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Agnes Martin é o fio condutor de Painting is not making paintings, exposição no Dia Beacon, em Nova York, com curadoria de Jordan Carter e Emily Marker.
A mostra cartografa a transição de Martin de uma abstração de caráter quase orgânico para a grade de grafite — dispositivo compositivo que se tornaria sua marca mais reconhecível ao longo dos anos 1960.
A seleção ilumina como Martin desenvolveu composições que avançavam de forma lenta e iterativa — uma recusa deliberada da pintura como prática orientada ao produto. Um conjunto de obras criadas após 1974, quando a artista retornou à pintura depois de vários anos de pausa, abrange desde bandas horizontais e veladuras luminosas em acrílica até o retorno das formas geométricas e as últimas telas negras, revelando a amplitude de paletas e composições que marcaram essa fase.
Ao trazer de volta as obras de Martin às galerias do Dia Beacon pela primeira vez em quase uma década, a exposição oferece uma oportunidade renovada de situar suas contribuições singulares ao Minimalismo.
