
Marina Abramović apresenta no Gropius Bau sua primeira grande individual em Berlim desde os anos 1990, reunindo obras históricas e novas produções que atravessam rituais, erotismo, morte e o corpo como espaço de resistência política. A exposição parte do folclore dos Bálcãs para tecer instalações fílmicas e escultóricas com performance ao vivo — incluindo imagens de mulheres batendo no peito e massageando os seios em lamento, e um corpo nu envolto a um esqueleto. O erotismo emerge aqui como força vital que dissolve as fronteiras entre vida e morte, indivíduo e coletivo. A mostra integra as celebrações dos 75 anos do Berliner Festspiele e terá continuidade em outubro com uma versão teatral de múltiplas horas no Haus der Berliner Festspiele.
