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SUMMARY:"Tudo que Fica sem Ser Visto" de Saulo Szabó na Galeria Lume
DESCRIPTION:Detalhe de uma das obras da série “Jantar em Familia” de Saulo Szabó. Crédito: Felipe Brendt\n\n\n\n\nEm um mundo pautado pela velocidade\, extração e distanciamento da natureza\, o artista Saulo Szabó propõe um gesto inverso: escutar o chão. A exposição “Tudo que Fica sem Ser Visto” apresenta uma série de obras e instalações que emergem da fricção entre corpo\, paisagem e arquitetura\, acionando a terra — e seus vestígios — como matéria viva e agente de memória. \nColetando matérias vegetais e minerais em um incessante percurso pela natureza — fragmentos de solo\, pedras\, resíduos\, galhos — Szabó reconfigura o gesto artístico como prática de escuta e cuidado. Em suas frotagens feitas em cachoeiras\, o atrito entre rocha\, papel e\, no caso da cachoeira de Boiçucanga\, lixo urbano\, compõem uma cartografia da erosão — tanto física quanto ética — de um território em exaustão. A instalação ocupa os 15 metros da sala expositiva da Galeria Lume como um fluxo suspenso\, um rio de lembrança e alerta. \nEm outra série\, o artista recolhe terra de locais prestes a serem cobertos por concreto e ergue com ela um muro. Esse gesto dá forma ao luto de um solo que jamais será tocado novamente. O muro não é apenas barreira: é índice\, é memória\, é denúncia. \nNa obra Cura\, galhos secos recebem\, em pequenas ampolas\, porções de terra e água de territórios sagrados. Como uma vacina simbólica\, a obra aciona a terra como potência de recomposição. Já em Raízes da Terra\, pigmentos naturais revelam o tempo da decomposição e da mancha\, trazendo à tona aquilo que escapa ao controle: o erro\, o resto\, o ritmo lento. \nA pesquisa de Saulo Szabó se aproxima de cosmologias e filosofias da terra\, nas quais natureza e cultura não são opostos\, mas experiências entrelaçadas. Sua obra é atravessada por práticas ancestrais\, técnicas de cuidado e uma ética de presença. Aqui\, a terra não é recurso: é relato. É corpo vivo que ainda pulsa\, resiste e nos interpela.
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