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SUMMARY:"Renato Rios: O Elefante e a Safira" na Galeria Estação
DESCRIPTION:Renato Rios\, Mastro verde\, 2024. Foto João Liberato\n\n\n\nBacharel em Artes Visuais pela Universidade de Brasília\, sua cidade natal\, Renato Rios reside em São Paulo desde 2016. Na capital paulista\, foi assistente da escultora Laura Vinci e do pintor Paulo Pasta\, duas grandes inspirações para sua formação artística. Aos 34 anos\, com uma expressiva produção que já acumula sete celebradas mostras individuais\, além de prêmios e participação em diversas coletivas\, o jovem artista emplaca agora sua nova exposição\, Renato Rios: O Elefante e a Safira. Com abertura em 25/3\, a individual\, composta de 38 obras entre pinturas de pequeno\, médio e grande formatos – uma delas dá nome à mostra –\, marca a primeira colaboração de sua representação pela Galeria Estação\, parceria\, aliás\, almejada pelo próprio artista. \n\n\n\n“Para mim é muito significativo fazer parte da Galeria Estação porque há nela raízes da arte brasileira nas quais sempre acreditei. Escolhi esse espaço para acolher meu trabalho porque sempre quis estruturá-lo em cima dessas raízes. A exposição também é uma espécie de celebração. Pela primeira vez sinto que reúno em uma única mostra todos os meus recursos técnicos e poéticos”\, diz Rios. “Penso que meu trabalho apresenta agora a maturidade de estar num lugar onde posso transitar com bastante segurança no que faço sem nenhum tipo de reserva ou timidez”\, afirma.   \n\n\n\nPara Vilma Eid\, sócia-fundadora da Galeria Estação\, a aproximação de Rios foi também como um presente\, assim como sua sugestão de curadoria para a mostra.  \n\n\n\n“Talentoso\, carismático\, Renato nos escolheu e imediatamente nos conquistou. Sua prosa reflete sua obra\, que compreende um mundo que vai do real ao imaginário\, cativando a todos com a sensação de ‘quero mais’. A escolha da Ana Carolina Ralston também foi dele. Como há tempos queríamos realizar um projeto com a curadoria dela\, chegou o momento certo. Renato é tão primoroso e detalhista que construiu uma maquete para nos mostrar como pensava a exposição. Assim\, nos convenceu a ocupar dois andares da galeria para mostrar sua dissertação visual”\, explica Vilma. \n\n\n\nNo andar térreo da Galeria Estação\, Rios expõe telas que propõem um estudo cromático voltado aos universos vegetal\, mineral e animal. Nas paredes laterais do mezanino estarão dispostos dois polípticos com o caráter de instalação\, Serestas I e II\, compostos de 24 pequenas pinturas que\, segundo o artista\, são como “bandeirinhas que sugerem uma partitura musical de cores”. Unindo esses elementos duas grandes pinturas estabelecem uma poética de unidade com o conjunto de imagens. \n\n\n\n“As ‘partituras’ convergem\, de um lado\, com um ovoide chamado Grande Espírito\, com 2\,5m de largura. Do outro\, teremos a tela O Elefante e a Safira. O sonho que inspirou essa pintura me veio cinco anos atrás\, quando minha esposa estava grávida de minha filha\, Aurora. Eu estava cansado no ateliê e decidi tirar um cochilo muito breve\, mas nele tive esse sonho em que uma elefanta entrava pela porta do quarto carregando na ponta da tromba uma safira tão intensa que tudo em volta dela ficava envolto em uma luz azul misteriosa. Quando acordei\, fui correndo para o ateliê e em 15 minutos desenhei um elefante azul com um ovo branco na tromba. Pra mim\, tudo faz sentido quando eu consigo fazer coisas como essa\, pegar uma porçãozinha da vida que me foi dada a ver\, e dela extrair e dimensionar a beleza que sempre se abre pra mim”\, explica Rios.    \n\n\n\nNo texto curatorial de Ana Carolina Ralston essa característica intuitiva do artista\, que transita no limiar entre a realidade e imaginação\, também reverbera em outras escolhas de sua poética: “A pintura para Rios é o lugar onde o artista se realiza enquanto sujeito. Tempo e espaço no qual congrega faculdades nos campos analíticos e nos diferentes fenômenos da percepção. Suas escolhas vão ao encontro do pensamento de Antônio Bispo dos Santos (1959-2023)\, que em sua visão cosmológica diz que um rio não deixa de ser um rio porque conflui com outros\, ao contrário. Ele passa a ser ele mesmo e muitos rios\, fortalecendo-se. Tal confluência na produção de Rios une visualidades\, conecta os mundos figurativo e abstrato”\, defende. \n\n\n\nNa terça-feira\, 23 de abril – dia em que a mostra com encerramento em 30/4 entra em sua semana final de visitações –\, Renato Rios e Ana Carolina Ralston receberão o público para um bate-papo na Galeria Estação.
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LOCATION:Galeria Estação\, 625 R. Ferreira de Araújo Pinheiros\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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