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SUMMARY:"Eu sou o Brasil: artistas populares" no Sesc Santo Amaro
DESCRIPTION:Obra de Suene Oliveira Santos. Foto: Everton Ballardin\nCom abertura em 9 de agosto e visitação até  28 de dezembro\, a exposição Eu sou o Brasil: artistas populares ocupará o Sesc Santo Amaro com um conjunto de 57 obras pertencentes ao Acervo Sesc de Arte\, reunindo produções de artistas autodidatas de diferentes regiões do Brasil. Produzida a partir de uma seleção criteriosa do curador Renan Quevedo\, a mostra\, que evidencia a relevância da coleção de artes visuais do Sesc São Paulo\, inclui pinturas\, esculturas\, xilogravuras e objetos que revelam a pluralidade e a potência simbólica da chamada arte popular\, força criativa marcada pela ancestralidade\, pela memória coletiva e pela resistência. \nOrganizada em quatro núcleos temáticos – Fauna e Flora\, Cotidiano\, Ofícios e Festas –\, a exposição reúne obras de 30 artistas do Norte ao Sul do Brasil. São eles: Maria Lira Marques\, J. Borges\, J. Miguel\, Manoel Graciano\, Francisco Graciano\, Carmézia Emiliano\, Mirian\, Berbela\, Jasson Gonçalves\, Cornélio\, Louco Filho\, Agostinho Batista de Freitas\, Waldomiro de Deus\, Zica Bergami\, Mestre Saúba\, Mestre Molina\, José Bezerra\, Aberaldo Santos\, José Antônio da Silva\, Ranchinho\, Juracy Mello\, Nilson Pimenta da Costa\, Neves Torres\, Neri Agenor de Andrade\, Paulo Orlando da Silva\, Suene Oliveira Santos\, Véio\, Gersion de Castro Silva\, Maria de Lourdes\, Nilo e Cornélio. \nMarcadas pela experimentação\, pela oralidade e por saberes transmitidos de geração em geração\, as obras de cada um desses artistas têm em comum a produção à margem do chamado circuito de arte e refletem a dinâmica de trabalhos que simbolizam vivências e territórios diversos\, suscitando críticas sociais\, retratando experiências cotidianas ou celebrando festas e rituais. \n“Agentes-chave de definição da identidade brasileira\, os artistas da mostra começam a esculpir\, pintar\, entalhar\, modelar\, imprimir\, polir e encerar\, entre tantos outros verbos obstinados\, movidos pela vontade de externalizar poeticamente os impulsos criativos”\, defende Quevedo no texto curatorial da exposição. “Aqui\, nos distanciamos do caráter ingênuo ao qual a arte popular foi associada – e ainda é – para orgulhosamente descortinarmos seus aspectos e contornos densos\, ambivalentes\, extraordinários e profundos. Com a transmissão de saberes entre sucessores\, de geração em geração\, são consolidados pilares culturais e pertencimentos sociais\, contribuindo para a formação de comunidades atentas ao imaterial\, à ancestralidade e às permanências”\, complementa. \n\nQuatro núcleos em detalhes \nNo núcleo Fauna e Flora\, elementos da natureza reproduzidos em diversos suportes revelam diferentes nuances de Norte a Sul do país. Papel\, madeira\, metal\, tintas industriais e pigmentos naturais são utilizados para tecer narrativas que retratam bichos ora reais\, ora imaginários\, atravessando visões\, cotidiano\, crenças\, lendas e salvaguardas. Entre outros destaques do núcleo\, como as xilogravuras do mestre J.Borges\, os tons do Vale do Jequitinhonha inspiram a mineira Maria Lira Marques nas pinturas da série Meus Bichos do Sertão. Já o baiano Berbela tem a soldagem e a reciclagem de descartes plásticos e metálicos da comunidade de Paraisópolis como ponto de partida para a criação de inventivos simulacros de insetos \nNas proposições do núcleo Cotidiano\, Quevedo explora dinâmicas do dia a dia\, em contextos urbanos e rurais\, com obras que abordam relações de trabalho\, crítica social\, sonhos\, insatisfações e manifestações de fé. Um painel imponente com mais de uma centena de Ex-votos abre caminho para as carrancas do alagoano Jasson\, um anjo esculpido pelo piauiense Cornélio e os orixás do baiano Louco Filho. O lazer é visto nas pinturas de Waldomiro de Deus\, nos desenhos de Zica Bérgami e na torre com brincadeiras de criança de Mestre Saúba. Zé Bezerra e Aberaldo criam a partir do movimento da madeira e ali observam seres que se insinuam nas curvas do material\, trabalhando consistentemente a relação entre olhos e mãos. \nJá em Ofícios são retratadas atividades ligadas ao fazer manual e aos trabalhos do campo\, como na inventiva geringonça de Mestre Molina intitulada Vida na Roça\, e às práticas comunitárias\, destacando a diversidade das técnicas artesanais no Brasil e suas origens em processos de mistura entre culturas indígenas\, africanas e europeias. O núcleo também evoca o fluxo de migrantes que contribuíram para a consolidação da economia paulistana e influenciaram fortemente a constituição de comunidades urbanas\, como a do entorno do Sesc Santo Amaro\, cujas memórias ecoam nas obras de artistas como José Antônio da Silva\, Neves Torres\, Ranchinho\, Neri Agenor de Andrade\, Waldomiro de Deus\, Juracy Melo e Nilson Pimenta. \nPor fim\, o núcleo Festas destaca as manifestações culturais coletivas. Reunindo pinturas\, esculturas e xilogravuras\, o conjunto de obras revela olhares sobre folias\, folguedos\, danças\, ritos e reuniões permeadas por humor\, fé\, críticas sociais\, desejos\, formas e cores. Articuladoras de símbolos\, comunidades e territórios\, as festas atravessam a rotina e possibilitam a atualização de significados para os grupos. Rituais de oferta e agradecimento de alimentos são vistos na produção do pernambucano Paulo Orlando da Silva\, da paranaense Suene Oliveira Santos e de Carmézia Emiliano. A última\, roraimense da etnia Macuxi\, cria uma representação da Parixara\, tradicional celebração em agradecimento à comida\, culto à caça e à colheita e fortalecimento de laços comunitários. A alegria do frevo\, do circo e dos parques de diversões é\, respectivamente\, registrada na obra de J. Borges\, Véio e Mestre Molina. Já as reuniões de caráter religioso\, como a Folia de Reis\, celebram o nascimento de Jesus em desfiles processionais musicalizados\, sendo representadas na obra de Manoel Graciano\, nascido no Cariri cearense. \nAo reverenciar o trabalho dos 32 artistas presentes nesta mostra\, expoentes de práticas muitas vezes marginalizadas e subdimensionadas\, a exposição Eu sou o Brasil: artistas populares contribui para uma revisão do lugar da arte popular no imaginário nacional\, convidando o público a ampliar os horizontes do que se entende por arte no Brasil contemporâneo.
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