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SUMMARY:"Flieg. Tudo que é sólido" no IMS Paulista
DESCRIPTION:Hans Gunter Flieg trabalhou como fotógrafo em São Paulo de 1945 até a década de 1980\, com foco em fotografia industrial\, publicitária\, arquitetônica e artística\, sempre com alto rigor formal. Esta exposição celebra o centenário do fotógrafo com 108 obras de parede e cerca de 50 originais em vitrines\, incluindo calendários\, impressos\, álbuns e câmeras. As obras estão organizadas nos núcleos Arquitetura Industrial\, Indústria e Produto e Publicidade\, destacando a associação de Flieg com a escola alemã da Nova Objetividade. \n\n\n\nFlieg começou a fotografar ainda na adolescência. Ao se mudar para o Brasil\, tinha acabado de fazer um curso de técnicas de laboratório com Grete Karplus\, no Museu Judaico de Berlim\, e trazia na bagagem uma câmera Leica e uma Linhof. Logo arranjou emprego na área\, inicialmente numa empresa de litografia e em seguida como fotógrafo de uma gráfica. Em 1945\, ao abrir seu próprio estúdio\, deu início a um período de quatro décadas de trabalhos comissionados para grandes empresas. Três anos depois\, assinava todas as imagens do primeiro calendário fotográfico da Pirelli. Em 1951\, foi o fotógrafo oficial da primeira Bienal Internacional de Arte\, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1965\, obteve a cidadania brasileira. \n\n\n\nA obra de Flieg\, composta por cerca de 35 mil negativos em preto e branco\, foi adquirida do próprio fotógrafo pelo IMS em julho de 2006. Inclui também\, como conjuntos paralelos à sua temática principal\, trabalhos de documentação do patrimônio histórico e da cultura popular\, realizados sobretudo para o Unicef\, em 1971. Entre as grandes obras que documentou\, destacam-se a do Museu de Arte de São Paulo (Masp)\, a do ginásio do Ibirapuera e a das usinas hidrelétricas de Jupiá e Ilha Solteira. \n\n\n\nO Museu da Imagem e do Som de São Paulo abrigou uma retrospectiva da obra de Flieg em 1981\, em cujo material de apoio destacava-se a seguinte frase do fotógrafo\, que assim fazia um balanço de sua carreira: “Talvez todas as minhas fotografias reunidas contem uma história de amor – minha descoberta do Brasil”. Em 2008\, o IMS participou da organização de sua primeira exposição individual na Europa\, Hans Gunter Flieg: Dokumentarfotografie ous Brasilien (1940-1970) – realizada no museu Kunstsammlungen\, em sua cidade natal\, Chemnitz –\, e do livro bilíngue (alemão e inglês) que a acompanhou.
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