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SUMMARY:"Thomaz Ianelli: Pinturas e Objetos do Acaso" na Galeria Marcelo Guarnieri
DESCRIPTION:Obra de Thomaz Ianelli. Reprodução/Divulgação Galeria Marcelo Guarnieri\n\n\n\nA Galera Marcelo Guarnieri tem o prazer de apresentar\, entre 09 de março e 09 de abril\, a primeira mostra do artista Thomaz Ianelli (1932-2001) em nossa unidade de São Paulo. A exposição reúne pinturas\, aquarelas e objetos realizados pelo artista entre as décadas de 1950 e 1990.Thomaz Ianelli nasceu em São Paulo em 1932. Pintor\, gravador e desenhista\, iniciou em 1948 sua vida profissional como cartazista da Companhia dos Anúncios em Bondes em São Paulo e a partir de 1958 integra o Grupo Guanabara ao lado do irmão Arcângelo Ianelli e de outros artistas como Manabu Mabe\, Tikashi Fukushima e Wega Nery. De 1958 até 1964 frequenta o Atelê Abstração\, de Samson Flexor\, um dos principais pólos irradiadores da arte abstrata no Brasil. Participou de cinco edições da Bienal de São Paulo entre as décadas de 1960 e 1980\, sendo premiado nas edições de 1967 e 1975. \n\n\n\nEm sua prática\, o artista buscava redefinir o olhar não só para objetos do cotidiano\, mas também para cenas corriqueiras e domésticas\, como o movimento dos peixes no aquário ou o das crianças brincando. Embora preserve em suas pinturas algo da estrutura ortogonal da tradição moderna\, produz uma dissolução das formas geométricas\, recusando também o uso da perspectiva. Os tons terrosos e rebaixados de suas telas contrastam com a representação frequente de cenas em movimento ou que aludem a alguma vibração. \n\n\n\nA exposição conta com um pequeno conjunto de aquarelas e cerca de vinte pinturas realizadas entre as décadas de 1950 e 1990 em óleo sobre tela. Em boa parte delas é possível observar um tipo de trabalho com a tinta característico de lanelli\, que dissolvia o óleo na terebentina e acrescentava um pouco de cera a fim de alcançar uma maior transparência na pintura e alguma espessura no pigmento. Com essa técnica\, alcançava uma aproximação visual entre seus óleos e a aquarela\, reforçando o caráter lírico de seu universo. “O impulso e o ritmo irmanam-se com as diretrizes cromáticas que elejo e comando\, como se manejasse a aquarela ou a têmpera\, dando aos óleos uma familiaridade\, como se essas técnicas pertencessem e se diluíssem em uma só. Nem sempre a cor se acentua\, emergindo\, às vezes\, de transparências soltas sobre a superficie\, outras vezes através do sentimento que se impõe juntamente com a mesma necessidade\, frente a uma nova concepção\, encontrando finalmente a sua própria identidade.”\, escreve lanelli. \n\n\n\nTambém integram a exposição algumas assemblages produzidas pelo artista entre as décadas de 1980 e 1990\, obras que fazem parte de sua investigação sobre a tridimensionalidade iniciada na década de 1970. Essas peças eram construídas com materiais orgânicos como madeira\, couro e raízes\, provenientes de objetos descartados ou encontrados na natureza já deteriorados\, envelhecidos pela ação do tempo\, curtidos pela água do mar\, areia e luz do sol. Além do caráter de imprecisão da forma e do uso desses objetos\, interessava ao artista o fato de serem incorporados ao trabalho através de encontros guiados pelo acaso. O processo de criação\, para Ianelli\, deveria deixar o pronto e buscar o inesperado\, algo que poderia ocorrer tanto na relação com esse objeto encontrado\, quanto na passagem das formas planas da pintura para o plano tridimensional.
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LOCATION:Galeria Marcelo Guarnieri\, Alameda Franca\, 1054\, Jardins\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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