
A Almeida & Dale apresenta a primeira individual de Moffat Takadiwa no Brasil, com obras inéditas em grandes dimensões que se assemelham a mosaicos e tapeçarias. O artista zimbabuense — conhecido do público brasileiro pela grande instalação imersiva na 36ª Bienal de São Paulo (2025) e pela participação na 60ª Bienal de Veneza (2024) representando seu país — constrói suas obras a partir da seleção, organização e composição de resíduos plásticos e eletrônicos coletados em aterros de reciclagem de Harare: teclas de computador, tampas, pincéis de esmalte, escovas de dentes e pentes formam ricas composições de cor, textura e topologia inspiradas nas tradições visuais Korekore. Ao mobilizar trabalho coletivo nesse processo, Takadiwa expõe as continuidades da exploração colonial e as relações econômicas do Zimbábue pós-independência, reapresentando o descarte do mundo ocidental como crítica pós-colonial e convite à imaginação de uma realidade pautada pela cooperação e interdependência.
