
A exposição Rodamoinho, da artista brasileira Marina Rheingantz (Araraquara, São Paulo), apresentado pela Fondazione ICA Milano e com curadoria de Alberto Salvadori, reúne um conjunto de obras recentes que expandem seu diálogo entre pintura e tecelagem, entre abstração e a sedimentação da memória.
Em suas pinturas, Marina Rheingantz se expressa por meio da cor e do gesto, permitindo que espaços e atmosferas em constante mutação surjam da superfície da tela. Espessas camadas de tinta a óleo, em sua materialidade, surgem como a urdidura de superfícies têxteis e a trama de uma paisagem.
As pinturas abstratas de Rheingantz confiam à cor e ao gesto a narração de lugares da memória pertencentes à própria biografia da artista que, uma vez depositados como manchas e linhas sobre a tela, tornam-se imagens universais, mundos que todos podem imaginar e habitar.
