A Simões de Assis apresenta uma exposição dedicada ao artista venezuelano Carlos Cruz-Diez, marcando sua primeira individual em Curitiba. A mostra reúne trabalhos emblemáticos das séries Physichromie e Color Aditivo, além de obras inéditas, entre elas uma peça em tecido apresentada pela primeira vez.
Também integra a exposição a instalação de grande escala Laberinto de Transcromía Rachel (1965–2017), composta por estruturas translúcidas suspensas que geram novas tonalidades conforme o visitante percorre o espaço. O conjunto destaca uma das principais contribuições do artista para a arte do século XX: a compreensão da cor como fenômeno autônomo, em constante transformação e independente da forma.
Nascido em Caracas, Carlos Cruz-Diez iniciou sua investigação sobre a cor ainda na infância, observando os efeitos da luz em vitrais e objetos translúcidos. A partir dos anos 1950, desenvolveu um pensamento que desloca a cor do papel secundário tradicionalmente atribuído a ela na pintura ocidental, transformando-a em protagonista da experiência estética. Em suas obras, a cor deixa de ser atributo da forma e passa a constituir o próprio espaço da obra, criando o que o artista chamou de “acontecimentos cromáticos”.

