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SUMMARY:A Casa de Cultura do Parque inaugura o II Ciclo Expositivo de 2024 com três mostras inéditas
DESCRIPTION:Leda Catunda\, Ana e André\, 2016. Crédito: Eduardo Ortega\nMônica Nador + JAMAC\, Pleaser\, 2022. Foto: Filiper Berndt. Cortesia Galeria Vermelho\n\n\n\n\nNo sábado\, dia 3 de agosto\, a partir das 14h\, a Casa de Cultura do Parque convida todo o público para a abertura de três exposições inéditas que trazem artistas de diferentes gerações\, apresentando obras em diversas mídias e criadas especificamente para os espaços da Casa. Reunindo nomes como Carla Chaim\, Marcelo Amorim\, Nino Cais\, Lenora de Barros\, Rosângela Rennó\, Leda Catunda\, Flora Leite e Mano Penalva\, as mostras marcam o II Ciclo Expositivo de 2024 e ficam em cartaz até o dia 13 de outubro. \nA Vingança do Arquivo – Carla Chaim\, Marcelo Amorim e Nino Cais convidam Leda Catunda\, Lenora de Barros e Rosângela Rennó \nA exposição “A Vingança do Arquivo”\, na Galeria da Casa de Cultura do Parque\, é uma convite dos artistas Carla Chaim\, Marcelo Amorim e Nino Cais que\, como curadores\, convidam as artistas Lenora de Barros\, Rosângela Rennó e Leda Catunda para um grande diálogo entre suas produções. A mostra é acompanhada por um texto crítico inédito da curadora e pesquisadora Ana Roman. \nAs práticas de Carla Chaim\, Marcelo Amorim e Nino Cais\, embora diversas em suas trajetórias\, compartilham uma sensibilidade comum aos objetos do mundo\, unindo-os pela apropriação.  \nNesta exposição\, o arquivo é o ponto de partida\, e cada artista também atua como curador\, convidando outro artista para expandir o diálogo. Nino Cais convida Leda Catunda\, que ressignifica objetos cotidianos; Carla Chaim convida Lenora de Barros\, explorando corpo e escrita; e Marcelo Amorim convida Rosângela Rennó\, que recontextualiza imagens. Juntas\, suas obras questionam a autoridade documental dos arquivos e expressam a contínua busca dos artistas por ressignificações\, iluminando vestígios do passado sob novas perspectivas. \nAna Roman observa:  \n“A vingança dos arquivos se apresenta\, em certa medida\, como uma mistura entre a apropriação e a dobra de elementos inscritos no passado\, que se tornam objetos de fabulação de futuro; ou ainda pode ser compreendida como o desaprendizado das práticas e das categorias fundamentais às lógicas de dominação que regem os arquivos. Os artistas reunidos na exposição são\, de alguma maneira\, desobedientes a essas lógicas e posicionam-se como investigadores da nossa cultura visual. Eles trabalham a partir do desvio.” \n“A Vingança do Arquivo” propõe uma reflexão profunda sobre a memória\, o esquecimento e a reinvenção\, convidando o público a reconsiderar a natureza dos arquivos e a autoridade das narrativas históricas. \nSonâmbula – Individual de Flora Leite  \n“Sonâmbula” ocupa o Gabinete da Casa de Cultura do Parque e revela a poética singular de Flora Leite através de obras que exploram os limites entre matéria\, objeto e a intangibilidade. \nCom trabalhos que capturam a atenção para o que é aparentemente invisível e efêmero\, a individual de Flora Leite inclui obras como “Chaminé”\, uma torre de cigarros Marlboro empilhados\, e “Celeste”\, um aparelho óptico que projeta a luz atmosférica no chão. Em “Alguma coisa\, coisa nenhuma”\, a artista transforma a poeira recolhida em uma galáxia no piso da Casa\, invertendo a célebre frase “Somos todos poeira de estrelas”. A mostra também inclui “Núcleo\, magma\, crosta”\, onde um pedaço de pão percorre o elevador da casa\, em um movimento que reflete a combinação de repouso e deslocamento.  \nA poeta Julia de Souza\, em seu texto crítico que acompanha a mostra\, observa que as obras de Flora Leite transitam entre o concreto e o abstrato\, provocando reflexões sobre a natureza das coisas e a linguagem. Ela escreve:  \n“O sentido das coisas nunca é estanque — e tampouco são estanques as próprias coisas”.  \n“Sonâmbula” é um convite à imersão no universo poético de Flora Leite\, que desafía o espectador a olhar para o cotidiano com novos olhos\, a perceber a beleza e a poesia nos detalhes mais sutis e a refletir sobre as fronteiras entre o tangível e o intangível. \nCrepom – Instalação de Mano Penalva  \nInspirado pela memória afetiva de sua avó\, que lhe ensinou a fazer flores de papel crepom\, Mano Penalva celebra os saberes transmitidos pelo corpo e pelo afeto. A instalação “Crepom”\, criada especialmente para o “Projeto 280×1020” da Casa de Cultura do Parque\,  é composta por uma videoperformance\, um canal sonoro e dois grandes murais que lembram lousas\, adornados com babados de crepom branco.  \nPenalva evoca a educação convencional\, com elementos que remetem à autoridade do professor e à organização normativa do alfabeto\, para\, em seguida\, questionar essa estrutura. A instalação sugere que o conhecimento é transmitido também pela matéria\, desafiando a separação entre intelecto e corpo\, arte e artesanato\, masculino e feminino\, escrita e oralidade.  \nA curadora e pesquisadora Mariana Leme\, em seu texto crítico que acompanha a mostra\, contextualiza “Crepom” dentro da história da arte ocidental\, marcada pela divisão entre natureza e cultura\, arte e artesanato.  \n“Uma educação pela pedra\, ou pelas flores\, pode significar uma bem-vinda contaminação cultural\, para que possamos aprender da matéria\, e reconhecer que também somos feitos dela.” \nMariana Leme ressalta que a instalação de Penalva busca reparar essa fratura\, resgatando uma educação pela materialidade e pela beleza das coisas. Através de suas flores de crepom\, Penalva chama a atenção para a importância de uma educação que valoriza o contato com a matéria e a beleza\, em contraste com a primazia do intelecto que dominou a história da arte ocidental. \nPenalva nos convida a aprender com a matéria\, a reconhecer nossa conexão com ela e a valorizar os saberes que atravessam gerações. A exposição é uma oportunidade de refletir sobre nossas próprias práticas educacionais e culturais\, promovendo uma contaminação cultural bem-vinda e necessária. \n 
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LOCATION:Casa de Cultura do Parque\, Av. Professor Fonseca Rodrigues\, 1300 Alto de Pinheiros\, São Paulo\, São Paulo\, Brasil
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