
A Tate Modern apresenta a primeira grande retrospectiva de Julio Le Parc (Mendoza, Argentina, 1928) em um museu britânico, reunindo instalações interativas, esculturas luminosas e pinturas geométricas em grande escala que percorrem sete décadas de produção. Le Parc emigrou para Paris em 1958, onde se integrou à cena artística radical dos anos 1960 e co-fundou o Groupe de Recherche d’Art Visuel (GRAV). Pioneiro da arte cinética, ele é conhecido por esculturas que usam luz, movimento e superfícies espelhadas para surpreender e implicar o espectador na obra — uma proposta explicitamente democrática, em que o ato de olhar e experienciar dá vida a cada trabalho. A exposição abrange desde as pesquisas cinéticas dos anos 1950 até produções recentes dos anos 2020, revelando a diversidade de uma prática que inclui instalações, pinturas e obras em papel com efeitos cromáticos e visuais dinâmicos.
