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SUMMARY:"Andar pelas bordas: bordado e gênero como práticas de cuidado" na Arte123 Galeria
DESCRIPTION:O verbo “bordar” carrega consigo múltiplos significados. Muitas vezes identificada\, erroneamente\, como uma prática apenas feminina\, a atividade variou bastante ao longo da história\, sendo executada tanto por mulheres como por homens: bordados serviram para decorar residências\, cobrir os tetos das casas\, vestir crianças e adultos\, anotar a passagem do tempo\, criar cortinas que vedam o público do privado\, tecer cobertas e\, assim\, agasalhar e proteger as pessoas das intempéries do tempo. Funcionaram\, também\, como atos eminentemente coletivos e políticos\, inserindo-se nas bandeiras e nas faixas de grupos insurgentes\, mas também como parte de manifestações de auto-orgulho organizadas por grupos de identidade. Nesse sentido\, foram desenvolvidas nas “bordas” do sistema. \n\n\n\nDe uma maneira ou de outra\, essa foi sempre uma atividade de “cuidado”; consigo mesmo\, com os familiares\, com a comunidade. Todavia\, por conta de sua associação estereotipada ao universo feminino\, essa arte acabou naturalizada dentro da hierarquia presente no cânone ocidental\, sendo entendida como um gênero menor e vinculada ao espaço da domesticidade. Afinal\, pensados nesses termos\, os bordados não passariam de ornamentos e\, sendo assim\, secundários. \n\n\n\nAndar pelas bordas questiona essa tradição para\, assim\, subvertê-la e\, ao mesmo tempo\, tratar de ressignificar essa arte. Em diálogo com outras mostras que abordaram o tema\, a exposição apresenta o trabalho potente de 47 mulheres artistas\, e que\, emprestando as palavras de Cecília Meirelles\, encontram-se “unidas como um fio de pano”. Aqui\, “unimos” mulheres de diferentes gerações\, raças sociais\, regiões e momentos na carreira\, todas atravessadas pela técnica do bordado\, que produz\, com sua beleza e força\, novas realidades. \n\n\n\nA intenção é explorar a riqueza e a diversidade de expressões do bordado\, fazendo uma homenagem às mulheres artistas\, tantas vezes excluídas das histórias da arte ocidentais. Nestes tempos tão sem tempo\, dizem que é preciso levar a vida como um bordado. Bordando a vida.
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