A exposição A flower in the ending, primeira individual em Nova York de Donyel Ivy-Royal, reúne obras que transitam entre pintura, fotografia, som e instalação. O artista, baseado no Brooklyn, constrói uma prática que articula passado e presente por meio de imagens pessoais, referências históricas e fragmentos do cotidiano, criando composições que operam como tributos íntimos a lugares, afetos e experiências.
Partindo de uma linguagem desenvolvida no graffiti, Ivy-Royal incorpora a ideia de impermanência como elemento central de seu processo. Superfícies urbanas, fotografias digitais e analógicas e registros sonoros tornam-se matéria-prima para obras que são continuamente construídas e desfeitas. Em muitas pinturas, o artista remove camadas de tinta, revelando vestígios de imagens anteriores e criando uma tensão entre presença e apagamento — um gesto que ecoa tanto processos urbanos quanto dinâmicas da memória.

