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SUMMARY:"Outros Carnavais" de Alberto Pitta na Nara Roesler
DESCRIPTION:Alberto Pitta\, Namorados (detalhe)\, 2020\n\n\n\nA Nara Roesler Rio de Janeiro tem o prazer de apresentar Outros Carnavais\, primeira exposição individual de Alberto Pitta (Salvador\, 1961) na galeria\, que passou a representá-lo este ano. Com curadoria de Vik Muniz\, a mostra faz um apanhado histórico de sua produção ao longo de mais de quarenta anos\, apresentando elementos documentais\, como matrizes antigas\, esboços\, cadernos e livros com a presença de sua obra. O segundo andar da galeria será dedicado a trabalhos recentes e inéditos\, em serigrafia e tinta sobre tela\, com predominância de tons de branco\, que remetem aos bordados em ponto Richelieu que a mãe do artista fazia. A exposição conta ainda com um ambiente instalativo composto por amostras de tecido de seu acervo de mais de três décadas. \n\n\n\nEm seu trabalho\, Pitta representa elementos e simbolismos ligados à espiritualidade e a religiões de matriz africana\, fazendo referência direta ao contexto baiano. Se originalmente esses motivos eram trabalhados através do vestuário e da estamparia que realizava para os blocos de carnaval baianos\, mais recentemente\, o artista tem se dedicado a outras linguagens\, como a pintura e serigrafia sobre tela e trabalhos instalativos. A simbologia explorada pelo artista remete em especial à mitologia Iorubá: oriunda do Oeste africano\, onde hoje se situam especialmente Nigéria e Benim\, e que exerceu grande influência em Salvador e no Recôncavo baiano. \n\n\n\nVik Muniz diz que\, como artista\, sempre está muito preocupado em como “a arte se torna relevante\, do momento em que transcende o contexto da galeria e do museu e passa a fazer parte do dia a dia das pessoas”. “Isso abriu um enorme diálogo\, longevo\, entre Pitta e eu”\, comenta. “Quero que as pessoas vejam o tamanho deste artista\, e o que ele vem fazendo há mais de quarenta anos. Ele já expôs na Alemanha\, em Sidney\, em muitos lugares. Esta mostra pode ser importante para ele\, mas é mais ainda para o mundo da arte”\, salienta. \n\n\n\nPitta e Muniz se conheceram em 2000\, na exposição “A Quietude da Terra: vida cotidiana\, arte contemporânea e projeto axé”\, que reunia artistas baianos e internacionais\, com curadoria de France Morin\, no Museu de Arte Moderna da Bahia e\, desde então\, os artistas tornaram-se grandes amigos. A realização de uma mostra na galeria\, contudo\, é uma das primeiras vezes em que conversam diretamente sobre trabalho. \n\n\n\nFilho da ialorixá Mãe Santinha\, do Ilê Axé Oyá\, educadora e bordadeira\, especialista em ponto Richelieu\, Pitta começou sua trajetória ainda no final dos anos 1970\, criando estampas para pequenos blocos de carnaval como o Zâmbia Pombo e Oba Layê\, do bairro onde morava\, em São Caetano. Ao longo de sua carreira\, no entanto\, realizou trabalhos em parceria com outros importantes blocos da capital baiana\, como o Ara Ketu e o Ilê Aiyê\, e tendo atuado como diretor artístico do Olodum. Desde 1998\, comanda seu próprio bloco\, o Cortejo Afro\, para o qual realiza toda a produção visual. Pitta afirma gostar de provocar “encontros de analfabetos”: “Entre os que não tiveram oportunidade de estudar\, e os que são da academia\, mas não conhecem os símbolos das religiões de matriz africana”.  \n\n\n\nDe acordo com Vik Muniz\, “a iconografia dentro do trabalho dele é muito importante\, e se vai aprendendo. É uma cartilha de significados\, muitos deles discretos\, porque o candomblé não gosta muito de falar\, e Pitta vai soltando as coisas de forma homeopática”\, afirma\, e complementa:  “Pitta já invadiu o entorno do cubo branco\, e agora nesta mostra queremos contar um pouco de cada coisa que ele fez”.
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