
A Almine Rech Paris apresenta a sexta individual de Javier Calleja (Málaga, 1971) na galeria, com novas pinturas, esculturas e obras em papel. Formado em artes pela Universidade de Granada, Calleja construiu uma linguagem visual própria a partir de influências dos quadrinhos de sua infância — em especial Francisco Ibáñez Talavera e Mazinger Z — e de artistas como Yoshitomo Nara: figuras pequenas, fronteiriças, de olhos grandes, que encaram o espectador diretamente. A exposição foi concebida tendo em mente o gabinete de curiosidades — daí o título — e apresenta personagens cujas formas evoluíram: círculos perfeitos cedem lugar a olhos ovais, cabeças levemente quadradas, figuras “um pouco mais humanas”. O texto que acompanha os personagens — em camisetas, balões de fala e nuvens — estrutura um diálogo peculiar com o espectador: “Take my Hand”, “Me First”, “It’s my decision”, “Your opinion”. Essas pequenas frases, carregadas de inocência e ironia, falam sobre direitos, respeito e a complexidade de simplesmente existir no mundo. Com texto de Éric Troncy.
