
A Galeria Claraboia apresenta O Drama da Forma, coletiva que investiga o dilema da matéria a partir de obras de Bel Ysoh, Chacha Barja, Francisco Brennand, Marina Woisky, Raphaela Melsohn, Ulrik López Medel e Vicente do Rego Monteiro.
A mostra parte da cerâmica — e das condições extremas do fogo — como eixo de pensamento: a evaporação da água, as contrações, os colapsos e as vitrificações imprevistas que marcam os seres das olarias são tomados não como acidente, mas como fundamento.
O cenário, aqui, é entendido como ambiente ativo — tal como Brennand definiu sua própria prática em 1988: “não é um cenário, é o próprio drama. É o elemento de criação transformado no próprio drama”. Entre o interior incandescente do forno e a abertura do espaço, instala-se uma tensão contínua onde o humano se põe em perspectiva e relação. Os trabalhos reunidos operam como campos onde forças se organizam provisoriamente, articulando volumes, vazios e direções.
