Rodrigo Bivar, Gabriel Giucci, Lia Chaia, Lucas Cordeiro, Denis Moreira, Trojany, Renata Padovan, Cláudio Cretti e Vera Chaves Barcellos reúnem-se na Zielynski, em São Paulo, para Cobra Norato, com curadoria de Adriano Casanova. A exposição toma o poema homônimo de Raul Bopp — marco do movimento antropofágico de 1922 — como ponto de partida para investigar a crise da separação entre homem e natureza por meio das artes visuais.
Animais, pássaros e figuras híbridas percorrem a mostra em diferentes linguagens. O fio que atravessa tudo é estrutural: assim como Bopp narra a travessia da Floresta Amazônica pelo corpo de uma cobra — um gesto xamânico em que atravessar territórios implica mudar de corpo e alterar o ponto de vista —, os trabalhos da exposição operam por desgaste, repetição e crescimento, fazendo da natureza não uma imagem, mas um processo.

