
A Fondation Louis Vuitton dedica todos os seus espaços expositivos — e pela primeira vez o gramado adjacente — a uma retrospectiva de Alexander Calder (1898–1976), celebrando o centenário de sua chegada à França e o cinquentenário de sua morte. Com quase 300 obras distribuídas por mais de 3.000 m², a mostra percorre meio século de criação: das esculturas em arame e do Cirque Calder — que volta a Paris graças a um empréstimo excepcional do Whitney Museum, o primeiro em 15 anos — às esculturas monumentais que redefiniriam a arte pública nos anos 1960 e 70. O percurso cronológico reúne móbiles, estáveis, pinturas, desenhos e joias, e contextualiza a obra de Calder em diálogo com contemporâneos como Mondrian, Picasso e Miró. Na arquitetura de Frank Gehry, os móbiles transformam a exposição numa coreografia suspensa. A mostra conta ainda com 34 fotografias de nomes como Henri Cartier-Bresson, Man Ray, Gordon Parks e Agnès Varda.
