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SUMMARY:"Demolidora Iracema" de Renato Larini no Espaço
DESCRIPTION:Renato Larini\, “quase retrato”\, 2025. Crédito: Renato Larini\nRenato Larini volta a ocupar o Espaço Zebra (Rua Major Diogo\, 237 – Bela Vista) trazendo ao público sua nova série na exposição individual Demolidora Iracema\, reunindo cerca de 40 obras inéditas. São trabalhos de fotografia expandida sobre lonas\, a maioria em grande formato. A mostra segue em cartaz de 29 de agosto a 27 de novembro\, com visitas às sextas e sábados\, das 19h à meia-noite\, ou em outros dias mediante agendamento. \nFruto de um cruzamento de imagens\, memórias e referências culturais que se acumulavam no imaginário do artista\, Demolidora Iracema carrega múltiplas camadas: evoca a personagem de José de Alencar\, símbolo da pátria-natureza violada; remete à melancolia popular de Adoniran Barbosa; e revela o anagrama de “América”\, a “grande demolidora”. Na ficção criada por Larini\, essa empresa imaginária não apaga vestígios\, mas recupera escombros preservando cicatrizes\, assumindo as marcas e rasuras como parte essencial da forma e do conteúdo. \nA mostra é o ponto de convergência de uma longa pesquisa e de décadas de experimentações com a imagem. As lonas de grande formato carregam elementos que atravessam toda a produção artística de Larini — colagens\, serigrafias\, fotocolagens\, fotopinturas\, ready-mades\, entre outros — em composições que condensam um percurso atravessado por tentativas\, descobertas e reinvenções\, explorando de forma livre e contínua as possibilidades entre diferentes técnicas e suportes. \nNa pesquisa que desenvolve para Demolidora Iracema\, o artista voltou-se a processos químicos alternativos à fotografia tradicional\, baseada no nitrato de prata\, composto químico que\, desde o início do que hoje reconhecemos como fotografia\, consolidou-se como padrão dominante. Nesse caminho\, investigou outras substâncias como cloretos\, sulfatos\, dicromatos\, ferricianeto\, peróxidos\, betumes\, colágenos\, ácido acético e caseína\, compostos mais alinhados a seu interesse por métodos artesanais\, de resultados por vezes imprevisíveis e maleáveis. \nO processo do artista mantém um vínculo direto com a fotografia e a ampliação clássica\, mas incorpora uma série de adaptações criativas e recursos improvisados. O ampliador utilizado para projetar as imagens sobre as lonas previamente embebidas em emulsão fotossensível é\, por exemplo\, modificado para atender às experimentações do artista. Cada etapa\, da preparação do suporte à intervenção no negativo\, integra um engenho artesanal que remete tanto às origens da fotografia quanto às suas primeiras experiências no ateliê\, quando já improvisava procedimentos de laboratório para expandir os limites do meio fotográfico. \nA diferença\, agora\, está no domínio que Larini alcançou sobre o próprio processo: desde a captura da imagem\, o controle da iluminação\, a construção (ou invenção) de uma realidade\, até a edição\, a alteração do negativo e sua forma de projeção. Tudo pode ser manipulado\, refeito\, riscado\, rabiscado\, manchado\, sujo. A lona torna-se espaço de rupturas\, apagamentos e reinvenções sem síntese forçada. Uma superfície sensível também à intervenção manual e analógica\, incorporando diversas camadas de gesto e tempo. Larini utiliza essa linguagem para compor crônicas visuais sobre o mundo que nos cerca. À revelia de tradições rígidas\, propõe uma memória em movimento\, tecida por alianças provisórias e narrativas não lineares\, mas fragmentadas. \nAlém de sua dimensão técnica\, Demolidora Iracema articula crítica social\, arquivo e ficção. As obras abordam a destruição da memória\, a estética da desfiguração e a representação de sujeitos borrados ou suprimidos. Para Larini\, arquivar também é um gesto político: Sofro dessa febre de arquivo\, mas tento remediá-la com obras que discutem\, explicitam e trazem vultos vítimas dos apagamentos\, numa pulsão de vida ou de sobrevida\, afirma.
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