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SUMMARY:"Carmen Portinho: modernidade em construção" no MAM Rio
DESCRIPTION:Participantes do II Congresso Internacional Feminista em excursão ao Recreio dos Bandeirantes. Fotografia\, sem autoria identificada\, [jun.] 1931. Arquivo Nacional\nO Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) inaugura\, em 13 de setembro de 2025\, a exposição documental Carmen Portinho: modernidade em construção\, com curadoria de Aline Siqueira\, Raquel Barreto e Pablo Lafuente\, e assistência curatorial de José dos Guimaraens. \nA mostra homenageia a engenheira\, urbanista e militante feminista Carmen Portinho (1903–2001)\, protagonista do modernismo brasileiro e referência na luta pela igualdade de gênero\, pelo direito à cidade e habitação popular. \n“Mais do que um percurso biográfico\, a exposição propõe questionamentos sobre como a vida e as ações de Carmen Portinho iluminam os desafios atuais de construção da cidade e do país que queremos. Sua obra\, coletiva por excelência\, afirma o modernismo como projeto político e cultural de emancipação social”\, pontua Yole Mendonça\, diretora executiva do MAM Rio. \nAo longo de sua vida\, Carmen Portinho foi ativista dos direitos das mulheres\, urbanista\, crítica de arte e militante pela cultura e pela liberdade. Nos anos 1950\, integrou a gestão do MAM Rio como diretora executiva adjunta\, coordenando a construção da sede definitiva do museu projetada por Affonso Eduardo Reidy. Esses múltiplos engajamentos\, que atravessam quase todo o século 20\, integram o projeto moderno em sua acepção mais ampla: a construção de uma sociedade e de um país mais justos por meio de saberes e tecnologias\, novos e antigos\, a serviço da emancipação individual e coletiva. \nA exposição reúne mais de 300 documentos históricos de diferentes acervos\, organizados em três núcleos — “moradia e habitação popular”\, “feminismo” e “arte e educação” — além de uma seção dedicada à Revista Municipal de Engenharia\, veículo fundamental para a difusão do modernismo no Brasil. \nEm diálogo com esse vasto material\, obras comissionadas especialmente para a mostra aproximam o legado de Portinho de questões contemporâneas: um vídeo da cineasta\, antropóloga e artista visual Milena Manfredini e uma instalação do artista baiano Rommulo Vieira Conceição revisitam o Pedregulho (conjunto habitacional no bairro de Benfica)\, enquanto o projeto instalativo da artista carioca Ana Linnemann propõe modos de viver e trabalhar inspirados na urbanista. E em entrevista realizada pela cineasta Ana Maria Magalhães em 1995\, Portinho compartilha reflexões sobre sua vida e trabalho. \n“Carmen Portinho atravessa o século 20 como protagonista de lutas que permanecem atuais: habitação\, educação\, arte e igualdade de gênero. A exposição não apenas revisita sua trajetória\, mas nos convida a refletir sobre o que foi feito e o que ainda precisa ser conquistado”\, afirma Pablo Lafuente\, diretor artístico do MAM Rio. \nMoradia e habitação popular \nNa virada do século 20\, políticas higienistas e remoções marcaram a vida da população de baixa renda no Rio. Foi nesse contexto que Carmen Portinho consolidou sua atuação à frente do Departamento de Habitação Popular (DHP)\, criado em 1946. \nComo diretora-geral\, implantou projetos de grande escala baseados no conceito de “unidade de vizinhança”\, que integrava moradia\, escola\, lazer\, saúde e comércio em bairros autossuficientes. \nO Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes (Pedregulho)\, projetado por Affonso Eduardo Reidy a partir das ideias de Portinho\, tornou-se um marco do modernismo brasileiro\, premiado na 1ª Bienal de São Paulo (1951) e celebrado internacionalmente. \nOutros empreendimentos\, como o Conjunto Residencial Marquês de São Vicente\, em São Conrado\, e os conjuntos de Paquetá e Vila Isabel\, reafirmaram a ambição de aliar arquitetura\, urbanismo e justiça social. Apesar das críticas ao alto custo e à complexidade dos projetos\, suas soluções ainda hoje são referências em concepção arquitetônica e qualidade de construção. \n“O núcleo de Pesquisa do MAM Rio\, em geral\, trata a Carmen Portinho a partir de sua atuação como diretora executiva adjunta e de suas ações no contexto das práticas e das realizações do museu. Esta exposição nos permite exercitar um novo ponto de vista\, muito mais amplo e com reconhecimento justo de suas frentes de atuação profissional tão diversas. Falar sobre esses outros aspectos da trajetória de Portinho é muito envolvente e gratificante\, e nos ajuda a reforçar sua importância não somente para o MAM Rio\, mas para a cidade do Rio de Janeiro e para o Brasil”\, completa Aline Siqueira\, coordenadora de Pesquisa e Documentação do museu. \nFeminismo \nPortinho foi também protagonista do movimento feminista no Brasil desde os anos 1920\, ao lado de Bertha Lutz\, Almerinda Gama e outras sufragistas. \nParticipou de campanhas pelo voto feminino — conquistado nacionalmente em 1932 —\, fundou a União Universitária Feminina e foi uma das primeiras mulheres a ingressar e se destacar em áreas tidas como masculinas\, como a engenharia e o urbanismo. \nEm 1937\, ajudou a criar a Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas\, fortalecendo redes de apoio profissional. Décadas mais tarde\, em 1987\, foi escolhida para entregar a “Carta das Mulheres” ao presidente da Câmara\, Ulysses Guimarães\, durante o processo de elaboração da Constituição Federal\, tornando-se elo entre as lutas do início do século 20 e as conquistas contemporâneas. \nArte e educação \nO vínculo com a arte acompanhou Carmen Portinho ao longo de toda a vida. \nNos anos 1950\, integrou a gestão do MAM Rio como diretora executiva adjunta\, coordenando exposições e a construção da sede definitiva do museu\, projetada por Reidy. \nNa instituição\, consolidou o museu como centro de arte e educação\, apoiando iniciativas como o Ateliê de Gravura\, que formou uma geração de artistas na década de 1960. \nPosteriormente\, como diretora da Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) entre 1967 e 1988\, garantiu a consolidação da primeira escola de design da América Latina\, promovendo um diálogo inovador entre arte\, design e pedagogia. \nRevista Municipal de Engenharia \nFundada em 1932 a partir de sua iniciativa\, a Revista Municipal de Engenharia foi um dos principais veículos de difusão do pensamento modernista em arquitetura\, urbanismo e engenharia no Brasil. \nPublicou textos de Lucio Costa\, Oscar Niemeyer e Le Corbusier\, além de artigos da própria Portinho\, incluindo o anteprojeto de sua autoria para a nova capital do país\, no Planalto Central — visão que antecipou princípios depois incorporados por Costa em Brasília.
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