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SUMMARY:"Passantes" de Lia D Castro na Martins&Montero
DESCRIPTION:Lia D Castro\, da série Axs Nossxs Filhxs\, Natureza Morta\, 2025. Foto: Estúdio em Obra\n\n\n\n\nA Galeria Martins&Montero apresenta a exposição “Passantes”\, da artista Lia D Castro\, que será inaugurada no dia 01 de abril. A mostra apresenta obras inéditas e propõe uma revisão crítica da história da arte\, desafiando as noções tradicionais de representação\, inclusão e identidade. \nEm sua nova série\, Lia D Castro parte de um gesto simbólico: a compra de pinturas com os temas de naturezas-mortas e paisagens em antiquários\, sobre as quais intervém ao pintar pés masculinos. Esses pés pertencem a homens que foram criados por mulheres — mães\, tias\, avós —\, dentro de um sistema matriarcal. A proposta de Castro inclui\, ainda\, um jogo visual que desestabiliza a leitura comum desse gênero de pintura ao posicioná-las de ponta cabeça\, criando um contratempo ótico que nos convida a olhar para o trabalho de arte sob um novo ângulo. Essa inversão também sugere uma releitura do museu e da própria história da arte\, desafiando a persistente “retina colonial”\, termo utilizado pela artista para descrever o olhar eurocêntrico que moldou a produção e a recepção das imagens ao longo dos séculos. \nA inserção desses elementos em naturezas-mortas não apenas subverte a percepção inerte e contemplativa dessas composições\, mas também instiga uma reflexão profunda sobre a necessidade de revisitar paradigmas artísticos historicamente cristalizados. Ao deslocar a leitura tradicional dessas imagens\, Lia D Castro estabelece um campo dialógico no qual a ressignificação emerge como força motriz de um discurso estético que desafia tradições e amplia as fronteiras da arte contemporânea. \nInspirada no pensamento do filósofo Achille Mbembe sobre a condição do estrangeiro como “passante”\, Lia D Castro reflete sobre fronteiras\, limites e exclusões. Seu trabalho resgata uma longa tradição de representações\, que à primeira vista podem parecer comuns\, mas que carregam em si a complexidade das dinâmicas sociais e políticas. As obras em exposição são um comentário poderoso sobre o impacto do colonialismo ocidental nas práticas e normas culturais e históricas da arte. \nA exposição provoca o espectador a questionar interseções entre privilégio\, vulnerabilidade e poder. Castro nos convida a enxergar a arte para além das narrativas dominantes e a reconhecer as experiências daqueles que foram historicamente marginalizados. Em sua obra\, há uma delicadeza intrínseca\, uma sensação de intimidade e ternura que perpassa até os temas mais desafiadores.
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