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SUMMARY:"Collection in Focus | Beatriz Milhazes: Rigor and Beauty" no Guggenheim
DESCRIPTION:Beatriz Milhazes\, “As Quatro Estações”\, 1997\nEsta exposição apresenta o trabalho da artista contemporânea global Beatriz Milhazes (n. 1960\, Rio de Janeiro)\, que dialoga com sua herança cultural e identidade brasileiras por meio da linguagem da abstração. Com uma trajetória que abrange quatro décadas—dos anos 1980 até o presente—sua produção inclui escultura\, colagem\, gravura\, têxteis\, arte pública e\, principalmente\, pintura. Esta mostra reúne um conjunto de quinze pinturas e obras sobre papel\, criadas entre 1995 e 2023\, selecionadas do acervo permanente do museu e complementadas por empréstimos estratégicos\, que ajudam a contextualizar a evolução artística de Milhazes. \nA obra de Milhazes está profundamente enraizada na história e nas tradições brasileiras\, inspirando-se na arte e arquitetura coloniais\, nas artes decorativas e na vibrante celebração do Carnaval—o festival que transforma as ruas do Rio de Janeiro em um espetáculo de desfiles\, música\, performances e trajes elaborados. A artista também é influenciada pela Tropicália\, movimento cultural dos anos 1960 que uniu arte\, música e literatura para afirmar a identidade brasileira enquanto desafiava o regime militar da época. Os ritmos e cores da bossa nova\, gênero musical surgido no Rio de Janeiro no final dos anos 1950\, também reverberam em seu trabalho. Além dessas referências\, Milhazes dialoga com a obra de artistas como Henri Matisse e Piet Mondrian\, ao mesmo tempo em que evoca Tarsila do Amaral\, figura essencial para o desenvolvimento do modernismo brasileiro. \nEm 1989\, Milhazes desenvolveu uma técnica inovadora que chama de monotransfer\, inspirada no processo de monotipia\, no qual uma imagem pintada é transferida de uma matriz para o papel\, criando um efeito espelhado. A artista inicia seu processo pintando motivos sobre folhas de plástico transparente com tinta acrílica. Depois que a tinta seca\, as películas pintadas são sobrepostas e aderidas à tela; em seguida\, a artista remove o plástico\, revelando as formas em reverso. O resultado são composições vibrantes e dinâmicas\, que combinam formas abstratas\, padrões orgânicos e estruturas geométricas sobre superfícies texturizadas\, carregadas da memória do gesto artístico. \nAs primeiras pinturas desta exposição\, principalmente do acervo do museu—como Santa Cruz (1995)\, In albis (1995–96) e As quatro estações (1997)—revelam a influência do esplendor das igrejas barrocas coloniais do século XVIII e dos trajes ornamentais da época. Milhazes sintetiza essas influências em motivos abstratos e figurativos\, nos quais círculos e arabescos\, rendas e crochês delicados\, flores e padrões florais\, além de pérolas e elementos de ferro trabalhado\, emergem em suas composições. A partir dos anos 2000\, a artista começou a explorar efeitos ópticos em suas pinturas\, utilizando repetições lineares para criar padrões ondulantes e ritmos visuais\, como se observa em Paisagem carioca (2000)\, O cravo e a rosa (2000) e O Caipira (2004). \nAs obras sobre papel apresentadas nesta exposição\, produzidas entre 2013 e 2021\, demonstram o contínuo interesse de Milhazes pela experimentação com colagem. A artista combina elementos industrializados—como sacolas de grife\, embalagens de chocolate e papéis estampados—com recortes de suas próprias serigrafias em cores sólidas\, criando padrões intricados e composições abstratas expressivas. \nSuas pinturas mais recentes\, como Mistura sagrada (2022)\, indicam um movimento em direção à investigação da força espiritual da natureza\, especialmente no contexto pós-pandemia da COVID-19. Embora referências ao mundo natural estejam presentes desde o início de sua carreira\, aqui a artista aprofunda a reflexão sobre os ciclos de renovação—vida e morte—por meio de formas angulares coloridas e padrões elaborados. Elementos orgânicos\, que remetem à proximidade da artista com o Jardim Botânico do Rio de Janeiro\, a Floresta da Tijuca e a Praia de Copacabana\, ecoam nas harmonias geométricas\, sistemas conceituais e universos cromáticos que atravessam sua obra. \nA exposição foi organizada por Geaninne Gutiérrez-Guimarães\, curadora do Guggenheim Museum Bilbao e da Solomon R. Guggenheim Museum and Foundation\, Nova York.
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LOCATION:The Guggenheim Museum\, 1071 5th Ave\, Nova York\, Nova York\, Estados Unidos
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