
O MAC Niterói recebe o retorno de Felippe Moraes (Rio de Janeiro, 1988) para celebrar uma década de projetos desenvolvidos em diálogo com a arquitetura icônica de Oscar Niemeyer e a paisagem marítima da Baía de Guanabara. A exposição ocupa a praça do museu com três esculturas monumentais da série Composição Aleatória #2 (2024), que funcionam como instrumentos musicais coletivos: os visitantes se sentam em pares e balançam nas estruturas, acionando doze sinos suspensos organizados segundo a escala dodecafônica. Cada ativação gera uma situação sonora única, moldada pelos movimentos arbitrários dos corpos, pelo vento, pela maresia e pela interação entre visitantes — sem partitura fixa, sem repetição possível. Com texto da curadora libanesa Amanda Abi Khalil, a mostra aprofunda a investigação iniciada em Composição Aleatória (2019), apresentada no Centro Cultural FIESP, e dá continuidade a projetos anteriores do artista no mesmo espaço, como Progressão (2016) e Samba Exaltação (2021).
