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SUMMARY:"Beira do tempo" de Thiago Hattnher na Almeida & Dale
DESCRIPTION:Thiago Hattnher\, Sem título\, 2024 (detalhe). Foto: Julia Thompson\n\n\n\n\nBeira do tempo\, a primeira individual de Thiago Hattnher no Brasil\, é resultado de uma relação persistente e meticulosa com a pintura. \nO artista propõe uma construção vagarosa\, atenta. Tem por hábito trabalhar muitas telas simultaneamente\, sem saber de antemão como o trabalho vai ser. Utilizando tinta a óleo\, cuja secagem é lenta\, ele sobrepõe camadas\, criando campos de cor e de forma que oscilam entre harmonias e desequilíbrios\, articulando-se em um jogo provocativo entre zonas neutras\, áreas que sugerem jogos abstratos ou paisagens imaginárias\, linhas que simulam horizontes\, citações que remetem à paisagem ou ao gênero da natureza morta\, evocando assim a história da pintura. \n São trabalhos\, como diz Hattnher\, muito mais motivados por atmosferas do que por narrativas. Aspecto que o artista reforça ao optar por não dar título às obras\, nem as isolar por meio de molduras. Ao deixar a lateral visível\, ele dá visibilidade às camadas de cores (verde limão\, laranja florescente…) que\, juntas\, criam uma aparência brumosa\, difícil de definir. \n“Trata-se de um pensamento que reluta em fixar-se em ideia e em alcançar sua forma final”\, sintetiza Julia de Souza no texto crítico da mostra Beira do tempo. “A cogitação de Hattnher se aproxima mais do pensamento\, da meditação e da preparação do que do cálculo”\, acrescenta ela. Longe de ser um instrumento para contar histórias\, demonstrar virtuosismos ou construir lógicas precisas\, a técnica torna-se uma investigação persistente e diária\, que cria como que uma temporalidade alargada. “Isso traz uma lentidão na leitura que eu gosto que o trabalho tenha”\, afirma Hattnher. \nEssa desaceleração temporal vai de encontro ao imediatismo contemporâneo. Remete à memória\, como uma lembrança borrada\, diz ele. Vistas em conjunto\, as telas desafiam o espectador\, convidando-o a descobrir elos e particularidades no interior de cada uma delas e também nos diálogos entre as várias obras\, num movimento incessante de aproximação e afastamento\, autonomia e síntese.  \nA exposição estabelece um diálogo profundo com a tradição pictórica\, mas ao mesmo tempo a subverte\, transformando a técnica em campo de experimentação e reflexão. Os formatos são normalmente pequenos e modulares. Há apenas uma tela um pouco maior\, com 1\,4 metro de largura\, de um azul profundo\, atmosférico\, na qual “o impasse entre figura e fundo se exacerba”\, como enfatiza Julia de Souza. O tipo de tinta usada é o mesmo\, mas os materiais\, técnicas e superfícies são diversos. Madeira\, linho ou juta mais rústica absorvem a luz e a tinta de forma diferente\, jogando com a percepção. \n“Cada superfície me permite convocar uma imagem diferente”\, destaca. Essas variações de ritmo\, intensidade\, duração – esse desenvolvimento errante\, como ele diz – dão à obra algo de “notação musical”\, como observa Mateus Nunes\, atual curador do MASP\, em seu texto crítico para a exposição que Hattnher realizou em Londres\, no ano passado. Não por acaso\, a dissertação de mestrado do artista na ECA-USP intitula-se\, sugestivamente\, Pintura\, Silêncio e outros ruídos e trata das aproximações entre a produção de John Cage e Cy Twombly e sua própria investigação. \nHá uma inquietação permanente na forma como Hattnher constrói sua obra. A pintura desde sempre foi sua linguagem\, desde antes de deixar São José do Rio Preto para estudar artes visuais em São Paulo\, em 2009. “Nunca tinha sido apresentado a outras práticas\, era o que eu conhecia”\, brinca.
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