“José Antônio da Silva: Pintar o Brasil” de José Antônio da Silva no MAC USP
15/11/2025 -11:00 até 15/03/2026 -21:00


José Antônio da Silva, s.t. Cortesia Alexandre Martins Fontes.
O Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) abre a exposição José Antônio da Silva: Pintar o Brasil, no dia 15 de novembro (sábado), às 11h, com lançamento do livro da mostra, pela Editora Martins Fontes. Dando luz sobre a trajetória de um dos nomes mais contundentes da arte brasileira do século 20, muitas vezes considerado o Van Gogh brasileiro, a exposição tem curadoria do espanhol Gabriel Pérez-Barreiro. Chega a São Paulo, com obras adicionais curadas por Fernanda Pitta, após ter passado pelo Musée de Grenoble (FR), como parte da Temporada Brasil-França 2025, em abril, e pela Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre (RS), em agosto.
O público encontra no espaço expositivo um recorte que destaca a produção de pinturas e desenhos de Silva – deixando de lado sua criação como poeta, compositor e cantor – organizada por temas frequentes em suas obras, seja em determinadas fases ou durante longos períodos de sua trajetória: a vida caipira, cenas religiosas, paisagens, naturezas-mortas e autorretratos.
No MAC USP, a exposição tem um total de 142 obras, sendo 23 acréscimos provenientes do rico acervo da instituição, o maior do artista no Brasil, formado com doações dos primeiros colecionadores de Silva, entre os quais estão Ciccillo Matarazzo e Theon Spanudis. São 15 pinturas, que, em sua maioria, retratam a vida campestre, como Paisagem rural e trabalhador com enxadas (1948), a dupla Algodoal (1953 e 1972), Boaida descansando no mangueirão (1956), Batendo algodão (1975) e Algodoal com troncos decepados (1975).
Também foram adicionadas telas na seção dos retratos, como dois autorretratos realizados em 1973 e outro em 1976; de objetos inanimados, como Natureza morta em pontilhismo (1951) e Vaso de flores (1976). Cristo Redentor na Baía de Guanabara (1980) e Tempestade pela morte de Jesus (1977) estão entre as obras de cunho religioso. O público poderá apreciar, ainda, a significativa tela Enforcados da Bienal, da década de 1990, que representa o descontentamento do artista contra críticos de arte que rejeitaram seus trabalhos para a Bienal de São Paulo.
Além das pinturas, a versão paulista da mostra ganha um novo núcleo de obras dedicado aos trabalhos sobre papel do artista. Nele, está o primeiro livro de José Antônio da Silva, Romance da minha vida, composto por 76 desenhos, que será exibido de maneira inédita, na íntegra, além de outros desenhos avulsos, feitos nas décadas de 1940 e 1950, principalmente de cenas rurais.
