
Esta é a segunda exposição individual de Tiago Sant’Ana na galeria, onde a cor se torna um eixo para pensar história, ancestralidade e linguagem. No centro da mostra está a série “Itutu”, inspirada na filosofia iorubana que orienta tanto a forma quanto o pensamento por trás das obras. O branco e o azul, predominantes na série de trabalhos, além de escolhas visuais, são ferramentas conceituais que carregam séculos de significado. O azul, presente desde o Egito Antigo, atravessa períodos de nobreza no Renascimento até ser ressignificado por artistas da diáspora africana, sobretudo no Brasil. O branco, associado ao sagrado e à sabedoria dos mais velhos, reforça a conexão com a ancestralidade.
