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SUMMARY:"Ancestral: Afro-Américas - Estados Unidos e Brasil" no MAB FAAP
DESCRIPTION:Tracy Collins e Eneida Sanches\, “Transe e Memória”\, 2019\n\n\n\n\nA exposição inédita “Ancestral: Afro-Américas – Estados Unidos e Brasil” aborda as relações entre os dois países sob a ótica da diáspora africana e como ela está presente nas artes visuais. Sediada no Museu de Arte Brasileira da FAAP\, a mostra gratuita reúne 134 obras de grandes artistas de ambos os países.  \nCom expografia orgânica\, a mostra\, que ficará em cartaz de 29 de outubro até 26 de janeiro de 2025\, oferece reflexões sobre a afirmação do corpo\, a dimensão onírica dos sonhos e a reivindicação de espaço. Através desses três eixos – corpo\, sonho e espaço – “Ancestral” promove um encontro que valoriza o conceito de identidade afro-americana no Brasil e nos EUA e da arte decolonial. A exposição não apenas homenageia os artistas que desafiaram as brutalidades e o apagamento do colonialismo\, mas também busca fomentar um diálogo aberto sobre o impacto e a relevância das raízes africanas ancestrais na sua formação e em seus contextos sociais.  \nA partir dessas provocações\, o projeto propõe uma perspectiva renovada sobre o mundo e uma nova forma de existir\, imaginadas pelo grupo de artistas participantes. Este processo criativo possibilita uma movimentação simultânea entre passado e futuro\, trançando as linhas ancestrais que sustentam a cena da arte contemporânea e ressaltando as produções atuais que\, no futuro\, poderão emergir como precursoras de expressões de vida ainda não experimentadas.  \n“Nós nos deixamos guiar pelos grupos e comunidades da diáspora africana que reimaginaram o conceito de servidão nessas nações coloniais para as quais foram trazidas\, contribuindo de maneira significativa para a construção da identidade nacional desses lugares. A partir da ideia de seres humanos que reinventam sua existência em um ambiente hostil\, selecionamos artistas que evocam essa invenção\, essa transformação\, e esse processo de ‘tornar-se’ como uma poderosa ferramenta\, poética e estética”\, comenta a curadora brasileira Ana Beatriz Almeida.  \nPara a curadora norte-americana Lauren Haynes\, a oportunidade de trabalhar com Ana Beatriz “para apresentar o trabalho de artistas afro-americanos ao lado do trabalho de artistas afro-brasileiros foi uma ótima chance de explorar conexões e práticas distintas de artistas negros atuando em dois lugares muito diferentes. Espero que os visitantes saiam da exposição tendo aprendido sobre novos artistas e novas formas de fazer arte”.  \nA exibição acontece no ano que marca o bicentenário das relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. “A decisão de colocar a arte afrodescendente no centro dessa comemoração é muito importante e destaca o complexo legado que tanto os Estados Unidos quanto o Brasil compartilham como resultado de nossas histórias com a escravidão. Em 1824\, os Estados Unidos e o Brasil tinham as maiores populações de africanos escravizados. Duzentos anos depois\, nossos atuais governos estão trabalhando juntos no relançamento do Plano de Ação Conjunta Brasil-EUA para Eliminar a Discriminação Racial e Étnica e Promover a Igualdade (JAPER). Estou certa de que esta exposição vai nos inspirar a intensificar nossos esforços na luta para acabar com o racismo”\, disse a embaixadora dos Estados Unidos no Brasil\, Elizabeth Frawley Bagley.  \nSob esse pano de fundo histórico\, a exposição reúne 74 artistas de grande relevância no cenário internacional das duas nações. Dentre eles\, os trabalhos inéditos das brasileiras Gabriella Marinho e Gê Viana\, e da norte-americana Simone Leigh\, que traz uma obra nova de sua coleção pessoal. Natural de Chicago\, a artista reconhecida internacionalmente é a primeira mulher afro-americana a representar os Estados Unidos na Bienal de Veneza. O também norte-americano Nari Ward\, que já teve a oportunidade de se apresentar no Brasil\, é outro nome que traz para a mostra um trabalho criado em solo brasileiro exclusivamente para a ocasião. O artista incorpora em suas obras objetos do cotidiano\, enriquecendo assim o intercâmbio artístico entre as nações.  \nTambém fazem parte da curadoria de “Ancestral” nomes como Abdias do Nascimento\, ícone do ativismo cultural no Brasil\, amplamente reconhecido por suas contribuições à valorização da cultura afro-brasileira e por ter sido agraciado com o Prêmio Zumbi dos Palmares. Entre os artistas norte-americanos\, Kara Walker se destaca com sua arte provocativa\, que examina questões históricas e sociais e lhe rendeu o prestigiado Prêmio MacArthur. Julie Mehretu é outra presença significativa\, reconhecida por suas complexas pinturas que estabelecem um diálogo com a geopolítica atual\, acumulando uma série de prêmios ao longo de sua carreira. Complementando esse panorama\, a brasileira Rosana Paulino\, premiada com o Prêmio PIPA\, traz um olhar crítico sobre raça e identidade\, ressaltando a diversidade e a profundidade das vozes representadas na mostra.  \nAinda se somam a eles nomes como o da jovem artista Mayara Ferrão\, que utiliza a inteligência artificial para repensar cenas de afeto entre pessoas negras e indígenas não contadas pela “história tradicional”; e o sergipano Bispo do Rosário\, com seus mantos bordados e objetos que transcenderam o tempo e subverteram o conceito de beleza e loucura. Reforçando o diálogo poderoso sobre identidade\, cultura e história\, e refletindo a complexidade da experiência humana\, vemos a inclusão das obras de Kerry James Marshall\, Carrie Mae Weems e Betye Saar.   \n“Ancestral” investiga as narrativas entrelaçadas entre Brasil e Estados Unidos\, por meio da lente da arte\, que transcende fronteiras geográficas e culturais\, evocando a sensação constante de estar em um espaço desconhecido e lembrar de outro lugar\, como em uma viagem a Salvador\, onde pessoas e lugares poderiam ser confundidos com Nova Orleans. “A palavra ‘ancestral’ é comum tanto em inglês quanto em português. É essa origem compartilhada que buscamos evidenciar na arte contemporânea\, algo que ultrapasse as barreiras geográficas\, linguísticas e culturais. A exposição ‘Ancestral’ demonstra que\, mesmo diante de tanta dor\, sofrimento e com todo distanciamento de séculos de diáspora africana\, sua arte persiste na capacidade de manter uma chama acesa ao longo do tempo”\, destaca o diretor artístico da mostra\, Marcello Dantas.  \nCom apoio da Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP e da Embaixada e Consulados dos Estados Unidos no Brasil\, “Ancestral: Afro-Américas – Estados Unidos e Brasil” tem patrocínio do BB Asset\, Bradesco\, Caterpillar\, Instituto CCR\, Citi\, Itaú Unibanco\, Whirlpool e Bank of America – que cedeu 52 obras de seu acervo para a mostra. Além dele\, o Museu Afro Brasil também cedeu obras de sua coleção para a ocasião.  \n“Com a exposição ‘Ancestral: Afro-Américas’\, a parceria da FAAP com a Embaixada dos Estados Unidos\, que já vem de longa data\, ganha um novo capítulo. Fato ainda mais relevante neste ano de comemoração ao bicentenário das Relações diplomáticas com o Brasil. Estamos felizes em levar ao público novas reflexões e olhares sobre a ancestralidade em comum aos dois países”\, afirma a Conselheira do MAB FAAP\, Pilar Guillon Liotti. 
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