BEGIN:VCALENDAR
VERSION:2.0
PRODID:-//Arte Que Acontece - ECPv6.15.20//NONSGML v1.0//EN
CALSCALE:GREGORIAN
METHOD:PUBLISH
X-WR-CALNAME:Arte Que Acontece
X-ORIGINAL-URL:https://artequeacontece.com.br
X-WR-CALDESC:Eventos para Arte Que Acontece
REFRESH-INTERVAL;VALUE=DURATION:PT1H
X-Robots-Tag:noindex
X-PUBLISHED-TTL:PT1H
BEGIN:VTIMEZONE
TZID:America/Sao_Paulo
BEGIN:STANDARD
TZOFFSETFROM:-0300
TZOFFSETTO:-0300
TZNAME:-03
DTSTART:20230101T000000
END:STANDARD
END:VTIMEZONE
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Sao_Paulo:20240316T110000
DTEND;TZID=America/Sao_Paulo:20240629T200000
DTSTAMP:20260419T071206
CREATED:20240314T151912Z
LAST-MODIFIED:20240605T145443Z
UID:47255-1710586800-1719691200@artequeacontece.com.br
SUMMARY:"A realidade máxima das coisas" na Galeria Frente
DESCRIPTION:Manabu Mabe\, sem título. Foto: Luan Torres Galeria Frente\n\n\n\nDedicada à importante presença de artistas nipo-brasileiros e a mostrar suas diferentes criações frente às individuais percepções de cada um em contato com a nova cultura dos trópicos\, a Galeria Frente apresenta a exposição A realidade máxima das coisas\, de 16 de março a 1 de junho. Com cerca de 70 obras\, a mostra tem curadoria de Jacob Klintowitz e celebra a arte de onze artistas que deixaram o país do Sol Nascente e dedicaram suas vidas e suas criações nas artes no Brasil. \n\n\n\nAs diferentes nuances\, traços\, formas e tons impregnados nas obras de Jorge Mori\, Flávio Shiró\, Kazuo Wakabayashi\, Manabu Mabe\, Megumi Yuasa\, Takashi Fukushima\, Tikashi Fukushima\, Tomie Ohtake\, Tomoshige Kusuno\, Yutaka Toyota e Tsugouharu Foujita que compõem o elenco da exposição\, retratam a forma como esses artistas dialogaram com o Novo Mundo. “De que maneira os artistas oriundos do Japão responderam ao desafio de um país solar como o Brasil?” questiona o curador ao pontuar que “a proposta foi a de uma arte de realidade máxima das coisas. Cada um na sua linguagem\, nos seus símbolos\, nas suas vivências\, tornaram presente a presença da luz e da possível percepção. Vindos de uma tradição na qual a arte e a linguagem foram sensíveis\, mas matizadas\, eles produziram uma arte notável que pode ser definida como a realidade máxima das coisas onde realizaram uma arte que contribuiu muito para o amadurecimento da arte brasileira”\, explica Jacob. \n\n\n\nUm dos destaques\, e em celebração ao seu centésimo aniversário – o artista faria 100 anos esse ano – Manabu Mabe (1924-1997) tem forte presença nessa mostra. Entre o total das 14 obras que serão exibidas na exposição\, está um óleo sobre tela de 1994 que retrata uma aventura no espaço\, uma intervenção no imaginário espacial\, e uma referência à sensibilidade humana. “Por vezes\, quase sentimos o artista respirar. O seu delicado pincel\, percorre a tela como uma anotação do sentimento. Os elementos dialogam entre si\, mas o diálogo maior se dá entre a respiração e o gesto\, entre a criação e o sentimento”\, detalha Klintowitz. \n\n\n\nAssim como Mabe\, Yutaka Toyota (1931) reflete sobre a energia e o espaço em seus trabalhos. Dele\, o curador destaca a obra Espaço Negativo. “Nesta escultura\, ele assinala vetores de energia\, uma conversa com o invisível.” É um artista cuja sensível pesquisa do invisível\, do espaço sideral e do que se sente dele\, produziu uma obra de grande percepção manifestada numa geometria sagrada. É um mestre silencioso\, um visionário\, e um dos escultores mais importantes do país. Da peça de pequeno formato\, às peças de grande formato\, nas palavras do curador\, Toyota produziu um universo de formas totêmicas cuja essência é a relação sutil com o universo e a percepção humana. É um mestre do silêncio. \n\n\n\nÚnica artista mulher da mostra e uma das artistas mais emblemáticas\, Tomie Ohtake (1913-2015) é tida como uma das grandes damas da arte brasileira\, tem seis trabalhos selecionados para essa mostra\, todos pinturas sobre tela. Destaque para uma tela de 1968 na qual nota-se a relação da forma e gestos em formas rigorosamente elaboradas empregadas pela artista que explora suas espacialidades de modo preciso. Sua pintura sempre dignifica a sua linguagem já que a pintura\, nesse contexto\, é o único discurso possível. \n\n\n\nE\, não há como não citar a presença de T. Foujita\, um artista japonês que esteve ‘temporariamente’ entre nós na década de 1930 e que se relacionou com fortes presenças da nossa cultura como Manuel Bandeira\, Candido Portinari e Emiliano Di Cavalcanti. Foujita\, que produziu ‘entre nós’\, foi um viajante\, um transgressor e\, de tanta expressividade na Escola de Paris\, é considerado um precursor ao representar para sua época\, uma possibilidade de prazer e sonho. Um artista antológico\, de grande domínio expressivo e senhor de uma técnica soberba\, a obra Nú deitado é um precioso desenho e cuja figura feminina\, é representativa do seu percurso. “A presença feminina percorreu todas as fases do artista. E ela é sempre significativa\, pois sinaliza a sua capacidade de amar e a suavidade de sua concepção da realidade”\, pontua Jacob. \n\n\n\nAcacio Lisboa\, à frente da galeria\, enfatiza que é uma exposição que estimula a refletir sobre a cultura nipo-brasileira. “Essa mostra nos faz trazer à tona e homenagear legados estéticos de relevância\, que tenham consistência histórica e um valor inestimável para a cultura artística Nacional e Internacional. Acreditamos que a difusão dessa exposição promove a atualização do debate\, cria uma atmosfera de encontros e favorece novas discussões sobre a criação dos artistas\, tão relevantes para nossa história”\, finaliza.
URL:https://artequeacontece.com.br/evento/a-realidade-maxima-das-coisas-na-galeria-frente/
LOCATION:Galeria Frente\, R. Dr. Melo Alves\, 400 - Cerqueira César\, São Paulo\, SP\, Brasil
CATEGORIES:São Paulo
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Manabu-Mabe_sem-titulo__foto-Luan-Torres-Galeria-Frente.jpg
END:VEVENT
END:VCALENDAR