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SUMMARY:"Mineral Rising" de Luana Vitra na Mendes Wood NY
DESCRIPTION:Luana Vitra\, Ascensão da matéria (1)\, 2024\n\n\n\nMendes Woods DM apresenta Mineral Rising\, a primeira exposição individual da artista Luana Vitra em Nova York. Nascida em Contagem\, no estado brasileiro de Minas Gerais\, Vitra tornou-se uma das artistas mais proeminentes de sua geração. Com formação em escultura e desenho\, seu trabalho varia de instalações a esculturas e frequentemente apresenta metais\, minério de ferro e cobre\, além do uso de cerâmica\, madeira e tecidos. Sua prática coloca seu trabalho em diálogo crítico com as histórias da exploração de elementos naturais e as tradições da região onde cresceu. \n\n\n\nSeu trabalho emerge de passeios pelo seu bairro e da observação das transformações da paisagem ao seu redor\, muitas vezes tirando suas sugestões de memórias de infância. Durante esses passeios\, Vitra presta atenção às variações cromáticas da região – dos tons terrosos ou cinzentos que caracterizam as áreas industriais aos tons de azul no horizonte. Foi durante essas jornadas que ela coletou materiais e outros detritos da exploração industrial que poderiam ser transformados em elementos fundamentais para seu repertório. O ferro adquiriu um status além do mero elemento composicional em seu trabalho. Ela explica: “É a matéria que compõe o solo da terra em que cresci\, é a matéria com a qual sinto uma afinidade”. \n\n\n\nO ferro guia e sustenta sua prática artística. Ao manipulá-lo repetidamente\, quer em sua forma bruta quer misturado com outros materiais\, Vitra recupera sua cumplicidade com o elemento. Conceitualmente\, seu interesse pelo ferro e\, mais recentemente\, pelo cobre\, está relacionado à sua condutividade. Vitra questiona em quais outras dimensões a condutividade desses materiais poderia operar. Em outras palavras\, apesar da importância da fisicalidade do próprio elemento\, a artista cada vez mais alude ao invisível\, investigando se esses materiais também podem operar como condutores para dimensões menos concretas e mais etéreas. Essa abordagem mais espiritual desses elementos é uma consequência de sua instalação “Lung of the Mine”\, apresentada durante a Bienal de São Paulo em 2023. Inspirada em histórias orais compartilhadas por seus parentes sobre o trabalho de pessoas escravizadas em minas\, Vitra apresentou uma instalação composta por uma série de flechas de ferro talismãs que simbolizam a abertura de caminhos\, apontando para lugares de prosperidade. \n\n\n\nEmbora seus primeiros trabalhos estivessem fundamentados na geografia de Minas Gerais\, as peças apresentadas em Mineral Rising são principalmente o resultado das frequentes viagens de Vitra à África do Sul\, entre 2022 e 2024. Ela acredita que ter crescido cercada pelos muitos recursos minerais da paisagem brasileira ajudou a criar uma forte conexão com esse país distante. Vivendo em Durban\, na costa sudeste da África do Sul\, Vitra buscou explorar as conexões entre o trabalho manual e o ato de rezar\, concentrando-se na ideia de que objetos podem atuar como talismãs protetores. \n\n\n\nEla testemunhou as habilidades técnicas\, estéticas e espirituais dos povos Zulu e Xhosa na confecção de seus colares e outros objetos protetores\, dedicando grande parte de seu tempo a aprender a criar as formas complexas. Os padrões geométricos\, o ritmo e a repetição gestual necessários para criar cada peça servem como um meio de infundir encantamento nos materiais. Em suas palavras\, “A escultura é um encantamento de desenho no espaço. Cresci vendo mãos passando pelos grãos do rosário\, repetindo infinitamente a mesma oração. A espiritualidade também é o caminho que as mãos percorrem nos grãos; é como se esses pontos guiassem o corpo para o invisível\, nutrindo proteção e um bom caminho”. \n\n\n\nNo entanto\, apesar de suas incursões no reino mineral\, suas conexões humanas estão firmemente enraizadas em Minas Gerais. Foi com seu pai\, um carpinteiro\, através de quem Vitra teve seus primeiros encontros com os processos de transformação de materiais\, enquanto foi com sua mãe\, uma professora e poetisa\, que ela desenvolveu o desejo de encontrar formas capazes de mediar as diferentes relações entre os materiais e as ideias que fluem ao seu redor.
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