imprensa com preconceito e desconhecimento. Ano passado\, durante o show de Madonna\, seu retrato apareceu entre os homenageados durante a canção Live to tell. \nBethânia\, amiga e musa \nA tríade constituída pela cantora Maria Bethânia\, o diretor de arte e figurinista Flávio Império (1935–1985) e diretor Fauzi Arap (1938-2013) começou com o espetáculo Rosa do Ventos (1971)\, que marcou época pela maneira original que combinava o espetáculo teatral e o show de música popular. A cenografia e os figurinos de Flávio Império envolvem a cantora\, e constituem parte do significado do show. No espetáculo\, havia trechos de textos de Clarice Lispector (1920-1970) e Fernando Pessoa (1888-1935)\, a construção do cenário foi desenvolvida em parceria com a Casa das Palmeiras\, da médica e psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999). \nO artista ainda elaborou plasticamente outras seis montagens da intérprete: A Cena Muda (1974); Os Doces Bárbaros (1976)\, este com Gil\, Caetano e Gal; Pássaro da Manhã (1977); Maria Bethânia (1979); Estranha Forma de Vida (1981) e 20 Anos de Paixão (1985). No programa do último trabalho\, dirigido por Bibi Ferreira\, Bethânia homenageou o amigo recém-falecido. \nA exposição Flávio Império: tens a vontade e ela é livre é apresentada por Bradesco e patrocinada por Livelo\, na categoria Platinum\, Mattos Filho\, na categoria Ouro e Nescafé Dolce Gusto\, na categoria Prata.
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LOCATION:Estação Pinacoteca\, 66 Largo Galeria Osório Santa Ifigênia\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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SUMMARY:"Tempurã" de Juliana dos Santos na Pinacoteca Contemporânea
DESCRIPTION:Fotos no Atelie de Juliana so Santos no dia 05/08/2025 para Pinacoteca de São Paulo. Créditos: Levi Fanan\n\n\n\n\nSão Paulo\, 19 de agosto – Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, tem o prazer de anunciar o lançamento de um programa anual de residência artística em parceria com a CHANEL\, dedicado a fortalecer e impulsionar as trajetórias criativas de mulheres artistas. \nEssa nova iniciativa estreia com a aclamada artista visual Juliana dos Santos (1987\, São Paulo\, Brasil)\, cujo trabalho inovador estabelece pontes entre arte e educação. Sua primeira exposição individual em uma instituição\, intitulada Temporã\, será inaugurada em 23 de agosto na Galeria Praça\, localizada no edifício da Pina Contemporânea. \nAnualmente\, a residência selecionará uma artista mulher de destaque — atuando em qualquer disciplina ou linguagem —\, oferecendo mentoria especializada por meio da rede CHANEL Art Partners e uma plataforma para o desenvolvimento de sua prática artística. O programa inclui também uma exposição individual na Pinacoteca\, promovendo visibilidade e apoio fundamentais às vozes criativas femininas. \nA prática artística de Juliana dos Santos é marcada pela pesquisa do pigmento azul extraído da flor Clitoria ternatea\, que a artista utiliza como lente poética para explorar a cor como experiência sensorial. Sua pesquisa transita entre arte\, história e educação\, com foco especial nas estratégias desenvolvidas por artistas negras para transpor os limites tradicionais da representação. \nPara sua exposição na Pinacoteca\, dos Santos amplia sua investigação a outros pigmentos naturais\, como a catuaba\, a erva-mate e o pau-brasil\, criando pinturas vibrantes e fluidas que convidam o público a experimentar a cor de maneira renovada. \n“Juliana dos Santos explora os limites da abstração e do tempo. A partir do azul da flor\, a artista ancora sua obra na impermanência: o pigmento natural oxida com o tempo\, transformando-se diante dos olhos do público. Sua obra é\, assim\, dinâmica e performativa: ela semeia a cor sobre a superfície pictórica\, que então segue seu próprio caminho imprevisível\, como um rio que corre e deságua em um oceano de possibilidades”\, explica a curadora Lorraine Mendes. \nEste programa de residência reflete o compromisso compartilhado entre a Pinacoteca e a CHANEL em fomentar a expressão criativa e amplificar as vozes de mulheres artistas\, no Brasil e além.
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SUMMARY:"Respiração da Terra" de Denise Milan no Rosewood São Paulo
DESCRIPTION:Denise Milan\, “Caminho de Ouro Luz”. Crédito: Leonardo Finotti \nRosewood São Paulo recebe a nova exposição “Respiração da Terra”\, da artista Denise Milan\, honrando o conceito A Sense of Place® do Rosewood Hotels & Resorts ao valorizar talentos brasileiros. Em busca de nos reconciliar com as pulsações de uma Terra desconhecida\, a artista conecta a obra de arte a culturas\, crenças\, sonhos e ficções\, conferindo profundidade histórica e antropológica a muitas de suas reutilizações e apropriações. Com curadoria de Marc Pottier\, as novas obras estarão disponíveis para visitação do público a partir de 26 de agosto. \nNessa mostra\, a artista visionária e polímata — um pouco xamã\, um pouco alquimista — procura mostrar como o caminho do ouro conduz ao nosso eu interior. Explorando as relações entre os infinitos pequeno e grande\, Denise se inspira no invisível que nos faz viver e dirige suas criações de escrituras de bronze\, pedra\, fósseis e cristais para transcrevê-los em composições sem fim. “Um dos elementos escolhidos para construir essa narrativa foram os estromatólitos\, os mais antigos fósseis visíveis\, testemunhas dos primeiros organismos responsáveis pelo gás oxigênio que surgiu no planeta há cerca de 3\,5 bilhões de anos”\, explica a artista. \nO percurso artístico “Respiração da Terra” é uma extensão de sua obra “Olhar Mater”\, instalada no ano passado na entrada dos jardins do hotel. “Quando instalamos a escultura no ano passado\, tivemos a impressão de que ela se casou perfeitamente com a energia do hotel e logo propusemos essa nova exposição”\, conta Denise. “O novo trajeto propõe uma jornada existencial que enriquece a experiência do visitante no espaço através de uma evolução temática e visual\, e faz um convite à reflexão sobre a eternidade\, o infinito\, a harmonia\, a ideia de um ciclo contínuo\, sem começo nem fim”\, explica. \n“Essa exposição da Denise Milan é uma verdadeira viagem pela história e nos leva para lugares de encontro com nós mesmos\, abrindo espaço para refletirmos sobre nossa jornada rumo à origem do universo”\, comenta o curador Marc Pottier. “Ano passado\, instalamos o ‘Olho Mater’ na entrada dos jardins do hotel e agora receber o novo percurso artístico de Denise no Le Jardin Selva fortalece nosso compromisso de valorizar e impulsionar talentos brasileiros aqui no Rosewood”\, complementa. \nOs visitantes podem apreciar as novas esculturas de Denise Milan no Le Jardin Selva\, galeria a céu aberto em meio a espécies nativas da Mata Atlântica\, e as fotocolagens nas paredes de entrada do hotel e na Art Library\, loja de artigos especiais da propriedade.
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SUMMARY:"Beatriz González: a imagem em trânsito" na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:Beatriz Gonzalez\, “Decoracao de interiores”\, 1981\n\n\n\n\nA mostra “Beatriz González: a imagem em trânsito” revisita os mais de 60 anos de carreira de Beatriz González (1932\, Bucaramanga\, Colômbia)\, conhecida pelos trabalhos que tecem críticas à história de violência em seu país e reinterpretam obras da História da Arte ocidental. São mais de 100 trabalhos produzidos desde a década de 1960. \n“A imagem em trânsito” se organiza de forma a apresentar os diferentes aspectos históricos e conceituais da “maestra” da arte colombiana\, reunindo alguns de seus principais trabalhos. \nNa primeira sala expositiva\, dedicada as obras sobre mídia\, reprodução e circulação da obra de arte\, está a emblemática cortina serigrafada Decoración de interiores (1981)\, na qual a artista estampou a imagem do presidente à época\, Julio César Turbay Ayala\, cantando em uma festa. \nA sala seguinte é dedicada às intervenções em mobiliários\, transformados em suporte para imagens apropriadas do imaginário popular e religioso colombiano\, como nas obras Naturaleza casi muerta (1970) e Saluti da San Pietro. Trisagio (1971). \nA exposição também reúne obras que falam sobre seu interesse por imagens extraídas da imprensa\, procedimento adotado sobretudo a partir dos anos 1970. González tematiza em suas obras as consequências do conflito armado colombiano\, a violência política\, a crise climática e a experiência de comunidades indígenas. \nEm Los Suicidas del Sisga (1965)\, que teve como referência os jornais El Espectador e El Tiempo\, a artista parte de uma fotografia dos jornais sobre um duplo suicídio cometido por um jovem casal\, olhando para os códigos que vinculavam a imagem à crônica policial e a reprodução das imagens nos meios de comunicação de massa. \nNos anos 1980\, a artista direciona seu olhar à iconografia política colombiana. Deste período\, estão ali presentes obras como Señor Presidente\, qué honor estar con usted en este momento histórico (1986) que comentam diretamente eventos traumáticos da história recente\, como a tomada do Palácio da Justiça. \nA mostra se encerra com a série Pictografias particulares (2014)\, na qual González utiliza placas de trânsito como símbolo coletivo para representar situações de crise social provocadas pela migração forçada devido ao deslocamento\, desastres ambientais ou à violência\, particularmente em territórios rurais e camponeses.
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SUMMARY:"Dominique Gonzalez-Foerster: Meteorium" no Octógono da Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:Vista da exposição de Dominique Gonzalez-Foerster na Pina Luz – Divulgação / Pinacoteca de São Paulo\n\n\n\n\nA Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, inaugura a instalação Dominique Gonzalez-Foerster: Meteorium\, no Octógono do edifício Pina Luz. A estrutura foi concebida especialmente para o espaço central do museu\, projetando um panorama tridimensional dividido em oito câmaras\, com paredes e pisos pintados em referência a elementos da natureza. Com curadoria de Jochen Volz\, a artista convida o público a entrar na instalação e reimaginar o entrelaçamento com o meio ambiente. \nDominique Gonzalez-Foerster dedica sua prática artística a projetos experimentais\, partindo de uma investigação contínua sobre as formas como habitamos o tempo\, o espaço e a memória. A artista se inspira em uma ampla gama de referências – música\, literatura\, cinema\, arquitetura e cultura pop – criando ambientações densamente estratificadas\, que transportam os espectadores para dimensões narrativas\, temporais e alternativas. \n“Em um momento de reflexão ecológica urgente\, a pesquisa profunda de Dominique Gonzalez-Foerster em cores\, meteorologia e arquitetura nos convida a reimaginar nosso entrelaçamento com o meio ambiente e a reconhecer nossa subjetividade frente a crise climática”\, reflete Jochen Volz\, e continua: “Desde o final dos anos 90\, Dominique tem uma forte relação com o Brasil\, e com Meteorium ela dialoga tanto com a longa tradição brasileira de participação ativa do público em obras de arte quanto estabelece relação sobre as discussões atuais sobre as necessidade de proteção das nossos biomas”. \nSobre a instalação \n“Gonzalez-Foerster revela como os fenômenos meteorológicos e os elementos da natureza moldam não apenas nossos arredores físicos\, mas também nossos universos emocionais e psicológicos – muitos deles condicionados culturalmente”\, comenta o curador. O público é convidado a percorrer cada uma das oito câmaras da estrutura criada pela artista\, compostas por pinturas que evocam elementos específicos da natureza: chuva\, neve\, lava\, nuvens\, lama\, poeira e pétalas. \nNo segundo andar\, Meteorium II é composto por instrumentos musicais\, que incluem pau de chuva e máquina de vento\, que convidam o público a emitir sons da natureza. Referências a outros campos do saber estão frequentemente presentes nas obras de Dominique Gonzalez-Foerster. No caso de Meteorium\, contudo\, a artista dialoga também com uma longa tradição pictórica de recriação de atmosferas e fenômenos efêmeros\, que podem ser vistas no espaço expositivo. \nA exposição Meteorium está inserida na Temporada França-Brasil em 2025\, que tem o objetivo de dar um novo impulso à relação bilateral que celebrará\, esse ano\, o seu 200º aniversário. Iniciada por Emmanuel Macron e Luiz Inácio Lula da Silva\, o evento busca fortalecer os laços entre os dois países\, se organizando em torno de três grandes temas: Clima e transição ecológica; Diversidade das sociedades e diálogo com a África; Democracia e Estado de Direito. Além desses temas\, a Temporada\, que ocorrerá de abril a setembro de 2025 na França e de agosto a dezembro de 2025 no Brasil\, visa dinamizar a cooperação em áreas como cultura\, economia\, pesquisa\, educação e esporte\, com atenção especial à juventude e aos intercâmbios profissionais.
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SUMMARY:"Marie Antoinette Style" no Victoria & Albert Museum
DESCRIPTION:François Hubert Drouais. Marie Antoinette\, Queen of Franca. 1773. Cortesia do Victoria & Albert Museum. \nUm ícone da moda complexo\, o apelo atemporal de Maria Antonieta é definido por seu estilo\, juventude e notoriedade. Explore a influência duradoura da rainha mais elegante (e malfadada) da história – com mais de 250 anos de experiência em design\, moda\, cinema e arte. \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n 
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SUMMARY:“Histórias da ecologia” no MASP
DESCRIPTION:Aycoobo Wilson Rodríguez\, “Calendário”\, 2024. Acervo MASP\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta Histórias da ecologia\, de 4 de setembro a 1 de fevereiro de 2026. A coletiva internacional ocupa todos os espaços expositivos do Edifício Pietro Maria Bardi e reúne mais de 200 obras de artistas\, ativistas e movimentos sociais de 28 países\, como Colômbia\, Islândia\, Japão\, Nova Zelândia\, Peru e Turquia. A exposição investiga a ecologia como uma rede de relações entre seres vivos e o mundo que habitam\, colocando em diálogo trabalhos de comunidades\, territórios e ecossistemas de diferentes locais ou períodos. \nA escolha curatorial se afasta da concepção de uma natureza apartada da sociedade ou que compreende o ser humano como hierarquicamente superior. “É comum que meio ambiente e ecologia sejam tratados como sinônimos. No entanto\, escolhemos ecologia para abranger um sistema de relações entre humanos e mais que humanos — animais\, plantas\, rios\, florestas\, montanhas\, fungos e minerais. Não conseguimos pensar a natureza separada do humano”\, diz André Mesquita\, curador\, MASP. \nA curadoria de André Mesquita e Isabella Rjeille\, curadores\, MASP\, revela perspectivas artísticas em comum a respeito da ecologia ou de enfrentamentos aos efeitos da crise climática global\, propondo uma reflexão política sobre o tema ao evidenciar o fator humano e as implicações de marcadores sociais da diferença\, como gênero\, raça e classe. A exposição é dividida em cinco núcleos temáticos que seguem uma ordem linear: Teia da vida; Geografias do tempo; Vir-a-ser; Territórios\, migrações e fronteiras; e Habitar o clima.  \nTeia da vida aborda diferentes percepções dessa rede de inter-relações — das cosmovisões indígenas às disputas por poder\, influência e território. A obra The Political Life of Plants (2021) retrata complexos entrecruzamentos entre as plantas e outros seres. O vídeo acompanha o artista Zheng Bo (China\, 1974) em uma caminhada por uma floresta de faias em Bradenburgo\, na Alemanha. Durante o percurso\, Bo conversa com os cientistas Matthias Rillig\, especialista em biodiversidade e ecologia do solo\, e Roosa Laitinen\, que investiga a plasticidade genética das plantas. Os temas de suas pesquisas se entrelaçam às reflexões do artista e aos sons e imagens da floresta. \nGeografias do tempo reúne olhares indígenas\, afrodiaspóricos\, rurais e urbanos sobre a terra e o cosmos\, a vida e a morte\, a regeneração e o cuidado. A obra Calendário (2024)\, de Aycoobo (Wilson Rodríguez) (La Chorrera\, Colômbia\, 1967)\, artista nonuya-muinane\, traz uma perspectiva indígena amazônica sobre a temporalidade cíclica da natureza. O desenho revela um sistema de marcação temporal que transcende a lógica linear ocidental\, associando a passagem do tempo às transformações vividas pelas árvores\, plantas\, animais e rios da floresta amazônica. Já Ana Amorim (São Paulo\, 1956) tem uma abordagem íntima e processual da temporalidade urbana. Em Passage of Time Study (2018)\, durante todas as noites\, por um período de um mês\, a artista brasileira registra o mapa do seu dia e um número localizador. O resultado é um conjunto de 31 desenhos feitos com caneta esferográfica sobre papel. \nVir-a-ser investiga as relações entre seres humanos e mais-que-humanos\, além de modos simbólicos\, espirituais e materiais que estruturam esses vínculos. A série de desenhos Tentativas de criar asas (década de 2000)\, de Rosana Paulino (São Paulo\, 1967)\, evoca seres híbridos em constante transformação – trata-se de figuras femininas que tecem teias\, rompem casulos ou ganham asas\, libertando-se de estruturas que já não lhes servem mais\, à semelhança de alguns insetos. A série fotográfica Corpoflor (2016-presente) propõe um hibridismo radical entre o corpo humano e o de outros seres da natureza. Em retratos e autorretratos\, Castiel Vitorino Brasileiro (Vitória\, ES\, 1996) revela corporalidades imprevistas que transcendem as normas de gênero e sexualidade\, criando formas de existir que resistem às categorizações binárias impostas pela sociedade. \nTerritórios\, migrações e fronteiras se debruça sobre os deslocamentos forçados\, fluxos migratórios e fronteiras físicas e sociais. A escultura Refugee Astronaut XI (2024)\, de Yinka Shonibare (Londres\, 1962)\, representa migrantes\, estrangeiros e refugiados contemporâneos. Desde 2015\, o artista produz figuras em tamanho real de astronautas nômades\, equipados com capacetes e vestidos com uma roupa espacial cujos tecidos se inspiram nos padrões africanos. Esses personagens parecem vagar sem rumo\, à deriva\, entre mundos devastados. Os astronautas de Shonibare carregam os traumas da crise climática e dos ecocídios que expulsam milhões de seus territórios de origem. \nHabitar o clima sintetiza e\, ao mesmo tempo\, amplia questões centrais presentes nos demais núcleos de Histórias da ecologia. Nele estão reunidos trabalhos de artistas\, coletivos e movimentos que investigam táticas de ocupar\, experienciar e imaginar radicalmente a cidade e o campo. A instalação inédita Descida da terra/trabalho das águas (2025)\, de Cristina T. Ribas (São Borja\, RS\, 1980)\, reflete sobre os efeitos das enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em 2023 e 2024. O trabalho comissionado pelo MASP consiste em um tecido translúcido suspenso diagonalmente no espaço expositivo\, impresso com imagens que revelam como as águas redesenharam a geografia de rios\, lagos e bacias hidrográficas\, impactando mais de 650 mil pessoas.  \n“Histórias da ecologia transita entre diferentes saberes: o geológico\, o biográfico\, o ancestral\, o espiritual\, o comunitário\, o local\, o planetário. Essas intersecções ampliam a visão sobre o que está em jogo na atual crise climática — não como um evento isolado\, mas enraizado em estruturas coloniais e patriarcais que condicionam os modos de habitar o planeta”\, afirma Isabella Rjeille.  \nHistórias da ecologia é o tema do ciclo curatorial de 2025. A programação do ano também inclui as mostras de Claude Monet\, Frans Krajcberg\, Abel Rodríguez\, Clarissa Tossin\, Hulda Guzmán\, Minerva Cuevas e Mulheres Atingidas por Barragens.  \nA mostra faz parte de uma série de projetos em torno da noção plural de “Histórias”\, palavra que engloba ficção e não ficção\, relatos pessoais e políticos\, narrativas privadas e públicas\, possuindo um caráter especulativo\, plural e polifônico. Essas histórias têm uma qualidade processual aberta\, em oposição ao caráter mais monolítico e definitivo das narrativas históricas tradicionais. Nesse sentido\, entre os programas anuais e as exposições anteriores\, o MASP organizou Histórias da Sexualidade (2017)\, Histórias Afro-Atlânticas (2018)\, Histórias das Mulheres\, Histórias Feministas (2019)\, Histórias da Dança (2020)\, Histórias Brasileiras (2021-22)\, Histórias Indígenas (2023) e Histórias LGBTQIA+ (2024).
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SUMMARY:"Constelação em trânsito" no Galpão da Lapa
DESCRIPTION:  \n  \nVista de “Constelação em Trânsito” no Galpão da Lapa. \n  \nConstelação em trânsito: uma escuta cartográfica\, em cartaz no Galpão da Lapa até 1° de março de 2027\, toma como ponto de partida a inversão metodológica da curadoria convencional. Em vez de um enunciado prévio que orienta a seleção de obras\, foi adotada uma postura de escuta diante do acervo\, deixando que os próprios trabalhos indicassem agrupamentos\, ressonâncias e percursos. A referência é a noção de cartografia formulada pela psicanalista Suely Rolnik: um traçado que se faz em movimento\, sintonizado com as variações da paisagem. O resultado são três constelações: Arquiteturas do Inconsciente\, Geometrias do Sul e Topologias do Orgânico\, tratadas não como categorias fechadas\, mas como campos porosos que se atravessam e se dissolvem mutuamente. \nA exposição reúne trabalhos de 65 artistas\, entre eles Adriana Varejão\, Alex Cerveny\, Amelia Toledo\, Ayrson Heráclito\, Brígida Baltar\, Cao Guimarães\, Carlito Carvalhosa\, Carmela Gross\, Claudia Andujar\, Erika Verzutti\, Ione Saldanha\, Jaider Esbell\, Jac Leirner\, Leonilson\, Mira Schendel\, Nuno Ramos\, Rivane Neuenschwander\, Sandra Cinto\, Solange Pessoa\, Tunga\, Waltercio Caldas e o coletivo MAHKU. No mezanino do espaço\, o núcleo audiovisual Confluências apresenta quatro obras em vídeo que dialogam transversalmente com as três constelações. \nO Galpão da Lapa\, espaço cultural instalado em um armazém histórico do complexo Ceagesp\, na Vila Anastácio\, zona oeste de São Paulo\, que abriga o acervo dos colecionadores Andrea Pereira e José Olympio. \nEntrada gratuita\, mediante agendamento prévio. \nVisitas mediadas gratuitas\, com grupos de até 20 pessoas. \n  \n 
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SUMMARY:"Carmen Portinho: modernidade em construção" no MAM Rio
DESCRIPTION:Participantes do II Congresso Internacional Feminista em excursão ao Recreio dos Bandeirantes. Fotografia\, sem autoria identificada\, [jun.] 1931. Arquivo Nacional \nO Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) inaugura\, em 13 de setembro de 2025\, a exposição documental Carmen Portinho: modernidade em construção\, com curadoria de Aline Siqueira\, Raquel Barreto e Pablo Lafuente\, e assistência curatorial de José dos Guimaraens. \nA mostra homenageia a engenheira\, urbanista e militante feminista Carmen Portinho (1903–2001)\, protagonista do modernismo brasileiro e referência na luta pela igualdade de gênero\, pelo direito à cidade e habitação popular. \n“Mais do que um percurso biográfico\, a exposição propõe questionamentos sobre como a vida e as ações de Carmen Portinho iluminam os desafios atuais de construção da cidade e do país que queremos. Sua obra\, coletiva por excelência\, afirma o modernismo como projeto político e cultural de emancipação social”\, pontua Yole Mendonça\, diretora executiva do MAM Rio. \nAo longo de sua vida\, Carmen Portinho foi ativista dos direitos das mulheres\, urbanista\, crítica de arte e militante pela cultura e pela liberdade. Nos anos 1950\, integrou a gestão do MAM Rio como diretora executiva adjunta\, coordenando a construção da sede definitiva do museu projetada por Affonso Eduardo Reidy. Esses múltiplos engajamentos\, que atravessam quase todo o século 20\, integram o projeto moderno em sua acepção mais ampla: a construção de uma sociedade e de um país mais justos por meio de saberes e tecnologias\, novos e antigos\, a serviço da emancipação individual e coletiva. \nA exposição reúne mais de 300 documentos históricos de diferentes acervos\, organizados em três núcleos — “moradia e habitação popular”\, “feminismo” e “arte e educação” — além de uma seção dedicada à Revista Municipal de Engenharia\, veículo fundamental para a difusão do modernismo no Brasil. \nEm diálogo com esse vasto material\, obras comissionadas especialmente para a mostra aproximam o legado de Portinho de questões contemporâneas: um vídeo da cineasta\, antropóloga e artista visual Milena Manfredini e uma instalação do artista baiano Rommulo Vieira Conceição revisitam o Pedregulho (conjunto habitacional no bairro de Benfica)\, enquanto o projeto instalativo da artista carioca Ana Linnemann propõe modos de viver e trabalhar inspirados na urbanista. E em entrevista realizada pela cineasta Ana Maria Magalhães em 1995\, Portinho compartilha reflexões sobre sua vida e trabalho. \n“Carmen Portinho atravessa o século 20 como protagonista de lutas que permanecem atuais: habitação\, educação\, arte e igualdade de gênero. A exposição não apenas revisita sua trajetória\, mas nos convida a refletir sobre o que foi feito e o que ainda precisa ser conquistado”\, afirma Pablo Lafuente\, diretor artístico do MAM Rio. \nMoradia e habitação popular \nNa virada do século 20\, políticas higienistas e remoções marcaram a vida da população de baixa renda no Rio. Foi nesse contexto que Carmen Portinho consolidou sua atuação à frente do Departamento de Habitação Popular (DHP)\, criado em 1946. \nComo diretora-geral\, implantou projetos de grande escala baseados no conceito de “unidade de vizinhança”\, que integrava moradia\, escola\, lazer\, saúde e comércio em bairros autossuficientes. \nO Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes (Pedregulho)\, projetado por Affonso Eduardo Reidy a partir das ideias de Portinho\, tornou-se um marco do modernismo brasileiro\, premiado na 1ª Bienal de São Paulo (1951) e celebrado internacionalmente. \nOutros empreendimentos\, como o Conjunto Residencial Marquês de São Vicente\, em São Conrado\, e os conjuntos de Paquetá e Vila Isabel\, reafirmaram a ambição de aliar arquitetura\, urbanismo e justiça social. Apesar das críticas ao alto custo e à complexidade dos projetos\, suas soluções ainda hoje são referências em concepção arquitetônica e qualidade de construção. \n“O núcleo de Pesquisa do MAM Rio\, em geral\, trata a Carmen Portinho a partir de sua atuação como diretora executiva adjunta e de suas ações no contexto das práticas e das realizações do museu. Esta exposição nos permite exercitar um novo ponto de vista\, muito mais amplo e com reconhecimento justo de suas frentes de atuação profissional tão diversas. Falar sobre esses outros aspectos da trajetória de Portinho é muito envolvente e gratificante\, e nos ajuda a reforçar sua importância não somente para o MAM Rio\, mas para a cidade do Rio de Janeiro e para o Brasil”\, completa Aline Siqueira\, coordenadora de Pesquisa e Documentação do museu. \nFeminismo \nPortinho foi também protagonista do movimento feminista no Brasil desde os anos 1920\, ao lado de Bertha Lutz\, Almerinda Gama e outras sufragistas. \nParticipou de campanhas pelo voto feminino — conquistado nacionalmente em 1932 —\, fundou a União Universitária Feminina e foi uma das primeiras mulheres a ingressar e se destacar em áreas tidas como masculinas\, como a engenharia e o urbanismo. \nEm 1937\, ajudou a criar a Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas\, fortalecendo redes de apoio profissional. Décadas mais tarde\, em 1987\, foi escolhida para entregar a “Carta das Mulheres” ao presidente da Câmara\, Ulysses Guimarães\, durante o processo de elaboração da Constituição Federal\, tornando-se elo entre as lutas do início do século 20 e as conquistas contemporâneas. \nArte e educação \nO vínculo com a arte acompanhou Carmen Portinho ao longo de toda a vida. \nNos anos 1950\, integrou a gestão do MAM Rio como diretora executiva adjunta\, coordenando exposições e a construção da sede definitiva do museu\, projetada por Reidy. \nNa instituição\, consolidou o museu como centro de arte e educação\, apoiando iniciativas como o Ateliê de Gravura\, que formou uma geração de artistas na década de 1960. \nPosteriormente\, como diretora da Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) entre 1967 e 1988\, garantiu a consolidação da primeira escola de design da América Latina\, promovendo um diálogo inovador entre arte\, design e pedagogia. \nRevista Municipal de Engenharia \nFundada em 1932 a partir de sua iniciativa\, a Revista Municipal de Engenharia foi um dos principais veículos de difusão do pensamento modernista em arquitetura\, urbanismo e engenharia no Brasil. \nPublicou textos de Lucio Costa\, Oscar Niemeyer e Le Corbusier\, além de artigos da própria Portinho\, incluindo o anteprojeto de sua autoria para a nova capital do país\, no Planalto Central — visão que antecipou princípios depois incorporados por Costa em Brasília.
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SUMMARY:"Radical Harmony: Helene Kröller-Müller’s Neo-Impressionists" na National Gallery
DESCRIPTION:Théo van Rysselberghe\, “In July\, before Noon”\, 1890 © Coleção Kröller-Müller Museum\, Otterlo\, Países Baixos. Foto: Rik Klein Gotin\nQuando os críticos viram pela primeira vez o novo estilo de pintura de Georges Seurat\, acharam que poderia significar a morte da própria pintura. Mas o que havia em artistas como Paul Signac\, Anna Boch\, Jan Toorop e Henri-Edmond Cross que causava tanto incômodo? \nOs neoimpressionistas pintavam em pequenos pontos de cor pura. Vistos à distância\, esses pontos se fundem para criar tons sutis e uma ilusão de luz. Hoje conhecido como pontilhismo\, esse recurso simplificava as formas e trabalhava a cor de um modo inteiramente novo\, à beira da abstração. \nJunto a essa abordagem vibrante da cor\, o estilo também caminhava lado a lado com ideias políticas radicais. Eles retrataram a sociedade europeia do final do século XIX em paisagens luminosas\, retratos e cenas de interiores\, ao mesmo tempo em que mostravam as dificuldades enfrentadas pela classe trabalhadora\, em reação à era industrial. \nA maioria das pinturas desta exposição foi reunida por Helene Kröller-Müller\, uma das primeiras grandes patronas da arte do século XX. Ela montou o mais completo conjunto de pinturas neoimpressionistas do mundo. Colecionadas com o propósito de serem acessíveis ao público\, essas obras hoje integram o acervo do Museu Kröller-Müller\, nos Países Baixos\, fundado por Helene Kröller-Müller. \nVeja essas visões radicais de cor pura em Radical Harmony: Helene Kröller-Müller’s Neo-Impressionists. \nEsta exposição é uma colaboração entre a National Gallery e o Kröller-Müller Museum\, em Otterlo.
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LOCATION:National Gallery\, Trafalgar Square London Greater London\, Greater London\, London\, Reino unido
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SUMMARY:"Theatre Picasso" na Tate Modern
DESCRIPTION:Pablo Picasso\, “As Três Bailarinas”\, 1925. Tate. © Succession Picasso / DACS 2024\n\n\n\n\nPablo Picasso era fascinado por performers e por sua capacidade de se transformar. Ele se inspirava nos dançarinos\, artistas e toureiros que pintava\, e deles emprestou elementos para criar sua própria persona pública: Picasso\, o Artista. \nMarcando o centenário de sua famosa pintura As Três Bailarinas\, esta exposição\, encenada pela consagrada artista contemporânea Wu Tsang e pelo autor e curador Enrique Fuenteblanca\, lança uma nova luz sobre a obra de Picasso. Eles transformarão o espaço expositivo em um teatro para apresentar mais de 45 obras de Picasso da coleção da Tate\, ao lado de empréstimos importantes de instituições europeias. A mostra inclui pinturas\, esculturas\, têxteis e trabalhos em papel\, alguns nunca antes vistos no Reino Unido. \nPor meio de sua persona\, Picasso cultivou um mito em torno de si\, como artista celebrado e\, ao mesmo tempo\, outsider. A maneira como ele fez isso pode ser examinada pela ideia contemporânea de “performatividade” – como palavras e ações podem gerar mudanças e moldar identidades. Essa persona sempre foi atraída por vidas alternativas e pela tensão entre a cultura popular e a vanguarda. Acompanhou-o por toda a vida e continua a moldar a forma como imaginamos o papel do artista hoje. \nTheatre Picasso é apresentada na The George Economou Gallery. Em parceria com White & Case. Com apoio da Huo Family Foundation. Apoio adicional do The Theatre Picasso Exhibition Supporters Circle\, Tate Americas Foundation e Tate Members. \nEncenada por Wu Tsang e Enrique Fuenteblanca com a colaboração da designer de exposições Lucie Rebeyrol\, do estúdio Roll.
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SUMMARY:"Sueño Perro: Instalación Celuloide de Alejandro G. Iñárritu" na Fondazione Prada
DESCRIPTION:“Sueño Perro: Instalación Celuloide de Alejandro G. Iñárritu”. Foto: DSL Studio – Delfino Sisto Legnani e Melania Dalle Grave. Cortesia Fondazione Prada\n\n“Sueño Perro: Instalación Celuloide de Alejandro G. Iñárritu” é uma exposição multissensorial global enraizada na interseção entre cinema e artes visuais\, criada pelo cineasta mexicano Alejandro G. Iñárritu\, vencedor do Oscar. \nEm celebração ao 25º aniversário de Amores Perros (2000)\, o lendário longa-metragem de estreia de Iñárritu\, Sueño Perro traz à luz imagens inéditas que dialogam com os temas duradouros do filme: amor\, traição e violência. Esses fragmentos intensos\, outrora descartados na sala de edição e preservados por um quarto de século nos arquivos fílmicos da Universidade Nacional Autônoma do México\, capturam as realidades sociopolíticas interconectadas da Cidade do México\, ainda relevantes décadas depois. \nA partir da força bruta e da poesia visual dessas imagens esquecidas\, Iñárritu reimagina seu impacto por meio de um mosaico de celuloide e som. No centro da instalação está uma profunda reverência pela materialidade do filme em 35mm\, cujo grão físico\, cintilação e calor evocam uma forte sensação de nostalgia. \nSueño Perro marca a terceira colaboração da Fondazione Prada com Iñárritu\, que concebeu o programa de cinema Flesh\, Mind and Spirit em Seul (2009) e Milão (2016)\, além da instalação de realidade virtual experimental CARNE y ARENA em Milão (2017)\, parte da seleção oficial do Festival de Cannes e premiada com um Oscar especial pelo Conselho de Governadores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Como afirmou Miuccia Prada\, presidente e diretora da Fondazione Prada: “Com este projeto\, queremos abrir novas perspectivas sobre a obra de Iñárritu e sobre um filme que\, desde o início\, combinou a força do realismo com a densidade do simbolismo. Vinte e cinco anos após sua estreia\, Amores Perros continua a falar ao presente e a captar\, com força visual e emocional\, toda a complexidade do mundo em que vivemos.” \nSegundo Iñárritu: “Mais de um milhão de pés de película foram deixados na sala de edição durante a montagem de Amores Perros. Essas imagens intensamente carregadas\, dezesseis milhões de fotogramas\, ficaram enterradas nos arquivos da UNAM por 25 anos. Por ocasião do aniversário do filme\, senti-me compelido a revisitar e reexplorar esses fragmentos abandonados\, com o grão e os fantasmas do celuloide que carregam. Desprovida de narrativa\, esta instalação não é um tributo\, mas uma ressurreição — um convite a sentir o que nunca foi. Como encontrar um velho amigo que nunca vimos antes.” \nA instalação de Iñárritu estará em exibição no térreo do Podium\, o principal espaço expositivo da sede da Fondazione Prada em Milão. Como parte de Sueño Perro\, uma apresentação visual e sonora será concebida pelo escritor e jornalista mexicano Juan Villoro no primeiro andar do edifício. Intitulada Mexico 2000: The Moment that Exploded\, oferecerá uma segunda camada narrativa a partir de outra perspectiva. \nComo explica Villoro: “Amores Perros pode ser situado em uma conjuntura histórica precisa. No ano canônico de 2000\, o México vivia um raro momento de esperança aguardada: após 71 anos no poder\, o Partido Revolucionário Institucional finalmente perdeu uma eleição presidencial\, e o país se preparava para descobrir a democracia genuína. Ao mesmo tempo\, a realidade apresentava um panorama de desigualdade\, corrupção e violência.” \nCom sua apresentação\, Villoro mapeia as condições políticas\, familiares\, sociais\, religiosas e econômicas que deram origem às três histórias entrelaçadas narradas no filme. Como destacou: “Filmado em um ‘momento de mudança’\, Amores Perros não refletiu o fim de uma era\, mas sim o começo de uma decadência. Vinte e cinco anos depois\, sua relevância social é alarmante: o que acontecia então ainda acontece agora. Sua explosão ainda está em curso.” \n 
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LOCATION:Fondazione Prada\, Largo Isarco\, 2\, Milão\, Itália
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SUMMARY:"20 anos da Residência Artística FAAP - São Paulo: contribuições para uma coleção de arte contemporânea" no MAB FAAP
DESCRIPTION:Érica Magalhães\, Sem título\, 2022. Acervo do Museu de Arte Brasileira – MAB FAAP. Foto: Rafayane Carvalho\n\n\n\n\nA exposição celebra duas décadas da Residência Artística FAAP – São Paulo\, um dos programas mais consistentes do país\, que já recebeu artistas de diferentes partes do mundo. Reunindo cerca de 135 obras de 91 participantes\, a mostra apresenta um recorte da produção que hoje integra a coleção do Museu de Arte Brasileira da FAAP. \nSegundo Marcos Moraes\, diretor do MAB\, “a mostra evidencia a potência desse espaço de experimentação e convivência que\, desde sua criação\, tem fomentado a produção contemporânea e ampliado os diálogos entre linguagens\, práticas e contextos culturais”. \nEntre os destaques estão Ali Cherri\, vencedor do Leão de Prata na Bienal de Veneza de 2022; Guerreiro do Divino Amor\, artista suíço radicado no Rio de Janeiro; a peruana Aileen Gavonel; o francês Charbel-Joseph H. Boutros; a peruana Rita Ponce de León; e a fotógrafa venezuelana Suwon Lee\, entre outros. \nArtistas participantes (lista completa):Agustina Jarpa\, Aileen Gavonel\, Ali Cherri\, Ana Clara Tito\, Ana de la Cueva\, Ana Hortides\, André Hauck\, Andrea Rey\, Biel Carpenter\, Bruno Cidra\, Camila Bardehle\, Camila Otto\, Carlos Monaretta\, Charbel-Joseph H. Boutros\, Coletivo Etcétera\, Cornelia Enderlein\, Daniel Albuquerque\, Daniela Todorova\, David Cevallos Díaz\, Diana Barquero Pérez\, DOMK* – Dominique Kippelen\, Diogo Gonçalves\, Elke Auer\, Érica Magalhães\, Esther Kempf\, Esther Straganz\, Etienne de France\, Federico Ortegón\, Felipe de Ávila Franco\, Fernanda Andrade\, Fernanda Luz\, Flávia Coelho\, Florencia Alvarez Guardo\, Francilins\, Francisco Jamón\, Gabriel Leger\, Gabz 404\, Genietta Varsi\, Giorgia Mesquita\, Guerreiro do Divino Amor\, Helena Trindade\, Hermano Luz\, Holly Pitre\, Ítalo Almeida\, J. Pavel Herrera\, Jean-Marie Fahy\, João Massano\, João Paulo Racy\, Joélson Buggilla\, Johanna Invrea\, Jorge Pedro Núñez\, Julia Arbex\, Juliana Matsumura\, Julie Oppermann\, Lara Morais\, Les Joynes\, Letícia Lampert\, Lorenzo Beust\, Lucia Prancha\, Lucila Gradin\, Mariana Paraizo\, Marina Cespe\, Martina Krapp\, Mattia Denisse\, Mayara Velozo\, Nathan Braga\, Nelson Crespo\, Nuno Barroso\, Pascal Häusermann\, Paulina Videla\, Rafa Munárriz\, Raúl Díaz Reyes\, Reis Valdrez\, Rita Ponce de León\, Roberval Borges\, Rosângela de Andrade Boss\, Rosario Zorraquín\, Sam Gora\, Santo Miguelito Pérez (Miguel Pérez Ramos)\, Sayoko Hirano\, Silvan Kälin\, Silvia Mariotti\, Sol Archer\, Suwon Lee\, Thiago Costa\, Tolis Tatolas\, Urs August Steiner\, Vanessa da Silva\, Vânia Sommermeyer\, Víctor Florido\, Zoè Gruni.
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SUMMARY:"Pinturas Nômades" de Beatriz Milhazes na Casa Roberto Marinho
DESCRIPTION:Beatriz Milhazes\, “A mosca”\, 2012. Foto: Manuel Águas & Pepe Schettino\n\nA Casa Roberto Marinho (CRM) inaugura\, em 25 de setembro de 2025\, Pinturas Nômades\, exposição da artista plástica carioca Beatriz Milhazes\, expoente da arte contemporânea internacional. Sob a curadoria de Lauro Cavalcanti\, a mostra apresenta pela primeira vez no país a reprodução de projetos arquitetônicos desenvolvidos pela artista em quatro continentes — Europa\, América do Norte\, América do Sul e Ásia.A individual celebra duas décadas da atuação de Milhazes no campo das instalações pictóricas em espaços arquitetônicos e institucionais. \nProduzida pela Casa Roberto Marinho\, Pinturas Nômades constitui um panorama único: reúne intervenções site-specific realizadas na Ópera de Viena; na Tate Modern\, em Londres; na loja Selfridges\, em Manchester; no metrô de Londres; na Fundação Cartier\, em Paris; no Museu de Arte Contemporânea de Tóquio; no Long Museum\, em Xangai; e na Fundação Gulbenkian\, em Lisboa; entre outras permanentes\, como no projeto Art House\, na Ilha de Inujima\, Japão\, e no Hospital Presbiteriano de Nova Iorque. Esses projetos\, que formam o núcleo central da mostra\, são apresentados em maquetes\, estudos e painéis inéditos no Brasil\, permitindo ao público uma rara imersão na dimensão arquitetônica da obra de Beatriz. \nDe acordo com o curador\, estas intervenções de Milhazes\, realizadas entre 2004 e 2023\, consolidam uma pesquisa visual em diálogo com superfícies arquitetônicas. Utilizando principalmente vinil colorido\, pintura mural e cerâmica\, a artista desenvolve composições que exploram luz\, cor e transparência\, estabelecendo relações entre interior e exterior\, opacidade e translucidez\, desenho e arquitetura. \nEm projetos como Gávea (Selfridges & Co.\, Manchester\, Inglaterra\, 2004)\, Guanabara (Tate Modern\, Londres\, 2005)\, Peace and Love (Estação Gloucester Road\, Londres\, 2005) e O Esplendor I e II (Long Museum\, Xangai\, 2021; e Turner Contemporary\, Margate\, Reino Unido\, 2023)\, Milhazes transforma fachadas\, janelas e espaços de circulação em experiências sensoriais marcadas por formas orgânicas\, ritmos visuais e atmosferas poéticas. \n“Esses trabalhos\, apresentados em instituições e espaços como hospitais\, metrôs e edifícios residenciais\, conjugam arte e sua relação com a questão social\, de sustentabilidade\, e com o contexto urbano\, de forma sensível. Ao inserir elementos como mandalas\, listras\, elipses ou círculos em superfícies envidraçadas ou estruturas curvas\, as obras introduzem novas camadas de significado aos ambientes\, evocando paisagens abstratas\, referências culturais e memórias visuais. Em cada intervenção\, Milhazes amplia a experiência do espaço\, propondo um encontro entre pintura\, arquitetura e contemplação”\, observa Cavalcanti. \nA pintura é o tronco principal do trabalho de Beatriz e pontua poeticamente o percurso pela Casa\, como no caso das obras Mocotó (2007)\, A Mosca (2010/2012) e Lampião (2013/2014). \nBeatriz tem\, desde o início de sua prática\, uma longa relação de observação das variadas representações da natureza e da vida cotidiana encontradas na Arquitetura\, Arte Popular\, Arte Indígena\, Arte Decorativa e universo da Arte Aplicada e História da Arte. Desta forma\, a mostra apresenta ao público carioca uma sala dedicada a seu projeto especial para a 60ª Bienal de Arte de Veneza\, em 2024\, desenvolvido para o Pavilhão das Artes Aplicadas\, uma colaboração entre o Victoria and Albert Museum (V&A)\, em Londres\, e a Bienal. As pinturas O céu\, as estrelas e o bailado (2023) e Meia-noite\, Meio-dia (2023) são exibidas com a mesa de tecidos do acervo pessoal de Milhazes\, de diferentes culturas e regiões ao redor do mundo\, referência para o desenvolvimento das obras. Completa este espaço a tapeçaria inédita Dance in Yellow (2020). \nUma das salas é dedicada a um conjunto de 11 gravuras. De acordo com a artista\, “é a técnica que mais se aproxima plasticamente do resultado dos painéis e murais”\, uma conversa entre a arte gráfica como ponto de diálogo entre as duas práticas. \nA exposição contará também com apresentações de Marcia Milhazes Cia de Dança que apresentará criações recentes\, concebidas em diálogo direto com o universo da mostra. A recorrente colaboração entre as irmãs Milhazes nas exposições de Beatriz\, no Brasil e no exterior\, é marcada por encontros que articulam composições visuais e propostas coreográficas. \nO percurso expositivo e um projeto concebido para a Casa Roberto Marinho \nA escultura suspensa Mariola (2010–2015)\, que recebe os visitantes na primeira sala\, transporta elementos recorrentes da linguagem visual de Milhazes para o tridimensional\, e ganha destaque ao estabelecer diálogo com o espaço expositivo. \nAinda no térreo da Casa\, o público se encontra com a instalação Corumbê\, concebida especialmente para a exposição\, com vinis translúcidos aplicados nas cinco janelas em arco do salão principal. A obra tece conexões afetivas e estéticas com a arquitetura da antiga residência\, evocando referências a Djanira da Motta e Silva e às tradições populares de Paraty\, cidade de origem materna de Milhazes. \nA artista conta que\, no início do processo de concepção da mostra\, ao chegar na CRM para uma reunião com Cavalcanti\, “o grande salão térreo estava vazio e as janelas emolduravam o magnífico jardim de Burle Marx. Fui seduzida! Imediatamente me surgiu a imagem de um desenho vitral dialogando com a natureza externa e poeticamente envolvendo o espaço interno. Algo para contemplar\, conviver\, refletir”\, relembra Beatriz. “No desenho para as janelas em arco\, quase capelas\, a lembrança de Djanira se fez presente. Sua obra sempre foi uma referência para minha pintura e a Coleção Roberto Marinho tem peças masters desta artista. Minha família materna é originária de Paraty\, onde a tradição de festas religiosas é uma força e passei boa parte de minha infância e adolescência. Corumbê conta uma bela história\, uma história carioca.” \nNo mesmo espaço está instalado o painel Waving Flowers\, pintura em escala real desenvolvida originalmente para a Galeria Max Hetzler\, em Berlim. Trabalhada em cinco tons de cinza\, a obra surpreende pela força plástica dentro de uma paleta monocromática\, dialogando com o piso de losangos bicolores do salão da CRM e com os vitrais de Corumbê. Na sala seguinte\, três pinturas de Djanira\, pertencentes à Coleção Roberto Marinho\, reforçam o elo entre duas gerações de mulheres centrais na arte brasileira. \nA mostra se desenvolve em todo o piso superior\, em núcleos poéticos de contemplação\, revelando o papel da cor\, da ornamentação e da estrutura visual na construção de uma linguagem singular. Segundo Lauro Cavalcanti\, a disposição das obras “toca o sublime que a arte\, por vezes\, alcança”.
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LOCATION:Casa Roberto Marinho\, R. Cosme Velho\, 1105\, Rio de Janeiro\, RJ\, Brasil
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SUMMARY:"Gordon Parks - A América sou eu" no IMS Paulista
DESCRIPTION:Mulher e cachorro na janela\, Harlem\, Nova Iorque\, 1943. Foto de Gordon Parks / Cortesia © Fundação Gordon Parks \nNome central da história mundial da fotografia\, Gordon Parks (1912-2006) é autor de uma vasta produção autoral\, na qual documentou a vida cotidiana de pessoas negras em estados segregados nos EUA\, a luta organizada do movimento negro pelos direitos civis e as manifestações culturais e religiosas da população afro-americana\, entre outros temas. Sua obra\, trajetória e legado são reverenciados na retrospectiva Gordon Parks: a América sou eu\, em cartaz a partir de sábado (4 de outubro) no IMS Paulista (Av. Paulista\, 2424). \nSob curadoria de Janaina Damaceno\, com Iliriana Fontoura Rodrigues como curadora assistente e Maria Luiza Meneses como assistente de curadoria\, a exposição é a primeira retrospectiva de Parks no Brasil e a maior na América Latina. No sábado (4 de outubro)\, às 11h\, a equipe de curadoria conversa com o público no cineteatro do IMS. A exposição é realizada em parceria com a Fundação Gordon Parks\, instituição que detém o acervo do fotógrafo e que foi a principal fonte de pesquisa para a concepção do projeto. \nOcupando dois andares do centro cultural\, a mostra reúne cerca de 200 fotografias\, tiradas sobretudo entre as décadas de 1940 e 1970\, além de filmes\, periódicos\, depoimentos e publicações\, ressaltando o caráter multifacetado de Parks\, que atuou também como músico\, cineasta e poeta. Entre as obras exibidas\, estão retratos de nomes centrais do movimento negro americano\, como Malcolm X\, Martin Luther King e Muhammad Ali\, e séries consagradas\, como De volta a Fort Scott (1950) e Histórias da segregação no sul (1956). (Saiba mais sobre as obras abaixo). \nGordon Parks nasceu em 1912 na cidade de Fort Scott\, no Kansas\, durante o regime de segregação racial. Em 1928\, sua mãe faleceu e ele se mudou da sua cidade natal\, passando por diversos destinos\, enfrentando a pobreza e o racismo. Nesse período\, trabalhou em diversos empregos em busca da sobrevivência\, atuando inclusive como pianista em clubes e hotéis. Em 1937\, adquiriu sua primeira câmera fotográfica e\, em 1938\, publicou suas imagens pela primeira vez no St. Paul Recorder\, importante jornal da imprensa negra do estado de Minnesota. Posteriormente\, mudou-se para Washington\, onde trabalhou para a Farm Security Administration\, por onde também passaram fotógrafos como Dorothea Lange\, Walker Evans\, Russell Lee\, Marion Post Wolcott\, John Vachon e Carl Mydans. Em 1948\, começou a trabalhar na revista Life\, uma das mais importantes do mundo\, tornando-se o primeiro fotógrafo negro contratado pela publicação. \nApós o ingresso na Life\, sua carreira como fotógrafo consolidou-se cada vez mais\, com a publicação de livros e a participação em exposições\, com foco no registro da vida da população negra norte-americana e na denúncia ao racismo e à desigualdade\, numa união entre arte e ativismo que caracterizou toda sua trajetória. Também atuou como cineasta\, tendo lançado\, entre outros longas\, o filme Shaft (1971)\, considerado um dos mais relevantes do movimento conhecido na época como blaxploitation. Por sua obra\, tanto na fotografia quanto no cinema\, recebeu diversas premiações e homenagens. Até hoje o trabalho de Parks influencia artistas das mais diversas áreas\, como o rapper Kendrick Lamar\, os fotógrafos Zanele Muholi e Devin Allen\, e a cineasta Ava DuVernay.
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SUMMARY:"Nigerian Modernism" no Tate Modern em Londres
DESCRIPTION:A exposição de arte Nigerian Modernism celebra a produção de artistas nigerianos ativos no período que antecede e sucede a independência do país do domínio britânico\, em 1960\, destacando um momento de intensa ebulição cultural e afirmação identitária. \nA mostra evidencia coletivos como a Zaria Art Society e o Mbari Artists’ and Writers’ Club\, fundamentais para a construção de uma linguagem moderna que articulava referências nigerianas\, africanas e europeias. \nReunindo pinturas\, esculturas\, têxteis e poesia de mais de 50 artistas — entre eles Uzo Egonu\, El Anatsui\, Ladi Kwali e Ben Enwonwu —\, a exposição destaca a diversidade e a potência multidisciplinar do modernismo nigeriano. Ao enfatizar experimentação formal e diálogo intercultural\, Nigerian Modernism apresenta um panorama abrangente de um movimento que redefiniu os rumos da arte no país e consolidou sua inserção no circuito artístico global.
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SUMMARY:"Nigerian Modernism" no Tate Modern Museum
DESCRIPTION:Uzo Egonu. Stateless People: An Artist with Beret. 1981. Cortesia do Tate Modern Museum. \nTendo como pano de fundo a rebelião cultural e artística\, o Modernismo Nigeriano celebra as conquistas de artistas nigerianos que trabalharam antes e depois da década de independência nacional do domínio colonial britânico em 1960. \nO Modernismo Nigeriano conta a história de redes artísticas que abrangeram Zaria\, Ibadan\, Lagos e Enugu\, além de Londres\, Munique e Paris. Por meio de grupos como a Sociedade de Arte de Zaria e o Clube de Artistas e Escritores de Mbari\, eles fundiram técnicas e tradições nigerianas\, africanas e europeias para criar obras vibrantes e multidimensionais. \nExplore uma gama diversificada de pinturas\, esculturas\, tecidos e poesias de mais de 50 artistas\, incluindo Uzo Egonu\, El Anatsui\, Ladi Kwali e Ben Enwonwu MBE. \nO Modernismo Nigeriano é uma parceria com a Access Holdings e o Coronation Group. Conta com o apoio da Fundação Ford\, da Fundação A. G. Leventis e da Fundação Andy Warhol para as Artes Visuais. Com apoio adicional do Nigerian Modernism Exhibition Supporters Circle\, do Tate International Council\, dos Tate Patrons e da Tate Americas Foundation. \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n 
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SUMMARY:"In-situ Works" no Bourse de Commerce
DESCRIPTION:Ryan Gander. Ever After: A Trilogy (I… I… I…)\, 2019. Cortesia de Bourse de Commerce. \nO desejo de promover um diálogo entre as obras de arte e seu contexto arquitetônico\, natural e urbano é\, de fato\, uma das principais características associadas à identidade dos museus da Coleção Pinault. Em Veneza\, os mármores e tetos pintados do Palazzo Grassi\, e as paredes e vigas de tijolos da Punta della Dogana\, interagem com os reflexos cambiantes da água. Esses elementos não padronizados\, que se poderia suspeitar que interferissem ou mesmo comprometessem a apresentação das obras de arte\, são\, ao contrário\, uma fonte de inspiração para os artistas. O ambiente também proporciona aos visitantes uma experiência artística única e contextualizada\, no “aqui e agora”. \nArtistas participantes: \nRyan Gander \nAutor de uma obra multifacetada\, Ryan Gander (nascido em 1976 em Chester\, Reino Unido) vive e trabalha em Londres. Ele utiliza uma vasta gama de mídias para questionar os mecanismos de percepção de uma obra de arte dentro de uma complexa relação entre realidade e ficção. A maior parte de sua produção explora\, de uma forma ou de outra\, ausência\, perda\, invisibilidade\, latência. Com Ever After: A Trilogy (I… I… I…) (2019)\, Ryan Gander encena um rato animatrônico gago\, aninhado em um buraco na parede\, surpreendendo os visitantes enquanto esperam o elevador. Preso em seu “loop” animado\, esse rato improvável\, condenado a viver ciclo após ciclo da mesma experiência até a exaustão\, nos encoraja a pensar e até mesmo sorrir sobre nossa própria condição. \nMartin Kippenberger \nUm estranho poste de luz fragmentado\, intitulado “Ohne Titel”\, parte de uma série de esculturas criadas em 1989 pelo artista alemão Martin Kippenberger\, entrelaçou-se à arquitetura da Bolsa de Comércio. Reunindo todos os vícios em sua melancolia anti-heroica\, os postes de luz de Kippenberger não apenas são distorcidos pela embriaguez\, mas suas lâmpadas vermelhas conduzem ao “Rotlichtviertel”\, o distrito da luz vermelha. Esses companheiros de perambulações noturnas tornam-se os alter egos do artista. Fiéis à atitude anticonformista de Kippenberger\, como escreve o historiador da arte Dider Ottinger: “Abertos a todas as metamorfoses\, suas convoluções simulam ideais corrompidos\, (…) mimetizam projetos gaguejantes. Uma serpente herética mordendo a própria cauda\, ​​o poste de luz torna-se a imagem de ambições abortadas\, a de um idealismo incurável.” \nPhilippe Parreno \nCom suas tonalidades intermitentes\, este “farol” traduz em código o mítico e inacabado romance homônimo de René Daumal (1908-1944)\, publicado postumamente em 1951. Esta sequência de luzes ilumina o céu parisiense\, traduzindo a história da fantástica e metafísica aventura de Daumal\, que narra a descoberta e a ascensão coletiva de uma montanha que une a terra ao céu. Uma busca sem fim\, uma aventura impossível\, uma metáfora para a arte e sua utopia. Philippe Parreno projetou uma nova versão desta instalação in-situ para a Bourse de Commerce\, retrabalhando e modificando uma de suas peças seminais\, criada originalmente em 2001. Mont Analogue está instalado no topo de um elemento arquitetônico único\, presente no local desde o Renascimento\, quando o edifício serviu como palácio de Catarina de Médici. Esta coluna\, símbolo tanto do poder real quanto da eminência esotérica (segundo a lenda\, os astrólogos da rainha\, notadamente Cosimo Ruggieri e Nostradamus\, observavam as estrelas ali)\, torna-se um farol a partir do qual o artista transmite outra mensagem à cidade. É na forma de um código misterioso que o artista nos convida a descobrir os mundos invisíveis\, possíveis e intangíveis da arte. \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n  \n 
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LOCATION:Bourse de Commerce\, 2 Rue de Viarmes Paris\, Paris\, Paris\, França
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