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SUMMARY:Mostras de Anna Bella Geiger e Hannah Brandt no Museu Judaico de São Paulo
DESCRIPTION:Anna Bella Geiger\, “Pier & Ocean cor rosa”\, 1986. Crédito: Cortesia Mendes Wood DM\n\n\n\n\nA partir de  28 de junho\, o Museu Judaico de São Paulo apresenta uma nova temporada expositiva. Duas mostras apresentam as artistas Anna Bella Geiger e Hannah Brandt\, que exploram diferentes técnicas para investigar temas como identidade\, memória\, mudança e criação. \nNo segundo subsolo\, a exposição Anna Bella Geiger — Limiar apresenta um conjunto de cerca de 60 obras\, entre gravuras\, vídeos\, objetos e fotografias documentais. Trata-se da  primeira individual da artista — uma das mais importantes da arte brasileira — em um museu judaico. Com curadoria de Priscyla Gomes e Mariana Leme\,  a mostra se organiza em cinco grandes eixos: espaços\, criação-proposição\, linguagem\, desterritorialização-transposição e imaginação política. \nSegundo as curadoras Priscyla Gomes e Mariana Leme\, na exposição Limiar  “a trajetória de Geiger\, iniciada nos anos 1950 e ainda intensamente fértil\, é explorada de maneira transversal\, evidenciando recorrências temáticas\, o emprego de múltiplas linguagens\, a exploração de espaços compartilhados para a experimentação e o constante questionamento do estatuto da obra de arte e seu papel político”. \nA mostra abarca séries emblemáticas de diferentes períodos – de 1962 a 2025 – tendo como destaque as que exploram a cartografia\, o trânsito e as passagens. É a partir dessas séries que a ideia de limiar é investigada\, sendo os atravessamentos e as transposições noções centrais na produção da artista. Ao cartografar e transpor\, sistemas geográficos se tornaram uma outra natureza da arte\, o fazer da geografia um lugar da arte. Geiger possibilita\, por meio de um traçado imaginário de meridianos e paralelos\, uma reflexão sobre o regional\, o local e o global\, o presente e o passado\, o interior e o exterior\, o eu e o outro. Muitos de seus trabalhos tratam diretamente da complexa noção de espaço\, ora subvertendo convenções cartográficas\, ora tensionando imaginários que organizam hierarquicamente o território e a sociedade. \nEstão presentes Fronteiriços\,  Rrolos-Scrolls\,  Macios\,  Pier & Ocean e Rrose Sélavy\, mesmo. Um dos destaques é a série  Situações-limites (1974)  na qual\, reproduções fotográficas em preto e branco e inserções manuscritas\, criadas no auge da ditadura civil-militar\, ecoam a repressão e o autoritarismo de então\, ao mesmo tempo em que insinuam um novo porvir. \nEm um registro de 1974\, Anna Bella Geiger refletiu sobre sua prática artística: “ a imaginação que me ajuda a colocar meus sentimentos\, a sentir o ser-sozinho\, a dimensionar a angústia da condição humana\, a sentir o mistério do universo\, do tempo\, a procurar os centros\, as semelhanças mais que as diferenças\, as passagens mais que os contrários\, a perceber tudo enfim que povoa meu momento. São estes estados de espírito que tento revelar da maneira que sinto mais eficaz”.  \nsentimento impresso em gravuras \nSimultaneamente\, no mezanino\, a mostra Hannah Brandt: vejo tudo com o coração\, se apresenta como uma homenagem ao centenário da artista\, completados em 2023. Com curadoria de Ruth Tarasantchi\, a individual propõe um mergulho na trajetória da obra de Brandt\, cuja produção consistente explora as possibilidades da gravura. Estão presentes temas como paisagens brasileiras\, letras do alfabeto hebraico e outros elementos recorrentes em sua obra. O conjunto de 30 obras\, selecionadas diretamente de seu ateliê\,  inclui parte do acervo doado ao museu após sua morte\, em 2020\, consolidando-se como a maior coleção dedicada à artista. \nEntrando nos compartimentos\, no primeiro núcleo são encontradas as gravuras das letras do  alfabeto hebraico\, como o alef\, o bet\, o yali\, que podem ter seus significados  expandidos a partir dos estudos da Cabala. Se vistas de perto\, essas obras demonstram uma riqueza de detalhes excepcional para a técnica da gravura. Já no segundo\, dedicado às paisagens\, sendo estas obras com as quais Hannah Brandt ficou conhecida. Com gravuras policromáticas\, os trabalhos em destaque nesta seção denotam a precisão técnica da artista\, ao produzir múltiplas matrizes para conferir diferentes efeitos com o uso das cores\, como profundidade e volume. \nA curadora Ruth Tarasantchi\, ressalta que:  “Entre seus temas frequentes\, estão paisagens brasileiras e letras do alfabeto hebraico. Dizia sempre que transmitia seus “sentimentos para a madeira” e a intimidade com esse material é extrovertida no refinamento técnico e no entalhe acurado\, exibindo diferentes veios e texturas típicas da xilogravura. Formas dinâmicas\, profundidade e volume\, desafios para essa técnica\, são encontrados em todos os trabalhos aqui apresentados”. \nNo terceiro núcleo\, duas gravuras se relacionam: Menino de Varsóvia (s.d.) e O Engraxate (1969). A primeira parte de uma foto de 1943\, tirada durante o Levante do Gueto de Varsóvia. Brandt isola o menino rendido\, destacando seu olhar assustado. \nAo lado\, a obra e a matriz de O Engraxate sugerem a vulnerabilidade infantil em contextos distintos. \nO último núcleo da mostra aborda a tradição judaica. Nele\, a artista representa temas como o êxodo\, a árvore da vida e a história de Jó. \nEm trecho retirado de entrevista ao Núcleo de História Oral do Museu Judaico de São Paulo\, realizada em 1998\, ela expressa: “o que eu faço\, faço de coração\, faço o que vem de dentro da minha alma mesmo\, o que eu sinto. Sofrimentos ou não\, alegrias e tal\, é aquilo que eu ponho no quadro\, mas para construir o quadro eu preciso das formas e sobreformas\, apenas para composição. Eu faço o esboço num instante\, assim\, do que eu quero dizer\, mas daí\, para fazer a composição\, eu uso as cores\, as formas e as sobreformas”.
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LOCATION:Museu Judaico de São Paulo\, Rua Martinho Prado\, 128 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
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