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SUMMARY:"Ferida Aberta" de Raphael Oboé na Galeria Lume
DESCRIPTION:Raphael Oboé\, “O peixe comedor de petróleo”\, 2025. Foto: Ana Pigosso\n\n\n\n\nEm sua primeira exposição individual\, o artista autodidata Raphael Oboé apresenta obras que evocam uma relação ancestral entre corpo\, barro e território. “Ferida Aberta” reúne peças moldadas a partir de argilas selvagens\, chamote e areia coletadas nos arredores da Serra do Japi\, região onde o artista vive e desenvolve sua prática. Mais do que matéria\, para Oboé o solo é memória viva — um arquivo silencioso que pulsa através do gesto e do tempo. \nCada etapa do processo é parte de um rito: a argila é lavada e transformada com paciência; a superfície\, polida com cristais rolados até alcançar o brilho sutil da bruñida; a queima é feita em um forno a lenha construído por ele\, no qual o fogo\, em semi-redução\, imprime marcas únicas nas peças. São obras que resultam de um diálogo íntimo com os elementos e revelam respeito pela natureza e seus ritmos. \nSua cerâmica não busca o objeto funcional\, mas a travessia simbólica: entre a ancestralidade dos povos originários das Américas e as urgências do presente. Oboé ressoa tradições pré-colombianas não como citação\, mas como presença viva\, em continuidade. Através de sua escuta sensível — tanto à terra quanto aos sons que atravessam o Caribe e a cordilheira andina — constrói uma obra que é ao mesmo tempo som\, corpo e silêncio. \nEm “Ferida aberta”\, cada peça carrega a marca de uma caminhada. São formas que se fazem paisagem\, canto e território. A cerâmica de Raphael Oboé emerge como escrita que se dá com o corpo\, como canção gravada no barro — e nos convida a escutar o tempo entranhado na terra. \nO projeto Alumiar\, criado pela Galeria Lume\, tem o intuito de dar luz a pesquisa de artistas em início de carreira que ainda não possuem representação e tampouco fizeram uma exposição individual na cidade de São Paulo.
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