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SUMMARY:"Fé Feitiço" de Larissa de Souza na Simões de Assis
DESCRIPTION:Larissa de Souza\, “Mudar o Passado”\, 2024 – Divulgação Simões de Assis\n\nA Simões de Assis dá início à sua programação de 2025 com a exposição individual da artista Larissa de Souza. Em cartaz de 28 de janeiro a 1° de março\, a mostra “Fé Feitiço” será exibida em São Paulo\, no espaço térreo\, com 15 obras inéditas da artista\, e texto assinado pelas curadoras Mariane Beline e Paula Nascimento.  \nOs trabalhos foram produzidos a partir de sua pesquisa sobre simpatias brasileiras e angolanas. “Durante sua experiência na residência e nas vivências em Angola\, Larissa de Souza se deparou com uma familiaridade local\, hábitos e costumes angolanos que eram tipicamente brasileiros. A produção pictórica da artista converge com o entendimento de saberes ancestrais e culturais\, silenciados pelas colonialidades\, mas que resistem e habitam o inconsciente coletivo. Ao revisitar essas crenças populares\, Larissa de Souza busca uma reconexão com identidades culturais do passado e ao fazê-lo\, ressignifica o passado”\, comenta a curadora Mariane Beline. \nLarissa de Souza (São Paulo\, 1995) é uma artista autodidata que se dedica à pintura majoritariamente figurativa\, concentrando-se na representação da mulher afro diaspórica em seus universos particulares e coletivos. Suas obras carregam as histórias das mulheres de sua linhagem e a força de muitas outras\, abordando temas como corpo\, desejo\, ancestralidade e memórias pessoais. Paralelamente\, Larissa investiga memórias coletivas que moldam a cultura popular brasileira\, criando narrativas visuais que mesclam intimidade e coletividade. \nA artista iniciou sua trajetória em 2016\, trabalhando em uma loja de materiais artísticos\, onde aprofundou seus conhecimentos sobre técnicas e materiais. Posteriormente\, atuou como assistente em um ateliê\, o que impulsionou sua própria produção\, especialmente durante a pandemia de 2020. Sua principal técnica é a tinta acrílica\, combinada com aplicações que incluem bordados\, tecidos\, pedras e ladrilhos\, adicionando camadas de textura às suas obras. \nSobre sua prática\, Paula Nascimento e Mariane Beline destacam no texto que acompanha a mostra: “A magia popular\, que chamamos de simpatias no Brasil\, e tudo o que envolve esse preceito\, é fascinante. O conceito místico dos símbolos\, a intenção que depositamos\, os saberes das ervas\, as histórias de uma crença que permeia o imaginário de um povo e que se transmite por meio da oralidade são aspectos que nos intrigam. (…) Dentro dessa produção\, Larissa também navega no inconsciente\, com algumas pinturas surrealistas que nos fazem pensar que é no inconsciente que a fé também reside.” \nAs cenas retratadas por Larissa são íntimas\, muitas vezes situadas em ambientes caseiros com elementos de vazio e convites implícitos para o espectador adentrar esses espaços através de janelas ou portas abertas. Em suas pinturas\, a artista subverte estereótipos históricos ao retratar pessoas negras em contextos de afeto e harmonia\, criando uma sensação de familiaridade e acolhimento. Seu trabalho dialoga com referências como Rosana Paulino\, Sônia Gomes e Faith Ringgold\, e apresenta uma profunda reflexão sobre políticas de afetividade. \nA fé sempre foi uma maneira de Larissa de Souza enfrentar as dificuldades que a vida nos apresenta. Desde criança\, a artista alimentava “de fé” as pequenas coisas que a rodeavam\, como por exemplo: uma pedra bonita que encontrava no caminho\, logo se transformava em um amuleto de proteção. Desde sua infância\, apesar de ainda não ter a dimensão dos problemas sociais\, Larissa já sentia a necessidade de estar protegida\, espiritualmente e sobrenaturalmente. \n“Acredito que nós\, seres humanos\, assim como fazemos parte da natureza – e somos a natureza -\, também possuímos poderes transformadores por meio da fé. E a fé de que falo não se refere estritamente ao sentido religioso. Há um mistério no fato de não sabermos a raiz de onde tudo começou. Acho interessante como esse conceito se distribui no imaginário coletivo\, independentemente da religião e isso me faz refletir como esses saberes se perdem à medida que a modernidade avança”\, comenta Larissa de Souza. \nNa exposição “Fé Feitiço”\, Larissa busca retratar alguns dos saberes que aprendeu durante sua infância\, mas ao mesmo tempo\, traz à tona sua experiência de vida na Angola. “O Brasil tem uma ligação muito forte com a cultura banto\, que se misturou à cultura indígena brasileira. Vejo o quanto temos em comum\, em termos de crenças populares”\, explica. \nA paleta de cores em “Fé Feitiço” explora tons azulados com nuances violáceas\, com adição de bordados\, ladrilhos e pedras. As pinturas transitam entre o lilás sutil e o púrpura denso\, tons que aprofundam uma sensação de elevação espiritual. Larissa de Souza também já realizou exposições individuais como “Paredes que contam histórias” (2023)\, na Albertz Benda\, Nova York\, e “Pertencimento” (2021)\, na HOA\, São Paulo. Também participou de exposições coletivas de destaque\, como “Do You See Me?” (2023)\, em Los Angeles\, e “Histórias Brasileiras” (2022)\, no MASP\, São Paulo. Suas obras integram coleções relevantes\, como as do Museu de Arte do Rio (MAR) e do MASP.
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LOCATION:Simões de Assis Galeria de Arte\, Alameda Lorena\, 2.050 - Jardins\, São Paulo\, SP\, Brasil
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