
A galeria Raquel Arnaud, em São Paulo, apresenta noturno sem pé e cabeça, individual de Iole de Freitas com esculturas inéditas em aço inox pintadas e obras da série Mantos.
A mostra se articula como uma travessia pelo intervalo entre o anoitecer e o nascer do sol — não como disposição espacial, mas como campo em que a luz é percebida em sua transição contínua e silenciosa.
As formas orgânicas das esculturas, tensionadas entre concavidades e convexidades, produzem uma cintilância que parece suspender a matéria em estado de vibração. Nas obras da série Mantos, superfícies que absorvem e refletem o ambiente simultaneamente instauram uma ambiguidade entre opacidade e brilho, peso e suspensão.
