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SUMMARY:"Tecendo a manhã: vida moderna e experiência noturna na arte do Brasil" na Pinacoteca Luz
DESCRIPTION:Carlos Bastos\, “Omolu”\, 1969. Foto: Isabella Matheus\n\n\n\n\nA Pinacoteca de São Paulo\, museu da Secretaria da Cultura\, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo\, inaugura sua programação de 2025 com a mostra coletiva Tecendo a manhã: vida moderna e experiência noturna na arte do Brasil\, nas sete salas do edifício Pinacoteca Luz. A exposição investiga perspectivas de artistas de diferentes origens sobre a experiência da noite\, com seus mistérios\, personagens e ritos. Com curadoria de Renato Menezes e Thierry Freitas\, a coletiva se divide em sete núcleos\, percorrendo o assunto através de diferentes abordagens\, desde um viés social\, com reflexões sobre os impactos da modernização nas cidades no século XX\, até uma narrativa mais fantástica e imaginativa\, na qual surgem enigmas oníricos\, paisagens noturnas e os assombros que povoam o imaginário coletivo\, com monstros e lobisomens. Obras como Noite na fazenda (1969)\, de Madalena Santos Reinbolt\, e Obscura Luz (1982)\, de Cildo Meireles\, compõem a mostra. \nNa exposição\, a experiência da noite se apresenta como um problema artístico para refletir sobre vivências individuais\, que aparecem\, por exemplo\, nas representações de sonhos e pesadelos\, e coletivas\, que dizem respeito à formação histórica e social do país – sobretudo a partir do surgimento da energia elétrica\, que mudou a fisionomia das cidades e suas dinâmicas no início do século XX. Atividades de lazer\, surgimento de novas profissões\, vivências na cidade – que variam de acordo com a origem social do sujeito – figuram em obras emblemáticas\, muitas delas expostas pela primeira vez. \n“A exposição privilegia a produção de artistas ditos populares\, e a coloca em relação direta com trabalhos de artistas canônicos do nosso modernismo\, muitas vezes criando situações de tensão entre essas diferentes vivências da noite. Ao longo da exposição\, percebemos que a noite\, um fenômeno natural que afeta a todas as pessoas\, reflete problemas artísticos\, relativos à luminosidade e à representação dos sonhos e visões\, mas também problemas sociais\, relacionados ao trabalho\, à coletividade e ao uso do espaço público. Fato é que a noite reforça uma das perguntas mais eloquentes quando olhamos para a arte moderna: quem olha quem? Nós não respondemos a essa pergunta\, mas\, ao contrário\, procuramos transformá-la em motor para as reflexões que estimulamos ao longo de todo o percurso expositivo”\, comentam os curadores. \nSobre a exposição \nEm 1854\, a cidade de São Paulo passou a receber um sistema de iluminação pública com luz a gás. A partir de 1883\, o surgimento da energia elétrica aparece como fator determinante na reconfiguração do espaço público. Em Tecendo a manhã\, o acender das luzes\, na cidade e no campo\, marca o início da exposição. Obras como Fachada do Teatro Municipal (sem data)\, de Valério Vieira (década de 1910)\, e São Paulo (1966)\, de Agostinho Batista de Freitas\, comentam o espaço compartilhado e a vida coletiva em São Paulo\, cidade símbolo da modernidade. Outras representações também podem ser vistas na perspectiva de Gregório Gruber\, em Vale do Anhangabaú à noite (1981)\, e na fotografia de Benedito Junqueira Duarte\, Praça João Mendes Júnior (1950). \nA segunda sala se volta para o coletivo\, apresentando obras que tematizam a sociabilidade noturna. Nos primeiros meses do ano\, por exemplo\, a Festa de Iemanjá e o Carnaval organizam festas populares em forma de cortejo\, movido pelo canto de batuques e afoxés. A cultura do samba\, assim como dos bailes\, construída fundamentalmente por pessoas negras que experimentavam uma vida cerceada pelas perseguições políticas no pós-abolição\, permitiu o florescimento de agremiações inteiramente dedicadas à festa e à celebração da liberdade do corpo marginalizado. Neste núcleo\, casamentos\, festas religiosas\, bailes e parques de diversões podem ser vistos em trabalhos como Festa de Iemanjá (sem data)\, de Babalu\, Parquinho (1990)\, de Ranchinho\, e o Concurso de dança no DCE (1985)\, dos Retratistas do Morro. \nNa sala seguinte\, a exposição apresenta personagens associados à noite. A prostituição e o ambiente dos bordéis foram temas frequentes na obra de Di Cavalcanti\, Oswaldo Goeldi e Lasar Segall\, que se interessavam em observar uma vida marginal\, precária e ilegal que não poderia acontecer à luz do dia. Desses artistas\, estão expostas respectivamente obras como Fantoches da meia-noite (1921)\, O ladrão (1955) e Mulheres do mangue com espelhos (1926)\, que convidam o público a refletir sobre gênero e classe a partir da visão de homens brancos da elite cultural do país sobre mulheres e pessoas negras\, pobres e em estado de decadência no contexto pós-abolição. \nA quarta sala destaca uma figura mítica evocada pela lua cheia: o lobisomem. Um conjunto de obras de Ana das Carrancas\, além de peças de madeira de Mestre Guarany e Artur Pereira\, remetem ao personagem. As obras dividem o espaço expositivo com representações de formas lunares\, em especial a obra monumental de Tomie Ohtake\, Lua (políptico) (1984). Na sequência\, paisagens noturnas que flertam com a abstração e a metafísica contrastam trabalhos como Fachada roxa e verde (início da década de 1960)\, de Volpi\, com obras de artistas populares como Cafezal #1\, de Adir Mendes de Souza\, e Derrubada erótica (2013)\, de Nilson Pimenta\, para pensar sobre o espaço do sonho e os enigmas oníricos. \nIndissociável do tema da noite\, a experiência do sonhar é contemplada na sexta sala\, que se dedica ao imaginário do pesadelo e das assombrações. Em trabalhos como a escultura Exu-Caveira (1982–1983)\, é possível contemplar a reação de Chico Tabibuia às visões noturnas: convertido a uma religião que demonizava as entidades afro-brasileiras que ele cultuava anteriormente\, o artista passou a esculpir na madeira esses espíritos que\, segundo ele\, insistiam em persegui-lo. Outros artistas como Mestre Galdino\, Ulisses Pereira Chaves e Maria Martins também podem ser vistos pelo público. A alvorada marca o encerramento da exposição\, trazendo ao último núcleo a transição da noite para o dia\, com trabalhos de Djanira\, Tereza Costa Rêgo e Heitor dos Prazeres.
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