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SUMMARY:"Os trabalhos e os dias" de Marilá Dardot na Galeria Lume
DESCRIPTION:Marilá Dardot\, “Sonho encarnado (Hilda Hilst)”\, 2025. Foto: Filipe Berndt\n\n\n\n\nPartindo de diferentes perspectivas acerca do sonho e das formas como o desejo se manifesta na literatura e no dia a dia da classe trabalhadora\, Marilá Dardot inaugura sua primeira individual na Galeria Lume\, no dia 3 de setembro de 2025\, com texto crítico de Maria Angélica Melendi. A mostra Os trabalhos e os dias reúne obras recentes e colaborativas que aprofundam sua pesquisa sobre o futuro\, em meio a emergência climática e a disfunção do sistema capitalista. Dardot\, conhecida por seu trabalho que dialoga com o conceitualismo latino-americano\, usa a palavra como um elemento central em sua obra\, retirando-a de seu contexto original e ressignificando-a em diferentes mídias e suportes. \nA colaboração com outras pessoas é um ponto central da exposição. Em Sueño despierto (2024)\, a artista trabalhou com 14 detentas de uma penitenciária feminina no México. Juntas\, elas bordaram\, com fios dourados e prateados\, versos do poeta cubano José Martí e acrescentaram seus próprios sonhos\, como “voar” e “ter uma vida mais livre”. O trabalho reflete a realidade de mulheres que\, segundo a artista\, raramente recebem visitas\, como se o fato de estarem presas fosse fonte de desonra para seus familiares e amigos. Parte da venda desta obra será revertida para o projeto Llegamos a Creer\, que busca gerar trabalho\, recursos\, ocupação\, aprendizado e criação na mesma penitenciária. \nOutro trabalho colaborativo\, Ainda temos desejo (2025) apresenta seis polípticos com fotos das mãos de trabalhadores de diferentes profissões – de funcionários de hotéis a trabalhadores da Fundação Bienal de São Paulo. A obra é um desdobramento de um projeto que a artista realizou em uma residência artística num hotel de luxo na Baja Califórnia\, no México\, em 2024\, motivado a partir da pergunta de um garçom no seu primeiro dia: O que você deseja?. Ao lado das imagens\, estão os desejos escritos pelos próprios fotografados\, revelando aspirações simples e diretas\, como “ter férias coletivas em junho” ou “ser motorista profissional de caminhão”. A obra provoca uma reflexão sobre as condições de trabalho e as necessidades básicas de pessoas anônimas. \nAo levantar reflexões acerca de sonhos e\, portanto\, de projeções do futuro\, a artista se depara com a questão incontornável do aquecimento global em curso. Foguetex do futuro (2025) na qual picolés em quatro cores e sabores diferentes em formato de foguete – inspirados em um produto tradicional de Guadalajara – são distribuídos ao público. Cada picolé vem acompanhado de um guardanapo com informações sobre o aquecimento global\, unindo uma experiência sensorial a uma mensagem de alerta. A obra ironiza a disparidade entre as altas emissões de carbono dos mais ricos\, que investem em foguetes para uma possível fuga ao espaço\, e a ameaça de extinção da espécie humana diante do aumento da temperatura do planeta. A distribuição dos picolés acontece na abertura e no dia 13 de setembro. \nA exposição marca ainda a retomada da artista ao fazer manual\, com destaque para a pintura. Na série Sonho encarnado (2025)\, versos com a palavra “sonho”\, emprestados de autores renomados\, são pintados sobre telas de linho colorido. Tradicionalmente usada como suporte em pinturas a óleo\, as telas são usadas aqui como linguagem da própria pintura\, considerando suas cores industriais\, trama e plasticidade. \nO Brasil lidera a América Latina em número de milionários em dólares — são cerca de 433 mil pessoas — e\, ao mesmo tempo\, é o mais desigual\, segundo o Relatório Global de Riqueza 2025\, do banco suíço UBS. Sob este contexto\, a artista apresenta Seu tempo nas suas mãos (2025) que relata sua experiência\, motivada pelo convite de uma empresa de transporte aéreo\, ao percorrer o trajeto de sua ex-diarista até Francisco Morato\, na Grande São Paulo. O percurso\, feito primeiro por transporte público (metrô\, trem e ônibus\, em 2h30) e depois de helicóptero (em 20 minutos)\, reafirma a distância social e econômica entre a elite e a classe trabalhadora. \nEm formato de publicação editada pela Parêntesis\, a obra traz\, além do relato\, citações de Anne Sibran\, o poema Mapa de Ana Martins Marques\, a fotografia Pega de banco de Metrô ou escultura para o herói desconhecido (1977) de Carlos Zilio\, e um mapa do trajeto pelo transporte metropolitano. A mesma será lançada no dia 6 de setembro de 2025\, com período dedicado à assinatura de exemplares pela artista.
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