
No Rio de Janeiro, Mano Penalva apresenta a exposição Manejo, reunindo objetos, esculturas, instalações e ready-mades que investigam as relações entre técnica, cultura popular, alimentação, linguagem e economia cotidiana no Brasil.
O destaque é a instalação Manejo, formada por sessenta caixas de feira empilhadas como totens, nas quais aparecem pares como “José/Macaxeira” e “Santos/Mandioca”, conectando nomes e sobrenomes à raiz ancestral Manihot esculenta, base alimentar do nosso país.
A relação entre comida, tempo e cultura aparece em obras como Natureza-morta – Jardim sintético (2016), que articula farinha, charque e rapadura em diálogo com rituais e tradição pictórica, e Peão, onde uma panela de pressão em rotação sugere “o tempo da comida, a espera e a urgência da fome”.
