BEGIN:VCALENDAR
VERSION:2.0
PRODID:-//Arte Que Acontece - ECPv6.15.20//NONSGML v1.0//EN
CALSCALE:GREGORIAN
METHOD:PUBLISH
X-WR-CALNAME:Arte Que Acontece
X-ORIGINAL-URL:https://artequeacontece.com.br
X-WR-CALDESC:Eventos para Arte Que Acontece
REFRESH-INTERVAL;VALUE=DURATION:PT1H
X-Robots-Tag:noindex
X-PUBLISHED-TTL:PT1H
BEGIN:VTIMEZONE
TZID:America/Sao_Paulo
BEGIN:STANDARD
TZOFFSETFROM:-0300
TZOFFSETTO:-0300
TZNAME:-03
DTSTART:20240101T000000
END:STANDARD
END:VTIMEZONE
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20251010T100000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20260201T180000
DTSTAMP:20260429T132117
CREATED:20251002T191806Z
LAST-MODIFIED:20251002T195840Z
UID:65312-1760090400-1769968800@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"Clarissa Tossin: ponto sem retorno" no MASP
DESCRIPTION:Clarissa Tossin\, “Future Geography: The Five Galaxies of Stephan’s Quintet”\, 2022. Foto: Brica Wilcox\n\n\n\n\nO MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand apresenta Clarissa Tossin: ponto sem retorno\, exposição que reúne mais de 40 obras das últimas duas décadas de produção da artista brasileira. Mais do que retratar a crise climática\, Clarissa Tossin (Porto Alegre\, 1973) incorpora em seus trabalhos resíduos\, objetos e materiais que se tornam testemunhos do colapso ambiental. Em cartaz de 10 de outubro a 1 de fevereiro de 2026\, a mostra é a primeira individual da artista em um museu brasileiro.  \nCom curadoria de Adriano Pedrosa\, diretor artístico\, MASP\, e Guilherme Giufrida\, curador assistente\, MASP\, a exposição foi concebida como uma grande instalação imersiva. “A sensação é a de que o museu alagou e montamos a mostra com aquilo que sobrou para expor. É como se o público estivesse visitando um museu pós-apocalíptico. Clarissa é uma artista contemporânea\, conceitual. Tem muitas obras na escala real\, um para um\, resultando em uma mostra com uma dimensão bastante imersiva”\, afirma Guilherme Giufrida.  \nA mostra reúne reflexões sobre catástrofes ambientais que atingiram Porto Alegre\, local de nascimento da artista\, e Los Angeles\, nos Estados Unidos\, cidade onde ela mora atualmente. Comissionada pelo MASP\, a obra Volume Morto (2025) foi feita com tinta produzida com terra de três localidades que sofreram com as enchentes no Rio Grande do Sul: Cidade Baixa\, Sarandi e Eldorado do Sul. A intervenção\, pensada para as paredes da galeria expositiva\, recria as marcas horizontais de lama que ficaram estampadas nas construções após as inundações. Além de relembrar o alagamento de enormes proporções que tomou conta do estado gaúcho em maio de 2024 — mesmo período em que foi iniciada a pesquisa para esta exposição —\, a instalação também remete aos rastros deixados em Mariana\, em 2015\, e Brumadinho\, em 2019.  \nJá a obra de Clarissa Tossin intitulada You Gotta Make Your Own Worlds [É preciso criar seus próprios mundos] (2019) foi destruída pelos incêndios que devastaram a Califórnia em janeiro deste ano. A obra pertencia a um casal que morava há 33 anos na mesma residência e acabou perdendo todos os bens nas chamas. O nome do trabalho de Tossin é retirado de um trecho do livro A parábola do semeador\, de Octavia E. Butler\, publicado em 1993. Na trama distópica que se passa em 2024\, os Estados Unidos são governados por um presidente autoritário\, e queimadas atingem a Califórnia\, levando refugiados climáticos a migrarem. No lugar da obra\, a exposição apresenta uma marca na parede do tamanho original da peça e uma legenda explicativa\, como um texto de um obituário daquele objeto. \nTossin também discute as causas e os efeitos do aquecimento global\, traçando conexões entre sinais de sofrimento dos corpos humanos e não humanos. Essa preocupação é vista na obra monumental Death by Heat Wave (Acer pseudoplatanus\, Mulhouse Forest) [Morte por onda de calor (Acer pseudoplatanus\, Floresta de Mulhouse)] (2021)\, em que galhos e troncos de uma árvore que morreu por conta de uma onda de calor na Floresta de Mulhouse\, na França\, se espalham no chão da mostra em meio a outras obras de arte. \n“São obras fantasmagóricas\, mortas-vivas\, resquícios de paisagens pós-humanas. Os trabalhos em exibição criam mapas\, protótipos\, rastros de uma aparição humana momentânea e efêmera e do que foi possível reter dessa existência. A artista está produzindo a partir desse mundo em que a materialidade\, o lixo\, os resquícios humanos vão deixar alguns rastros daquilo que aconteceu com o mundo. É quase como se ela estivesse olhando para aquilo que no futuro arqueólogos vão observar: fósseis do futuro”\, diz Giufrida.  \nOutra vertente da pesquisa de Tossin reflete sobre como a cartografia foi fundamental para a colonização das Américas\, e como as imagens de satélite tornaram possível a busca por água e minerais em outros planetas. São paralelos entre os processos históricos de exploração territorial e as atuais ambições de colonização espacial. Sobrepostos a mapas coloniais ou entrelaçados a imagens de telescópio\, caixas e envelopes da gigante do e-commerce Amazon também agregam uma camada de reflexão sobre o consumo de massa. 
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/clarissa-tossin-ponto-sem-retorno-no-masp/
LOCATION:MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand\, Avenida Paulista\, 1578 - Bela Vista\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Clarissa-Tossin-Future-Geography_-The-Five-Galaxies-of-Stephans-Quintet-2022-2.jpg
END:VEVENT
END:VCALENDAR